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segunda-feira, 2 de junho de 2025

5 inovações tecnológicas que estão mudando os tratamentos de fertilidade no Brasil

Biometria facial, inteligência artificial e biópsia em embriões, entre outros métodos impulsionam o crescimento da medicina reprodutiva no País, com tratamentos mais eficazes e personalizados 

 

De acordo com dados da pesquisa feita pela Redirection International e divulgada pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a taxa de crescimento anual do setor de medicina reprodutiva do Brasil está prevista para chegar em 23%, entre 2023 e 2026. Esse aumento se deve, especialmente, às novas tecnologias que têm beneficiado significativamente a medicina reprodutiva no País.

Os diversos métodos tecnológicos estão proporcionando tratamentos mais personalizados e aumentando as taxas de sucesso para aqueles que têm o sonho de se tornarem pais. Uma destas tecnologias é a Fenomatch - Plataforma digital de biometria facial que ajuda a determinar semelhanças entre doadora de óvulos e paciente em tratamento de fertilidade.

Como funciona na prática?

Utilizada de forma pioneira pelo Grupo Huntington, um dos principais em Reprodução Assistida do Brasil, a plataforma é baseada em Inteligência Artificial e por meio de filtros biométricos e fenotípicos colabora com a correspondência mais precisa entre doadoras de óvulos e pacientes receptoras. 

“O filtro biométrico ajuda a encontrar uma doadora com a maior semelhança facial possível à paciente. Já o filtro fenotípico permite selecionar uma doadora com características físicas semelhantes às da paciente, como etnia, cor dos cabelos e olhos, e tipo físico. A ferramenta tem aprimorado este processo em diversos níveis”, conta a Dra. Thais Domingues, especialista em Reprodução Assistida do Grupo Huntington.

Para a realização do “matching”, é utilizada uma fotografia do rosto da paciente e o algoritmo faz a varredura de mais de 12 mil pontos da face para encontrar uma doadora com a maior semelhança biométrica. Esse resultado é dado em porcentagem. Com esta tecnologia, há mais confiança por parte dos pacientes de que a doadora realmente tem semelhanças com a receptora de óvulos, fazendo com que a escolha de um perfil se torne mais “confortável”. 

“Antes do uso desta tecnologia, a comparação era apenas subjetiva, usando fotos de adultas de ambas – doadora e receptora – para selecionar o perfil mais compatível. No Grupo Huntington ainda mantemos esta etapa de pré-seleção complementar à IA”, explica a médica.

Mas não é apenas esta solução que vem revolucionando a medicina reprodutiva. Conheça outras 3 tecnologias usadas atualmente para tratamentos de fertilidade: 

 

  • MAIA: plataforma desenvolvida no Brasil com dados de pacientes brasileiros, usada para cruzar milhares de informações clínicas e laboratoriais para oferecer prognósticos precisos e ajudar médicos a escolher o tratamento ideal para cada paciente. 
  • Seleção de gametas: ferramentas de IA que analisam imagens microscópicas para identificar óvulos e espermatozoides com maior potencial, tornando o diagnóstico mais rápido e assertivo.
  • Embryoscope: não necessariamente uma IA, mas uma inovação altamente tecnológica nos laboratórios de reprodução, cujo sistema de monitoramento contínuo dos embriões emprega time-lapse para acompanhar o desenvolvimento em tempo real e selecionar os embriões mais viáveis para implantação uterina.
  • Biópsia Embrionária ou Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD): procedimento tecnológico que analisa os cromossomos dos embriões para identificar aqueles mais saudáveis, com maior potencial de desenvolvimento e melhor chance de implantação no útero, aumentando assim as chances de gravidez bem-sucedida em tratamentos de fertilização in vitro (FIV).

  

Huntington Medicina Reprodutiva


Prevenção, cuidado integrado e conforto até o fim da vida — WeVets desenvolve abordagem completa para o tratamento do câncer em pets

Inspirada em práticas da medicina humana e em protocolos da Oncoclínicas, a abordagem da rede reúne suporte nutricional, terapias complementares, cirurgias de alta precisão e acolhimento integral ao tutor para garantir conforto, reduzir o tempo de internação e ampliar a taxa de sucesso no tratamento oncológico de cães e gatos 

 

A oncologia veterinária ainda enfrenta desafios importantes no Brasil. Dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, 2022) indicam que entre 30% e 50% dos cães e de 20% a 30% dos gatos desenvolvem neoplasias ao longo da vida — com risco significativamente aumentado após os 10 anos de idade. Ainda assim, o cenário é marcado por falhas no diagnóstico precoce, ausência de protocolos clínicos padronizados e escassez de equipes especializadas para o manejo multidisciplinar da doença. Sem rotinas preventivas, triagens estruturadas, cirurgias minimamente invasivas ou conforto adequado nas fases avançadas, muitos pets recebem o diagnóstico tardiamente, quando as chances de cura já são menores e o sofrimento, maior. Para os tutores, isso se traduz em uma trajetória emocionalmente desorganizada, marcada por decisões difíceis e pouca orientação. 

A WeVets, uma das maiores redes de hospitais veterinários de alta complexidade do país, desenvolveu uma abordagem estruturada para o tratamento do câncer em cães e gatos, inspirada na medicina humana e em referências como a Oncoclínicas. O protocolo abrange desde o check-up oncológico preventivo — com exames de imagem, análises laboratoriais e orientações específicas para raças de risco — até o controle da dor e o cuidado em fases terminais. A estrutura contempla cirurgias de alta complexidade com técnicas minimamente invasivas, suporte nutricional, fisioterapia, acompanhamento psicológico aos tutores e a atuação de especialistas de diferentes áreas ao longo de todo o processo. Além de ampliar a taxa de resposta terapêutica, a abordagem reduz o tempo de internação e melhora a experiência do tutor em cada etapa do cuidado. 

“Nosso objetivo é oferecer aos pets oncológicos uma linha de cuidado tão completa quanto aquela que já se espera na medicina humana”, afirma Dra. Bianca Montalto, responsável pela oncologia da WeVets. “Cada caso é conduzido por uma equipe multidisciplinar que atua em conjunto — oncologistas, cirurgiões, anestesistas, nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de cuidado paliativo — para garantir o melhor desfecho possível. Mais do que tratar o tumor, buscamos preservar a qualidade de vida do paciente e dar suporte integral ao tutor em todas as etapas.”
 

Mais do que tratar, é preciso prevenir 

A medicina veterinária ainda caminha para incorporar uma lógica verdadeiramente preventiva no cuidado oncológico. Muitos tutores só identificam alterações nos pets quando os sinais clínicos já são avançados, o que reduz consideravelmente as chances de tratamento curativo. Para mudar esse cenário, o protocolo da WeVets inclui um check-up oncológico periódico com exames de imagem, análises laboratoriais e mapeamento de fatores genéticos ou raciais que possam indicar maior predisposição a determinados tipos de câncer. Raças como Boxer, Golden Retriever, Labrador e Pastor Alemão, por exemplo, possuem maior incidência de neoplasias como linfoma, hemangiossarcoma e mastocitoma, exigindo triagens antecipadas. O foco é detectar alterações em fases silenciosas da doença, quando a intervenção clínica pode ser menos invasiva e mais eficaz. 

Além do diagnóstico precoce, a rede também adota uma abordagem integrativa que considera o impacto do câncer sobre o organismo de forma ampla. Isso inclui protocolos de suporte nutricional individualizado, controle contínuo da dor, terapias complementares como fisioterapia e acompanhamento comportamental, especialmente em casos crônicos. A equipe multidisciplinar trabalha para preservar a qualidade de vida e funcionalidade do animal durante todo o processo, reduzindo internações prolongadas e promovendo bem-estar físico e emocional. O olhar ampliado sobre o paciente — e não apenas sobre o tumor — é o que sustenta os avanços clínicos da WeVets frente ao modelo convencional de tratamento oncológico.
 

Cuidado paliativo e despedida: acolhimento em todas as fases 

A trajetória do paciente oncológico na WeVets não termina no fim do tratamento curativo. Nos casos em que o câncer já não responde a intervenções ou quando o tutor opta por não prosseguir com procedimentos invasivos, entra em ação o protocolo de cuidados paliativos da rede. Esse processo inclui o manejo contínuo da dor, acompanhamento clínico próximo e suporte emocional ao tutor — que muitas vezes desconhece a existência desse tipo de especialidade na medicina veterinária. 

Para os casos em que a eutanásia se torna a decisão mais digna, a WeVets desenvolveu uma estrutura de acolhimento que inclui uma sala exclusiva de despedida e um kit simbólico com a patinha do pet, uma mecha de pelo e uma carta personalizada. A equipe médica recebe treinamentos específicos para conduzir esse momento com empatia, técnica e respeito, garantindo conforto ao animal e amparo emocional à família. A experiência é pensada para ressignificar o luto e oferecer um encerramento humanizado da trajetória do pet.
 

Rede consolida novo padrão para o tratamento do câncer em pets 

Ao unir estrutura de hospital quaternário, protocolos clínicos inspirados na medicina humana e uma cultura de formação médica contínua, a WeVets consolida um novo padrão para o tratamento do câncer em cães e gatos no Brasil. A proposta integra rastreamento precoce, abordagem multidisciplinar, cirurgia de alta precisão, conforto nos estágios avançados e apoio emocional ao tutor — tudo sob o mesmo ecossistema de atendimento. 
O crescimento da oncologia na WeVets acompanha a consolidação da rede como referência em medicina veterinária de alta complexidade. Desde a implementação do protocolo exclusivo, já foram realizados mais de 6 mil atendimentos oncológicos, com aumento de 180% em comparação ao ano anterior. Apenas nos últimos 12 meses, foram mais de 3 mil casos, com crescimento médio de 15% ao mês. A estrutura da rede também viabilizou a realização de mil procedimentos oncológicos, entre cirurgias e quimioterapias. 

“Acreditamos que excelência clínica e acesso não precisam estar em polos opostos”, afirma Rodrigo Gatti, CEO da WeVets. “Nosso compromisso é formar uma rede que entrega o que há de mais avançado na medicina veterinária, com consistência, estrutura e visão de futuro — sempre olhando para o pet, para o tutor e para a valorização dos profissionais da área.” 

Mais do que ampliar taxas de resposta terapêutica ou reduzir tempo de internação, o objetivo é oferecer previsibilidade, acolhimento e resolutividade em todas as fases do cuidado. A estratégia também projeta a WeVets como uma referência na consolidação da medicina veterinária de alta complexidade em escala, democratizando o acesso a tratamentos avançados e contribuindo para transformar o cenário da oncologia veterinária no país.

  

WeVets
www.wevets.com.br

 

Depressão pós-parto em homens: veja os sinais e quando procurar ajuda

Depressão pós-parto também pode afetar homens nos primeiros meses após o nascimento do bebê. Psicóloga explica os sintomas mais comuns e como buscar ajuda

 

A depressão pós-parto não atinge apenas mulheres. Embora ainda pouco discutida, a condição também pode afetar homens nos primeiros meses após o nascimento de um filho. Irritabilidade, desânimo, afastamento da parceira e dificuldade de criar vínculo com o bebê estão entre os sinais mais comuns.

Segundo a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, fatores como a pressão para ser o “forte da relação”, o medo de falhar como pai e o acúmulo de responsabilidades emocionais podem desencadear um quadro depressivo. “Homens também sofrem no puerpério. A diferença é que eles costumam silenciar a dor, por medo de julgamento”, alerta.

Ela alerta que a depressão pós-parto masculina atinge cerca de 10% dos homens, e a prevalência aumenta quando a parceira também apresenta sintomas. “Estudos apontam que metade dos homens cujas parceiras apresentam depressão pós-parto também desenvolverão o quadro”, explica

A seguir, veja os principais sinais da depressão pós-parto em homens e o que pode ser feito.


Por que isso acontece?

Assim como nas mães, a depressão pós-parto em homens pode surgir logo após o nascimento do bebê. Entre os fatores de risco estão o cansaço extremo, as mudanças na rotina, a pressão financeira, a insegurança sobre o papel paterno e a ausência de rede de apoio.

Rafaela destaca que o histórico de transtornos mentais também pesa. “Homens que já tiveram depressão, ansiedade ou vivenciaram com suas parceiras perdas gestacionais anteriores estão mais vulneráveis”. O sofrimento, segundo ela, muitas vezes aparece de forma mascarada, como irritabilidade, aumento do consumo de álcool, distanciamento familiar ou negação da dor.

 

Como identificar os sinais?

Embora cada caso tenha suas particularidades, a psicóloga aponta alguns comportamentos que merecem atenção:

  • Tristeza persistente ou choro frequente
  • Irritabilidade e explosões de raiva
  • Falta de interesse pela rotina familiar ou pelo bebê
  • Insônia ou sono excessivo
  • Sentimento de fracasso ou incapacidade
  • Afastamento da parceira e de vínculos sociais


O que pode ser feito?

O primeiro passo é quebrar o silêncio. Falar sobre o que está sentindo e buscar ajuda profissional são atitudes fundamentais para o cuidado com a saúde mental. O apoio da parceira, familiares e amigos também é importante. 

A psicóloga perinatal aponta que a psicoterapia é indicada nesses casos, e o acolhimento deve acontecer sem julgamentos. “Ainda há uma visão de que o pai é o coadjuvante da criação. Quando reconhecemos o pai como parte ativa no cuidado, também abrimos espaço para que ele se sinta autorizado a pedir ajuda”


É possível prevenir?

A participação ativa do homem desde a gestação, nas consultas, conversas sobre o puerpério e momentos de escuta, pode fazer diferença. Ter clareza de que a chegada de um filho transforma a vida de ambos contribui para diminuir os riscos emocionais.

De acordo com Rafaela, fortalecer a rede de apoio, ampliar espaços de escuta e enxergar a saúde mental paterna como parte do cuidado familiar são medidas fundamentais para construir uma paternidade mais saudável, para o pai, o bebê e toda a família.


Iluminação especial no Congresso chama a atenção para a infertilidade

 

A infertilidade afeta 15% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde

 

O Congresso Nacional será iluminado de laranja hoje (2/6) e amanhã como parte das ações de conscientização sobre a infertilidade, definida como a ausência de gestação após um ano de tentativas, com relações sexuais regulares. 

A campanha objetiva dar visibilidade a questões sobre fertilidade humana, direitos reprodutivos, acesso aos tratamentos de reprodução assistida e a importância do acolhimento e da informação qualificada aos casais, que devem procurar ajuda especializada aos primeiros sinais do problema. 

O mês de junho é mundialmente dedicado a campanhas sobre o tema. A infertilidade afeta 15% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que significa que uma a cada seis pessoas em idade reprodutiva no mundo sofre com o problema. 

Como a fertilidade natural é altamente sensível ao avanço da idade, postergar a maternidade – por motivos profissionais, familiares ou econômicos – favorece o surgimento de patologias dos aparelhos reprodutores masculino e feminino.


Causas 

Entre os homens, as causas mais comuns são obstrução de dutos, patologias na próstata, obesidade e alterações nos testículos, na ejaculação, na ereção ou no esperma. Entre as mulheres, menopausa precoce, endometriose, obstruções ou lesões das trompas de Falópio, anomalias uterinas e cervicais ou problemas ovulatórios. Tratamentos com quimioterapia e radioterapia também podem afetar as células germinativas, que geram óvulos e espermatozoides.


Tratamento 

Muitas vezes a infertilidade tem cura, e a medicina reprodutiva vem conquistando avanços, como fertilização in vitro, inseminação artificial e criopreservação de sêmen e óvulos, entre outros métodos reprodutivos. 


Dr. Paulo Antonioli alerta para mitos e verdades das lentes de contato e chama atenção para desinformação

Referência em reabilitação oral e lentes de contato dental, o dentista tem como propósito transformar vidas

 

O Dr. Paulo Antonioli é referência em reabilitação oral e especialista em lentes de contato dental. O aumento da procura por lentes, acende um alerta para os mitos e verdades do procedimento e o Dr. Paulo não falha em sanar todas as dúvidas. Através de seu perfil no Instagram e blog profissional, o dentista compartilha informações verídicas sobre o implante de lentes e chama atenção para a desinformação propagada por imagens sensacionalistas e fora de contexto na internet.  

O Dr. Paulo Antonioli construiu sua carreira com um propósito de transformar vidas por meio do sorriso. E a partir desse objetivo, o profissional busca incansável por excelência, para que seus pacientes saiam satisfeitos e com resultados naturais. Seu talento e sua sensibilidade já conquistaram dezenas de famosos, como MC Livinho, Chitãozinho, Tati Zaqui, Deolane Bezerra, MC Mirella entre muitos outros. Mas sua experiência vai muito além das celebridades. O dentista queridinho dos famosos também usa suas habilidades para devolver alegria e dignidade aos sorrisos de pessoas comuns.

“Não é sobre dentes. É sobre a vida das pessoas que passam pela nossa cadeira”, resume Dr. Paulo, que acredita que a verdadeira transformação acontece na jornada do paciente – e não apenas no resultado estético. Seu jeito único de cuidar une domínio técnico, empatia e entrega. “A gente não pode se apegar ao resultado, mas sim à experiência que entregamos. Quando o encantamento é real, o sucesso é inevitável.”


Psiquiatrização da saúde: qual o futuro possível?

Nos últimos anos, a saúde mental tem ganhado atenção na sociedade brasileira, rompendo o estigma e abrindo espaço para o diálogo e a busca por bem-estar emocional. Contudo, em meio a esse avanço, emerge uma preocupação: a psiquiatrização da saúde, fenômeno que parece moldar cada vez mais a forma como o sofrimento psíquico é compreendido e tratado no país.

De acordo com um estudo feito pela Sandbox, o consumo de medicamentos com foco na saúde mental aumentaram entre os anos de 2022 e 2024. Os dados mostram um aumento de 18,6% no uso de antidepressivos e ansiolíticos.

A sociedade moderna revela uma propensão preocupante à psiquiatrização, motivada pela busca por soluções rápidas e indolores, inclusive para ansiedades razoáveis, tristezas passageiras e estados depressivos naturais da existência. Essa tendência é cada vez mais  influenciada tanto pela lógica da instantaneidade das redes, quanto pela hiperestimulação digital que diminui a tolerância à frustração.

Somado a isso, as pressões do ritmo de vida competitivo, acelerado e desumanizador pode conduzir à medicalização das respostas emocionais naturais dos cidadãos frente à patologia estrutural da sociedade, regida pela lógica produtivista da performance e do consumo. 


O acesso a saúde mental no Brasil

O Relatório Saúde Mental em Dados nº 13 do Ministério da Saúde, publicado em 2025, aponta que existem 3.019 unidades do CAPS no Brasil, porém, regiões como o Norte, Centro-Oeste e Sudeste contam com 0,79, 0,81 e 1,12 unidade do CAPS a cada 100 mil habitantes, respectivamente. O acesso e a qualidade dos tratamentos psicológicos e psiquiátricos no Brasil ainda não é suficiente atualmente e, com isso, existem grandes desafios a serem superados. 

Primeiro, existe uma cobertura limitada e desigual no território nacional dos serviços psiquiátricos e psicológicos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). Logo, as pessoas e as regiões com menor recurso socioeconômico são mais prejudicadas, encontrando dificuldades em custear tratamentos particulares. 

Segundo a proporção de pacientes é maior do que a disponibilidade de profissionais, havendo filas de espera consultas e tratamentos. Por fim, apesar do acesso a teleconsulta, dos avanços da luta antimanicomial e da popularização da psiquiatria, concebo a “psiquiatrização” como um terceiro desafio. 

Quando a prática psiquiátrica se limita a oferecer tratamentos estritamente medicalizantes, com consultas de curta duração, sem realizar anamneses cuidadosas, onde o paciente se sente tratado como parte de uma linha de produção, existe o risco dessa consulta oferecer um serviço deficitário a população e patrocinar visões patologizantes em relação ao paciente. Sendo assim, esses acontecimentos minam a oportunidade de auxiliar realmente os pacientes em suas questões psicológicas de forma mais integral.


Como repensar a psiquiatrização?

A crescente tendência à psiquiatrização é impulsionada pela popularização da lógica psiquiátrica norte-americana, que no universo virtual passou a estimular autodiagnósticos e identitarismos psicopatológicos, onde o sintoma vira identidade e a identidade vira sintoma.

Psicólogos clínicos se deparam frequentemente com pacientes que chegam aos consultórios com diagnósticos psiquiátricos preestabelecidos. Essa condição preexistente pode influenciar a autopercepção do indivíduo, fixando-o no sintoma e dificultando a exploração de questões psicológicas mais profundas. 

Muitos pacientes podem, inconscientemente, utilizar o diagnóstico como fuga e justificativa para seus sofrimentos, comportamentos e falta de iniciativa no tratamento, em um fenômeno conhecido como "gozo secundário".

A centralidade do diagnóstico psiquiátrico também pode levar pacientes a priorizarem o tratamento da "doença" em detrimento de uma visão mais ampla da saúde, que considere fatores biológicos, emocionais, sociais e históricos. Nesse aspecto, o profissional da psicologia é responsável por auxiliar o paciente a compreender que o diagnóstico pode ser um efeito, e não necessariamente a causa fundamental de seu mal-estar.

Encontrar um ponto de equilíbrio entre as intervenções farmacológicas e psicoterapêuticas é a principal alternativa. A psicoterapia é necessária para todos os pacientes psiquiátricos, mas nem todo sofrimento psicológico demanda intervenção medicamentosa. Os profissionais da psiquiatria devem ter em mente que os psicofármacos visam o alívio de sintomas e a estabilização psíquica, facilitando o trabalho psicoterapêutico. 

Psicólogos, por sua vez, devem considerar a medicação como um recurso importante em quadros mais graves, atuando como um agente facilitador do tratamento de determinados pacientes.

 

Marcos Torati - Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, com especialização em psicanálise (abordagem winnicottiana) e psicoterapia focal. É supervisor de atendimento clínico e professor e coordenador de cursos de pós-graduação em Psicologia e Psicanálise.


Vacina contra a gripe: quem deve tomar, por quê e quais os benefícios

Imunização anual evita complicações sérias no nariz, ouvidos e garganta — especialmente em crianças e idosos — e ajuda a desafogar o sistema de saúde 

 

Com a chegada do outono e o aumento de casos de infecções respiratórias, uma pergunta se torna essencial: por que devo me vacinar contra a gripe? A vacina da gripe pode proteger contra complicações sérias que atingem o trato respiratório superior — como sinusites, otites e até pneumonias.

“A gripe é uma infecção viral que inflama a mucosa do nariz, garganta e seios da face, podendo desencadear uma série de outras doenças, principalmente em crianças e idosos”, alerta a Dra. Cristiane Adami, médica otorrinolaringologista do Hospital Paulista. Segundo a especialista, os pequenos estão mais suscetíveis a otites e laringites, enquanto os mais velhos enfrentam risco maior de pneumonia e agravamento de doenças respiratórias crônicas, como asma e DPOC.

Mas não é só quem está nos extremos da vida que deve ficar atento. Pacientes com rinites, sinusites ou histórico de infecções no ouvido têm um motivo a mais para manter a carteirinha de vacinação em dia. “Essas pessoas já têm uma mucosa mais sensível. A gripe pode piorar os sintomas e facilitar infecções secundárias por bactérias. Em crianças, a gripe pode causar disfunção da tuba auditiva e levar à otite média”, explica a médica.

E o melhor: a vacina é segura para praticamente todos, inclusive para quem sofre com problemas otorrinolaringológicos. A única contraindicação é para quem tem alergia grave a algum componente da fórmula.

Além da proteção individual, a vacinação em massa tem um papel essencial no controle da doença em nível coletivo. “Ela reduz a circulação do vírus, protege os mais vulneráveis e ajuda a evitar a superlotação dos consultórios e emergências durante os meses de inverno”, afirma Dra. Cristiane.

E quanto ao velho mito de que a vacina “dá gripe”? A especialista é categórica: “É um mito! A vacina é feita com vírus inativado. Não tem como causar gripe. Os sintomas leves que algumas pessoas sentem são apenas sinais de que o sistema imunológico está trabalhando. Às vezes, a pessoa se infecta com outro vírus logo após a vacina e acha que foi ela a causa, mas não foi”.

Por fim, a médica enfatiza que a vacinação contra a gripe é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir complicações respiratórias, infecções secundárias e a propagação do vírus na comunidade. "A imunização anual é segura, recomendada para praticamente todos os grupos e tem impacto direto na prevenção de quadros mais graves, especialmente nos meses de maior circulação do vírus".

 


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Como o cérebro processa os odores e por que o olfato é tão poderoso — para o bem e para o mal


Um perfume forte no elevador, um aromatizante de ambiente em um consultório ou a fragrância de um sabonete industrializado podem parecer inofensivos, mas para muitas pessoas são verdadeiros gatilhos de mal-estar. O aumento de relatos de dores de cabeça, náuseas e até crises de ansiedade em ambientes muito perfumados trouxe à tona uma condição ainda pouco conhecida: a sensibilidade química múltipla (SQM). E o vilão, muitas vezes, está debaixo do nariz — literalmente. 

Segundo a especialista em neurociência aplicada, aromaterapeuta, perfumista botânica e naturóloga Daiana Petry, o olfato é o único dos nossos sentidos que se conecta diretamente ao sistema límbico do cérebro, região responsável pelas emoções, memórias e respostas de sobrevivência. “Quando inalamos uma fragrância, ela ativa o bulbo olfativo, que envia sinais diretamente para áreas cerebrais como o hipocampo e a amígdala. Se a substância for agressiva ou associada a alguma memória ruim, o cérebro responde com sinais de alerta — o que pode incluir ansiedade, enjoo ou cefaleia imediata”, explica. 

O problema se intensifica com o uso indiscriminado de fragrâncias sintéticas, presentes em ambientes corporativos, transportes, escolas e até hospitais. “Muitos desses produtos contêm solventes derivados do petróleo, ftalatos e compostos que, em excesso, sobrecarregam o sistema nervoso”, alerta Daiana. 

A sensibilidade química múltipla ainda não é amplamente reconhecida como doença no Brasil, mas já ganhou destaque em estudos internacionais e tem levado pessoas a evitar espaços públicos ou até a desenvolver quadros de fobia social. Estima-se que cerca de 10% da população apresente algum nível de sensibilidade a produtos perfumados, e o número está crescendo.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Dor de cabeça repentina
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Irritabilidade ou ansiedade súbita
  • Coceira no nariz ou nos olhos
  • Náusea e falta de ar

“É importante entender que o problema não está no cheiro em si, mas na forma como o organismo de cada pessoa o interpreta e reage. A aromaterapia, por exemplo, usa substâncias naturais que, ao invés de agredir, podem equilibrar o sistema nervoso”, explica Daiana Petry.

Para quem convive com alguém sensível a cheiros ou deseja evitar reações desagradáveis, a especialista recomenda:

  • Optar por produtos sem fragrância ou com óleos essenciais naturais e puros
  • Evitar borrifar perfumes em ambientes fechados
  • Preferir ventilação natural à perfumação artificial
  • Reduzir o uso de velas e difusores sintéticos

“Ao respeitar a sensibilidade do outro e entender como o olfato afeta nosso cérebro, criamos ambientes mais saudáveis e empáticos. Afinal, nem todo cheiro agradável para uns é suportável para todos”, conclui.



Daiana Petry @daianagpetry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. 
Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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Governo dos EUA deverá suspender temporariamente agendamentos de vistos de estudante para revisão de redes sociai

O Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou que todas as embaixadas norte-americanas interrompam temporariamente o agendamento de novas entrevistas para vistos de estudante (F e J). A medida ocorre enquanto o governo norte-americano prepara uma ampliação no processo de triagem de redes sociais de solicitantes de visto, como parte de uma série de novas restrições a estudantes internacionais. 

Segundo comunicado obtido pela imprensa americana, as entrevistas já agendadas poderão ocorrer normalmente, mas novos horários serão removidos das agendas até que haja nova orientação do governo. A expectativa é que todos os candidatos a visto estudantil passem a ser submetidos à análise de suas atividades nas redes sociais. 

A decisão impacta diretamente brasileiros que planejam iniciar ou continuar seus estudos nos EUA nos próximos meses. 

Para o escritório Bicalho Consultoria Legal, especializado em imigração, o cenário reforça a importância de contar com apoio profissional, especialmente diante das possibilidades de mudanças na política migratória dos EUA. “Especialmente nos casos de vistos para imigrantes, é fundamental a contratação de um advogado licenciado e experiente para evitar erros no processo e garantir que o solicitante esteja totalmente preparado para as novas exigências do governo americano”, afirma Vinicius Bicalho. 

Com escritórios no Brasil, nos EUA e em Portugal, a Bicalho Consultoria Legal oferece suporte completo na elaboração da estratégia migratória, validação de documentos e condução jurídica de cada etapa. “Cada caso é único. Por isso, contar com uma equipe especializada faz toda a diferença para garantir segurança e agilidade no processo”, complementa Renato Oliveira, CEO da Be Internacional, empresa do Grupo Bicalho.

 

Bicalho Consultoria Legal
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Metade dos executivos está fora do Linkedin: quais os riscos?

Estar desconectado, diante de um mercado crescentemente digital, parece algo improvável, mas é a realidade de metade dos executivos. Dados recentes divulgados em uma pesquisa da FGV identificou que 45% dos CEOs estão fora do LinkedIn, rede social com a maior presença de executivos C-suite com perfis profissionais – algo extremamente prejudicial para a conquista de futuras oportunidades e uma progressão positiva de suas carreiras.

Ainda segundo o estudo, somente 5% dos CEOs analisados são altamente ativos no LinkedIn, com mais de 75 posts anuais. Os outros, acabam aparecendo esporadicamente na rede social, algo que, certamente, pode comprometer seu destaque e atração perante posições melhores. Afinal, essa plataforma é, hoje, considerada uma das maiores vitrines globais do mercado, funcionando como um banco de dados mundial, vivo e atualizado constantemente, otimizando e agilizando o recrutamento de profissionais.

Em termos de empregabilidade, a rede social funciona como um currículo ativo, onde não é preciso, necessariamente, realizar postagens frequentes sobre pautas de seu ramo, mas onde é necessário ressaltar suas experiências, maiores conquistas e objetivos profissionais. Quem não é visto lá, consequentemente, dificilmente entrará no radar de recrutadores que utilizam a plataforma para buscar candidatos aderentes ao perfil desejado para uma determinada vaga em questão.

O próprio LinkedIn compartilhou que 65% dos usuários brasileiros utilizam a rede para se candidatar a empregos, além de ser considerada, para ¼ da população nacional, a principal ferramenta do mercado para essa função. Nesse sentido, é estratégico, por parte dos executivos, que mantenham seus currículos atualizados na rede, para que entrem no radar dos recrutadores e consigam se destacar para oportunidades que lhes tragam maiores conquistas para sua ascensão de carreira.

Um bom currículo nessa rede precisa estar sempre atualizado, destacando não apenas quais cargos já ocupou e as datas corretas de quanto tempo permaneceu em cada um, mas quais foram seus maiores e melhores entregáveis, ressaltando suas projeções de carreira e qual caminho está construindo para isso. Essas informações devem ser condizentes com as aspirações profissionais, evitando frustrações ao se candidataram para vagas que não possui as experiências ou habilidades necessárias para preenchê-la.

Garanta que seu perfil esteja completo e coerente com sua trajetória e objetivos desejados, para que, quando os recrutadores pesquisarem por talentos aderentes ao esperado, consigam encontrar sua página através de palavras-chave relacionadas ao que está inserido no seu currículo. Afinal, a experiência comprovada será crucial na análise das competências procuradas e na avaliação da compatibilidade entre a empresa e o candidato em questão.

Mas, ao invés de apenas aguardar esses contatos, um bom profissional é proativo na busca por seus desejos de carreira. Ele deve ir atrás das posições que considerar relevantes a seus objetivos e se candidatar, e não esperar que corram até ele. Esse é um comportamento que, certamente, trará um diferencial atrativo para seu destaque e chances de conquistar a vaga ofertada.

Se, mesmo diante desses cuidados, não observar nenhum retorno ou chamado positivo, o ideal é recorrer à orientação de uma consultoria especializada que identifique o problema e consiga ajudá-lo a se destacar perante futuras oportunidades. Chances não faltarão nesta rede que cresce cada vez mais no mercado, a qual não pode ser descuidada por aqueles que almejam um destaque ainda maior em suas carreiras.

 


Ricardo Haag - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.


Wide
https://wide.works/


Formação profissional em Engenharia exige presença, não distância

A publicação do Decreto no 12.456, de 19 de maio de 2025, que dispõe sobre a oferta de Educação a Distância (EAD) por instituições de ensino superior na graduação, resultou em uma nova portaria — nº 378, da mesma data — do Ministério da Educação (MEC). O documento define os formatos aceitáveis para a formação profissional, e representa um avanço para a Engenharia brasileira ao estabelecer que os cursos da área devem ser ofertados em formato semipresencial, com pelo menos 40% de atividades presenciais e 20% de atividades presenciais ou síncronas — mediadas por tecnologia. 

Trata-se de um passo importante — o primeiro, mas não o último — no processo de reequilibrar a formação entre o presencial e o virtual, especialmente em uma profissão que lida com a vida das pessoas e a infraestrutura do País. Precisamos entender, de uma vez por todas, que Educação é política pública. Ou mudamos a direção e a forma que a pensamos, ou não conseguiremos sustentar nem os projetos que temos hoje — o que dirá os que são necessários para o desenvolvimento do País. 

Sabemos reconhecer o papel transformador do EAD na democratização do ensino brasileiro, que ampliou o acesso a diferentes públicos e regiões. O movimento surgiu com força nos últimos anos por uma necessidade de atender à demanda da própria população, que busca no formato um meio de se profissionalizar sem precisar se deslocar. Fora isso, foi o ensino a distância que possibilitou a continuidade do aprendizado diante da realidade complexa que a pandemia de covid-19 impôs a todos nós. 

No entanto, para a Engenharia, o modelo não pode substituir a formação presencial. A atuação do engenheiro exige muito mais do que técnica aprendida por meio de ensino à distância. Nossa formação vai além da obtenção de um diploma: ela exige prática, convivência multidisciplinar e capacidade crítica. São áreas extremamente importantes e sensíveis e o ensino presencial é imprescindível para desenvolver essa sensibilidade e o senso da importância que esses profissionais têm para o Brasil. 

Com uma atuação institucional consistente, levamos essa proposta ao Ministério da Educação e mantivemos um diálogo constante com as autoridades responsáveis pela regulação do ensino superior. Foi assim que os resultados começaram a aparecer: pela primeira vez, vimos o MEC, por meio da Diretoria de Regulação da Educação Superior (Dired), reconhecer que o ensino 100% remoto não é adequado à complexidade da formação em Engenharia. 

Hoje, o Brasil forma apenas cinco engenheiros para cada mil habitantes — uma taxa muito aquém das principais economias globais. Nos Estados Unidos e no Japão, por exemplo, esse número chega a 25 engenheiros por mil habitantes. A consequência é um déficit técnico preocupante: segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), faltam atualmente cerca de 75 mil engenheiros. Junto a isso, somam-se universidades obsoletas que formam profissionais incapazes de solucionar problemas e de ter pensamento crítico. 

Sim, é preciso repensar a forma como ensinamos Engenharia. Devemos buscar meios que dialoguem com os novos perfis de estudantes e aproveitem as ferramentas tecnológicas disponíveis – mas sem renunciar à qualidade da formação crítica e da vivência técnica. A Engenharia exige execução, multidisciplinaridade, capacidade analítica e sensibilidade para propor soluções viáveis, inovadoras e seguras. 

Tanto o Decreto no 12.456/2025 quanto a Portaria no 378/2025 reconhecem esse princípio e abrem espaço para que continuemos aprimorando a Educação brasileira, de modo a valorizar tanto a inclusão quanto a excelência. Essa é uma prioridade do Sistema Confea/Crea. Seguiremos atuando para garantir que os órgãos reguladores mantenham o foco na formação responsável, estratégica e socialmente comprometida da área tecnológica. 

Integrar educação e tecnologia é essencial — mas isso só faz sentido se for para ampliar horizontes sem comprometer a formação plena de quem será responsável por construir o futuro do país. A Engenharia exige essa seriedade. A sociedade merece essa garantia.
 

Vinicius Marchese - engenheiro de telecomunicações e presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea)



Varejo: como faturar mais em datas comemorativas

Divulgação
Especialista aponta caminhos para que supermercados transformem essas ocasiões especiais em oportunidades de crescimento real


Em um cenário de consumo cada vez mais cauteloso, as datas comemorativas seguem como um respiro fundamental para os supermercados brasileiros, das pequenas lojas de bairro às grandes redes varejistas. São momentos que movimentam bilhões de reais na economia nacional e representam picos de faturamento que ajudam a equilibrar o caixa, renovar estoques e fidelizar clientes em um setor marcado por margens apertadas e alta concorrência.

Para Pedro Della’Nora, empresário do setor que usa sua experiência para auxiliar outros proprietários de supermercados com estratégias para que suas lojas também possam crescer e dar lucro, é preciso manter um olhar atento às datas comemorativas. “Para o dono de supermercado, essas datas não podem simplesmente aumentar naturalmente um pouquinho as vendas. É preciso haver planejamento para aproveitar esse fluxo pra realmente criar um canhão de vendas”, diz.

Na Páscoa de 2025, por exemplo, o Ideal Supermercado, rede paranaense pertencente a Della’Nora, apresentou um crescimento de 12,5% nas vendas na comparação com a Páscoa do ano anterior. O resultado alcançado tem um significado especial, pois o varejo brasileiro movimentou aproximadamente R$ 3,36 bilhões na Páscoa deste ano, representando uma queda de 1,4% em relação a 2024, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Já no Dia das Mães, o Ideal Supermercado registrou um acréscimo de 16% nas vendas em comparação com a mesma data comemorativa de 2024. Considerando somente o sábado, dia 10 de maio, véspera do Dia das Mães, o crescimento nas vendas foi de 20% em relação ao ano passado.


Estratégias 

Segundo Della’Nora, para alcançar resultados positivos em datas comemorativas, é imprescindível que o empresário do setor supermercadista se atente a alguns pontos fundamentais. “Ele precisa se preparar com antecedência, fazendo um bom planejamento para adiantar as compras e para estabelecer boas estratégias de marketing. Isso pode parecer básico, mas quando feito da maneira correta, acaba sendo o grande diferencial”, explica.

Um ponto essencial para o planejamento é o uso inteligente dos dados disponíveis. “Quem acompanha os números da loja semana a semana identifica o que gira mais, o que pode ser promovido e, por isso, está sempre um passo à frente. É com base nesses dados que conseguimos ajustar nossas estratégias e oferecer o que o cliente realmente procura”, indica o empresário.

Além disso, ele destaca a importância de investir em ambientação temática das lojas e em ações promocionais específicas que criem um clima de celebração e despertem o desejo de compra nos consumidores. “A gente trabalha muito a loja fisicamente: decoração, layout e exposição de produtos relacionados à data. O cliente precisa entrar no mercado e sentir que tem algo especial acontecendo ali. Isso mexe com o emocional e impulsiona as vendas”, afirma.

Assim, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o supermercadista que alia planejamento, criatividade e análise de dados tem mais chances de transformar as datas comemorativas em verdadeiras alavancas de crescimento. E de acordo com Della’Nora, se aplicadas corretamente, essas estratégias básicas podem ser utilizadas em todas as datas comemorativas que acontecem ao longo do ano para transformar as lojas no que ele chama de supermercados meteóricos.

 

Sesc-MT está com processo seletivo aberto para preenchimento de vagas com salários de até R$ 8 mil

Inscrições ficam abertas até o dia 4 de junho, de forma on-line 

 

O Sesc-MT abre processo seletivo para vagas de emprego em Cuiabá, Rondonópolis e para a Unidade Móvel do Sesc Visão. Ao todo são nove vagas, distribuídas para cargos de Analista de TI, Artífice de Manutenção, Analista de Programas Sociais, Professor e mais.  

Os interessados em fazer parte do quadro de colaboradores do Sesc-MT devem se candidatar de forma on-line, acessando a aba “Trabalhe Conosco” do site www.sescmt.com.br, até o dia 4 de junho. O período de inscrições pode ser finalizado antecipadamente caso seja alcançado um número satisfatório de candidatos, através de um comunicado no site. Confira as oportunidades disponíveis, os benefícios e os requisitos. 

Cuiabá 

·                    Analista de TI - Business Intelligence - Sálario R$8.410,83 – 40h semanais - Auxílio alimentação R$1.500 - Requisitos: Ensino Superior Completo na área de Tecnologia da Informação com Certificações em Banco de Dados, experiência com elaboração de indicadores de Inteligência de Negócio (BI), desejáveis certificações na área de Banco de Dados. 


·                    Artífice de Manutenção - Pedreiro - Salário R$2.686,08 – 40h semanais – Auxílio alimentação R$1.500 - Requisitos: Ensino Fundamental Completo, desejável curso de NR-10 e Nr-35 atualizados. 


·                    Analista de Programas Sociais - Salário R$6.446,19 – 40h semanais – Auxílio alimentação R$1.500 - Requisitos: Ensino Superior Completo em Artes Cênicas, Artes Visuais, Comunicação Visual, Letras e/ou áreas afins, desejável curso do Pacote Office intermediário e na área de arte e recreação. 


·                    Analista Administrativo - Planejamento e Orçamento - Salário R$6.446,19 - 40h semanais - Auxílio alimentação R$1.500 - Requisitos: Ensino Superior Completo em Administração, Ciências Contábeis, Economia e áreas afins, desejável conhecimento avançado em Pacote Office (Excel, Word, Power Point) e curso de Power BI, desejável especialização na área. 


Rondonópolis 

·                    Artífice de Manutenção - Jardinagem - Salário R$2.686,08 + Adicional de Insalubridade – 40h semanais – Auxílio alimentação R$1.500 - Requisitos: Ensino Fundamental Completo, desejável curso de NR-06, NR-10, NR-12, NR-18, NR-35 e NR-38 atualizada. 


·                    Professor I - Ensino Fundamental - Salário R$28,61 hora/aula - 20h semanais – Auxílio alimentação R$750,00 - Requisitos: Ensino Superior Completo em Pedagogia, desejável Especialização e cursos de atualização na área 


·                    Analista de Programas Sociais - Salário R$6.446,19 – 40h semanais – Auxílio alimentação R$1.500 - Requisitos: Ensino Superior Completo em Artes Cênicas, Artes Visuais, Comunicação Visual, Letras e/ou áreas afins, desejável curso do Pacote Office intermediário e na área de arte e recreação. 


Cáceres 

·                    Auxiliar Administrativo - Salário R$2.430,37 – 40h semanais – Auxílio alimentação R$1.500 - Requisitos: Ensino médio completo. 


Outros requisitos   

Para todos os cargos é necessário ter a disponibilidade para trabalhar nos períodos matutino, vespertino, noturno, finais de semana e feriados, nos termos da legislação trabalhista, além de no mínimo seis meses de experiência na área respectiva.    


Benefícios  

Além da remuneração compatível com o mercado, o Sesc-MT oferece aos seus colaboradores plano de saúde extensivo aos dependentes legais, auxílio alimentação, auxílio transporte, seguro de vida e a Credencial do Sesc, que inclui benefícios como acesso facilitado à academia, atividades esportivas e recreativas, tratamento odontológico e estadia na rede Sesc de hotéis em todo o Brasil. 


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