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terça-feira, 8 de julho de 2025

Impacto da ansiedade na saúde física: como reconhecer e controlar os sintomas para preservar o bem-estar

Além dos efeitos emocionais, a ansiedade pode comprometer o sistema imunológico e contribuir para o surgimento de doenças crônicas 

 

A ansiedade é uma resposta natural do organismo a situações de estresse. No entanto, quando se torna frequente ou intensa, pode provocar sintomas físicos que se confundem com outras doenças e afetar seriamente a saúde. Entre os sinais mais comuns estão taquicardia, falta de ar, tensão muscular, sudorese excessiva, tremores, desconfortos gastrointestinais e sensação de aperto no peito. 

De acordo com a professora de medicina da Faseh, mestre em saúde pública e especialista em psiquiatria, Maria Rita Castilho Rassi, estudos apontam que a ansiedade pode contribuir para o desenvolvimento ou piora de quadros como hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade, distúrbios gastrointestinais e até doenças autoimunes. “O estilo de vida sedentário, alimentação desregulada e distúrbios do sono que estão comumente associados à ansiedade também são fatores de risco”, aponta a especialista. 

Para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida, é essencial buscar estratégias de controle, como a psicoterapia, atividade física regular, práticas de respiração e meditação, uma rotina de sono e alimentação saudável e redução do consumo de estimulantes, como álcool e cafeína. 

“Reconhecer os sinais da ansiedade e buscar ajuda especializada é um passo essencial para promover o equilíbrio entre saúde mental e física. Com o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e retomar uma rotina mais leve, produtiva e saudável. A ansiedade tem tratamento, e o cuidado integral faz toda a diferença na qualidade de vida”, explica a médica.
 

Faseh

 

Agosto Dourado: amamentação, Brasil avança, mas ainda não atinge meta da OMS

Campanha 2025 da Semana Mundial da Amamentação destaca a necessidade de sistemas de suporte sustentáveis para mães que amamentam, enquanto país segue abaixo da meta de 50% de aleitamento exclusivo até os seis meses

 

Amamentar salva vidas, protege contra doenças, fortalece o vínculo entre mãe e bebê e reduz os custos em saúde pública. Ainda assim, mais de 50% das mães enfrentam dificuldades para manter a amamentação nos primeiros meses, enfrentando dor, falta de apoio e julgamentos que minam sua confiança. No Brasil, apenas 45,8% dos bebês menores de seis meses são amamentados exclusivamente, segundo o ENANI (Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil) , índice abaixo da meta de 50% estabelecida pela OMS para 2025. 

É neste contexto que chega o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento, trazendo este ano o tema “Priorizemos a Amamentação: criemos sistemas de apoio sustentáveis”, definido pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) na Semana Mundial da Amamentação (1 a 7 de agosto). 

A amamentação, considerada “padrão ouro” em nutrição infantil, reduz riscos de alergias, infecções, obesidade e mortalidade infantil. Para as mães, contribui para a recuperação pós-parto, auxilia na contração uterina, reduz sangramentos e diminui o risco de câncer de mama e ovário. 

“Amamentar é natural, mas não é fácil para todas as mulheres. Fissuras, pega incorreta, percepção de baixa produção, ingurgitamento mamário e cansaço estão entre os principais desafios enfrentados. Precisamos falar sobre isso de forma real e construir redes de apoio que permitam à mãe amamentar sem culpa e sem dor”, afirma a Dra. Juliana Alves, pediatra e neonatologista especializada em Pediatria Integrativa. 

A Dra. Alessandra Paula, Fisioterapeuta especialista em aleitamento humano e idealizadora da Clínica CRIA, destaca que o apoio profissional e familiar faz toda a diferença. “Desde a pega correta e o posicionamento até o suporte emocional, a presença de profissionais capacitados e de uma rede de apoio transforma a experiência de amamentar em algo possível, mesmo em meio aos desafios.” 

A campanha deste ano destaca que a amamentação não é apenas uma responsabilidade da mãe, mas um compromisso coletivo que depende de políticas públicas, licença maternidade adequada, espaços de amamentação em locais públicos e empresas, e profissionais de saúde capacitados. 

O Brasil conta com bancos de leite, linhas de apoio como o Disque Saúde (136) e suporte no SUS, mas a informação e o acolhimento ainda precisam chegar a mais mulheres. 

O leite materno é um alimento vivo, sob medida para cada bebê, garantindo nutrientes e anticorpos essenciais para os primeiros meses de vida, além de reduzir gastos com saúde e contribuir para um desenvolvimento mais saudável.  

Neste Agosto Dourado, as especialistas reforçam: amamentar é um direito da mãe e do bebê, mas para que aconteça de forma leve e saudável, a sociedade precisa se mobilizar para construir sistemas de apoio reais, transformando o aleitamento em prioridade e não em peso.
 

Dra. Alessandra Paula Santos Fisioterapeuta - CREFITO 392075-F - Fisioterapeuta formada pela Universidade de Santo Amaro; Especialista em Amamentação pelo Hospital Albert Einstein; Especialista em aleitamento humano e seus obstáculos pela escola Bianca Balassiano Cursos extras em aleitamento materno nível avançado: Cirurgias mamárias, Hiperlactação, Desmame, Uso de Fitoterápicos, Síndrome de Down, Fissura Palatina. Pelo Instituto Mame Bem. Especialista em Fotobiomulação (laser e led). Terapias combinadas/Eletrotermoterapia (ultrassom e correntes elétricas) para manejo de dor e regeneração celular em pós-operatório. Especialista em Taping pós-parto e recuperação cirúrgica. Criadora do método Descomplicando a Amamentação, com mais de 500 alunos. Fundadora da Clínica Cria, única clínica do país dedicada ao aleitamento humano e cuidados com recém-nascidos. 

DRA . JULIANA ALVES BARRETO RIBEIRO  - CRM 112646 @DRAJUALVES  - Formada na Faculdade de Ciências Médicas de Santos; Residência médica em pediatria e neonatologia pela Faculdade de Medicina da USP/ Título de Especialista em Pediatria ( TEP) pela SBP. Título de Especialista em neonatologia ( TEN) pela SBP; Pós graduação em neonatologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein; Atuou como médica pediatra e neonatologista no Hospital das Clínicas ( HCFMUSP) de 2008-2012; Atuou como pediatra e neonatologista no Hospital São Luiz de 2009-2019; 16 anos de experiência como médica pediatra e neonatologista


"Fui diagnosticada com alergia. E agora?" - especialista indica como garantir bem-estar na rotina após o diagnóstico

Seja respiratória ou cutânea, com cuidados simples e orientações práticas, é possível conviver com alergias sem abrir mão da qualidade de vida

 

Receber um diagnóstico de alergia — seja respiratória, alimentar ou cutânea — costuma ser um choque inicial. Muitas pessoas associam essa descoberta a uma rotina cheia de restrições e desconfortos. No entanto, com conhecimento adequado e medidas simples de controle, é possível viver bem. “O diagnóstico é o primeiro passo, não o fim do caminho. Hoje temos ferramentas eficazes para minimizar os sintomas e preservar a qualidade de vida”, afirma Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede referência no desenvolvimento de produtos hipoalergênicos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 35% da população global já convive com doenças alérgicas respiratórias. A projeção é de que, até 2050, metade da população mundial tenha algum tipo de alergia. Esse panorama reforça a importância de estratégias acessíveis e realistas para manter a saúde e a rotina em equilíbrio.

Abaixo, confira algumas medidas indicadas pela especialista que, independente do diagnóstico, garantem uma rotina livre de sintomas.

 

Utilize cosméticos hipoalergênicos

A pele sensibilizada exige cuidados redobrados - produtos hipoalergênicos formulados com ativos como alantoína, pantenol, elastina, queratina lipossolúvel e vitamina E ajudam a fortalecer a barreira cutânea e reduzir a irritação. “Evitar ingredientes com alto potencial sensibilizante faz toda a diferença para quem tem dermatite ou sensibilidade. É uma mudança que impacta diretamente no conforto diário da pele”, destaca Julinha.

Além da composição cuidadosa, é essencial buscar cosméticos testados dermatologicamente e livres de substâncias comumente relacionadas a quadros alérgicos, como parabenos, formaldeído, tolueno e ftalatos.

 

Tenha um acaricida à mão

Ambientes fechados acumulam ácaros, fungos e bactérias — elementos que agravam sintomas respiratórios como rinite, bronquite e asma. O uso regular de acaricidas com eficácia comprovada ajuda a manter esses micro-organismos sob controle.

Julinha reforça que não basta limpar: é preciso tratar os tecidos e superfícies com produtos específicos, que consigam atingir profundamente as áreas onde os ácaros se instalam. Segundo ela, aplicar soluções seguras em sofás, cortinas, roupas de cama, tapetes e pelúcias cria uma barreira real contra agentes desencadeadores de crises.

 

Substitua produtos de limpeza tradicionais por versões hipoalergênicas

Limpar a casa se torna um desafio quando os produtos utilizados desencadeiam reações alérgicas. Substituir detergentes e multiusos convencionais por versões hipoalergênicas e com pH neutro é uma medida prática que protege as vias respiratórias e a pele.

Em suas orientações, Julinha explica que o uso de ingredientes naturais e a ausência de substâncias agressivas tornam o processo de higienização mais seguro para toda a família, especialmente para quem tem histórico de sensibilidade ou contato frequente com os produtos.

 

Capas de proteção antiácaro para travesseiros e colchões são bem-vindas

Travesseiros e colchões acumulam milhões de ácaros e seus resíduos, mesmo com limpeza regular. O uso contínuo de capas impermeáveis à passagem desses agentes reduz significativamente o contato e, consequentemente, os sintomas respiratórios.

“A barreira física criada pelas capas antiácaro é uma das medidas mais eficazes para quem convive com rinite e asma. O alívio vem logo nas primeiras semanas de uso, principalmente durante o sono”, afirma Lazaretti.

 

Mantenha o acompanhamento médico em dia

O controle da alergia exige constância e orientação profissional. Consultas regulares com alergistas permitem acompanhar a evolução do quadro, revisar condutas e adaptar estratégias conforme as necessidades individuais.

Para Julinha, o acompanhamento não deve ser visto como uma formalidade, mas como parte ativa do processo de bem-estar. “Estar bem-informado sobre o próprio organismo e agir preventivamente são atitudes que mudam a experiência de quem vive com alergias”, resume.

 

Alergoshop
https://alergoshop.com.br/


Brasil registra aumento de 15% nos atendimentos de doenças oculare

 

Maior exposição às telas e envelhecimento da população elevam os casos; especialista do Hospital Japonês Santa Cruz alerta para a prevenção

 

Celebrado em 10 de julho, o Dia da Saúde Ocular reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças que comprometem a visão. O alerta é fundamental, especialmente diante do crescente número de atendimentos oftalmológicos registrados no Brasil. 

Segundo o Ministério da Saúde, os atendimentos relacionados a doenças oculares cresceram 15% entre 2023 e 2024, passando de 10,9 milhões para 12,6 milhões de registros no SUS, considerando os atendimentos ambulatoriais e hospitalares. Já nos três primeiros meses de 2025, o país contabiliza mais de 3,3 milhões de atendimentos, o que representa mais de 26% do total registrado em todo o ano de 2024, um sinal de que os casos continuam em alta e de que o volume pode ultrapassar os números do ano anterior até o fim de 2025. 

“O cuidado com a saúde dos olhos precisa ser constante e começa muito antes de qualquer sintoma aparecer”, afirma a Dra. Tatiana Tanaka, chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Japonês Santa Cruz (HJSC). “Muitas doenças oculares são silenciosas e só são percebidas em estágios mais avançados, quando os danos à visão podem ser irreversíveis”, explica. 

Entre as doenças mais comuns que afetam os brasileiros estão a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo, a catarata, o glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade. Com o envelhecimento da população, aumentam os casos de doenças crônicas, que podem causar perda visual permanente se não forem acompanhadas adequadamente. 

Apesar disso, muitas pessoas só procuram o oftalmologista quando têm dificuldade para enxergar. Dra. Tatiana alerta que o ideal é realizar exames de vista anualmente, mesmo sem apresentar sintomas. “No caso de crianças, idosos e pacientes com doenças como diabetes e hipertensão, essa frequência pode ser ainda maior”, recomenda.
 

Sinais de alerta 

Alguns sintomas devem levar a uma consulta oftalmológica com urgência, como visão turva ou embaçada repentina; dores nos olhos; vermelhidão persistente; flashes de luz; manchas ou pontos escuros na visão; perda súbita da visão e traumas oculares.

“Esses sinais podem indicar desde infecções até condições mais graves, como descolamento de retina ou crises agudas de glaucoma”, afirma a médica.

 

Telas e o impacto na visão das crianças

O uso excessivo de celulares, tablets e computadores tem afetado diretamente a saúde ocular, especialmente entre crianças e adolescentes. O tempo prolongado em frente às telas está relacionado ao aumento da fadiga ocular, ressecamento dos olhos, dores de cabeça e piora da miopia. “Além disso, o uso precoce e excessivo das telas tem reduzido o tempo de exposição à luz natural, fator que protege contra o avanço da miopia infantil”, explica.
 

Doenças sistêmicas e saúde ocular

Doenças como diabetes e hipertensão arterial afetam diretamente os olhos. “Pacientes diabéticos, por exemplo, podem desenvolver retinopatia diabética, que compromete os vasos da retina. Já a hipertensão pode causar alterações vasculares que impactam a visão”, explica. O acompanhamento oftalmológico permite detectar essas alterações precocemente, ajudando no controle das doenças de base e na preservação da visão. 

Além da prevenção, é importante adotar hábitos como:

- Usar óculos de sol com proteção UV;

- Evitar coçar os olhos;

- Lavar as mãos com frequência;

- Dormir bem e manter a hidratação;

- Fazer pausas regulares durante o uso de telas;

- Ter uma alimentação rica em nutrientes como vitamina A, ômega-3 e antioxidantes. 

A especialista também faz um alerta sobre o uso indiscriminado de colírios. “Muitos colírios têm corticoides ou vasoconstritores, que podem causar sérios efeitos adversos se usados sem orientação médica. O ideal é nunca se automedicar”, reforça a oftalmologista.

 

Hospital Japonês Santa Cruz

 

Alergia ou intolerância alimentar: qual a diferença?

Com aumento nos diagnósticos, tema ganha relevância entre médicos e população

 

Apesar de provocarem reações semelhantes, alergia e intolerância alimentar têm causas bem distintas e entender essa diferença é essencial para um tratamento eficaz. Enquanto a alergia alimentar envolve uma resposta do sistema imunológico a determinados alimentos, com maior frequência entre crianças pequenas, a intolerância alimentar está relacionada à dificuldade do organismo em digerir certas substâncias, afetando principalmente adultos.


Para ilustrar essa diferença, a Dra. Yara Mello, médica alergologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, explica: “Quando falamos de alergia ao leite de vaca, por exemplo, estamos diante de uma sensibilidade alérgica específica às proteínas do leite. Já no caso da intolerância, o problema está na deficiência da enzima lactase, responsável por digerir a lactose, o açúcar presente nesse alimento”.

 

Nos últimos anos, tanto os casos de alergia quanto os de intolerância alimentar vêm apresentando crescimento em escala global. Segundo especialistas, esse aumento está relacionado não apenas a mudanças no estilo de vida e nos hábitos alimentares, mas também ao maior acesso a diagnósticos e ao avanço do conhecimento médico sobre o tema.

 

Esse cenário tem levado os médicos a utilizarem o termo “fenômeno epigenético” para explicar como o ambiente e os comportamentos podem influenciar a expressão genética. No caso das alergias e intolerâncias, essas alterações epigenéticas tornam o organismo mais vulnerável a reagir negativamente a certos alimentos, algo que pode se manifestar ao longo da vida ou, até mesmo, ser transmitido para as próximas gerações.


 

Prevalência


De acordo com dados da OMS, de 200 a 250 milhões de pessoas sofrem com alergia a algum tipo de alimento no mundo. A condição alérgica atinge, principalmente, a faixa etária infantil entre 0 e 6 anos, em torno de 5% a 10% dessa população.

 

A intolerância alimentar é mais prevalente e os números apontam que até 20% da população sejam afetados.


Essa tendência mundial se repete no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a alergia é mais comum em crianças, com prevalência de aproximadamente 6% em menores de três anos. Em adultos, a incidência é de 3,5%, sendo que 2,2% se referem à alergia à proteína do leite de vaca


 

Possíveis fatores de aumento de casos


A exposição à poluição e o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e de antibióticos, por exemplo, respondem em parte pelo aumento da incidência de alergias e intolerâncias alimentares nos últimos 20 anos.

 

Nas crianças, especialmente, há outros dois fatores que levam ao aumento de casos: número elevado de partos cesarianas, que pode afetar o sistema imunológico e aumentar o risco de desenvolvimento de doenças alérgicas, e redução do aleitamento materno, já que ele contém anticorpos que ajudam a proteger contra alergias.


 

Sintomas, diagnóstico e tratamento


Os sintomas nos dois casos são muito semelhantes e a procura pelo médico é preponderante para identificar o que afeta o paciente e assim prescrever os medicamentos e as condutas a serem adotadas.


Desconforto gástrico, dor abdominal, vômitos, diarreia são sinais de que algo não vai bem e está na hora de entender o que se passa.

 

Dra. Yara Mello lembra ainda que “a alergia alimentar pode apresentar sintomas mais graves, acometendo outros órgãos, com lesões cutâneas (urticária), respiratório (falta de ar) e até mesmo choque anafilático.

 

O diagnóstico é feito por meio da anamnese (coleta de informações sobre o histórico de saúde do paciente) e exames específicos.

 

Para o tratamento, “o mais importante é realizar diagnóstico preciso para estabelecer a conduta mais adequada”, esclarece a médica. Ela ainda destaca que “no caso da alergia alimentar, identificar o alimento e realizar a sua exclusão é o primeiro passo”, informa Dra. Yara Mello.

 

Mas esse alimento pode ser reintroduzido, em alguns casos, com a realização da técnica da indução de tolerância, tentativa que pode ser bem-sucedida”, esclarece a alergologista do Hospital Edmundo Vasconcelos.


A médica também esclarece que se houver intolerância por falta de alguma enzima o tratamento pode se resumir em sua reposição.

 

Nutrição


O planejamento nutricional para o tratamento das alergias e intolerâncias alimentares deve sempre ser seguido, “uma vez que a exclusão de alimentos pode implicar na não ingesta de nutrientes importantes, revela a alergologista.

 

Férias devem ser respeitadas como estratégia de saúde mental, orienta especialista


Com o início das férias em julho, muitas empresas se preparam para reorganizar rotinas e redistribuir demandas. No entanto, para os profissionais de Recursos Humanos, o desafio vai além do planejamento operacional: garantir que os colaboradores realmente consigam desconectar do trabalho é uma medida essencial – e estratégica – para preservar a saúde mental. 

De acordo com Vicente Beraldi Freitas, médico psiquiatra da Moema Medicina do Trabalho, o momento exige atenção redobrada das empresas. “Conceder as férias é o mínimo, mas garantir que o colaborador possa descansar de verdade, sem interferências do ambiente corporativo, é uma responsabilidade que precisa ser assumida por toda liderança. A saúde mental não é um detalhe – é um pilar para a sustentabilidade dos negócios”, afirma. 

O alerta vem em um momento crítico. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, o maior número dos últimos dez anos – um crescimento de 68% em relação a 2023. Ansiedade, depressão e síndrome de Burnout lideram as causas desses afastamentos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essas doenças geram um prejuízo global de US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade. 

Para Beraldi, esses números refletem um cenário que mistura múltiplos fatores: “Vivemos a sobreposição de gerações no mercado, o impacto emocional da pandemia, a intensificação das metas e pressões nas empresas, além da aceleração digital. Tudo isso cria um ambiente onde o descanso real se tornou uma necessidade médica, não um luxo”, explica. 

O especialista ainda observa que muitas vezes os colaboradores saem de férias, mas continuam conectados ao ambiente de trabalho por meio de e-mails, grupos corporativos ou pequenas tarefas que, somadas, impedem o cérebro de entrar em estado de descanso. “Responder e-mails ou 'dar uma olhadinha' no grupo da empresa pode parecer inofensivo, mas gera microestresses e perpetua o esgotamento. O retorno ao trabalho acaba sendo mais cansativo do que reparador”, pontua.
 

Cultura de respeito às pausas

A Moema Medicina do Trabalho reforça que promover uma cultura organizacional que valorize as pausas é um investimento direto em produtividade, bem-estar e engajamento. Pequenas ações de gestão podem fazer a diferença:

  • Evite qualquer tipo de contato com colaboradores durante as férias, a não ser em casos emergenciais;
  • Oriente os gestores a respeitarem rigorosamente o período de descanso;
  • Desabilite temporariamente e-mails corporativos, se possível;
  • Reforce que férias são um direito legal e uma ferramenta legítima de prevenção a doenças mentais.

Para Tatiana Gonçalves, sócia da Moema, o perfil das doenças ocupacionais mudou. “Há 20 anos, os afastamentos estavam ligados a acidentes físicos ou problemas ortopédicos. Hoje, a maior parte tem origem psiquiátrica. A empresa que ignora esse cenário está negligenciando sua sustentabilidade humana e financeira”, analisa. 

A crise de saúde mental atinge especialmente as mulheres, que representam 64% dos afastamentos registrados em 2024, frequentemente sobrecarregadas por múltiplas jornadas e pressões sociais.
 

Transtornos mais comuns e suas causas

Os transtornos mais prevalentes nas corporações incluem:

  • Burnout: exaustão extrema e sentimentos de ineficácia ligados ao trabalho. É reconhecido oficialmente como doença relacionada ao trabalho pelo Ministério da Saúde.
  • Ansiedade: preocupação constante e irracional, com sintomas físicos como sudorese, falta de ar e insônia.
  • Depressão: tristeza profunda e recorrente que afeta a funcionalidade e o rendimento do indivíduo.

Essas condições são causadas por uma combinação de fatores pessoais, organizacionais e sociais. Pressão por metas, falta de reconhecimento, sobrecarga, isolamento e desalinhamento entre valores pessoais e os da empresa estão entre os principais gatilhos. 

“A saúde mental precisa ser tratada com a mesma seriedade que outras áreas da medicina do trabalho. As empresas que priorizam o cuidado com seus colaboradores não só reduzem o risco de afastamentos como constroem ambientes mais saudáveis e produtivos”, finaliza Vicente Beraldi.

 

Lorde afirma que terapia com MDMA ajudou a superar traumas - O que diz a ciência sobre esse tratamento?

 

A cantora neozelandesa Lorde afirmou, em entrevista para o programa The Late Show with Stephen Colbert, nos EUA, que participou de um tratamento experimental com MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina) que a permitiu superar o medo de se apresentar ao vivo. Segundo a artista, a terapia foi realizada com acompanhamento de profissionais, sem o uso recreativo da substância. 

O uso terapêutico de MDMA só é liberado, até o momento, na Austrália, enquanto em países como EUA e Brasil o tema ainda esteja sendo debatido por seus respectivos órgãos reguladores. No entanto, estudos científicos apontam que o psicodélico, quando utilizado em um protocolo específico, pode trazer grandes avanços no tratamento de doenças como depressão e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). 

“A comunidade científica reconhece os benefícios que o medicamento promove. Estudos de Fase 3 atestam a eficácia significativa no tratamento de pessoas que têm maior resistência a outras terapias – 67-72% dos participantes não preencheram mais os critérios para TEPT após o uso controlado de MDMA. Isso porque o medicamento propõe um novo paradigma: em vez de suprimir o sintoma, busca oferecer ao paciente outra forma de enxergar sua dor”, explica Lucas Cury, médico pós-graduado em Neurologia. 

A substância MDMA é reconhecida pelo seu uso recreativo como princípio ativo em drogas ilícitas, e é fato que, se utilizada de forma inadequada, os efeitos podem ser intensificados, gerando efeitos colaterais adversos. “Por isso, é fundamental o uso de formulações certificadas e seguras, com controle de pureza e dosagem, bem como seguir os protocolos devidos”, explica o médico. 

O tratamento proposto atualmente envolve o uso do MDMA durante sessões de psicoterapia, com o devido acompanhamento de especialistas, para que o paciente consiga falar sobre seus traumas sem ativar os gatilhos de medo e insegurança. Desse modo, a conversa com o psicoterapeuta tem maior fluidez. “O MDMA é administrado de forma oral em doses específicas, com monitoramento físico e emocional durante toda a sessão. Pacientes com histórico de traumas severos, resistentes a tratamentos tradicionais ou com TEPT crônico são os que mais tendem a se beneficiar da terapia assistida por MDMA. Há também ganhos potenciais para indivíduos com dificuldade de socialização, fobia social ou bloqueios emocionais profundos decorrentes de vivências traumáticas”, pontua Lucas Cury.
 

Como atua no cérebro 

O efeito do MDMA é de uma reciclagem da rede neural, quebrando padrões repetitivos de comportamento e percepção que aprisionam o paciente em ciclos de sofrimento. “A substância não é uma pílula mágica, mas uma ferramenta que, aliada à psicoterapia, tem o potencial de oferecer cura real, onde antes havia apenas contenção sintomática”, diz o profissional. 

No cérebro, o medicamento promove uma liberação de serotonina e estimula a liberação de ocitocina, o hormônio que contribui para uma intensa empatia e conexão emocional durante o uso. Além disso, o MDMA diminui a hiperconectividade da amígdala — região cerebral ligada à memória emocional, ao medo e à resposta de alerta — permitindo que o paciente observe experiências traumáticas com mais sobriedade e lucidez. “Como resultado, há uma atenuação da fobia social, fortalecimento das microrrelações interpessoais e maior capacidade de conexão por meio do olhar, o que reduz sentimentos causados por traumas ambientais e sociais pregressos. 

No Brasil, contudo, ainda não há aprovação regulatória definitiva. Apenas a importação excepcional pode ser solicitada via Anvisa em casos individualizados e com justificativa médica. “Espera-se que os avanços científicos comprovados e as aprovações regulatórias em outros países sirvam de impulso para que nosso país também passe a fazer uso terapêutico do MDMA. Isso será um importante passo na promoção de saúde mental e qualidade de vida para milhares de brasileiros que esperam por um tratamento mais eficaz para seus traumas”, finaliza Lucas Cury.

 

Férias de julho: vacinação em dia é essencial para aproveitar melhor e em seguranç

 


Com o início das férias escolares e acadêmicas agora em julho, milhões de brasileiros se preparam para viajar, seja explorando as riquezas do Brasil ou desbravando destinos internacionais. Nesse período de alta mobilização turística, a vacinação não deve ser deixada de lado e se torna um cuidado indispensável para garantir uma viagem segura e sem contratempos. 

Dr. Alberto Chebabo, infectologista dos laboratórios Bronstein e Sérgio Franco, marcas da Dasa, alerta: “Manter o calendário vacinal atualizado é essencial para evitar doenças graves que podem comprometer a experiência da viagem. Além disso, também é uma responsabilidade coletiva para prevenir surtos e proteger as comunidades visitadas.” Já, a Dra. Rosana Richtmann, infectologista do Delboni, reforça: “Viajar é, muitas vezes, expor-se a novos agentes infecciosos que podem não circular no Brasil. Ter a vacinação em dia é tão indispensável quanto organizar a bagagem, o passaporte ou os seguros de viagem.” 


Vacinas: item essencial no planejamento de viagem 

Por mais animadora que seja a programação de férias, o planejamento deve sempre incluir a verificação das vacinas obrigatórias e recomendadas. Em viagens internacionais, países como Tailândia, Índia e Indonésia exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), especialmente para a febre amarela. 

Mesmo em viagens dentro do Brasil, como para o Norte e Centro-Oeste, é importante verificar as vacinas recomendadas, especialmente contra a febre amarela e outras doenças locais. Muitas regiões amplamente visitadas em julho, como destinos de ecoturismo e turismo de aventura, podem expor os viajantes a patógenos específicos. 


Vacinas recomendadas para viajar 

  • Febre Amarela: Necessária para destinos brasileiros como Mato Grosso e diversos países internacionais. 
  • Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola): Indispensável em regiões com surtos, como Europa ou América do Norte. 
  • Hepatite A: Proteção contra alimentos e água contaminados — relevante para locais mais remotos ou menos urbanizados. 
  • Meningocócica: Indicada para quem visitará regiões endêmicas ou áreas de grandes aglomerações, como eventos estudantis e culturais. 
  • Influenza: Essencial, principalmente para quem viajará a locais de clima frio ou em períodos mais propensos a surtos gripais. 
  • Dengue: Recomendada para viagens a áreas tropicais e endêmicas da América Latina e Ásia durante a estação chuvosa. 
  • Pneumocócica: Crucial para proteção de idosos ou pessoas com doenças crônicas contra infecções respiratórias graves. 


Os riscos de ignorar a vacinação 

A ausência de vacinação adequada pode não apenas comprometer a saúde do viajante como também gerar contratempos, como a impossibilidade de entrada em determinados países que exigem vacinas obrigatórias. Ignorar a imunização também pode expor comunidades inteiras ao risco de propagação de doenças como sarampo, poliomielite ou febre amarela, além de aumentar o perigo de hospitalizações durante a viagem. 

Dr. Alberto Chebabo alerta: “Não estar vacinado pode significar passar férias em um hospital local devido a uma doença que poderia ser prevenida. Além disso, você pode comprometer a segurança de sua família e das pessoas ao seu redor.” 


Planejamento antecipado para as férias 

Para garantir uma viagem tranquila e segura durante as férias de julho, siga estas etapas: 

  • Consulte fontes confiáveis: Verifique os requisitos de vacinação no site da Anvisa, do Ministério da Saúde ou com o agente de viagens. 
  • Marque uma consulta médica: Um profissional da saúde pode indicar exatamente quais vacinas são necessárias ou recomendadas para seu destino. 
  • Antecipe-se no calendário vacinal: Algumas vacinas precisam de mais de uma dose ou de um período de carência para serem eficazes. 


Judicialização da saúde: quando buscar o direito a medicamentos e tratamentos negados

Freepik
Especialista explica como funciona o processo legal e quais os caminhos disponíveis para garantir o acesso à saúde 

 

Apesar de garantido pela Constituição Federal como um direito de todos e dever do Estado, o acesso à saúde no Brasil ainda enfrenta barreiras que impactam diretamente a vida dos pacientes. A negativa de medicamentos, exames ou tratamentos — tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pelos planos particulares — tem se tornado um cenário frequente, especialmente em casos mais complexos ou envolvendo doenças graves e medicamentos de alto custo.  

Segundo o professor Marcos Toledo, docente do curso de Direito da Una Catalão, nesses casos, a judicialização da saúde é um recurso legítimo e acessível à população. “A Constituição, no artigo 196, assegura o direito à saúde como um direito fundamental. Quando esse direito é violado, o cidadão pode e deve recorrer ao Poder Judiciário para garanti-lo, principalmente quando está em jogo a dignidade da pessoa e a própria vida”, explica.  

Toledo destaca que é comum ver pacientes enfrentando dificuldades para conseguir tratamentos específicos, como medicamentos oncológicos fora do rol da ANS, terapias para doenças raras ou exames não ofertados pela rede pública. “Por exemplo, imagine um paciente diagnosticado com esclerose múltipla que precisa de um medicamento importado não disponível no SUS. Ou uma criança com autismo que tem o atendimento com terapeuta ocupacional negado pelo plano de saúde. Esses são casos que, com a documentação adequada, podem ser resolvidos na Justiça de forma rápida, por meio de liminar”, afirma.  

Para entrar com uma ação, é necessário reunir alguns documentos: a prescrição médica detalhada com justificativa técnica, exames e laudos que comprovem a necessidade do tratamento, a negativa formal do SUS ou do plano de saúde, e documentos pessoais como RG, CPF e comprovante de endereço. “Esses elementos são fundamentais para que o advogado possa fundamentar o pedido. Quando o caso envolve risco à vida ou urgência no tratamento, é possível solicitar uma liminar, que pode ser concedida em poucos dias”, orienta.  

A judicialização não é uma tentativa de privilégio, mas sim a garantia de um direito já previsto em lei. Para Toledo, é importante desmistificar a ideia de que acionar o Judiciário é algo inacessível ou burocrático. “Buscar a Justiça é uma forma de assegurar que nenhum paciente seja privado do tratamento necessário à sua sobrevivência e bem-estar. Negar isso é negar um direito fundamental. E o ordenamento jurídico brasileiro está preparado para responder a essas demandas”, conclui. 

 

Centro Universitário Una

 

Crianças com diabetes podem comer chocolate?

O chocolate não precisa ser o vilão; veja como aproveitar a data de forma equilibrada, com conhecimento, responsabilidade e acolhimento


Marcado pelo consumo de doces e por ser um dos alimentos preferidos dos pequenos, o chocolate costuma ganhou ainda mais destaque no Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho. Para as quase 100 mil crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 no Brasil, segundo o Atlas da Federação Internacional de Diabetes, a data também levanta dúvidas sobre o consumo de açúcar e os cuidados com a saúde.

A endocrinologista pediátrica Mônica Gabbay, cofundadora e diretora educacional da plataforma de educação médica G7med, responde dúvidas comuns sobre o tema. Segundo ela, o chocolate pode fazer parte da alimentação de crianças com diabetes, desde que com planejamento e orientação de profissionais de saúde.

 

Chocolate está liberado?

Sim, com moderação. “Mesmo crianças com diabetes tipo 1 (DM1) podem comer chocolate, desde que o alimento esteja incluído no plano alimentar e dentro de uma rotina equilibrada”, explica. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para crianças pequenas é que o consumo de açúcar não ultrapasse 10% das calorias diárias, o que equivale, em média, a 25g por dia.

 

E para crianças com pré-diabetes?

Elas também podem consumir chocolate, desde que com acompanhamento nutricional. A médica recomenda dar preferência a chocolates com mais de 70% de cacau, que costumam ter menos açúcar. Além disso, o alto teor de cacau oferece antioxidantes naturais. “O mais importante é evitar picos de glicemia e ensinar uma relação saudável com os alimentos desde cedo”, diz.

 

Chocolate pode causar diabetes?

O chocolate, isoladamente, não é responsável pelo desenvolvimento de diabetes, mas o consumo exagerado de açúcar, aliado ao sedentarismo e ao ganho de peso, pode levar à resistência à insulina, o que aumenta o risco da doença. A obesidade infantil é hoje um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2.

Após o consumo exagerado de doces, alguns sinais podem surgir e devem ser observados pelos pais, como sede intensa, urina em grande volume ou frequência, cansaço fora do habitual, irritabilidade, dor de cabeça ou náuseas. Esses sintomas podem indicar alterações nos níveis de glicemia, mas não significam, por si só, que a criança desenvolveu diabetes. No caso de crianças que já têm diabetes tipo 1, esses sinais podem apontar um quadro de hiperglicemia, sendo necessário monitorar a glicemia e ajustar a dose de insulina conforme orientação médica.

 

Como adaptar a alimentação com chocolate?

Com algumas adaptações simples, é possível incluir o chocolate de forma equilibrada na rotina das crianças. “Criar momentos significativos, com atenção e afeto, ajuda a criança a perceber que a alimentação é mais sobre cuidado do que sobre açúcar”, pondera.

Uma boa ideia é trocar porções grandes por quantidades menores, distribuídas ao longo do tempo, além de preferir chocolates com maior teor de cacau, que costumam ter menos açúcar. Atividades lúdicas, como jogos em família, também ajudam a tirar o foco da comida e reforçam o momento afetivo. Outra dica é convidar as crianças para preparar receitas caseiras com menos açúcar — uma forma divertida e educativa de falar sobre escolhas alimentares.

Versões diet, voltadas a pessoas com diabetes, também são uma opção, mas exigem atenção ao teor de gordura e à quantidade total de carboidratos. Frutas secas cobertas com chocolate amargo ou receitas caseiras feitas com cacau natural, adoçantes seguros e leite vegetal são outras possibilidades. A endocrinologista destaca que o rótulo “diet” não significa, necessariamente, que o produto é mais saudável ou recomendado para consumo frequente, por isso, a orientação de um profissional continua sendo essencial.

 

Dra. Mônica Gabbay - Médica endocrinologista pediátrica; Pós-Doutora em Endocrinologia pela UNIFESP; professora afiliada da UNIFESP; cofundadora e diretora educacional do G7med.


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