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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Como evitar excessos com álcool e alimentação em dias de jogos

Nutricionista alerta para armadilhas e ensina estratégias para aproveitar a torcida sem comprometer a saúde 

 

A primeira fase do Campeonato Mundial de Futebol, já movimenta bares, restaurantes e encontros entre amigos. Com isso, cresce também o consumo de ultraprocessados, petiscos, bebidas alcoólicas e refeições mais calóricas, hábitos que podem resultar em exageros e desconfortos quando não há moderação. 

Embora os momentos de confraternização façam parte da experiência de acompanhar os jogos, Aniele Magata Pinheiro, nutricionista e professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, alerta que é possível aproveitar a programação sem descuidar da saúde. 

“Quando estamos concentrados no jogo, na conversa ou na comemoração, tendemos a prestar menos atenção aos sinais de fome e saciedade. Isso favorece o consumo excessivo tanto de alimentos quanto de bebidas alcoólicas”, explica. 

Para ajudar os torcedores a manterem o equilíbrio durante os dias de partida, a especialista destaca cinco estratégias simples e eficazes.
 

1. Não chegue ao jogo com muita fome

Uma das recomendações mais importantes é fazer refeições equilibradas ao longo do dia antes do horário do jogo. Segundo Aniele, passar muitas horas sem comer antes de ir a um bar ou encontro aumenta as chances de exagerar nos petiscos e nas bebidas. 

“Quem chega ao local com muita fome costuma consumir rapidamente os primeiros alimentos disponíveis, que geralmente são opções ultraprocessadas sendo mais calóricas e ricas em gordura e sódio.”
 

2. Intercale bebidas alcoólicas com água

O consumo de álcool costuma aumentar significativamente durante eventos esportivos. Além da moderação, a hidratação deve ser uma prioridade, por isso, a orientação é alternar cada dose de bebida alcoólica com um copo de água, estratégia simples que ajuda a reduzir a desidratação e contribui para um consumo mais consciente. 

“Além de minimizar os efeitos do álcool no organismo, a água promove saciedade e auxilia no funcionamento adequado do metabolismo”, destaca a nutricionista.
 

3. Escolha petiscos de forma estratégica

Nem toda reunião para assistir ao futebol precisa ser acompanhada exclusivamente por frituras e alimentos ultraprocessados. Tábuas com frutas, espetinhos grelhados, mix de castanhas, sanduíches leves e opções assadas podem fazer parte do cardápio sem comprometer o clima de confraternização, além de também serem gostosos. 

A especialista ressalta que o ideal não é proibir alimentos tradicionais desses encontros, mas equilibrar as escolhas. Aniele destaca que o problema não está em consumir um petisco específico, mas na quantidade e na frequência com que isso acontece ao longo da competição.
 

4. Evite transformar o jogo em uma maratona de consumo

Partidas de futebol costumam durar cerca de duas horas, mas muitas confraternizações começam antes e se estendem por várias horas após o apito final. Segundo Aniele, estabelecer limites e fazer escolhas conscientes durante todo o período ajuda a evitar excessos sem prejudicar o lazer.
 

5. Respeite os sinais de saciedade

Comemorações, tensão e distrações podem fazer com que as pessoas continuem comendo mesmo após estarem satisfeitas. 

“É importante prestar atenção ao próprio corpo. Comer devagar e fazer pequenas pausas durante a refeição ajuda a perceber quando a fome realmente acabou. Esse comportamento contribui não apenas para evitar exageros imediatos, mas também para reduzir desconfortos como azia, má digestão e sensação de estufamento após os jogos”, orienta. 

Para a professora, eventos esportivos devem ser encarados como momentos de lazer e socialização, e não como uma justificativa para abandonar completamente hábitos saudáveis. 

“A alimentação equilibrada não significa deixar de participar das confraternizações ou renunciar aos alimentos que fazem parte da experiência. O mais importante é buscar moderação e consciência nas escolhas. Assim, é possível aproveitar sem que os excessos se tornem um problema para a saúde”, conclui. 



Anhanguera
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Detecção precoce entra em nova fase com rastreamento multicâncer por exame de sangue

 

Avanços em biologia molecular, sequenciamento de DNA e inteligência artificial ampliam as possibilidades de identificar sinais da doença antes do surgimento dos sintomas 

 

Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, o equivalente a mais de 2.100 diagnósticos diários. Em um cenário em que a identificação precoce da doença continua sendo um dos principais desafios da oncologia, uma nova tecnologia de detecção multicâncer acaba de chegar ao Brasil. 

Incorporado ao portfólio da Bioma Genetics em parceria com a Gene Solutions, o SPOT-MAS utiliza análise molecular, sequenciamento de DNA e inteligência artificial para investigar sinais associados a 75 subtipos de câncer a partir de uma única coleta de sangue. A tecnologia faz parte de uma nova geração de exames desenvolvidos para ampliar as possibilidades de rastreamento e identificação precoce de tumores. 

O lançamento acompanha uma das principais tendências da oncologia em 2026: o avanço de tecnologias capazes de identificar sinais do câncer antes do aparecimento dos sintomas. Impulsionadas pela biologia molecular, pela inteligência artificial e pela análise de biomarcadores circulantes, essas ferramentas vêm ampliando as possibilidades de rastreamento e diagnóstico precoce da doença. 

Essa transformação marca uma nova etapa da medicina de precisão. Se antes as tecnologias moleculares eram utilizadas principalmente para personalizar tratamentos, hoje também começam a apoiar estratégias de rastreamento e identificação precoce da doença. 

“Estamos acompanhando uma transformação importante na oncologia. As ferramentas moleculares não estão mais restritas à definição do tratamento mais adequado para cada paciente. Elas começam a contribuir também para a identificação precoce da doença, ampliando as oportunidades de acompanhamento e intervenção clínica”, explica Karla Pelegrino, Gerente de Estratégia & Inovação e Head da Bioma Genetics.

 

Uma lacuna ainda presente no rastreamento do câncer 

Atualmente, apenas alguns tipos de câncer contam com programas de rastreamento amplamente estabelecidos, como os tumores de mama, colo do útero e colorretal. Outros cânceres de elevada mortalidade, como os de pâncreas, ovário, fígado, estômago e vias biliares, frequentemente são diagnosticados em fases avançadas, quando as opções terapêuticas tendem a ser mais limitadas. 

Essa realidade tem impulsionado o desenvolvimento de novas estratégias de rastreamento capazes de ampliar as possibilidades de investigação para tumores que hoje ainda possuem poucas alternativas de detecção precoce. 

Entre as inovações que vêm ganhando destaque estão os testes MCED (Multi-Cancer Early Detection), desenvolvidos para identificar sinais associados a múltiplos tipos de câncer por meio de uma única coleta de sangue. 

Esses exames utilizam o conceito de biópsia líquida, tecnologia que permite analisar fragmentos de DNA tumoral circulante e outros biomarcadores presentes na corrente sanguínea. Combinados a ferramentas avançadas de sequenciamento genético, biologia molecular e inteligência artificial, esses recursos conseguem identificar padrões moleculares compatíveis com a presença de tumores antes mesmo do aparecimento de manifestações clínicas evidentes. 

“Uma das principais contribuições dessas novas tecnologias é ampliar as possibilidades de investigação para tumores que ainda não possuem estratégias de rastreamento bem definidas. Quanto mais cedo identificamos sinais de uma possível doença, maiores tendem a ser as oportunidades de acompanhamento e intervenção”, afirma Karla.

 

Tecnologia complementar à prática clínica 

Especialistas ressaltam que os testes MCED não substituem os métodos tradicionais de rastreamento recomendados pelas sociedades médicas, como mamografia, colonoscopia e exame preventivo ginecológico. 

Atualmente, eles são considerados ferramentas complementares, capazes de apoiar estratégias de prevenção, monitoramento e investigação precoce dentro de uma abordagem mais personalizada da saúde.

A robustez científica dessas tecnologias também vem crescendo. Estudos prospectivos envolvendo mais de 9 mil participantes demonstraram resultados promissores na identificação de sinais compatíveis com câncer, reforçando o potencial da biópsia líquida e da análise molecular como aliadas da oncologia moderna. 

À medida que novas evidências clínicas são produzidas e mais tecnologias chegam ao mercado, especialistas acreditam que a medicina de precisão deverá assumir um papel cada vez mais relevante não apenas no tratamento, mas também na prevenção e na identificação precoce do câncer, contribuindo para uma oncologia mais preventiva, personalizada e orientada por dados.

 

 Bioma Genetics


Alta miopia aumenta moscas volantes entre jovens

Freepik
Levantamento mostra que a doença avança entre estudantes do ensino médio, além de causar outras doenças oculares graves. Entenda.

 

Consideradas um problema ocular inofensivo associado à idade, as moscas volantes entre jovens estão se tornando cada vez mais frequentes nos consultórios. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, o surgimento precoce desses pontos na visão é provocado pela progressão da miopia que deixou de ser um problema refrativo para se tornar uma importante questão de saúde pública que está   incapacitando um número crescente de adolescentes e jovens. 

Uma evidência disso é o resultado de um levantamento realizado pelo especialista nos portuários de 475 pacientes míopes de agosto de 2025 ao final de maio do ano. O especialista ressalta que encontrou no grupo 4% ou 19 altos míopes. Há 20 anos não encontraria mais do que 1%. A alta miopia está aumentando bem mais rápido que a miopia, pontua. 

“As moscas volantes são pequenos pontos escuros, linhas e teias que parecem flutuar no campo da visão, se movem conforme movimentamos os olhos e ficam mais visíveis quando olhamos para uma superfície clara, como a tela de um gadget ligado, o céu azul ou uma parede branca”, explica. 

 

Como se formam

Queiroz Neto afirma que a partir dos 60 anos as moscas volantes surgem pela liquefação e encolhimento do vítreo, gel que preenche o globo ocular, do cristalino até a retina.  O mesm0 processo ocorre em altos míopes devido ao maior tamanho do olho. A liquefação e encolhimento do vítreo, explica, formam aglomerados que projetam pequenos pontos escuros na visão. Entre jovens o maior gatilho das moscas volantes é a alta miopia, acima de 6 dioptrias. Isso porque, o olho do alto míope é mais longo, afina a retina e inicia a degeneração natural do vítreo que se desprende da retina. Trata-se de uma emergência oftalmológica que deve ser tratada em até 48 horas. Isso porque, explica, o descolamento do vítreo pode tracionar, provocar rasgos ou o descolamento da retina que pode levar à perda da visão se não for tratado a tempo.

 

Risco anatômico

O oftalmologista destaca que moscas volantes isoladas não causam cegueira e geralmente são inofensivas.

O risco real ocorre quando o vítreo, ao se descolar, exerce tração sobre a retina e causa uma lesão ou rasgo que pode levar à perda permanente da visão. Queiroz Neto ressalta que as alterações na anatomia do olho decorrentes da alta miopia também predispõem ao glaucoma e alterações na retina.  O especialista ressalta que na prática clínica tem observado que a miopia acomodativa provocada pelo excesso de telas entre crianças, conforme estudo que realizou com 360 crianças, pode também ocorrer entre adultos. “A diferença é que no adulto os olhos estão completamente desenvolvidos e não crescem como o da criança.  Neste caso. após um final de semana longe das telas, ao ar livre, a dificuldade de enxergar à distância desaparece”, afirma.

 

Sinais de alerta

Queiroz Neto recomenda a quem percebe moscas volantes no olho, procurar um pronto-socorro oftalmológico imediatamente caso note:

·        Aumento súbito de muitas novas moscas volantes de uma só vez.


·        Flashes de luz persistentes no campo de visão, mesmo em ambientes escuros.


·        Sombra ou Cortina: Uma mancha escura ou "cortina cinzenta" que começa na lateral da visão e vai cobrindo parte do que você enxerga é um forte indício de descolamento de retina, salienta;


·       Perda de visão: Qualquer diminuição abrupta na nitidez visual.

 

Prevenção

As principais recomendações do oftalmologista para evitar lesões nos olhos são:

·        Evite esportes de alto impacto ou contato direto: futebol, basquete, boxe;


·        Não mergulhe de cabeça;


·        Evite esportes radicais;


·        Mantenha os exercícios de musculação evitando prender a respiração para não forçar a estrutura do globo ocular;


·        Evite coçar os olhos;

 

Para quem tem alta miopia o exame oftalmológico é um calendário de proteção que varia de acordo com o estado da retina. Queiroz Neto afirma que o mapeamento retiniano deve ser anual para olhos sem lesões; mapeamento e OCT a cada seis meses para olhos com alterações na periferia; mapeamento de urgência em 24 a 72 horas quando surgirem novas moscas volante.  Sua independência depende do cuidado que tem com seus olhos, conclui.  Olhos.



Inverno e gravidez: as armadilhas do frio que as gestantes precisam monitorar

Ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana lista principais recomendações 

 

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por intensas adaptações imunológicas e vasculares que podem ser acentuadas pelo frio, exigindo atenção redobrada. Para garantir uma gestação segura e saudável nesta época do ano, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas que vão desde a carteira de vacinação atualizada até o monitoramento constante da pressão arterial.

De acordo com a Dra. Karina Belickas, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, a combinação de temperaturas baixas com ambientes fechados e pouca ventilação é o cenário ideal para a maior circulação de vírus respiratórios, como o da gripe (Influenza) e o coronavírus. Como o sistema imunológico da gestante passa por adaptações próprias da gravidez, ela pode se tornar mais suscetível a complicações dessas infecções.

Além do fator respiratório, o frio interfere diretamente na saúde vascular da mulher. O organismo utiliza a vasoconstrição (contração dos vasos sanguíneos), como um mecanismo natural para reter o calor corpóreo. No entanto, esse processo pode provocar a elevação da pressão arterial, um fator de risco crítico na gestação.

"A vasoconstrição periférica induzida pelas baixas temperaturas pode antecipar o diagnóstico ou agravar quadros hipertensivos pré-existentes. Por isso, mulheres que já têm predisposição à pré-eclâmpsia precisam de um monitoramento muito mais rigoroso e frequente durante os meses frios", alerta a Dra. Karina Belickas. "Além disso, a tendência natural de reduzir o consumo de água no inverno é um perigo silencioso: a desidratação pode agravar o ressecamento da pele, mas, mais grave que isso, pode aumentar o risco de infecções urinárias e de contrações uterinas precoces", complementa.

Segundo a especialista, a atenção aos sinais do corpo deve ser constante. Sintomas como falta de ar, febre, dor ao urinar, inchaço súbito, dor de cabeça intensa, alterações visuais ou aumento da pressão arterial devem ser avaliados rapidamente pela equipe médica. O acompanhamento adequado permite identificar precocemente possíveis alterações e reduzir riscos para a mãe e para o bebê.

Para mitigar esses riscos e aproveitar a estação com segurança, a especialista destaca as principais recomendações para as futuras mamães:

  • Vacinação e higiene: manter as vacinas recomendadas para o período gestacional em dia e lavar as mãos ou usar álcool em gel frequentemente, evitando tocar olhos, nariz e boca em locais públicos.
  • Hidratação consciente: estabelecer metas diárias de ingestão de água, mesmo sem a sensação de sede, para proteger o sistema urinário e evitar a desidratação.
  • Ventilação e atividade física: manter os ambientes domésticos e de trabalho bem arejados e dar continuidade à rotina de exercícios físicos leves, sempre em locais ventilados. Atenção aos dias com umidade do ar reduzida, frequente nos períodos com menos chuva.
  • Acompanhamento da pressão arterial: gestantes com histórico de hipertensão, pré-eclâmpsia ou outros fatores de risco devem redobrar o monitoramento durante o inverno e seguir rigorosamente as orientações do pré-natal.

     
  • Atenção aos sinais de alerta: febre, tosse persistente, dor ao urinar, falta de ar, inchaço repentino, dor de cabeça forte ou alterações visuais não devem ser ignorados e precisam ser comunicados ao obstetra.

Com cuidado preventivo, acompanhamento médico e atenção às mudanças do corpo, o inverno pode ser atravessado de forma mais segura, reduzindo riscos e preservando a saúde da gestante e do bebê.



Hospital e Maternidade Santa Joana
www.santajoana.com.br

 

Dia Mundial de Prevenção de Quedas: 39% dos idosos caem duas ou mais vezes

Ortopedista dá dicas de prevenção, reabilitação e cuidados domiciliares

 

As quedas resultam na hospitalização de mais de 100 mil idosos (+ 60) por ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Esse tipo de acidente é o principal fator de internações por traumas nessa faixa etária. Para alertar sobre um problema que afeta principalmente os idosos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou o Dia Mundial de Prevenção de Quedas, dia 24 de junho. De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz em conjunto com a Universidade Federal de Minas Gerais, 39% dos idosos tiveram duas ou mais quedas em 12 meses (dados coletados entre 2023-2024). 

O ortopedista, cirurgião de pé e de tornozelo, Bruno Arnaldo Bonacin Moura, consultor médico da Neoortho, um dos principais fabricantes de implantes ortopédicos do país, explica que as quedas representam uma das principais causas de internação, perda de autonomia e mortalidade na população idosa. Além do impacto individual, geram grande custo ao sistema de saúde devido a fraturas, cirurgias e reabilitação prolongada. 

“As lesões mais comuns são fraturas do fêmur proximal (colo e região trocantérica), fraturas de punho, úmero proximal e, em casos mais graves, traumatismos cranianos”, comenta Moura. 

Confira dicas de como prevenir as quedas, cuidados em casa e como ter uma reabilitação tranquila. 

 

Prática de atividade física como aliada 

Nesta fase da vida, aumentam os casos de fraqueza muscular (sarcopenia), perda de equilíbrio, osteoporose, uso de múltiplas medicações (principalmente sedativos e anti-hipertensivos) e alterações visuais que contribuem para os casos de quedas. O ortopedista explica que a inclusão de exercícios de fortalecimento muscular e treino de equilíbrio no dia-a-dia reduzem significativamente o risco de quedas, pois melhoram a estabilidade postural, coordenação e velocidade de reação. Ideal os exercícios serem orientados por pessoas qualificadas como educadores físicos e fisioterapeutas, para adequar a intensidade às necessidades de cada indivíduo. 

 

Cuidados em casa

Os ambientes domésticos inadequados, como por exemplo, tapetes soltos e iluminação insuficiente contribuem para os acidentes. Segundo Moura, uma boa iluminação, com luzes que acendem com sensor de presença, por exemplo, remoção de tapetes soltos, uso de calçados adequados, caminhos livres sem a necessidade de desviar as mobílias e adaptação de banheiros, com barras para apoio durante o banho e para saída do vaso, auxiliam no dia-a-dia dos idosos e podem prevenir acidentes. Importante também supervisionar o uso de medicamentos e observar sinais de instabilidade ou tontura.

 

Recuperação e evolução da medicina

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE-2023) revelaram que há mais idosos do que jovens no Brasil, o percentual da população idosa é de 15,6% e ultrapassa os 14,8% dos que têm entre 15 e 24 anos. Para Moura, o envelhecimento ativo está contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias que aumentam a qualidade de vida e em muitos casos podem preservar o movimento das pessoas. 

“A ortopedia moderna não busca apenas tratar fraturas, mas preservar funcionalidade, permitindo que o idoso mantenha autonomia e participação social.  Os implantes modernos permitem fixações mais estáveis, cirurgias menos invasivas e reabilitação precoce, o que reduz complicações como imobilidade prolongada e trombose. A cirurgia de fratura de fêmur, por exemplo, permite apoio imediato, pois o paciente deve sentar e se movimentar o mais breve possível, a fim de evitar complicações secundárias”, comenta o médico. 

Ao reduzir complicações, acelerar recuperação e preservar a mobilidade, a tecnologia médica impacta diretamente a qualidade de vida e independência funcional. 

  

NeoOrtho

 

24/6 - Dia Mundial de Prevenção de Quedas: cair não é normal e pode ser sinal de alerta para a saúde

Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça que quedas devem ser investigadas, especialmente quando ocorrem de forma recorrente ou envolvem pessoas mais vulneráveis 

 

Cair pode parecer um acidente comum da rotina, mas não deve ser tratado como algo inevitável. No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, lembrado em 24 de junho, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz chama atenção para a importância de reconhecer a queda como um evento sentinela, definido pelo Ministério da Saúde como uma ocorrência inesperada que envolve óbito, lesão física ou psicológica grave, ou risco de sua ocorrência. No contexto das quedas, esse episódio pode indicar alterações de saúde, perda de força muscular, problemas de equilíbrio, uso de medicamentos, dificuldade visual ou riscos no ambiente. 

Embora as quedas possam ocorrer em qualquer fase da vida, em casa, no trabalho, durante atividades físicas ou deslocamentos diários, o envelhecimento aumenta o risco de consequências graves. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), mostram que 20,9% das pessoas com 60 anos ou mais relataram ter sofrido uma ou mais quedas nos últimos 12 meses. A prevalência cresce com a idade: entre pessoas de 80 anos ou mais, o índice chega a 29%. O levantamento também aponta maior ocorrência entre mulheres, com prevalência total de 24,9%, em comparação a 15,7% entre homens1. 

Para o Dr. Marcelo Risso, médico ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o principal erro é naturalizar esses episódios. “Queda não deve ser vista como algo normal do avançar da idade. Quando uma pessoa cai, principalmente se isso acontece mais de uma vez, é preciso investigar. O normal é não cair. A queda pode ser um sinal de perda de massa muscular, alteração de equilíbrio, redução de reflexos, problema de visão, tontura, hipotensão postural, uso de medicamentos ou riscos dentro de casa”, explica. 

As consequências podem ser importantes do ponto de vista ortopédico e funcional. Fraturas, traumas na coluna, lesões articulares, contusões, traumatismo craniano e perda de mobilidade estão entre os possíveis desfechos. No caso das pessoas mais velhas, uma das principais preocupações é a fratura de quadril ou fêmur. Segundo o ELSI-Brasil, 3% dos idosos que sofreram quedas tiveram fratura de quadril ou fêmur nos últimos 12 meses, percentual que chega a 7,6% entre aqueles com 80 anos ou mais1. 

“Fraturas de quadril e fêmur têm grande impacto na vida do paciente. Muitas vezes exigem cirurgia, internação e um processo prolongado de reabilitação. Em pessoas mais frágeis, podem representar perda de independência, piora da qualidade de vida e aumento importante de risco clínico”, afirma Risso. 

Segundo o especialista, as quedas em idosos costumam ser multifatoriais. Isso significa que, muitas vezes, não há uma única causa, mas uma combinação de fatores, como perda de massa muscular, menor velocidade de reflexo, alterações no labirinto, dificuldade visual, doenças associadas, uso de medicamentos e mudanças naturais na resposta do corpo ao levantar ou se desequilibrar. 

“Quando uma pessoa jovem tropeça, ela costuma ter reflexo e força para recuperar o equilíbrio rapidamente. Com o envelhecimento, essa resposta pode ser mais lenta. Além disso, muitos idosos têm queda de pressão arterial ao levantar, usam vários medicamentos ou enxergam mal à noite. Tudo isso aumenta o risco”, explica o ortopedista. 

A prevenção passa por medidas simples, mas que precisam fazer parte da rotina. Entre as principais recomendações estão evitar subir em cadeiras, mesas ou escadas sem segurança; usar calçados adequados; manter os ambientes bem iluminados; retirar tapetes soltos e obstáculos; instalar barras de apoio em banheiros; corrigir desníveis; revisar medicamentos com orientação médica; manter acompanhamento oftalmológico; e praticar exercícios voltados ao fortalecimento muscular, equilíbrio e mobilidade. 

Um cuidado muitas vezes negligenciado é o deslocamento durante a noite. “É comum a pessoa levantar da cama para ir ao banheiro sem colocar os óculos, no escuro ou com pressa. Esse tipo de situação aumenta muito o risco de queda. Pequenas adaptações no ambiente e na rotina podem evitar acidentes graves”, reforça Risso.

 

Quedas também acontecem no esporte 

Apesar de o Dia Mundial de Prevenção de Quedas ser frequentemente associado à população idosa, o tema também merece atenção em outras faixas etárias. No esporte, especialmente em atividades repetitivas como corrida, as quedas podem estar relacionadas à fadiga muscular, desequilíbrios de força, técnica inadequada, aumento brusco de carga, calçados impróprios ou superfícies irregulares. 

“Na prática esportiva, a pessoa pode ter uma fraqueza muscular que não aparece nas atividades comuns do dia a dia, mas surge quando há esforço repetitivo ou fadiga. Em uma corrida, por exemplo, um grupo muscular pode chegar ao limite antes dos outros, gerando descoordenação e aumentando o risco de queda”, explica o médico. 

Por isso, além do condicionamento físico, é importante respeitar a progressão dos treinos, realizar fortalecimento muscular, usar calçados adequados, observar o tipo de terreno e evitar aumentos repentinos de intensidade ou distância.

 

Quando procurar atendimento médico 

A avaliação médica é recomendada quando houver dor persistente, dificuldade para caminhar, inchaço, deformidade, batida na cabeça, tontura, desmaio, uso de anticoagulantes ou quedas repetidas. Em idosos, mesmo quedas aparentemente leves merecem atenção, especialmente quando há histórico de osteoporose, perda de autonomia ou insegurança para se locomover.

  

Hospital Alemão Oswaldo Cruz


Estudo descreve avanço explosivo da febre amarela em fragmento florestal da cidade de São Paulo

 

Trabalho publicado na Nature Microbiology reconstituiu o surto ocorrido na Região Metropolitana entre 2017 e 2018. Dados mostram nível de transmissão muito elevado e uma dinâmica diferente da observada em outras regiões do país

 

Um grupo de pesquisadores do Brasil e do Reino Unido reconstituiu a dinâmica do surto de febre amarela silvestre que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo há cerca de nove anos – marcado por mais de 90 mortes humanas, pelo extermínio dos bugios do Horto Florestal e pela corrida aos postos de vacinação. Os resultados foram divulgados em março na revista Nature Microbiology.

O primeiro alerta foi dado em 9 de outubro de 2017, quando a carcaça de um macaco foi encontrada no Horto Florestal, zona norte da capital. Em apenas seis semanas, o vírus se espalhou de forma rápida, matando os cerca de 80 bugios que viviam no parque. “Foi a primeira vez que vimos a febre amarela avançar de forma tão explosiva em um ambiente florestal encravado dentro da cidade”, comenta Nuno Faria, docente do Imperial College London (Reino Unido), professor visitante da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da investigação.

O estudo calculou pela primeira vez o número básico de reprodução (R0) da febre amarela silvestre, estimado em 8,2. Também conhecido como “R zero”, esse é um valor usado na epidemiologia para representar o potencial de dispersão de uma doença infecciosa. Nesse caso, significa que um único bugio infectado e picado por mosquitos podia transmitir o vírus a outros oito animais, em média. Segundo os autores, trata-se de um valor extremamente alto para uma doença transmitida por mosquitos. “A título de comparação, o R0 da COVID‑19 variava entre 3 e 4 mesmo nos piores momentos da pandemia”, conta Adriano Pinter, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, que na época trabalhava na Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) – um órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Ou seja, cada pessoa com COVID podia transmitir a doença para outras três ou quatro pessoas, em média.

 

Portas de entrada

Pesquisas anteriores ao surto já apontavam os parques estaduais da Cantareira e Alberto Löfgren (Horto Florestal) como possíveis portas de entrada para a febre amarela na Região Metropolitana de São Paulo. Mesmo assim, o episódio surpreendeu os cientistas pela velocidade e intensidade da disseminação.

A rápida propagação nas Unidades de Conservação que margeiam São Paulo deixou os moradores dos bairros densamente povoados do entorno em extrema vulnerabilidade. Na pequena cidade de Mairiporã, vizinha à capital paulista, foram 142 casos notificados e mais de 40 óbitos, mesmo com a imunização em andamento.

“A primeira lição que fica com esse episódio é que a vacinação de febre amarela precisa ser antecipada. Não podemos mais esperar encontrar macacos mortos para começar a imunizar as pessoas. A janela entre o primeiro alerta e o pico de transmissão é de duas a três semanas. E a vacina leva de dez a 12 dias para começar a proteger a população. Ou seja, quando o primeiro bugio aparece morto, já estamos atrasados”, diz Pinter à Agência FAPESP.

Dados da pesquisa indicam que o mosquito Haemagogus leucocelaenus, principal vetor do ciclo silvestre da doença, teve papel central na explosão de casos. O inseto, que tradicionalmente vive restrito à copa das árvores, também infectou humanos e outros primatas no solo, o que acelerou a transmissão. “Foi uma combinação de forças: a alta densidade de hospedeiros, a grande abundância de mosquitos, a presença desses vetores tanto no solo quanto na copa e a temperatura elevada. Tudo isso criou o cenário perfeito para uma propagação explosiva”, conta Juliana Telles, pesquisadora do Instituto Pasteur, que na época também trabalhava na Sucen.

Como o mosquito urbano (Aedes) também está presente nessa interface entre a floresta e a cidade, existe um risco de potencial reurbanização da febre amarela. “Nesse caso, o vírus também passaria a ser transmitido de humano para humano pelo Aedes aegypti. No entanto, detectamos o patógeno apenas em mosquitos Haemagogus, o que significa que a transmissão no Horto ocorreu por meio do ciclo silvestre”, conta Faria, que também coordena o Centro Conjunto Brasil‑Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE) ao lado da professora da USP Ester Sabino.

Para chegar às conclusões descritas no artigo, os pesquisadores combinaram monitoramento de mosquitos, análise de carcaças de primatas, sequenciamento metagenômico (ou seja, de todo o material genético presente em amostras ambientais) e modelagem matemática. O trabalho foi possível graças a ações conjuntas entre as secretarias estaduais e municipais de Saúde e Meio Ambiente, articuladas por pesquisadores do Instituto Florestal, da Sucen – atualmente incorporada ao Instituto Pasteur – e da USP.

Telles ressalta a importância da integração entre instituições públicas de vigilância, pesquisa e conservação ambiental. “Ao integrar as diferentes frentes de vigilância, foi possível entender com precisão como o vírus entrou e se espalhou no parque. Essa abordagem combinada revelou quantas introduções virais ocorreram e mostrou que o ciclo de transmissão no Horto Florestal foi extremamente intenso e concentrado em um período muito curto, um padrão bem diferente do observado na Amazônia, por exemplo”, afirma.

Os autores destacam ainda a importância de incorporar no trabalho a abordagem de Saúde Única (que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental). “O estudo de metagenômica viral identificou em um dos bugios infectados uma coinfecção com o vírus da hepatite A. Isso sugere contaminação por resíduos humanos nas bordas da floresta. O que acontece na borda da mata tem impacto direto na saúde pública”, alerta Telles.

O artigo Evolution and spillover dynamics of yellow fever at the forest-urban interface in Brazil pode ser lido em: nature.com/articles/s41564-026-02302-w.

 

Maria Fernanda Ziegler

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/estudo-descreve-avanco-explosivo-da-febre-amarela-em-fragmento-florestal-da-cidade-de-sao-paulo/58469


Voos e viagens acima de 4 horas dobram o risco de trombose

A imobilidade prolongada nas poltronas de aviões e ônibus paralisa a bomba muscular da panturrilha, gerando represamento sanguíneo que favorece a formação de coágulos graves.

 

Se você está planejando aquela viagem dos sonhos ou vai encarar horas na estrada para ver a família, vale a pena parar cinco minutinhos para prestar atenção nas suas pernas. A empolgação de entrar no avião ou no ônibus muitas vezes faz a gente esquecer que o corpo cobra o preço por ficar espremido na mesma poltrona. O alerta é real e comprovado pela medicina: trajetos que passam de quatro horas dobram o risco de Trombose Venosa Profunda (TVP). 

O grande problema aqui é a falta de espaço combinada com o total sedentarismo do percurso. Quando passamos horas travados na mesma posição, a musculatura da panturrilha, que funciona como uma verdadeira bomba hidráulica empurrando o sangue para cima, simplesmente para de trabalhar. Sem esse estímulo, o sangue acumula nas pernas, a circulação fica lenta e o terreno se torna perfeito para a formação de coágulos. 

"A imobilidade prolongada faz com que o sangue fique estagnado nas veias. Se um coágulo se forma ali, o perigo vai muito além do inchaço e da dor local. O maior risco é que esse pedaço de sangue coagulado se desprenda e viaje até os pulmões, causando uma embolia pulmonar, que é uma condição de extrema urgência e que pode ser fatal", explica Henrique Abreu, especialista na área. 

Muita gente associa o problema apenas a idosos ou pessoas com problemas de saúde pré-existentes, mas a verdade é que a famosa "síndrome da classe econômica" pode pegar qualquer um de surpresa. Mulheres que usam anticoncepcionais, fumantes e gestantes precisam redobrar a atenção, mas o sinal de alerta vale para todos. Se após a viagem você notar dor persistente na batata da perna, vermelhidão, calor local ou um inchaço estranho em apenas um dos lados, não ignore. 

A boa notícia é que dá para se proteger sem grandes mistérios. O segredo principal é se manter hidratado  e isso significa beber água de verdade, deixando de lado o excesso de café e as bebidas alcoólicas do serviço de bordo, que desidratam o organismo. Na hora de escolher o visual para viajar, priorize o conforto absoluto: roupas largas e sapatos que não apertem os tornozelos fazem toda a diferença para o sangue fluir melhor. 

"A recomendação de ouro é se mexer. A cada duas horas, levante para caminhar no corredor do avião ou aproveite as paradas do ônibus. Se não for possível levantar, faça movimentos circulares com os pés e estique as pernas mesmo sentado. Para quem já tem predisposição, o uso de meias de compressão elástica, devidamente orientadas por um médico, é indispensável", conclui o médico. 

 


Fonte: Dr. Henrique Abreu - Especialista em Cirurgia Vascular


Copa do Mundo 2026

 

O que é permitido e o que é proibido o jogador utilizar na Copa do Mundo para não ter problemas no exame antidoping? Nutrólogo responde

 

O exame antidoping tem um papel essencial. Mais do que identificar irregularidades, ele protege a credibilidade do esporte, promove a igualdade de condições entre os competidores e reforça que o desempenho deve ser resultado de treinamento, dedicação e preparação adequada. Em uma competição do porte da Copa do Mundo, o antidoping é uma garantia de transparência, justiça e respeito ao espírito esportivo. 

Os testes são feitos com base na coleta de urina, método mais comum, realizado após competições ou em períodos de treinamento, e também, coleta de sangue, que é usado para detectar substâncias que não são facilmente identificáveis na urina. 

Segundo o médico nutrólogo, Dr. Felipe Gazoni, entre os suplementos permitidos e amplamente utilizados estão: Creatina; Whey Protein; Proteínas vegetais; isotônicos e reposição eletrolítica; Géis e suplementos de carboidratos; cafeína, quando utilizada dentro das recomendações; vitaminas e minerais como vitamina D, ferro e magnésio. 

“Por outro lado, existem substâncias e métodos proibidos pelas regras antidoping por oferecerem vantagens artificiais ao desempenho esportivo. Entre os principais exemplos estão os esteroides anabolizantes, como testosterona e nandrolona; eritropoetina (EPO), utilizada para aumentar a oxigenação muscular; hormônio do crescimento (GH); estimulantes como anfetaminas e substâncias semelhantes; diuréticos utilizados para mascarar outras substâncias; além de métodos de manipulação sanguínea conhecidos como doping sanguíneo”, destaca o especialista. 

Entretanto, o mais importante é destacar que nenhum suplemento substitui uma estratégia nutricional bem estruturada. Muitas vezes, os maiores ganhos de rendimento vêm de ajustes simples na alimentação diária, hidratação e recuperação.

 

Dr. Felipe Gazoni - O médico graduado em Nutrologia tem experiência hospitalar de 2015 a 2020, em urgência e emergência adulto e pediátrico. É pós-graduado pela ABRAN, Associação Brasileira de Nutrologia; Em Ciência da Obesidade e Sarcopenia; além de extensões como Workshop em Obesidade e Síndrome Metabólica; Curso Teórico e Prático de Reposição Hormonal Masculina e Feminina E Implantes Bio Absorvíveis; e Mentoria em Protocolos Avançados em Emagrecimento.


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