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segunda-feira, 22 de junho de 2026

AWS e DIO abrem 10 mil bolsas para curso de IA que ensina a criar agentes que analisam seleções, preveem resultados e constroem apps para a Copa

 

Canva
Programa gratuito de 18 horas combina Amazon Bedrock, AgentCore e AWS Step Functions em mentorias ao vivo e projeto final de portfólio

 

A Amazon Web Services (AWS) e a DIO lançam o Bootcamp AWS - Agentes de IA em Campo, programa gratuito com 10 mil bolsas para quem quer aprender a construir agentes de inteligência artificial usando serviços da Amazon. A colaboração entre AWS e DIO já distribuiu mais de 118 mil bolsas gratuitas ao longo dos anos. 

Nesta edição, o programa usa o contexto da Copa para conectar aprendizado técnico a projetos reconhecíveis: os participantes constroem um agente que analisa e compara seleções históricas do Brasil com Amazon Bedrock, um agente de previsão de chaveamento de resultados e um app de pontos de troca de figurinhas com Amazon Quick. Cada um desses projetos é desenvolvido em uma mentoria ao vivo, com aplicação direta das tecnologias da trilha. 

O conteúdo está organizado em dois módulos. O primeiro cobre fundamentos de inteligência artificial moderna, com cursos sobre Machine Learning, LLMs, IA generativa e uso prático de chatbots, copilotos e agentes. O segundo aprofunda os serviços AWS: prototipação com PartyRock, personalização de modelos no Amazon Bedrock, criação de agentes autônomos com Amazon Nova e AgentCore e desenvolvimento de bots de atendimento com IA generativa.
 

O programa tem 18 horas distribuídas em 6 cursos, 4 conteúdos gravados, 3 mentorias ao vivo e 1 projeto prático. O desafio final é o desenvolvimento de um assistente de delivery usando AWS Step Functions e Amazon Bedrock, com entregável concreto para portfólio. A mentoria de abertura, no dia 19 de junho, conta com Alexsandro Lechner, AVP e Delivery Lead do Bank of America. 

A AWS é uma das maiores empresas de computação em nuvem do mundo, com mais de 200 serviços disponíveis globalmente. O Amazon Bedrock é referência para construção de aplicações com modelos de linguagem e IA generativa em ambiente corporativo, utilizado por empresas de diferentes setores para automatizar processos, criar assistentes e desenvolver soluções com agentes inteligentes. 

"A Copa movimenta o país inteiro e a gente decidiu usar esse momento para ensinar algo que o mercado está pedindo agora: agentes de IA construídos com ferramentas líder de mercado. Quem participar vai sair com três projetos práticos feitos com Amazon Bedrock, Amazon Nova e Amazon Quick , a nova solução agentica da AWS. São 10 mil bolsas gratuitas em cima de histórico de mais de 118 mil bolsas distribuídas em colaboração com a AWS. É acesso concreto a um repertório técnico que abre portas." Iglá Generoso, CEO da DIO. 

O Brasil está em um momento decisivo para a adoção de inteligência artificial. Empresas de todos os setores estão buscando profissionais que saibam construir agentes de IA, mas a oferta de talentos ainda não acompanha essa demanda. Com este bootcamp, estamos colocando nas mãos de 10 mil pessoas as mesmas ferramentas que grandes empresas usam para transformar seus negócios. É capacitação prática, gratuita e com aplicação imediata no mercado de trabalho," diz Cleber Morais, Diretor-Geral da AWS no Brasil. 

Ao concluir o programa, os participantes desenvolvem capacidade técnica para trabalhar com agentes autônomos, personalizar modelos generativos, criar fluxos de automação com Step Functions e entregar projetos aplicados com Amazon Bedrock. 

E seus perfis também ficam disponíveis na Talent Match, plataforma que conecta talentos da DIO a oportunidades em empresas parceiras no Brasil e no mundo. 

As inscrições já estão abertas, vão até o dia 9 de agosto e podem ser realizadas pelo site da DIO


A Copa na tela e o Enem na janela

É Copa, né? Um bilhão de pessoas estão vendo jogos com os melhores jogadores do planeta. Ao mesmo tempo, mais de 5 milhões de jovens brasileiros, para além dos apelos e emoções desse esporte encantador, estão vendo o Enem batendo em suas janelas. O que parece ser uma escolha - estudar ou ver alguns jogos - pode não ser. Basta entender melhor o que e como o Enem cobrar sobre o evento.  

Um dos erros mais comuns de quem estuda para o exame é acreditar que a prova cobra conteúdos tradicionalmente escolares ou apenas entendimento de textos. Na verdade, o que acontece é que o Enem frequentemente utiliza acontecimentos do cotidiano para avaliar competências e habilidades publicadas pelo MEC e pouco trabalhadas nas escolas. 

A Copa do Mundo oferece excelentes exemplos disso. O fato de o futebol se adaptar a diversos contextos pode ser explorado no exame. Uma reportagem sobre a forma como jogadores de diferentes países se comunica dentro de campo pode ser usada em uma questão que explore o corpo como instrumento de comunicação e interação social: mesmo sem compartilhar o mesmo idioma, atletas conseguem coordenar movimentos, interpretar gestos e compreender intenções por meio da linguagem corporal.  

Uma matéria sobre a evolução do futebol ao longo das décadas poderia servir de base para uma questão sobre adaptação de práticas corporais, processo cobrado pela habilidade 11. Afinal, o esporte mudou profundamente: os métodos de treinamento se transformaram, os equipamentos evoluíram, as estratégias foram aperfeiçoadas e novas tecnologias passaram a influenciar o jogo. O futebol de hoje não é exatamente o mesmo praticado há cinquenta anos. 

Até mesmo as comemorações podem se tornar objeto de análise. Quando um grupo de jogadores celebra coletivamente um gol, não está apenas expressando alegria. Está construindo uma mensagem, reforçando laços de pertencimento e compartilhando valores com colegas, torcedores e espectadores. O corpo, nesse contexto, funciona como uma forma de comunicação. 

Outra forma de o Enem cobrar a Copa: ter saúde é mais do que fazer exercícios físicos; é mais, também, do que fazer dieta; é ainda mais do que ter lazer. É ter tudo isso junto e algo a mais - é estar em um contexto que contribui para querer e poder fazer o que é necessário para manter o corpo e a mente em boas condições. Isso está ligado à habilidade 10 do Enem. 

Os exemplos de relação Copa e Enem podem ir além. Quem acompanha o evento viu a proibição do uniforme do Haiti com referência a uma revolução liderada por negros. Aí entra a questão: os esportes não têm nada a ver com manifestações políticas? Absolutamente! A competência 9 do Enem cobra exatamente isso: as relações entre esportes e política - especificamente com os grupos chamados minoritários. Já se cobrou, por exemplo, a diferença de remuneração entre duas referências mundiais no futebol: Marta e Neymar.  

É justamente esse tipo de olhar que o Enem procura desenvolver. Mais do que cobrar conteúdos escolares tradicionais, o exame busca avaliar a capacidade de interpretar fenômenos culturais, sociais e comunicativos presentes no cotidiano. 

Neste momento de Copa, claro, todos nós paramos para ver os jogos, torcer e resenhar. Contudo, aos estudantes que estão nessa jornada, nada de esquecer que nem no Enem nem na vida real os jogos são apenas jogos. Eles são, nas palavras do MEC, “linguagem corporal relevante para a própria vida, integradora social e formadora de identidade”. 

 

Sérgio Gouveia - sócio-fundador da escola de Entendimento de Texto, Redação, Literatura e Gramática Ágora - @agora.redacao -, é professor de Linguagens há mais de 20 anos; graduado na USP, mestre na Unesp e dedica-se ao ensino das competências e habilidades avaliadas pelo ENEM tanto na prova de Redação quanto na de Linguagens.

 

59% dos jovens torcem para ver a seleção campeã, enquanto os mais velhos valorizam a postura em campo, mostra pesquisa do Valometry

Levantamento da anacouto com 1.185 brasileiros revela que a relação com a Copa muda de geração para geração, do desejo de vitória entre os jovens ao apreço pela conduta entre os mais experientes 


A forma como o brasileiro torce muda conforme a idade. Segundo a pesquisa Branding Brasil, do Valometry, ferramenta de gestão contínua de branding da agência anacouto, realizada entre abril e maio de 2026 com 1.185 entrevistados, entre os jovens de 18 a 29 anos, 59% apontam o desejo de ver a seleção campeã como a principal motivação para acompanhar o torneio. Entre os brasileiros com 61 anos ou mais, esse percentual cai para 39%. 

Os mais velhos se movem por comportamento. Nessa faixa, 25% valorizam atitudes corretas dentro e fora de campo, contra 18% entre os jovens, e 34% destacam ver o Brasil bem representado, ante 31% entre os mais novos. Ver a união da torcida aparece para 32% dos jovens e 29% dos mais velhos, num retrato de duas formas de viver a mesma paixão. 

A confiança também varia. A desconfiança em relação à seleção cresce com a idade, citada por apenas 4% dos mais jovens e por 13% dos mais velhos, um sinal de que a memória de quem viveu mais Copas pesa. O envolvimento geral com o torneio, por sua vez, é mais intenso entre os jovens, no Norte do país e nas classes populares, os mesmos públicos em que a presença das marcas costuma ser menor. 

“A Copa do Mundo é um calendário afetivo para os brasileiros. Por um mês, ela reorganiza casa, mesa, agenda e conversa do brasileiro. Deixa de ser um evento que acontece e passa a ser um sistema que estrutura o cotidiano coletivo. E toda marca que entra nesse território é lida sob essa régua, de presença ritual e não de exposição comercial”, afirma Ana Couto, CEO da anacouto, LAJE, Valometry e É,Faz&Fala.


Seguro Garantia assegura a execução de obras e contribui para o desenvolvimento do país

Modalidade protege contratos públicos e privados, reduz riscos de paralisação e amplia a segurança na aplicação dos recursos

 

O Seguro Garantia cresceu 80% no Paraná em 2025 se consolidando como uma importante ferramenta de proteção ao interesse público e de fortalecimento da infraestrutura do estado. 

 

A modalidade tem como principal objetivo assegurar o cumprimento, em contratos públicos e privados, das obrigações assumidas pelas empresas contratadas, oferecendo maior segurança jurídica e financeira para todas as partes envolvidas.

 

Entre os dias 14 e 20 de junho, um conjunto de ações de conscientização estão sendo desenvolvidas em alusão a Semana do Seguro em Curitiba (Lei Municipal nº 16.618). 

 

Para o vice-presidente do Sindicato das Seguradoras (Sindseg PR/MS) Mauro Frogel é fundamental que a sociedade entenda e cobre de seus representantes a proteção dos investimentos públicos. “O seguro garantia representa obras concluídas, hospitais funcionando, escolas atendendo alunos, rodovias gerando segurança e eficiência logística, além da criação de empregos e estímulo ao desenvolvimento econômico”.

 

O tema ganhou ainda mais relevância com a entrada em vigor da Lei nº 14.133/2021, a Nova Lei de Licitações. A legislação trouxe a possibilidade de utilização do Seguro Garantia com cláusula de retomada, conhecida internacionalmente como step-in, em contratos de grande vulto.

 

Por meio desse mecanismo, caso a empresa responsável pela obra abandone a execução, a seguradora não apenas indeniza, ela assume a responsabilidade pela continuidade e conclusão do empreendimento. “Evita que investimentos públicos sejam interrompidos e que a população fique sem acesso aos benefícios esperados”, completa Frogel.

 

É um instrumento capaz de enfrentar um problema histórico do país: o elevado número de obras públicas paralisadas. Segundo levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), mais de 11 mil obras públicas encontram-se paralisadas no Brasil, representando investimentos previstos superiores a R$ 34 bilhões.

 

Além de proteger contratos, o Seguro Garantia contribui para aumentar a eficiência da gestão pública, reduzir desperdícios de recursos, fortalecer a governança dos contratos e ampliar a fiscalização técnico-financeira dos empreendimentos.

 

O mercado também demonstra a crescente relevância da modalidade. Em 2025, o Seguro Garantia movimentou mais de R$ 6 bilhões em prêmios no Brasil, registrando crescimento de aproximadamente 24% em relação ao ano anterior. Nos últimos oito anos, o segmento acumulou expansão superior a 145%, consolidando-se como uma das principais ferramentas de gestão de riscos do mercado segurador.


Seis capitais brasileiras estão entre os piores índices de perdas de água do país

Combater as perdas é, antes de tudo, garantir o acesso pleno à água para todos os brasileiros

 

No país, ainda existem cerca de 33 milhões de brasileiros sem acesso à água potável, enquanto 39,5% do recurso é perdido antes de chegar às residências. Um estudo do Instituto Trata Brasil mostra que, nas 100 maiores cidades brasileiras, o indicador médio computado na amostra foi de 35,56% em 2024, o que representa uma piora em relação aos 31,09% computados em 2023. 


Quadro 1 – Destaques negativos no Índice de Perdas na Distribuição 


Os municípios com piores resultados estão majoritariamente localizados nas regiões Norte e Nordeste. Além disso, é possível observar que entre os dez piores índices, considerando os 100 maiores municípios brasileiros, seis são capitais: Rio Branco (AC), Salvador (BA), Boa Vista (RR), Belém (PA), Maceió (AL) e Belo Horizonte (MG). 

A melhor gestão e eficiência nos sistemas de distribuição estão diretamente ligadas à universalização do saneamento básico. Combater as perdas é, antes de tudo, garantir o acesso pleno à água para todos os brasileiros, proteger os mananciais e responder aos efeitos das mudanças climáticas com a infraestrutura que o país já tem, mas ainda desperdiça. 

Menores níveis de perdas tendem a ampliar a sustentabilidade econômico-financeira dos prestadores, reduzindo pressões sobre tarifas futuras e liberando recursos para investimentos em expansão, manutenção e melhoria dos serviços. Para tanto, é necessário priorizar essa agenda com a implementação de programas que unam eficiência e inovação e, consequentemente, acelerar o ritmo dos investimentos para que o Brasil atinja a meta de 25% em perdas na distribuição até 2033, conforme previsto pela Portaria 788/2024.

 

O cliente satisfeito virou o ativo mais valioso dos restaurantes

Experiência do cliente ganha peso na retenção, aumenta a recorrência e passa a influenciar diretamente o faturamento das operações de food servisse 

 

Mais da metade dos consumidores abandona uma marca após uma experiência negativa, segundo levantamento divulgado pela Zendesk em 2026. Ao mesmo tempo, 70% dos executivos afirmam que as expectativas dos clientes evoluem mais rápido do que as empresas conseguem acompanhar, de acordo com estudo da PwC. A combinação desses fatores tem levado restaurantes a rever estratégias e colocar a experiência do cliente no centro das decisões relacionadas a crescimento, retenção e faturamento.

Para Athos Vilarins, empreendedor com atuação na área de marketing, posicionamento estratégico e crescimento comercial e CEO da Assessoria Alpha, maior agência de marketing para restaurantes da América Latina, a mudança representa uma transformação profunda no comportamento de consumo. 

“A experiência do cliente deixou de ser um diferencial para se tornar um fator que impacta diretamente os resultados financeiros. O consumidor tem mais opções, mais acesso à informação e menos tolerância a falhas. Quando a experiência não corresponde às expectativas, a perda não é apenas daquela venda, mas de toda a recorrência que poderia ser construída.”

O movimento acompanha uma mudança observada em diversos segmentos da economia, mas ganha características próprias no food service, onde a decisão de retorno costuma acontecer em períodos curtos e a concorrência está a poucos cliques de distância. Avaliações online, redes sociais, aplicativos de entrega e programas de fidelização ampliaram o peso da percepção do consumidor na construção da reputação das marcas.


A experiência do cliente se torna um indicador de crescimento

Hoje, empresários passaram a acompanhar fatores que antes recebiam menos atenção, como tempo de espera, facilidade para realizar pedidos, qualidade do atendimento, ambiente, relacionamento digital e velocidade na resolução de problemas.

Segundo Gustavo de Oliveira,  especialista em desenvolvimento comercial e co-fundador da Assessoria Alpha, operações que conseguem oferecer uma experiência consistente apresentam maior capacidade de retenção e crescimento sustentável. “O cliente avalia a jornada completa. Ele observa desde a comunicação nas redes sociais até o momento em que deixa o restaurante. Pequenos atritos acumulados ao longo desse processo podem comprometer a percepção sobre a marca e reduzir as chances de retorno.”

Na prática, a experiência do cliente passou a influenciar indicadores estratégicos como frequência de compra, ticket médio e valor gerado ao longo do relacionamento com o consumidor. “A retenção se tornou um dos principais ativos dos restaurantes. Muitas empresas investem recursos significativos para atrair novos clientes, mas deixam de trabalhar a fidelização. Quando a experiência é bem estruturada, o consumidor volta mais vezes, recomenda o estabelecimento e contribui para um crescimento mais previsível”, explica o especialista.


Tecnologia amplia o peso da experiência

A transformação digital acelerou a importância da experiência do cliente no food service. Ferramentas de relacionamento, programas de fidelidade, sistemas de CRM, automação de comunicação e análise de dados passaram a integrar a rotina de operações que buscam aumentar a competitividade.

Para o empreendedor, a experiência deixou de estar limitada ao atendimento presencial. “Hoje ela começa muito antes da visita ao restaurante. O consumidor pesquisa avaliações, acessa redes sociais, consulta cardápios digitais e interage com a marca em diferentes canais. Cada ponto de contato influencia a decisão de compra e a percepção sobre o negócio.”

Com acesso ao histórico de consumo e aos hábitos dos clientes, os restaurantes conseguem desenvolver campanhas direcionadas, fortalecer o relacionamento de longo prazo e ampliar a recorrência.


Experiência do cliente se torna vantagem competitiva

O avanço da concorrência e a facilidade de comparação entre marcas fizeram com que a experiência do cliente se tornasse um dos principais fatores de diferenciação no setor. Se antes promoções e descontos ocupavam papel central nas estratégias de crescimento, hoje a fidelização ganha espaço como mecanismo de proteção de receita e fortalecimento da marca.

Segundo o fundador, a experiência passou a ser um dos ativos mais valiosos para operações que desejam crescer de forma sustentável. “Durante muito tempo os restaurantes competiram principalmente por localização ou preço. Hoje, a experiência do cliente é um dos poucos fatores que não podem ser facilmente copiados. É ela que transforma clientes ocasionais em consumidores recorrentes e defensores da marca.”

Com mais de 1.500 restaurantes atendidos em diferentes regiões do país, a Assessoria Alpha observa que a experiência do cliente passou a ocupar posição estratégica nas decisões dos empresários do food service. O tema deixou de estar relacionado apenas à satisfação e passou a influenciar diretamente faturamento, retenção, previsibilidade financeira e crescimento sustentável.

 

Athos Vilarins - empreendedor brasileiro com atuação nas áreas de marketing, posicionamento estratégico e crescimento comercial. É CEO da Assessoria Alpha, empresas voltadas ao desenvolvimento de marcas, expansão de negócios e fortalecimento da presença de mercado de empresários e empresas em diferentes segmentos. Com foco em performance, vendas e construção de autoridade, Athos participa de projetos ligados à aquisição de clientes, estruturação comercial e estratégias de escala sustentável. Nas redes sociais, compartilha conteúdos sobre empreendedorismo, disciplina empresarial, rotina de alta performance e desenvolvimento de negócios.

Para mais informações acesse, instagram ou linkedin.

 



Gustavo de Oliveira - empresário e especialista em desenvolvimento comercial, com atuação voltada ao crescimento estruturado de empresas, posicionamento de marca e expansão de negócios. É Co-fundador da Assessoria Alpha e do FGA Instituto, iniciativas focadas em performance comercial, capacitação empresarial e fortalecimento de marcas no mercado. Com experiência prática no ambiente empreendedor, Gustavo conduz projetos ligados à aquisição de clientes, organização de times comerciais, liderança e aumento de eficiência operacional. Também compartilha conteúdos sobre vendas, gestão, disciplina empresarial e visão estratégica aplicada ao dia a dia das empresas.
Para mais informações acesse, o instagram.


Assessoria Alpha
Para mais informações acesse o assessorialpha.com e instagram.

 

 Fontes de pesquisa

Zendesk Customer Experience Statistics
https://www.zendesk.com/blog/customer-experience-statistics/

PwC Customer Experience Survey
https://www.pwc.com/us/en/services/consulting/business-transformation/library/2025-customer-experience-survey.html 


PwC Customer Experience Survey Oracle
https://www.pwc.com/us/en/technology/alliances/library/2025-cx-survey-oracle.html 



Crise de realidade e o novo papel da ficção

Ilustração por Pedro Ivo
Como escritor e artista autodidata, meu método de trabalho parte, principalmente, da observação. Registro na memória falas alheias, maneirismos, sons, fatos e pequenos causos do cotidiano. Minha matéria-prima é a realidade, aquilo que acontece de fato. Toda a minha ficção fala sobre o real, ainda que atravessado pelo fantástico.

Mas o que acontece quando perdemos nossa capacidade de consenso? Quando já não conseguimos concordar nem sobre o que é a própria realidade?

Entre o avanço das inteligências artificiais (capazes de mimetizar a vida com uma precisão cada vez mais inquietante) e o tsunami de notícias falsas que sequestra a percepção pública, parece que estamos abrindo mão da capacidade coletiva de reconhecer o que é verdadeiro.

A realidade, antes entendida como um pacto social mínimo, fragmentou-se em milhões de feeds personalizados que raramente dialogam entre si. São pacotes de realidade customizada, moldados por algoritmos, interesses e emoções. 

Nesse cenário, criar histórias fantásticas deixa de ser apenas um exercício de imaginação ou uma fuga baseada no “e se?”. A ficção passa a funcionar também como um espaço de investigação. Um convite para recuperar o espanto, a dúvida e a curiosidade diante do mundo.

Em tempos de excesso de informação e escassez de reflexão, imaginar talvez seja uma das últimas formas de observar com profundidade.

Para mentes bombardeadas por versões conflitantes da verdade, a ficção precisa assumir um novo papel social. Se já não conseguimos concordar sobre o que acontece no noticiário, se a desconfiança atravessa instituições, discursos e imagens, talvez sejam as histórias que nos ajudam a reconstruir alguma experiência de identificação coletiva.

Afinal, ainda conseguimos reconhecer a injustiça, a perda, o medo e a esperança quando eles aparecem diante de nós em forma de narrativa. Contar histórias, hoje, talvez seja menos sobre escapar da realidade e mais sobre reaprender a enxergá-la.

Num mundo em que cada pessoa parece confinada à própria versão dos fatos, a ficção ainda pode abrir janelas, criar pontes e provocar perguntas difíceis. A fantasia, quando nasce da observação honesta do mundo, não nos afasta do real. Pelo contrário: ela funciona como um espelho. E nos enxergar talvez seja exatamente o que precisamos nestes tempos.

  

Pedro Ivo - escritor, roteirista, quadrinista e autor da série literária "O Cidadão Incomum"

 

 

Contabilidade 4.0: o equilíbrio entre IA e governança de dados

 

A transformação digital deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade consolidada no ambiente empresarial. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) assumiu um papel estratégico e passou a fazer parte da rotina das organizações, especialmente das empresas de consultoria, auditoria, contabilidade e serviços terceirizados de apoio à gestão. 

No setor contábil, essa evolução é cada vez mais evidente. A automação de atividades operacionais e repetitivas — como conciliações bancárias, processamento de documentos fiscais e cruzamento de informações — está redefinindo a forma como os serviços são executados. É a consolidação da chamada Contabilidade 4.0. 

Ao contrário do que muitos imaginavam, a tecnologia não substitui o profissional contábil, pelo contrário: amplia sua relevância. Com menos tempo dedicado a tarefas burocráticas, contadores, auditores e consultores passam a atuar de forma mais analítica e estratégica. A inteligência artificial permite transformar grandes volumes de dados em informações valiosas para a tomada de decisão e para a construção de cenários financeiros mais precisos. Entretanto, essa evolução tecnológica traz consigo um desafio igualmente importante: a proteção das informações corporativas e dos dados dos clientes. 

Empresas contábeis, departamentos financeiros e áreas de Recursos Humanos lidam, diariamente, com informações altamente sensíveis. Folhas de pagamento, benefícios, dados cadastrais e declarações fiscais representam ativos críticos para qualquer organização. Nesse cenário, o uso indiscriminado de ferramentas de IA abertas ou gratuitas pode representar um risco significativo. 

Isso porque muitas dessas plataformas utilizam os dados inseridos pelos usuários para aprimorar seus próprios modelos. E, quando informações corporativas ou pessoais são compartilhadas sem os devidos controles, a organização se expõe a riscos de vazamento de dados, perda de propriedade intelectual, danos reputacionais e possíveis violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Os riscos não são apenas teóricos. Casos recentes mostram que até grandes organizações globais enfrentam problemas quando a governança não acompanha a velocidade da inovação. Relatórios produzidos com informações inexistentes, referências fabricadas e falhas de validação reforçam uma lição importante: a tecnologia não substitui o julgamento humano, a supervisão técnica ou os mecanismos de controle. 

Por isso, a inovação deve caminhar lado a lado com a governança. Empresas que desejam incorporar a inteligência artificial de forma segura precisam estabelecer estruturas formais de gestão da tecnologia, com processos de avaliação de riscos, homologação de ferramentas e definição de diretrizes claras para o uso corporativo. 

Também é essencial implementar políticas de utilização amplamente compreendidas pelos colaboradores, definindo responsabilidades, critérios de acesso e padrões éticos para a interação com essas ferramentas. 

Outro aspecto frequentemente negligenciado é a proteção do capital intelectual gerado dentro da empresa. Prompts especializados, fluxos automatizados, modelos de análise e customizações desenvolvidas com apoio da IA passam a integrar o patrimônio estratégico das organizações. Por isso, é recomendável documentar e centralizar esse conhecimento em bibliotecas corporativas, preservando a propriedade intelectual e reduzindo riscos de perda de informações. 

A inteligência artificial representa uma das maiores oportunidades de ganho de produtividade e competitividade das últimas décadas. No entanto, os verdadeiros diferenciais não estarão apenas na adoção da tecnologia, mas na capacidade de utilizá-la com responsabilidade, segurança e visão estratégica. 

Na era da Contabilidade 4.0, o futuro pertence às organizações que conseguem equilibrar inovação e governança. Ao combinar automação inteligente, proteção de dados e gestão do conhecimento, as empresas fortalecem sua conformidade, ampliam sua eficiência e constroem uma vantagem competitiva sustentável para os próximos anos. 



Taís Baruchi -é CEO na PKF BSP, fundadora e diretora do Instituto de Direito Tributário Contemporâneo (IDTC).

Thyago Baruchi é sócio na PKF BSP, responsável por Tecnologia e Segurança da Informação.



PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br


Para muitos candidatos, a experiência no recrutamento já pesa tanto quanto o salário

Empresas descobriram tarde demais que processos seletivos longos, confusos e sem retorno estão afastando profissionais antes mesmo da proposta final 


Empresas acreditaram por anos que processos seletivos funcionavam como uma via de mão única: candidatos competiam pela vaga e o poder de escolha estava concentrado do lado corporativo da mesa. O mercado de trabalho de 2026 já não opera mais assim. Em muitas áreas, profissionais passaram a avaliar a experiência do recrutamento da mesma forma que consumidores avaliam marcas, aplicativos ou serviços digitais.

A mudança parece sutil, mas alterou profundamente a lógica de contratação. Hoje, um processo lento, burocrático ou mal estruturado não afeta apenas a vaga em aberto. Afeta reputação empregadora, percepção de marca e até capacidade futura de atração de talentos. O recrutamento deixou de ser apenas operação de RH. Virou experiência de marca.

Os números mostram que esse impacto já é concreto. Uma pesquisa da Greenhouse revelou que 61% dos candidatos afirmam já ter sido ignorados após entrevistas de emprego, percentual que cresceu em relação aos anos anteriores. Já um levantamento da CareerBuilder aponta que 78% dos profissionais consideram a experiência no processo seletivo um indicador direto de como a empresa valoriza seus colaboradores. Em um mercado onde algumas empresas chegam a disputar os mesmos perfis ao mesmo tempo, pequenos atritos passaram a gerar perdas relevantes no funil de contratação.

Existe um componente emocional importante nessa mudança. O candidato contemporâneo está acostumado a jornadas digitais rápidas em praticamente todos os aspectos da vida: bancos, delivery, streaming, transporte, compras e atendimento. Quando encontra um recrutamento burocrático, interpreta aquilo como sinal de cultura desorganizada. 

Para Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé, muitas empresas ainda subestimam o impacto silencioso de uma experiência ruim de candidatura. “O processo seletivo costuma ser o primeiro contato real do profissional com a cultura da empresa. É a partir dessa experiência que o candidato começa a formar a imagem da empresa”, afirma. 

Essa discussão ganhou força porque empresas passaram a entender que cada candidato desclassificado no processo seletivo continua sendo consumidor, potencial cliente ou alguém capaz de influenciar a reputação da marca nas redes sociais e plataformas de avaliação profissional. Em alguns casos, a experiência do recrutamento passou a ter impacto reputacional comparável ao atendimento ao consumidor. 

O mercado internacional já começou a tratar esse tema de forma mais estratégica. Um estudo publicado pela Harvard Business Review mostrou que empresas que investiram fortemente em melhorias na experiência dos candidatos conseguiram aumentar receitas em até 50%. 

Suzuki observa que existe um erro comum nas empresas que tentam modernizar recrutamento apenas com velocidade. “Rapidez importa, mas transparência também. O candidato quer entender as fases do processo seletivo, em que etapa está, qual será o próximo passo, avaliando o respeito pelo tempo dele”, diz a executiva. 

Ao mesmo tempo, a tecnologia começou a criar um novo padrão de expectativa no mercado. Ferramentas de candidatura simplificada, automação de etapas e modelos como o Pandapé Fast Apply proporcionam 60% de otimização no tempo de contratação e até 2x de aumento na taxa de conclusão de candidaturas. Isso elevou o parâmetro de comparação para todo o restante do mercado. Depois que alguém experimenta uma candidatura fluida, fica mais difícil aceitar jornadas longas e excessivamente burocráticas. 

“Empresas passaram anos tentando entender por que consumidores abandonam marcas após experiências ruins. Agora começam a descobrir que profissionais fazem exatamente a mesma coisa”, conclui a especialista.

 

Copa nos EUA tem barrados e regras rígidas para influenciadores enquanto Virgínia atua no país


Durante a Copa do Mundo já em andamento nos Estados Unidos, a presença de influenciadores digitais no país passou a ser atravessada por uma leitura mais rígida das regras migratórias, com autoridades americanas reforçando que a produção de conteúdo com fins de monetização pode configurar violação do visto de turista. O endurecimento ocorre em um momento em que a cobertura do evento é amplamente mediada por criadores de conteúdo, o que amplia a tensão entre economia digital e regulação de imigração. 

O tema ganhou repercussão após relatos dos brasileiros Michel Elias, humorista e imitador conhecido por paródias automotivas e sátiras de celebridades, e Hiago Marques, o “Thiago Sem T”, criador de esquetes de humor com situações cotidianas, ambos com milhares de seguidores nas redes sociais. Os dois afirmaram ter tido pedidos de visto de turista negados sob a justificativa de que iriam produzir conteúdo durante a cobertura da Copa. 

O governo americano sustenta que o visto de turismo não autoriza qualquer atividade remunerada em território dos Estados Unidos. Em nota conjunta, a Alfândega e Proteção de Fronteiras e o Departamento de Segurança Interna reforçaram que a criação de conteúdo com finalidade comercial pode ser interpretada como trabalho não autorizado, o que abre espaço para deportação, cancelamento do visto e restrições futuras de entrada. 

O visto B-2 permite entrada para lazer, visitas familiares e tratamento médico, mas não autoriza qualquer forma de remuneração ligada a atividades realizadas no país. Já casos em que há produção de conteúdo com fins comerciais podem exigir outros enquadramentos migratórios, como o visto O-1, destinado a profissionais com habilidades extraordinárias em áreas como artes, negócios ou esportes, que permite atuação remunerada nos Estados Unidos mediante autorização específica. 

Para Fabiano Rocha, CEO e fundador da Jumpstart, o ponto central está na dificuldade de enquadrar a economia de influência dentro de categorias migratórias tradicionais. “O problema não é apenas a presença no país, mas a finalidade econômica da atividade. Quando há monetização direta ou indireta associada à estadia, isso pode ser entendido como exercício de trabalho, mesmo que o conteúdo seja publicado em redes sociais”, diz. 

O endurecimento ocorre em meio a uma Copa do Mundo já em andamento e com forte presença de criadores digitais na cobertura dos jogos. Os Estados Unidos concentram 78 das 104 partidas do torneio, incluindo a final marcada para 19 de julho, o que intensifica o fluxo de profissionais de mídia e influenciadores. 

A atuação de criadores estrangeiros passa a depender de enquadramentos migratórios mais específicos. Em alguns casos, a alternativa legal seria o visto O-1, destinado a profissionais com habilidades extraordinárias em áreas como artes, negócios ou esportes, que permite atuação remunerada no país. 

O debate também se amplia diante da presença de grandes influenciadores já em atividade durante o torneio. É o caso de Virgínia Fonseca, que vem produzindo conteúdo sobre os jogos da Copa, inclusive em parceria com a TV Globo. Por possuir cidadania americana nata, já que nasceu em Danbury, Connecticut, ela não depende de visto de trabalho ou autorização especial para atuar e monetizar conteúdos nos Estados Unidos. 

O endurecimento das regras expõe uma tensão estrutural entre a economia de influência digital e um sistema migratório desenhado antes da consolidação das redes sociais como espaço de trabalho, especialmente em eventos globais em que a produção de conteúdo se tornou parte central da cobertura.

 

Jumpstart


"Qual o motivo da sua viagem?": as perguntas mais comuns da imigração americana


Ansiedade, nervosismo e dúvidas fazem parte da experiência de muitos viajantes; saiba o que esperar da entrevista na imigração dos EUA.
 

 

"Qual o motivo da sua viagem?" "Quanto tempo pretende ficar nos Estados Unidos?" "Já teve a entrada negada em algum país?" "Já ultrapassou o prazo permitido de permanência em uma viagem anterior?"

Essas são algumas das perguntas que podem ser feitas pelos agentes da imigração americana e que costumam gerar ansiedade até mesmo entre viajantes experientes. Para muitos turistas, a tensão da viagem não termina quando o avião pousa. Antes de aproveitar as compras, os passeios ou os destinos dos sonhos nos Estados Unidos, ainda é preciso passar por uma etapa que desperta dúvidas e apreensão: a entrevista com a imigração.

Embora o procedimento seja rápido na maioria dos casos, ele representa o primeiro contato oficial do visitante com o país e tem papel fundamental na autorização de entrada.

De acordo com a advogada de imigração Dra. Larissa Salvador, fundadora da Salvador Law, é importante que os turistas entendam que a aprovação do visto é apenas uma das etapas do processo. "A entrevista tem como principal objetivo confirmar as informações apresentadas pelo visitante e verificar se o propósito da viagem está alinhado com o visto utilizado para entrar no país", explica.

Para ajudar quem está planejando as próximas férias ou uma viagem internacional, a especialista desvenda quais são as perguntas feitas na imigração americana.


1. Qual o motivo da sua viagem?

Esta costuma ser a primeira pergunta feita pelo agente. “As pessoas acreditam que precisam dar detalhes excessivos ou tentar parecer mais convincentes, quando, na verdade, o mais importante é ser transparente. Se a viagem é para turismo, basta informar isso e, se solicitado, apresentar informações sobre o roteiro, hospedagem ou duração da estadia. O oficial busca consistência entre o que está sendo dito e os documentos apresentados”, afirma Salvador


2. Quanto tempo você pretende ficar nos Estados Unidos?

O agente pode querer confirmar se o período informado é compatível com o roteiro da viagem. “É importante saber exatamente quantos dias pretende permanecer no país e apresentar informações coerentes com passagens, reservas de hospedagem e demais documentos”, orienta Larissa.


3. Você conhece alguém nos Estados Unidos?

A pergunta busca entender se o viajante possui vínculos no país e qual é a natureza dessa relação.O agente tem acesso a diversas informações e está treinado para identificar contradições. O problema não é ter alguém no país, mas omitir ou fornecer informações divergentes sobre esse vínculo.

A especialista destaca que a pergunta também ajuda os agentes a compreenderem melhor o contexto da viagem. Por exemplo, um turista que ficará hospedado na casa de um familiar deve estar preparado para informar o endereço e explicar o grau de parentesco. “Quando o viajante afirma que ficará hospedado com um familiar ou amigo, é natural que o oficial faça perguntas adicionais para confirmar a coerência das informações. Se a pessoa sabe onde vai ficar, quem vai receber sua visita e qual é o objetivo da viagem, geralmente consegue responder com tranquilidade”, afirma Larissa.


4. Quanto dinheiro você está trazendo?

Os agentes podem questionar como o visitante pretende custear a viagem. Cartões de crédito, comprovantes financeiros, reservas pagas e extratos bancários podem servir como evidência de capacidade financeira.


5. Qual é a sua profissão?

Embora pareça uma pergunta simples, a atividade profissional do viajante é uma das informações mais relevantes para os agentes de imigração. Isso porque ela ajuda a demonstrar os vínculos que a pessoa mantém com seu país de origem e reforça a intenção de retornar após o período autorizado de permanência nos Estados Unidos. 

 “A imigração procura entender se o viajante possui razões concretas para retornar ao seu país de residência após a viagem. Um emprego formal, um negócio próprio, compromissos acadêmicos, são exemplos de elementos que demonstram laços com o Brasil e ajudam a contextualizar o propósito da visita aos Estados Unidos”, explica. A especialista ressalta que não existe uma profissão considerada mais favorável ou desfavorável pela imigração.

Ainda que a entrevista de imigração costume durar apenas alguns minutos, para a Dra. Larissa Salvador, estar preparado para responder é essencial para evitar transtornos e garantir uma experiência mais segura. “Em vez de pensar na resposta perfeita, o viajante deve se preocupar em responder de forma verdadeira e objetiva. A entrevista não é um teste para encontrar contradições, mas um procedimento para confirmar as informações da viagem. Quanto mais natural e consistente for a comunicação, mais tranquilo tende a ser o processo”, conclui a advogada. 

  

Dra Larissa Salvador - Advogada de imigração tem como missão representar brasileiros que desejam conquistar o Sonho Americano por meio de soluções jurídicas personalizadas. Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, e tendo vivido boa parte da sua vida no Complexo do Alemão (RJ), Larissa passou mais de dez anos em situação ilegal nos Estados Unidos; experiência que despertou sua vocação para o Direito Imigratório. Residente em Boca Raton, na Flórida, Larissa é licenciada pela Ordem dos Advogados (BAR) da Flórida e de Washington DC e está há seis anos à frente da Salvador Law, escritório especializado em imigração, onde atua em processos de vistos para trabalho/negócios, estudo e turismo; defesa em casos de deportação; pedidos de fiança; regularização de status e ações com base no VAWA (Violence Against Women Act). Seu trabalho vem sendo amplamente reconhecido: recebeu o prêmio Top 40 Under 40 pela National Black Lawyers Association; o título de Personalidade Feminina do Ano pelo International Business Institute; e foi nomeada entre os Advogados Mais Influentes de 2025, com destaque no The Washington Post. Atualmente, a Salvador Law se consolida como referência em atendimento a brasileiros nos EUA, oferecendo uma gama completa de serviços jurídicos em imigração. Saiba mais em: https://salvadorlawpa.com


O risco do PL 2.338: por que a regulamentação da IA pode atingir justamente quem mais precisa dela

"Para milhões de micro e pequenos empresários, a IA não é uma ameaça ao emprego; ela é a única forma de competir com empresas muito maiores. É justamente esse empreendedor que precisa ser protegido na construção do marco regulatório da IA"

 

A discussão sobre o PL 2.338, o projeto que estabelece regras para o desenvolvimento e uso da inteligência artificial no Brasil, costuma ser apresentada como um embate entre grandes empresas de tecnologia e reguladores.

Mas existe um grupo que aparece pouco nesse debate e que pode ser um dos mais afetados: os micro e pequenos empresários. O paradoxo é curioso. A tecnologia que prometia democratizar acesso à produtividade pode acabar se tornando mais complexa e custosa justamente para quem tem menos estrutura para absorver novas exigências.

O projeto segue uma lógica semelhante à adotada na Europa, baseada na classificação de risco dos sistemas de inteligência artificial. Dependendo da aplicação, empresas poderão ter obrigações relacionadas a governança, transparência, documentação, avaliação de riscos e prestação de contas. 

A intenção é legítima: proteger direitos, reduzir abusos e criar segurança jurídica. O problema surge quando se observa a distância entre a capacidade de uma big tech e a realidade de uma empresa com dez funcionários utilizando ferramentas de IA para marketing, vendas ou atendimento.

Imagine uma pequena clínica médica que utiliza inteligência artificial para organizar triagens, uma escola que usa IA para personalizar o aprendizado ou uma empresa de recrutamento que automatiza parte da seleção de candidatos.

Dependendo da interpretação regulatória e da classificação de risco dessas aplicações, essas empresas poderão ser obrigadas a documentar processos, revisar decisões automatizadas e comprovar conformidade. O custo não estará apenas na tecnologia. Estará nos advogados, consultores, auditorias e processos internos necessários para operar dentro das regras.

O risco econômico é conhecido por qualquer empreendedor brasileiro. Grandes empresas costumam transformar regulação em vantagem competitiva porque possuem equipes jurídicas, departamentos de compliance e orçamento para adaptação. Já os pequenos negócios enfrentam um desafio diferente: cada nova obrigação representa tempo, dinheiro e complexidade operacional. Em muitos casos, o efeito prático não é a proibição da inovação, mas a desaceleração dela. E inovação que demora a chegar custa competitividade.

Existe ainda uma questão pouco discutida. A inteligência artificial está se tornando para esta década o que a internet foi para os anos 2000. Hoje, um pequeno escritório de advocacia consegue produzir conteúdo, atender clientes e organizar processos utilizando ferramentas que, há poucos anos, estavam disponíveis apenas para grandes corporações. Se o ambiente regulatório elevar excessivamente o custo de adoção, corre-se o risco de ampliar a distância entre quem pode investir em tecnologia e quem depende dela para competir.

Isso não significa que o Brasil deva abandonar a regulamentação. A ausência de regras também gera insegurança jurídica, afasta investimentos e dificulta a proteção de direitos fundamentais. O desafio está em encontrar equilíbrio. Regulamentar inteligência artificial é necessário. Regulamentar da mesma forma uma multinacional de tecnologia e uma pequena empresa que utiliza ferramentas prontas de mercado pode produzir efeitos muito diferentes. O debate, portanto, não deveria ser entre regular ou não regular. Deveria ser sobre proporcionalidade.

No fim, a pergunta que o Congresso precisará responder é simples. O Brasil quer criar uma lei para controlar riscos ou uma lei que, sem intenção, reduza a velocidade de adoção da tecnologia mais importante desta geração? Porque, para milhões de micro e pequenos empresários, a inteligência artificial não é uma ameaça ao emprego. Ela é, muitas vezes, a única forma de competir com empresas muito maiores. E talvez seja justamente esse empreendedor que mais precise ser protegido durante a construção do marco regulatório.


**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**



Camila Farani - Investidora, presidente da G2 Capital e CEO da FEN Educação para negócios. Eleita como uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina pela Bloomberg Linea


Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/o-risco-do-pl-2-338-por-que-a-regulamentacao-da-ia-pode-atingir-justamente-quem-mais-precisa-dela


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