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sábado, 1 de julho de 2023

Muito além do condicionamento físico: conheça os benefícios do treino mental de Krav Magá

Para lidar com situações inesperadas de agressão é preciso estar preparado e a autoconfiança é um dos pontos que pode ser treinado

 

Krav Magá é uma arte israelense que significa “combate de contato” em hebraico. Segundo o presidente da Federação Internacional de Krav Magá, Avigdor Zalmon, esta é a única modalidade reconhecida mundialmente como arte de defesa pessoal. “Não tem regras, competições ou medalhas no Krav Magá. Nós acreditamos que o maior troféu é a vida que é salva na rua ou em qualquer outro lugar”, explica. 

A ideia do Krav Magá é simples: transferir o peso na direção do agressor e golpeá-lo com a maior velocidade possível. Ou seja, o Krav Magá não exige força física, portanto, qualquer ser humano independente de gênero, idade ou força física pode se defender de qualquer tipo de agressão e voltar ileso e seguro para casa.

“Quando a gente fala em confronto físico - em qualquer ambiente, principalmente nas ruas - estamos falando de estresse, medo e o inesperado, sensações que podem - e devem - ser controladas por meio do condicionamento mental. A autoconfiança, por exemplo, pode ser decisiva para entrar em ação sem pensar”, explica Zalmon.

De acordo com o presidente, um ataque surpresa força a pessoa a reagir partindo de um estado de relaxamento, portanto, a resposta tende a ser instintiva e reflexiva. “O treinamento de Krav Magá prepara para isso e a mente subconsciente transforma o instintivo em ações eficientes e imediatas”, diz.

Para lidar com os problemas diários e, principalmente, nas situações de violência onde é preciso se defender, é necessário que a autoconfiança seja forte e esteja presente. “A determinação pessoal, a força de vontade e a persistência são outras características necessárias para reagir ao perigo e a única forma de fortalecer esses pontos é com o treinamento mental”, explica Zalmon.

Segundo ele, a visualização e o planejamento de cenários aumentam a confiança, reduzem o medo, melhoram a parte técnica e ajudam a lidar com as situações imprevistas, que não serão mais tão imprevistas assim porque foram treinadas e imaginadas anteriormente. “É como se o aluno estivesse vivendo aquilo que imaginou, ele foi preparado para aquela situação, portanto não é uma surpresa” afirma o israelende.  

Além de executar os movimentos de forma correta, imaginar o agressor, a posição real que ele pode atacar, as distâncias, os alvos e os efeitos que possam causar fazem parte do treinamento de Krav Magá. “O aluno só se torna bom quando está preparado em todos esses pontos: na parte física, técnica e, principalmente, na mental. É importante entender que nosso cérebro pode ser treinado para se tornar mais forte e isso pode ser feito com exercícios específicos para que a pessoa se sinta mais confiante e segura, capaz de reagir de maneira adequada aos imprevistos”, finaliza Zalmon. 



Avigdor Zalmon (Faixa Preta 2º Dan) - iniciou seus passos no mundo da luta muito cedo e aprimorou a técnica de Krav Magá no exército israelense na Unidade de Elite, onde adquiriu profundo conhecimento da arte. Trouxe o Krav Magá para a cidade de São Paulo em 1999 e foi o primeiro a ministrar aulas regulares no estado. Atualmente é Presidente da Federação Internacional de Krav Magá e coordena a equipe de instrutores no Estado de São Paulo.


Federação Internacional de Krav Magá
Site: https://www.kravmaga.org.br/
Email: atendimento@kravmaga.org.br
Telefone: (11) 97041-9797


O que acontece depois de um relacionamento abusivo?

 No livro "A minha vida no seu caos", de Mariana D'Andretta, uma mulher luta contra o estresse pós-traumático e o medo da denúncia após o fim de uma relação violenta

 

Quantas mulheres deixam de denunciar um agressor por medo do julgamento social e de perder para o abusador no tribunal? A minha vida no seu caos, de Mariana D’Andretta, é um livro sobre as consequências desse silêncio na vida das vítimas e dos danos de um relacionamento abusivo mesmo após o término.

No enredo, Elena acredita que conseguiu fugir de Matías, o ex-marido, depois de se mudar de bairro e trocar de emprego. Ela nunca falou das experiências perturbantes com as pessoas próximas, mas participa de consultas regulares com uma terapeuta. Apesar das crises de ansiedade e da baixa autoestima, acredita que os maiores problemas ficaram para trás, porque não mantém mais contato com o abusador.

Tudo muda quando ela, uma arquiteta, inicia um novo projeto nos bastidores de um filme sem saber que seu ex-marido, um engenheiro civil, estará trabalhando no mesmo local. Os dois começam a se ver todos os dias, e Matías faz o possível para manipular a protagonista novamente. A mulher acredita ser forte o suficiente para superar a situação, mas passará por grandes períodos de instabilidades.

Questionar-me sobre como Matias reagiria ao me ver com determinada roupa ou maquiagem é algo automático. Ele controlava tudo, do que eu vestia à cor que poderia passar no rosto, sempre alegando que sua preocupação era me proteger.  A aliança que eu ostentava não lhe bastava. (A minha vida no seu caos, pg. 22)

Além de abordar a importância da denúncia, a autora também ressalta a necessidade de uma rede de apoio para enfrentar os traumas. Elena tem medo de contar sobre o que passou para os melhores amigos e para a irmã por achar que eles não entenderão. Entretanto, são essas pessoas que darão força para a protagonista seguir em frente.

A obra é dividida de uma forma que explica o início do relacionamento e a progressão das situações violentas. Os capítulos são intercalados entre o passado, narrado em terceira pessoa, e o presente, contado a partir da visão pessoal de Elena. Para a construção fiel de um relacionamento abusivo e dos aspectos profundos do trauma, a obra contou com a leitura sensível de um psicólogo.

De acordo com Mariana D’Andretta, o livro pretende auxiliar as vítimas a lidarem com o estresse pós-traumático, o medo e a ansiedade. A minha vida no seu caos é destinado, principalmente, às mulheres, para que elas possam identificar os sinais de abuso e tenham coragem de denunciar caso se encontrem em situações semelhantes às da protagonista.

Divulgação

FICHA TÉCNICA

Título: A minha vida no seu caos
Autora: Mariana D’Andretta
Editora: Lura Editorial
ISBN: 978-65-5478-020-9
Páginas: 240
Preço: R$ 19,90 (e-book)
Onde comprar: Amazon

Sobre a autora: Graduada em Comunicação Social com habilitação em Rádio, TV e Vídeo, Mariana D’Andretta nasceu em São Paulo. Dedica-se integralmente à literatura desde 2018, quando começou a participar de antologias de contos e poemas. Em cinco anos de carreira, já participou de seis projetos realizados pela Lura Editorial e pelo Selo Off Flip. “A minha vida no seu caos” é sua estreia no romance e é o primeiro livro de uma duologia, cuja continuação está prevista para lançamento em 2025.

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Casos de ataques em escolas impactam na saúde mental de crianças e adolescentes

Pixabay
Psicóloga alerta para a necessidade dos pais conversarem com os filhos

 

Nos últimos anos houve um aumento preocupante nos ataques às escolas em diferentes partes do mundo. Esses eventos trágicos não apenas causam perdas irreparáveis de vidas, mas também têm um impacto profundo na saúde mental de crianças e adolescentes que vivenciam ou testemunham tais tragédias. A cobertura jornalística desses ataques desempenha um papel significativo na disseminação da informação, mas também levanta questões sobre os efeitos negativos que podem ter na saúde mental dos jovens. 

Na última segunda-feira (19) dois adolescentes que eram namorados foram mortos por um atirador no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, no Paraná. Foi confirmado que o autor dos disparos era um ex- aluno de 21 anos, e também ex-namorado de uma das vítimas, Karoline Verri Alves, de 16 anos. Este foi o 25º ataque em escolas no país nos últimos 22 anos. Aliás, só em 2022, 5 cidades diferentes foram cenário de episódios do tipo.

Uma pesquisa, realizada no início de 2021 na região metropolitana de São Paulo pelo Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, constatou que oito em cada dez jovens de 12 a 19 anos já presenciaram ao menos um episódio de violência em escolas. O levantamento ainda identificou que cerca de seis mil adolescentes, 36%, relataram sintomas de ansiedade ou depressão.

“O efeito emocional dessas tragédias tende a ser maior também a depender do quão mais próximos os adolescentes estão do caso em si. Mas tem outros fatores que são importantes, como o quanto de experiências anteriores eles já sofreram por conta de violência. Se eles vivem em uma família que já é violenta, ou numa comunidade violenta, o impacto costuma ser maior”, explica a psicóloga Talita Padovan. 

No caso de crianças, os pesadelos podem ser provocados pela exposição a fatores estressores no ambiente familiar ou escolar, como bullying, negligência e brigas constantes entre os pais. Então, além do tratamento psicológico para as crianças e adolescentes, é de suma importância que os pais se disponham a passar por orientações parentais para aprender a lidar com seus filhos, gerando assim a proteção e a segurança necessárias para evitar grandes problemas no futuro.”, continua Talita.

Os ataques nas escolas podem causar graves consequências para a saúde mental de crianças e adolescentes. Esses incidentes violentos podem gerar uma série de problemas psicológicos, como transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade, depressão, distúrbio de insônia e transtorno do pesadelo. Após um ataque, os adolescentes podem experimentar medo constante, hipervigilância, pesadelos recorrentes e evitamento de situações que os lembram do evento traumático. Eles podem sentir-se inseguros e ter confiança diminuída em si mesmos e nos outros. Além disso, o incidente pode causar problemas de concentração e desempenho acadêmico.

Segundo a psicóloga Talita, alguns sinais em crianças e adolescentes podem indicar um sofrimento mental além do usual, entre eles uma consistente piora no desempenho acadêmico, dificuldade de concentração e incapacidade de regular o humor e o sono. A psicóloga alerta para, por exemplo, a mudança de comportamento de uma pessoa repentinamente, passando a ficar mais reativa, apresentando oscilações no humor, com queixas muitas vezes até físicas.

Uma das funções dos pais é dar o espaço para os jovens falarem sobre o assunto. Frequentemente os pais pensam que assuntos difíceis não devem ser abordados, para ‘poupar os jovens’, só que eles já estão pensando sobre isso e podem não estar sentindo que tem um espaço para falar sobre. Os pais têm de ser capazes de abrir o diálogo e mostrar que, embora impactados pela situação, não quer dizer que é algo que vai acontecer o tempo inteiro. O discurso não pode partir de um lugar de ‘o mundo não tem jeito’, de um lugar catastrófico”,  orienta a especialista.

Em vista disso, é importante que os pais estejam mais atentos aos seus filhos e busquem apoio e acompanhamento especializado, podendo incluir terapia individual e aconselhamento psicológico. “Nós profissionais de saúde mental podemos ajudar os jovens a processar suas emoções, desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis e reconstruir sua sensação de segurança”, conclui a psicóloga.


Inclusão nas escolas: Psicopedagoga do CEUB discute os impactos do ambiente escolar na saúde mental de crianças e jovens

Especialista aborda a importância da inclusão e do atendimento diferenciado no contexto educacional


A convivência no ambiente escolar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento social e na saúde mental de crianças e jovens. Ana Paula Barbosa, psicopedagoga e professora de Serviço Social do Centro Universitário de Brasília (CEUB) afirma que o ambiente escolar precisa ser inclusivo, acolhedor e preparado para atender às necessidades específicas de cada criança, garantindo seu desenvolvimento integral e a promoção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Ana Paula destaca a importância da inclusão social de crianças com deficiência no ambiente escolar, afirmando que a Lei do Estatuto da Pessoa com Deficiência, aprovada em 2015, assegurou esse direito. No entanto, ela ressalta que a inclusão escolar ainda é um desafio, com muitas famílias enfrentando dificuldades para encontrar vagas em escolas privadas ou acesso a salas de recursos na rede pública.

De acordo com pesquisa realizada pela Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em 2022, a exclusão escolar afeta principalmente os mais vulneráveis. Na classe AB, 4% não frequentam a escola, enquanto na classe DE esse percentual chega a 17%, quatro vezes maior. Entre os motivos para não frequentar a escola estão o trabalho, dificuldades de aprendizagem e cuidado com familiares. Transporte, gravidez, desafios relacionados à deficiência e racismo também foram citados. Mesmo entre os estudantes que estão atualmente na escola, 21% consideraram desistir nos últimos três meses, principalmente devido à dificuldade em acompanhar as explicações e atividades dos professores.

"A inclusão não se resume apenas à matrícula, mas também à garantia de condições adequadas para que a criança com deficiência possa conviver e aprender no ambiente escolar", explica Ana Paula. Ela destaca a importância de equipes multiprofissionais, acessibilidade e recursos pedagógicos para proporcionar um ambiente acolhedor e propício ao desenvolvimento dessas crianças.

Como estratégia de desenvolver um atendimento diferenciado, a psicopedagoga ressalta a necessidade de uma avaliação individualizada das necessidades de cada criança. Ela enfatiza a importância de contar com profissionais como psicólogos, psicopedagogos e neuropsicopedagogos, que possam oferecer suporte especializado para atender às demandas específicas de cada criança.

"A inclusão exige uma equipe especializada, com conhecimentos técnicos e teóricos para amparar as crianças e suas famílias", ressalta Ana Paula. A professora destaca a importância das salas de recursos e do cumprimento das políticas de inclusão para proporcionar um atendimento educacional especializado adequado.

Ao abordar a questão do ambiente de aprendizagem, Ana Paula reforça a importância da inclusão das crianças com deficiência nas mesmas salas de aula que as demais. No entanto, ela destaca a necessidade de ajustes na estrutura e no número de profissionais para garantir uma inclusão efetiva. "Essa tarefa demanda mais atenção, planejamento e acolhimento por parte da escola. É necessário aumentar o número de professores e auxiliares ou reduzir o tamanho das turmas para que a inclusão aconteça de forma adequada", afirma.

Sobre o papel da escola no desenvolvimento social das crianças com deficiência, a psicopedagoga ressalta sua importância fundamental. Ela destaca que a escola é o espaço onde as crianças passam grande parte de seu tempo e desenvolvem suas habilidades sociais "Ser inclusivo movimenta todo o ambiente educacional. Professores e escolas precisam se adaptar, estudar mais, criar dinâmicas e pensar em acessibilidade. As crianças que convivem com a diversidade aprendem sobre as diferenças, promovendo um movimento de mudança e um melhor desenvolvimento humano no contexto escolar", conclui Ana Paula.


Como não perder o contato com o inglês durante as férias

As férias estão chegando e descansar é preciso. Mas como praticar o inglês durante esse período?

 

As férias estão chegando! É importante lembrar que o descanso é a prioridade nesse período. Do ponto de vista pedagógico, a pausa é fundamental não apenas para a saúde física, mas também para a saúde mental. “Enquanto descansam, as crianças e adolescentes involuntariamente reorganizam todas as informações aprendidas e têm a oportunidade de fixá-las. Além disso, o descanso ajuda na manutenção da atenção e do foco, necessários para vários processos mentais como raciocínio, memorização, imaginação, entre outros”, explica Maria Paula Andrade, gerente da Red Balloon unidade Pinheiros. 

Quando o assunto é aprender um novo idioma é de extrema importância que o contato com a língua aconteça o mais frequentemente possível, mesmo durante o período de descanso. Um pouquinho a cada dia pode ajudar muito. Mas isso não pode, e nem deve, atrapalhar o clima de férias. O inglês pode entrar nos momentos de descontração e até estar presente na construção de memórias afetivas entre pais e filhos. Que tal relembrar o inglês durante os momentos de diversão e lazer nas férias? Saiba como.

 

Filmes, séries e desenhos

É importante que a escolha seja da própria criança ou jovem. “Em alguns momentos, é interessante pausar a transmissão e fazer uma competição de palavras em inglês, por exemplo. Que cores você consegue ver na roupa de um personagem? Qual comida aparece na cena? Serão momentos muito divertidos!”, sugere Maria Paula.

 

Livros

“O bacana de escolher livros é que podem se adequar a qualquer faixa etária e podem ser encontrados de forma física ou online”, destaca a gerente. “É importante prestar atenção para que a leitura se alinhe com o nível da língua do estudante, para que o momento de lazer/prática não seja de frustração”. Os livros são uma boa pedida para ampliar vocabulário e reforçar a gramática, além de estimular a imaginação.

 

Música

A música pode ser facilmente aplicada em diversos momentos do dia a dia e serve para qualquer idade. “Faça uma seleção das músicas preferidas de seu filho e aproveite para ouvir enquanto fazem uma viagem ou um passeio. Pergunte sobre o conteúdo da letra ou até mesmo sobre o significado de uma palavra. Caso ele não saiba, vocês podem pesquisar juntos. Trazer a musicalidade para a vida das crianças e dos jovens contribui para uma melhor comunicação e expressão, além de estimular a memória e concentração, dentre outros benefícios. Além disso, as crianças reconhecem palavras e expressões que já ouviram nas aulas de inglês e acabam se sentindo muito orgulhosas por isso”, ressalta a Maria Paula.

 

Cozinhar

Cozinhar pode se tornar um momento muito divertido e construir muitas memórias afetivas. “Lance o desafio de falar em inglês todos os objetos e ingredientes, por exemplo. Essa pode ser uma ótima oportunidade para treinar o vocabulário e ainda aprender novas palavras”.

Na Red Balloon, lembra a gerente, os alunos são estimulados a praticar mesmo fora da sala de aula, sempre com leveza e diversão. “No Digiworld, plataforma online da Red Balloon, estão disponíveis jogos e atividades educativas e divertidas relacionadas ao conteúdo estudado durante as aulas.”

 


Red Balloon
www.redballoon.com.br

 

Heterossexualidade compulsória: entenda esse conceito que limita a liberdade e a expressão individual das pessoas

Especialista Fábio Borba explica detalhes desse problema que tem grandes impactos na nossa sociedade

 

Uma das bases do desenvolvimento da sociedade é a imposição de normas e padrões que determinam como devemos agir e pensar. Algumas dessas determinações dizem respeito à sexualidade das pessoas, impondo a heteronormatividade como o único caminho e o correto a se seguir. Essa pressão social pode desencadear diversos problemas como é o caso da heterossexualidade compulsória. 

“Quando olhamos para a orientação sexual conseguimos observar que existe um padrão pré-estabelecido que indica a heterossexualidade como o correto a se seguir. Sendo assim, tudo que foge desse caminho é considerado errado e é constantemente invalidado”, comenta o psicólogo Fábio Borba, especialista em sexualidade e relacionamentos. 

O especialista explica que devido a essa pressão social muitas pessoas desenvolvem ou melhor reproduzem a heterossexualidade compulsória e isso pode desencadear diversos problemas. “Para se sentirem aceitos e terem a sensação de pertencimento, essas pessoas lutam diariamente contra suas vontades e orientação sexual, reproduzindo de forma compulsórias comportamentos, como entrar em relacionamentos para provar sua heterossexualidade". explica. 

É preciso se atentar aos sinais e trabalhar o autoconhecimento constantemente, nesse processo é possível identificar os seus verdadeiros desejos e entender quais comportamentos realmente condizem com a personalidade e vontade de cada um. É importante se autovalorizar e tirar o peso da validação do outro, diminuindo as expectativas e frustrações. 

“Pessoas que se identificam como LGBTQIAPN+ podem sentir-se compelidas a esconder sua verdadeira orientação sexual ou identidade de gênero, optando em muitos casos sendo obrigadas por assumir relacionamentos heterossexuais ou até mesmo se casar com alguém do sexo oposto devido à pressão social e/ou familiar”, comenta Borba. 

A heterossexualidade compulsória refere-se à pressão social e cultural, um aspecto de cobrança que pode levar a um conflito interno significativo e à negação de sua verdadeira orientação sexual, desvalidação de desejos.  Além disso, pode causar estresse, ansiedade, depressão, baixa autoestima e problemas de saúde mental.

“Lidar com a heterossexualidade compulsória pode ser extremamente desafiador e prejudicial para o bem-estar emocional e psicológico das pessoas envolvidas. Por isso é importante que essas pessoas tenham acesso ao apoio e aos recursos necessários para explorar e entender sua orientação sexual e validar seus desejos de maneira saudável e segura”, finaliza Fábio. 

 

Fábio Borba - psicólogo clínico, formado pelo Centro Universitário São Camilo e Pós-Graduado em Gerontologia, Sexualidade Humana com Atualização em sexualidade, identidade de gênero e orientação sexual pelo Instituto de Psiquiatria – HCFMUSP, Aprimoramento em Terapia de Casal e Relacionamentos com trabalhos realizados na área da psicologia social, sexualidade e psicoterapia.


Alcance o sucesso além dos limites: Desvende os segredos da Cabala para impulsionar seus negócios


O Rabino Dor Leon Attar lança seu aguardado livro "Os segredos da Cabala para os negócios", uma obra que explora os ensinamentos e práticas da Cabala judaica e sua aplicação no mundo empresarial. Com uma perspectiva única e profunda compreensão da sabedoria judaica, o Rabino revela como os princípios cabalísticos podem impactar positivamente os relacionamentos pessoais e profissionais e, consequentemente, determinar o nível de sucesso alcançado.

A Cabala, palavra que significa "receber" em hebraico, busca explorar as leis e os padrões universais para alcançar o sucesso material e espiritual. Neste livro envolvente, o Rabino Dor Leon Attar compartilha a importância histórica da Cabala para o povo judeu, destacando como sua aplicação milenar contribuiu para torná-lo o mais próspero e marcante da história da humanidade.

O livro conduz os leitores por uma fascinante jornada pelos conceitos fundamentais da Cabala e sua conexão com o mundo empresarial. O autor apresenta ferramentas práticas para melhorar os relacionamentos pessoais e profissionais, incentivando os leitores a aplicarem os ensinamentos no dia a dia, com o objetivo de colher benefícios reais.

Nas páginas deste livro, os leitores encontrarão não apenas um conhecimento profundo sobre a Cabala, mas também um guia transformador para impulsionar o sucesso e o bem-estar em todas as áreas da vida. O Rabino combina sabedoria ancestral com as demandas e desafios do mundo empresarial contemporâneo, proporcionando aos leitores um conjunto de conhecimentos e práticas que podem ser aplicados efetivamente.

A obra "Os segredos da Cabala para os negócios" oferece uma oportunidade única de explorar os ensinamentos cabalísticos de uma forma prática e relevante para o mundo dos negócios. Com a orientação do Rabino Dor Leon Attar, os leitores serão conduzidos por um caminho que une tradição e modernidade, revelando segredos valiosos para o sucesso duradouro.

Este livro é um convite para embarcar em uma jornada reveladora e inspiradora, descobrindo o poder transformador da Cabala aplicada aos negócios. Através da combinação de conhecimento ancestral e experiência contemporânea, Rabino Dor Leon Attar oferece um recurso essencial para aqueles que desejam alcançar um sucesso sustentável em todas as áreas de suas vidas.

 


Rabino Dor Leon Attar – Nascido em Israel, Dor Leon Attar é sargento da reserva da Força de Defesa Israelense e empresário investidor em diversas áreas. Ele é formado em acupuntura coreana e medicina chinesa. Com mais de 30 anos de experiência em artes marciais e Krav Maga, atua como diretor técnico do WKMF - World Krav Maga Federation. Rabino Dor Leon também é um Mentor Transformador, realizando diversos eventos em todo o Brasil com foco exclusivo em temas relacionados ao judaísmo e à mentalidade positiva judaica. É especialista nesses assuntos e tem ajudado milhares de pessoas em todo o Brasil a compreender profundamente o verdadeiro judaísmo e transformar suas vidas. Ele se formou como Rabino na Yeshiva Tomchei Tmimim S. Paulo e é casado, tem cinco filhos. Seu foco está em desenvolver empreendimentos e empreendedores no Brasil e ao redor do mundo. Além disso, o Rabino Dor Leon é autor dos best-sellers “O segredo da prosperidade judaica” e “O segredo da mentalidade judaica”, ambos pela Literare Books International.


Do mais charmoso ao inconfundível: brasileiros elegem seus sotaques nacionais favoritos

Variações regionais na forma de falar foram avaliadas por pessoas de todo o Brasil, que revelaram os maneirismos mais marcantes, sexys e cativantes de norte a sul



Que o português é uma língua viva e varia conforme nossas localidades ninguém tem dúvidas: uma simples viagem ou reunião de trabalho são suficientes para comprovar. Agora, que os diferentes sotaques encontrados de norte a sul acumulam admiradores em outras regiões, isso é o que os brasileiros acabam de revelar à Preply, plataforma focada no ensino de idiomas. No levantamento mais recente da especialista, as diversas formas de falar nos 27 estados foram avaliadas por pessoas de todo o Brasil, que elegeram o jeito mineiro e baiano de conversar os destaques nacionais em matéria de charme. Já quem lidera o ranking das pronúncias inconfundíveis são os fluminenses.  

Para desvendar como cada pronúncia regional costuma ser percebida pelas outras pessoas, nas últimas semanas, 700 internautas de diversas partes do país foram indicados a atribuírem um adjetivo a cada maneira de falar, que pôde ser avaliada segundo os seguintes adjetivos: charmosa, cativante ou amigável e inconfundível. Além disso, os respondentes também tiveram a oportunidade de apresentar à Preply seu “sotaque dos sonhos” — ou seja, aquele que eles escolheriam ter caso pudessem escolher. 

 

Os sotaques “queridinhos” dos brasileiros

·         De acordo com os entrevistados, o sotaque “mineirês” é o mais charmoso e cativante de todo o país;

·         Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais são os estados com os jeitos de falar mais marcantes; 

·         Liderando o ranking de “sotaque dos sonhos”, a maneira como se fala no Rio de Janeiro é a mais aspirada pelo restante do Brasil 


Mostre-me o seu sotaque e direi de onde tu és


Quando o assunto são os sotaques mais marcantes, as respostas da pesquisa não deixaram dúvidas: reforçando a máxima de que é possível reconhecer um fluminense em qualquer canto do mundo, o jeito de falar típico dos residentes do Rio de Janeiro — cuja marca são os s “chiados” e as vogais mais abertas — foi o grande destaque do ranking das pronúncias inconfundíveis, após uma disputa acirrada com os baianos e mineiros. 

 

Na lista, liderada por este que já foi eleito o “sotaque oficial” do Brasil duas vezes, também compõem o pódio das variações regionais mais notáveis a dos gaúchos e a dos paulistas, ambas bastante peculiares em relação aos outros estados.

 

Isso porque, enquanto no Rio Grande do Sul, são comuns as ênfases nas últimas vogais das palavras (geralmente acompanhadas do pronome “tu” em vez de “você”), o grande diferencial dos paulistas está na pronúncia “puxada” da letra R ("porrrta", por exemplo)... pelo visto, marcas também indisfarçáveis na visão dos respondentes. 

 

Os sotaques mais charmosos do Brasil 

Doce de leite, fogão a lenha, viola sertaneja… e, agora, também o sotaque mais charmoso do Brasil. Como indicaram os entrevistados, a maneira de pronunciar as palavras em Minas Gerais é, disparada, a mais sexy de todo o país, à frente de todos os outros representantes sudestinos. Imbatíveis também se comparados às demais regiões, nem mesmo os baianos, cuja pontuação chegou a alçá-los à segunda posição, foram capazes de abalar o sucesso nacional dos residentes da terra do pão de queijo.



Mas, afinal, o que explicaria o tal charme desse sotaque? A resposta, não apresentada pelos participantes do levantamento, pode estar associada à maneira “cantada” como os mineiros costumam conversar, assim como a mania constante de recorrer aos diminutivos (por lá, “perto” se torna “pertim” e "café", “cafezim”), atributos que tendem a ser vistos como simpáticos e carinhosos por quem os ouve pela primeira vez.  

Algo parecido também deve acontecer com os baianos, destaque no ranking dos sotaques sexys e cujas características compartilham com os mineiros a melodia e ritmo marcantes, sem contar a atenção especial às vogais. Não à toa, ambos, ao lado do modo de se expressar dos cearenses — também conhecidos pelo “ falar cantando” — encabeçaram o pódio não somente dos mais atraentes, mas das variações mais cativantes do português brasileiro.



Um sonho de sotaque

 

Se os brasileiros tivessem a possibilidade de mudar seu próprio jeito de falar, que outro sotaque escolheriam ter? Ao serem questionados, os envolvidos no estudo declararam que o sotaque dos sonhos seria a maneira de conversar do Rio de Janeiro, com direito a todos os seus “mermão” e “caraca, brother!”.  

A preferência pelo sotaque mineiro foi quem apareceu logo em seguida, ao lado do desejo de se expressar como os gaúchos. Nem só eles, aliás: provando que os gostos não se concentram em determinadas regiões, boa parte dos brasileiros também mencionaram não dispensar a oportunidade de experimentar o falar baiano e o catarinense.



“O fato das variações linguísticas regionais despertarem sensações diferentes em cada um demonstra como todo idioma é atravessado por um complexo dinamismo e diversidade”, comenta Yolanda Del Peso, Especialista em Outreach da Preply. “Ao que indica nossa pesquisa, o português brasileiro está longe de fascinar apenas os falantes de outras línguas que o ouvem pela primeira vez”. 

 

Metodologia 

De 19 a 25 de maio de 2023, foram entrevistados 700 brasileiros residentes em todas as regiões do país. Para determinar os sotaques favoritos dos respondentes em cada categoria, os entrevistados responderam a cinco questões associando adjetivos às formas de falar em cada um dos estados. Em seguida, uma escala de pontuação foi desenvolvida com base nas porcentagens de cada resposta, sendo atribuída nota 10 aos estados com maior representatividade percentual.

 

Preply
https://preply.com/pt/


Em ano chuvoso, citricultor não pode baixar a guarda para o Cancro cítrico

Doença que provoca grandes perdas ganha nova arma com o bactericida e fungicida multissítio Cuprital 700, da multinacional Ascenza, para uso na citricultura


O Cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri é uma doença não sistêmica, ou seja, que não está no xilema, nem no floema das plantas, mas que causa sintomas como lesões localizadas em frutos, ramos e folhas. Os principais impactos são a desfolha e, quando a severidade é alta, ocorre a queda de frutas antes da colheita, chegando facilmente a 50% de perdas se não manejada. Em casos extremos esse número pode atingir 80%. Além disso, deprecia os frutos para o mercado in natura, com perdas no seu valor e impossibilitando até a comercialização que é proibida em casos da doença.

Atualmente um quinto dos pomares brasileiros apresenta sintomas de Cancro e, segundo o engenheiro agrônomo, representante técnico comercial da multinacional Ascenza e especialista em citricultura, Edgar Braz, esta é uma doença que está em progressão, já que houve uma mudança da legislação em 2017 que permitiu novas estratégias de manejo ao invés da erradicação, e os pomares estão aos poucos, dependendo da situação climática, sendo contaminados. Para auxiliar o setor contra o Cancro, a Ascenza apresenta o Cuprital 700, bactericida e fungicida multissítio, agora também para utilização na citricultura.

“A solução é um protetor à base de Oxicloreto de Cobre (Cu+2 e) e seu uso visa diminuir o risco de desenvolvimento de resistência dos patógenos causadores do Cancro, sempre de forma preventiva, antes da incidência da mesma”, explica o especialista. A concentração de oxicloreto de cobre do produto é de 1.196,8 g/L, o que equivale à 700 g/L de cobre metálico, fazendo deste o fungicida nessa linha com a maior concentração do mineral no Brasil. “Isto resulta em uma menor dose e custo por hectare, beneficiando o citricultor na manipulação, dosificação e descarte de embalagens”, reforça Braz. Ele também pode ser aplicado em misturas com os fungicidas de sítio específico

A inclusão da doença na bula do Cuprital 700 abre a janela de uso do produto, segundo a engenheira agrônoma e Marketing Expert Brasil, Patrícia Cesarino, trazendo uma recomendação técnica ajustada para o alvo (bactéria), “que é um dos grandes desafios na produção citrícola brasileira”. Para ela o produto é uma ferramenta de controle eficaz e de muito mais fácil operacionalidade por ter uma formulação líquida e concentrada.


Panorama da doença em SP

Atualmente no Estado de São Paulo o foco dentro da propriedade é o manejo. De acordo com Braz é normal que os pomares tenham a doença, ela não vai desaparecer, mas é de suma importância realizar um manejo eficiente com o objetivo de minimizar o impacto. Nos dois polos citrícolas principais, que é SP e Bahia, o primeiro tem a doença e o segundo não. “Na BA a estratégia é diferente, é a prevenção, com barreira fitossanitária e controle dos frutos que chegam de outros estados”, esclarece o especialista.

Já em SP o foco é o manejo, principalmente em áreas com maior predominância e incidência, que é o caso das regiões norte, noroeste e centro do estado. “A expectativa é que ele continue aumentando pela alta incidência de chuvas, e a tendência é que esse índice se eleve ao longo dos anos, caminhando para se estabilizar em níveis acima de 90% das plantas contaminadas”, detalha Braz.


Medidas para o manejo correto

Uma das estratégias para enfrentar a doença é o manejo. O profissional da Ascenza sinaliza que isso contempla a aplicação regular de Cobre (Cu), além do uso de quebra-ventos arbóreos ao redor dos pomares. “A segunda medida diminui a quantidade de vento e assim de ferimentos nas árvores, que são portas de entrada de bactérias”, diz Braz.

O Cobre, além de ser é um elemento essencial ao desenvolvimento dos Citros, é também muito importante para proteger a planta cítrica contra doenças bacterianas, como é o caso do Cancro. “O melhor é utilizar os do tipo fixo, ou insolúveis, como o Oxicloreto de cobre, que forma uma camada protetora externa, protegendo contra o ataque de patógenos”, conta o especialista.  Estes também têm uma permanência relativa maior, não lavando tão facilmente o tecido tratado.

É importante destacar que o Cobre é aplicado não para matar ou curar aquela lesão que já existe, e sim para proteger novos frutos e brotações de serem infectados. Conforme conta Braz, essa eficiência de proteção pode chegar a 80% na redução de possíveis infecções pelo Cancro.


Cuidado com as chuvas

A principal forma de disseminação da bactéria do Cancro cítrico é por meio da gotícula de chuva, passando de uma planta para outra. “Pior é se acompanhada de ventos mais fortes, as gotas então são carregadas a longas distâncias, podendo chegar até cinco quilômetros. Se encontrar condições favoráveis como o molhamento foliar, tecido jovem, folhas e brotos com até cinco centímetros de diâmetro, no caso da laranja por exemplo, ela vai se instalar e começar uma nova lesão. Dela virão outros e outras”, detalha o especialista da Ascenza.

Ou seja, um dos principais agentes é o clima. Contudo, deve-se ter atenção com mudas de procedência duvidosa e material de colheita contaminado. “Sobretudo prevenir com as ferramentas de alta tecnologia que dispomos hoje no mercado como agora o Cuprital 700”, finaliza Braz.

 

Ascenza
https://ascenza.com.br

 

Atenção Gerencial: Estratégias para potencializar a produtividade e o foco


Eu tenho a convicção que quanto maior o problema ou quanto mais problemas tivermos, menos drama temos que fazer e mais simples tem que ser a nossa solução.

 

Leonardo da Vinci dizia que a simplicidade é o mais alto grau de sofisticação. Antoine de Saint-Exupéry afirmava que a excelência se alcança não quando não se tem nada mais a acrescentar e sim quando não se tem nada mais a retirar.

 

Onde devemos focar a nossa atenção e como podemos fazer mais com o mesmo ou com menos? A resposta está em escolhermos a abordagem correta.

 

A minha intenção é repassar neste artigo vários argumentos que corroboram com o exposto e mostrar como a importância deste tema vai muito além da nossa questão individual, e tem impacto na nossa sociedade como um todo, na nossa geração e nas gerações futuras.

 

Começo por puxar um conceito da Física e da Termodinâmica, chamado de entropia. Entropia na Física significa que todo sistema aberto – no sentido de que realiza troca de energia com o meio – se desenvolve em detrimento de outro sistema. Nós, seres vivos, para nos desenvolver e crescer, realizamos isso à custa de organismos animais, vegetais e minerais. Quanto maior o nível de organização de um sistema, menor o nível de entropia. Isto porque os sistemas abertos no universo tendem à desorganização, à aleatoriedade, à dispersão, e manter a organização significa caminhar na contramão. Assim, reduzimos a entropia (ou seja, aumentamos a organização em determinado sistema) injetando energia neste sistema, para mantê-lo ou aumentar o seu nível de organização.

 

Trazendo para o nosso mundo empresarial, procuramos, em nossas empresas, obter o maior nível de rentabilidade e ordenamento possível. Por definição, nesse caso, trabalhamos com um sistema reduzindo a sua entropia, ou seja, reduzindo seu grau de desordem.

 

O pouco que descuidamos da nossa gestão ou do trato com colaboradores, produtos e finanças da empresa, é suficiente para observarmos problemas, como insatisfação, reclamações de clientes, fluxos financeiros negativos, entre outros pontos. Os problemas começam a “pipocar” aos poucos. A nossa atenção precisa estar voltada a manter a organização do sistema empresa.

 

Neste ponto, introduzo um outro conceito. Para lidar com os aspectos anteriormente descritos, precisamos transferir energia originária de outros sistemas, que neste momento chamo de capitais. Capital, por definição, é o que potencialmente pode gerar energia, valor e riqueza para outros sistemas. Temos basicamente seis naturezas de capital: Natural, Manufaturado, Humano, Social-Relacionamento, Intelectual e Financeiro.

 

São desses capitais que extraímos as matérias-primas para a nossa produção, é neles que destinamos os resíduos que produzimos, é deles que obtemos os fatores humanos, financeiros e intelectuais que serão utilizados como alavancas para a obtenção de resultados e que irão oferecer condições para que possamos avançar e vencer na lógica capitalista de competição.

 

Para mantermos e evoluirmos os resultados e a produtividade de nossas organizações, precisamos aproveitar adequadamente o que cada um destes capitais tem a nos oferecer. Como não são inesgotáveis, inclusive na natureza (como o capital Natural), a nossa obrigação é utilizá-los da forma mais otimizada e inteligente possível, aplicando-os em nossas empresas através da melhor abordagem possível.


 

O que significa “melhor abordagem possível”?


A resposta para isto pode ser bem ampla, porém, vamos focar no principal. Ao invés de tratarmos tudo que nos incomoda ou a nossas organizações como se fosse problema, podemos focar nas causas-raiz, em poucos pontos de atuação, e muitos dos efeitos indesejados (ou problemas) com os quais convivemos tenderão a desaparecer, simplesmente implementando a alavanca inicial que impulsionará e movimentará as consequências positivas que desejamos. Isto significa que agir na restrição – aquilo que realmente limita o desempenho de nossa empresa, ou de nossas carreiras, ou da nossa vida pessoal – é a forma mais efetiva de abordagem gerencial ou pessoal. O nosso foco principal deve ser remover as restrições que impedem que alcancemos os objetivos e metas que estabelecemos.

 

Definir adequadamente o nosso propósito, a nossa missão, também é fundamental. Quantas vezes não somos tardiamente pegos em situações, onde tivemos que depositar muito esforço e atenção, e ao final questionamos a sua validade? Temos que nos perguntar: o que me motiva? O que eu quero comemorar? O que eu quero transformar? Se eu fizer isto, chegarei onde eu quero? Para assegurarmos ou melhor qualificarmos a validade dos nossos propósitos e onde temos que depositar nossa atenção e nossa energia.

 

De todos os fatores que disponibilizamos, o tempo é o fator mais importante e o fator mais escasso. Mais que a entropia (que podemos reverter sua tendência injetando energia de outros sistemas), o tempo é uma flecha única, para frente, não pode ser recuperado, não pode ser estocado. Tudo se resume ao uso otimizado do tempo, evitando ocupa-lo com ações que não nos levam a nossos objetivos ou ações que não contém a correta abordagem, a necessária simplicidade.

 

Para isto tudo, é muito mais importante fazer as coisas certas do que fazer certo as coisas. Temos que aprender a fazer as perguntas certas a nós mesmos e dentro de nossas empresas. Rubem Alves dizia: “se as perguntas não são certas, as respostas não servem para nada”. As perguntas são muito mais importantes que as respostas.

 

Resumindo, a simplicidade é saudável para organizarmos entropicamente nossos sistemas humanos sem sobrecarregar ou prejudicar em demasia outros sistemas, dos quais dependemos e não são infinitos ou inesgotáveis. A simplicidade é coerente para organizarmos entropicamente nossos sistemas. A simplicidade é coerente com a visão que temos da entropia e com a forma como temos de lidar com ela.

 

No longo prazo, quem fará a diferença é a abordagem correta da nossa ATENÇÃO GERENCIAL.

Nós, nossa geração, e futuras gerações, dependem desta abordagem correta.

 

João Luiz Simões Neves


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