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segunda-feira, 2 de março de 2026

Semente de planta comum no Brasil mostra potencial para remoção de microplásticos da água

 

Semente de moringa: extrato salino gerou coagulação
 necessária para a filtração de microplásticos
 (
foto: Adriano Reis/ICT-Unesp)

 Extrato salino obtido de moringa, ou acácia-branca, apresentou propriedades semelhantes ao sulfato de alumínio no processo de coagulação que antecede a filtração da água para consumo humano

 

Estudo desenvolvido no Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICT-Unesp), em São José dos Campos, mostra que a moringa ou acácia-branca (Moringa oleifera) tem potencial para a remoção de microplásticos da água.

O trabalho foi publicado na revista ACS Omega, da Sociedade Americana de Química.

Originária da Índia, a moringa é bastante adaptada a diferentes países tropicais e é usada para diversos fins, como a alimentação, pelo consumo de suas folhas e sementes com valor nutricional. Há alguns anos, as sementes têm sido estudadas por seu potencial no tratamento de água.

“Mostramos que o extrato salino das sementes tem uma performance parecida ao do sulfato de alumínio, usado em estações de tratamento para coagular a água com microplásticos. Em águas mais alcalinas, ele teve um desempenho até melhor do que o produto químico”, conta Gabrielle Batista, primeira autora do estudo, realizado como parte de seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECA) da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) da Unesp.

O trabalho é coordenado por Adriano Gonçalves dos Reis, professor do ICT-Unesp e do PPGECA da FEB-Unesp, que também coordena o projeto “Filtração direta e em linha para remoção de microplásticos da água de abastecimento”, apoiado pela FAPESP.

“A única desvantagem encontrada até agora em relação ao sulfato de alumínio foi o aumento de matéria orgânica dissolvida, cuja remoção poderia encarecer o processo. No entanto, em pequenas escalas como propriedades rurais e pequenas comunidades, o método poderia ser usado com baixo custo e eficiência”, diz Reis.

O estudo teve como foco o tratamento de água via filtração em linha, em que a água é coagulada, desestabilizando as partículas, e segue para um filtro de areia. Esse tipo de tratamento é indicado para águas com baixa turbidez, mais claras, que não demandam tantos processos antes da filtração.

A coagulação é essencial porque poluentes como o microplástico, que possuem carga elétrica negativa em sua superfície, se repelem, assim como repelem a areia contida nos filtros de tratamento de água. Coagulantes como o extrato salino de moringa, que pode ser feito mesmo em casa, e o sulfato de alumínio neutralizam essa carga, fazendo com que os poluentes se unam e possam ser filtrados.

Em estudo anterior, o grupo mostrou a eficácia da semente de moringa para coagulação num ciclo completo de tratamento de água, que envolve ainda floculação, sedimentação e filtração. O trabalho teve como primeiro autor Luiz Gustavo Rodrigues Godoy, que realizou mestrado com bolsa da FAPESP na FEB-Unesp.

Jar Test simula, em pequena escala, tratamento de água: experimentos mostraram boa eficiência da semente de moringa para coagulação de microplásticos (foto: Gabrielle Batista)




Experimentos

Para testar a eficácia do método de tratamento de água, os pesquisadores utilizaram água da torneira, que contaminaram experimentalmente com policloreto de vinila, mais conhecido pela sigla PVC.

Microplásticos dessa fonte específica foram escolhidos por estarem entre os mais perigosos para a saúde humana, dado o documentado potencial mutagênico e cancerígeno do PVC, além da sua prevalência tanto na superfície de corpos d’água quanto na água tratada por processos tradicionais.

O PVC foi envelhecido artificialmente utilizando irradiação de raios ultravioleta, que mimetiza a ação de processos naturais e reproduz as propriedades dos microplásticos envelhecidos naturalmente.

A água contaminada por microplásticos passou pelo processo de coagulação e filtração no chamado Jar Test, equipamento que reproduz em pequena escala os processos de tratamento de água. Os resultados foram comparados aos dos mesmos testes realizados em água com sulfato de alumínio, composto usado nos tratamentos tradicionais.

A contagem das partículas de microplásticos, antes e depois do tratamento, foi realizada utilizando microscopia eletrônica de varredura (MEV). O tamanho dos flocos formados pelos diferentes tratamentos foi medido usando uma câmera de alta velocidade e um feixe de laser, sem encontrar diferenças significativas na remoção das partículas.

O grupo agora testa o extrato de semente de moringa usando água diretamente coletada no rio Paraíba do Sul, que abastece São José dos Campos. Nos experimentos realizados até agora, o produto tem se mostrado bastante eficiente no tratamento da água natural.

“Há um escrutínio regulatório cada vez maior e uma preocupação com a saúde sobre o uso de coagulantes baseados em alumínio e ferro, pelo fato de não serem biodegradáveis, além de deixarem toxicidade residual e apresentarem risco de doenças. Por isso, tem-se intensificado a busca por alternativas sustentáveis”, encerra Reis. 

O artigo Removal of microplastics from drinking water by Moringa oleifera seed: comparative performance with alum in direct and in-line filtration systems pode ser lido em: pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c11569.




André Julião

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/semente-de-planta-comum-no-brasil-mostra-potencial-para-remocao-de-microplasticos-da-agua/57294


O erro que faz lojas perderem vendas no TikTok Shop

 

Arquivo pessoal

Falta de estoque após viralização leva algoritmo da plataforma a frear distribuição de vídeos; veja como microempreendedores podem se planejar para evitar a queda 

 

Explosões de pedidos parecem o sonho de qualquer loja online — até o dia seguinte, em alguns casos. No TikTok Shop, crescer rápido demais sem estrutura pode interromper completamente as vendas. Quando a demanda supera a capacidade de entrega, o próprio algoritmo da plataforma reduz a distribuição dos vídeos e os produtos desaparecem do alcance dos consumidores.

Foi o que aconteceu com a empresária Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Jóias e especialista em vendas online. Após vídeos próprios e de afiliados viralizarem, a marca, que tem quase 154 mil seguidores e mais de 1,4 milhões de views chegou a registrar picos de até 700 pedidos em um único dia dentro da plataforma. Pouco depois, os pedidos praticamente cessaram.

“O diagnóstico foi seco e direto. O erro não foi marketing, nem produto, nem falta de demanda. Foi estoque. Eu descuidei da profundidade e o algoritmo respondeu cortando a distribuição”, afirma.


Fiscal da operação

Para o especialista em gestão de e-commerce Jonas Sampaio, o TikTok funciona menos como rede social e mais como mecanismo de busca e escala. Um conteúdo pode continuar sendo entregue por semanas ou meses — mas apenas se a operação acompanhar.

Com a integração via ERP, o sistema recebe sinais em tempo real sobre disponibilidade de produtos. Se há ruptura ou risco de ruptura, a plataforma interpreta que o item não sustenta escala. O resultado é menos entrega, menos visualizações e queda abrupta nas vendas”, diz Sampaio.

Sabrina percebeu esse efeito imediatamente. “A plataforma entendeu que aquele produto não era escalável e deixou de priorizar. No TikTok Shop, disponibilidade virou o novo SEO. Importa mais profundidade do que mix. Não adianta ter muitos itens se você não consegue sustentar o que performa.”


Erros frequentes

A experiência da empresária e a avaliação de especialistas mostram erros recorrentes que comprometem o desempenho na plataforma.

O principal deles, como já foi dito, é crescer sem planejamento de estoque. Outro equívoco comum é tratar o TikTok apenas como rede social, quando, na prática, funciona como canal de vendas e exige estratégia de conteúdo, público definido e controle de preço.

Também é frequente ignorar margem real. Comissões de afiliados e promoções podem gerar alto faturamento com pouca lucratividade. Há ainda quem dependa exclusivamente da viralização: o conteúdo ajuda, mas a consistência operacional mantém a escalada.

“Não integrar sistemas é um risco crítico. ERP e controle de estoque são essenciais para evitar sinais negativos ao algoritmo. O ideal é começar com cerca de dez produtos e reposição garantida”, aconselha Sampaio.

No caso da loja Francisca Jóias, Sabrina precisou mudar a estrutura da operação e não apenas repor o estoque para recuperar o desempenho. A retomada veio com a reorganização do portfólio e da estratégia comercial dentro da plataforma.

“Refizemos parcerias com fornecedores, recadastramos produtos e colocamos os afiliados como prioridade. A partir dessa estrutura, voltamos a ganhar escala”, afirma. A marca também passou a realizar lives com equipe interna de vendas e lançou coleções exclusivas para o canal. 

A empresária diz que a principal métrica observada não foi engajamento, mas o faturamento. “Visualização e alcance não garantem nada. Empresa não se sustenta com likes, se sustenta com vendas. Quando ajustamos os funis, as vendas voltaram.”

Mesmo assim, ela afirma que o comportamento do canal continua difícil de prever. “A gente não controla quando um vídeo viraliza. É como ter milhares de vendedores independentes atuando ao mesmo tempo. O segredo não é tentar prever perfeitamente a demanda, mas estruturar a operação para aproveitar a oportunidade quando ela aparece.”


Exigências

O avanço do social commerce consolidou o TikTok Shop como um dos canais mais relevantes de vendas no Brasil. O país encerrou 2024 com mais de 99 milhões de usuários ativos na plataforma, segundo a plataforma DataReportal. Além disso, projeções da Accenture indicam crescimento global superior a 30% ao ano até 2027.

O crescimento no Brasil também aparece nos números internos da própria plataforma. De acordo com o TikTok Shop, a receita diária média (GMV – Gross Merchandise Value) registrada em setembro de 2025 foi 26 vezes maior do que a de maio do mesmo ano, mês de lançamento oficial da operação no país.

O modelo combina conteúdo orgânico, catálogo integrado e pagamento dentro do próprio aplicativo, eliminando etapas do e-commerce tradicional e transformando vídeos em vitrines transacionais.

Desde o lançamento oficial no Brasil, em maio de 2025, a ferramenta ampliou presença em categorias como moda, beleza e tecnologia, além de atrair infoprodutores interessados em vender cursos e produtos digitais diretamente pelo aplicativo.

Entre os recursos disponíveis estão vídeos com links diretos para produtos, lives com interação em tempo real e itens fixados na tela, vitrine integrada nos perfis das marcas, aba de navegação exclusiva para compras e checkout nativo com pix, cartão e boleto.


Sem abandono de carrinho e com aumento nas conversões

Segundo o especialista em inovação no varejo Alexsandro Monteiro, essa integração explica a expansão acelerada. “A compra acontece exatamente onde está a atenção do público. O consumidor brasileiro valoriza experiências fluidas e interativas”, diz.

Dados da própria plataforma indicam que conteúdos com compra integrada podem alcançar conversão até três vezes maior em categorias visuais. Cerca de 68% dos usuários sentem proximidade com criadores, 75% confiam em sua credibilidade e 71% apontam autenticidade como diferencial.

A expansão já consolidada em mercados como Estados Unidos e Reino Unido também impulsiona o crescimento no Brasil e fortalece o live commerce como concorrente direto de formatos presentes em redes como WhatsApp e Instagram.


Por onde começar

Para quem pretende entrar no TikTok Shop para vender, a recomendação é cadastro com CNPJ e portfólio enxuto, priorizando produtos com boa margem e fácil demonstração em vídeo.

“O conteúdo vira decisão de compra e o algoritmo mostra o produto até para quem não segue a marca”, diz Sabrina, que também atua como consultora. “Mas, a plataforma não corrige falhas estruturais — ela acelera tanto acertos quanto erros.”

Monteiro concorda: “É um ecossistema poderoso, porém exige maturidade operacional. A tendência é separar rapidamente operações estruturadas das improvisadas.”

No social commerce, viralizar é fácil. Difícil é sustentar a demanda. No TikTok Shop, vender muito sem preparo não acelera o crescimento. Pelo contrário: interrompe.

 


Cibele Gandolpho
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/o-erro-que-faz-lojas-perderem-vendas-no-tiktok-shop


Alta insatisfação de mulheres com conteúdo digital questiona autenticidade do “empoderamento” nas redes

Estudo aponta que 92,5% das mulheres já receberam anúncios

considerados sexistas ou inadequados


O marketing digital se apresenta, cada vez mais, como território estratégico para marcas que desejam dialogar com o público feminino. No entanto, estudo realizado para Mestrado em Marketing Digital da MUST University (Flórida, EUA) revela que há um descompasso significativo entre o discurso de empoderamento adotado por muitas empresas e a percepção real das mulheres que consomem esses conteúdos. 

O estudo “O uso do marketing digital como instrumento de empoderamento feminino: análise de estratégias, desafios e oportunidades na comunicação contemporânea”, desenvolvido pela jornalista Monica Kulcsar, ouviu 134 mulheres entre os dias 31 de janeiro e 20 de fevereiro de 2026. A pesquisa analisou percepções sobre representatividade, autenticidade, uso de inteligência artificial, algoritmos e vieses de gênero nas campanhas digitais. 

Com 25 anos de experiência na área de saúde e comunicação, a jornalista decidiu investigar o tema ao observar a crescente apropriação do discurso do empoderamento feminino pelas marcas nas redes sociais. 

“Meu objetivo foi compreender se o marketing digital está, de fato, contribuindo para ampliar autonomia, representatividade e inclusão, ou se estamos diante de uma estratégia predominantemente simbólica, mais estética do que estrutural”, afirma.

 

Alta exposição, olhar crítico 

O perfil das participantes revela mulheres altamente inseridas no ambiente digital: a maioria acessa redes sociais várias vezes ao dia e possui elevado nível de escolaridade. A faixa etária predominante está entre 35 e 54 anos, grupo com forte poder de decisão de consumo e carreira. 

Esse recorte contribui para um dado central do estudo: a leitura crítica das campanhas de empoderamento.

 

Entre as respondentes: 

  • 92,5% afirmam já ter recebido anúncios considerados sexistas ou inapropriados;
  • 72,4% concordam totalmente que o empoderamento feminino é frequentemente utilizado mais como estratégia de marketing do que como compromisso real;
  • 87,3% concordam totalmente que mulheres negras, gordas, LGBTQIAP+ ou com deficiência são sub-representadas nas campanhas digitais. 

Os dados indicam que, embora as mulheres reconheçam o potencial do marketing digital como ferramenta de transformação social, há desconfiança em relação à autenticidade das marcas. 

“Muitas campanhas falam em autonomia, mas continuam reproduzindo padrões estéticos restritos e narrativas superficiais. Esta divergência está cada vez mais evidente para as mulheres, que pedem coerência entre discurso e prática organizacional”, explica Monica.

 

Empoderamento: discurso ou prática? 

A pesquisa dialoga com a literatura acadêmica, que aponta para o fenômeno do chamado “feminismo de mercado”, ou seja, pautas feministas têm sido incorporadas à comunicação publicitária sem necessariamente promover mudanças estruturais nas empresas. 

Para as participantes, tornam uma campanha mais autêntica a presença de mulheres e histórias reais (44%), ações concretas além do marketing (30,6%), transparência das ações (12,7%), representatividade diversa (6%) e linguagem inclusiva (4,5%). 

O estudo identificou que 62,7% das mulheres se sentem motivadas ao ver mulheres em posições de liderança nas redes sociais, indicando que a representatividade pode ter impacto relevante, desde que autêntica.

 

Algoritmos e vieses de gênero 

Outro ponto sensível revelado pela pesquisa diz respeito ao papel da inteligência artificial e da personalização algorítmica. 

A maioria das respondentes (79,9%) acredita que algoritmos tratam homens e mulheres de forma desigual, direcionando conteúdos mais centrados em aparência e consumo para mulheres, enquanto áreas como carreira, tecnologia e finanças são menos frequentes. 

“Há consciência crescente de que a tecnologia não é neutra. As mulheres percebem quando os algoritmos reforçam desigualdades históricas”, destaca a pesquisadora.

Apesar disso, as participantes reconhecem benefícios da personalização digital, desde que acompanhada de ética, transparência e governança de dados sensível às questões de gênero.

 

Marcas e referências de empoderamento 

Quando questionadas sobre marcas consideradas exemplos de empoderamento feminino, nomes como Natura (51,6%), Dove (25,8%) e Magazine Luiza (19,3%) e Avon (12,9%) apareceram com maior recorrência. 

Entre personalidades citadas, surgiram artistas, parlamentares, intelectuais e influenciadoras digitais, demonstrando que o empoderamento é percebido como fenômeno plural, que ultrapassa o campo do consumo. Um dado curioso: entre 188 nomes distintos mencionados como referências de empoderamento, apenas três eram homens, indicando que a pauta ainda é socialmente percebida como responsabilidade majoritariamente feminina. 

Dentre os nomes mais lembrados, destacam-se a deputada federal Erika Hilton (6,9%), a atriz Paola Oliveira (5,8%), a deputada federal Sâmia Bomfim (5,3%), jornalista e ex-deputada federal Manuela d’Avila (4,2%) e a atriz Taís Araújo (3,2%).

 

Conclusão: potencial existe, mas exige coerência

 A conclusão do estudo é clara: o marketing digital pode, sim, atuar como instrumento de empoderamento feminino, mas apenas quando orientado por autenticidade, responsabilidade social e compromisso real com diversidade e equidade. 

“Empoderamento não pode ser apenas narrativa. Precisa ser prática organizacional, política interna e postura ética diante da tecnologia”, resume Monica. 

Para a pesquisadora, o desafio para as marcas não é apenas comunicar diversidade, mas incorporá-la estruturalmente, inclusive no desenvolvimento de tecnologias, segmentação de campanhas e definição de métricas de sucesso. 

O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da MUST University e integra a conclusão do Master of Science in Digital Marketing.

 

Monica Kulcsar - jornalista especializada na área da saúde há 25 anos, formada em Comunicação Social | RTV (1996) e em Jornalismo (2000). Concluiu, em 2026, Mestrado em Marketing Digital pela MUST University (Flórida – EUA), com pesquisa voltada à interseção entre tecnologia, comunicação e equidade de gênero. Seu trabalho investiga como estratégias digitais podem contribuir, ou limitar, o empoderamento feminino na contemporaneidade.



Visto, passagem e ingressos: quanto custa uma viagem para Orlando com o dólar em baixa?

Freepik

Com a cotação da moeda americana mais favorável, brasileiros conseguem reduzir custos com visto, passagens e ingressos 

 

Visitar os parques de Orlando é um dos destinos mais desejados pelos turistas brasileiros. Com a queda do dólar, esse roteiro ganha um novo fôlego e se torna mais acessível. Entre vistos, passagens aéreas e ingressos para os parques temáticos, a oscilação cambial tem redesenhado os orçamentos e incentivado cada vez mais brasileiros a antecipar o planejamento da viagem dos sonhos ainda para 2026. Mas afinal, quanto custa essa experiência?

Segundo Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!, uma rede de franquias especializada em oferecer experiências de viagens completas para os parques de Orlando e outros destinos nacionais e internacionais, os principais itens que pesam no orçamento continuam sendo o visto americano, a passagem aérea de ida e volta e os ingressos para os parques temáticos, que representam uma fatia significativa dos custos totais de uma viagem completa a Orlando em 2026.

“Uma viagem completa para cerca de uma semana em Orlando pode custar, em média, entre R$ 15.000 e R$ 30.000 por pessoa, englobando passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte e ingressos para os principais parques. Justamente por não ser um roteiro barato, buscar por um agente de viagens especializado é a forma mais estratégica para evitar os perrengues durante a viagem, otimizar gastos, evitar erros no planejamento e aproveitar o câmbio mais favorável, além de garantir acesso a tarifas negociadas, ingressos corretos para cada perfil de viajante e suporte antes e durante o passeio”, explica Lisboa.

O visto americano (B1/B2), obrigatório para turistas brasileiros, segue como um custo fixo no processo de preparação e precisa ser feito com antecedência, entre três e seis meses antes da data planejada. Os valores de passagens aéreas variam de acordo com a cidade de embarque, temporada e antecedência da compra, mas com o dólar mais baixo no câmbio real, muitos itinerários têm custado menos do que em anos anteriores.

“Os meses historicamente mais baratos para ir a Orlando são fevereiro, maio e setembro, quando a demanda cai e é possível encontrar melhores tarifas aéreas e preços mais competitivos de hotéis e ingressos. Já os períodos mais caros costumam ser janeiro, julho e dezembro, além de feriados prolongados, quando a procura cresce e acontece um aumento generalizado nos custos da viagem”, afirma Marco Lisboa, CEO e fundador da 3,2,1 GO!.

Para ingressos, por exemplo, a tendência é que pacotes adquiridos com antecedência e em dólar, convertidos no câmbio mais baixo, resultem em economia relevante para quem planeja essa viagem em 2026. 

“Os ingressos são precificados em dólar e se você comprar na alta temporada ou quando o câmbio estiver nas alturas, vai pesar muito mais no orçamento. Comprando na baixa, é possível encontrar possibilidades melhores de preços”, completa o CEO da 3, 2, 1 GO!. 

Com o turismo internacional aquecido e o otimismo das agências de viagem, a recomendação de especialistas é clara: planejamento antecipado e acompanhamento próximo das cotações cambiais podem reduzir o custo total da viagem em 10 % a 20 % ou mais, dependendo da estratégia de compra.

“O brasileiro que agir com planejamento e flexibilidade pode transformar um sonho em Orlando em uma realidade em 2026 e o melhor, gastando menos. Não é apenas sobre o dólar estar em queda, é sobre saber aproveitar cada oportunidade de preço, desde a compra do visto até a emissão de passagens e ingressos”, conclui Marco Lisboa.

 

Inteligência artificial entra na fase da maturidade: empresas trocam “modelo mais inteligente” por previsibilidade operacional

 Em 2026, prioridade deixa de ser criatividade e passa a ser estabilidade, governança e redução de retrabalho


Após dois anos de intensa experimentação com inteligência artificial generativa, o mercado começa a dar sinais claros de amadurecimento. Empresas de marketing, tecnologia e comunicação estão alterando seus critérios de escolha de modelos de IA: o foco exclusivo em desempenho e criatividade cede espaço à busca por previsibilidade operacional.

Segundo projeções da Gartner, mais de 80% das empresas globais devem utilizar algum tipo de IA generativa até o fim de 2026. Já levantamento da McKinsey aponta que 55% das organizações usam IA em pelo menos uma função de negócios, mas apenas uma parcela relata retorno consistente sobre o investimento.

O desafio central, segundo especialistas, é menos técnico do que operacional: retrabalho e inconsistência.


Da experimentação ao impacto financeiro

Nos primeiros ciclos de adoção, as empresas priorizavam modelos com maior capacidade criativa e melhores resultados em benchmarks técnicos. À medida que a IA passou a integrar processos críticos, como atendimento automatizado, geração de relatórios, produção de conteúdo em escala e apoio a decisões estratégicas, surgiram novos obstáculos.

“A fase do encantamento já passou. Hoje a discussão é operacional”, afirma Ulisses Dalcól, desenvolvedor de sistemas e diretor da Descomplica Comunicação, especializada em integração de inteligência artificial aplicada à comunicação e negócios digitais.

“Quando um modelo exige revisão constante ou altera comportamento em tarefas complexas, aparece um custo invisível. Não se trata apenas de performance técnica, é impacto financeiro direto.”

De acordo com a IDC, os investimentos globais em IA devem ultrapassar US$ 500 bilhões até 2027. No entanto, o retorno, segundo analistas, depende menos da escolha do modelo mais avançado e mais da capacidade de garantir estabilidade em ambiente real de trabalho.


Marketing e comunicação: onde a mudança é mais visível

No setor de marketing e comunicação, a IA deixou de ser ferramenta experimental e passou a operar como infraestrutura de produção. Entre as aplicações mais comuns estão:

·        Geração de conteúdo em larga escala

·        Automação de campanhas

·        Personalização de mensagens

·        Análise de dados de audiência

·        Monitoramento de mídia

“Nesse contexto, previsibilidade vale mais que genialidade”, destaca Dalcól. “Modelos muito criativos podem impressionar em demonstrações, mas em escala o que pesa é consistência.”

Segundo ele, empresas começam a adotar critérios mais técnicos na avaliação de modelos, como aderência a instruções complexas, baixa taxa de alucinação, estabilidade em tarefas multietapas, governança via API e rastreabilidade.


A nova métrica: redução de retrabalho

Análise recente da Deloitte indica que uma das principais barreiras para consolidação da IA corporativa é a falta de governança e controle sobre os resultados gerados.

Para o especialista, a maturidade do mercado trouxe uma mudança decisiva de mentalidade:

“Em 2024, a pergunta era ‘qual é o modelo mais inteligente?’. Em 2026, a pergunta passou a ser ‘em qual modelo posso confiar para operar meu negócio sem gerar instabilidade?’.”

Empresas que tratam a IA como infraestrutura estratégica, e não como ferramenta isolada, tendem a alcançar ganhos mais sustentáveis e previsíveis.


Menos espetáculo, mais estratégia

Analistas avaliam que a próxima fase da inteligência artificial será marcada por consolidação, padronização e maior exigência por estabilidade operacional.

O movimento sugere que a IA caminha para um papel semelhante ao da computação em nuvem na década passada: de inovação disruptiva para componente estrutural dos negócios.

“IA deixou de ser diferencial de marketing. Virou infraestrutura. E infraestrutura precisa funcionar todos os dias, não apenas impressionar em apresentações”, conclui o profissional.

 

Descomplica Comunicação

 

Terceiro Setor como aliado contra abandono de idosos: lições jurídicas para parcerias em 2026

 Especialista em terceiro setor, o advogado Tomáz de Aquino Resende explica como o MROSC e a Lei 13.019/2014 ajudam a estruturar respostas intersetoriais ao envelhecimento e à vulnerabilidade social 

 

O envelhecimento acelerado da população brasileira e o aumento de casos de abandono e violência contra idosos têm pressionado municípios e estados a ampliar redes de proteção social, sobretudo em cidades de pequeno e médio porte. Em muitos territórios, organizações da sociedade civil assumem um papel decisivo no atendimento a pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, oferecendo desde acolhimento institucional até atividades de convivência, cuidados em saúde, apoio psicossocial e fortalecimento de vínculos familiares.

Para o advogado Tomáz de Aquino Resende, referência em direito do Terceiro Setor em Minas Gerais, a resposta a esse desafio passa, necessariamente, por parcerias bem estruturadas entre Estado e OSCs, com base no Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC). “O poder público não consegue enfrentar sozinho o abandono de pessoas idosas, porque esse é um problema que envolve saúde, assistência social, moradia, renda, convivência e cultura. Precisamos de arranjos intersetoriais em que as organizações da sociedade civil sejam parceiras estratégicas e não apenas prestadoras de serviço de última hora”, afirma.​​

A Lei 13.019/2014 e sua regulamentação atualizada pelo Decreto 11.948/2024 criaram um regime específico para essas parcerias, com instrumentos jurídicos como termos de colaboração e de fomento, planos de trabalho detalhados e regras claras de monitoramento e avaliação. Segundo Tomáz, quando bem aplicadas, essas normas permitem que projetos voltados para idosos integrem ações em creches, serviços de convivência, centros de referência, programas de saúde da família e iniciativas de reinserção comunitária, construindo redes de cuidado ao longo do ciclo de vida.

“O atendimento ao idoso não começa apenas quando ele chega à instituição de longa permanência”, explica o jurista. “Se Estado e OSCs trabalham juntos desde a infância, na proteção de famílias vulneráveis, na escolarização, na inclusão produtiva e na promoção da saúde, há muito mais chances de envelhecer com autonomia e vínculos sociais preservados. A intersetorialidade é o que dá coerência a essa trajetória.”

Na prática, Tomáz de Aquino recomenda que municípios e organizações revisem seus instrumentos de parceria à luz das novas diretrizes do MROSC, qualificando diagnósticos territoriais, metas e indicadores específicos para a população idosa. Ele ressalta ainda a importância de mecanismos de participação social, como conselhos de direitos, ouvidorias e escutas comunitárias para que famílias, cuidadores e os próprios idosos tenham voz na formulação dos projetos apoiados com recursos públicos. “Quando as parcerias são construídas de forma transparente, com controle social e foco em resultados, o terceiro setor se torna um aliado poderoso contra o abandono e a invisibilidade das pessoas idosas”, conclui.

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Empréstimo consignado já é usado por funcionários em 65% das empresas privadas, revela pesquisa inédita da Serasa Experian

Adoção do recurso é mais presente em empresas de grande porte e indústrias

· Uso do novo modelo amplia necessidade de integração entre companhias e instituições financeiras para reforçar processos de gestão e desconto em folha

 

O novo consignado privado já faz parte da rotina dos colaboradores na maioria das empresas que conhecem a nova modalidade de crédito. De acordo com dados da pesquisa inédita da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, 65% das companhias familiarizadas com o Crédito do Trabalhador afirmam que seus funcionários já adquiriram esse tipo de empréstimo, enquanto 27% dizem não ter registros de contratação e 8% não souberam informar.

 

Para Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian, “o empréstimo consignado privado já deixou de ser apenas uma novidade regulatória, passando a ser utilizado, na prática, por uma parcela relevante das empresas que conhecem o modelo. À medida que esse uso se amplia e o crédito passa a integrar a rotina das companhias, inicia-se um período natural de adaptação, que exige ajustes operacionais, alinhamento de processos e mais integração com as instituições financeiras”.

 

O levantamento também mostrou que a adoção do Crédito do Trabalhador é maior conforme o porte da empresa. Entre companhias com mais de 1.000 funcionários, 79% registraram aquisição do empréstimo por parte dos colaboradores. O índice também é elevado entre empresas com 500 a 999 funcionários (74%) e entre aquelas com 200 a 499 funcionários (74%). Já nas companhias que possuem entre 10 e 199 funcionários, a proporção é de 61%, enquanto nas organizações com até 9 funcionários, o percentual cai para 34%.

 

“Esses números indicam que o uso do empréstimo consignado privado tende a se consolidar primeiro em estruturas empresariais maiores, onde a gestão de benefícios e de descontos em folha é mais recorrente e integrada aos processos internos”, comenta o executivo da datatech.


 

Indústria lidera a adoção do empréstimo consignado privado entre os setores


A análise por segmento mostrou diferenças relevantes na adoção do novo modelo. A indústria é o segmento com maior incidência de uso do consignado privado, com 77% das empresas que conhecem o modelo registrando aquisição do crédito por funcionários. Na sequência aparecem comércio varejista (63%), serviços (62%) e comércio atacadista (59%).

 

“O uso mais expressivo do consignado privado nas indústrias pode estar relacionado às características operacionais do próprio setor, com empresas maiores e pagamentos mais estruturados”, explica Délber Lage. “Outro ponto importante é que à medida que o modelo ganha escala, o uso de tecnologia amplia a integração entre empresas e instituições financeiras e tende a aumentar a concorrência entre ofertantes. Esse ambiente mais conectado pode favorecer condições mais competitivas e maior diversidade de opções para os trabalhadores”, conclui o executivo.

 

Metodologia


A pesquisa ouviu 550 empresas de diferentes portes e segmentos econômicos, em todas as regiões do país. A coleta foi realizada entre 12 de setembro e 6 de outubro de 2025, com margem de erro de 4,2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. 



Experian
Para mais informações, acesse experianplc.com

 

Como as criptomoedas podem ser uma solução de pagamento para o turismo?


O setor de turismo está passando por uma transformação significativa com a adoção crescente de criptomoedas como meio de pagamento. Esta tecnologia oferece soluções inovadoras para desafios históricos da indústria, como taxas elevadas de conversão cambial, tempos longos de processamento e barreiras para turistas internacionais.

Viajantes internacionais enfrentam diversos obstáculos financeiros: taxas de câmbio desfavoráveis, tarifas bancárias para transações internacionais, limites de cartão de crédito e a necessidade de carregar dinheiro em espécie. Para empresas do setor turístico, os desafios incluem custos elevados de processamento de pagamentos internacionais, tempo de liquidação de dias ou semanas, e riscos associados à volatilidade cambial. 

As criptomoedas oferecem transações instantâneas e globais, permitindo que turistas paguem hotéis, restaurantes e passeios sem se preocupar com conversões cambiais. As taxas reduzidas tornam as operações mais econômicas tanto para consumidores quanto para estabelecimentos. A eliminação de intermediários acelera o processo e reduz custos operacionais, enquanto a segurança blockchain proporciona transparência e proteção contra fraudes. 

Turistas de países com moedas instáveis encontram nas criptomoedas uma alternativa confiável para preservar valor durante viagens. Além disso, a disponibilidade 24 horas permite transações a qualquer momento, sem depender de horários bancários. 

Algumas empresas já oferecem soluções corporativas especialmente desenhadas para empresas que desejam integrar pagamentos em criptomoedas. São produtos ideais para o setor de turismo.



Gateway de Pagamento

Permite que hotéis, agências de viagem e restaurantes aceitem criptomoedas diretamente, com integração simples aos sistemas existentes. Os estabelecimentos podem receber pagamentos em Bitcoin, Ethereum e outras moedas digitais, com conversão automática para reais, se desejado.

 

API de Integração

Para plataformas de reservas online e aplicativos de turismo, a API possibilita a implementação rápida de pagamentos em cripto, oferecendo uma experiência fluida aos usuários.


Conta Corporativa

Empresas de turismo podem gerenciar seus ativos digitais de forma profissional, realizar conversões entre criptomoedas e moeda fiat, e ter acesso a relatórios detalhados para contabilidade e compliance.

 

Liquidação Instantânea

Uma das principais vantagens para o turismo é a possibilidade de liquidação rápida, permitindo que estabelecimentos tenham acesso imediato aos recursos, melhorando o fluxo de caixa.

 

Hotéis podem aceitar reservas internacionais sem preocupação com chargebacks fraudulentos. As agências de viagem conseguem oferecer pacotes com preços mais competitivos ao eliminar intermediários financeiros. Restaurantes e bares em áreas turísticas atraem um público tech-savvy que prefere pagar com cripto. Operadores de turismo podem receber pagamentos de parceiros internacionais de forma mais ágil e econômica. 

Para o futuro, a tendência de pagamentos em criptomoedas no turismo é irreversível. Países como El Salvador já adotaram Bitcoin como moeda legal, e grandes redes hoteleiras internacionais começam a aceitar pagamentos em cripto. Com as soluções, empresas brasileiras do setor turístico podem se posicionar na vanguarda dessa transformação, oferecendo mais conveniência aos clientes e otimizando suas operações financeiras.

Para finalizar, a implementação de pagamentos em criptomoedas não é apenas uma inovação tecnológica, mas uma estratégia competitiva essencial para empresas de turismo que desejam se destacar em um mercado cada vez mais globalizado e digital. Com as ferramentas certas, a transição para esse novo paradigma de pagamentos pode ser simples, segura e altamente vantajosa.


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