Pesquisar no Blog

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Brasil tem mais de 19 milhões de pessoas com perfil viajante e maioria tem alto potencial de consumo, aponta novo estudo da Serasa Experian

Maioria está na faixa dos 24 aos 38 anos e tem renda acima de R$ 7,5 mil; mais de 40% possuem score de crédito considerado excelente 

 

Mais de 19 milhões de brasileiros têm perfil de viajante, segundo pesquisa recente da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, feita por meio da ferramenta proprietária Insights Hub. Ainda segundo o estudo, 28,7% deles possuem renda mensal acima de R$ 10 mil, enquanto 22,5% recebem entre R$ 2 mil e R$ 4 mil e 17,1% até R$ 2 mil. A estimativa foi realizada com base no comportamento e perfil de consumo de 190 milhões de CPFs e revela um público altamente estratégico para o setor de turismo que quer atrair essa audiência aproveitando esse novo momento de consumo e comportamento. 

 

"A pandemia redefiniu prioridades e consolidou uma mudança de comportamento: o brasileiro passou a valorizar cada vez mais experiências que promovem bem-estar, e viajar se tornou parte essencial desse novo estilo de vida. Hoje, vemos um consumidor mais consciente, que se prepara financeiramente e escolhe destinos e serviços alinhados aos seus valores, propósitos e qualidade de vida”, declara a CMO da Serasa Experian, Giovana Giroto. 


Ainda segundo o levantamento, a capacidade de pagamento mensal do público com potencial para consumir serviços relacionados a turismo e viagens também é destaque: 38,6% conseguem arcar com gastos adicionais entre R$ 0 e R$ 1 mil, enquanto 25,3% possuem capacidade entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, e mais de 14% ultrapassam os R$ 2 mil por mês em potencial de consumo extra. Veja nos gráficos abaixo o detalhamento dos dados citados:




Giovana Giroto também explica que “conhecer o comportamento e a capacidade de compra desses consumidores permite que empresas desenvolvam ofertas mais direcionadas não só pelo comportamento do público-alvo – ou seja, por consumir turismo e viagem –, mas também pela capacidade de consumo – até quanto podem pagar pelos serviços, o que permite que empresas ofertem desde experiências acessíveis até pacotes de luxo para as pessoas certas, otimizando custos de campanhas e ampliando a conversão”.


 

Perfil demográfico e comportamental: jovens, digitais e com excelente histórico financeiro


A análise demográfica revela que, dos mais de 19 milhões de brasileiros com perfil de viajante, há uma predominância do público masculino (54%), seguido pelo feminino (45,3%). Além disso, 92,2% do total demonstra propensão a compras online e 47,8% têm afinidade com programas de resgate de milhas – comportamento típico de quem planeja e valoriza boas oportunidades de viagem. Em relação à faixa etária a maioria dos viajantes está entre 24 e 38 anos (41,7% do total), com destaque para a faixa de 29 a 33 anos (14,5%).  

Veja os detalhes do perfil de viajantes por idade no gráfico a seguir:


 

Score elevado: viajantes são bons pagadores 


Outro destaque importante do estudo é o score de crédito dos brasileiros com perfil viajante: 40,5% estão na faixa de 801 a 1000 pontos, considerada excelente. Esse comportamento reforça a confiabilidade financeira do grupo, abrindo espaço para ofertas com parcelamento, crédito e programas de fidelidade com maior segurança para os fornecedores. Confira o detalhamento desse recorte na tabela abaixo: 



Metodologia


A pesquisa “Viajantes 3.0” foi realizada em junho de 2025 com base em uma amostra de 19.028.300 CPFs da base Serasa. A metodologia envolveu o cruzamento de dados comportamentais, de afinidade, socioeconômicos e de crédito por meio do Insights Hub, solução de inteligência da Serasa Experian. Todas as informações foram tratadas conforme as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).


 

Experian
Experian experianplc.com


Cinco dicas de filmes e séries para despertar o olhar científico na Semana da Ciência

Obras audiovisuais têm papel fundamental na popularização da ciência e na formação do pensamento crítico  

 

Em julho, celebramos o Dia Nacional da Ciência e o aniversário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), data simbólica para reforçar a importância da produção científica e tecnológica no desenvolvimento do país. Ao longo desta semana, relembramos o papel fundamental da ciência na transformação social, econômica e cultural do Brasil.

Mais do que uma comemoração, o dia é uma oportunidade para refletir sobre a importância do conhecimento científico no desenvolvimento do país e um dos caminhos mais eficazes para aproximar o público da ciência, especialmente os jovens, é por meio da cultura.

A popularização da ciência passa por diferentes linguagens. Filmes e séries com temáticas científicas despertam a curiosidade, ampliam o repertório e podem até inspirar futuras carreiras. O cinema, por exemplo, consegue transformar conceitos complexos em experiências emocionantes e acessíveis, provocando o pensamento crítico e a imaginação.

A Fundação Bradesco é uma rede de 40 escolas próprias e está presente em todos os estados do país e no Distrito Federal oferecendo educação gratuita e de qualidade, onde essa conexão entre emoção, curiosidade e aprendizado é um princípio essencial. O ensino por investigação é uma das práticas valorizadas, pois estimula o aluno a refletir, elaborar hipóteses e buscar soluções. Ao ser instigado por perguntas que o provocam a pensar, o estudante desenvolve um envolvimento natural com o tema, e o conteúdo apresentado pelo professor passa a fazer sentido em sua trajetória de aprendizado. Despertar a curiosidade é um passo fundamental para promover a motivação e o interesse genuíno pela aprendizagem.

Pensando nisso, foram selecionadas por especialistas de escolas de todas as regiões do país, com base no plano de ensino, cinco obras audiovisuais que contribuem para estimular o interesse pela ciência e evidenciar sua relevância no cotidiano. As obras abordam temas que vão desde histórias inspiradoras até investigações instigantes e questionamentos que convidam à reflexão sobre o mundo ao nosso redor.


Filme: Contágio (2011) – Classificação 12 anos

“O filme fala sobre virologia, epidemiologia e saúde pública. Contágio é incrivelmente realista e envolvente. Ele retrata a rápida disseminação de um vírus mortal e a corrida contra o tempo dos cientistas para encontrar uma cura e conter a pandemia.”, comenta Jonis Correia de Faria Moreira, professor da Fundação Bradesco de Cacoal – RO.


 
Série: Detetives da Ciência (2010) – Classificação livre

“O programa acompanha dois adolescentes que transformam sua casa em um laboratório para resolver enigmas do cotidiano. Com uma abordagem lúdica e prática, a série estimula a curiosidade científica e mostra como a ciência está presente em situações do dia a dia. É ideal para despertar o interesse dos jovens de forma divertida e acessível.”, explica o professor Valdécio Felix da Silva, da Fundação Bradesco de Natal – RN.


Filme: Estrelas Além do Tempo (2016) – Classificação livre

“O filme Estrelas Além do Tempo conta a história real de três cientistas negras que trabalharam na NASA durante a corrida espacial dos anos 1960. Ele inspira o interesse pela ciência ao mostrar como o conhecimento em matemática, física e química foi essencial para enviar o homem ao espaço. Além disso, destaca o papel das mulheres na ciência, rompendo barreiras sociais e raciais. O filme transmite a mensagem de que a ciência é um campo acessível a todos que tenham curiosidade, dedicação e coragem.”, Thayara Ceregatti, professora da unidade de Laguna.


Filme: Passageiro acidental (2021) - Classificação 14 anos

“O filme retrata uma missão espacial para Marte com três tripulantes oficiais e após o lançamento do foguete eles descobrem que há uma pessoa a mais na aeronave. A partir disso, criam-se dilemas éticos, emocionais, científicos para tentar encontrar uma solução para a falta de oxigênio. O filme propicia diferentes reflexões sobre a ciência como efeitos da radiação solar, o funcionamento das ondas mecânicas e eletromagnéticas no espaço, tempestade solar, entre outros”, comenta Jose Maxwell Viana Oliveira, professor da escola fazenda da Fundação Bradesco de Bodoquena – MS.


Filme: A história do mundo em 2 horas (2011) – Classificação livre

“O documentário faz um trabalho impressionante ao costurar, de forma clara e envolvente, temas complexos como a origem do universo, a formação dos átomos, os princípios da física, química e biologia, conectando tudo isso aos grandes marcos da história humana. Um exemplo brilhante é como ele relaciona a oxidação do ferro nos oceanos — causada pelo aumento de oxigênio gerado pela fotossíntese — com a Era do Ferro e o surgimento das cidades. A linguagem é acessível, sem jargões excessivos, e o uso de ilustrações, animações e esquemas torna o conteúdo visualmente atrativo e fácil de entender. É o tipo de material que responde justamente às dúvidas que muitos têm, mas nem sempre sabem como ou onde perguntar.”, professor Bruno Cardoso Lopes da Fundação Bradesco do Rio de Janeiro.

Ao se sentirem capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos no dia a dia, os alunos desenvolvem um novo olhar sobre o mundo e um senso crítico mais apurado. Estimulá-los a formular perguntas — e não apenas a responder — é um passo importante nesse processo. Os estudantes são incentivados a observar o entorno, a comunidade em que vivem e a cidade, identificando problemas que despertem seu interesse. A partir dessas percepções, os professores orientam o recorte adequado, transformando essas reflexões em projetos de aprendizado significativos.

 

Fundação Bradesco


quinta-feira, 10 de julho de 2025

Como as férias podem ensinar seu filho a cuidar melhor do sorriso

Especialistas mostram como o tempo livre pode ser usado para reforçar a higiene bucal infantil com leveza, diversão e cuidado — e explicam por que o Protocolo GBT tem se destacado como aliado nesse processo educativo


Para muitas famílias, as férias escolares são sinônimo de descanso, lazer e mais tempo juntos. Mas o período também pode ser uma excelente oportunidade para educar de forma leve, inclusive quando o assunto é saúde bucal. Com a rotina mais tranquila, é possível transformar a escovação dos dentes e o cuidado com o sorriso em momentos de aprendizado e autonomia para as crianças. 

“A cárie pode começar a se desenvolver em apenas três semanas, especialmente quando há excesso de açúcar e higiene inadequada”, explica a odontopediatra Ana Carla Robatto, professora na FOUFBA, coordenadora de Odontopediatria na ABO Bahia e adepta do Protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy). “Durante as férias, a quebra de rotina é natural, mas é essencial que pais e responsáveis aproveitem esse tempo livre para reforçar bons hábitos”.

 

Tempo livre, cuidado consciente 

Com menos pressa no dia a dia, o cuidado com a higiene pode deixar de ser uma obrigação automática e se tornar uma experiência mais educativa e participativa. “Gosto muito da ideia de escovação consciente. A criança consegue perceber melhor o que está fazendo e entender por que é importante cuidar bem dos dentes. Isso fortalece o senso de responsabilidade desde cedo”, destaca Ana Carla. 

A odontopediatra ressalta que, mesmo durante as férias, é importante manter a regularidade da escovação e do uso do fio dental, e que a supervisão dos pais continua sendo essencial, principalmente nas rotinas noturnas. “Vale até escovar os dentes antes que a preguiça de dormir mais tarde chegue”, orienta.

 

Check-up sem pressa e com tecnologia educativa 

As férias também são ideais para agendar aquela visita ao dentista que costuma ser adiada. A agenda mais flexível permite que a ida ao consultório ocorra sem atropelos e abre espaço para ações preventivas importantes, como a avaliação da saúde bucal e a remoção do biofilme dental. 

Uma das ferramentas que vem se destacando nesse contexto é o Protocolo GBT, desenvolvido pela EMS, empresa suíça referência em tecnologia odontológica. A GBT combina diferentes técnicas para remover o biofilme (popularmente conhecido como placa bacteriana) de forma confortável e precisa, especialmente entre o dente e a gengiva, onde a escova comum nem sempre alcança. 

“O grande diferencial é a revelação visual do biofilme, que permite à criança enxergar onde precisa melhorar na escovação. Isso transforma a consulta em um momento educativo, e não apenas técnico. As crianças adoram essa parte”, explica a especialista. Além de eficaz, o procedimento é indolor e usa água morna, sendo bem aceito até mesmo pelos pacientes mais novinhos. O procedimento é indicado para crianças a partir de 2 anos. 

A importância desse cuidado precoce também é reforçada por estudos recentes. Uma pesquisa publicada em 2023 na revista Children analisou a fluorose dental pediátrica e sua correlação com a cárie e qualidade de vida em crianças pequenas, destacando a forte conexão entre saúde bucal e bem-estar geral (Children 2023, 10(2), 286). Além disso, a Academia Americana de Odontopediatria (AAPD), em política atualizada em 2022, afirma que a profilaxia dental deve ser parte essencial das consultas odontológicas periódicas, com foco em prevenção e educação, abordagem também adotada por especialistas como a Dra. Ana Carla Robatto.

 

Alimentação e saúde bucal: um aprendizado contínuo 

Outro ponto importante durante as férias é a alimentação. Balas pegajosas, doces e lanches em excesso podem acelerar o desenvolvimento da cárie. “Esses alimentos são muito cariogênicos, principalmente se consumidos repetidamente ao longo do dia. A saliva não consegue neutralizar o ácido produzido pelas bactérias”, alerta Ana Carla. 

A especialista orienta que, além de evitar o consumo desenfreado, os pais incentivem o consumo de frutas, vegetais e sucos naturais. “Piqueniques, sucos feitos em casa e brincadeiras ao ar livre também ajudam a reduzir o tempo com celular, computador ou TV, e estimulam hábitos mais saudáveis para a saúde bucal e geral”.

 

Construindo autonomia desde cedo


Para Ana Carla, educar para a saúde é um processo que se constrói na repetição e no exemplo. “As crianças aprendem com constância, e os pais são peças-chave nisso. Aproveitar as férias para reforçar essa rotina com carinho e leveza pode fazer toda a diferença na formação de adultos mais conscientes com a própria saúde”.

 


Dra.Ana Carla Robatto - Graduada em Odontologia pela Faculdade de Odontologia - Universidade Federal da Bahia -Dra. Ana Carla Robatto é Especialista em Odontopediatria, Mestre em Odontologia, na área de concentração de Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Bauru - Universidade de São Paulo e Doutora em Ciências, pelo programa de Ciências Biológicas, na área de concentração de Microbiologia, pelo Instituto de Ciências Biomédicas II, pela Universidade de São Paulo. Adepta do Protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy) da EMS (Electro Medical System) desde 2020. Atualmente faz parte do corpo docente da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia nos componentes curriculares de Cariologia e Odontopediatria. Coordenadora do curso de Especialização em Odontopediatria da Associação Brasileira de Odontologia, Seção Bahia. É cirurgiã-dentista da Clínica Acro Odontopediatria Conceito, em Salvador (BA).



EMS - Electro Medical System



Brasil atinge apenas 1/3 da porcentagem de exames de mamografia recomendada pela OMS em 2023 e 2024

Segundo dados do Panorama do Câncer de Mama, o país alcançou 23,7% de cobertura, muito abaixo da recomendação de 70% para as mulheres na faixa etária-alvo 

 

No Brasil, o câncer de mama continua sendo o tipo que mais atinge mulheres. E, embora a detecção precoce por meio dos exames de rastreamento - realizados quando ainda não há sintomas - seja a principal ferramenta para salvar vidas, ela ainda não é uma realidade para todas. Segundo dados do Panorama do Câncer de Mama 2025, elaborado pelo Instituto Natura em parceria com o Observatório de Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, apenas 41,7% das mamografias de rastreamento realizadas no SUS foram realizadas por mulheres negras entre 2023 e 2024. Quando analisada a porcentagem de exames realizados por mulheres amarelas, a participação foi de 11,5%; enquanto entre as indígenas, apenas 0,1% realizou o exame no biênio de 2023-2024. Já o total de exames em mulheres brancas representou 46,8%. Um retrato que evidencia a desigualdade no acesso à saúde no país. 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de uma taxa de cobertura mamográfica de 70%, entre mulheres de 50 a 69 anos, bienalmente. No Brasil, segundo dados do Panorama do Câncer de Mama, o país alcançou apenas 23,7%, muito abaixo ainda da recomendação. 

“O Panorama do Câncer de Mama 2025 traz um retrato alarmante de como o cuidado com a saúde feminina ainda está longe de ser equitativo no Brasil. Para mudar essa realidade, é preciso fazer muito mais do que campanhas pontuais. O cuidado com a saúde das mamas deve começar na atenção básica e seguir com acesso aos exames, diagnóstico e tratamento em tempo oportuno”, afirma Mariana Lorencinho, líder de Saúde das Mulheres do Instituto Natura.

 

Novos casos de câncer de mama por faixa etária 

Entre 2015 e 2024, foram notificados quase meio milhão de novos casos de câncer de mama no SUS. As faixas etárias que concentraram mais diagnósticos foram as de 50 a 59 anos (26,5%) e 60 a 69 anos (24,9%), justamente o público-alvo das políticas de rastreamento. Ainda assim, chama a atenção o número de casos registrados entre as mulheres mais jovens, de 30 a 49 anos, que representaram 31,4% do total e abaixo de 30 (2,2%). Completam o total de diagnósticos de câncer as mulheres acima de 69 anos (15%), evidenciando a necessidade de estratégias específicas para essas faixas etárias. 

Apesar da existência das Leis nº 12.732/2012 e nº 13.896/2019, que garantem prazos para diagnóstico (até 30 dias) e início do tratamento (até 60 dias), esses limites seguem sendo desrespeitados. De acordo com o Panorama do Câncer, o tempo médio na ordem histórica entre o diagnóstico de câncer de mama e o início do tratamento foi de 182 dias; em 2023, último ano de dados disponíveis, o tempo de espera chegou a 214 dias, ou seja, 154 dias acima do previsto pela lei.
 

“As Leis dos 30 e 60 dias representam conquistas importantes no direito à saúde de quem enfrenta o câncer. Mas infelizmente, no Brasil, essas leis ainda são amplamente desrespeitadas. Mulheres com câncer de mama, como vemos aqui no Panorama, frequentemente esperam meses entre a suspeita, o diagnóstico e o início do tratamento, enfrentando filas, falta de estrutura e desorganização nos serviços públicos. O tempo, que deveria ser aliado na cura, acaba se tornando um grande desafio. É inaceitável que, com leis em vigor, pacientes oncológicas ainda morram esperando por atendimento. Garantir o cumprimento dessas legislações é uma questão de responsabilidade do Estado, de gestão do sistema de saúde e, acima de tudo, de respeito à vida”, comenta Dra. Catherine Moura, líder do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer e médica sanitarista.
 

Para Nina Melo, coordenadora de pesquisa do Observatório de Oncologia, é urgente implementar soluções práticas e coletivas que assegurem esses direitos em todas as regiões e grupos sociais. “Infelizmente, o que se vê é uma grande dificuldade de acesso, que compromete o tratamento e as chances de cura”, diz.

 

Produção de mamografia e cobertura mamográfica no Brasil

A pandemia de COVID-19 também impactou fortemente o cuidado com a saúde das mamas. Em 2020, o número de mamografias caiu 41,1% em relação a 2019. Em 2021, a queda foi de 17,5%. Embora 2022 e 2023 tenham registrado leve recuperação, com crescimento de 1,5% e 5,7%, respectivamente, houve uma queda de 1,5%, em 2024, na produção de mamografias. 

Quando se trata da taxa de cobertura mamográfica, que é referente à capacidade de oferta de exames para a população-alvo a cada dois anos, em 2024 a taxa de cobertura mamográfica foi de 23,7%,ainda muito aquém da recomendação da Organização Mundial de Saúde. 

Ao observarmos o estadiamento ao diagnóstico no período histórico (2015-2023), é importante analisar que o percentual de casos avançados nas mulheres faixa etária alvo de rastreamento é 12,45% menor que nas mulheres fora do grupo etário de referência, chegando a 35,3% dos casos em mulheres de 50 e 69 anos. E a porcentagem de estadiamento tardio vai aumentando conforme reduz a idade: entre 40 e 49, 39,9% dos casos; entre 30 e 39 foram 47,8%; e de 20 e 29 foram 55,6% dos casosJá para o último ano do estudo(2023), o diagnóstico tardio para 50 a 69 anos foi equivalente a 32%; 40 a 49 anos, 36,6%; 30 a 39 anos, 46,3%; e 20 a 29 anos, 56,9%.

Em relação à raça/cor, o Panorama do Câncer de Mama destaca que as mulheres brancas apresentaram uma situação mais positiva em comparação com as mulheres negras. No período histórico (2015-2023), enquanto a proporção de diagnósticos em estadiamento 3 ou 4 para mulheres brancas foi de 35,7%, as mulheres negras apresentaram proporções de diagnóstico de 44,4%. No último ano, esses números foram 33,7% e 41,9%, respectivamente.
 

Quando olhamos para os dados de mortalidade, apenas em 2023, o câncer de mama foi responsável por 20.399 óbitos no Brasil, o maior número já registrado, com aumento de 5,4% em relação a 2022. 

As faixas etárias com maior número de óbitos para 2023 foram as de 60 a 69 anos (22,4%), 50 a 59 anos (22%) e 70 a 79 anos (18%). Em relação à raça/cor, 57,2% das mortes ocorreram entre mulheres brancas, enquanto as mulheres negras responderam por 42% dos óbitos registrados no último ano analisado (2024).

Acesse o estudo completo: www.panoramacancerdemama.com.br
 


Sobre o Panorama do Câncer de Mama 2025

Criado em 2020, estudo é observacional e transversal com dados públicos dos Sistemas de Informação Ambulatorial (SIA), Hospitalar (SIH) e Mortalidade (SIM) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), bem como dados de Registros Hospitalares de Câncer (RHC) do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Os dados usados foram da Produção Ambulatorial (PA) e Autorizações de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC) de Quimioterapia e Radioterapia do SIA, bem como as Autorizações de Internações Hospitalares (AIH) do SIH, Informações hospitalares do RHC e informações sobre a mortalidade do SIM. 

A população consistiu em todas as observações nos referidos bancos de dados para os procedimentos realizados para o diagnóstico de câncer de mama (C50 – 50.0 a 50.9) segundo a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-10) produzidos no SUS entre 2015 e 2024 para os bancos de dados do SIA e SIH e até 2023 para o SIM. Para o número de casos totais, foi usada a plataforma Painel Oncologia do Datasus do Ministério da Saúde para as análises. Para os dados do RHC foi analisado o período de 2015 a 2023 por estar ainda sem dados atualizados em quantidade em 2024.



Instituto Natura

Observatório de Oncologia


Saúde ocular em pauta: prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais

 

No mês em que se celebra o Dia da Saúde Ocular, dia 10 de julho, a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul (SORIGS) chamam a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças oculares. Entre as situações mais recorrentes estão a catarata, o glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

A catarata caracteriza-se pela opacificação progressiva do cristalino, que provoca visão embaçada e dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luminosidade. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, essa doença é responsável por cerca de 48% dos casos de cegueira no país, com aproximadamente 550 mil novos diagnósticos ao ano. O glaucoma, por sua vez, é uma neuropatia óptica crônica causada geralmente pelo aumento da pressão intraocular, que ocasiona perda gradual do campo visual. Estudos apontam que a doença afeta cerca de 3,4% da população acima dos 40 anos no Sul do Brasil, sendo que até 90% dos casos permanecem sem diagnóstico. Já a DMRI é uma condição degenerativa que acomete a mácula — região central da retina — e causa perda da visão de detalhes e distorção de imagens, afetando mais de 30% dos brasileiros com mais de 80 anos.

Essas doenças costumam evoluir de forma silenciosa, o que reforça a importância das consultas oftalmológicas regulares, essenciais para a detecção precoce de alterações que podem comprometer significativamente a qualidade de vida. A recomendação é ainda mais relevante para pessoas com histórico familiar, diabetes ou outras comorbidades associadas. Além disso, sintomas comuns como vista cansada, exposição excessiva a telas e mudanças na acuidade visual também devem ser avaliados por um profissional desde os primeiros sinais.

Além de sua atuação institucional, a AMRIGS, em parceria com a SORIGS, também desenvolve iniciativas sociais voltadas à saúde visual. Um exemplo é a participação no Projeto Olhos da Vida, desenvolvido pelos profissionais do Centro de Olhos do RS (CORS) que, com o apoio de clínicas e ópticas parceiras, promoveu atendimentos oftalmológicos gratuitos e a doação de óculos a crianças em situação de vulnerabilidade em comunidades da capital, incluindo, entre os beneficiados, crianças atendidas pelo Instituto Vida Solidária, organização social mantida pela AMRIGS que desenvolve ações de inclusão e fortalecimento de vínculos. Esse compromisso conjunto reforça o compromisso mútuo das entidades com a promoção da saúde e a conscientização sobre a importância dos cuidados contínuos com a visão.

 


Nota Conjunta | AMRIGS e SORIGS - Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul

Dr. Gerson Junqueira Jr. - Presidente da AMRIGS

Dr. Bruno Schneider de Araujo - Presidente da SORIGS

 

Implante dentário: afeta a fala e mastigação?

A reabilitação por implantes dentários vai muito além da estética: devolve funções essenciais como fala e mastigação, fundamentais para a nutrição e a comunicação. O tema ganha ainda mais relevância em um país onde a perda dentária persiste em índices preocupantes. Segundo o IBGE, em 2023, 36,6 milhões de brasileiros com mais de 18 anos haviam perdido 13 dentes ou mais, e 16 milhões estavam totalmente desdentados. 

Esse cenário revela que a perda dentária e as doenças bucais ainda são alarmantes, prejudicando funções básicas e refletindo um grave problema de saúde pública. A ausência de dentes compromete a articulação dos fonemas (“s”, “f”, “t”) e prejudica a trituração dos alimentos, levando pacientes a evitar alimentos duros ou nutritivos. Isso traz consequências na nutrição, digestão, autoestima e interação social. 

Para Élcio Caldas, dentista da Oral Sin, maior rede de implante dentário do país, o implante dentário devolve autonomia para falar com clareza e mastigar alimentos como maçã e carne sem receio. Isso vai além do sorriso: é reencontro com a liberdade de comer e se expressar”, afirma. O especialista aponta cinco benefícios que o implante dentário traz para a saúde: 

  1. Fala clara: recuperação da articulação correta dos fonemas;
  2. Mastigação eficiente: traz retorno à dieta com frutas, carnes e vegetais, sem limitações;
  3. Saúde bucal e geral: evitam perda óssea e facilitam a higiene, prevenindo doenças sistêmicas.
  4. Emocionais e sociais: recupera a autoestima e melhora a convivência no trabalho e em eventos sociais.
  5. Nutricionais: restabelecimento da dieta equilibrada fortalece a saúde geral.

 

Oral Sin 

 

Trend nas redes sociais, cirurgia íntima não é igual para todo mundo

Ninfoplastia e hipertrofia de clitóris são alguns dos procedimentos mais procurados

 

A cirurgia íntima se tornou trend nas redes sociais como fortalecimento da autoestima feminina. Porém, é preciso ter cuidado pois, como toda cirurgia, deve ser avaliada de forma individualizada e os resultados também se diferem, já que a anatomia de cada corpo e de cada vagina não é igual em todas as mulheres.

 

O alerta é do cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, que viu crescer em cerca de 10% a procura por esse procedimento em seu consultório. A ninfoplastia a laser é uma das técnicas mais procuradas. Menos invasiva, utiliza o laser para cortes precisos e suaves nos pequenos lábios vaginais, proporcionando uma recuperação mais rápida e com menos dor quando comparada a técnicas tradicionais. Este procedimento é indicado para mulheres que enfrentam desconforto físico ou emocional devido ao tamanho ou formato dos pequenos lábios.

 

Outra cirurgia íntima muito procurada é para a reparação da hipertrofia do clitóris, que pode causar desconforto físico e psicológico. Esta condição pode ser congênita ou adquirida, relacionada a desequilíbrios hormonais, uso de esteroides ou medicamentos androgênicos.

 

Dr. Amato ressalta: “Cada paciente tem uma preocupação individual. Algumas mulheres queixam-se de falta de volume, o que pode ser tratado com preenchedores, ácido hialurônico e, por vezes, lipoenxertia. Para aquelas que desejam clareamento, o laser de CO2 é uma opção, além de melhorar a flacidez.”

 

O especialista explica que é importante considerar o histórico cirúrgico da paciente, pois sequelas de cirurgias anteriores podem influenciar o tratamento atual. A conversa honesta sobre expectativas e possibilidades é fundamental para Dr. Amato.

 

Motivações e Riscos: As razões para optar por uma cirurgia íntima variam, incluindo dificuldades de higiene pessoal e dor durante as relações sexuais, que podem levar a traumas psicológicos. “Durante a consulta, explico detalhadamente o que pode ser feito e uso recursos visuais para auxiliar na compreensão. É primordial estabelecer expectativas realistas para uma cirurgia segura”, comenta Dr. Amato.

 

Embora a cirurgia íntima ofereça diversos benefícios, também apresenta riscos, como qualquer intervenção cirúrgica. Existem mitos, como a perda de sensibilidade, que precisam ser desmistificados. “A cirurgia é realizada em uma região anatomicamente sensível, o que leva à disseminação de um mito comum de que ocorrerá perda significativa de sensibilidade. Embora exista o risco de alterações sensoriais localizadas devido a retrações cicatriciais ou pequenas fibroses, a redução da sensibilidade geralmente é mínima nesse tipo de procedimento. Estudos científicos inclusive demonstram que, em alguns casos, pode haver melhora da função sexual, com aumento na frequência e na intensidade do orgasmo”, explica o especialista.

 

A qualidade de vida, autoestima e o impacto no relacionamento com o próprio parceiro ou parceira são fatores cruciais para serem conversados antes de qualquer cirurgia íntima.

 



Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
https://plastico.pro/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/


Vai viajar?

Freepik

 Especialistas alertam para cuidados com a saúde durante as férias 

Avaliar a saúde, atualizar vacinas e preparar o corpo é fundamental para os desafios do trajeto

 

Com o aumento natural no número de deslocamentos nacionais e internacionais durante as férias escolares, é fundamental se planejar não apenas com passaporte e reservas, mas também nos cuidados com a saúde. Esse alerta vale especialmente para quem tem doenças crônicas ou vai encarar longas horas de voo ou estrada. 

“Pessoas com comorbidades como hipertensão, diabetes, doenças respiratórias ou cardíacas devem estar com seus exames e tratamentos em dia e garantir que estejam estáveis para viajar. É essencial consultar um médico com antecedência”, explica a infectologista Cristiane Lamas, professora da Afya Educação Médica.

Além da avaliação clínica, é ideal procurar um atendimento especializado em medicina do viajante e tomar as medidas necessárias caso, por exemplo, o destino escolhido tenha risco de doenças como malária, febre amarela, raiva e outras arboviroses.
 

Vacinas em dia e kit inteligente 

Vacinas como as da gripe, hepatite A e B, tríplice viral, anti-tetânica e febre amarela são fundamentais. Dependendo do destino, outros imunizantes podem ser importantes, como os para meningite, febre tifóide, encefalite japonesa e raiva. A orientação médica auxilia na organização desse calendário vacinal conforme o risco epidemiológico do local a ser visitado. Preparar um kit de primeiros socorros com antialérgicos, medicamentos para náuseas, diarreia, cólicas e enjoo também é recomendável. Repelentes à base de icaridina e protetores solares são outros itens fundamentais.
 

Atenção ao coração e à circulação 

É necessário estar atento ainda aos riscos diretamente relacionados às viagens em si. Por exemplo, permanecer por longos períodos sentado, como em voos internacionais ou viagens de ônibus e carro, aumenta o risco de trombose venosa profunda. Principalmente em pessoas com fatores de risco aumentados, como obesidade, uso de anticoncepcionais, câncer, gravidez ou histórico de trombose. Para prevenir, basta se levantar e caminhar a cada uma ou duas horas, fazer alongamentos nas pernas e manter-se bem hidratado. 

O sistema cardiovascular também pode sofrer com a pressurização da cabine dos aviões, a baixa umidade do ar e o estresse do deslocamento. “Desidratação, alimentação desregulada e privação de sono afetam a saúde cardíaca. Esses fatores podem desencadear desde crises hipertensivas até arritmias”, alerta o cardiologista e professor da Afya, Ricardo Moraes. Cardiopatas devem consultar seu cardiologista antes da viagem e seguir rigorosamente o uso dos medicamentos, mesmo com mudança de fuso horário. 

Durante a viagem, sintomas como dor no peito, falta de ar intensa, inchaço e vermelhidão em uma perna, palpitações associadas a tontura ou desmaio exigem atenção médica imediata. “Nesses casos, o indicado é interromper o trajeto e procurar um pronto-socorro local. Nunca se deve minimizar sinais de alerta, mesmo em meio ao lazer”, reitera Ricardo. 

Quando o planejamento da viagem inclui os cuidados com a saúde, os riscos diminuem e a experiência se torna mais segura e proveitosa. Levar receitas médicas traduzidas, carregar a quantidade completa de medicamentos e manter o calendário de imunizações atualizado são atitudes simples, mas que fazem toda a diferença para que nenhuma emergência roube a cena das férias tão esperadas.




Afya,
https://www.afya.com.br
ir.afya.com.br.


Gravidez, parto e puerpério: mitos e verdades sobre saúde mental nesse período

Crédito: Drazen Zigic
Psicóloga perinatal explica algumas frases ouvidas por gestantes e ajuda a identificar e tratar emoções difíceis na gravidez, parto, luto e maternidade real

 

É comum que muitas mulheres escutem frases como “gravidez não é doença”, “toda mãe dá conta”, ou “depois que o bebê nascer, tudo melhora”. Mas, na prática, nem sempre é assim. Mudanças físicas, emocionais e sociais intensas tornam o período da gestação e do puerpério um dos mais vulneráveis para a saúde mental.

 

Apesar disso, muitas famílias ainda não conhecem a psicologia perinatal, área da psicologia voltada ao cuidado emocional antes, durante e depois da gravidez. A seguir, a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, referência nacional no tema e fundadora do Instituto MaterOnline, esclarece os principais mitos e verdades sobre esse cuidado essencial.

 

Tristeza no pós-parto é normal e passa sozinha

 

Mito. Não necessariamente. Algumas mulheres vivem o chamado “baby blues”, que é comum e passageiro. Mas em outros casos, a tristeza pode ser sinal de depressão perinatal, que afeta até 1 em cada 4 mulheres. Se os sintomas forem persistentes, intensos ou atrapalharem o vínculo com o bebê, é fundamental procurar ajuda profissional.

 

Cuidar da saúde mental na gestação protege também o bebê

 

Verdade. Altos níveis de estresse, ansiedade ou tristeza profunda podem afetar o desenvolvimento da criança ainda na barriga. Também influenciam no vínculo após o parto e na amamentação. Cuidar da saúde emocional da mulher é cuidar da saúde de toda a família.

 

A psicologia perinatal é só para quem tem depressão

 

Mito. Essa área também atua de forma preventiva. Ajuda mulheres e famílias a lidar com inseguranças, medo do parto, dificuldades com a amamentação, exaustão, sobrecarga, crises no relacionamento, luto e muitas outras questões do ciclo da maternidade.

 

O puerpério é um dos períodos mais delicados da vida da mulher

 

Verdade. Muita gente romantiza o pós-parto como um momento de plenitude, mas a ciência mostra que é o período de maior risco para o surgimento de transtornos mentais na vida da mulher. Ter apoio psicológico nesse momento pode fazer toda a diferença.

 

Só mulheres com parto traumático ou perdas precisam de ajuda emocional

 

Mito. Mesmo em gestações planejadas e partos tranquilos, muitas mulheres se sentem culpadas, sobrecarregadas ou emocionalmente distantes do bebê. A psicologia perinatal ajuda a entender e acolher esses sentimentos, sem julgamento.

 

A psicologia perinatal também está presente no SUS

 

Verdade. O atendimento psicológico no pré-natal e pós-parto já é garantido por lei (Lei 14.721/2023). Muitas unidades de saúde oferecem esse cuidado gratuitamente, e também existem clínicas-escola e projetos sociais que facilitam o acesso.

 

Procurar um psicólogo nesse período é sinal de fraqueza

 

Mito. É exatamente o contrário. Buscar ajuda emocional na gestação ou no pós-parto é um ato de coragem, responsabilidade e cuidado com a própria saúde e com a do bebê. A mulher não precisa dar conta de tudo sozinha, e não deve se sentir culpada por pedir apoio.

 

Psicologia perinatal é só para a mulher grávida

 

Mito. Não é. A atuação também envolve o companheiro ou companheira, avós, irmãos, cuidadores e qualquer pessoa que faça parte da rotina da mãe e do bebê. Quando a rede de apoio também recebe orientação, escuta e acolhimento, o impacto do cuidado é maior e mais duradouro. A chegada de um bebê transforma a vida de todos, e todo mundo pode se beneficiar desse suporte emocional.

 

Profª-Dra. Rafaela de Almeida Schiavo - psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil. Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.

 

Gripe espanhola e Covid-19: livro baseado em pesquisa histórica e acadêmica traça paralelos entre as pandemias e analisa o papel da imprensa nos períodos

 André Condes, diretor escolar e doutor em Educação, investiga como a imprensa paulista e carioca orientou a população durante a pandemia de 1918; obra é baseada em sua tese de doutorado na PUC-SP 

A pandemia de Covid-19 trouxe à tona questões que pareciam esquecidas, mas que já haviam sido vividas um século antes. É o que revela o livro "Quer um conselho? O que fazer para a espanhola não te pegar – Notícias da pandemia de 1918" (Editora Ponta de Lança, 2025), do educador e pesquisador André Condes. Baseado em sua tese de doutorado pela PUC-SP, a obra analisa como jornais e revistas do Rio de Janeiro e de São Paulo atuaram como instrumentos de educação sanitária durante a gripe espanhola, traçando paralelos com os desafios recentes.

 

"Quer um conselho?" será lançado no dia 2 de agosto, às 18h, na Livraria Ponta de Lança (Rua Aureliano Coutinho, 26), em São Paulo.

 

"Como Lilia Schwarcz sempre reforça: 'é preciso lembrar de não esquecer'", destaca Condes. O livro surgiu de uma pesquisa iniciada em 2019, antes mesmo da Covid-19, mas ganhou novos significados ao ser escrito durante outra crise sanitária. "Ao nos depararmos com o coronavírus, olhamos para o passado e vemos que, 102 anos antes, outra pandemia já havia acontecido. Compreender o que ocorreu nos ajuda a refletir sobre o presente", afirma o autor. A adaptação da tese para linguagem acessível ao grande público levou cinco meses, preservando o rigor acadêmico sem perder a clareza.

 

A obra investiga como a imprensa da época orientou a população diante de uma doença desconhecida, destacando o papel dos periódicos na construção de narrativas sobre prevenção e cuidado. "As pandemias seguem um script parecido, mas cada sociedade reage de acordo com seu contexto", explica Condes. O livro também aborda o impacto nas escolas e universidades das duas cidades, mostrando como a educação foi afetada – e como respondeu – à crise.

 

Para o autor, a principal mensagem do livro é a importância de olhar para a história como ferramenta crítica. "Não se trata de nostalgia, mas de evitar a repetição de erros", diz. 

 

André Condes - diretor escolar no Colégio Pentágono e doutor em Educação pela PUC-SP. Nascido e criado em São Paulo, atua há mais de 15 anos na educação privada, tendo passado por instituições como o Colégio Agostiniano São José e o Claretiano. Sua trajetória acadêmica inclui licenciaturas em Filosofia e Pedagogia, além de especialização em Gestão Escolar. "Quer um conselho?" é seu primeiro livro, fruto de uma pesquisa que une história, imprensa e educação – e que ganhou urgência ao ser escrita entre duas pandemias.


Posts mais acessados