Desde 2014, a crise econômica já ocasionou
o desemprego de mais de 12,6 milhões de brasileiros. Durante esse período
é cada vez maior o número de pessoas que procuram adotar novas maneiras de se
encaixar e sobreviver em um mercado de trabalho cada vez mais desafiador e
hostil. Neste cenário, o “Downgrade Profissional” está se tornando popular como
um movimento estratégico e necessário a profissionais de grande porte (nível Sênior).
O “Downgrade Profissional” se caracteriza
como um movimento estratégico de profissionais que optam em ocupar cargos mais
qualificados dentro de uma empresa e na maioria das vezes aceitam trabalhar por
salários menores. Ainda que isso signifique a inclinação do perfil profissional
e a queda do padrão financeiro, essa ação pode aumentar as possibilidades de
uma recolocação profissional e também ajuda a estagnar eventuais dívidas.
De acordo com a diretora e consultora da
empresa Leaders HR Consultants, Astrid Vieira, a atitude de aceitar essa
situação, permite ao trabalhador repensar sua carreira, e se reposicionar em
relação as oportunidades oferecidas pelo mercado. “O Downgrade Profissional não
pode ser visto como algo ofensivo, degradante ou depreciativo, pois uma parcela
dos profissionais opta por esse movimento também para obter uma rotina de
trabalho menos estressante e mais saudável, com um expediente bem definido e um
conjunto de funções pré-estabelecidas, algo que não é comum a cargos de liderança”,
explica.
Segundo Astrid, atualmente as vagas de
emprego estão muito reduzidas e quando surge uma oportunidade, são para cargos
menores (ex: níveis júnior e pleno) com remunerações mais baixas. “Em conversas
com profissionais que participam de nossas formações, pude identificar que para
ser recolocado no mercado de trabalho, muitos profissionais aceitam salários
menores do que recebiam no emprego anterior e alguns deles já chegaram a omitir
informações sobre suas qualificações para concorrerem a vagas inferiores”,
revela.
Para identificar o momento certo de aderir
ao Downgrade, Astrid Vieira explica que o profissional deve ficar atento as
tendências de mercado, pesquisar se o nível de contratações em sua área de
atuação está equilibrado ou baixo, e ainda analisar se existe uma
desvalorização financeira na remuneração do cargo pretendido. “Se algumas
destas características estiverem aparentes, o profissional deve avaliar os prós
e contras de se manter um padrão profissional. É preciso pesar, se é melhor
estar empregado e com um salário ou posição mais baixos, ou estar desempregado
e a espera de uma melhora de mercado”, aponta.
A consultora esclarece que a mudança de
ares na carreira pode contribuir de forma positiva para o amadurecimento,
diversificação e aprimoramento profissional. “Mesmo optando pelo Downgrade, o
profissional ainda pode concentrar suas expectativas em um possível crescimento
na empresa e ainda se preparar para um panorama mais animador em sua profissão
de formação”, finaliza Astrid.
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