Problemas com planos foram o
principal motivo dos atendimentos em 2017. Mudanças discutidas no Congresso podem
deixar consumidor mais vulnerável
Como parte
das divulgações da semana do Dia do Consumidor, o Idec publicou o ranking anual
de atendimentos de 2017. Líder dos últimos 6 anos do levantamento, as dúvidas e
queixas sobre planos de saúde somaram 23,4% dos registros do ano passado. Dos
diferentes temas de atendimento relacionados à Saúde, os planos são
responsáveis 93,97% do total.
O principal
tema abordado pelos associados do Idec sobre planos de saúde continua sendo
reajuste abusivo, predominantemente de planos coletivos, que não são regulados
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O percentual de casos
envolvendo reajustes teve forte crescimento em 2017 e correspondeu a cerca de
45% - ou seja, a quase metade dos atendimentos desse segmento.
Veja abaixo
os assuntos mais comentados dentro de planos de saúde:
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Planos de Saúde 2016
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Planos de Saúde 2017
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Reajuste - 32,6%
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Reajuste - 44,5% ⬆
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Negativa de cobertura - 12,6%
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Informações incompletas - 12,8% ⬆
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Informações incompletas - 9,1%
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Negativa de cobertura - 11,9% ⬇
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Descredenciamento - 8,5%
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Descredenciamento - 2,1% ⬇
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“As
reclamações sobre planos de saúde está historicamente entre os principais
atendimentos recebidos por entidades de defesa do consumidor. Um alerta maior ainda
para a sociedade é a discussão que ocorre neste momento no Congresso Nacional a
respeito de mudanças nas Lei de Planos de Saúde. A proposta que pode ser votada
vai piorar bastante a situação do consumidor, que estará ainda mais vulnerável
em relação às operadoras”, alerta a pesquisadora de Saúde do Idec, Ana Carolina
Navarrete.
Com o
crescimento de atendimentos sobre os valores dos reajustes, diminuiu a
participação de outros tipos de reclamações, como negativa de cobertura e
descredenciamento. Para o advogado e analista de relacionamento com o associado
do Idec, Igor Marchetti, uma possível explicação é que, com a crise econômica,
os consumidores tendem a reclamar mais do valor da mensalidade do que da
qualidade do serviço. “Nessa conjuntura de vulnerabilidade do consumidor,
medidas como a tentativa de flexibilização das regras da Lei de Plano de Saúde,
em andamento no Congresso, mostram-se perversas, pois usam a situação econômica
para retirar direitos e garantias”, analisa o advogado.
Excluindo os
planos, outros temas relacionados à Saúde que tiveram reclamações em 2017 foram
serviços particulares de saúde (3,4% das reclamações), medicamentos e farmácia
(2%), outros produtos relacionados à saúde, exceto medicamentos (0,3%) e planos
odontológicos (0,3%).
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