Pesquisar no Blog

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Urologista de Santos alerta para medicamentos que podem desencadear disfunção erétil persistente

Heleno Diegues Paes fala sobre os perigos dos efeitos colaterais, esclarecendo a complexa relação entre fármacos e a saúde sexual

 

Em um cenário de constante avanço na área médica, surgem alertas fundamentais que destacam aspectos muitas vezes negligenciados dos tratamentos farmacêuticos. Entre eles está um assunto muitas vezes pouco discutido: medicamentos que, apesar de serem prescritos para o tratamento de diversas condições, podem desencadear disfunção erétil persistente mesmo após sua suspensão. 

A relação entre medicamentos e a saúde sexual é complexa, demandando uma compreensão profunda das interações bioquímicas e seus efeitos a longo prazo. Neste contexto, o urologista Heleno Diegues Paes faz um alerta sobre os riscos de disfunção erétil e diminuição da libido relacionados ao uso de medicamentos. 

"Existem muitos medicamentos que interferem negativamente na sexualidade. Os mais comuns são alguns anti-hipertensivos, como os diuréticos e os beta-bloqueadores, ou alguns medicamentos psiquiátricos como os benzodiazepínicos. Existem remédios que atuam diminuindo o efeito da testosterona, usados principalmente em algumas doenças da próstata, que poderiam ter efeito negativo na libido". 

Sobre a persistência da disfunção erétil após a suspensão do tratamento, o Dr. Paes menciona casos de piora da função sexual em pessoas que utilizam medicamentos crônicos. Mesmo após a interrupção do tratamento, o mal desempenho persiste em algumas situações. 

"Isso não tem uma explicação plausível até o momento, mas felizmente não é comum. Trata-se de uma exceção. Como as disfunções sexuais têm inúmeras causas e frequentemente elas coexistem no mesmo indivíduo, uma explicação seria a influência de outros fatores, que não o medicamento, como determinantes do desempenho ruim". 

No que diz respeito às alternativas de tratamento, o urologista enfatiza a importância da suspensão ou troca do medicamento sempre que possível. Quando a disfunção erétil é causada exclusivamente pelo medicamento, a chance de melhora imediata é significativa.  

“Quando não ocorre a melhora após a suspensão, será necessário dar suporte psicológico a estes pacientes, pois frequentemente eles sofrem de insegurança e baixa autoestima, o que gera mais dificuldade em conseguir uma boa excitação". 

O Dr. Paes destaca ainda a necessidade de abordar o problema como uma doença crônica, orientando os pacientes sobre a complexidade do tratamento e ressaltando que os resultados serão conquistados ao longo do tempo. 

Quanto à importância de informar os pacientes sobre os possíveis riscos de efeitos colaterais, ele destaca que é crucial discutir os principais efeitos adversos para que os pacientes compreendam e aumentem a adesão ao tratamento.  

“Mas os efeitos adversos são uma possibilidade, e não uma regra. Os pacientes devem relatar os sintomas estranhos ao iniciar um tratamento e o médico irá encontrar meios de resolvê-los. Todos os remédios possuem efeitos colaterais. Quando é optado por um tratamento, entende-se que os benefícios superam os riscos." 

Finalmente, sobre a faixa etária em que a resposta à disfunção erétil causada por medicamentos, ele é direto: “Não há uma faixa etária para este tipo de ocorrência. Quando a causa é exclusivamente um medicamento, qualquer idade pode ser atingida, basta tomar o remédio. Entretanto, a disfunção erétil por outras causas são comuns nos idosos, que por sua vez, também sofrem de polifarmácia, aumentando as chances de um mau resultado na cama”. 

Este alerta do Dr. Heleno Diegues Paes visa conscientizar a população sobre a importância de compreender os possíveis impactos dos medicamentos na saúde sexual, destacando a necessidade de diálogo aberto entre médicos e pacientes para garantir o tratamento mais adequado e minimizar os riscos associados.

 

Heleno Paes - Santista de nascimento e criação, começou a se interessar pela medicina no final do ensino médio, quando precisou socorrer um amigo com cólica renal. Posteriormente esteve em uma excursão promovida pela escola para ajudar os estudantes a escolher a profissão, e conheceu a faculdade de medicina da USP. Ficou maravilhado com o estudo do corpo humano, com as peças do laboratório de patologia, e decidiu que era isso que queria fazer. Assim, ingressou na Faculdade de Medicina do Centro Universitário Lusíada, em Santos, em 1997. Foi para a Amazônia à serviço do Exército e realizou diversos trabalhos junto à população carente local. Após um ano, regressou e foi morar em São Paulo, onde se especializou em cirurgia geral no Hospital Municipal do Tatuapé, depois em Urologia no Hospital Santa Marcelina e, por fim, em Transplante Renal na mesma instituição.


Casos de tromboses são maiores em mulheres que fazem o uso de contraceptivos orais combinados

Algumas mulheres podem desenvolver trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou tromboembolismo venoso


Conforme um estudo publicado pelo Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, o risco de trombose venosa profunda (TVP) em mulheres em idade reprodutiva varia de 5 a 10 casos a cada 10 mil mulheres por ano. Entre as usuárias de contraceptivos orais combinados (COC), o risco de TVP é maior, subindo para 8 a 10 casos. Esta doença ocorre quando há a formação de um coágulo nas veias profundas, podendo causar uma obstrução completa ou parcial do fluxo sanguíneo. Em alguns casos, o uso de COC pode aumentar significativamente também o risco de tromboembolismo venoso, patologia que envolve tanto a TVP quanto a embolia pulmonar. 

Para a ginecologista na Clínica Ginelife e especialista em saúde da mulher, Dra. Ana Carolina Romanini, nem todas as pílulas irão fazer com que a usuária corra o risco de desenvolver trombose. “As pílulas anticoncepcionais que aumentam o risco de TVP são apenas as do tipo combinado, que juntam derivados do estrogênio com progestágeno. Ainda assim, a chance de desenvolver a doença é pequena. Se preferir, a mulher pode optar por outros métodos, como contraceptivos injetáveis, anel vaginal combinado, DIU e até mesmo laqueadura, que oferecem benefícios semelhantes”, comentou.  

O risco de trombose venosa profunda é maior em mulheres que utilizam pílulas contendo ciproterona, drospirenona, gestodeno e desogestrel, associado a um estrogênio e isso acontece porque esse tipo de contraceptivo provoca uma resistência às proteínas C-reativas, que agem como anticoagulantes naturais do corpo. Por conta disso, o organismo pode ser afetado e ficar mais propício à aparição de coágulos, levando à trombose.

“Existem diversas categorias de contraceptivos orais combinados. Mulheres com algum fator de risco podem optar por utilizar os que contêm em sua composição apenas o progestágeno, que apresentam um risco menor do desenvolvimento da TVP”, alertou a ginecologista.

A trombose causada por anticoncepcional pode gerar alguns sintomas específicos, como inchaço no membro afetado, dores nas pernas e também a aparição de manchas vermelhas escuras ou até mesmo azuladas. Mulheres que são hipertensas, obesas, diabéticas ou têm alguma outra doença devem conversar com seu especialista e optar por não utilizar contraceptivos orais combinados, pois esses problemas são fatores de risco para o desenvolvimento da TVP.

“Um fator muito importante que deve ser levado em consideração antes de iniciar o uso da pílula anticoncepcional é a trombofilia hereditária, que aumenta a predisposição para um episódio trombótico, podendo a pílula ser um gatilho para o desenvolvimento da trombose. Dessa maneira, outros métodos contraceptivos devem ser avaliados e considerados”, explicou o cirurgião vascular e membro da SBAVC - Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Dr. Márcio Steinbruch. 

O diagnóstico da trombose venosa profunda pode ser feito por meio de ecografia e exame de sangue. Já o tratamento pode ser feito de forma medicamentosa, por anticoagulantes administrados em forma de injeções ou comprimidos, e também os fibrinolíticos, administrados por via endovenosa. “Algumas pacientes podem precisar passar por uma cirurgia minimamente invasiva, por cateterismo, onde um dispositivo é inserido na veia e destrói os coágulos”, ponderou Steinbruch.

 



Dra. Ana Carolina Romanini - ginecologista na Clínica Ginelife. Formada em Medicina, residência em Ginecologia e Obstetrícia e especialização em Videoendoscopia Ginecológica pela Faculdade de Medicina do ABC. Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Título de especialista em Endoscopia Ginecológica pela Associação Médica Brasileira e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Médica preceptora do setor de Videoendoscopia Ginecológica no Hospital Estadual Mário Covas.

Dr. Márcio Steinbruch – Sobre o Dr. Márcio Steinbruch – formado pela Universidade de São Paulo (USP), é médico com especialização em cirurgia vascular pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, além disso, possui título de especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e é sócio titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Curta as redes sociais do médico: Instagram: @livredevarizes e Facebook.com/marcio.steinbruch e acesse o site: www.livredevarizes.com.br/.

 

10 sintomas incomuns da menopausa que as mulheres desconhecem


Quando falamos em menopausa é muito comum as pessoas associarem aos sintomas mais recorrentes como suor excessivo, onda de calor e ressecamento vaginal, que normalmente começam a se manifestar entre os 45-55 anos da mulher. Em alguns casos, podem aparecer a partir dos 40 anos, o período chamado de perimenopausa, que é a transição até a menopausa. A menopausa é o período que encerra o ciclo reprodutivo da mulher, com o término do ciclo menstrual e redução da produção hormonal, justificando o início desses sintomas. 

Segundo o último estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que o país possui aproximadamente 29 milhões de mulheres entre o climatério e a menopausa, totalizando 27,9% da população feminina brasileira. Inclusive, o Censo Demográfico 2022 apontou que a população está envelhecendo mais (média de 65 anos) e as mulheres possuem maior expectativa de vida em relação aos homens. 

Esses dados corroboram as pesquisas realizadas pela femtech brasileira Plenapausa com 8 mil mulheres, usuárias da sua plataforma voltada para o público feminino que está passando pela menopausa. “Muitas mulheres chegam até nós sem compreender os sintomas que estão sentindo e buscando recuperar a sua vitalidade. Além de ajudá-las a identificar os sintomas por meio do nosso app, nós também possuímos uma linha de suplementos fitoterápicos naturais que atuam no alívio desses sintomas”, explica a cofundadora e CEO da Plenapausa, Márcia Cunha. 

Os sintomas mais comuns relatados incluem: ondas de calor, insônia, ressecamento vaginal, falta de libido e suor excessivo. Porém, há os sintomas incomuns e desconhecidos pela maioria das mulheres, especialmente as que estão vivenciando a fase de transição da perimenopausa-menopausa. Para ajudá-la neste diagnóstico listamos abaixo os 10 sintomas desconhecidos pelas mulheres:

 

1 - Coceira na pele: comichão na perna que gera uma coceira insuportável nem sempre é associado à menopausa, mas pode ser um dos sintomas incomuns. Isso acontece devido a redução de estrogênio, hormônio que ajuda a lubrificar a pele. Sem ele, a pele fica mais seca e desprotegida, podendo gerar coceira.

 

2 - Barriga inchada: sensação de inchaço na região abdominal também é sintoma da menopausa. Isso ocorre porque o intestino é muito sensível ao estrogênio e com a diminuição dele, a velocidade de processar os alimentos é prejudicada, deixando a região inchada.

 

3 - Dor nos seios: muito comum durante a TPM, a dor nos seios também é um dos sintomas incomuns da menopausa. Também chamada de mastalgia, essa sensibilidade ocorre devido às flutuações de estrogênio.

 

4 - Tontura: esse sintoma costuma ser associado à labirintite pelos médicos, porém pode ser mais um sintoma incomum da menopausa. As mulheres com idade de menopausa que apresentarem esse sintoma, devem procurar um médico para ter a certeza do diagnóstico.

 

5 - Secura nos olhos: a síndrome do olho seco trata-se de um problema hormonal causado justamente pela diminuição da produção de hormônios.

 

6 - Zumbido e alterações auditivas: incômodo com sons comuns do dia a dia e maior sensibilidade auditiva também fazem parte dos sintomas incomuns da menopausa, e assim como os demais, possuem ligação com as mudanças hormonais do período.

 

7 - Formigamentos: a sensação de formigamento pelo corpo, também chamada de parestesia, pode ser mais um sintoma incomum da menopausa. Isso acontece, geralmente nas pernas, pés, braços, mãos e até nas costas, devido a oscilação hormonal.

 

8 - Suor com cheiro mais forte: esse sintoma está associado aos suores noturnos e ondas de calor, muito comuns na menopausa. Quanto ao odor mais forte, acontece devido às mudanças hormonais, fazendo com o seu desodorante não tenha mais o efeito esperado.

 

9 - Incontinência urinária: esse sintoma também vem acompanhado de mudança no cheiro da urina, o que causa constrangimento e incômodo para muitas mulheres, porém trata-se de mais um sintoma incomum da menopausa.

 

10 - Queimação na língua: esse sintoma ocorre quando há queda nos níveis de estrogênio, dando a sensação de boca ardente em muitas mulheres. É mais um sintoma incomum da menopausa e pode ser confundido com diabetes ou deficiência de B12.


Márcia Cunha - Fundadora e CEO da Plenapausa, Márcia é empreendedora de segunda viagem, graduada em Economia e MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FGV. Sempre inserida no universo feminino, formou-se em Psicanálise pelo CEP SP, a fim de compreender ainda mais as mulheres. Ela é Business and Executive Coach formada pelo ICI, possui mais de 18 anos de experiência profissional e atuou em organizações nacionais e multinacionais de grande porte como Alcoa, Delphi, Vivo e Epay Worldwide.

 

Dezembro Laranja faz Alerta para Câncer de Pele: Este Verão Promete ser um dos Mais Quentes da História

O mês de dezembro não traz apenas as celebrações festivas e as expectativas para o novo ano que se aproxima, mas também carrega consigo uma importante missão: conscientização sobre os perigos do câncer de pele. O movimento "Dezembro Laranja" surge como um alerta, destacando a necessidade vital de proteger nossa pele, especialmente durante o verão, quando os raios solares atingem níveis mais intensos. 

Este verão promete ser um dos mais escaldantes da história, trazendo consigo não apenas temperaturas elevadas, mas também uma exposição solar mais pronunciada. Essa combinação aumenta significativamente os riscos de danos à pele, destacando a importância de adotar medidas preventivas para evitar problemas, sendo o câncer de pele o mais grave deles. 

“A radiação ultravioleta (UV) proveniente do sol é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pele. A exposição prolongada e sem proteção adequada pode levar a mutações genéticas nas células da pele, resultando em crescimento descontrolado e, potencialmente, na formação de tumores malignos”. Explica a dermatologista Dra. Hevelyn Mendes.

Como proteger sua pele neste verão


1. Protetor Solar Adequado:
Escolher o protetor solar certo é fundamental. Opte por um produto de amplo espectro para garantir proteção contra raios UVA e UVB. Além disso, verifique se o Fator de Proteção Solar (FPS) é apropriado para seu tipo de pele e as condições climáticas. Aplique generosamente e reaplique a cada duas horas, especialmente após nadar ou transpirar.
 

2. Evitar Horários de Pico:
Os raios solares são mais intensos entre as 10h e 16h. Evite a exposição direta durante essas horas, buscando sombras sempre que possível. Se suas atividades ao ar livre forem inevitáveis, considere fazê-las nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde.
 

3. Roupas Protetoras:
A escolha de roupas adequadas é uma defesa física importante. Prefira roupas leves, mas que cubram a maior parte do corpo. Opte por tecidos que ofereçam uma barreira eficaz contra os raios UV. Chapéus de abas largas e óculos de sol complementam a proteção.
 

4. Hidratação:
A hidratação adequada é crucial para a saúde da pele. O calor do verão pode levar à desidratação, o que pode impactar negativamente na condição da pele. Beba bastante água para manter a hidratação e permitir que sua pele se recupere dos efeitos do calor e da exposição solar.
 

5. Autoexame Regular:
“Esteja atento a quaisquer mudanças em manchas, pintas ou lesões existentes. O autoexame regular permite identificar potenciais problemas precocemente. Se notar algo incomum, consulte imediatamente um dermatologista”. Destaca a Dra. Hevelyn Mendes.
 

6. Consulta Dermatológica:
Agendar consultas regulares com um dermatologista é uma prática preventiva essencial. Exames dermatológicos profissionais podem identificar sinais de câncer de pele em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de tratamento bem-sucedido.
 

Adotar essas medidas não apenas protegerá sua pele contra o câncer, mas também promoverá uma saúde geral para sua pele.

A Dra. Hevelyn Mendes conclui lembrando que, o "Dezembro Laranja" é um chamado à ação para que todos tomem medidas preventivas e conscientizem-se sobre a importância da saúde da pele. Proteger-se do sol não é apenas uma questão de estética, mas uma prevenção crucial contra sérios problemas de saúde, como o câncer de pele. Vamos abraçar o Dezembro Laranja e garantir um verão seguro e saudável para todos.

 
Dra. Hevelyn Mendes - Médica Dermato /tricologista - CRM: 206261


Dezembro Laranja: previna-se do câncer de pele

Protetor solar e diagnóstico precoce são fundamentais, destaca dermatologista do Seconci-SP

 

A perspectiva de um verão com forte exposição da população ao sol acende o alerta para a necessidade de prevenção ao câncer de pele e a importância de seu diagnóstico precoce – propósitos da campanha Dezembro Laranja. A afirmação é da dra. Marli Izabel Penteado Manini, dermatologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).

O câncer de pele é provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele e que se dispõem formando camadas. São três os tipos mais comuns dessa doença, divididos de acordo com as camadas afetadas da pele, explica a dra. Marli.

“O carcinoma basocelular é o mais prevalente e surge nas células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme, que forma a parte superior da pele. Ele tem baixa letalidade e, se for diagnosticado precocemente, tem cura. O segundo tipo é o carcinoma espinocelular, que também tem cura e se manifesta nas células escamosas, que formam a maior parte das camadas superiores da pele”, explica a dermatologista.

“Já o melanoma é o menos comum, porém mais grave e acarreta maior índice de mortalidade. Ele ocorre nos melanócitos, as células produtoras de melanina. Se não for detectado no início, pode provocar metástase, espalhando-se para outros órgãos, como gânglios linfáticos, pulmão, fígado, cérebro e ossos”, afirma a dra. Marli.

O câncer de pele ocupa o primeiro lugar entre os tipos de câncer, representando 33% de todos os diagnósticos dessa patologia no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Anualmente, são registrados cerca de 185 mil novos casos. Destes, 177 mil são carcinomas basocelulares e espinocelulares, os menos letais, e 8,4 mil são de melanoma, o mais agressivo.


Prevenção

O uso diário do protetor solar com fator de proteção a partir de 30, que protege de 95% da radiação do sol, é a melhor forma de prevenção do câncer de pele, informa a dermatologista. Segundo ela, “as pessoas loiras, de olhos claros, pele bem clara e aquelas que sofreram muitas queimaduras provocadas pelos raios solares ao longo da vida são as mais suscetíveis. Embora menos frequente, a doença atinge também as pessoas de pele negra, portanto todos devem usar protetor solar”.

A dra. Marli ressalta que também é importante a pessoa se observar. “É fundamental verificar se há manchas e pintas assimétricas na pele e com contorno irregular, pintas muito escuras ou com várias cores, aquelas maiores que meio centímetro; que provocam coceira e sangramento; e as que tenham surgido e crescido rapidamente ou já existiam, mas mudaram de característica. Mesmo no caso do melanoma, se for diagnosticado precocemente, as chances de cura são superiores a 90%. Portanto, fique atento aos sinais de alerta e procure o médico o quanto antes, para um diagnóstico preciso”.


Nas obras

Para os trabalhadores da construção civil que se expõem ao sol por longos períodos e nos horários mais críticos, entre 10 e 16 horas, as recomendações da especialista são: reaplicar o protetor solar a cada duas horas e dar preferência a roupas que cubram os braços.

O fornecimento de protetor solar é obrigatório, de acordo com as Convenções Coletivas de Trabalho firmadas na construção civil, no Estado de São Paulo, e o desafio é motivar os trabalhadores ao seu correto uso.


Conheça os benefícios da atividade física para a mulher com endometriose

Médico explica a importância da prática esportiva no tratamento da doença

 

Segundo o Ministério da Saúde, a endometriose é uma condição médica que afeta uma a cada dez mulheres no Brasil. A doença apresenta diversos desafios em termos de gestão e qualidade de vida, entre esses desafios, destaca-se a manutenção de uma rotina de exercícios físicos após o seu diagnóstico. 

O Dr. Marcos Tcherniakovsky, Ginecologista e Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), compartilhou alguns insights importantes sobre como as mulheres podem superar esse desafio e continuar a se exercitar de maneira saudável. "Exercitar o corpo é importante para liberar endorfina, uma substância que funciona como um anti-inflamatório natural. Apesar de compreender o desconforto em algumas delas, sempre oriento minhas pacientes a escolherem uma atividade física do seu agrado", destacou. 

 

A importância da atividade física na endometriose 

A endometriose é uma doença em que o endométrio, o tecido que reveste o interior do útero, se apresenta fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos pélvicos, como nos ovários, bexiga ou intestino, causando reações inflamatórias muitas vezes de forma intensa na região pélvica ou em outros locais. No entanto, o exercício físico regular pode desempenhar um papel crucial no gerenciamento dos sintomas e no bem-estar geral da mulher.

O Dr. Marcos destacou a importância de uma abordagem equilibrada. “As mulheres com endometriose muitas vezes enfrentam o dilema de continuar a se exercitar enquanto lidam com os sintomas dolorosos que possam impossibilitar a realização desta atividade. No entanto, a atividade física regular pode ajudar a aliviar a dor, reduzir o estresse e melhorar a saúde mental”, explicou o médico. 

Embora o exercício físico seja benéfico, muitas mulheres enfrentam desafios específicos após o diagnóstico de endometriose. Dor pélvica, fadiga e desconforto podem tornar as atividades físicas mais desafiadoras. Pensando no bem-estar dessas mulheres, algumas orientações práticas podem ajudar as mulheres a superar esses obstáculos e continuar se exercitando de maneira segura e eficaz. Confira a seguir:

 

Escolha uma atividade de baixo impacto: Optar por atividades de baixo impacto, como caminhada, natação ou ioga, pode reduzir a pressão sobre a pelve, proporcionando benefícios físicos sem aumentar a dor.

 

Adaptar o exercício ao ciclo menstrual: A sensibilidade à dor pode variar ao longo do ciclo menstrual. Adaptar a intensidade e o tipo de exercício com base nas fases do ciclo pode ajudar a gerenciar melhor os sintomas.

 

Incorporar acompanhamento profissional: Trabalhar com um fisioterapeuta com foco em saúde pélvica pode fornecer orientações específicas e exercícios adaptados às necessidades individuais de cada mulher.

O Dr. Marcos enfatizou que uma abordagem personalizada é essencial para orientar as mulheres afetadas a encontrar a melhor maneira de continuar se exercitando, levando em consideração suas condições específicas. "Encorajo as mulheres a fazerem escolhas saudáveis, a encontrarem uma atividade física que gostem e a torná-la parte de suas vidas cotidianas. Lembrando que a frequência da atividade deve ser de ao menos três vezes por semana, em um período de 30 a 50 minutos", finalizou o médico. "Sentir dor não é normal, cuidem-se", completou.

 

Dr. Marcos Tcherniakovsky – Ginecologista, Obstetra e Vídeo-endoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Laparoscopia). Atualmente é Médico Responsável pelo Setor de Vídeo-Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. É Médico Responsável na Clínica Ginelife. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO e Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Membro da Comissão Nacional de Especialidades em Endometriose pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) Instagram: @dr.marcostcher.


Pneumonia bacteriana e viral, médico explica as diferenças

Em meio ao surto de uma pneumonia misteriosa na China, o médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista explica as diferenças entre pneumonia bacteriana e viral e como se proteger.

O médico afirma que a febre tem sido um dos sinais de alerta para os novos casos de pneumonia bacteriana ou viral. “Se ainda houver catarro e for acompanhada de sintomas gripais como coriza e obstrução nasal, diarréia e tosse existe maior a possibilidade de ser viral. Já a pneumonia bacteriana, apresenta além de tosse, costuma causar febre com calafrios, tosse com secreção, cansaço intenso e queda do estado geral”, fala o médico. Vale lembrar, que o idoso, diferente da criança, não costuma fazer febre.

“Para diferenciar uma da outra é preciso fazer exames de imagem, como radiografia de tórax e por ser uma doença grave que pode levar a complicações como insuficiência respiratória, sepse e derrame pleural. É preciso buscar ajuda médica logo aos primeiros sinais, e isso vale tanto em crianças quanto para adultos”, finaliza Dr. Bruno.
 


FONTE:

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Cirurgia robótica apresenta cenário de grande crescimento no Brasil, apesar dos desafios a serem enfrentados

 Ao todo, cerca de 40 hospitais em todo o Brasil possuem a tecnologia de última geração que beneficia médicos e pacientes


Desde que a cirurgia robótica chegou ao Brasil em 2008 foram diversas as transformações para esse tipo de procedimento. Muitos robôs foram aperfeiçoados com evolução e maior ampliação da tecnologia. Hoje, por volta de 40 hospitais do país já oferecem a cirurgia robótica de ponta e mais de 1,2 mil médicos estão habilitados para operar esse tipo de equipamento. Além disso, o procedimento também foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2022. O cenário de evolução traz otimismo.

“A robótica tem se mostrado uma ferramenta valiosa para procedimentos complexos, minimamente invasivos e com maior precisão, o que contribui para resultados mais positivos e menor tempo de recuperação para os pacientes. O número de 1,2 mil médicos certificados para realizar cirurgias robóticas no Brasil é um indicativo promissor do desenvolvimento da saúde brasileira em relação à implantação da robótica na rotina médica. Mostra que há um crescente interesse e investimento na adoção dessa tecnologia avançada em nosso país”, explica o diretor geral do Hospital Edmundo Vasconcelos, Dario A. Ferreira Neto.

Dario ressalta, porém, que ainda há obstáculos importantes a serem superados na popularização dessa tecnologia no país, como os altos custos para a sua implantação. Além disso, outros pontos também poderão colaborar como a inclusão da cirurgia robótica no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a inclusão por parte de planos de saúde. O diretor destaca que esses pontos tendem a serem alcançados nos próximos anos.

“Se trata de um alto investimento porque envolve não apenas os equipamentos como também as estruturas das salas, a formação de médicos, enfermeiros e outros profissionais. Esse crescimento deve melhorar à medida que mais médicos procurem as certificações e que os procedimentos estejam ainda mais acessíveis nos planos de saúde e possam chegar a mais hospitais. Não temos dúvidas de que isso poderá duplicar ou triplicar nos próximos anos”, reitera.

O diretor-geral do Hospital Edmundo Vasconcelos ressalta que o hospital está entre os 40 do Brasil que possuem a tecnologia de última geração na cirurgia robótica por meio do robô Da Vinci Xi. A chegada do robô que aconteceu no mês de junho de 2023 foi feita após uma reformulação completa do centro cirúrgico do hospital, em um trabalho conjunto entre equipe de engenharia e tecnologia para garantir que o ambiente cirúrgico estivesse adequado e equipado além da adaptação de seus profissionais a essa tecnologia. Segundo ele, a presença da cirurgia robótica é altamente benéfica para a instituição.

“Hoje já contamos com 15 médicos capacitados para realizar as operações, além de outros profissionais. Temos as cirurgias de urologia, ginecologia e torácica entre as principais especialidades presentes e queremos ampliar para outras. Nosso objetivo também é que médicos externos fiquem sabendo da disponibilidade de estrutura para cirurgia robótica e tragam suas cirurgias para o Edmundo Vasconcelos. Com isso, também iremos aumentar o número de procedimentos cirúrgicos no hospital. Esse investimento reforça nosso compromisso em oferecer cuidados de saúde de alta qualidade e avançar na vanguarda da medicina e tecnologia de última geração”, enaltece ele.

Segundo Dario, a quarta geração do robô, presente no hospital oferece maior capacidade de fornecer uma visão tridimensional e ampliada do local da cirurgia, graças à tecnologia de imagens detalhadas e de alta resolução (incluindo em 3D), oferecendo uma visão mais clara e nítida. “Um dos principais diferenciais é que os braços robóticos oferecem mais precisão e estabilidade, o que permite uma manipulação delicada dos tecidos durante a cirurgia. Eles são feitos por meio de pinças e um controlador preciso que reduz até mesmo tremor e tensão das mãos em cirurgias tanto curtas quanto longas. Há também a melhoria com a ergonomia, já que a cirurgia pode ser feita com o médico sentado”, detalha.

De acordo com ele, com mais eficiência, o médico poderá realizar mais de uma cirurgia por dia a depender da complexidade, o que beneficia tanto o médico quanto o paciente que terá um pós-operatório e uma recuperação mais rápida, reduzindo seu tempo de internação, custos com hotelarias, gastos hospitalares, entre outros.



Hospital Edmundo Vasconcelos
www.hpev.com.br


Protetor solar e hidratação serão suficientes para as altas temperaturas do verão?

Divulgação
Especialista explica que é necessário adotar diariamente a proteção e dá dicas de como aproveitar o sol com segurança


O filtro solar deve ser usado o ano inteiro, mas com o verão se aproximando e o aumento da temperatura, algumas adaptações devem ser feitas na rotina de cuidados com a pele. Se no inverno era preciso realizar a hidratação evitando o ressecamento, no verão é necessário ter atenção, uma vez que a radiação solar incide com mais intensidade sobre a Terra, aumentando o risco de queimaduras, câncer da pele e outros problemas. Esse é o momento de intensificar o uso de filtro solar, que deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer.
 

De acordo com Silvia Reis Klem, coordenadora do curso de Biomedicina da Faculdade Anhanguera Taboão da Serra, o fator mínimo de proteção solar pode variar de acordo com a pigmentação da pele e a exposição solar. "É altamente recomendável o uso diário de produtos com proteção solar (FPS) 30 ou superior para exposições prolongadas ao sol. A aplicação deve ser realizada 30 minutos antes da exposição solar, distribuindo uniformemente o protetor em todas as partes do corpo, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés, com reaplicação a cada duas horas. No caso de transpiração excessiva ou contato com a água, esse intervalo de reaplicação deve ser reduzido. É crucial salientar que, embora as pessoas de pele negra produzam mais melanina, a proteção contra queimaduras, câncer de pele e outros problemas deve ser prioritária", destaca. 

A especialista esclarece que tanto os raios solares do tipo UVA quanto os UVB causam danos às células da pele, sendo que a radiação UVB é de alta intensidade das 10h às 16h. “Os raios UVA têm uma forte associação com o desenvolvimento de câncer de pele do tipo espinocelular e melanoma. Por outro lado, os raios UVB estão ligados ao surgimento de tumores de pele, especialmente do tipo basocelular, e podem frequentemente resultar em queimaduras e vermelhidão”, analisa. 

Outro alerta nesse período é em relação ao uso do filtro solar em crianças. “Recomenda-se iniciar a aplicação a partir dos seis meses de idade, utilizando um produto formulado para a pele delicada. É aconselhável consultar um pediatra ou dermatologista para obter orientações sobre o produto mais adequado para cada situação”, explica Silvia. 

Nos últimos anos, o protetor solar em cápsulas se popularizou no Brasil, mas, ainda de acordo com a professora, esse formato não substitui a fotoproteção aplicada sobre a pele e os fotoprotetores orais apenas contém moléculas antioxidantes que neutralizam radicais livres, o que minimiza os efeitos nocivos da radiação solar, mas, em hipótese alguma, apresentam a mesma eficácia dos filtros disponíveis em loção, creme, gel creme ou spray. As cápsulas não têm o poder de barrar a penetração dos raios ultravioletas na pele, como o filtro tradicional faz. 

Para que você possa curtir o sol com tranquilidade, o especialista preparou algumas dicas de cuidados com a pele: 

  • Passar o protetor solar na pele ainda seca, pelo menos 30 minutos antes da exposição solar;
  • Reaplicar o protetor solar a cada 2 horas;
  • Escolher um protetor solar específico para as necessidades de cada pele;
  • Usar também protetor labial e um protetor solar próprio para o rosto;
  • Passar o protetor por todo o corpo de forma uniforme, cobrindo também os pés e as orelhas;
  • Evitar ficar muito tempo diretamente exposto ao sol, principalmente e quando o índice da radiação ultravioleta é maior e mais danoso.

 


Anhanguera                       
Acesse o site e o blog para mais informações.             


Extremo calor e questões climáticas podem aumentar de casos de Câncer de pele no Brasil

As regiões Sul e Sudeste serão as mais afetadas, respondendo por cerca de 70% da incidência total


O Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta um aumento significativo nos casos de câncer de pele no Brasil, com a expectativa de registrar 704 mil novos casos a cada ano no período de 2023 a 2025. Destes, as regiões Sul e Sudeste serão as mais afetadas, respondendo por cerca de 70% da incidência total. 

Segundo Dr. Yuri Beckedorff Bittencourt, oncologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, as regiões Sul e Sudeste apresentam uma concentração significativa de casos de câncer de pele, e um dos fatores seria atribuído à descendência de imigrantes europeus, o que resultou em uma população com pele mais clara. “Essa característica, aliada à exposição solar crônica, especialmente entre trabalhadores rurais ao ar livre, contribui para o aumento de casos nessas áreas”. O médico também explica que a genética e fatores ambientais e climáticos podem aumentar o número de casos da doença: “Temos a questão do extremo calor e as reais condições da camada de ozônio, tudo isso pode influenciar a exposição aos raios UV”.
 

Fatores de Risco:

O principal fator de risco para o câncer de pele é a radiação ultravioleta (UV) proveniente do sol ou de câmaras de bronzeamento artificial, que induz a lesões no DNA. “Outro fator de riso que pouco se fala, é ter tido muitos episódios de queimadura solar durante a vida, inclusive na infância, bem como a exposição solar crônica que aumenta o risco da doença. O dano produzido pelas radiações é cumulativo”, explica o Dr. Yuri que relembra também pessoas com pele, cabelos e olhos mais claros (fototipos I e II); ter muitas sardas ou pintas pelo corpo, bem como presença de algumas lesões pré-malignas, histórico pessoal ou familiar de câncer de pele, idade acima de 65 anos, uso de tratamentos imunossupressores para tratamento de outras condições clínicas e exposição ambiental e ocupacional a determinados produtos utilizados em metalurgia, agricultura e diversas indústrias. “Podemos observar também, algumas síndromes genéticas mais infrequentes, como o xeroderma pigmentoso, também elevam consideravelmente o risco de desenvolver câncer de pele durante a vida”, conclui o oncologista.
 

Proteção

O protetor solar ideal deve ter boa proteção contra os raios UVA e UVB. O fator de proteção solar (FPS) acima de 30 já pode conferir boa proteção contra os raios UVB. Além disso, deve ser dermatologicamente testado e validado, ser resistente à água e não manchar o tecido das roupas. “Vale lembrar que, além da escolha do produto certo, é importante aplicá-lo 15 minutos antes de sair de casa e reaplicar ao longo do dia, de preferência a cada 2 horas, principalmente na praia ou piscina e quando se está fazendo atividades que produzem mais suor. Não esquecer de passar a quantidade correta de protetor solar uniformemente, sem deixar nenhuma área desprotegida”, explica Dr. Yuri Beckedorff.
 

Além do protetor solar outras dicas para se proteger, continuam válidas:

  • Usar chapéus adequados, óculos escuros com proteção UV, vestimentas apropriadas que cubram as áreas mais expostas;
  • Na praia ou piscina, preferir usar barracas feitas de algodão ou lona, que podem ser mais eficazes em absorver os raios UV quando comparado ao nylon;
  • Conhecer a própria pele e observá-la com frequência para identificar o aparecimento ou mudança de sinais.
  • Passar em consulta regularmente com médico capacitado para fazer exame físico completo e avaliar lesões suspeitas na pele 

O oncologista conclui alertando a população: “O aumento projetado nos casos de câncer de pele destaca a importância da conscientização, prevenção e acesso a serviços de saúde para garantir diagnóstico e tratamento oportunos. A população deve estar atenta aos fatores de risco e adotar medidas preventivas para reduzir a incidência dessa doença”.

 

Hospital Santa Catarina


Férias: pediatra do Vera Cruz Hospital dá 10 dicas para manter crianças seguras e evitar acidentes

Crédito Saul por Pixabay
Cada fase do desenvolvimento infantil envolve riscos diferentes; prevenção é o caminho e vigilância deve ser sempre realizada por um adulto

 

Cada fase da vida das crianças e dos adolescentes inspira cuidados diferentes. Por isso, pais e responsáveis devem estar atentos aos riscos que envolvem cada etapa do desenvolvimento. Por exemplo: enquanto ainda não sabem andar, os cuidados são uns; quando têm certa autonomia, são outros; e assim por diante. Com a chegada do período de férias, é preciso adequar a rotina, em razão do tempo livre maior; consequentemente, a segurança tem que ser redobrada. 

Pediatra do Vera Cruz Hospital, Juliana Okuyama, explica que para se criar estratégias de prevenção de acidentes é necessário respeitar cada fase do desenvolvimento infantil, estudando e se informando como se comunicar e se fazer entender em cada uma delas. E, principalmente, providenciando um ambiente seguro dentro de casa e com vigilância do adulto fora dela. 

“Os acidentes na infância são responsáveis por um número elevado de mortes e sequelas em crianças e adolescentes. As intervenções médicas variam de acordo com o tipo de acidente e as sequelas mais catastróficas são as neurológicas, com dano ao sistema nervoso central, como a hipoxemia (afogamentos, por exemplo), que pode ser irreversível, levando a criança a um estado neurovegetativo, sem contato com o meio, com necessidade de respiração artificial e alimentação via gastrostomia”, alerta. 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, a maioria dos acidentes ocorre em casa ou no entorno. Todos os anos, cerca de 3,6 mil crianças de um a 14 anos morrem no Brasil devido, principalmente, a atropelamentos e afogamentos. Outras 111 mil são hospitalizadas, sendo mais da metade por quedas e queimaduras. Quase todas poderiam ser evitadas com prevenção e proteção. 

Para garantir que o período seja de intensa diversão, sem passagens por hospitais e demais serviços de saúde, a pediatra orienta alguns cuidados: 

1. Mantenha supervisão constante sobre as crianças, principalmente, as mais novas, em todos os momentos. 

2. Use portões de segurança para evitar quedas em escadas. 

3. Deixe produtos químicos, de limpeza, e medicamentos fora do alcance das crianças, em armários trancados. 

4. Evite que crianças pequenas tenham acesso a objetos pequenos que possam facilmente ser engolidos. 

5. Esteja atento à segurança na piscina, banheira e áreas próximas à água. As crianças devem ser supervisionadas de perto. 

6. Mantenha as crianças afastadas de áreas quentes, como fogões e fornos, e use protetores nas tomadas elétricas. 

7. Certifique-se de que os brinquedos são adequados para a idade da criança e não representam riscos de asfixia ou ferimentos.

 8. Mantenha um kit de primeiros socorros em casa e saiba como usá-lo. 

9. Álcool e tabaco também precisam ficar fora do alcance das crianças. 

10. Educação: ensine as crianças sobre os perigos e como agir de maneira segura. 

Lembre-se de que a prevenção é fundamental. “Esteja preparado para agir em caso de emergência e tenha o número de telefone do serviço de atendimento médico de pronto-socorro à mão”, propõe a especialista, para situações mais graves.

 

Vera Cruz Hospital


Natal: cinco brinquedos que podem causar problemas oculares


Foto de Chris Vanhove na Unsplash
O Natal está chegando e os pais já começam a procurar os presentes das crianças, que já estão de férias e ávidas por brincadeiras novas. No entanto, é preciso tomar cuidado com os brinquedos escolhidos, para que eles não coloquem em risco a saúde ocular das crianças. De acordo com o oftalmologista Fabio Pimenta, da oftalmopediatria do H.Olhos, São Paulo, os acidentes com brinquedos representam de 10% a 20% dos casos de trauma nos olhos, em acidentes que acontecem dentro de casa, e estes são mais comuns nos finais de semana.

 

Veja 5 brinquedos perigosos para crianças:
 

1- Brinquedos que lançam projéteis, como os que imitam arcos e flechas e armas de fogo. 

Se esses objetos batem no olho aberto, pode gerar desepitelização, que é a perda da camada superficial da córnea, ou mesmo causar laceração e perfurar o olho quando o projetil é mais pontiagudo ou quando o trauma é muito intenso. “Esses traumas podem levar a lesões graves, dependendo do mecanismo. Um trauma muito forte, pode causar uma laceração à superfície do globo ocular, da córnea e dependendo do trauma causar lesões à retina”, alerta o Dr. Fabio.
 

2- Óculos de brinquedo 

Os óculos de brinquedo, normalmente, não têm proteção UVA e UVB. Segundo o médico, estes óculos sendo escuros diminuem a incidência da luminosidade, o que faz com que a pupila abra. Só que eles não bloqueiam os raios nocivos, que são invisíveis e vão atravessar essa lente que não tem proteção, penetrar no olho e podem machucar as células muito delicadas da retina.
 

3- Brinquedos com laser 

A radiação emitida pelo laser pode causar lesões em diferentes partes dos olhos. Se as crianças fixarem a visão diretamente nos raios de laser por alguns segundos podem acontecer lesões de superfície, como edemas de córnea em casos mais intensos levar a alguma opacidade ou até lesar as células delicadas da retina que absorvem a radiação e a longo prazo podem causar problemas mais sérios à visão.
 

4- Jogos 3D 

Em relação aos jogos e brinquedos em 3D, o que a gente orienta é que não se faça uso por muito tempo, porque provocam cansaço na visão, podem gerar dor de cabeça ou ardor nos olhos. Os óculos de realidade virtual, por exemplo, são telas muito próximas aos olhos e eles têm um certo limite de aceite. O ideal é evitar o uso continuado e que a cada 30 ou 40 minutos, se faça uma pausa e mude de atividade. “Procure estar em um ambiente onde seu olho mude de foco daquele próximo da realidade virtual a um distante, em ambiente externo que pode ser um parque, uma varanda ou quintal. Isso vai fazer uma troca de fixação e vai melhorar as condições de uso e de conforto do dia a dia”, orienta Dr. Fabio.
 

5- Maquiagens para crianças 

Quando os produtos são hipoalergênicos, sem muita química, as chances de causar algum prejuízo são menores, mas ainda assim é melhor evitar em crianças muito pequenas que não têm ainda discernimento de como utilizar e retirar a maquiagem. É preciso ter cuidado também com pinceis que se tocarem o olho, podem machucar. Muitas vezes a criança aperta ou passa maquiagem e deixa muito tempo, isso pode obstruir os poros de saída das glândulas e formar um terçol.

 

O que fazer em caso de acidentes? 

O Dr. Fabio explica que todo trauma tem de ser visto de imediato por um oftalmologista. Os pais podem lavar com água corrente, sem apertar o olho, sem fazer força de abrir, apenas lavar para tirar qualquer resíduo e levar direto para o pronto atendimento, porque se tiver um machucado só o oftalmologista vai conseguir identificar e dar o tratamento correto.


Posts mais acessados