O problema afeta
a vida de mais de 10 milhões de pessoas no País, duas vezes mais comum no
público feminino. Cerca de 35% das mulheres, com mais de 40 anos e após a
menopausa, apresentam algum grau do distúrbio
Neste sábado, dia 17 de março, às 10h, acontece
uma caminhada no Parque do Ibirapuera, promovida pela SBUSP – Sociedade
Brasileira de Urologia, Seccional São Paulo, no mês em que é lembrado o Dia
Mundial da Incontinência Urinária. O objetivo é chamar a atenção dos visitantes
para o diagnóstico precoce e alternativas de tratamento, além de tirar dúvidas
sobre o distúrbio. O evento é gratuito e aberto ao público.
De
acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, o problema atinge 35% das
mulheres com mais de 40 anos, após a menopausa e em 40% das gestantes. No
mundo, o problema afeta aproximadamente 5% das pessoas.
A
doença é caracterizada pela perda involuntária de urina provocada pelo desgaste
e perda do tônus muscular na região pélvica tratando-se da incontinência de
esforço ou por uma hiperatividade da bexiga. Já a perda de urina por urgência é
nos casos de bexiga hiperativa. Nessas condições, o problema tem picos na
menopausa e após os 75 anos.
Na mulher
adulta, a incontinência urinária de esforço é a principal causa, tendo como
fatores de risco fatores que aumentem a pressão abdominal como tosse crônica,
obesidade, gravidez, cirurgias pélvicas, que resultam em enfraquecimento do
esfíncter, que é um músculo que segura a urina e também do assoalho pélvico. o
ato de urinar. Já no
homem, embora o problema seja mais difícil de acontecer, acomete 5 a 10%
daqueles que foram submetidos à cirurgia para retirada da próstata devido a um
câncer.
A boa
notícia é que, desde 2014, novos tratamentos para a incontinência urinária
foram incluídos no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) como implante do esfíncter urinário artificial em homens que
sofrem de incontinência urinária, após a remoção cirúrgica da próstata, toxina
botulínica, neuromodulação e outros. Além disso, novos medicamentos, e um novo
dispositivo de esfíncter artificial que já está sendo testado na Áustria.
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