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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Atenção: Doe sangue neste Carnaval!

 


Com estoques críticos, Banco de Sangue de São Paulo funcionará normalmente no período do Carnaval


Este é um Carnaval diferente, sem blocos, sem folia pelas ruas e avenidas, mas que pode ter um sentido muito especial neste momento em que a sociedade está empenhada em salvar vidas.

Por isso, neste período de Carnaval, o Banco de Sangue de São Paulo estará funcionando todos os dias para receber os doadores de sangue que entendem que esta é uma atitude essencial em favor da vida.

Todos os tipos sanguíneos são necessários neste momento em que os estoques se encontram em estado crítico e o apelo é para que os doadores compareçam urgentemente no local para praticar esse gesto solidário que salva até 4 vidas.

Desde o início do ano o Banco de Sangue vem operando com apenas 35% da sua capacidade, o que pode comprometer os atendimentos emergenciais. Mesmo que o feriado tenha sido cancelado em diversos estados do país, algumas empresas podem manter o ponto facultativo e isso deve impactar ainda mais na queda das doações de sangue.

Para regularizar os estoques e evitar atrasos ou impactos nos atendimentos, são necessárias 160 doações diárias. Com os casos de Covid-19, a situação faz as doações se tornarem ainda mais urgentes.

O Banco de Sangue de São Paulo segue rigorosamente todos os protocolos contra a Covid-19 e mantém boas práticas preventivas para o enfrentamento ao coronavírus.

Atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 16h, na Rua Tomás Carvalhal, 711, São Paulo.


Requisitos básicos para doação de sangue:

• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH, etc.) em bom estado de conservação;

• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);

• Estar em boas condições de saúde;

• Pesar no mínimo 50 kg;

• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;

• Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum;

• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);

• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;

• Não ter tido gripe ou resfriado nos últimos 30 dias;

• Não ter tido Sífilis, Doença de Chagas ou AIDS;

• Não ter diabetes em uso de insulina;

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.


Critérios específicos para o CORONAVÍRUS:

• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 30 dias após cessarem os sintomas para realizar doação de sangue;

• Candidatos que viajaram para o exterior devem aguardar 30 dias após a data de retorno para realizar doação de sangue;

• Candidatos à doação de sangue que tiveram contato, nos últimos 30 dias, com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico e/ou laboratorial de infecções pelos vírus SARS, MERS e/ou 2019-nCoV, bem como aqueles que tiveram contato com casos suspeitos em avaliação, deverão ser considerados inaptos pelo período de 30 dias após o último contato com essas pessoas;

• Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos SARS, ERS e/ou 2019-nCoV, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, deverão ser considerados inaptos por um período de 30 dias após a completa recuperação (assintomáticos e sem sequelas que contraindique a doação).

 


Banco de Sangue de São Paulo

Unidade Paraíso

Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 - Paraíso

Tel.: (11) 3373-2000

Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 17h, e sábado, domingo e feriados das 08h às 16h. Estacionamento gratuito Hotel Matsubara - Rua Tomas Carvalhal, 480


Shopping Campo Limpo é ponto de vacinação contra Covid-19

O estacionamento do Shopping Campo Limpo é um dos pontos da primeira dose de vacinação contra a Covid-19 na capital paulista, em parceria com a Coordenadoria Regional de Saúde Sul da Prefeitura de São Paulo. O atendimento começou dia 10/2 e é feito somente via drive thru, a idosos acima de 85 anos e profissionais de saúde acima de 60 anos (ver lista abaixo). Para tomar a vacina, o profissional de saúde precisa apresentar CRM ou diploma. 

A vacinação é realizada de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com atendimento por ordem de chegada.I

“Para nós é um orgulho participar deste momento histórico e tão aguardado, ajudando a população a se vacinar, de forma organizada e segura”, afirma Leonardo Monaci, superintendente do Shopping Campo Limpo.  

Profissionais de saúde acima de 60 anos que podem tomar vacina no Shopping Campo Limpo:

- Médicos;

- Enfermeiros / técnicos e auxiliares;

- Nutricionistas;

- Fisioterapeutas;

- Terapeutas Ocupacionais;

- Biólogos;t

- Biomédicos / técnicos de laboratório que façam coleta de RT PCR SARS CoV2 e análise de amostra de COVID-19; was

- Farmacêuticos / técnicos de farmácia;pop

- Odontólogos / ASB – auxiliar de serviço bucal / TSB – técnico de saúde bucal;ular

- Fonoaudiólogos;i

- Psicólogos;s

- Assistentes Sociais;

- Profissionais de educação física;ed

- Médicos veterinários.in

 

Serviço

VACINAÇÃO CONTRA COVID-19 NO SHOPPING CAMPO LIMPO

Estacionamento do Shopping Campo Limpo (entrada da Av. Carlos Caldeira)

Dias e horários: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h t

Para idosos acima de 85 anos e profissionais de saúde acima de 60 anos (estes precisam apresentar CRM ou diploma)

Atendimento por ordem de chegada

Gratuito

Local: Shopping Campo Limpo (Estrada do Campo Limpo, 459, Campo Limpo, São Paulo/ SP)  


Médico mineiro inicia pesquisa sobre eficácia de medicamentos para tratamento contra a Covid 19 em fase inicia

A pandemia da Covid 19 alastrou por todo o mundo há quase um ano e segue infelizmente vitimizando muitas pessoas ao redor do planeta. Apesar do início da vacinação na maioria dos países, a pandemia não tem data para acabar, já que elas ainda demorarão um tempo considerável para chegar a todos, e consequentemente para que o vírus da SARS-COV-19 pare de circular de vez ao redor do planeta.

Entretanto, sugestões e suposições de medicamentos são pautas recorrentes na sociedade desde o início da pandemia, o que deixa médicos e pesquisadores da área vigilantes e atentos sobre o funcionamento dessas drogas e em busca de respostas concretas. Um dos principais fármacos que geram assuntos nas rodas de conversa e recomendações por alguns profissionais da saúde é a ivermectina, medicamento usado no tratamento de infecções por parasitas, como piolhos e sarnas. As dúvidas que giram ao redor desse e de outros medicamentos são se o  uso, quando o paciente apresenta os primeiros sintomas, pode reduzir as complicações da doença em alguns casos.

O clínico médico e cardiologista Gilmar Reis, responsável pelo programa de pesquisa com o objetivo de estudar esses medicamentos no tratamento inicial da COVID 19, aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), aponta que até o momento, não há medicações eficazes para o uso na fase inicial da doença. “A comunidade científica internacional está trabalhando intensamente em busca de fármacos que possam reduzir as complicações na Covid, portanto, tudo ainda é incerto”.

Medicações em estudo

A pesquisa vem avaliando três fármacos mais populares que vêm sendo cogitados para o tratamento. São eles a fluvoxamina e a metformina, além da ivermectina. “O objetivo da pesquisa é promover ensaios clínicos, com determinados grupos de pessoas, a fim de avaliar os pacientes. Uma visita domiciliar é agendada após a equipe médica avaliar os critérios e, portanto, a ação médica dispensa o deslocamento do paciente para ser realizada. “Estamos avaliando esses três fármacos em 16 centros de pesquisa em cidades do estado de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul”, contou o médico.

As cidades de Brumadinho e Sete Lagoas, na região metropolitana de BH, e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, são cidades onde as pesquisas já estão sendo encaminhadas e realizadas, sob a supervisão de profissionais de medicina que atuam nesses territórios.

Para a realização, o pesquisador lembra ser essencial que o paciente interessado esteja apresentando um quadro de gripe com menos de oito dias de sintomas, pois a finalidade também é avaliar se esta síndrome antecede a Covid 19.

 


Fonte: Gilmar Reis - Cardiologista e especialista em Clínica Médica e Medicina Intensiva, é pesquisador e coordenador do Centro de pesquisa Clínica CARDIOLAB (@dr_gilmarreis).


Em cinco anos, procedimentos odontológicos preventivos aumentam em mais de 70%

Estudo do IESS revela que brasileiro está cada vez mais preocupado com a saúde bucal

O setor de planos privados de assistência exclusivamente odontológica supera seus números a cada ano e isso demonstra a importância da saúde bucal para os brasileiros. Para se ter uma ideia da relevância desse segmento, de acordo com o "Painel da Odontologia Suplementar entre 2014 e 2019", produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) com base nos dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2019 foram realizados 183 milhões de procedimentos odontológicos, ultrapassando a marca de R$ 3 bilhões com despesas assistenciais. No período, o setor passou a contar com mais de 25 milhões de beneficiários.

Entre 2014 a 2019, as ações preventivas foram as que apresentaram o maior crescimento: passaram de 47,2 milhões (32,9% do total) em 2014 para 80,8 milhões (44,2% do total) em 2019. Dentre as principais ações de prevenção estão aplicações tópicas profissionais de flúor por hemi-arcada (35,4 milhões); atividades educativas individuais (15,5 milhões) e selantes por elemento dentário em menores de 12 anos de idade (660,7 mil).

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, os resultados positivos são animadores, pois demonstram que o segmento prioriza, educa e realiza ações de conscientização dos seus beneficiários sobre a prevenção de doenças. "Esse setor tem crescido a passos largos nos últimos anos com a ampliação da rede de atendimento, o aumento do interesse dos canais de distribuição (como corretores e consultorias de benefícios) e desejo das empresas em ofertar aos seus colaboradores, além de contar com preços acessíveis", explica Cechin.

Despesas odontológicas

O levantamento do IESS aponta que em 2019, o valor gasto pelos brasileiros com assistência à saúde odontológica foi de R$ 3,4 bilhões, número 31% maior em relação ao ano de 2014. Ainda na comparação com 2014, houve crescimento das despesas em todas as categorias, sendo maior entre os procedimentos preventivos, com alta de 58,7%, totalizando R$ 480,8 milhões de gastos.

Com o aumento do número de beneficiários e procedimentos, cresce também a preocupação com a qualidade da assistência oferecida em todo o país. Para isso, o setor tem inovado. "Operadoras de planos exclusivamente odontológicos têm investido cada vez mais em mecanismos de Inteligência Artificial para auxiliar a identificar lesões em radiografias, diagnosticar antecipadamente doenças bucais, associar resultados dos exames bucais a outras doenças, melhorar o conhecimento do perfil dos beneficiários e assim aprimorar a qualidade do atendimento", aponta José Cechin. "Esse segmento também tem investido em instrumentos para detectar e apurar fraudes, desperdícios e abusos - como tratamentos excessivos e desnecessários ou com baixa qualidade", completa Cechin.

Além do volume da produção assistencial e das despesas no período, o relatório apresenta um panorama da assistência odontológica no país e da satisfação dos beneficiários desses planos. O estudo completo pode ser acessado em https://bit.ly/EspeciaisIESS


Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS)


Tuberculose: um problema de saúde pública mundial


A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas da história da humanidade, causada principalmente pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Descoberta em 1882 pelo bacteriologista alemão Robert Koch, há evidências históricas de sua presença datadas de 8.000 antes de Cristo. Diante de tantas pessoas acometidas mundialmente pela doença, que somente no ano de 2018 somaram 10 milhões de novos casos, desses, 1,5 milhão vieram à óbito, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pergunta que fica é: por que ainda não erradicamos a tuberculose?


Embora seja uma moléstia milenar, foi somente no século XX, após muitos anos de estudos, que a tuberculose passou a ser compreendida e surgiram avanços capazes de combatê-la e preveni-la. Hoje é considerada uma doença tratável e curável, principalmente a partir do uso de antibióticos específicos em longo prazo. Quanto antes diagnosticada, mais rápida a recuperação do paciente e menor é o índice de contágio e disseminação. A porta de entrada do bacilo da tuberculose são as vias aéreas e a transmissão dá-se através da tosse ou fala durante o contato prolongado como uma pessoa doente.


Por se tratar de uma doença, a princípio silenciosa, quando está em sua fase latente, o paciente dificilmente saberá que está infectado e esse quadro pode persistir por anos, até que venha apresentar algum sintoma ou por algum motivo faça um teste para detectar a doença. A metodologia atual para diagnóstico da infecção latente por tuberculose, usada há mais de 100 anos, é conhecida como teste tuberculínico (PPD - do inglês purified protein derivative). Através desse teste, a tuberculina é injetada na parte inferior da pele (subcutânea) do braço e, depois de alguns dias, o paciente retorna ao médico ou laboratório para a leitura da reação. Quando se está infectado com a tuberculose, um nódulo elevado se desenvolve onde a tuberculina foi injetada. Porém, em alguns casos, principalmente das pessoas que possuem o sistema imunológico comprometido, o resultado do PPD pode ser falso-negativo e o paciente corre o risco de ter a doença ativada por desconhecer o seu estado.


Atualmente, com a evolução da medicina atrelada à tecnologia, existem testes mais precisos para o diagnóstico da infecção latente por tuberculose, como, por exemplo, os testes IGRA (ensaio de liberação de Interferon-gama), que reduzem a margem de falsos-negativos e falsos-positivos e proporcionam um diagnóstico mais assertivo. Realizados com uma pequena amostra de sangue, requerem apenas uma visita ao médico e são muito menos afetados pelo imunocomprometimento do paciente em comparação ao teste tuberculínico. Apresentam resultado rápido e seguro, com a precisão de testes laboratoriais.


Há tempos vista como uma doença comum aos segregados da sociedade, muitas pessoas, por vergonha, não buscam a ajuda médica necessária, tão pouco realizam os testes para detecção da moléstia. Esse panorama distorcido da tuberculose é também um dos fatores que dificultam sua erradicação e somente trabalhando a consciência da população quanto a isso, conseguiremos seguir, com sucesso, esse combate. Portanto, a partir dos primeiros sintomas, não deve haver dúvidas em procurar o serviço de saúde. Passada a fase latente, o paciente pode apresentar sintomas como tosse crônica, febre, perda inexplicada de peso e, quando grave, sudorese noturna. A tuberculose é uma doença séria e requer atenção.




Dra. Denise Silva Rodrigues - médica infectologista e diretora clínica do Instituto Clemente Ferreira, Centro de Referência Terciária para tuberculose de São Paulo.


Protocolos mais rígidos querem incentivar a realização de cirurgia bariátrica durante a pandemia

 Ao realizar o procedimento, pacientes reduzem os riscos de desenvolver a forma grave da Covid-19


Com novos protocolos durante o pré, intra e pós-operatório, as cirurgias bariátricas se tornaram importantes aliadas no combate à forma grave da Covid-19. Como a obesidade é um dos principais fatores de risco para a doença, a perda de peso gerada pelo procedimento diminui significativamente as chances de o paciente precisar de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Essa relação entre obesidade e Covid-19 fez, inclusive, que as cirurgias bariátricas fossem classificadas como eletivas essenciais, ou seja, que podem ser realizadas durante toda a pandemia.

“É muito comum as pessoas chegarem ao consultório com medo de realizar a cirurgia bariátrica nesse período. A maior preocupação é com a contaminação durante o processo, principalmente, no período de internação”, explica o cirurgião bariátrico Admar Concon Filho, membro titular da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica) e presidente do Hospital e Maternidade Galileo. “Mas nós fizemos muitas alterações nos protocolos, com o objetivo de prevenir a Covid-19. Portanto, os riscos de uma pessoa ficar obesa são muito maiores que os de fazer a cirurgia bariátrica durante a pandemia”, explica.

O cirurgião destaca que já há estudos que apontam que a obesidade, mesmo sem doenças associadas, eleva significativamente os riscos de o paciente desenvolver a forma grave da Covid-19. “O organismo do obeso é um organismo comprometido, um organismo que tem uma resposta imunológica menor. Além disso, o vírus acaba ficando mais tempo no tecido adiposo, que serve como um reservatório para ele”, observa. “Outro ponto que precisa ser considerado é a função respiratória, que já tende a ser prejudicada no paciente obeso, e sofre ainda mais com a ação do coronavírus”, destaca o cirurgião.

De forma geral, quando o paciente realiza uma cirurgia bariátrica, ele costuma perder cerca de 10% do peso inicial logo no primeiro mês. Depois, mais 10% até o terceiro mês e mais 10% até o 6º mês. Por volta de um ano de pós-operatório, ele terá perdido cerca de 30% do seu peso inicial. “Isso é uma estimativa. Depende muito da técnica utilizada e do comprometimento do paciente, mas é uma redução de peso muito importante, que reflete diretamente na saúde geral da pessoa, inclusive com o controle e até cura de algumas comorbidades, que também são fatores de risco para Covid-19, como hipertensão arterial e diabetes”, comenta Concon.

Sobre as mudanças nos protocolos, ele ressalta que elas já começam no pré-operatório, quando o paciente precisa se consultar com vários especialistas e ser submetido a diversos exames. “A maioria das clínicas e consultórios criaram protocolos próprios. Nós, por exemplo, estamos agendando consultas com intervalos maiores para evitar um número grande de pacientes na recepção. Todos devem estar com máscaras e higienizar as mãos com álcool em gel. Eles também passam por uma triagem por telefone, em que respondem a várias perguntas para descartar qualquer sintoma e, no dia da consulta, passam por outra triagem presencial. Mesmo que não apresentem nenhum sintoma, são submetidos a um teste de Covid-19 uma semana antes da cirurgia e, sendo negativo, são orientados a ficarem de quarentena para evitar uma possível contaminação até o dia do procedimento. Se positivo, a cirurgia é adiada”, explica. Na fase pré-operatória, os pacientes também precisam participar de uma reunião para tirar dúvidas sobre a cirurgia. “Essa parte do processo também foi adaptada e, agora, nós temos essas reuniões gravadas para que possam ser assistidas de casa”, diz.

Na fase intra-hospitalar, é importante que o hospital tenha uma área “Free Covid”. Além disso, toda a equipe precisa estar paramentada com EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual) como se fosse operar um paciente contaminado. “É uma garantia para os profissionais e para o próprio paciente”, reforça o médico. No pós-operatório, são tomados os mesmos cuidados da fase pré-operatória, com rígidos protocolos de segurança durante as consultas de retorno.

A SBCBM também emitiu um comunicado a respeito e orienta que pacientes com mais de 60 anos, contaminados ou que já tenham indicação pré-cirúrgica de utilização de UTI não sejam operados neste momento. “Pacientes com mais de 60 anos são do principal grupo de risco. Portanto, não é recomendável que sejam submetidos a um procedimento cirúrgico nessas circunstâncias. Já os pacientes contaminados não podem ser operados porque, além dos riscos de contaminação de toda a equipe e de demais pacientes, não conseguimos prever como será sua evolução. Portanto, eles precisam, primeiro, tratar a doença. Em casos normais, esperamos 28 dias para fazer o procedimento após a confirmação da COVID-19. Mas, se tratando de paciente obeso, a cirurgia só pode ser realizada após dois ou três meses, dependendo da gravidade da Covid”, reforça o cirurgião.

 

 


Dr. Admar Concon Filho - cirurgião bariátrico, cirurgião do aparelho digestivo e médico endoscopista. Palestrante internacional, presidente do Hospital e Maternidade Galileo e fundador e coordenador do Grupo de Cirurgia Bariátrica de Valinhos. Também é membro titular e especialista pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, Colégio Brasileiro de Cirurgiões e Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, além de membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders. CRM – 53.577.


Vias neurais e origens do alcoolismo são identificadas

A origem física da dependência em álcool foi localizada em uma rede neural do cérebro humano que regula nossa resposta ao perigo, de acordo com uma equipe de pesquisadores britânicos e chineses, co-liderados pela University of Warwick, University of Cambridge e Fudan University. em Xangai.

O córtex orbitofrontal medial (na parte frontal do cérebro) detecta uma situação desagradável ou de emergência e, em seguida, envia esta informação para a substância cinzenta periaquedutal dorsal do mesencéfalo.

Uma pessoa corre maior risco de desenvolver transtornos relacionados ao uso de álcool quando esta via de informação está desequilibrada das duas maneiras a seguir:

● O álcool inibe a substância cinzenta periaquedutal (a área do cérebro que processa situações adversas), de modo que o cérebro não pode responder aos sinais negativos ou à necessidade de escapar do perigo - levando uma pessoa a sentir apenas os benefícios de beber álcool, e não seus prejudiciais efeitos colaterais. Esta é uma possível causa do consumo compulsivo.

● Uma pessoa com dependência de álcool, geralmente, também terá uma substância cinzenta periaquedutal dorsal super excitada, fazendo-a sentir que está em uma situação adversa ou desagradável da qual deseja escapar, e recorrerá urgentemente ao álcool para fazê-lo. Esta é a causa do consumo impulsivo.

O professor Jianfeng Feng, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Warwick e que também leciona na Fudan University, diz: "Fui convidado a comentar um estudo anterior com ratos com o objetivo semelhante: localizar as possíveis origens do abuso de álcool . É empolgante que possamos replicar esses modelos em humanos e, é claro, dar um passo adiante para identificar um modelo de via dupla que liga o abuso de álcool a uma tendência de exibir comportamento impulsivo. "

Eles então analisaram imagens de ressonância magnética de cérebros do conjunto de dados IMAGEN - um grupo de 2.000 indivíduos do Reino Unido, Alemanha, França e Irlanda que participam de pesquisas científicas para avançar o conhecimento de como fatores biológicos, psicológicos e ambientais durante a adolescência podem influenciar o desenvolvimento do cérebro e da saúda da mente.

Os participantes realizaram exames de ressonância magnética funcional baseados em tarefas e, quando não recebem recompensas nas tarefas (o que produziu sentimentos negativos de punição), a regulação entre o córtex orbitofrontal medial e a substância cinzenta periaquedutal dorsal foi inibida mais fortemente nos participantes que exibiram abuso de álcool.

Da mesma forma, em um estado de repouso, os participantes que demonstraram uma via de regulação mais super excitada entre o córtex orbitofrontal medial e o substância cinzenta periaquedutal dorsal, (levando a sentimentos de necessidade urgente de escapar de uma situação), também tiveram níveis aumentados de abuso de álcool.

O transtorno por uso de álcool é uma das doenças mentais mais comuns e graves. De acordo com um relatório da OMS em 2018, mais de 3 milhões de mortes a cada ano estão relacionadas ao uso de álcool em todo o mundo, e o uso nocivo de álcool contribui com 5,1% da carga global de doenças. Compreender como a dependência do álcool se forma no cérebro humano pode levar a intervenções mais eficazes para lidar com o problema global do abuso do álcool.




Rubens de Fraga Júnior - professor de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.


Fonte: Tianye Jia et al. Rede neural envolvendo córtex orbitofrontal medial e regulação do cinza periaquedutal dorsal no abuso de álcool em humanos, Science Advances (2021). DOI: 10.1126 / sciadv.abd4074

 

Com várias causas, dor de garganta exige cuidados médicos

Soluções caseiras e automedicação podem gerar mais prejuízos aos pacientes

 

Apesar de ser mais comum no Inverno e em climas frios, a dor de garganta pode ter várias causas. Justamente por isso, a recomendação médica é evitar a automedicação e o uso de “soluções caseiras”, que podem agravar o quadro ou gerar uma melhora momentânea e esconder o real motivo da dor.

Arnaldo Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, explica que a dor de garganta pode ser causada por infecções geradas por vírus e bactérias, doenças autoimunes, câncer e até problemas de estômago e nariz.

De acordo com ele, no entanto, até mesmo um cenário de boca seca ao longo do dia pode gerar incômodo na região. Nesse caso, o mais importante é notar a intensidade da dor e a frequência com que ocorre.

“A garganta é uma região que só trabalha bem úmida. Caso haja ressecamento por falta de hidratação ou alguma doença, podemos ter inflamações da mucosa, dores e sensações de inchaço ao engolir”, explica o médico, que também ressalta a importância de tomar água com frequência ao longo do dia.

“No caso de sensação de boca seca constante, precisamos buscar a causa, pois temos a condição de xerostomia (boca anormalmente seca). Ronco e respiração pela boca frequentemente causam o mesmo sintoma, e os pacientes se queixam de dor e ardência principalmente ao acordar”, completa.


Clima

O médico ressalta que a maior ocorrência de dores de garganta ocorre no frio, não necessariamente devido à temperatura, mas porque as infecções virais e bacterianas são mais comuns por conta da aglomeração e transmissão em locais fechados, com menor ventilação natural.

“Pessoas que têm tendência a sofrer com dores de garganta (amigdalites/faringites), no entanto, podem ter crises em qualquer época do ano. As crianças, por exemplo, possuem maior índice de infecções no retorno às aulas”, completa o especialista.

Nesse sentido, é muito importante que as pessoas busquem auxílio médico, principalmente se percebem que a dor na garganta tem sido mais frequente e mais intensa. Além disso, a automedicação deve ser evitada, bem como o uso de “soluções caseiras”, já que isso pode agravar o quadro, irritar ainda mais a mucosa da garganta e dificultar um correto diagnóstico e tratamento.

Além disso, é preciso seguir estritamente o tratamento médico, sem interrompê-lo e, principalmente, sem associá-lo a outros medicamentos por conta própria.




Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Conheça os sinais da menstruação para preservar sua fertilidad

Ciclo longo demais, curto demais, irregular ou acompanhado de sintomas específicos podem indicar problemas. Fique atenta!


Presente na vida da mulher desde a puberdade, a menstruação é um acontecimento importante do corpo feminino. Tão importante que ela apresenta sinais quando algo foge do normal e é necessário atentar-se a eles. Por isso, quando se é tentante ou se pretende engravidar no futuro, é preciso reconhecer os sinais da menstruação para preservar, principalmente, a fertilidade.

“Muitas vezes, a mulher não se atenta a um sinal porque, para ela, naquele momento, não é prioridade pensar numa possível gravidez, então ela não dá importância àquilo”, comenta a especialista em reprodução assistida, Cláudia Navarro, Diretora Clínica da Life Search. “O problema é que um mínimo sinal pode indicar uma doença que trará complicações futuras”, completa.

Abaixo, a especialista enumera alguns sinais que merecem atenção.

Ciclo muito longo

O ciclo menstrual normal, segundo Cláudia, é, em média, 28 dias, mas podendo oscilar entre 21 e 35 dias. “Já recebi paciente dizendo que menstrua mês sim, mês não. É importante observar que um ciclo de 60 dias, por exemplo, não é normal!”, alerta a médica. Uma das questões relacionadas à amenorreia (ausência de menstruação) e à oligomenorreia (ciclo longo) é a anovulação, ou seja, a ausência de ovulação.

Essa característica está presente, por exemplo, na Síndrome dos Ovários Policísticos, que é caracterizada por anormalidades hormonais que são, ao mesmo tempo, causa e consequência da doença. “Nesse caso, a mulher com SOP pode ter dificuldade para engravidar por causa da anovulação e deve buscar auxílio médico”, diz Cláudia.


Ciclo irregular

O ciclo irregular é aquele que não segue um padrão mês a mês. “A primeira dificuldade no ciclo irregular, e que desperta a atenção da paciente, é não conseguir localizar o período fértil. Mas é importante entender, antes de tudo, o motivo desse ciclo estar desajustado”, pondera a especialista.

Várias situações levam ao desregulamento do ciclo menstrual, como alterações hormonais, estresse, SOP, presença de cistos, uso de remédios e outros. Alterações na tireoide, por exemplo, têm diversos impactos na fertilidade, entre eles as variações nos ciclos.

“Os hormônios da tireoide têm total relação com o processo de amadurecimento dos óvulos e da ovulação. Se houver falhas nesse processo, como no hipotireoidismo, isso implicará, entre outros sintomas, na irregularidade do ciclo”, explica.

“Não é interessante conviver com a dúvida sobre estar ou não com algum problema, se a paciente menstrua, por exemplo, duas vezes num mês e no outro nem chega a menstruar, ela precisa avaliar com um profissional”, opina.


Ciclo muito curto

O ciclo muito curto também é indicativo de possíveis problemas. “21 dias ainda é considerado um ciclo normal. Menos que isso, é interessante observar”, alerta Cláudia Navarro.

Além disso, Cláudia lembra do sangramento de escape, constantemente confundido com menstruação. “O escape é um sangramento que aparece no meio do ciclo e dura um ou dois dias, e ocorre por diversos motivos”, diz. “Se esse escape for frequente, é importante buscar avaliação médica”, alerta.


 Fluxo intenso e cólicas excessivas

A médica lembra que miomas uterinos e endometriose podem provocar um fluxo menstrual intenso acompanhado de cólicas incapacitantes. Essas questões interferem na fertilidade de maneiras diferentes, e para cada uma delas haverá um tratamento.

“A endometriose, por exemplo, há casos de pacientes assintomáticas. Mas é muito importante observar quando há presença desses sintomas”, diz.

 




Cláudia Navarro - especialista em reprodução assistida, diretora clínica da Life Search e membro das Sociedades Americana de Medicina Reprodutiva - ASRM e Europeia de Reprodução Humana e Embriologia – ESHRE. Graduada em Medicina pela UFMG em 1988, titulou-se mestre e doutora em medicina (obstetrícia e ginecologia) pela mesma instituição federal e hoje é membro do Corpo Clínico do Laboratório de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas, vinculado à mesma instituição.

 

PNI amplia acesso à vacina pneumocócica conjugada 13-valente

Imunizante é uma das mais importantes alternativas no combate a enfermidades graves como meningite, pneumonia e septicemia


Disponível no Programa Nacional de Imunizações desde o final de 2019, a vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC-13) teve sua recomendação ampliada em caráter temporário até o dia 31 de julho. Além dos quatro grupos prioritários para o uso dessa vacina, como os pacientes com HIV, oncológicos e pacientes transplantados de medula e de órgãos sólidos, o imunizante passa a ser liberado também para cardiopatas crônicos, pneumopatas crônicos, asplênicos, pacientes com implante de cóclea e pacientes imunodeprimidos por condição clínica ou por uso de medicamentos.

A medida amplia o acesso à vacina que atua na prevenção dos 13 tipos mais comuns da bactéria pneumococo. Trata-se da única vacina pneumocócica conjugada, licenciada para uso em todas as idades e com dados robustos quanto à capacidade de proteção e eficácia.

Os pacientes elegíveis, acima de 5 anos de idade, podem ter acesso à vacina Pneumocócica 13-valente por meio dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), presentes em todos os estados brasileiros. “Trata-se de uma medida efetiva de prevenção junto a um público que tem mais riscos para desenvolver quadros graves de doença pneumocócica. Muitos pacientes, e até mesmo profissionais de saúde, desconhecem o calendário vacinal totalmente gratuito disponibilizado pelo CRIE. Reverter este cenário é importante já que o país tem o serviço em benefício da população”, destaca a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine.

“Diante do momento delicado em que se encontram os sistemas de saúde de todo mundo, a prevenção de outras doenças respiratórias por meio da vacinação pode permitir uma otimização do recurso em saúde, como recentemente salientou a própria Organização Mundial de Saúde”, complementa Márjori. 

 

Doenças pneumocócicas

Apesar do atual cenário de envelhecimento populacional e da predominância de doenças crônicas degenerativas como causa de morte, as doenças pneumocócicas invasivas (DPI) ainda constituem uma das principais causas de mortalidade na América Latina, especialmente entre crianças, idosos e outras populações de risco para DPI. O Streptococcus pneumoniae, conhecido como pneumococo, é uma bactéria gram-positiva encapsulada, frequentemente encontrada na nasofaringe de indivíduos saudáveis. Possui mais de 90 sorotipos imunologicamente distintos. A doença pneumocócica pode ser classificada como invasiva ou não invasiva, sendo a primeira caracterizada pelos quadros de sepse, bacteremia, meningite e parte das pneumonias, enquanto a segunda corresponde a maior parte dos quadros de pneumonia, além de otites e sinusite.  

Embora o risco de doença pneumocócica aumente com a idade mesmo em indivíduos saudáveis, ele é substancialmente maior em pessoas de todas as faixas etárias com certas condições clínica crônicas, como indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), diabetes, doença cardíaca crônica, doença hepática crônica e asma, oncológicos, PHHIVA/Aids. Entre os adultos de alto risco, a incidência de doença pneumocócica invasiva pode ser 50 vezes maior quando comparado a um indivíduo saudável. Já a incidência de pneumonias comunitárias pode ser 19 vezes superior em comparação a adultos saudáveis.

A transmissão do Streptococcus pneumoniae acontece por meio do contato entre pessoas que contraíram a doença ou que estão colonizadas pela bactéria, mas não apresentam sintomas. A gravidade, a alta incidência e os impactos em todas os grupos etários fazem com que a vacinação seja uma estratégia importante na prevenção da doença pneumocócica, já que a vacina não protege apenas a saúde do imunizado, como também evita que ele transmita a doença para todos a seu redor. 

 

Referências:

 1.                 World Health Organization (WHO). Pneumococcal conjugate vaccine for childhood immunization - WHO position paper. Wkly Epidemiol Rec. 2007. p. 93–104.

2.                 Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Use of 13-Valent Pneumococcal Conjugate Vaccine and 23-Valent Pneumococcal Polysaccharide Vaccine for Adults With Immunocompromising Conditions: Recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). Morb Mortal Wkly Rep. 2012;61(40):816–9.

3.                 Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. Brasília: Ministério da Saúde; 2019

5.                 Pelton SI, Shea KM, Farkouh RA, Strutton DR, Braun S, Jacob C, et al. Rates of pneumonia among children and adults with chronic medical conditions in Germany. BMC Infect Dis. 2015;15(1):470.

6.                 van Hoek AJ, Andrews N, Waight P a, Stowe J, Gates P, George R, et al. The effect of underlying clinical conditions on the risk of developing invasive pneumococcal disease in England. J Infect. 2012;65(1):17–24.

7.                  Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia– Disponível em https://sbpt.org.br/portal/vacina-pneumococica-2021/ Acessado em 29/01/2021

8.                 World Health Organization, United Nation’s Children’s Fund. Immunization in the context of COVID-19 pandemic: frequently asked questions (FAQ). https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/331818/WHO-2019-nCoV-immunization_services-FAQ-2020.1-eng. pdf?sequence=1&isAllowed=y. Published April 16, 2020. Accessed October 16, 2020.

 

Pacientes com arritmias cardíacas podem receber vacina para COVID-19?

Recentemente foram aprovados para uso emergencial em nosso país duas vacinas para COVID-19, uma desenvolvida pela SINOVAC-Butantan (Coronavac) e outra de Oxford-AstraZeneca-Fiocruz (Covishield). Essas vacinas inicialmente estão sendo aplicadas em trabalhadores de saúde, porém, em breve, em pessoas com mais de 80 anos, decrescendo essa faixa etária até 60 anos. 

Em uma segunda fase, serão vacinadas pessoas com comorbidades como hipertensão, doenças cardiovasculares e obesidade (IMC > 40) que são fatores de risco para o aparecimento de arritmias cardíacas, portanto nessa segunda fase muitos pacientes com arritmias serão submetidos a vacinação. 

Os estudos de Fase 3 das vacinas ainda estão em andamento, muitos ainda com resultados parciais, porém a segurança também é avaliada nos estudos de Fase 2, e o achado principal desses estudos é de que todas as vacinas estudadas são seguras para a população geral, incluindo pacientes com arritmias cardíacas. 

Desta forma, pacientes com arritmias cardíacas podem receber as vacinas para COVID-19, especialmente os que se caracterizam como grupo de risco pelas comorbidades, sendo inclusive esses pacientes priorizados no programa. 

Pacientes com fibrilação atrial geralmente fazem uso de anticoagulante, tanto os antagonistas da Vitamina K (Varfarina, Femprocumona) quanto os não antagonistas da Vitamina K (NOAC – Pradaxa®, Xarelto®, Eliquis® e Lixiana®), sendo a vacina uma injeção intramuscular, poderia estar associado a riscos de hematomas. Entretanto, vários estudos com as vacinas para Influenza, demonstraram que a vacinação é segura, especialmente pelo baixo volume infundido (nas duas aprovadas é de 0,5mL). Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados antes da aplicação:

·       Pacientes em uso de Varfarina, com RNI estável, não necessitam intensificar o controle antes da vacinação, porém pacientes que tenham RNI lábil, recomenda-se a checagem alguns dias antes,

 

·       Paciente em uso dos NOAC, a vacinação deve ser realizada preferencialmente o mais distante possível da última dose da medicação (próximo a 24hs da administração do Xarelto® e Lixiana® e 12hs do Pradaxa® e Eliquis®), podendo tomar a medicação caso não apresenta equimoses ou hematomas. Em caso de dúvidas ou caso ocorra um hematoma local, sugere-se consultar o seu médico.

·       Sempre preferir a injeção no músculo deltoide (braço) pois neste local fica mais fácil de se observar se existe algum sangramento ou hematoma e, caso ocorra, a compressão manual local pode ser realizada pelo próprio indivíduo.

 

·       Sempre preferir a injeção com agulhas mais finas e após a aplicação, realizar uma compressão manual local de pelo menos 2 minutos.

Pacientes com dispositivos cardíacos implantáveis como marcapassos e desfibriladores podem receber a vacina, sem restrições inclusive com relação ao braço que a vacina é realizada.

As vacinas são seguras e fundamentais para controlar a COVID-19 e permitir a retomada da normalidade, portanto todas as pessoas com arritmias cardíacas não só podem, como devem ser vacinadas quando chegar o seu momento de acordo com as orientações do Plano Nacional de Imunizações.

 

Nesse texto encontram-se informações sobre quais tipos de arritmias são associadas a maior infecção mais grave pelo COVID-19 (https://sobrac.org/home/pacientes-com-arritmias-cardiacas-possuem-maior-risco-de-infeccao-grave-pelo-novo-coronavirus/)


 

 

Referências:

https://www.sps.nhs.uk/wp-content/uploads/2018/09/UKMI_QA_IM-inj-anticoag_partial-update_Sept2018.pdf

https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/16/plano_vacinacao_versao_eletronica-1.pdf 

 

Pandemia, desemprego e pagamento de pensão alimentícia

Muitos pais tiveram redução de salário ou perderam o emprego nesta pandemia. E, nestes casos, podem acontecer situações em que o valor da pensão onera de forma excessiva quem está cumprindo mensalmente com tal obrigação.

A pensão alimentícia deve ser fixada de modo a enquadrar-se dentro das necessidades de quem a recebe e das possibilidades de quem a paga. Por isso, pode ser necessário que a prestação seja reduzida. Mas é preciso ressaltar que a pensão não pode ser diminuída por conta própria. É preciso procurar a Defensoria Pública ou um advogado para entrar com uma ação de revisão de alimentos, na qual será solicitada a diminuição do valor a ser pago, mediante provas de que a pessoa está absolutamente impossibilitada de continuar com a despesa no montante em que está.

São quatro as situações que mais geram dúvidas sobre a possibilidade de redução da pensão alimentícia:


1 - Menor condição de arcar com o pagamento da pensão:

Caso ocorra uma situação de doença, desemprego, diminuição acentuada de salário ou renda, pode ser possível que o valor da pensão alimentícia seja reduzido, para se adequar a um cenário onde o devedor consiga honrar com o pagamento. Estamos vivendo uma época de pandemia onde muitos passaram a trabalhar "home-office" ou até mesmo estão trabalhando menos horas devido ao fechamento de lojas ou limitação no horário de atividades comerciais, com redução de salário. Nesses casos, pode ser que o valor da pensão esteja desproporcional e seja necessária uma revisão. Imaginemos que o pai recebia R 3.000,00 de salário e pagava R 1.000,00 de pensão alimentícia. Agora, com a redução, recebe apenas R1.500,00. Naturalmente, este pai não poderá manter o pagamento da quantia de R1.000,00 que o filho recebe de pensão, já que ele também precisa se manter e pagar as suas próprias despesas. Assim, há possibilidade de uma diminuição no valor pago mensalmente; lembrando que para isso ocorrer será necessário uma apreciação judicial. É importante enfatizar, no entanto, que o desemprego não é considerado um impeditivo para o pagamento de pensão. Isso ocorre até mesmo para evitar um incentivo à ociosidade de quem deve arcar com a pensão alimentícia. O desemprego pode servir como causa para justificar a falta de pagamento ou atraso, mas não impede que a prestação seja cobrada e paga. Mas sempre será avaliada a possibilidade do devedor. É preciso registrar também que para que haja qualquer modificação no valor da pensão, a mudança na renda do responsável pela pensão tem que ser substancial, a ponto de impedir que o valor pago continue no mesmo patamar.


2 - Diminuição da necessidade da pensão por parte de quem recebe:

Normalmente a pensão é fixada durante a infância ou adolescência dos filhos. Mas quando eles atingem a vida adulta e começam a trabalhar, tendo sua própria renda, a necessidade de depender dos pais pode diminuir. Não raras vezes, o filho consegue um emprego em que ganha até mais do que seus pais. Desta forma, sendo capaz de prover sua própria manutenção, é natural que se verifique menor necessidade de receber determinado valor de pensão alimentícia do pai/mãe, ou até mesmo poder abrir mão dela. Assim, o juiz poderá vir a reduzir o encargo alimentar, de modo a fazer com que o próprio filho assuma parte de suas despesas ou mesmo a totalidade dessas.


3) Constituição de nova família por parte de quem paga a pensão alimentícia:

Se o devedor de alimentos constituir uma nova família (ainda que venha a ter novos filhos), essa condição, isolada, não é suficiente para uma diminuição dos valores da pensão que são pagos para os filhos que já têm uma prestação fixada anteriormente. Nessa hipótese, o pai/mãe deve comprovar que a constituição de uma nova família o onera a tal ponto que não é mais possível manter a pensão estipulada. Pais que não tenham uma renda elevada, naturalmente passam a ter menos dinheiro em caso de novos filhos, já que todos merecem ter a melhor condição possível. Então, existindo novos filhos e não havendo margem para que todos sejam sustentados dignamente, é viável o pedido de redução do valor da pensão alimentícia. Agora, se o pai/mãe é alguém que tem uma condição financeira privilegiada, não será o fato de ter um novo filho que acarretará uma diminuição do valor pago mensalmente para os filhos anteriores, tendo em vista que não modificará a sua possibilidade de pagamento.


4 - Constituição de família por quem recebe a pensão alimentícia:

Caso o filho, por exemplo, venha a se casar ou mantenha uma união estável, cessa a obrigação do devedor em prestar a pensão alimentícia. Contudo, lembramos que para o cancelamento da pensão será necessária uma decisão judicial. É preciso alegar o casamento do filho/filha em uma ação de exoneração ou na defesa de uma eventual execução de alimentos, para que assim, o pagamento deixe de ser obrigatório.



 Martina Madche - Advogada de Família e colaboradora do Portal Idivorciei (https://www.idivorciei.com.br).


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