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sexta-feira, 4 de julho de 2025

A importância do Treinamento e Desenvolvimento nas empresas

 Em um cenário corporativo cada vez mais dinâmico e competitivo, o investimento em Treinamento e Desenvolvimento (T&D) tornou-se essencial para o crescimento sustentável das organizações. A 19ª edição da Pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil, realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), oferece uma visão abrangente sobre as práticas e tendências atuais no País. 

Em 2024, o investimento médio anual por colaborador em T&D no Brasil atingiu R$ 1.222, representando um aumento de 14% em relação ao ano anterior. Apesar desse crescimento, o valor ainda é significativamente inferior ao dos Estados Unidos, onde o investimento médio é de aproximadamente R$ 6.673 por colaborador. 

Além disso, o número médio de horas anuais de treinamento por colaborador no Brasil foi de 24 horas, superando pela primeira vez os EUA, que registraram 21 horas. A pesquisa indica uma tendência de equilíbrio entre os formatos de treinamento presencial e online. 

Em 2024, 47% das ações de T&D foram realizadas presencialmente, enquanto 45% ocorreram de forma online, seja síncrona ou assíncrona. Essa distribuição reflete a adaptação das empresas às novas demandas e tecnologias disponíveis. 

Apesar dos avanços, a efetividade dos treinamentos ainda é um desafio. A pesquisa revelou que 70% dos treinamentos corporativos no Brasil são considerados ineficientes. Entre os principais fatores estão a falta de alinhamento entre os treinamentos e as necessidades específicas das equipes, a ausência de atividades práticas e a carência de avaliações de aprendizagem. 

Além disso, apenas 9% das empresas avaliam o impacto dos treinamentos nos negócios ou o Retorno sobre o Investimento (ROI), o que dificulta a mensuração dos resultados e a tomada de decisões estratégicas. 

Diante dos desafios identificados nota-se um espaço no mercado para empresas especializadas em treinamentos rápidos e personalizados, que ofereçam soluções ágeis, focando na aplicação prática dos conceitos apresentados. Com abordagens inovadoras, esse tipo de organização contribui para a efetividade dos treinamentos e o alcance dos objetivos estratégicos das empresas. 

O investimento em T&D é fundamental para o desenvolvimento dos profissionais e o sucesso das organizações. A 19ª edição da Pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil destaca avanços significativos, mas também evidencia desafios que precisam ser enfrentados. A adoção de práticas inovadoras é essencial para transformar o T&D em uma ferramenta estratégica de crescimento e competitividade. 

 

Sidney T. Rago - diretor e head da Divisão Estratégias e Performance da EvolutaPro, com 35 anos de experiência profissional, e tendo participado de mais de 300 projetos, em empresas tais como Orion Carbons, Saint-Gobain, Gerdau, Bunge, Tramontina, Rousselot, Schmersal, entre outras.


Vai viajar? Aluguel por temporada nas férias demanda cautela de turistas

Busca por aluguéis de temporada neste período é intensa, mas com as devidas precauções, locatários podem desfrutar de seus destinos com tranquilidade e segurança

  

Com a alta temporada de julho se aproximando, o setor de turismo no Brasil se prepara para um aumento expressivo no fluxo de viajantes. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPA) projeta um crescimento de 10% no turismo nacional em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelas férias escolares e, em algumas regiões, pela COP 30. Este cenário aquece o mercado de aluguéis por temporada, com plataformas como o Airbnb em destaque.

A alta demanda por imóveis de temporada, porém, exige atenção redobrada dos locatários para evitar golpes e garantir uma experiência tranquila. Eliza Novaes, presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário da OAB/MG, oferece orientações para quem busca um refúgio de férias.

"Ao alugar uma casa por temporada, sempre compare as diárias com hotéis da região", recomenda Novaes. "Mantenha toda a negociação pela plataforma de aluguel. Se não puder visitar o imóvel pessoalmente, faça uma busca detalhada por aplicativos de geolocalização e fotos da região. É crucial verificar a localização e o entorno para ter certeza de que o anúncio corresponde à realidade", alerta.

A especialista enfatiza a importância da segurança financeira: "Nunca faça pagamentos em dinheiro ou transferências diretas antes de firmar um contrato formal. Utilize plataformas seguras com sistema de pagamento por escrow, que retêm o valor até que todas as condições sejam cumpridas, garantindo mais segurança para locador e locatário", aconselha.


Como evitar armadilhas e confirmar o imóvel

Para que a viagem não se transforme em um problema, é preciso cuidado com os golpistas, que se aproveitam da grande procura por aluguéis. Eliza Novaes orienta que o ideal é fechar negócio somente com um corretor que apresente o registro profissional válido.

"Muitos criminosos clonam anúncios e dados de imóveis legítimos. Para garantir que o imóvel seja exatamente como nas fotos, a dica é, caso você conheça alguém na região, peça para que essa pessoa visite o local antes de você. Se você estiver em Minas Gerais, em São Paulo, e pretende alugar em Porto Seguro ou Salvador, designe alguém de sua confiança para fazer uma vistoria in loco e constatar exatamente o que consta do anúncio da oferta", explica.

Conheça os direitos e deveres no aluguel por temporada
Apesar da facilidade e conveniência, o aluguel por temporada envolve uma série de direitos e deveres tanto para o locatário quanto para o locador. A especialista Eliza Novaes destaca a importância de estar ciente desses pontos para evitar surpresas desagradáveis.

"O contrato é a sua maior segurança. Ele deve especificar tudo: o período da locação, o valor, as condições de entrega e devolução do imóvel, e o que está incluído no preço, como móveis, utensílios e consumo de água e luz", explica Eliza Novaes. Ela ressalta que "qualquer acordo verbal, por mais bem-intencionado que seja, pode gerar conflitos futuros se não estiver documentado".

Para o locatário, é fundamental respeitar as regras do imóvel e do condomínio, se houver. "O inquilino deve utilizar o imóvel para o fim a que se destina, que é a moradia temporária, e não deve realizar qualquer tipo de alteração na estrutura sem autorização prévia", avalia a especialista.

Ela também enfatiza sobre a responsabilidade pela conservação do imóvel: "É dever do locatário devolver o imóvel nas mesmas condições em que o recebeu, salvo desgastes naturais. Isso inclui a limpeza e a integridade de móveis e eletrodomésticos que foram disponibilizados", informa.

Já o locador, de acordo com a porta-voz, terá a obrigação de entregar o imóvel em condições adequadas de uso e higiene. "O proprietário deve garantir que o imóvel esteja habitável, com todas as instalações funcionando e sem problemas estruturais que possam comprometer a segurança ou o conforto do inquilino", pontua a presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário da OAB/MG. Além disso, Eliza Novaes alerta sobre a importância da clareza nas informações: "É crucial que o locador seja transparente sobre quaisquer defeitos ou características específicas do imóvel antes da locação, para que o locatário não seja surpreendido ao chegar".

Por fim, a especialista reitera que a comunicação é a chave para uma experiência positiva para ambas as partes. "Em caso de qualquer problema, seja uma avaria no imóvel ou uma divergência nas expectativas, o ideal é que locatário e locador busquem resolver a questão de forma amigável e documentada. A prevenção e o diálogo são os melhores aliados para desfrutar de um aluguel por temporada sem preocupações", conclui. 

 

Eliza Novaes - A presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário da OAB/MG, Eliza Novaes tem se destacado pela dedicação ao fortalecimento e à valorização do direito imobiliário em Minas Gerais. Desde outubro de 2021, ela preside a Associação Mineira dos Advogados do Direito Imobiliário (AMADI), onde lidera iniciativas voltadas para a capacitação e o aprimoramento da advocacia imobiliária no estado, promovendo eventos e debates que contribuem diretamente para o desenvolvimento da área. Sua trajetória na OAB/MG inclui também o cargo de vice-presidente da Comissão Estadual de Direito Imobiliário, função que exerceu entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024, período no qual contribuiu para o fortalecimento da representatividade da Comissão e para a melhoria das práticas jurídicas no setor. “Assumir a presidência da Comissão em outubro de 2024 reflete o meu compromisso em continuar avançando na defesa e na promoção do direito imobiliário. Em minha gestão, busco ir além da atualização jurídica, com o objetivo de enfrentar desafios como a regularização fundiária, a melhoria da governança nos condomínios e a construção de uma advocacia mais técnica e ética”. O foco da presidente, que foi novamente nomeada para conduzir a comissão no período de 2025 a 2027, é promover o desenvolvimento contínuo dos advogados da área, criando um ambiente propício à troca de conhecimentos e à constante atualização profissional.


Férias na cidade: opções de passeios, parques e cultura próximos às linhas de metrô e trem

Usando as linhas 4 e 5 de metrô e 8 e 9 de trens é possível acessar parques, museus e eventos culturais para curtir as férias na cidade de forma prática, econômica e sem trânsito


As férias chegaram e quem vai curtir o mês de julho na capital paulista tem uma boa notícia: dá para aproveitar diversos passeios culturais, parques, museus e roteiros gastronômicos acessando tudo por meio do transporte sobre trilhos. As linhas operadas pela ViaQuatro e pela ViaMobilidade conectam diferentes regiões da cidade, facilitando a locomoção de quem quer curtir São Paulo, economizar e evitar trânsito.

Entre as opções estão áreas verdes, como o Parque Villa-Lobos e o Parque do Povo -, roteiros culturais e pontos turísticos, como a Estação Luz e a Avenida Paulista, que são facilmente acessíveis pelas linhas.


Sesc Avenida Paulista – Acesso pela Linha 4-Amarela (Estação Paulista-Pernambucanas). Abriga a exposição “Espelho do Poder”, em cartaz até 3 de agosto, que reflete sobre representações sociais e culturais no Brasil e oferece uma experiência audiovisual, com recursos de acessibilidade como audiodescrição e videolibras. Para mais informações:
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Pinacoteca – Acesso pela Linha 4-Amarela (Estação Luz). Um dos museus mais importantes do país, com exposições de arte brasileira e programação especial nas férias. Saiba mais em:
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Museu da Língua Portuguesa – Acesso pela Linha 4-Amarela (Estação Luz). Em julho, a programação “Estação Férias” ocupa o Pátio B com oficinas, jogos e brincadeiras sobre os diferentes falares do Brasil. Aos sábados, há contação de histórias e apresentações especiais. No dia 25 de julho, às 14h, o museu exibe o filme “DivertidaMente 2” em sessão de cinema ao ar livre, com pipoca e refrigerante gratuitos. Mais informações:
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Cinema Infantil no Sesc – Acesso pela Linha 5-Lilás (Estação Largo Treze). O Sesc Santo Amaro exibe filmes infantis às quartas-feiras de julho, com títulos como “Pequenos Guerreiros”, “A Viagem de Ernesto e Celestine”, “Meu Amigo Robô” e “Princesa Adormecida”. Saiba mais:
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Sala São Paulo – Acesso direto pela Linha 8-Diamante (Estação Júlio Prestes). Oferece concertos da Osesp e visitas guiadas, com agenda gratuita durante as férias. Para mais informações:
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Parque Villa-Lobos – Acesso pela Linha 9-Esmeralda (Estação Villa-Lobos – Jaguaré). Além das áreas verdes, brinquedos e ciclovias, o parque recebe em julho eventos especiais como o Festivalzinho, no dia 26 de julho, com shows infantis e atividades para toda a família, das 9h às 20h.

No mesmo local, a biblioteca do parque promove uma programação diversificada e gratuita ao longo do mês. Em julho, o espaço oferece brincadeiras como a trilha “As Cores Sabem o Caminho”, oficinas criativas como “Retratos da Natureza” (3, 17 e 30/7), “Colagem Divertida” (23/7) e o jogo Tangible (10 e 24/7). Destaques esportivos incluem o mini campeonato “Driblando nas Férias” (11 e 25/7) e o “Vôlei às Cegas” (4 e 18/7), jogado em cadeiras de rodinhas. Para quem gosta de jogos de mesa, a atividade “Tabuleiros na Villa”, no dia 26/7, incentiva a interação entre participantes de todas as idades. Saiba mais sobre: Link
 

Parque do Povo – Acesso pela Linha 9-Esmeralda (Estação Cidade Jardim). Um espaço ao ar livre, com quadras, playground e pista de caminhada, perfeito para os dias de sol.


Centenários

Além das opções culturais fora das estações, os passageiros também encontram experiências artísticas ao longo do trajeto. O Projeto Centenários, presente na 

Linha 4-Amarela, operada pela ViaQuatro, homenageia personalidades da cultura brasileira que completam ou completariam 100 anos, com exposições distribuídas nas estações que contam com recursos de acessibilidade. Na Estação 

Faria Lima, a mostra celebra a artista Tomie Ohtake, com painéis que destacam sua contribuição para a arte abstrata no Brasil. Em Higienópolis-Mackenzie, a exposição imersiva dedicada a Candido Portinari exibe réplicas de obras, projeções e um painel interativo sobre sua produção artística voltada à temática social. Na 

Estação Luz, a escritora Clarice Lispector é lembrada com trechos de livros, painéis biográficos, frases espalhadas pelas escadas e um espaço de leitura. Já na 

Estação Pinheiros, o compositor Heitor Villa-Lobos é celebrado com partituras ampliadas, QR codes com músicas, elementos sensoriais e exposição de instrumentos. As homenagens transformam o trajeto diário em um espaço de valorização da arte e da história brasileira, tornando a Linha 4-Amarela em um museu subterrâneo.


Junho Verde: Arteris ultrapassa 2,7 milhões de mudas plantadas e refloresta área equivalente a 1,6 mil campos de futebol

Programa de compensação ambiental é uma das frentes da atuação sustentável da companhia, que integra a campanha Junho Verde com foco na preservação e recuperação de áreas degradadas relacionadas a biomas ao longo das rodovias

 

A Arteris, uma das maiores companhias de concessões rodoviárias do país, já plantou mais de 2,7 milhões de mudas nativas em áreas de compensação ambiental distribuídas por diferentes regiões do Brasil. O resultado representa a recuperação de 1.600 hectares de vegetação, o equivalente a 1.600 campos de futebol, e consolida o protagonismo da empresa em práticas ambientais estruturadas no setor de infraestrutura viária.

Os dados fazem parte do balanço mais recente das iniciativas da companhia e ganham destaque na campanha Junho Verde, que mobiliza instituições e sociedade sobre a importância da preservação ambiental. Na Arteris, as ações de reflorestamento seguem critérios técnicos rigorosos, com seleção de espécies nativas de cada bioma, manutenção contínua e monitoramento das áreas até atingirem estabilidade ecológica.

“Nosso trabalho é pensado para compensar de maneira inteligente as supressões realizadas para realização dos nossos investimentos, facilitando o crescimento de espécies da flora nativas com ênfase naquelas ameaçadas de extinção. Ao promover o desenvolvimento da vegetação, também favorecemos a fauna, criando condições ideais para que animais encontrem abrigo, alimento e acesso à água. Já registramos nas áreas onde desenvolvemos nossos projetos a presença de espécies ameaçadas como o gato-maracajá, o papagaio-do-peito-roxo, o jacaré-do-papo-amarelo e o mico-leão-dourado”, afirma Daniela Beatriz Bussmann, gerente de Meio Ambiente da Arteris.

Um dos maiores exemplos de impacto positivo é a criação da RPPN Papagaio-do-Peito-Roxo, no Paraná — uma Reserva Particular do Patrimônio Natural criada a partir de um plantio compensatório da Arteris. A área tornou-se um ponto estratégico para o monitoramento e a reprodução da espécie que lhe dá nome, contribuindo diretamente para a preservação da Mata de Araucária.


Projetos que deixam legado

Além da recuperação ambiental, os plantios realizados pela Arteris fortalecem políticas públicas e iniciativas científicas em diferentes estados brasileiros. A companhia investe em projetos que geram conhecimento técnico, beneficiam comunidades do entorno e fomentam boas práticas replicáveis.

“Nosso compromisso vai além do plantio. Trabalhamos para deixar um legado ambiental real, com técnicas que podem ser replicadas, apoio à pesquisa e incentivo à formação de corredores ecológicos. Também atuamos em parceria com instituições locais, como no projeto Conservador das Águas, em Minas Gerais, e na Restauração da Baixada do Maciambu, dentro do Parque Estadual Serra do Tabuleiro, em Santa Catarina, e Associação Mico-Leão-Dourado no Rio de Janeiro”, reforça Daniela Bussmann.

Entre os projetos de destaque desenvolvidos pela Arteris em unidades de conservação e áreas de proteção ambiental estão:

  • Minas Gerais – Conservador das Águas, com restauração de 100 hectares;
  • Paraná – RPPN Papagaio-do-Peito-Roxo, com 100 hectares de Mata de Araucária restaurada;
  • Rio de Janeiro – Restauração de 140 hectares na APA do Rio São João;
  • Santa Catarina – Recuperação de 166 hectares da restinga na Baixada do Maciambu, Parque Estadual Serra do Tabuleiro;
  • São Paulo – Mais de 290 hectares de vegetação nativa restaurados em regiões importantes para a conservação da Mata Atlântica.

A companhia também apoia iniciativas como a Associação Mico-Leão-Dourado e desenvolveu, no contexto do Contorno Viário de Florianópolis, um protocolo inédito de produção de mudas da fitofisionomia Restinga, que poderá servir de referência para futuras ações de reflorestamento.


Proteção do Meio Ambiente como valor

A atuação ambiental da Arteris está integrada à estratégia da Agenda ESG da companhia, que inclui programas de monitoramento da fauna e da flora, controle de emissões, educação ambiental e soluções de mobilidade com menor impacto ao meio ambiente.

“Nosso desafio é provar, na prática, que é possível conciliar grandes obras de infraestrutura com o respeito ao meio ambiente. E os números mostram que estamos no caminho certo”, conclui Daniela Bussmann.

 

Arteris
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Brasil já despeja mais de 1 milhão de piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento em 2025

Todos os dias um total de 5.481 piscinas olímpicas de esgoto são lançadas no meio ambiente sem qualquer tratamento

 

Neste início de julho, o país bateu uma preocupante marca: até o momento, um volume de mais de um milhão de piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento foram despejadas in natura no meio ambiente. O esgotômetro, do Instituto Trata Brasil, indica que 5.481 piscinas olímpicas são lançadas diariamente na natureza. Esse dado tem como base o índice de tratamento de esgoto disponibilizado pelo SINISA, ano-base 2023. O país trata menos da metade (49%) do esgoto gerado. 

O déficit de saneamento, principalmente de coleta e tratamento de esgoto, resulta em mais internações e óbitos por doenças de veiculação hídrica. Um estudo do Instituto Trata Brasil aponta que, em 2024, mais de 344 mil habitantes foram internados por essas enfermidades. Em relação aos óbitos, com o recorte do ano de 2023, foram registrados 11.544 óbitos por doenças associadas à falta de saneamento. 

Essas doenças, que seriam evitáveis com o acesso aos serviços básicos, afastam crianças da escola, prejudicam o desempenho dos trabalhadores e sobrecarrega o SUS, criando um ciclo que afeta diretamente o bem-estar e a qualidade de vida dos habitantes, especialmente das populações mais vulneráveis. 

Estamos a apenas oito anos para atingir o limite do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento para a universalização do saneamento em todas as localidades brasileiras. Essa meta não será alcançada sem maior engajamento dos decisores públicos, com a criação de políticas públicas específicas para o setor e a priorização urgente do tema na agenda nacional.


Inverno aumenta risco de vazamentos e infiltrações causados por água quente; veja como proteger sua casa

Imagem gerada por inteligência artificial para fins ilustrativos
Especialista explica os erros mais comuns em instalações hidráulicas e aponta soluções seguras para obras e reformas

 

Com a chegada do frio, o banho mais quente se torna parte habitual da rotina em muitas residências. O que poucos sabem é que essa mudança submete as instalações hidráulicas a um estresse maior do que o habitual. De acordo com relatório de 2024 da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), há um aumento de até 30% nos sinistros residenciais durante o inverno, impulsionado por eventos climáticos súbitos. 

Em projetos hidráulicos, situações de risco podem ocorrer quando o sistema é exposto a temperaturas e pressões acima do que é tecnicamente especificado. Um exemplo de uso inadequado seria a escolha dos materiais sem considerar critérios estabelecidos em normas, como, por exemplo, a aplicação de tubos de PVC convencional – indicados apenas para água fria – em redes que conduzem água aquecida entre 60 °C e 70 °C. “Nessas condições, o material pode deformar, perder a vedação nas juntas e até se romper, caso não tenha sido especificado corretamente para esse tipo de aplicação”, explica Ricardo Faulin, Gerente de Produtos da Amanco Wavin. 

O problema é especialmente crítico em imóveis mais antigos ou em reformas feitas sem acompanhamento técnico, em que a tubulação de água quente pode ter sido subdimensionada ou executada com material impróprio. “O resultado vai desde uma pequena infiltração, que causa mofo e danos estruturais silenciosos, até um rompimento maior, que pode até alagar o imóvel, gerando grandes prejuízos e a necessidade de obras emergenciais”, diz o especialista.
 

A prevenção começa na obra

Evitar falhas nas instalações hidráulicas durante o inverno passa pela escolha correta dos materiais desde a construção ou reforma. Em vez de soluções genéricas, priorize adotar sistemas específicos para condução de água quente, compatíveis com o tipo de edificação e o uso previsto.

Confira abaixo algumas alternativas aplicadas de acordo com a necessidade de cada projeto:

  • Residências e comércios: uma opção amplamente utilizada é o CPVC (Policloreto de Vinila Clorado), indicado para instalações de água quente. Esse material suporta temperaturas de até 82 °C e oferece boa resistência à pressão. Além disso, é um sistema de fácil instalação e manutenção. A união dos tubos e conexões é feita por junta soldável com adesivo específico para CPVC.
  • Reformas com prazos curtos ou pouca interferência na estrutura:
    O sistema PEX, composto por tubos flexíveis e multicamadas, permite adaptar a instalação hidráulica com agilidade. Como o material é maleável, é possível curvar o tubo, reduzindo o número de conexões. As conexões metálicas são unidas por prensagem com anel deslizante, formando um sistema estanque e durável, com menor risco de vazamentos.
  • Empreendimentos de uso contínuo ou grande porte:
    para obras que exigem mais robustez – como hospitais, hotéis e indústrias –, o PPR (Polipropileno Copolímero Random) é uma solução viável. As tubulações são unidas por termofusão, formando uma peça única que elimina juntas expostas. Essa característica oferece alta resistência a impactos, variações térmicas e corrosão.

Faulin complementa que o conhecimento técnico é fundamental para todos os envolvidos na cadeia da construção. “Nosso papel vai além de oferecer o produto. É orientar o mercado, do instalador ao arquiteto, até o consumidor final, sobre a especificação correta. Um projeto bem dimensionado com o material certo significa segurança, economia de energia e a certeza de que o conforto da água quente não trará uma dor de cabeça futura.” 

Para o consumidor, vale ainda sempre questionar o profissional responsável pela obra sobre qual material está sendo usado na rede de água quente e se ele atende às normas técnicas. Em caso de dúvidas, vale buscar uma segunda opinião ou consultar os manuais técnicos dos fabricantes.
 



Serviço

Para consultar manuais, especificações técnicas e indicações de produtos para sistemas hidráulicos de água fria e quente, acesse o site da Amanco Wavin: Link.

Amanco Wavin (amancowavin.com.br)
Mais informações em Link.


Orbia B&I (Wavin)

Orbia Advance Corporation, S.A.B. de C.V. (BMV: ORBIA*)
Para saber mais, visite orbia.com.


quinta-feira, 3 de julho de 2025

Julho: estoques de sangue em alert



GSH Banco de Sangue de São Paulo faz apelo à população durante o inverno e o período de férias escolares

 

Julho chegou trazendo o frio intenso do inverno e também um novo desafio: a queda preocupante nas doações de sangue. O GSH Banco de Sangue de São Paulo faz um alerta urgente à população para a baixa nos estoques e convoca doadores para reverter esse cenário que pode ameaçar o atendimento a pacientes em tratamento. 

Durante as férias escolares, muitas famílias viajam ou mudam sua rotina, o que naturalmente resulta em menor comparecimento às unidades de coleta. Somado a isso, o inverno é um período em que as doenças respiratórias, como gripes e resfriados, aumentam e acabam temporariamente afastando os doadores. Além disso, o frio acaba levando muitas pessoas a permanecerem em casa, o que contribui ainda mais para a queda nas doações. 

“É um momento crítico. Precisamos urgentemente da colaboração da população. Cada bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, e neste inverno, muitos pacientes dependem desse gesto solidário para continuar seus tratamentos”, afirma Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue de São Paulo. 

A instituição reforça que doar sangue é seguro e rápido, e que a solidariedade não pode entrar em recesso. A recomendação é que pessoas saudáveis façam sua doação antes de viajar ou logo após retornarem, e que ajudem a divulgar a causa entre amigos e familiares. 

Como doar:

  • O GSH Banco de Sangue de São Paulo funciona todos os dias, inclusive domingos e feriados, das 7h às 18h.
  • Endereço: Rua Tomás Carvalhal, 711 – Paraíso, São Paulo.
  • Agendamentos: WhatsApp (11) 99704-6527 ou pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001. 

Compartilhe essa causa. Doe sangue, salve vidas. “Mesmo no frio, precisamos de corações aquecidos pela solidariedade. A doação de sangue é um gesto simples, mas de valor incalculável para quem precisa”, conclui Janaína Ferreira.

 

Requisitos básicos para doação de sangue: 

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Pesar a partir de 50 kg;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas.
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

 

Serviço:

GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Tel.: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.


Acidentes domésticos com crianças crescem 21% nas férias de julho

Freepik
Dados referem-se a atendimentos no SUS, no período de 2023 e 2024;

Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico fala sobre as situações mais frequentes 


 Férias escolares significam mais tempo das crianças em casa e mais atenção dos pais para evitar acidentes domésticos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, em julho de 2023, 5.679 procedimentos ambulatoriais e 4.565 procedimentos hospitalares para acidentes domésticos em crianças de 0 a 9 anos. No mesmo período de 2024, foram registrados 7.746 atendimentos ambulatoriais e 4.658 procedimentos hospitalares, um aumento de 21%. “Os dados de procedimentos ambulatoriais e hospitalares não se referem ao número de pessoas atendidas, mas ao número de registros realizados”, ressalta a pasta. 

Segundo informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), também do Ministério da Saúde, no período de 2023 a 2024, foram registrados 1.548 óbitos de crianças por acidentes domésticos no Brasil. Quedas (82 mortes), e exposição a forças mecânicas inanimadas (53) estão entre os principais registros. 

Para que as crianças aproveitem as férias com segurança, é importante que os pais observem cada ambiente da casa com atenção, pontua o presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO), Dr. Robinson Esteves. 

“As quedas representam a principal causa de fraturas e lesões musculoesqueléticas em crianças durante as férias. Por isso, é essencial que os responsáveis redobrem a atenção com escadas, móveis soltos, camas altas e brinquedos espalhados pelo chão”, fala. 

Segundo o médico, adaptar o ambiente doméstico é uma das medidas mais eficazes para evitar acidentes. “Fixar prateleiras, colocar redes de proteção em janelas e escadas, usar tapetes antiderrapantes e deixar os brinquedos organizados ajudam a reduzir significativamente o risco de quedas e batidas”, destaca. 

A prática de atividades físicas também deve ser supervisionada, mesmo dentro de casa. “Crianças pulando em sofás, camas ou escorregando no chão molhado podem sofrer ferimentos sérios. O uso de equipamentos como bicicletas, patinetes e skates também deve ser feito com uso de proteção adequada e em locais seguros”, salienta. “A supervisão de um adulto e um ambiente preparado são fundamentais para evitar acidentes. Com pequenos cuidados, as férias podem ser aproveitadas do jeito que devem ser: com tranquilidade, alegria e segurança”, conclui.


Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico - SBTO

 

Câncer de mama: como a Inteligência Artificial está revolucionando o diagnóstico e o tratamento da doença

Investimentos em tecnologias aplicadas à saúde podem beneficiar milhares de pacientes 

 

O mercado global de Inteligência Artificial na área da saúde deve alcançar os US$ 102,7 bilhões até 2030, de acordo com a Grand View Research, impulsionado pela demanda por diagnósticos mais rápidos, tratamentos personalizados e maior eficiência nos sistemas de saúde.  

A cada dia os avanços tecnológicos ajudam a transformar o cenário de milhões de pacientes em todo o mundo. No câncer de mama, que afeta mais de 76 mil mulheres por ano no Brasil, e que se mantém como a principal causa de morte por câncer entre a população femininai, contar com novas ferramentas é fundamental. 

Com até 95% de chance de cura quando diagnosticado precocementeii, o câncer de mama destaca a importância de unir conscientização e inovação para combater a doença. E hoje, a tecnologia — especialmente a Inteligência Artificial (IA) — desponta como uma aliada essencial na prevenção, diagnóstico e tratamento, oferecendo soluções que vão desde a análise avançada de exames até a personalização terapêutica. 

Soluções baseadas em IA estão otimizando processos médicos, acelerando diagnósticos e ajudando a prever respostas a medicamentosiiiiv. No caso do câncer de mama, essas ferramentas já são capazes de identificar tumores em estágios subclínicos por meio da análise de imagens, cruzar dados genéticos e clínicos para estimar o comportamento da doença e apoiar decisões médicas com maior precisão3. 

“Atualmente, falamos em oncologia de precisão, que considera o perfil molecular do tumor, o histórico clínico da paciente e outras variáveis para indicar o tratamento mais eficaz e individualizado. Com o uso da IA, vemos esse avanço se expandir exponencialmente”, afirma Luiz André Magno, diretor médico da Lilly. 

Além disso, a tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na pesquisa científica, acelerando o desenvolvimento de novos medicamentos ao identificar biomarcadores, entender vias moleculares e otimizar ensaios clínicos4. Ferramentas de monitoramento remoto também estão permitindo que equipes médicas acompanhem pacientes em tempo real, alertando sobre alterações clínicas que podem exigir intervenção rápidav,vi. 

“Na Lilly, investimos mais de 27% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Sabemos da importância de usar a tecnologia de ponta para que a ciência se converta em saúde”, conta Luiz. 

A combinação entre tecnologia, conhecimento científico e sensibilidade humana abre caminhos promissores para transformar o cuidado oncológico. Com avanços como os proporcionados pela IA e novas moléculas, o futuro do tratamento do câncer de mama oferece mais esperança, qualidade de vida e possibilidades reais de superação para as pacientes.

 


Eli Lilly do Brasil

 

Referências: 

[1] Estatísticas de Câncer. Ministério da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em 28 de abril de 2025.

[1] Câncer de mama. FEMAMA. Disponível em: Link. Acesso em 28 de abril de 2025.

[1]Pinker K, Chin J, Melsaether AN, Morris EA, Moy L. Precision Medicine and Radiogenomics in Breast Cancer: New Approaches toward Diagnosis and Treatment. Radiology, Vol. 287, No. 3, May 2018. doi.org/10.1148/radiol.2018172171

[1] Singh R, Sledzieski S, Bryson B, Cowen L, Berger B. Contrastive learning in protein language space predicts interactions between drugs and protein targets. Proc Natl Acad Sci U S A. 2023 Jun 13;120(24):e2220778120. doi: 10.1073/pnas.2220778120. Epub 2023 Jun 8. PMID: 37289807; PMCID: PMC10268324.

[1] Shaik T, Tao X, Higgins N, Li L, Gururajan R, Zhou X, Acharya UR. Remote patient monitoring using artificial intelligence: Current state, applications, and challenges. WIREs, Vol. 13, Issue 2, March/April 2023. doi.org/10.1002/widm.1485

[1] Patel PM, Green M, Tram J, Wang E, Murphy MZ, Abd-Elsayed A, Chakravarthy K. Beyond the Pain Management Clinic: The Role of AI-Integrated Remote Patient Monitoring in Chronic Disease Management - A Narrative Review. J Pain Res. 2024 Dec 11;17:4223-4237. doi: 10.2147/JPR.S494238. PMID: 39679431; PMCID: PMC11646407.


Internações por hepatite tem custo elevado e revelam desafios no cuidado hospitalar

Freepik/I.A
 Campanha Julho Amarelo alerta sobre prevenção, diagnóstico e tratamento; levantamento da Planisa aponta impacto financeiro e assistencial da doença em hospitais brasileiros

 

Neste mês, a campanha Julho Amarelo reforça a importância das ações de prevenção e controle das hepatites virais. A condição faz parte da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), para eliminação de doenças como problema de saúde pública, que tem peso, ainda, no aspecto econômico. 

Levantamento realizado pela Planisa, consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares, identificou que o custo mediano por internação da doença, em 2024, foi de R$ 3.310. Esse valor refere-se exclusivamente à fase hospitalar da internação, não contemplando os custos relacionados ao atendimento ambulatorial ou de emergência, o que indica que o custo total do tratamento é ainda mais elevado. 

A análise considerou 103 internações registradas em 30 hospitais públicos e privados localizados nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Piauí e Maranhão. 

Estudos apontam que o tratamento em estágios avançados da doença pode representar um custo até cinco vezes maior que nos estágios iniciais, reforçando a importância do rastreamento precoce e da gestão eficiente dos recursos. 

As hepatites virais, sobretudo os tipos B e C, são um desafio para a saúde pública. Silenciosas na fase inicial, muitas vezes só são diagnosticadas em estágios avançados, quando já provocaram complicações como cirrose ou câncer hepático. Esse atraso no diagnóstico amplia os custos do tratamento e reduz as chances de recuperação plena do paciente. 

Segundo Marcelo Carnielo, diretor de Serviços da Planisa e especialista em custos hospitalares, os dados reforçam a urgência de investimentos em prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce. Para isso, é fundamental a adoção de uma estratégia integrada de saúde pública, capaz de antecipar o cuidado e evitar a evolução para casos graves e de alto custo. 

Os dados evidenciam o alto custo de tratar uma condição que, em grande parte, poderia ser evitada. A hepatite não precisa evoluir até o ponto de internação. No entanto, ainda é comum que a doença só receba atenção quando já se encontra em estágio avançado, o que compromete o prognóstico e eleva significativamente os custos assistenciais”, fala. 

O impacto das hepatites vai além do custo direto na saúde pública. A doença afeta majoritariamente pessoas em idade produtiva, gerando afastamentos do trabalho, aposentadorias precoces e, em casos extremos, a necessidade de transplante hepático. 

“Tratar um paciente com hepatite viral em estágio avançado representa um custo muito maior do que investir em ações preventivas e testagens em larga escala. Investir em prevenção não é apenas uma decisão de saúde, mas de gestão eficiente e responsabilidade pública”, conclui.

 

Planisa


Relatório inédito mostra que descentralização da saúde reduz hospitalizações, melhora desfechos e desafoga sistemas

Levantamento que considera dados do Reino Unido, Singapura, Holanda e Bélgica será apresentado em Brasília no dia 1º de julho


Uma mudança de paradigma na gestão da saúde ganha força em diversos países e chega ao Brasil: a descentralização da assistência médica. Um relatório inédito, realizado pela consultoria Frontier View com o apoio da Roche Farma, avaliou os resultados dessa forma de gestão do cuidado no Reino Unido, Singapura, Holanda e Bélgica. O material será apresentado em 1º de julho durante um evento em Brasília e mostra indicadores concretos de impacto assistencial, econômico e de acesso nestes países. 

De acordo com o levantamento, os benefícios desse modelo são evidentes. O Reino Unido teve redução de 12% nas admissões hospitalares em 2022 em comparação com 2019 — o que representa 800 mil internações a menos —, além de queda de 21% em admissões eletivas e de 9% nas emergenciais. Em Singapura, o programa MIC@Home, que leva o cuidado hospitalar para a casa dos pacientes, poupou 7 mil dias de leito até meados de 2023 e aumentou em 40% as teleconsultas. Já na Holanda, a iniciativa Better@Home gerou uma economia anual de 2 milhões de euros e aumentou o acesso ao cuidado remoto em 20%. Na Bélgica, um projeto-piloto para pacientes com insuficiência cardíaca reduziu as readmissões em 15% e diminuiu o tempo médio de deslocamento em regiões rurais de 45 minutos para 15 minutos. 

O conceito de descentralização consiste em organizar os serviços de saúde para que os atendimentos ocorram no ambiente de menor complexidade possível, de acordo com a condição clínica, deslocando parte do cuidado para unidades básicas de saúde, ambulatórios ou até a casa do paciente. É uma proposta que visa aliviar a pressão sobre os hospitais, melhorar o acesso e promover uma experiência mais humana e personalizada no tratamento. 

O documento apresenta quatro pilares fundamentais para viabilizar modelos de cuidados descentralizados. São eles a políticas públicas e regulação, conectando diferentes níveis de atenção e setores; tecnologia e dados, essenciais para viabilizar o atendimento fora dos hospitais; infraestrutura, que visa estimular prevenção, cuidado domiciliar e remuneração baseada em valor e desfechos, e capacitação de profissionais e engajamento da comunidade, para fortalecer a rede de apoio ao paciente.

 

Oportunidade para o Brasil 

A descentralização do cuidado é especialmente relevante para o Brasil, país de dimensões continentais, marcado por desigualdades regionais e crescente pressão sobre os estabelecimentos de saúde e seus financiadores. “O debate sobre descentralização é indispensável para redesenhar o acesso à saúde no Brasil, aproveitando os avanços em tecnologia e conectividade. Os resultados internacionais mostram que é possível reduzir internações, melhorar a experiência dos pacientes e otimizar recursos públicos e privados”, afirma Cintia Scala, líder de estratégia de dados em saúde da Roche. 

O estudo destaca que o Brasil pode adaptar os aprendizados dessas experiências para construir um modelo integrado e sustentável, considerando suas especificidades. O país já conta experiências importantes, como a Estratégia Saúde da Família, que atua a partir de equipes multiprofissionais em territórios definidos, integrando médicos, enfermeiros e agentes comunitários que conhecem de perto as demandas das comunidades e trabalham de forma preventiva e contínua. Outro exemplo relevante é a utilização histórica de escolas, centros comunitários e outros espaços públicos como pontos de vacinação, o que amplia o acesso e facilita a adesão da população às campanhas. 

“Precisamos transformar essas experiências em políticas permanentes e estruturadas, pois são fundamentais para garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Ao organizar o cuidado próximo da população e otimizar recursos de forma regionalizada, essas estratégias reduzem pressões desnecessárias sobre hospitais, reduzem internações e promovem o uso mais racional e eficiente dos recursos públicos”, avalia José Gomes Temporão, ex-Ministro da Saúde e pesquisador da Fiocruz.

 

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