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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

10 dicas para compras internacionais na Black Friday e Cyber Monday com segurança e economia

 Levantamento do Google aponta que 62% dos brasileiros pretende fazer compras no período; os itens mais procurados são aparelhos eletrônicos

 

A Black Friday, uma das datas mais importantes para o varejo, acontece oficialmente no dia 29 de novembro e, logo na sequência, no dia 2 dezembro, chega a Cyber Monday, que também movimenta as compras, sobretudo nos Estados Unidos. Para quem vai viajar, principalmente para o país norte-americano, esta é uma excelente oportunidade para garantir produtos com os melhores preços. 

Segundo um levantamento feito pelo Google, 62% da população brasileira pretende fazer compras na data promocional, e os itens mais procurados são aparelhos eletrônicos (76%). Segundo dados da Wise, os eletrônicos foram os itens que mais se destacaram nas compras pelos usuários brasileiros do cartão da fintech entre janeiro e agosto deste ano, reforçando a preferência por estes produtos também em compras internacionais e em outras épocas do ano, já que geralmente estão entre os itens que mais compensam em relação aos preços no Brasil. 

Um dos itens mais desejados pelos brasileiros e que vale a pena comprar no exterior é o iPhone, que pode ser adquirido nos Estados Unidos por até metade do preço praticado nas lojas brasileiras. 

A Wise listou algumas dicas para se preparar para Black Friday e Cyber Monday no exterior:

  1. Planejamento: faça uma lista de lojas e dos produtos que deseja comprar. Esse época é muito concorrida, as lojas físicas costumam ter filas e os produtos de lojas online podem esgotar rapidamente devido à alta demanda e preço atrativos;
  2. Lojas confiáveis: fique atento aos preços, especialmente quando os valores estiverem muito abaixo do mercado. Compre em lojas confiáveis e lembre-se de que golpistas aproveitam a data para aplicar fraudes;
  3. Leia avaliações: verifique as opiniões de outros consumidores sobre os produtos que você está pensando em comprar;
  4. Pesquisa de preços: nem todos os produtos vale a pena comprar no exterior. Pesquise os valores no Brasil, confira a cotação do câmbio e avalie também a possibilidade de pagar parcelado no Brasil versus ter que pagar o valor cheio no exterior. A Wise oferece um conversor de moedas que ajuda a comparar os valores
  5. Abra uma conta global: as contas como a da Wise são práticas, fáceis de abrir e usar. Permitem realizar compras na moeda local, evitando surpresas com o valor do câmbio na hora de pagar a conta;
  6. Não vai viajar? Aproveite o cartão digital: na Wise, por exemplo, os clientes podem manter simultaneamente até três cartões digitais diferentes. É possível criar um cartão digital só para as compras no e-commerce, sem atrelá-lo a demais serviços e gastos;
  7. De olho no IOF: na Wise, o IOF é de 1,1% na hora de converter os valores, bem menor que do IOF de compra internacional cobrado pelos cartões de crédito - (5,38%). Atente-se também às tarifas cobradas pelas contas multimoedas e os cartões de crédito. Nem todas comunicam os custos da transação de maneira transparente;
  8. Monitore o câmbio: acompanhe a cotação para fazer a compra quando o câmbio estiver mais favorável. Na Wise, é possível converter moedas no dia em que houver uma queda no câmbio, garantindo o melhor preço em mais de 40 moedas;
  9. Cuidado com as bagagens: separe uma espaço na mala para as compras e embale com cuidado para chegar com todos os produtos inteiros;
  10. Declarações e impostos: é muito importante seguir as normas da Receita Federal. Cada viajante pode trazer bens, sem pagar impostos, dentro de até US$ 1.000 por via aérea. Caso o valor ultrapasse esse limite,o viajante deverá pagar um imposto de 50% sobre o valor excedente. Entretanto, se o produto for utilizado durante a viagem e for de uso pessoal, ele pode ser trazido mesmo que seu valor supere a cota.
     

Wise

 

G20: 8 desafios ainda enfrentados pelas empreendedoras no Brasil

 Empreendedorismo feminino será um dos assuntos discutidos pela reunião que tem objetivo de debater o desenvolvimento econômico dos países emergentes


 

A reunião do G20, sediada no Rio de Janeiro em novembro, tem o objetivo de falar sobre o desenvolvimento econômico, social e ambiental, e provoca a discussão sobre a necessidade do fomento ao empreendedorismo feminino - essencial não só para a inclusão, como também para a evolução e expansão do mercado. A pauta é especialmente importante já que, segundo pesquisa da FIA Business School, em 2023, 38% dos cargos de liderança no Brasil eram ocupados por mulheres. O número representa pouco mais de um terço dos líderes do país. E, apesar do avanço, ainda há um longo caminho pela frente, afinal, as mulheres representam mais da metade da população brasileira e, nesse mesmo cenário, representam somente 34% de todos os empreendimentos do país, segundo o Sebrae. No ecossistema de inovação, as estatísticas são ainda mais desafiadoras, são somente 4,7% das startups fundadas exclusivamente por mulheres, de acordo com o Distrito.

Diante desse cenário, e do avanço das discussões sobre a inserção das mulheres em cargos de liderança e desenvolvimento de soluções, X empreendedoras trazem alguns dos principais desafios enfrentados pelas mulheres.

 

Mulheres também precisam encabeçar investimentos

“As mulheres enfrentam inúmeros desafios, especialmente nos setores de tecnologia e finanças, historicamente, dominados por homens. Isso se reflete também na captação de investimentos, tanto para empreendedoras de startups quanto para gestoras de fundos. Nesse contexto, o mercado precisa reconhecer que a diversidade gera retorno financeiro. Quando um time diverso avalia um investimento, há a oportunidade de trazer múltiplas perspectivas para a mesa. O que pode parecer uma oportunidade para um pode não ser para outro e, essa combinação de pontos de vista, permite identificar o que não é imediatamente óbvio. Por isso, é essencial termos mais mulheres no processo de decisão sobre quais startups receberão investimentos. Elas têm o potencial de enxergar oportunidades rentáveis que muitas vezes são ignoradas devido a vieses”, explica Erica Fridman, gestora do Sororitê Fund 1, fundo de Venture Capital de R$ 25 milhões que investe em startups early stage fundadas ou co-fundadas por mulheres.

 

A importância da criação de políticas públicas

“Os desafios enfrentados pelas empreendedoras no Brasil refletem as desigualdades estruturais que perpassam gênero, raça, classe, origem, identidade e orientação sexual. Essas sobreposições de identidades amplificam as discriminações, criando barreiras interseccionais que tornam o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres ainda mais desafiador. Três áreas críticas que necessitam de políticas públicas direcionadas são: o acesso ao financiamento, uma vez que as mulheres possuem menos acesso a crédito e financiamento de risco, limitando suas oportunidades de crescimento e inovação; a tecnologia e digitalização, já que a falta de infraestrutura digital, as dificuldades econômicas e o preconceito em relação à capacidade técnica das mulheres, especialmente negras e de baixa renda, dificultam sua plena participação no ambiente digital; e as barreiras históricas e culturais relacionadas ao papel das mulheres no cuidado, que reforçam a ideia de que elas devem assumir a responsabilidade por crianças, idosos e tarefas domésticas, limitando o tempo e os recursos que podem dedicar ao crescimento de seus negócios” compartilha Carine Roos, fundadora e CEO da Newa, consultoria de impacto social.


 

A falta de representatividade em rodas de lideranças

O networking é fundamental na construção das carreiras profissionais, garantindo um mundo mais conectado, colaborativo, próspero, plural e sustentável. Entretanto, alguns entraves de gênero impedem que as mulheres avancem e criem conexões profundas. A falta de representatividade em rodas de liderança, os estereótipos e o machismo enraizado na sociedade criam obstáculos para a ascensão profissional. “Hoje, temos um sistema melhor do que tínhamos há anos, mas ainda não chegamos no modelo ideal que trará a verdadeira presença feminina no mercado de trabalho. O que vejo hoje em dia é que precisamos aumentar cada vez mais essa representatividade para criar modelos e inspirar outras profissionais a assumirem cargos de liderança. O que nos trouxe até aqui como sociedade e mercado não nos levará adiante. Para avançar, precisamos de novas abordagens e lideranças inclusivas”, completa Laís Macedo, Presidente do Future Is Now, grupo de networking voltado para líderes que protagonizam a nova economia.


A importância vital de redes de apoio no empreendedorismo feminino

“Quando iniciei a minha trajetória empreendedora em 2011, o cenário de startups no Brasil ainda era embrionário, e encontrar mulheres em posições de liderança era um verdadeiro desafio. Não havia muitas referências femininas para nos espelharmos, e os espaços de empreendedorismo eram dominados majoritariamente por homens, tanto nos eventos quanto nas decisões. Apesar de vermos uma mudança gradual, com mais mulheres ocupando cargos estratégicos, ainda enfrentamos barreiras significativas. Ser empreendedora no Brasil exige coragem para explorar o desconhecido, aprender com erros e, acima de tudo, confiar em nossa capacidade. A construção de uma rede de apoio entre nós é mais do que importante - Ter mulheres em cargos de CEO, CMO, gerentes ou qualquer outra posição de gestão não é apenas um ponto de referência para outras mulheres que percebem que podem chegar lá, mas também para aquelas que já estão, oferecendo uma rede de apoio para discutir situações comuns. É isso que nos fortalece para continuar trilhando esse caminho”, reflete Nara Iachan, CMO da Loyalme by Cuponeria.

 

As mulheres ainda precisam se esforçar o dobro para serem reconhecidas

“Embora o número de mulheres nas cúpulas globais, como o G20, esteja crescendo, ele ainda é drasticamente inferior ao de homens. Uma disparidade evidente também no nosso mercado de trabalho, onde as mulheres precisam se esforçar o dobro para serem reconhecidas. O currículo de uma mulher precisa ser impecável, suas conquistas incontestáveis, e, mesmo assim, ela continua sendo subestimada. As mulheres enfrentam uma cobrança constante para se provar e reafirmar suas capacidades, em um cenário onde a igualdade deveria ser a norma. Se essa realidade é clara em eventos globais como o G20, imagine a luta silenciosa enfrentada por milhares de mulheres nos ambientes corporativos e econômicos ao redor do mundo. A verdadeira mudança só virá quando a competência for o único critério, independentemente de gênero”, compartilha, Ana Carolina Gozzi, CO-CEO do Compre & Alugue Agora (CAA), startup que conecta profissionais do setor imobiliário com clientes que desejam comprar, vender ou alugar imóveis.

 

Ainda é preciso investir mais no potencial das mulheres empreendedoras

“As mulheres desempenham um papel crucial no empreendedorismo de impacto social e na agenda do combate à fome. Um exemplo que ilustra essa realidade é que 62% das iniciativas inscritas no hub Pacto Contra a Fome, que reúne projetos de impacto em todo o país, são lideradas por mulheres. Esse dado evidencia o forte engajamento feminino nas questões sociais, destacando a importância de fortalecer e apoiar iniciativas que ampliem o acesso a recursos para esse público. Promover o protagonismo das mulheres é essencial para impulsionar a construção de um futuro mais sustentável e inclusivo", reforça Alcione Pereira, CEO e fundadora da Connecting Food, primeira foodtech brasileira especializada em conectar alimentos que seriam descartados por empresas à organizações da sociedade civil.

 

Ainda é desafiador encontrar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional

O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é um dos principais desafios que as empreendedoras enfrentam no Brasil. Muitas mulheres lidam com a pressão de conciliar as responsabilidades familiares com as demandas de seus negócios, o que pode levar ao estresse e ao esgotamento. Essa situação é agravada em um ambiente de trabalho que, muitas vezes, não oferece suporte adequado às necessidades das mulheres. Mariane Takahashi, CEO da Abstartups, destaca a relevância desse equilíbrio em sua trajetória. Ela reconhece que, embora essa conciliação seja uma prioridade, também representa um desafio constante. “É fundamental estabelecer limites e valorizar o autocuidado”, afirma Mariane. “Para ter um impacto real no mundo dos negócios, precisamos, antes de tudo, cuidar de nós mesmos, família e amigos”, finaliza a executiva.


A falta de representatividade feminina nos investimentos

“Não digo só como investidoras, mas principalmente como líderes de empresas que recebem grandes aportes. Temos um forte potencial de empreendedorismo feminino no Brasil - 34% de empreendedoras, de acordo com o IBGE - mas, mesmo assim, a presença feminina em portfólios de investidas ainda é muito baixa. É necessário que os tomadores de decisão nos investimentos entendam as diferentes barreiras que fundadoras enfrentam na jornada empreendedora e construam caminhos para se aproximar e investir em mais startups fundadas por mulheres, aumentando a representatividade delas no seu portfólio”, afirma Itali Collini, Diretora da Potencia Ventures, grupo de investimento voltado para negócios de impacto social com foco em educação e empregabilidade.


Direitos de Nacionalidade: O que as novas propostas de lei significa para os 32 milhões de brasileiros ítalo-descendentes?

Nos últimos dias, eventos como o seminário “Reconhecimento da Nacionalidade Italiana: Uma Visão Globalizante” reuniram especialistas e figuras importantes para debater os possíveis impactos da proposta de restrição Jus Italie nos 32 milhões de descendentes de italianos no Brasil. Entre eles estão nomes como Cláudia Antonini vice-presidente da ASTRAJURS (Associação dos Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais do RS), e o do Daniel Taddone, peça central no debate, pois colabora diretamente com autoridades italianas na criação de políticas mais inclusivas para cidadãos no exterior, além de sociólogo, genealogista e conselheiro do CGIE (Conselho Geral dos Italianos no Exterior). Os juristas e acadêmicos destacaram a importância de não polarizar o debate entre ius sanguinis e ius soli, mas de promover uma visão integrada que  valorize tanto as raízes culturais como a abertura a novas identidades. Com a manifestação de Giovanni Caridi, Presidente da AGIS (Associazione Giuristi Iure Sanguinis), de ultrapassar visões parciais a favor de uma abordagem interdisciplinar e integrada, dando voz direta aos cidadãos italianos no debate nacional. 

O evento também contou com a presença da advogada Maristella Urbini da AUCI (Avvocati Uniti per la Cittadinanza Italiana), que salientou como alguns meios de comunicação tentaram estigmatizar a comunidade de ítalo-descendentes, apresentando-a como um grupo de oportunistas em busca de um passaporte fácil para a Europa. O seminário contrariou essas narrativas com dados e estatísticas oficiais, reiterando que o legítimo direito à cidadania baseado no ius sanguinis não pode ser reduzido a uma oportunidade instrumental, pois tem raízes nos profundos laços culturais e afetivos dos ítalo-descendentes com a Itália. O fórum lançou as bases para um debate mais informado e construtivo, superando abordagens preconceituosas e estereótipos, com o objetivo de promover uma reforma da cidadania que reflita a identidade italiana em um mundo global. As reflexões que surgiram representam um passo em direção a um futuro inclusivo para a Itália e suas comunidades no exterior, reforçando as raízes históricas e valorizando o contributo fundamental dos descendentes de italiano. A notícia da criação de uma  nova Associação que reunirá transversalmente todos aqueles que se preocupam com  a proteção dos direitos dos ítalo-descendentes foi acolhida com entusiasmo pela audiência, marcando mais um passo no sentido de uma maior representatividade.

Em contrapartida, enquanto muitos manifestam sua posição diante da proposta de lei, durante o workshop Integração RS – Itália que contou com a presença da Cristina Mioranza, presidente do Comitê RS e do Cônsul Geral Valerio Caruso, ele destaca a sua imparcialidade em relação aos novos projetos e ressaltou a importância dos cidadãos italianos reconhecidos demonstrarem à Itália que a dupla cidadania não é buscada apenas para usufruir de benefícios.

A proposta de Lei 752 (PL 752), apresentada no Senado italiano, gerou grande repercussão entre os descendentes de italianos, especialmente no Brasil. O PL traz alterações significativas nos critérios para reconhecimento da cidadania italiana por descendência, restringindo a concessão de cidadania para novas gerações. No entanto, essa não é a primeira vez que mudanças nas regras de cidadania italiana são propostas. Desde a oficialização do jus sanguinis em 1992, diversas propostas de reforma surgiram ao longo dos anos. Muitas delas buscaram limitar o reconhecimento da cidadania para os descendentes de italianos que vivem fora da Itália, especialmente nas Américas. 

O contexto atual, entretanto, acrescenta um novo ingrediente ao debate: a ascensão de um governo de direita, liderada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que é conhecida por suas posições firmes em relação à imigração e à identidade nacional.  Com a proposta de restrição do “Jus Italie” discutido pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani. O projeto, apoiado pelo partido Força Itália (FI), visa limitar o direito de cidadania pelo princípio do “jus sanguinis” para descendentes de italianos cujos antepassados (pais, avós ou bisavós) tenham nascido fora da Itália, restringindo o sistema que atualmente não possui limite de gerações. Para o ministro, o objetivo é confirmar o ius sanguinis, mas reduzir a árvore genealógica, ele afirma que buscam italianos de verdade, não pessoas que solicitam a cidadania apenas para ter um passaporte da União Europeia.

A questão central por trás dessas respostas é a percepção de que o reconhecimento de cidadania aos descendentes de italianos em países como o Brasil tem impactado o sistema migratório e econômico da Itália e da União Europeia. Um outro ponto, é a introdução de critérios mais específicos para o reconhecimento da cidadania, como a exigência de conhecimento da língua e da história italiana. Isso reflete uma tendência global de países que impõem uma cidadania baseada apenas em laços de sangue e buscam garantir que os novos cidadãos tenham um vínculo real com a cultura e o idioma do país. Na Itália, essa exigência pode reduzir significativamente o número de brasileiros elegíveis à cidadania, já que muitos não falam italiano ou não possuem laços culturais profundos com o país.

As possíveis mudanças, trazem à tona uma discussão mais ampla sobre a cidadania italiana e os laços culturais entre os descendentes e a Itália.  Além disso, essa movimentação diante das possíveis mudanças, fará com que os números de protocolos em busca da cidadania tripliquem. Diante de todas essas incertezas, a comunidade ítalo-brasileira precisa se preparar para qualquer cenário. Uma estratégia eficaz é acelerar o processo de reconhecimento dos ítalos-descendentes que possuem o direito. 

 

Nátali Lazzari - natural do Rio Grande do Sul, mas reside na Itália há muitos anos. especialista em genealogia e diretora da Avanti Cidadania, um escritório de consultoria jurídica especializado em cidadania italiana. Com uma trajetória que já ajudou mais de 400 famílias a conquistarem a cidadania italiana, é também membro do Instituto Genealógico Italiano. Graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ela realizou intercâmbios em vários países e se envolveu em projetos voluntários, incluindo a função de secretária de Julieta, em Verona.


BOLETIM DAS RODOVIAS

 

Início de tarde com lentidão nas principais rodovias concedidas 


A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta segunda-feira (4). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido interior, registra tráfego normal. Já no sentido capital o tráfego está lento do km 15 ao km 11+360 e do km 63 ao km 60. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão do km 17 ao km 13+360 e do km 53 ao km 50, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta tráfego normal nos dois sentidos. Já a Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, registra tráfego lento do km 31 ao km 24, do km 17 ao km 13+700 da pista expressa e do km 15 ao km 13+700 da pista marginal. No sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta lentidão no sentido capital do km 21 ao km 16. No sentido interior, o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.

Afinal, a IA vai substituir os humanos no atendimento ao cliente?


Não é novidade que cada vez mais as soluções voltadas para o atendimento ao cliente (Customer Experience, ou CX, na sigla em inglês) estejam integradas à Inteligência Artificial. Mas isso, necessariamente, não significa que em breve não teremos mais o atendimento humano no call center. Pelo contrário: quanto mais a área de CX se aproxima da IA, mais teremos o atendimento humano como o principal vetor de qualidade para o cliente. 

A ideia de que a IA vai substituir o atendimento humano provavelmente vem do fato de que CX foi uma das primeiras indústrias a incorporar a tecnologia na rotina de trabalho – e é fácil entender que esse movimento não aconteceu com o objetivo de substituir o atendimento das pessoas pela IA. 

A implementação da IA em CX aconteceu porque essa é uma das áreas que mais envolvem tarefas repetitivas e que podem ser facilmente automatizadas. Além disso, o grande volume de interações permite que pequenas melhorias, proporcionadas pela IA, se transformem em um diferencial significativo. Em um call center, automatizações simples podem economizar minutos preciosos, permitindo que os agentes foquem no que realmente importa: ouvir o cliente, em vez de perder tempo preenchendo telas no sistema, por exemplo. 

No que tange ao comportamento do consumidor, a pandemia acelerou a integração da IA – agentes remotos e um volume enorme de atendimentos, disparados pela mudança drástica de hábitos na época, fez com que contact centers em todo o mundo tivessem um aumento de 48% no volume de interações, segundo dados do Google, incluindo telefone, chat, e-mail, redes sociais e SMS. A saída foi agregar mais tecnologia – não só no atendimento ao cliente, como em várias outras áreas. Ademais, o uso da IA no atendimento ao cliente proporcionou uma redução nos custos de 30%, o que é extremamente relevante num mercado tão competitivo. 

E, hoje, a IA tem um valor inestimável para CX que vai além do atendimento ao cliente: a tecnologia possibilita o tratamento massivo de dados, para a descoberta de insights para o negócio que até poucos anos atrás não seriam visíveis tão facilmente.

 

Os dados são a chave

Para além da questão da automação, há um outro fator em um call center que faz com que haja um terreno fértil para o uso da Inteligência Artificial: os dados. Imagine que, além do seu histórico de interações, de informações sobre compras, um call center pode ter vários outros dados, como o lugar onde você mora, números de documento, sua idade, gênero, entre outros aspectos mais comuns. 

Também não é incomum as empresas de call center utilizarem sistemas que capturam o sentimento do cliente por telefone, ou pelo tom de mensagens escritas. A tecnologia, na realidade, existe há anos – e o problema sempre foi cruzar essas informações de maneira que fosse possível ter insights que fizessem diferença ao negócio. 

E justamente um dos grandes avanços da IA em CX tem sido a análise preditiva com base na coleta de dados, que permite um suporte proativo ao antecipar necessidades futuras dos consumidores. 

Examinando dados históricos, padrões de comportamento e feedbacks dos clientes, a IA consegue prever suas futuras demandas, possibilitando às empresas um atendimento proativo. Trata-se da tecnologia antecipando problemas e oferecendo soluções antes mesmo do cliente manifestar uma necessidade. 

Essa gestão da base de dados, feita pela IA durante o atendimento, proporciona uma jornada mais fluida do cliente, além de gerar dados que vão pautar as estratégias de marketing. E aqui, novamente, estamos falando de uma comunicação que vai ser criada por pessoas, para pessoas.

 

IA versus atendimento humano

Se a integração da IA ao call center é um caminho sem volta, também é consenso no mercado que a tecnologia continuará a ser usada sim, mas sem eliminar a interação humana. 

Uma pesquisa da consultoria Gartner, feita no fim de 2023 com 5,7 mil pessoas, evidencia que 64% dos consumidores preferem atendimento humano e 53% trocariam de empresa por uma concorrente se soubessem do uso de IA no atendimento ao cliente. Dos entrevistados, 60% declararam a dificuldade para serem atendidos por um humano como principal motivo de rejeição à IA, seguido por desemprego (46%), respostas incorretas (42%), segurança de dados (34%) e discriminação de tratamento entre diferentes consumidores (25%). 

Apesar do avanço da IA, certas habilidades humanas ainda são consideradas insubstituíveis como a empatia e a comunicação. As melhores empresas do mundo estão usando IA para tarefas repetitivas e deixando as interações mais complexas e emocionais para os humanos, resultando em clientes satisfeitos e funcionários realizados, quando este procedimento é feito corretamente. 

O grande diferencial competitivo está na responsabilidade colaborativa, ou seja, no equilíbrio entre a eficiência da IA e o contato humano. As interações humanizadas continuam sendo fundamentais para a edificação de relacionamentos de confiança com os clientes, aspecto que a IA ainda não consegue imitar.

Em resumo, a IA agrega velocidade, eficiência e a capacidade de trazer à tona informações que somam às estratégias de atendimento ao cliente, mas estão muito distantes de substituir totalmente os humanos nessa jornada. Por mais que a máquina tenha aprendido a imitar o homem, lhe falta um componente essencial: a consciência sobre suas próprias ações, e a capacidade de tomar decisões baseadas não só em dados, mas também em emoções.




Rafael Brych - Gerente de Inovação e Marketing da Selbetti Tecnologia

Conheça mais sobre a Selbetti Tecnologia


Black November: Cinco dicas para evitar armadilhas na hora de comprar viagens com preços promocionais

Turismólogo e apresentador do programa Aventureiros, Vitor Vianna traz orientações para os consumidores que desejam aproveitar as promoções de viagens com segurança e evitar armadilhas 


Comemorada este ano em 29 de novembro, a Black Friday vem se aproximando e muitos consumidores se preparam para aproveitar as ofertas de viagens. E, para garantir ótimas ofertas e descontos, diversos lugares optaram por aproveitar o mês inteiro para lucrar e apostaram na Black November. 

No entanto, é fundamental estar atento para não cair em armadilhas que podem resultar em prejuízos. Dessa forma, Vitor Vianna, turismólogo e apresentador do programa Aventureiros, compartilha dicas essenciais para garantir uma compra segura e vantajosa.
 

1. Cuidado com a antecedência 

“Uma das principais recomendações é nunca comprar uma viagem com muita antecedência. Pacotes que oferecem serviços com mais de um ano de antecedência podem ser armadilhas. Se a empresa falir, você pode ficar sem o serviço contratado e sem seu dinheiro de volta”, alerta Vianna. Ele enfatiza que, ao se tratar de viagens, não existem garantias de que serviços como passagens aéreas, hospedagem e passeios possam ser confirmados tanto tempo antes.
 

2. Desconfie de preços muito baixos

Além disso, é importante desconfiar de preços excessivamente baixos. “Pacotes para a Disney por menos de R$1.000, por exemplo, são irrealistas. Isso não existe! Se uma oferta parece boa demais para ser verdade, provavelmente, é golpe”, afirma.
 

3. Verifique a localização correta do aeroporto

Outro ponto crucial que o especialista destaca é a importância de verificar a localização dos aeroportos. “Antes de adquirir uma passagem muito barata, confira qual aeroporto você vai chegar. Muitas cidades internacionais têm mais de um aeroporto e o mais barato pode ser o mais distante, o que gera custos adicionais de transporte. Essa diferença pode acabar tornando a viagem muito mais cara do que inicialmente parecia”, explica.
 

4. Veja se o site é realmente seguro

Para garantir que o site onde se está comprando é confiável, o apresentador sugere sempre optar pela compra direta nos portais das companhias aéreas e hotéis. “Desconfie de sites que oferecem preços muito inferiores aos das próprias companhias. Sempre procure o ícone do cadeado na barra de endereços e verifique se a URL começa com HTTPS. O ‘S’ indica que o site é seguro, o que proporciona uma camada adicional de proteção durante a transação”, orienta.
 

5. Fique atento a todas as informações

Os golpes mais comuns incluem pacotes internacionais a preços absurdamente baixos e ofertas que prometem embarques muito distantes. “Essas ofertas são inexistentes e, geralmente, visam enganar o consumidor. Esteja sempre em alerta e verifique as informações antes de finalizar a compra”, ressalta Vianna.
 

Por fim, Vitor ainda comenta sobre um mito comum que circula entre os viajantes. “Não há um período do dia mais barato para comprar passagens aéreas. O que realmente conta são os períodos promocionais, como a Black Friday, ou aniversários das companhias aéreas, quando os descontos são oferecidos de forma legítima”, comenta. “Com essas dicas, os consumidores poderão aproveitar a Black Friday com mais segurança e inteligência para garantir que suas experiências de viagem sejam positivas e livres de surpresas desagradáveis”, finaliza. 

 

Vitor Vianna - começou a carreira como professor de educação física. Mas como tinha outras paixões, entrou também para o Jornalismo e, em seguida, formou-se como turismólogo. Em 2005, fundou sua própria agência de viagens, a Agência Aventureiros, que nasceu com o intuito de fomentar o turismo na cidade do Rio de Janeiro. Com o passar dos anos, a agência expandiu suas possibilidades, incluindo destinos nacionais e internacionais. A partir de 2020, após o apresentador de TV Franklin David entrar em sociedade, a Agência Aventureiros passou a trabalhar em seu grande diferencial: deixou de lado o turismo em massa e passou a oferecer algo mais intimista e personalizado para os clientes em suas viagens, com mais qualidade e um turismo mais atrativo.

 

Ânimo dos empresários com vendas do final do ano cresce, mas preocupação com o cenário econômico permanece

Índice da FecomercioSP cresce pelo terceiro mês consecutivo, apontando aumento da confiança do Comércio


 

Outubro marca o terceiro mês seguido de alta do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que atingiu 110,5 pontos [gráfico 1]. A pesquisa produzida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que avalia a confiança do varejista paulistano, indica, neste momento, uma retomada tímida do otimismo, com o ICEC subindo 1,2% em relação a setembro. O Índice de Expansão do Comércio (IEC), por sua vez, cresceu 3,2%, na mesma base de comparação, alcançando 113,5 pontos. 

 

Segundo avaliação da Entidade, o aumento da confiança está atrelado ao desempenho positivo das vendas nos últimos meses — reflexo do mercado de trabalho aquecido e das melhores condições de renda —, e à sazonalidade positiva de fim de ano, melhor período para o setor. No entanto, ainda que essa trajetória de alta deva seguir até o mês de dezembro, o empresário demonstra preocupação e cautela quanto ao momento atual, conforme mostra o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), um dos componentes do ICEC — que, embora tenha subido 0,7% em comparação a setembro, marcando 82,6 pontos, está 7,8% abaixo do apurado em outubro de 2023 e ainda permanece abaixo dos 100 pontos, indicando pessimismo.

 

[GRÁFICO 1]

ÍNDICE DE CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO (ICEC)

Série histórica (13 meses)

Fonte: FecomercioSP 

 


Os outros dois componentes do ICEC também subiram em relação ao mês anterior. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) exibiu alta de 0,9%, marcando  141,6 pontos, ao passo que o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) avançou 3,6%, chegando aos 107,2 pontos, a melhor marca desde dezembro de 2022 [gráfico 2]

 

[GRÁFICO 2 ]

COMPONENTES DO ICEC 

Série Histórica (Out/23 a Out/24)

Fonte: FecomercioSP

  


Segundo a FecomercioSP, a despeito da subida pelo terceiro mês consecutivo e da expectativa positiva para o fim de ano — com a injeção dos recursos do décimo terceiro salário e datas como a Black Friday e o Natal —, o ICEC está 1,1% abaixo do apurado em outubro do ano passado. Por isso, o empresário segue pessimista quanto às condições atuais, conforme captado pelo ICAEC, refletindo uma conjuntura difícil de juros elevados, aumento de custos, instabilidade cambial e a interrupção do ciclo de queda da Selic, afetando a confiança.

 

Índice de Expansão do Comércio (IEC)


O índice que avalia a perspectiva dos empresários do setor quanto a contratações, compra de máquinas ou equipamentos e abertura de novas lojas registrou a terceira alta consecutiva e o

maior nível de confiança desde dezembro de 2022, atingindo 113,5 pontos em outubro, altas de 3,2%, em relação a setembro, e 4,8%, acima do patamar registrado no mesmo mês do ano passado [gráfico 3]

 

O subíndice Expectativas para Contratação de Funcionários (ECF) atingiu 127 pontos, alta de 3,6% em comparação ao mês anterior, a maior pontuação desde setembro de 2022. Já o Nível de Investimento das Empresas (NIE), que mede a propensão dos empresários a investir em equipamentos, reforma e abertura de lojas, exibiu alta de 2,7%, chegando aos 100 pontos — expansão pelo terceiro mês consecutivo, refletindo um equilíbrio entre percepções otimistas e pessimistas dos empresários para esse tipo de investimento.

 

[GRÁFICO 3]

ÍNDICE DE EXPANSÃO DO COMÉRCIO (IEC)

Série histórica (13 meses)

Fonte: FecomercioSP

  


Na avaliação da Federação, o IEC vem sendo estimulado pelas contratações para atender à demanda maior de fim de ano, e a tendência positiva deve permanecer. Entretanto, a Entidade ressalta a importância de se manter atento a formação de estoques e investimentos, considerando as incertezas para a economia em 2025.

 

Notas metodológicas


ICEC


O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) contempla a percepção do setor em relação ao seu segmento, à sua empresa e à economia do País. São entrevistas feitas em painel fixo de empresas, com amostragem segmentada por setor (não duráveis, semiduráveis e duráveis) e por porte de empresa (até 50 empregados e mais de 50 empregados). As questões agrupadas formam o ICEC, que, por sua vez, pode ser decomposto em outros subíndices que avaliam as perspectivas futuras, a avaliação presente e as estratégias dos empresários mediante o cenário econômico. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, contudo sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.


 

IEC 


O Índice de Expansão do Comércio (IEC) é apurado todo o mês pela FecomercioSP desde junho de 2011, com dados de cerca de 600 empresários. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, desinteresse e interesse absolutos em expansão de seus negócios. A análise dos dados identifica a perspectiva dos empresários do comércio em relação a contratações, compra de máquinas ou equipamentos e abertura de novas lojas. Apesar de esta pesquisa também se referir ao município de São Paulo, sua base amostral abarca a região metropolitana. 

 



FecomercioSP
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Dia da Favela: Instituto CADES atua em três ODS e oferece perspectivas de futuro para alunos de escolas públicas

Com o trabalho de Rede de Proteção implantado em torno de comunidades e instituições de São Paulo, iniciativa promove a melhoria na qualidade de vida e o fortalecimento de vínculos, integrando atores sociais, serviços públicos e de garantia de direitos, contribuindo para a criação de políticas públicas eficazes 


O Instituto CADES não só transforma vidas de crianças e adolescentes por meio do fortalecimento de vínculos sociais e melhoria da qualidade de vida pelo esporte, mas também possui uma Rede de Proteção Social que para amplia o impacto social nas comunidades que atua.

Com isso, no mês em que se comemora o Dia da Favela, 4 de novembro, o CADES atua de forma ampla, levando Esporte educacional para as escolas públicas e seus arredores, assim como em algumas instituições, com objetivo de transformar as vidas das crianças e adolescentes.

Conforme explica Joaquim Calmon, Coordenador Técnico do CADES e Responsável pela Rede de Proteção Social, há objetivos específicos que são realizados, tais como propiciar o fortalecimento do vínculo familiar com o atendimento das necessidades, buscando reestruturar e fortalecer a autoestima e cidadania de todos os membros da família, quebrar o silêncio em torno da saúde mental, fomentar a cultura da escuta sem julgamentos - escuta empática - promovendo uma melhor compreensão da saúde mental e suas consequências e promover ações, exercícios e oportunidades dentro das aulas dos projetos para estimular a conversa entre alunos e professores, a fim de detectar situações e alunos vulneráveis.

“Atuamos com o esporte educacional nas comunidades, que auxilia na promoção do desenvolvimento integral dos jovens, oferecendo oportunidades de crescimento e construindo uma sociedade mais justa e igualitária”, diz ele. Dentre nossas ações, temos Atendimento psicológico, Atendimento contínuo para crianças e adolescentes, Rodas de conversa, Discussões de temas relevantes para melhoria da convivência e do ambiente escolar, Atendimento oftalmológico, Exames e doações de óculos, Higiene bucal e Palestra e vídeo educativo sobre o tema, com entrega de kit com escova e pasta dental”, completa.

A Rede de Proteção Social do Instituto CADES é formada por Escolas, Psicóloga e 16 Instituições Parceiras. Ela integra atores sociais, serviços públicos e de garantia de direitos, contribuindo para melhoria da qualidade de vida de famílias vulneráveis e para criação de políticas públicas eficazes. Para mais informações, acesse https://www.institutocades.org.br


Tem direito ou não: entenda se Davi Brito, campeão do BBB24, terá que partilhar prêmio milionário com a ex

Ex-companheira reivindica participação em valores, e advogada especialista em Direito das Famílias e Sucessões esclarece sobre quais são os direitos patrimoniais em relações não formalizadas

 

Campeão do último Big Brother Brasil, Davi Brito, enfrenta um novo desafio fora das câmeras: uma batalha judicial em que sua ex-companheira reivindica metade do prêmio de R$2,92 milhões, com o argumento de que ambos mantinham uma união estável antes de sua participação no reality show. Este caso lança luz sobre os direitos patrimoniais em relações não formalizadas e a forma como a legislação brasileira enxerga a divisão de bens em casos de união estável. 

De acordo com a legislação brasileira, a união estável é equiparada ao casamento em muitos aspectos, especialmente na divisão de bens adquiridos durante o período de convivência. Em casos como esse, em que o valor em disputa é oriundo de um prêmio, surge a questão: o prêmio deve ser considerado patrimônio comum do casal? 

A advogada Ariadne Maranhão, especialista em Direito das Famílias e Sucessões, esclarece. “A união estável confere direitos e deveres muito semelhantes ao casamento, inclusive quanto ao patrimônio. A lei estabelece que todos os bens adquiridos durante o período de união estável devem ser compartilhados entre as partes, exceto se houver um pacto prévio determinando outro regime de bens. No caso de Davi Brito, se a ex-companheira provar a união estável, o prêmio deve ser obrigatoriamente repartido.” 

Segundo Maranhão, o caso de Davi é um exemplo das implicações financeiras e jurídicas da união estável, muitas vezes tratada como uma relação informal, mas com consequências patrimoniais concretas. Para que o pedido da ex-companheira seja aceito, ela terá que apresentar provas de que existia uma relação de vida em comum, com laços afetivos e divisão de responsabilidades. 

Ao mesmo tempo, o caso serve de alerta para casais que, apesar de não formalizarem sua união, compartilham uma vida em comum. A união estável, quando reconhecida, implica divisão de patrimônio e compromissos legais, mesmo que as partes não estejam oficialmente casadas.


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