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terça-feira, 3 de dezembro de 2024

A transmissão vertical não acaba no parto: o perigo do HIV/AIDS via aleitamento materno

Projeto Criança Aids alerta para os riscos da transmissão vertical do HIV via amamentação, a importância da testagem regular e o uso de preservativos e PrEP para mães e pais para prevenir a infecção de crianças

 

A transmissão vertical do HIV, que ocorre de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação, continua sendo uma das maiores preocupações de saúde pública no Brasil e no mundo. Embora os avanços nos tratamentos antirretrovirais tenham reduzido consideravelmente o risco de transmissão durante o parto, a realidade é que a transmissão vertical não acaba no nascimento. O perigo persiste no aleitamento materno, especialmente em mães que, após o parto, não realizam os testes regulares para HIV e nem fazem uso de preservativos ou da PrEP e sem saber, contraem o vírus HIV. 

O Projeto Criança AIDS (PCA) alerta para a necessidade urgente de testagem regular e uso de proteção para todas as mulheres que amamentam, independentemente da idade do bebê, para que não haja surpresas no futuro. Muitas mulheres optam por amamentar até os seis meses, mas há casos em que o aleitamento se estende or até os dois anos de idade. Durante todo esse tempo, o risco de transmissão do HIV deve ser monitorado. 

"A transmissão vertical do HIV não termina no parto. A amamentação, se não monitorada adequadamente, pode representar um risco significativo para a criança. Por isso, é fundamental que as mulheres que amamentam façam testes regulares para HIV, usem preservativos em todas as relações sexuais, e/ou façam uso de PrEP, garantindo que não haja surpresas no futuro e protegendo a sua saúde de seus filhos", reforça Adriana Galvão, presidente do PCA.

 

O risco do aleitamento: até 40% de chance de transmissão do HIV a cada amamentação 

Cada vez que uma mulher amamenta, ela corre o risco de transmitir o HIV para seu bebê, com até 40% de chance de transmissão a cada episódio de amamentação. Esses números se dão quando essa mulher é infectada durante o período de amamentação. O aleitamento, por ser contínuo, se torna uma via significativa de transmissão do vírus e este risco é amplificado pela falta de acompanhamento médico e pela ausência de testes regulares nas mulheres, que muitas vezes deixam de buscar o diagnóstico pós-parto. As consequências para a criança podem ser dramáticas, com sinais de infecção grave, como: 

- Internações por Bronquiolite;

- Pancitopenia (queda de células sanguíneas);

- Anemias;

- Pneumocistose;

- Sepse por Candida e Staphylococcus;

- Distúrbios metabólicos;

- Problemas neurológicos. 

A doença progressiva, com o bebê doente da AIDS, é o reflexo da falta de tratamento adequado, resultante da ausência de testes regulares para as mulheres e da falta de tratamento antirretroviral (TARV), meses depois do parto. A detecção precoce é crucial para evitar que estes sinais de infecção se agravem e resultem em óbito precoce. 

Além disso, o PCA enfatiza a importância da testagem frequente e uso de preservativos e/ou PrEP, para os homens parceiros, fixos ou não, pois muitos não são adequadamente informados sobre o risco de transmissão do HIV no ambiente doméstico e, consequentemente, acabam negligenciando sua saúde e a de suas famílias.
 

PrEP: uma ferramenta importante na prevenção para mulheres que amamentam 

A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é um tratamento preventivo altamente eficaz contra o vírus HIV, que pode ser utilizado por mulheres que estejam amamentando e tenham uma vida sexual ativa. A PrEP funciona como um mecanismo de prevenção, sem causar nenhum mal ao bebê nem gerar efeitos colaterais para a mãe. Seu uso pode ser uma alternativa importante para evitar a infecção pelo vírus HIV e proteger tanto a saúde da mãe quanto a do bebê durante a amamentação.
 

O cenário global e a urgência de um trabalho contínuo 

Embora a erradicação da AIDS esteja ao nosso alcance até o final desta década, o caminho global ainda é longo. Em 2023, das 39,9 milhões de pessoas vivendo com HIV, quase um quarto delas (9,3 milhões), não estavam em tratamento com os antirretrovirais (ARV). A cada minuto uma pessoa morre por conta da AIDS, e o número de novas infecções segue alto, com 1,3 milhão de novos casos reportados em 2023. A meta da ONU é reduzir esta taxa em 370.000 até 2025. 

Embora o volume de crianças vivendo com vírus HIV (CLHIV) tenha mostrado uma tendência decrescente ao longo do tempo, ainda há um grande número de crianças afetadas, com 40% das infecções concentradas em bebês de 0 a 4 anos. Em 2023, as crianças de 0 a 14 anos representam 12% das mortes por AIDS, apesar de corresponderem a apenas 3% da população total de pessoas vivendo com o vírus HIV. Essas crianças continuam a ser menos diagnosticadas, menos tratadas e mais propensas ao óbito.

 

O papel do PCA na conscientização e no cuidado contínuo 

O PCA, além de realizar um trabalho fundamental de acompanhamento e conscientização, defende a testagem regular e o uso de preservativos e/ou da PrEP, para todas as mulheres que ainda amamentam, independentemente da idade do bebê, a fim de minimizar o risco de transmissão do vírus HIV no aleitamento. A organização também se dedica a conscientizar sobre a importância do diagnóstico e tratamento em tempo hábil, visando reduzir as intercorrências graves e garantir a qualidade de vida das crianças que nascem com o vírus HIV.

 

MAIS SOBRE O PCA - Projeto Criança AIDS 

O Projeto Criança AIDS (PCA) é uma organização sem fins lucrativos que através de uma equipe interdisciplinar atende famílias com vulnerabilidades socioeconômicas que têm crianças vivendo e convivendo com HIV/aids. Também realiza um trabalho assistencial com entrega de cestas básicas, roupas, calçados, brinquedos e livros para essas famílias. O projeto tem mais um objetivo que é disseminar informações de prevenção e transmissão do HIV/aids com foco na educação, no acompanhamento médico e no acesso a tratamentos eficazes. O PCA busca criar um futuro sem HIV/aids, protegendo as gerações mais jovens e sensibilizando as mães e os pais para a importância da testagem contínua, uso de proteção e do cuidado preventivo.
 

O verão está chegando! Confira um guia sobre como se prevenir dos sintomas alérgicos que surgem na estação

Condições como dermatite, rinite e asma tendem a se agravar com as temperaturas da estação, por isso, adaptar a rotina é essencial 

 

Com a chegada do verão, os dias de sol e atividades ao ar livre se tornam ainda mais frequentes, mas para muitas pessoas, a estação também traz dilemas quando o assunto é alergia. Dermatite, rinite, asma e alergias a picadas de insetos são condições que podem se intensificar devido ao calor, à umidade e ao aumento da exposição a alérgenos comuns nessa época do ano. Para reduzir o desconforto e manter uma rotina de bem-estar, é importante adotar algumas precauções específicas.

“Em função da elevação da temperatura, levando as pessoas a praticarem mais atividades ao ar livre, é natural que a pele fique exposta a alérgenos, como o suor e as picadas de insetos”, comenta Julinha Lazaretti, cofundadora da Alergoshop, marca referência em itens hipoalergênicos. Segundo ela, adaptar a rotina e cuidar do ambiente são passos fundamentais para evitar reações.

Além das medidas preventivas, produtos hipoalergênicos podem ajudar no alívio dos sintomas e na prevenção das crises alérgicas mais intensas. “Quando o assunto é alergia, pequenos cuidados no dia a dia fazem toda a diferença para que as pessoas possam aproveitar o verão com tranquilidade e segurança”, reforça Lazaretti.

A seguir, confira as principais alergias da estação e algumas dicas para preveni-las.

 

Dermatite de contato: prevenindo reações ao suor

No verão, o suor é um fator desencadeante de crises de dermatite de contato, especialmente em pessoas com pele sensível. O aumento da umidade e o contato prolongado favorecem irritações cutâneas, causando vermelhidão, coceira e, em casos mais graves, lesões na pele.

Para evitar essas reações, é recomendável manter a pele limpa e seca, priorizando o uso de roupas leves e de tecidos naturais. O uso de um desodorante com magnésio, livre de sais de alumínio, álcool etílico, parabenos e triclosan, é uma excelente opção, pois proporciona frescor sem irritar a pele.

"Optar por roupas de algodão ajuda a pele a respirar, minimizando o acúmulo de suor e prevenindo reações alérgicas", recomenda Lazaretti.

 

Rinite alérgica: atenção à poeira e aos ácaros

Com o aumento das atividades ao ar livre, a rinite alérgica pode se agravar pela maior exposição a ambientes fechados, que favorecem o acúmulo de poeira, ácaros e outros alérgenos. Ambientes mal ventilados, como casas que ficam fechadas por muito tempo, tendem a concentrar esses agentes, resultando em crises com sintomas como espirros, coriza e irritação nos olhos.

Para prevenir a condição, recomenda-se a limpeza frequente dos locais, mantendo as janelas abertas para ventilação e evitando o acúmulo de objetos que retêm pó. O uso de acaricidas, como o ADF Plus da Alergoshop, surge como uma alternativa eficaz, pois elimina 86,7% dos ácaros em apenas 6 dias após a primeira aplicação.

 

Asma: combatendo a poluição e o ar seco

Embora o verão seja uma estação úmida em muitas regiões, o ar seco pode ser um agravante para quem sofre de asma, especialmente em áreas urbanas, onde a poluição é mais intensa. A combinação de umidade com poluentes pode aumentar a inflamação das vias respiratórias, exacerbando as crises asmáticas.

Para quem sofre com a condição, a dica é evitar a exposição em horários de maior poluição e priorizar ambientes umidificados. Outra recomendação é utilizar filtros de ar em ambientes internos e higienizá-los regularmente.

 

Alergias a picadas de insetos: prevenção e cuidado

A exposição constante a ambientes externos no verão aumenta a frequência das picadas de insetos, o que pode desencadear reações alérgicas em pessoas que já têm predisposição a esse tipo de condição. Esse público pode experimentar sintomas como inchaço, vermelhidão e coceira, que se intensificam se não forem tratados corretamente.

Embora as picadas não causem alergias em todas as pessoas, é recomendável que se tomem precauções para evitar possíveis incômodos. O uso de repelentes e roupas que cubram as áreas mais expostas do corpo são formas eficazes de prevenção.

Para quem já tem alergia a picadas de insetos, é essencial tratar as reações imediatamente. Produtos específicos, como o Gel pós-picada Alívio Sting, da Alergoshop, são recomendados para aliviar rapidamente os sintomas, proporcionando conforto e permitindo que a pessoa continue aproveitando o verão com tranquilidade.

 

Mofo e fungos: prevenindo as alergias respiratórias

Durante o verão, a umidade favorece a proliferação de mofo e fungos, fatores que podem desencadear alergias respiratórias. Ambientes abafados, pouco ventilados e úmidos são os mais propensos para o desenvolvimento desses micro-organismos.

Para evitar esses problemas, é essencial manter a ventilação e controlar a umidade, especialmente em áreas como banheiros e cozinhas. "Ambientes bem arejados dificultam a proliferação de mofo, prevenindo crises respiratórias alérgicas", finaliza Lazaretti. 



Alergoshop
https://alergoshop.com.br/


Balão intragástrico: quando é indicado e quais as principais vantagens?

Canva
Hospital Sapiranga orienta sobre o procedimento, utilizado para o tratamento de sobrepeso e obesidade 

 

A obesidade se tornou uma das principais preocupações de saúde pública em todo o mundo. Diante desse grave problema, a ciência tem desenvolvido diversas abordagens para ajudar na prevenção e tratamento da condição, que afeta milhões de pessoas e está associada a uma série de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. As alternativas são especialmente válidas para aqueles pacientes que não conseguiram atingir seus objetivos por meio da dieta e da prática de exercícios físicos.

Entre as opções disponíveis, o balão intragástrico se destaca como uma alternativa eficaz para quem busca emagrecer sem recorrer a cirurgias invasivas. Este procedimento, que envolve a inserção de um balão de silicone no estômago, tem como objetivo promover a saciedade e a diminuição do apetite, facilitando a adoção de hábitos mais saudáveis e contribuindo para a qualidade de vida dos pacientes. Segundo o gastroenterologista do Hospital Sapiranga, Rodrigo Veloso, o procedimento é indicado para pessoas que desejam perder peso, mas preferem não passar por uma cirurgia.

“Pode ser realizado por indivíduos com excesso de peso, mas que não tenham indicação para cirurgia bariátrica, ou que precisam reduzir o peso, mas não querem se submeter à cirurgia, além de pessoas que não podem tomar medicamentos anorexígenos. Em casos de obesidade mórbida, a colocação pode contribuir para a perda de peso no pré-operatório de cirurgia eletiva”, destaca.

O especialista também afirma que o dispositivo pode permanecer no organismo durante o período de 6 a 12 meses.

“O tempo de permanência depende da marca utilizada e da tolerância do paciente. A fase inicial, de até 7 dias, é o período mais difícil, pois sinais e sintomas como dor abdominal, náuseas e vômitos são frequentes, mesmo com o uso de medicações específicas. Esta é a fase de adaptação, considerada uma das mais importantes de todo o tratamento”, relata Veloso.

Além disso, o gastroenterologista enfatiza que, em média, os pacientes perdem cerca de 20% do peso total.

“O tratamento depende muito da conscientização e colaboração do indivíduo, seguindo as orientações nutricionais e promovendo a mudança de comportamento. Considera-se como tratamento efetivo quando há perda de pelo menos 10% do peso total. Manter o acompanhamento nutricional e praticar atividades físicas são indicados durante todo o período e devem ser mantidos após a retirada”, pontua.

Por fim, Veloso ressalta que, assim como todas as intervenções médicas invasivas, a colocação e retirada do dispositivo não estão isentas de riscos. Porém, eles são pequenos e minimizados quando o procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com uma equipe médica treinada. As principais vantagens incluem a sua reversibilidade, visto que pode ser retirado a qualquer momento em caso de intolerância, além de sua segurança, por apresentar baixo risco de complicações e ser repetível, podendo ser colocado diversas vezes com intervalos de 6 meses, se necessário. Ademais, a inserção pode ser feita sem internação e sem afastamento das atividades diárias. 



Gabriela Dalmas
Hospital Sapiranga


Festas de fim de ano e obesidade: A importância de equilibrar a alimentação durante o tratamento medicamentoso

A inovação causada pela semaglutida no tratamento da obesidade exige novos cuidados com a alimentação, especialmente nas celebrações de fim de ano 

 

A obesidade foi reconhecida como uma doença crônica e que necessita de tratamento contínuo apenas em 2013, a partir da classificação da American Medical Association, que posteriormente se estendeu para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e demais entidades médicas internacionais. Esse atraso na declaração da obesidade como doença, gerou impactos que perpetuam até hoje, como a estigmatização que associa a condição ao simples fato de “comer muito”, e torna a alimentação um dos maiores desafios no tratamento da obesidade. Desafio esse, que com a chegada de terapias inovadoras, ressaltou a importância da nutrição como aliada indispensável do tratamento medicamentoso para uma perda de peso saudável. 

Durante as festas de fim de ano, a alimentação ganha ainda mais destaque, e o desconhecimento da complexidade da doença faz com que essa peça-chave seja vista como vilã, gerando afastamento de pacientes do tratamento, introdução de dietas insustentáveis, e ciclos periódicos de perda e recuperação de peso. Diante desse cenário preocupante para as pessoas que convivem com a doença, a inovação provocada pelos medicamentos análogos do receptor de GLP-1 trouxe inovação no tratamento, dado que, a semaglutida (na dosagem de 2,4mg, comercializada sob o nome Wegovy®) em especial, demonstrou benefícios que vão além da perda de peso. Adicionalmente, novas alternativas terapêuticas também trouxeram novas considerações no que se refere aos hábitos alimentares, já que os efeitos das medicações aumentam a saciedade e promovem a redução de apetite. 

A nutricionista Juliana Saldanha, PhD em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ), explica que o planejamento alimentar durante o processo farmacológico de perda de peso busca prevenir a desnutrição, proporcionar equilíbrio nas refeições e contribuir com a construção de hábitos duradouros. “No consultório, observamos uma redução de apetite entre esses pacientes, o que pode levar a uma baixa nutricional. É preciso ajustar a qualidade do que vão ingerir, favorecendo vitaminas e minerais, alimentos de origem vegetal e proteína. Dessa forma, o paciente perde peso sem perder músculo e saúde, e o principal, sendo capaz de sustentar esse peso a longo prazo de maneira saudável”, esclarece a especialista. 

A profissional ressalta a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento para que todas as carências individuais do paciente sejam atendidas, e reforça que a compreensão de que uma pessoa com obesidade não chegou nesse quadro por “comer demais” é necessária para humanizar o paciente e libertá-lo da culpa que o afasta do acompanhamento médico e manejo necessário. “É a doença que ocasiona um excesso de ingestão calórica, já que ocorre um processo inflamatório no hipotálamo que interfere na resistência aos hormônios da saciedade”, complementa. A disfunção metabólica que a obesidade provoca também é responsável pelo aumento do risco de doenças do coração, e por isso, ajustar a dieta combinada à medicação prescrita, simboliza o tratamento mais eficiente e seguro disponível hoje. 

De acordo com as análises do estudo SELECT, apresentadas durante o Congresso Europeu de Obesidade (ECO) 2024, a semaglutida 2,4mg é o único medicamento agonista do receptor do GLP-1 que demonstrou benefícios cardiovasculares em pessoas com sobrepeso ou obesidade e doença cardíaca estabelecida e sem diabetes. A substância nesta dosagem proporcionou, além de uma alta e sustentada perda de peso, uma redução de 20% do risco de morte cardiovascular, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (também conhecidos por MACE de 3 pontos) e garantiu a relação risco-benefício positiva do tratamento, com um perfil de segurança consistente. Os resultados evidenciaram a efetividade da medicação, que tendo como base uma orientação nutricional, garante proteção para a saúde do coração de pessoas com excesso de peso, proporciona ganho na qualidade de vida, recuperação de esperança, e a possibilidade de colecionarem ainda mais momentos inesquecíveis. 

 

Sobre o estudo SELECT (semaglutida 2,4 mg)

O estudo SELECT (Efeitos da Semaglutida nos Desfechos Cardiovasculares em Pessoas com Sobrepeso ou Obesidade) foi um ensaio multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, e orientado por eventos, projetado para avaliar a eficácia e segurança da semaglutida 2,4 mg em comparação com placebo como um complemento ao tratamento padrão para doença cardiovascular, na redução do risco de eventos cardiovasculares adversos maiores em pessoas com doença cardiovascular estabelecida e sobrepeso ou obesidade, sem histórico prévio de diabetes.1

O ensaio, iniciado em 2018, recrutou 17.604 adultos e foi conduzido em 41 países em mais de 800 locais de investigação.1, sendo o maior estudo de desfechos cardiovasculares da atualidade (em pessoas com obesidade e sem diabetes).

 



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Referências Lincoff AM, Brown-Frandsen K, Colhoun HM, et al. Semaglutide and cardiovascular outcomes in obesity without diabetes. N Engl J Med. 2023; 389:2221-2232.


Como pacientes diabéticos devem transportar insulina na viagem de férias?

Com a chegada das festas e das férias, quem utiliza medicamentos
como insulina, que exige armazenamento entre 2°C e 8°C por
ser termolábil, deve garantir o transporte adequado com bolsas
térmicas ou caixas específicas
  
Divulgação/IA Copilot
Substância requer controle de temperatura; especialista do Grupo Polar explica recursos 


As festas de final de ano estão chegando e, para muitos, também o período de férias, momento ideal para juntar a família e viajar. Além das peças de roupa adequadas para o destino que será visitado, quem faz uso de medicamentos para tratar determinadas condições de saúde, como a insulina, no caso de pacientes com diabetes, precisam incluir o item na bagagem. No entanto, a substância tem uma especificidade: ela é termolábil, ou seja, sensível a variações de temperatura, devendo ser armazenada em temperaturas entre 2°C e 8°C, exigindo o uso de bolsas térmicas ou caixas específicas que mantenham as condições ideais durante o deslocamento. 

A prevalência de diabetes é um alerta crescente no Brasil. Segundo dados oficiais do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, 10,2% da população brasileira já recebeu o diagnóstico da doença, o que representa cerca de 20,7 milhões de pessoas, de acordo com a estimativa populacional do IBGE para 2024. 

Pacientes com diabetes tipo 1 necessitam de insulina diariamente para sobreviverem. De acordo com o relatório "Type 1 diabetes estimates in children and adults", de diabetes tipo 1 em crianças e adultos, da IDF (Federação Internacional de Diabetes, na sigla em inglês), o Brasil é o 3º país no mundo em casos absolutos de diabetes tipo 1, atrás apenas dos Estados Unidos (1º colocado) e da Índia. 

Ao viajar, o paciente diabético não pode levar a insulina na mala de qualquer jeito. “A insulina não deve ser congelada e nem sofrer com as temperaturas extremas. Transportar esse medicamento de forma errada pode impactar negativamente em seu funcionamento e até oferecer riscos ao paciente”, explica a farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, Liana Montemor. “É importante lembrar que o frasco ou refil de insulina não podem estar em contato direto com o gelo, pois evita que o hormônio seja congelado”, acrescenta. 

Nas viagens, o frasco deve ser colocado em bolsa térmica ou caixa de isopor, sem gelo comum nem gelo seco, a fim de evitar contato direto com temperatura negativa. 

“O gelo que pode ser utilizado é o gelo artificial espuma, com propriedades exclusivas que garantem a estabilidade na manutenção térmica de produtos de cadeia fria e indicado para o transporte de produtos que requerem tempo e temperaturas controlados, principalmente para a faixa de 2 a 8°C, como o caso da insulina. Estas embalagens devem ser qualificadas por profissional competente antes do uso”, diz Liana. 

O tipo e a quantidade de gelos, assim como o recipiente ideal, fazem toda a diferença na manutenção da temperatura. Se colocados de modo aleatório, sem o devido estudo, corre-se o risco de congelar ou aquecer as insulinas, inativando-as. 

Em viagens de avião, o frasco de insulina não deve ser despachado com a bagagem, pois a baixa temperatura no compartimento de cargas pode congelar a insulina.

 

Funcionalidade e praticidade, mas com estilo

O mercado vem criando alternativas para facilitar e modernizar o transporte, sem que seja necessário levar todo um aparato para conservar a insulina quando se estiver fora de casa. Bolsas com design discreto, versáteis e de fácil manuseio, como shoulder bags (bolsas de ombro), têm sido criadas para atender aos pacientes. “Elas contêm sub compartimento para a alocação de até duas unidades de gelo espuma, além de outro para a inclusão de outros itens necessários para o cuidado com a diabetes, como seringas e fitas de medição glicêmica, ou ainda, para levar a carteira, celular e chaves. O design é de uma bolsa comum para o dia a dia, mas que mantém a temperatura ideal da insulina por até 10 horas”, ressalta. 

As shoulder bags passam por testes de qualificação em câmaras térmicas, simulando as condições climáticas características do Brasil. O verão brasileiro, que inicia-se em 21 de dezembro, tem previsão de registrar temperaturas elevadas e pode tornar-se um dos mais intensos da história no Brasil. 

“A tecnologia atual possibilita a criação de materiais que mantêm a insulina na temperatura ideal, assegurando sua eficácia por períodos prolongados”, afirma Liana. “Além disso, o desenvolvimento de designs mais ergonômicos e funcionais facilita o transporte e o armazenamento de itens essenciais para o cuidado diário com o diabetes. Essas soluções proporcionam mais conforto aos pacientes durante viagens e deslocamentos, ao mesmo tempo em que preservam a segurança e a integridade do medicamento, essencial para o controle adequado da saúde”, conclui.



Grupo Polar
canal de e-commerce Polar Store.

 

Dezembro Vermelho: campanha reforça a importância da prevenção e do tratamento contra o HIV/aids

Especialista da Hapvida NotreDame Intermédica destaca a relevância do acompanhamento médico para a qualidade de vida dos pacientes 

 

O último mês do ano é marcado pelo Dezembro Vermelho, campanha que promove conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV/aids. Nos últimos dez anos, de acordo com a Unaids Brasil, o país registrou uma queda de 25,5% na mortalidade pela doença, resultado da ampliação do acesso a medicamentos e à testagem rápida. Porém, apesar dos avanços, o Ministério da Saúde aponta que cerca de 8% das 904 mil pessoas diagnosticadas em 2023 não iniciaram o tratamento, essencial para reduzir a carga viral e evitar a transmissão. 

“Ainda não há cura para a condição, mas, por meio de medicações e consultas contínuas, conseguimos ter o controle e a pessoa consegue viver de forma normal. Por isso, é fundamental que o tratamento ocorra sem interrupções”, explica o infectologista da Hapvida NotreDame Intermédica, Gabriel Hypólito. O uso regular de antirretrovirais permite que as pessoas com HIV/aids alcancem a condição de indetectáveis, quando a carga viral é tão baixa que o risco de transmissão se torna praticamente nulo.

 

Suporte

O especialista destaca que uma rede de apoio é importante para que o paciente dê continuidade ao tratamento. “Após o diagnóstico, uma das coisas mais importantes é o suporte da família e dos amigos. Assim, fica mais fácil entender a doença e dar continuidade ao tratamento médico”. 

Hypólito reforça ainda que o HIV/aids é uma doença que tem controle e precisa de acompanhamento médico durante toda a vida. “A partir do momento em que não se faz o tratamento de forma correta, a chance de uma piora com outras doenças oportunistas é muito maior”, alerta.

 

 Prevenção

A prevenção ainda é uma das principais ferramentas no combate ao HIV/aids. O uso de preservativos em todas as relações sexuais continua sendo a medida mais eficaz. Além disso, o Brasil disponibiliza a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), um medicamento preventivo que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o vírus. Existe também a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), tratamento iniciado até 72 horas após exposição ao risco de contaminação. Além disso, o diagnóstico precoce é importante para que o tratamento possa começar o quanto antes.

 

Hapvida NotreDame Intermédica

 

Cardiologista alerta que antes de praticar exercício físico precisa-se fazer uma avaliação médica

No verão a procura por exercício aumenta, mas é preciso verificar a saúde antes 

 

Com o verão, muitas pessoas que nunca praticaram exercícios físicos correram literalmente para as academias, praças e espaços públicos, a fim de recuperar o tempo perdido. 

Segundo o Doutor Claudio Catharina, Gestor de Cardiologia da Unidade Coronariana do Hospital Icaraí., as pessoas precisam primeiramente ter em mente que atividade física é diferente de exercício físico.  

Atividade física segundo o médico é qualquer atividade corporal produzida pelos músculos e que resulta no gasto de energia. Já o exercício físico é uma atividade física estruturada, repetitiva que tem como objetivo a manutenção ou melhoria do condicionamento físico ou da estética corporal ou da saúde.  

“Então praticamos exercício físico e não atividades físicas e quando não fazemos exercícios ficamos sedentários. Ou seja, quando há a completa ausência de um exercício físico regular ou algo que envolva gasto energético, seja para trabalhar, para o seu transporte pessoal ou seja para o seu lazer”, explica o médico.  

Cláudio exemplifica de forma hipotética uma pessoa que caminha todos os dias para o trabalho indo e voltando. Para o médico, essa pessoa está no nível 3 de padrão de exercício físico, caminhando a pé todos os dias, mais ou menos 1 a 2 KM, uma vez por dia, o que já representa sim um exercício físico.  

“Se o indivíduo por exemplo, já é uma pessoa que faz caminhadas semanais de 10 KM a 15 KM, ele já se encontra no padrão de exercício físico em torno do nível 4 e assim tem várias graduações. O padrão de exercício físico do esporte varia do nível 1 a 10, conforme a capacidade e condição clínica a qual a pessoa tem de fazer exercício”, explica o cardiologista.

 

Avaliação clínica é fundamental antes de se exercitar  

Antes de dar início a um exercício físico regular, Dr, Cláudio lembra que é necessário passar primeiramente por uma avaliação médica por qualquer médico clínico ou cardiologista que muitas vezes não precisará pedir exames complementares.  

“Se esse exercício físico não for competitivo, ou seja, se o indivíduo não vai praticar um esporte regular e for apenas para ele sair do sedentarismo ou para o seu bem-estar ou saúde, basta apenas uma autodeclaração de que ele não apresenta uma série de sintomas durante o exercício”, explica o médico lembrando que todas as academias são obrigadas a aplicar esse questionário canadense para que o aluno informe sobre dores durante os exercícios.  

“Se ele responder positivo para algumas dessas perguntas (se tem dor no peito, se sente cansaço, se desmaiou), ele deverá passar por uma avaliação médica. Através dessa avaliação, o médico vai detectar as dificuldades. Como os níveis dos exercícios variam de 1 a 10, o indivíduo pode praticar um exercício de nível 3 com segurança”, explica o médico. 

A solicitação de exames segundo Doutor Cláudio pode variar também e vai depender da avaliação clínica do médico, como por exemplo: um simples exame físico, uma dosagem de glicose, um hemograma, um eletrocardiograma, muito raramente haverá a necessidade de uma investigação mais profunda como um teste de esforço, um ecocardiograma e outros. 

“A não ser que o indivíduo tenha uma doença cardíaca estabelecida será necessário fazer outros exames”, conclui o médico. 

 

Tenho problema no coração, posso fazer exercícios? 

Se for constatado que a pessoa sedentária tenha problemas no coração ela poderá sim, segundo o cardiologista, praticar seu exercício físico. Porém, será a gravidade da doença que definirá se o exercício poderá ser feito dentro de uma academia comum ou em uma clínica de reabilitação cardíaca com a presença de um cardiologista, um fisioterapeuta, um nutricionista e outros profissionais que atendam pacientes com casos mais graves.  

“Dependendo da gravidade da doença, esse exercício precisa ser monitorado por uma equipe médica multidisciplinar. E geralmente esse grupo de paciente envolve pessoas com arritmias complexas, que apresentam angina ao fazer esforço, principalmente após terem feito cirurgia de ponto de safena, paciente com angioplastia, pacientes com doença estrutural do coração, doença de válvula grave entre outras,” explica.  

Cláudio lembra que a princípio, qualquer pessoa pode praticar exercício físico sendo que o médico consegue adaptar o tipo de exercício para a capacidade de cada indivíduo, o que inclui o tipo de exercício e sua intensidade. 

“O sedentarismo nunca é estimulado por nenhum médico a não ser em casos extremos em que o paciente esteja muito fragilizado”, conclui.

 

Entenda como a prevenção combinada pode reduzir os casos de HIV

Infectologista do CEJAM destaca que o uso de preservativos, a realização de testes regulares e a utilização de medicamentos como PrEP e PEP podem ser estratégias importantes para a prevenção 


Mesmo diante de avanços científicos e de intensas campanhas de conscientização, o diálogo em torno do HIV ainda se depara com obstáculos consideráveis no Brasil. O vírus da imunodeficiência humana, que compromete o organismo, tornando o indivíduo mais propenso a infecções e doenças, enfrenta barreiras em torno do diagnóstico precoce e da prevenção. 

De acordo com o último Boletim Epidemiológico HIV e Aids do Ministério da Saúde, entre 2007 e junho de 2023, o país notificou 489.594 casos de infecção por HIV, sendo 41,5% deles concentrados na região Sudeste. 

Um dos principais desafios encontrados atualmente é a evolução silenciosa do vírus, que pode permanecer anos no organismo sem apresentar sintomas e, assim, dificultar o diagnóstico precoce. 

"O ideal é que a detecção seja feita de maneira precoce, exatamente quando há essa ausência de sintomas. Começando o tratamento de forma rápida e correta, é possível evitar que o indivíduo tenha complicações de saúde relacionadas à progressão da doença e impedir que ele transmita o vírus para outras pessoas”, afirma o Dr. Paulo Antônio Friggi de Carvalho, infectologista do Hospital Estadual de Franco da Rocha, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. 

O especialista explica que os primeiros sinais, quando surgem, aparecem entre a segunda e a oitava semana após a entrada do vírus no corpo. Esses sintomas incluem febre, cefaleia, alterações na pele e aumento dos gânglios linfáticos, que, muitas vezes, acabam sendo confundidos com uma virose. Já em estágios mais avançados, perda de peso, febre persistente, sudorese noturna, diarreia e candidíase oral podem se manifestar, levantando um alerta. 

“Para evitar a propagação do HIV, é essencial adotar uma série de cuidados, entre eles o hábito de realizar a testagem regularmente. Esse exame deve ser incorporado à rotina de saúde de todas as pessoas sexualmente ativas. Indivíduos com múltiplas parcerias precisam realizar o teste ao menos uma vez ao ano ou sempre que vivenciem situações de risco”, destaca o médico. 

Os testes rápidos disponíveis nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) apresentam a vantagem de fornecer resultados em até 30 minutos. Além de analisarem casos de HIV, eles também detectam sífilis e hepatites B e C. Todo o atendimento ao paciente abrange acolhimento, aconselhamento e orientação. E, em caso de diagnóstico positivo, o encaminhamento para tratamento, que inclui medicamentos antirretrovirais. 

Hoje, o uso do preservativo continua sendo o método de barreira mais seguro para a prevenção do HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O SUS disponibiliza gratuitamente não apenas os testes e preservativos, mas também outros tratamentos preventivos, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). 

“A PrEP consiste no uso contínuo ou sob demanda de medicamentos, e é indicada para pessoas com manifestações frequentes de risco, funcionando como prevenção combinada a outros métodos. Já a PEP é um tratamento de 28 dias que visa prevenir a infecção pelo HIV após uma exposição de risco, podendo ser iniciada até 72 horas após a exposição”, relata o infectologista. 

Essas duas estratégias de prevenção estão disponíveis na maioria dos centros de saúde públicos especializados em HIV do país. Além disso, a PEP é oferecida em serviços de urgência e emergência. A PrEP, por sua vez, pode ser acessada também nos serviços de atenção primária à saúde. 

“Ao vivenciar qualquer situação de risco, é importante procurar um serviço de saúde mais próximo para realizar a testagem. Se existir tempo hábil, é possível recorrer à PEP. Nesse período, é fundamental evitar novas relações de risco”, aponta o médico. 

É importante lembrar que a transmissão do vírus HIV não é restrita apenas à prática de relações sexuais desprotegidas. O contágio ocorre ainda pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados, como agulhas e alicates, e de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação, caso a mãe não esteja em tratamento.

  

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
 @cejamoficial



Estomaterapia ajuda pacientes de câncer colorretal a terem mais qualidade de vida

Pesquisa indica que 46 mil novos casos de câncer colorretal irão surgir entre 2023 e 2025; entenda como a estomaterapia beneficia o tratamento

 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil conta com mais de 400 mil pessoas estomizadas. Este quadro é resultado de condições que exigem a criação de um estoma, uma abertura cirúrgica que possibilita ao organismo eliminar resíduos.

Entre as causas principais estão as doenças inflamatórias intestinais, como a Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa, e o câncer colorretal, que demandam a remoção de partes afetadas do intestino para tratar a condição.

Uma estimativa feita pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica que entre 2023 e 2025 surgirão cerca de 46 mil novos casos de câncer colorretal, o que equivale a cerca de 10% do total de cânceres diagnosticados no Brasil, sem contar os casos câncer de pele não melanoma.

Por conta do estoma, diversos pacientes podem acabar passando pela estomaterapia, especialidade da enfermagem que oferece cuidados especializados a essas pessoas. O intuito da estomaterapia é auxiliar no processo de cicatrização de feridas complexas, reduzindo riscos de infecções.

"O estoma assegura que os resíduos corporais sejam eliminados adequadamente quando o intestino natural não é mais funcional ou seguro para essa tarefa. Ele previne complicações potencialmente graves, como infecções e obstruções intestinais, que podem ocorrer quando partes danificadas do intestino permanecem no corpo", explica Simone Sousa, enfermeira e estomaterapeuta do IBCC Oncologia, hospital especializado no tratamento de câncer localizado no bairro da Mooca em São Paulo.


Qual o foco da estomaterapia?

Na área da estomaterapia, um dos focos principais é assegurar que o estoma tenha uma cicatrização adequada para evitar complicações, como infecções, que podem levar a hospitalizações prolongadas. Assim como, a abordagem personalizada tem um papel importante também.

“A abordagem personalizada assegura que cada plano de estomaterapia seja adaptado às necessidades individuais dos pacientes. Isso inclui a escolha precisa dos dispositivos para coleta de resíduos, o que não só minimiza o desconforto, mas também aumenta a confiança dos pacientes em suas atividades cotidianas”, afirma Sousa.

Outro aspecto importante é o suporte emocional, afinal, viver com um estoma pode ser um desafio emocional significativo, e o estomaterapeuta pode oferecer um apoio psicológico mais específico com relação ao estoma, ajudando os pacientes na aceitação e adaptação a seu novo estilo de vida. 

“Este suporte é fundamental para melhorar não apenas a saúde física dos pacientes, mas também sua saúde mental e emocional, garantindo uma adaptação mais suave e bem-sucedida às novas circunstâncias, que podem ou não ser permanentes”, ressalta a enfermeira.

Além do aspecto médico, um estoma bem gerenciado, juntamente com suporte em estomaterapia, ajuda pacientes a recuperar uma sensação de normalidade em suas vidas diárias. "Cuidados especializados auxiliam os pacientes a se adaptarem a mudanças significativas em sua rotina. O processo envolve conselhos fundamentais sobre diversos aspectos práticos, como dieta e vestimenta, promovendo bem-estar físico e emocional", finaliza Sousa.

 


IBCC Oncologia
https://ibcc.org.br/


Por que ficamos cansados após as refeições?

Nutrólogo explica as causas e dá dicas para evitar o cansaço pós-refeição

 

Quem nunca sentiu aquela sensação de cansaço ou vontade de cochilar logo após uma refeição? Esse fenômeno, bastante comum, está relacionado a processos fisiológicos do corpo humano e aos hábitos alimentares, conforme explica o Dr. Daniel Magnoni, nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo. Embora a sonolência depois de comer não seja, em geral, motivo de preocupação, ela pode indicar a necessidade de ajustes na alimentação ou na rotina.


A fisiologia da digestão

Quando nos alimentamos, o corpo desvia uma grande parte do fluxo sanguíneo para o sistema digestivo, com o objetivo de processar os alimentos ingeridos. Esse aumento da circulação sanguínea na região abdominal pode levar a uma leve redução no fornecimento de sangue para o cérebro, contribuindo para a sensação de cansaço.

Além disso, o consumo de alimentos ricos em triptofano — aminoácido presente em proteínas como frango, peixe, queijo e ovos — estimula a produção de serotonina, um neurotransmissor associado ao relaxamento e ao sono. “A produção de serotonina pode deixar o corpo mais predisposto a descansar, especialmente quando combinada com refeições volumosas”, explica Magnoni.


Hábitos alimentares: vilões ou aliados

A composição e o tamanho das refeições desempenham um papel crucial no cansaço pós-refeição. Refeições grandes e ricas em gorduras, como frituras e pratos com queijos cremosos, demandam mais tempo e esforço do sistema digestivo, o que pode intensificar a sonolência.

“Alimentos gordurosos são mais difíceis de digerir porque suas moléculas são maiores e exigem mais trabalho enzimático”, afirma o nutrólogo. Por outro lado, refeições ricas em carboidratos simples, como pães brancos, doces ou alimentos processados, podem causar picos de glicose no sangue seguidos de quedas rápidas, gerando cansaço.

“Comer em excesso, independentemente do tipo de alimento, também sobrecarrega o corpo. Uma estratégia simples é reduzir o tamanho das porções e mastigar lentamente, permitindo que o corpo registre a saciedade antes que você coma mais do que precisa”, aconselha Magnoni.


O papel do álcool

O consumo de bebidas alcoólicas durante as refeições também pode agravar o quadro de cansaço. O álcool é um depressor do sistema nervoso central, o que significa que ele desacelera as funções do corpo, incluindo a atividade cerebral. Para quem sente muito sono após o almoço, evitar bebidas alcoólicas pode ser um passo importante.

“Mesmo uma taça de vinho ou uma cerveja pode contribuir para a sonolência, especialmente se combinada com refeições pesadas. O ideal é reservar o álcool para ocasiões específicas e priorizar uma hidratação adequada durante as refeições”, recomenda o especialista.


Quando se preocupar?

Embora a sonolência após comer seja comum, Magnoni alerta que o cansaço excessivo ou frequente pode estar relacionado a condições de saúde, como intolerâncias alimentares, apneia do sono ou problemas metabólicos. “Se o cansaço for extremo e persistente, é importante procurar um médico para investigar possíveis causas subjacentes”, orienta.


Como evitar o cansaço pós-refeição?

Adotar pequenas mudanças na rotina pode ajudar a reduzir a sensação de sonolência após comer:

    1. Faça refeições balanceadas: Combine proteínas, gorduras saudáveis e carboidratos complexos em porções moderadas.
    2. Evite alimentos ultraprocessados: Priorize alimentos in natura ou minimamente processados, que promovem uma liberação mais gradual de energia.
    3. Modere no álcool: Prefira sucos naturais, água ou chás durante as refeições.
    4. Mastigue devagar: Isso facilita a digestão e evita o consumo excessivo.
    5. Mexa-se após a refeição: Uma caminhada leve pode ajudar a combater o cansaço e estimular a digestão.

 

  • Mantenha-se hidratado: Beber água ao longo do dia, inclusive entre as refeições, ajuda a otimizar o metabolismo e melhora a circulação sanguínea;

Ao entender os mecanismos por trás do cansaço pós-refeição, é possível ajustar hábitos e aproveitar as refeições sem perder a energia para o restante do dia. “Comer é um momento de prazer, e pequenos cuidados podem fazer toda a diferença na qualidade de vida”, conclui Magnoni.

 

 Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


Especialista dá dicas de cuidados com a audição para evitar problemas de surdez

Brasil tem 10 milhões de pessoas com algum grau de surdez e metade dos casos poderia ser evitado ou minimizado com o tratamento adequado e formas simples de prevenção

 

A saúde auditiva é um fator muitas vezes negligenciado pela população em geral, mas essencial para a manutenção da qualidade de vida. Segundo dados recentes do IBGE, mais de 10 milhões de brasileiros têm algum grau de deficiência auditiva, com cerca de 2,7 milhões deles sofrendo de surdez profunda. O Ministério da Saúde ponta que o aumento da surdez no país está associado a fatores como o envelhecimento da população e a exposição inadequada a ruídos ao longo da vida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2050, 1 em cada 4 pessoas terá problemas auditivos no mundo, fato que poderia ser evitado, em grande parte dos casos, por meio da identificação precoce dos sintomas e com mudanças de hábitos simples ao longo da vida. 

De acordo com o médico Yasser Jebahi, otorrinolaringologista da Paraná Clínicas, um dos principais planos de saúde empresariais do país, a surdez pode ser causada por diversas razões, como fatores genéticos, problemas herdados ou ainda ligados a síndromes desde o nascimento, como infecções na gravidez, por meio de doenças como rubéola, sífilis e citomegalovírus, além de doenças e infecções, como meningite, otites ou até mesmo diabetes e hipertensão, além da exposição a ruídos e sons estrondosos, como música alta nos fones ou máquinas, que podem danificar a audição ao longo do tempo. Existe ainda o próprio envelhecimento natural, que diminui a capacidade auditiva no decorrer do tempo. 

Segundo o especialista, a identificação precoce de problemas auditivos é essencial para determinar a prevenção de casos mais graves de surdez e os sinais são bem específicos em cada fase da vida. “Bebês fazem o teste da orelhinha logo após o nascimento. Já para crianças, sinais como atraso na fala ou dificuldade em entender palavras devem ser investigados. No caso dos adultos, eles devem buscar avaliação médica se perceberem dificuldades em ouvir ou necessidade de aumentar o volume de aparelhos. Por último, os idosos precisam de exames regulares, já que a perda auditiva nessa fase é comum”, afirma. 

O doutor Jebahi explica ainda que existe uma relação direta entre o zumbido no ouvido e a surdez. O zumbido (ou tinnitus) pode ser um aviso de problemas auditivos. Ele acontece quando as células do ouvido interno estão danificadas, algo que também pode causar perda auditiva. Algumas condições como exposição a ruídos, envelhecimento e até doenças como a Doença de Ménière (que causa tontura e perda auditiva) podem trazer zumbido. “Embora nem sempre o zumbido signifique surdez, ele pode ser um alerta de algo maior e deve ser avaliado por um médico”, alerta o especialista.
 

Exames preventivos

Muitas pessoas têm, por hábito, procurar auxílio médico apenas quando os primeiros sinais da surdez já aparecem. Entretanto, os exames de prevenção são indicados em todas as fases da vida, mesmo em menor frequência. Em bebês, o teste da orelhinha é feito para identificar problemas congênitos. Nas crianças os exames, como a audiometria, devem ser realizados quando houver sinais de atraso na fala ou dificuldade na escola. Em adultos a audiometria tonal e vocal verifica a capacidade de ouvir sons e entender a fala. Se não houver queixas de problemas auditivos, o indicado é que os exames em crianças e jovens sejam feitos a cada dois ou três anos. Com queixas ou exposição a ruídos, exames anuais são recomendados. Já nos idosos, exames anuais são indicados, mesmo sem sintomas.
 

Como evitar a surdez?

A principal dica do médico para evitar a surdez é se proteger de ruídos, reduzindo o volume dos fones de ouvido, evitando exposição prolongada a sons altos e usando protetores auriculares em locais barulhentos. O tratamento rápido e adequado de infecções comuns de ouvido, como a otite, também ajuda a evitar problemas mais graves.

É importante, ainda, tomar cuidados com as medicações, pois alguns remédios podem afetar a audição. Por isso é recomendável sempre seguir a orientação médica e evitar a automedicação. Outra dica importante é manter a vacinação sempre em dia. Vacinar-se contra sarampo, rubéola, caxumba e meningite ajuda a evitar complicações que podem afetar a audição.

Por último, manter um estilo de vida saudável, controlando doenças como diabetes e hipertensão também protege os ouvidos. “A perda auditiva, além de um problema em si, pode ser um sinal de alerta para outras condições. Buscar ajuda cedo ajuda a evitar complicações maiores e melhora muito a qualidade de vida”, concluiu o especialista da Paraná Clínicas.
 

Confira abaixo cinco hábitos diários que podem influenciar sua saúde auditiva:

• Uso de fones de ouvido: o uso frequente e com volume alto é uma das principais causas de perda auditiva em jovens. Ao utilizar os fones, prefira volumes baixos e limite o uso a 1 hora por dia.

• Dieta alimentar: Alimentos ricos em antioxidantes (frutas, legumes, peixes) ajudam a proteger o ouvido. Evite muito sal, que pode piorar condições como a doença de Ménière.

• Tabagismo e álcool: o hábito de beber e fumar com frequência afeta a circulação no ouvido interno e pode prejudicar a audição.

• Estresse: pode aumentar o risco de zumbido ou piorar sua percepção.

• Atividade física: o hábito de praticar atividades físicas melhora a circulação sanguínea, protegendo o ouvido.


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