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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Ameaças climáticas reforçam importância da educação ambiental desde a primeira infância

Relatório do Unicef aponta que quase metade das crianças do mundo está exposta a pelo menos três riscos climáticos; no Colégio Farias Brito, projetos desenvolvidos desde o berçário buscam formar consciência e compromisso com a sustentabilidade.

 

Quase metade das crianças e adolescentes do mundo está exposta a pelo menos três riscos climáticos. São cerca de 1,1 bilhão de pessoas. Além disso, quase todas as crianças do planeta enfrentam ao menos uma ameaça climática. E mais de 4 milhões de meninos e meninas podem estar expostos a até seis ameaças climáticas simultaneamente.

No Brasil, 16 milhões de crianças e adolescentes convivem com três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor e secas, o equivalente a três em cada dez meninos e meninas. Quando considerados dois ou mais riscos climáticos, esse número ultrapassa 30 milhões, o que representa seis em cada dez crianças e adolescentes brasileiros. 

Salas do Colégio Farias Brito foram pensadas com base
em princípios de arquitetura sustentável.

FBTV/Divulgação

Os dados são do Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). 

O estudo também mostra que mais de 2,3 bilhões de crianças no mundo estão expostas à poluição do ar e 1,5 bilhão enfrentam ondas de calor. Os números evidenciam que a crise climática já afeta diretamente a infância e reforçam a importância da educação ambiental como instrumento de conscientização e preparação das novas gerações para os desafios do século XXI. 

Em meio a esse cenário, cresce a percepção de que a educação ambiental deve fazer parte da formação das crianças desde os primeiros anos de vida, com experiências práticas, contato com a natureza e projetos pedagógicos voltados à sustentabilidade. É a avaliação da supervisora pedagógica geral da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino.

FBTV/Divulgação

Fundamental do Colégio Farias Brito, Ieda Vasconcelos. Para ela, a construção da consciência ambiental precisa começar ainda na primeira infância, período em que valores, hábitos e comportamentos são mais facilmente assimilados. 

"A gente vem fazendo isso, posso dizer que há décadas, porque o FB é uma escola verde. A gente tem muito forte essa ideia de preservação ambiental, de criar essa consciência nas crianças desde a primeiríssima infância, que é idade das crianças do FB Baby, do Berçário aos três anos. Há quem possa dizer que as crianças não entendem essa ideia de preservação. Entendem e têm um potencial enorme de influenciar os adultos para uma mudança de atitude", afirma Iêda. 

A educadora destaca que a proposta vai além do contato com áreas verdes. As crianças, relata Iêda, são incentivadas a refletir sobre consumo consciente, descarte correto de resíduos, preservação dos espaços públicos e responsabilidade coletiva.

"Sem a consciência de um consumo responsável, não temos a formação de novas consciências de proteção ambiental. Em nossa feira de ciências, trabalhamos o tema ‘Cidades e Oceano em Harmonia com a Natureza’, porque o projeto de urbanização massivo distanciou as pessoas e as crianças passaram a ter uma vida tão acelerada quanto os adultos. A gente precisa fazer as crianças pensarem sobre as atitudes e olharem também para as atitudes dos adultos", explica a supervisora. Ao longo da Educação Infantil, os estudantes participam de projetos especialmente elaborados para desenvolver a consciência ecológica de forma adequada a cada faixa etária.

Entre eles está o projeto "Água Cheia de Vida", destinado a crianças de 3 anos, que estimula a compreensão da importância da água e do uso sustentável dos recursos naturais. Na mesma etapa, o projeto "Descobertas no Jardim" aproxima os alunos da biodiversidade presente em jardins e espaços verdes, incentivando formas respeitosas de convivência com plantas e pequenos animais. 

Na faixa dos 5 anos, os projetos "Planeta Terra, Nossa Casa!" e "O Mundo que Queremos!" estimulam reflexões sobre preservação ambiental, cidadania e construção de um futuro mais sustentável. As crianças são incentivadas a observar problemas ambientais, formular hipóteses, propor soluções e mobilizar familiares e comunidade escolar em torno de práticas mais responsáveis. 

Para Ieda Vasconcelos, experiências como essas ajudam a ampliar o olhar das crianças sobre o mundo. "Vivemos em cidades onde a infância está cada vez mais restrita aos ambientes fechados. Por isso, buscamos proporcionar vivências que aproximem as crianças da natureza, dos espaços públicos e da realidade ambiental que as cerca. Queremos que elas compreendam que suas escolhas têm impacto no presente e no futuro do planeta", conclui.

 

A Copa na tela e o Enem na janela

É Copa, né? Um bilhão de pessoas estão vendo jogos com os melhores jogadores do planeta. Ao mesmo tempo, mais de 5 milhões de jovens brasileiros, para além dos apelos e emoções desse esporte encantador, estão vendo o Enem batendo em suas janelas. O que parece ser uma escolha - estudar ou ver alguns jogos - pode não ser. Basta entender melhor o que e como o Enem cobrar sobre o evento.  

Um dos erros mais comuns de quem estuda para o exame é acreditar que a prova cobra conteúdos tradicionalmente escolares ou apenas entendimento de textos. Na verdade, o que acontece é que o Enem frequentemente utiliza acontecimentos do cotidiano para avaliar competências e habilidades publicadas pelo MEC e pouco trabalhadas nas escolas. 

A Copa do Mundo oferece excelentes exemplos disso. O fato de o futebol se adaptar a diversos contextos pode ser explorado no exame. Uma reportagem sobre a forma como jogadores de diferentes países se comunicam dentro de campo pode ser usada em uma questão que explore o corpo como instrumento de comunicação e interação social: mesmo sem compartilhar o mesmo idioma, atletas conseguem coordenar movimentos, interpretar gestos e compreender intenções por meio da linguagem corporal.  

Uma matéria sobre a evolução do futebol ao longo das décadas poderia servir de base para uma questão sobre adaptação de práticas corporais, processo cobrado pela habilidade 11. Afinal, o esporte mudou profundamente: os métodos de treinamento se transformaram, os equipamentos evoluíram, as estratégias foram aperfeiçoadas e novas tecnologias passaram a influenciar o jogo. O futebol de hoje não é exatamente o mesmo praticado há cinquenta anos. 

Até mesmo as comemorações podem se tornar objeto de análise. Quando um grupo de jogadores celebra coletivamente um gol, não está apenas expressando alegria. Está construindo uma mensagem, reforçando laços de pertencimento e compartilhando valores com colegas, torcedores e espectadores. O corpo, nesse contexto, funciona como uma forma de comunicação. 

Outra forma de o Enem cobrar a Copa: ter saúde é mais do que fazer exercícios físicos; é mais, também, do que fazer dieta; é ainda mais do que ter lazer. É ter tudo isso junto e algo a mais - é estar em um contexto que contribui para querer e poder fazer o que é necessário para manter o corpo e a mente em boas condições. Isso está ligado à habilidade 10 do Enem. 

Os exemplos de relação Copa e Enem podem ir além. Quem acompanha o evento viu a proibição do uniforme do Haiti com referência a uma revolução liderada por negros. Aí entra a questão: os esportes não têm nada a ver com manifestações políticas? Absolutamente! A competência 9 do Enem cobra exatamente isso: as relações entre esportes e política - especificamente com os grupos chamados minoritários. Já se cobrou, por exemplo, a diferença de remuneração entre duas referências mundiais no futebol: Marta e Neymar.  

É justamente esse tipo de olhar que o Enem procura desenvolver. Mais do que cobrar conteúdos escolares tradicionais, o exame busca avaliar a capacidade de interpretar fenômenos culturais, sociais e comunicativos presentes no cotidiano. 

Neste momento de Copa, claro, todos nós paramos para ver os jogos, torcer e resenhar. Contudo, aos estudantes que estão nessa jornada, nada de esquecer que nem no Enem nem na vida real os jogos são apenas jogos. Eles são, nas palavras do MEC, “linguagem corporal relevante para a própria vida, integradora social e formadora de identidade”. 

 

Sérgio Gouveia - sócio-fundador da escola de Entendimento de Texto, Redação, Literatura e Gramática Ágora - @agora.redacao -, é professor de Linguagens há mais de 20 anos; graduado na USP, mestre na Unesp e dedica-se ao ensino das competências e habilidades avaliadas pelo ENEM tanto na prova de Redação quanto na de Linguagens.



Por que adultos estão voltando a estudar e o que isso revela sobre a forma como aprendemos hoje


Especialistas apontam que inteligência artificial, excesso de informação e mudanças aceleradas no mercado estão transformando a relação dos adultos com o aprendizado, impulsionando a busca por programas executivos e experiências internacionais 


A ideia de que existe uma “idade certa” para estudar está perdendo força. Com a inteligência artificial em alta, excesso de informação, transformação digital e mudanças cada vez mais rápidas no mercado de trabalho, adultos passaram a voltar para ambientes de aprendizado de forma contínua, seja por atualização profissional, transição de carreira ou necessidade de adaptação. Ao mesmo tempo, as novas gerações também estão aprendendo de formas completamente diferentes das anteriores, impulsionadas pela velocidade do consumo digital e pelo acesso imediato à informação.
 

O movimento acompanha uma mudança profunda na forma como diferentes gerações aprendem. Enquanto crianças e adolescentes absorvem conhecimento em modelos mais estruturados, guiados por repetição, rotina e direcionamento externo, adultos tendem a aprender a partir de propósito, contexto e aplicação prática.
 

Isso significa que o profissional de hoje não busca apenas conteúdo, mae entender como aquilo impacta sua realidade. “A criança aprende porque existe uma estrutura que conduz esse processo. O adulto aprende quando entende por que aquilo é importante para a vida dele. Existe uma necessidade muito maior de conexão prática, emocional e estratégica com o conteúdo”, afirma Luisa Villela, CEO da LAIOB.
 

Segundo ela, o avanço da inteligência artificial acelerou ainda mais essa transformação. Se antes o acesso à informação era restrito, hoje o desafio está justamente no excesso de estímulos e na dificuldade de aprofundamento.
 

“A informação se tornou extremamente acessível. Qualquer pessoa consegue consumir centenas de conteúdos por dia no celular. Mas aprender de verdade continua sendo outra coisa. O aprendizado adulto exige reflexão, repertório, troca e experiência prática. É por isso que vemos tantos profissionais buscando experiências presenciais e internacionais”, explica.
 

Nos últimos anos, programas executivos voltados para profissionais mais experientes passaram a atrair públicos muito diferentes entre si: executivos em ascensão, líderes buscando atualização, profissionais em transição de carreira e até pessoas que desejam reposicionamento pessoal após décadas no mesmo setor.

Para Luisa, existe também uma mudança cultural importante em curso: estudar deixou de ser sinônimo de fraqueza ou falta de preparo e passou a representar adaptação e inteligência estratégica.
 

“Antigamente existia quase uma ideia de que estudar depois de certa idade significava que você estava atrasado. Hoje acontece o contrário. Os profissionais mais valorizados normalmente são aqueles que continuam aprendendo continuamente, porque o mercado muda rápido demais”, diz.
 

Esse comportamento também ajuda a explicar o crescimento do interesse por programas internacionais de curta e média duração, especialmente aqueles que unem formação técnica com vivência cultural. Diferentemente dos modelos tradicionais de ensino, muitos profissionais adultos passaram a buscar experiências que combinem aprendizado acadêmico com visitas técnicas, networking global e contato direto com outros mercados.
 

“Hoje, quando um executivo procura um programa internacional, ele não quer apenas assistir aula. Ele quer entender como outros países estão resolvendo problemas reais, como empresas operam em diferentes culturas e quais tendências já estão acontecendo lá fora. Existe uma busca muito forte por experiências imersivas”, afirma Luisa.
 

Para ela, os programas internacionais também ganharam força porque oferecem algo que o ambiente digital ainda não conseguiu substituir completamente: convivência humana e repertório cultural. “Você pode aprender teoria online, mas determinadas experiências só acontecem presencialmente. Conversar com executivos locais, visitar empresas, entender o comportamento das pessoas naquele país, observar modelos de gestão funcionando na prática… tudo isso amplia a visão de mundo do profissional adulto”, explica.
 

Ao mesmo tempo, as novas gerações também estão mudando a forma de consumir conhecimento. Jovens aprendem em velocidade acelerada, alternando entre vídeos curtos, inteligência artificial, plataformas digitais e múltiplos estímulos simultâneos. Isso cria um contraste interessante com o aprendizado adulto, que tende a exigir mais profundidade, maturação e significado.
 

“O jovem normalmente aprende com muita rapidez e adaptação tecnológica. O adulto, por outro lado, costuma buscar profundidade e aplicabilidade. Nenhum modelo é melhor ou pior. São formas diferentes de aprender, influenciadas pelo momento de vida, pela maturidade e pelas necessidades de cada geração”, diz Luisa.
 

Assim, o conceito de educação contínua ganha um novo significado. Mais do que uma exigência corporativa, aprender passou a ser uma ferramenta de sobrevivência profissional e, em muitos casos, também pessoal.

 

“A gente está vivendo uma era em que o conhecimento envelhece muito rápido. O profissional que entende isso não vê mais o estudo como uma obrigação pontual, mas como parte da própria construção de carreira e identidade.

Nova regra do PIS vai barrar o saque de milhares de trabalhadores

Mudança silenciosa na faixa de renda promete surpresa desagradável para famílias de baixa renda nas agências da Caixa. A especialista Ingred Rosa detalha o impacto do novo corte. 

 

Uma mudança silenciosa nos critérios do PIS/Pasep promete pegar milhares de famílias de baixa renda de surpresa na hora de ir ao banco. A atualização nos cálculos para liberar o abono salarial ficou mais rígida e já acendeu o alerta de quem acompanha o bolso do trabalhador de perto. O benefício, que sempre funcionou como aquele alívio financeiro esperado o ano todo por quem tem carteira assinada, agora vai passar por um filtro bem mais apertado, encolhendo drasticamente a lista de pessoas que realmente vão conseguir sacar o dinheiro. 

Na prática, a partir de 2026, o limite de renda para acesso ao benefício passou a ser reajustado anualmente pelo INPC, deixando de acompanhar a política de valorização do salário mínimo. Além disso, esse limite será reduzido gradualmente nos próximos anos, até atingir o equivalente a 1,5 salário mínimo por volta de 2035, o que tende a restringir o acesso ao benefício e reduzir o número de famílias elegíveis.  

O impacto dessa mudança tende a ser sentido com mais força justamente nas casas onde cada real faz diferença. “Esse novo modelo parece pequeno no papel, mas, na ponta, ele fecha o cerco para quem já vive no aperto. Famílias de baixa renda, sobretudo aquelas com salário variável, adicional, hora extra ou comissão, podem ser as primeiras a sentir esse afastamento do abono. É uma mudança silenciosa, mas com efeito direto no orçamento doméstico”, afirma Dra. Ingred Rosa Portela.  

No calendário de 2026, têm direito ao benefício os trabalhadores que, no ano-base de 2024, receberam remuneração média de até R$ 2.766,00, desde que também cumpram os demais requisitos legais, como estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos e ter trabalhado por no mínimo 30 dias no período-base.   

Com os pagamentos do abono salarial iniciados em fevereiro de 2026, a recomendação é que os trabalhadores verifiquem previamente sua situação antes de se deslocarem até agências bancárias ou lotéricas. A orientação é consultar os canais oficiais, especialmente o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, para confirmar se a média salarial do ano-base considerado permaneceu dentro do limite exigido para a concessão do benefício. "Muitas pessoas só descobrem que não têm direito ao abono quando chegam ao local de saque. Uma consulta prévia pode evitar deslocamentos desnecessários e muita frustração", alerta a especialista.  

Com o novo cenário desenhado, entidades de classe já tentam calcular o tamanho do estrago na economia, já que a medida vai reter milhões de reais que iriam direto para o comércio local. Enquanto isso, o trabalhador que está na corda bamba precisa redobrar a atenção aos detalhes do holerite para entender se ainda faz parte, ou não, do grupo que vai receber o abono. 

 

Fonte: Ingred Rosa Portela - Advogada Trabalhista e Previdenciária 


Copa: Confira dicas para não levar cartão vermelho no condomínio


Regras de convivência continuam válidas durante o Mundial

 

Vestir a camisa, reunir os amigos e vibrar a cada gol faz parte da paixão brasileira pelo futebol. No entanto, para que a festa seja perfeita, a comemoração dentro dos condomínios precisa caminhar lado a lado com o respeito coletivo.

 

A Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP) – entidade que congrega 31 administradoras, as quais representam mais de 2.700 condomínios no estado do Paraná, onde vivem cerca de 740 mil pessoas – lembra que viver em comunidade exige equilíbrio entre a diversão e a responsabilidade.

 

“As normas do Regimento Interno, a convenção condominial e o Código Civil continuam valendo normalmente em dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo”, explica Bianca Ruggi, advogada especializada na área e vice-presidente da AACEP.

 

Ela lembra que a autorização temporária para instalação de bandeiras durante a Copa do Mundo não implica renúncia às regras de fachada do condomínio, tratando-se de medida excepcional e limitada ao período, previamente definido pela administração ou pela assembleia do condomínio.

 

De olho nas regras

Embora os gritos moderados de gol façam parte do espetáculo, o direito de torcer termina onde começa o sossego do vizinho. Para evitar brigas, advertências e multas, a AACEP recomenda atenção redobrada e sugere a realização de assembleias prévias para alinhar o que será tolerado e reforçar as punições.

 

Para ajudar a manter a harmonia com a vizinhança nos ambientes coletivos nesse período da Copa do O placar da convivência:


 O que está PERMITIDO nos dias de jogo.

 

·         Reservar os espaços comuns com antecedência: Planeje o uso da churrasqueira, salão de festas ou área gourmet seguindo as normas formais de agendamento do local.


·         Decorar com bom senso: Fixar a bandeira do Brasil na janela ou sacada de forma temporária costuma ser tolerado e é amparado pela legislação de símbolos nacionais, desde que o adereço esteja bem preso e não represente risco de queda.


·         Identificar corretamente os visitantes: Manter o protocolo rígido de segurança na portaria, anunciando e autorizando cada amigo ou entregador de aplicativo que chegar à sua unidade.


·         Cuidar do patrimônio: Zelar pelas áreas compartilhadas e garantir a limpeza e a organização dos espaços após o término da comemoração.

 

Falta grave:


 O que é PROIBIDO dentro do condomínio

A empolgação não justifica a infração. Fique atento às restrições claras sobre o que pode resultar em penalidades imediatas:

 

·         Soltar fogos de artifício e rojões: É terminantemente proibido o uso de artefatos pirotécnicos ou sinalizadores dentro dos apartamentos, sacadas ou áreas comuns. Além do risco gravíssimo de incêndio, o barulho extremo prejudica idosos, bebês, autistas e animais de estimação.


·         Barulho descontrolado: O limite de decibéis deve ser respeitado mesmo fora do “horário de silêncio” tradicional (que costuma ser após as 22h). O uso de cornetas, vuvuzelas, apitos, caixas de som em elevado volume ou batucadas intensas que invadam o espaço alheio configura perturbação do sossego. O cuidado deve ser triplicado em jogos noturnos ou na madrugada.


·         Uso irregular e superlotação de áreas comuns: É proibido levar televisores para espaços compartilhados sem reserva prévia (tratando o local como “terra de ninguém”) ou ultrapassar o limite máximo de convidados permitido pelo regimento para aquele espaço.


·         Facilitar o acesso por distração (“Efeito Carona”): É proibido e perigoso abrir portões ou garagens para desconhecidos apenas porque estão vestindo a camisa da seleção. Criminosos se aproveitam da distração coletiva nesses momentos.


·         Bloquear espaços e corredores ou lançar objetos: Fazer festas nas garagens, obstruir calçadas com mesas e cadeiras, ou arremessar papéis picados, copos e líquidos pela janela são consideradas infrações graves.


·         Alterações estéticas na fachada: 


Pintar paredes comunitárias, aplicar tintas na fachada ou instalar luzes piscantes que incomodem a janela do vizinho são práticas proibidas sem aprovação em assembleia.


·         Bandeiras, faixas e elementos decorativos na fachada: A instalação de bandeiras, faixas, painéis, luzes decorativas ou quaisquer outros elementos visíveis externamente somente poderá ocorrer quando autorizado pela administração e sempre observando a segurança de todos.

 

“A Copa do Mundo passa, mas a convivência permanece todos os dias. Torcer com responsabilidade é a melhor tática para garantir o título de bom vizinho”, complementa a vice-presidente da AACEP, Bianca Ruggi.

 

Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná - AACEP


A inteligência preditiva como nova fronteira da resiliência digital


A continuidade dos negócios, na atual dinâmica tecnológica, exige um padrão de estabilidade incompatível com o monitoramento tradicional. O processamento constante de grandes volumes de dados nas infraestruturas corporativas inviabilizou o controle manual, tornou a antecipação de falhas um requisito indispensável para a disponibilidade de TI. A necessidade de sustentar operações sem interrupções reposicionou os Application Management Services (AMS) como base de inteligência preditiva nas empresas. 

Modelos baseados em algoritmos são capazes de prever inconsistências e otimizar recursos de forma autônoma, transformando o gerenciamento de aplicações em um verdadeiro propulsor de inovação. Essa modernização redireciona o esforço técnico antes dedicado a resoluções emergenciais para o desenvolvimento de automações complexas. O resultado prático é a continuidade operacional, com maior eficiência e ganhos mensuráveis para  o negócio, mesmo em cenários de alta complexidade.

 

Automação inteligente e maturidade operacional  

A integração de modelos de linguagem de grande escala (LLMs) ao AMS substitui a observação de métricas por uma interpretação avançada do tráfego de dados. Essa base tecnológica permite  que as arquiteturas de RAG (Retrieval-Augmented Generation) potencializem a eficiência do suporte técnico e do atendimento especializado. O tempo médio de resposta é reduzido em corporações que possuem ambientes legados de diversos níveis de complexidade e de impacto no negócio. Essa abordagem agiliza o atendimento e simplifica a identificação e a resolução de incidentes, garantindo operações mais confiáveis. 

Com essa camada de inteligência preditiva, algoritmos de machine learning ampliam a análise de  incidentes recorrentes e grandes volumes de dados históricos  em tempo real. Isso permite detectar padrões de falhas recorrentes, degradação de desempenho e vulnerabilidades emergentes, viabilizando ações preventivas automatizadas e tornando a sustentação de sistemas corporativos mais inteligente e proativa. 

Plataformas inteligentes conseguem executar correções automaticamente ao identificar indícios de falhas antes que se tornem incidentes críticos, reduzindo o tempo médio de resolução e limitando os efeitos indesejados nas operações. Processos autônomos de monitoramento elevam a maturidade tecnológica de toda empresa, garantem a estabilidade de forma antecipada, trazem previsibilidade financeira e integram as operações técnicas aos objetivos estratégicos de negócios.

 

Investimentos e governança digital 

Estimativas recentes da Gartner indicam que os gastos mundiais com tecnologia da informação devem ultrapassar US$ 6 trilhões em 2026. Esse patamar recorde é impulsionado pela modernização de aplicações corporativas, na qual a automação preditiva se consolida como padrão operacional para reduzir os períodos de indisponibilidade e otimizar o uso de recursos computacionais. 

O mercado brasileiro acompanha essa tendência global com o mais recente relatório setorial da Brasscom, que projeta investimentos superiores a R$ 774 bilhões em tecnologias de transformação digital até 2028. Esses números comprovam que a modernização do AMS é essencial para suportar o aumento de transações digitais e garantir a autonomia tecnológica dos negócios. 

A aplicação prática desses recursos exige um preparo corporativo que vai além da mera aquisição de tecnologia. Questões de governança, mensuração de retorno e capacidade de infraestrutura determinam o ritmo real de adoção de arquiteturas com agentes autônomos ou semiautônomos nas companhias. A efetividade dessa implementação requer alinhamento entre as decisões tecnológicas e os objetivos estratégicos de longo prazo. Esse processo depende de uma organização dos dados históricos em um modelo AI-Ready que sustenta a continuidade irrestrita das operações.

 

Experiência e resiliência 

Priorizar a alta disponibilidade demanda um deslocamento de foco da correção de falhas pontuais para a garantia de jornadas digitais ininterruptas. Na visão do usuário final, a tecnologia deve ser invisível e infalível, o que exige que o AMS atue como uma camada de inteligência capaz de aprender a partir de cada evento operacional. Esse refinamento constante das decisões assegura que a experiência do cliente não seja prejudicada por instabilidades de sistemas. 

Estabelecer esse nível de estabilidade requer a integração estrutural entre desenvolvimento e operação aliada ao poder da IA. A conversão do fluxo de dados em medidas preventivas neutraliza riscos antes de qualquer impacto nos resultados do negócio, garantindo a continuidade dos processos e a relevância das corporações em um momento em que ser competitivo não é mais uma opção.

 

Marcos Pinotti - diretor de engajamento da Kron Digital



Copa coloca em evidência habilidades que empresas buscam desenvolver em executivos

Liderança multicultural, tomada de decisão sob pressão e gestão de equipes diversas estão entre as competências que ganham relevância em um mercado cada vez mais global


A cada edição da Copa do Mundo, milhões de pessoas acompanham seleções formadas por atletas de diferentes origens, culturas, idiomas e estilos de jogo que precisam atuar de forma integrada para alcançar um objetivo comum. Fora dos gramados, a dinâmica não é tão diferente. Em um cenário de negócios cada vez mais globalizado, empresas enfrentam o desafio de liderar equipes multiculturais, distribuídas geograficamente e compostas por profissionais com experiências e visões de mundo distintas. 

“Competências como comunicação intercultural, adaptabilidade e tomada de decisão sob pressão passaram a ocupar espaço cada vez mais estratégico nas agendas de desenvolvimento executivo. A capacidade de alinhar diferentes perfis em torno de metas compartilhadas deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade competitiva”, explica Luisa Villela, CEO da Laiob. 

Assim como uma seleção precisa integrar talentos de diferentes origens para competir em alto nível, as organizações também precisam preparar líderes capazes de atuar em ambientes globais e diversos. O desafio se torna ainda maior à medida que empresas ampliam operações internacionais, fortalecem modelos híbridos de trabalho e passam a interagir com equipes espalhadas por diferentes países. 

Para a CEO da LAIOB, empresa especializada em programas internacionais de educação executiva, a Copa oferece um exemplo claro sobre como a diversidade pode se transformar em vantagem competitiva quando existe liderança capaz de conectar diferentes talentos. 

“A Copa mostra que grandes resultados dependem da capacidade de integrar diferentes talentos, culturas e experiências em torno de um objetivo comum. Nas empresas, essa lógica é cada vez mais presente, o que explica a busca crescente por experiências internacionais de desenvolvimento executivo. Líderes precisam estar preparados para compreender diferentes perspectivas, adaptar sua comunicação e tomar decisões em cenários de alta complexidade”, afirma. 

A transformação do mercado de trabalho também tem impulsionado uma revisão sobre quais competências devem ser priorizadas no desenvolvimento de lideranças. Se, no passado, o foco estava concentrado em conhecimentos técnicos e domínio operacional, hoje as empresas valorizam cada vez mais habilidades relacionadas à inteligência cultural, à colaboração global e à gestão de pessoas em contextos diversos. 

Segundo especialistas em desenvolvimento de carreira, profissionais que vivenciam experiências internacionais costumam ampliar sua capacidade de adaptação, fortalecer habilidades de negociação e desenvolver maior sensibilidade para lidar com diferenças culturais. Essas características são especialmente relevantes para executivos que atuam em organizações multinacionais ou que mantêm relacionamento constante com parceiros e clientes de diferentes mercados. 

“Programas internacionais de educação executiva têm ganhado espaço como ferramenta de desenvolvimento de lideranças. Além do acesso a conteúdos acadêmicos e tendências globais de gestão, essas iniciativas proporcionam contato direto com diferentes modelos de negócios, práticas corporativas e formas de liderança adotadas em outros países”, analisa a executiva. 

A experiência internacional vai muito além da sala de aula. “O executivo é exposto a novas formas de pensar, de liderar e de resolver problemas. Esse contato com diferentes culturas e modelos de gestão amplia o repertório profissional e desenvolve competências que dificilmente seriam adquiridas apenas em ambientes locais”, explica. 

Com empresas cada vez mais conectadas a mercados globais e equipes cada vez mais diversas, a capacidade de liderar em contextos multiculturais tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. E, assim como acontece dentro de campo durante a Copa do Mundo, os melhores resultados devem continuar surgindo da combinação entre talento individual, colaboração coletiva e liderança preparada para transformar diferenças em vantagem competitiva.

 

CPFL Paulista alerta: consumo pode pesar na conta durante inverno, Copa e férias escolares

O início do inverno em 21 de junho, somado à manutenção da bandeira amarela pela Aneel e ao aumento do tempo em casa durante as férias escolares e a Copa do Mundo, acende um sinal de alerta para o consumo de energia elétrica. A CPFL Paulista reforça que chuveiros elétricos, aquecedores de ambientes e secadoras de roupas podem elevar significativamente a conta de luz.

 

Principais vilões do inverno:

Chuveiro elétrico: é um dos aparelhos que mais consomem energia em uma residência. Ao utilizá-lo no modo “inverno”, o acréscimo no consumo é de até 30% em relação ao modo “verão” e o banho passa a ser responsável por 25% a 35% dos gastos na conta de luz nos dias mais gelados. Exemplificando, numa casa onde o chuveiro tenha uma potência de 7.500W e possua quatro pessoas utilizando-o por 15 minutos cada, todos os dias, haverá um consumo próximo de 225 kWh/mês. Para economizar, reduza o tempo do banho e, sempre que possível, altere a chave para o modo “verão”.

Aquecedores: o consumo médio mensal de um aparelho de 1.500 W, ligado por 3,5 horas diárias, pode chegar a 160 kWh. Por isso, quando for comprar um aquecedor, certifique-se de que seu tamanho e potência estão adequados ao ambiente em que será utilizado. Isso evita gasto de energia desnecessário. Outra dica é escolher modelos com timer, assim, quando o cômodo estiver na temperatura ideal, o aparelho desliga. Se optar por utilizar ar-condicionado, uma opção viável é a instalação de modelos inverter, que economizam até 40% em comparação aos convencionais.

Máquinas de lavar e secar: o uso das secadoras também cresce e o aparelho consome entre 80 e 100 kWh por mês, quando utilizado uma vez ao dia. O frio também contribui para que se use mais a lavadora, que consome mensalmente cerca de 36 kWh, 5% do consumo total de uma residência, quando ligada duas vezes por semana. A dica aqui é acumular roupas para lavar e secar tudo de uma única vez. Esse conselho também vale para quando for usar o ferro elétrico. Prefira ciclos completos e aproveite a secagem natural ao ar livre.

Torneiras elétricas: prefira realizar as atividades em horários mais quentes, ajustando a temperatura da água para um nível médio de calor. Mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa as louças e enxágue tudo de uma vez para reduzir o tempo ligado. Essa prática ajuda a economizar energia e água.

 

Dicas da CPFL Paulista

· Usar a posição “Verão” ou “Morno” pode gerar economia de até 30%.

· Reduzir o tempo de banho.

· Optar por duchas eletrônicas com ajuste gradual de temperatura.

· Fechar portas e janelas para manter o ambiente aquecido e evitar troca térmica.

· Usar aparelhos com desligamento automático para evitar consumo desnecessário.

· Lavar e passar roupas em dias únicos, diminuindo ciclos e economizando energia.

· Aproveitar luz natural e secagem ao ar livre.

 

Copa e férias: mais tempo em casa

Com crianças em casa e jogos da Copa na TV, o tempo de uso de televisores, videogames e computadores aumenta. A CPFL Paulista recomenda desligar os aparelhos da tomada quando não estão em uso e limitar o tempo de funcionamento para reduzir consumo e riscos.

Mesmo desligados, aparelhos conectados à tomada continuam consumindo energia. O chamado consumo fantasma pode representar até 12% do valor mensal da fatura.

 

Segurança em foco

O consumo fantasma não é apenas um problema financeiro. Cabos acessíveis podem ser puxados ou mastigados por crianças e animais, e equipamentos falsificados ou sem certificação podem superaquecer e provocar acidentes. Segundo dados da Abracopel, em 2025 houve redução de 14,88% nas mortes por acidentes elétricos no Brasil, mas os números ainda são altos: 646 ocorrências, sendo 150 em ambiente residencial.

 

Guardião da Vida

A CPFL Energia reforça essas recomendações e mantém o programa permanente Guardião da Vida (guardiaodavida.com.br), com palestras e campanhas educativas voltadas à segurança no uso da energia elétrica.

 

O erro jurídico silencioso que empresas ainda cometem com estagiários

Obrigatoriedade vale para empresas de qualquer porte e segmento

 

A contratação de estagiários é uma etapa importante na formação de novos profissionais, mas também envolve responsabilidades legais que exigem atenção. Entre elas, destaca-se a exigência prevista na Lei do Estágio (Lei nº 11.788/2008), que determina que todo estagiário deve estar coberto por seguro contra acidentes pessoais durante todo o período do contrato, independentemente do porte ou do segmento da empresa.

 

A regra se aplica tanto aos estágios obrigatórios quanto aos não obrigatórios e tem como objetivo assegurar proteção ao estudante em casos de morte acidental ou invalidez permanente decorrente de acidente. “A legislação é clara ao exigir a contratação de seguro contra acidentes pessoais. Essa modalidade cobre eventos súbitos, externos e involuntários, com capital segurado previamente definido”, afirma Marcell Guimarães, diretor de vendas da Omint Saúde.

 

A ausência do seguro pode gerar riscos jurídicos, incluindo a descaracterização do estágio e potenciais passivos trabalhistas.

 

Seguro individual ou coletivo: o que a lei permite

 

A Lei do Estágio não determina o formato da contratação do seguro, permitindo que ele seja estruturado de forma individual ou coletiva, desde que o estudante esteja efetivamente coberto durante todo o período de estágio.

 

No seguro individual, a apólice é emitida especificamente para o estudante, com condições e vigência vinculadas ao seu contrato. Já no coletivo, a empresa atua como estipulante de uma única apólice, que contempla um grupo de estagiários, permitindo movimentações de inclusão e exclusão ao longo do tempo, conforme admissões e desligamentos.

 

“Independentemente do formato, o aspecto central é que o estagiário esteja protegido, com vigência compatível com o contrato e capital segurado alinhado às práticas do mercado. A conformidade não está no modelo escolhido, mas na efetiva existência da cobertura”, explica Guimarães. 

Algumas apólices podem incluir coberturas adicionais, que ampliam a proteção do estudante. Embora não sejam exigências legais, essas proteções complementares ampliam o amparo ao estagiário e sinalizam uma postura de cuidado da empresa com seus profissionais, inclusive nas fases iniciais da carreira.

 

Omint Seguros


Anvisa aprova Inluriyo® (imluestranto), nova terapia oral para câncer de mama avançado ou metastático ER+, HER2- com mutação ESR1

Primeiro tratamento oral aprovado para câncer de mama metastático com mutação ESR1 no Brasil, Inluriyo® demonstrou reduzir o risco de progressão da doença ou morte em 38% em estudos clínicos[1] 

 

Nesta segunda-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou[2] Inluriyo® (imluestranto), o primeiro e único, no Brasil, indicado para monoterapia para o tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado irressecável ou metastático, positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-), com mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m), e que foram previamente tratados com terapia endócrina. Praticamente ausentes nos tumores de mama em estágio inicial, as alterações no gene ESR1 surgem ao longo do tratamento como um mecanismo de resistência à hormonioterapia — e se tornam cada vez mais frequentes conforme a doença avança. Em pacientes com câncer de mama metastático que já receberam ao menos uma linha de tratamento hormonal, essas alterações podem estar presentes em até metade dos casos de resistência hormonal, dependendo do tipo e do tempo de exposição à terapia prévia[3]. 

Metade dos pacientes com câncer de mama metastático ER+, HER2– que já receberam terapia endócrina apresenta mutações no gene ESR1, um desafio comum e persistente nesse cenário[4]. Estas mutações fazem com que os receptores de estrogênio permaneçam ativados, mesmo sem a presença do hormônio ligante, impulsionando a progressão da doença e, frequentemente, levando à resistência às terapias hormonais tradicionais. Inluriyo® oferece uma nova estratégia ao atuar especificamente ligando-se, bloqueando e facilitando a degradação desses receptores de estrogênio, o que contribui para retardar a progressão da doença1. 

Os resultados do estudo de Fase 3 EMBER-31 demostrou que a monoterapia reduziu o risco de progressão da doença ou morte em 38% em comparação com a terapia endócrina padrão. Para os pacientes com câncer de mama metastático e mutação ESR1, Inluriyo® demonstrou uma melhoria significativa na sobrevida livre de progressão (SLP), um marcador crucial da eficácia do tratamento, atingindo uma mediana de 5,5 meses, em contraste com 3,8 meses observados com as terapias padrão. 

"A oncologia mamária vem avançando com terapias-alvo guiadas por biomarcadores — uma expansão que nos aproxima de um tratamento verdadeiramente individualizado, oferecendo nova esperança e uma ferramenta terapêutica crucial para pacientes que vivem com câncer de mama metastático ER+, HER2– com mutação ESR1" destacou Dr. Luiz André Magno, Diretor Médico da Lilly do Brasil. "Este medicamento oral representa uma abordagem inovadora e conveniente para uma condição desafiadora, com potencial de melhorar significativamente os resultados dos pacientes e sua qualidade de vida. Aqui, na Lilly, o nosso compromisso é trazer inovações que realmente fazem a diferença, e Inluriyo® é um reflexo direto dessa missão, oferecendo uma valiosa ferramenta para a comunidade médica e para os pacientes brasileiros.” 

No estudo EMBER-3, Inluriyo® demonstrou um perfil de segurança favorável, sendo geralmente bem tolerado. A maioria das reações adversas observadas foram de intensidade leve a moderada, destacando-se como as mais comuns como diarreia, náusea, anemia e fadiga. A taxa de descontinuação do tratamento em função de eventos adversos foi de 4,3%[5] evidenciando um balanço risco-benefício positivo para os pacientes. 

“O câncer de mama metastático ainda reserva desafios que a medicina precisa aprender a enfrentar com mais precisão. Inluriyo® é nossa resposta a um desses, e faz parte de um compromisso mais amplo da Lilly de construir, de forma consistente, um portfólio em oncologia que acompanhe a evolução do conhecimento científico e chegue a quem mais precisa: o paciente”, reforça Luiz André Magno, Diretor Médico Executivo da Eli Lilly do Brasil.

 

Sobre o estudo EMBER-3

O EMBER-3 foi um estudo de Fase 3, randomizado e aberto, que avaliou Inluriyo®, a terapia endócrina de escolha do investigador, e Inluriyo® em combinação com abemaciclibe. O estudo incluiu 874 pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático ER+, HER2–, cuja doença havia retornado ou progredido durante ou após uma terapia com inibidor de aromatase, com ou sem um inibidor de CDK4/6. Do total, 32% dos pacientes foram incluídos no cenário adjuvante para tratamento de primeira linha e 64% como tratamento de segunda linha após progressão na terapia inicial. Os participantes foram randomizados entre Inluriyo®, a terapia endócrina de escolha do investigador (fulvestranto ou exemestano), ou Inluriyo® em combinação com abemaciclibe. Mais informações sobre o estudo EMBER-3 podem ser encontradas em clinicaltrials.gov.

 

Sobre Inluriyo® (imluestranto)

Inluriyo® (imluestranto) é um antagonista oral do receptor de estrogênio que proporciona inibição contínua do ER, incluindo em cânceres com mutação ESR1. O receptor de estrogênio (ER) é o principal alvo terapêutico para pacientes com câncer de mama ER+, HER2–. Inluriyo® é um medicamento de prescrição oral, já aprovado pela Anvisa, administrado uma vez ao dia, oferecendo uma opção de tratamento conveniente para os pacientes.

 

 

Lilly do Brasil

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Referências

[1]NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE (US). A Study of Imlunestrant, Investigator's Choice of Endocrine Therapy, and Imlunestrant Plus Abemaciclib in Participants With ER+, HER2- Advanced Breast Cancer (EMBER-3). ClinicalTrials.gov, 2021. Disponível em: Link. Acesso em: 24 abr. 2026.

[2] BRASIL. Diário Oficial da União. Resolução-RE nº 2.465, de 18 de junho de 2026. Disponível em: Link. Acesso em 22 jun. 2026.

[3] Reinert T, Saad ED, Barrios CH, Bines J. Clinical Implications of ESR1 Mutations in Hormone Receptor-Positive Advanced Breast Cancer. Frontiers in Oncology. 2017;7:26. doi: 10.3389/fonc.2017.00026. Acesso em: 05 mai. 2026.

[4] Jeselsohn, R., Buchwalter, G., De Angelis, C. et al. ESR1 mutations—a mechanism for acquired endocrine resistance in breast cancer. Nat Rev Clin Oncol 12, 573–583 (2015). Link. Acesso em: 24 abr. 2026.

[5] Jhaveri KL, Neven P, Casalnuovo ML, Kim SB, Tokunaga E, et al. Imlunestrant with or without Abemaciclib in Advanced Breast Cancer. New England Journal of Medicine. 2025;392(12):1189-1202. doi: 10.1056/NEJMoa2410858. Disponível em: Link. Acesso em: 05 mai. 2026.


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