O alerta é do
Ministério da Saúde, que lançou nova campanha publicitária para aumentar a
cobertura vacinal no país. Atualmente, em São Paulo, 49,9% das meninas e 36,7%
dos meninos foram imunizados contra o HPV
O Ministério da Saúde está convocando
adolescentes de todo país para se vacinarem contra HPV (Papiloma Vírus Humano)
e meningite. A preocupação da Pasta é com as baixas coberturas vacinais em todos
os estados da federação. Em São Paulo, desde a incorporação da vacina HPV no
Calendário Nacional, a cobertura com as duas doses é de 49,9% entre meninas de
9 a 14 anos e 36,7%entre os meninos de 12 e 13 anos, com a primeira dose. Devem
se vacinar contra meningite os adolescentes de 12 e 13 anos.
Confira a apresentação (PDF)
Na nova Campanha Publicitária de Mobilização e Comunicação para a
Vacinação do Adolescente contra HPV e Meningites, o Ministério da Saúde convoca
10 milhões de adolescentes de todo o país para atualizarem suas cadernetas de
vacinação. Deverão ser vacinadas contra o HPV, meninas de 9 a 14 anos e meninos
de 11 a 14 anos. Neste ano, o Ministério da Saúde está ampliando a faixa etária
da vacina meningite C, que agora passa a ser 11 a 14 anos de idade. No ano
passado, estavam sendo vacinados contra a doença meninas e meninas de 12 a 13
anos.
“Esta campanha está completamente de acordo com a mudança de foco
que estamos implantando no Ministério da Saúde, que é priorizar a prevenção.
Estamos investindo na prevenção para evitar que as pessoas fiquem doentes”,
explicou o ministro Ricardo Barros.
A campanha publicitária será veiculada no período de 13 a 30 de
março e traz o slogan “Não perca a nova temporada de Vacinação contra a
meningite C e o HPV”, e utiliza a linguagem das séries famosas de TV para
aproximar dos adolescentes.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do
Ministério da Saúde, Carla Domingues, lembra que as vacinas contra o HPV e a
meningocócica C fazem parte do calendário de rotina disponível nas unidades do
SUS. “É importante ressaltar que é uma campanha informativa, de esclarecimento
e não uma campanha de vacinas. É importante para alertar sobre a necessidade da
vacinação, esclarecendo o que é mito e boato, e informações verdadeiras,
baseadas em estudos científicos”, observou a coordenadora.
HPV – No Brasil, 4,9 milhões de meninas
procuraram as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para completar o esquema
com a segunda dose, totalizando 48,7% na faixa etária de 9 a 14 anos. Já com a
primeira dose, foram vacinadas 8 milhões de meninas nesta mesma faixa, o que
corresponde a 79,2%. Entre os meninos, 1,6 milhões foram vacinados com a
primeira dose, o que representa 43,8% do público alvo. A Pasta alerta que a
cobertura vacinal só está completa com as duas doses. Para este ano, foram
adquiridas 14 milhões de doses da vacina contra HPV.
Segundo estudo realizado pelo projeto POP-Brasil em 2017, a
prevalência estimada do HPV no Brasil é de 54,3 %. O estudo entrevistou 7.586
pessoas nas capitais do país. Os dados da pesquisa mostram que 37,6 % dos
participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.
O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a
oferecer a vacina HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A
vacina contra o HPV previne contra diversos tipos de cânceres. No Brasil, são
estimados 16 mil casos de câncer de colo do útero por ano e 5 mil óbitos de
mulheres devido à doença. Mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos
cânceres de pênis são atribuíveis à infecção pelo HPV, principalmente pelo
subtipo 16.
MENINGOCÓCICA C – Desde ano passado, já foram
vacinados 32% do público-alvo da campanha. Para este ano, foram adquiridas 15
milhões de doses da vacina contra meninigite. O esquema vacinal para esse
público será de um reforço ou uma dose única, conforme a situação vacinal.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público-alvo da campanha.
Além de proporcionar proteção, a ampliação alcançará o efeito da imunidade de
rebanho, ou seja, a proteção indireta das pessoas não vacinadas.
VACINAÇÃO NAS ESCOLAS – A participação das
escolas é fundamental para reforçar a adesão dos adolescentes à vacinação
potencializando, desta forma, a imunização. Por isso, o Ministério da Saúde em
parceria com o Ministério da Educação tem promovido a vacinação nas escolas,
dentro do Programa Saúde na Escola. “Com a publicação da portaria que incluiu a
vacinação no Programa Saúde na Escola, agora temos os marcos legais e a
garantia institucional para levar a prevenção e à saúde às escolas brasileiras.
Nesta campanha, vamos pedir ao MEC que solicite às escolas o envio ao
Ministério da Saúde da programação de vacinação em cada unidade escolar”,
explicou o ministro.
Agência Saúde
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