Pesquisar no Blog

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Você tem dúvidas sobre o Alzheimer?



Gerontóloga da USP ajuda a esclarecer dúvidas dos familiares sobre como detectar os primeiros sintomas, tratamentos, entre outras


Todos os anos, no dia 21 de setembro, é celebrada a luta das famílias que cuidam de pessoas com o mal de Alzheimer, na data intitulada “Dia Mundial do Alzheimer”. A doença, que causa – entre outros sintomas – perda de memória, acomete mais de 1,2 milhão de brasileiros.
Com tantas pessoas afetadas pela doença, é comum que surjam muitas dúvidas a respeito do assunto. Por isso, conversamos com Eva Bettine, que é gerontóloga da USP e consultora do Método SUPERA Ginástica para o Cérebro.

 Confira:

O que é Alzheimer?

A doença descoberta em 1906 pelo médico alemão Alois Alzheimer é progressiva e irreversível, causando a perda da massa cerebral pela morte de neurônios. Ela atinge principalmente áreas do cérebro que armazenam as memórias de fatos recentes, mas também afeta a orientação no tempo e espaço, pensamento abstrato, aprendizado, distúrbios de linguagem e capacidade de realizar tarefas do dia-a-dia. 


Quais são os primeiros sinais da doença?

Perguntas repetidas com frequência, falta de noção da hora e dia da semana, dificuldade para realizar tarefas com várias instruções, colocar coisas no lugar errado com frequência, alterações frequentes de humor e comportamento, perda progressiva da memória e dificuldade para se expressar.

“Muitas pessoas com falhas de memória ou dificuldade para se lembrar do dia do mês, por exemplo, chegam a se questionar sobre a doença. A diferença é que uma pessoa com Alzheimer apresenta todos estes sinais com uma frequência anormal”, explica a gerontóloga.


O nível educacional está relacionado à incidência do Alzheimer?

É fato que quanto mais a pessoa for estimulada intelectualmente durante a vida, maior será a sua rede de conexões entre os neurônios, promovendo um tipo de “poupança” que é chamada pelos neurocientistas de “reserva cognitiva”, diminuindo a chance da pessoa vir a desenvolver o mal de Alzheimer.

Por isso atividades que promovem essa ligação entre os neurônios, chamada “ginástica para o cérebro”, são tão importantes não apenas para idosos, mas também para crianças, adolescentes e adultos. 

O Método Supera trabalha com estimulação cognitiva para todas as idades por meio de atividades lúdicas, divertidas e desafiadoras, como jogos online e de tabuleiro, apostilas com exercícios cognitivos, ábaco (um tipo de calculadora oriental), dinâmicas em grupo e neuróbicas. 

Porém, é possível praticar no cotidiano com exercícios simples que tiram o cérebro da zona de conforto, como trocar o relógio de pulso, fazer um trajeto diferente para o trabalho, trocar de roupa com os olhos fechados... Atividades como palavras cruzadas e sudoku também ajudam. 


Como é feito o diagnóstico do Alzheimer?

É importante citarmos que não existe um marcador biológico que confirme a doença. A conclusão da doença é feita por relatos de familiares, exclusão de outras doenças que também tenham sintomas parecidos, aplicação de questionários pelos profissionais da área e exames de imagem que mostram a perda de massa cerebral.


Quais são as outras doenças que tem sintomas parecidos com os do Alzheimer?

O estresse crônico é um dos males mais comuns que podem afetar diretamente a memória e fazer com que a pessoa acredite estar com Alzheimer. Infecção urinária e doenças respiratórias pode provocar confusão mental (que é diferente do esquecimento). 

estresse crônico que afeta a memória. Depressão. Infecção urinária provoca confusão mental, que é diferente de esquecimento. Doenças respiratórias como pneumonia também afeta por conta da falta de oxigenação


Se meu pai ou minha mãe tiverem Alzheimer, eu também vou ter?

Pesquisas provam que uma pessoa com pai ou mãe com Alzheimer não necessariamente passa a doença para os filhos, mas aumenta o risco de vir a desenvolvê-la.


Apenas idosos desenvolvem o Alzheimer?

Não. De acordo com pesquisas populacionais, ela nunca começa antes dos 65 anos, porém, pode começar a se instalar a partir dessa idade. É mais comum que os sintomas afetem pessoas com mais de 85 anos. Abaixo de 40 anos de idade, o Alzheimer atinge menos de 0,5% das pessoas.


Por ser uma doença progressiva, o Alzheimer tem fases?

Sim. E cada uma delas é caracterizada por sintomas específicos: 

Fase inicial - A pessoa consegue realizar atividades de forma quase independente, apesar dos pequenos prejuízos de raciocínio e perda de memória já evidente. Ansiedade, agitação, desconfiança e alteração da personalidade e senso crítico também são sintomas importantes. 

Essa fase é precedida por um estágio conhecido como Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) e várias pesquisas mostram que com algumas intervenções, este comprometimento pode não chegar a progredir para o Alzheimer. Neste estágio, atividades como exercícios para o cérebro (como os que são realizados no curso de ginástica cerebral do SUPERA, por exemplo), podem ajudar. 

As atividades cognitivas podem contribuir para “estacionar” a doença. Porém, não é recomendado parar com os tratamentos. 


Fase intermediária (ou moderada) Nesta etapa, a pessoa afetada tem menos lucidez e passa a precisar de ajuda para exercer atividades, principalmente de auto-cuidado. Já é acentuada a falta de noção espacial e temporal e as dificuldades para expressar pensamentos ou fatos em sequência é maior. Não é recomendado deixar a pessoa sozinha, pois ela pode se perder em ambientes conhecidos. Há dificuldade em reconhecer familiares e amigos e iniciam-se as dificuldades motoras. 


Fase avançadaHá perda de noção espacial e temporal, incontinência urinária e fecal, perda progressiva de peso e a dependência passa a ser intensa – a pessoa afetada precisa ser cuidada em termos de higiene e alimentação. Neste estágio é importante praticar exercícios físicos para manter a mobilidade e, se possível, frequentar um fonoaudiólogo para manter as capacidades de fala e deglutição.











Cinco dicas para melhorar a qualidade de vida da melhor idade



Muitos idosos fazem questão de manter sua independência, mas alguns cuidados sempre devem ser tomados com relação, por exemplo, ao local em que vivem, para que estejam seguros. A roupa que vestem também deve ser adequada para garantir conforto e praticidade no dia a dia. Além disso, a rotina de vida deve ser feita de uma maneira que eles estejam sempre com a mente ativa e se tornem independentes.

Visando melhorar a qualidade de vida da melhor idade, a cuidadora Silvia Camila, franqueada da maior rede de cuidadores de idosos do Brasil - a Home Angels, dá algumas dicas práticas de como cuidar dos idosos de maneira segura e acolhedora. 


Residência do idoso

O ambiente em que o idoso passa a maior parte de seu tempo deve ser planejado ou estruturado para recebê-lo. Então,  o primeiro passo é retirar fios e tapetes soltos pela casa. Vale lembrar que cortinas, brinquedos de crianças, bichos de estimação, móveis baixos e tudo aquilo que tem potencial para influenciar em uma queda requerem atenção especial. Caso não consiga retirar, repense na forma como estão dispostos. As áreas molhadas da casa, como o banheiro e cozinha, são locais de sinal vermelho, onde tudo deve estar ao alcance da mão, nem acima, que precise de grandes movimentos para pegar e nem abaixo, que precise abaixar, essas mudanças de posição podem ocasionar quedas. Vale lembrar que a barra ao lado do vaso sanitário, dentro do box, além do tapete anti derrapante, aumento do assento do vaso são sempre bem vindos.


Vestimenta do idoso

A roupa do idoso deve ser cuidadosamente pensada. Antes de qualquer coisa, precisa ser confortável e fácil de vestir. Observe o idoso que você tem em casa se vestindo: onde está a maior dificuldade? Em colocar as roupas nos membros inferiores ou nos superiores? Ziperes ou botões? Mangas curtas ou compridas? Sapatos de enfiar ou amarrar? Não é sair alterando o guarda roupa do idoso e alterando os seus costumes, mas sim adaptar o que é possível. Se o idoso sempre gostou de camisas sociais, você pode adaptá-las com velcro. Se estiver difícil colocar calça jeans você pode ajudá-lo. Priorize calças com elástico, camisas e sapatos de enfiar, nada de usar chinelos com meias ou roupas muito compridas. 


Cognição

Manter uma mente ativa é o objetivo de todos nós, não apenas dos idosos. Mas, com idosos essa preocupação é ainda mais expressiva. Independente do curso da vida, se em paralelo há patologias ou não, é importante ofertar estímulos bons e diários a esse idoso. Comece deixando com que faça aquilo que tem habilidade, pode ser escovar os dentes, comer sozinho ou se calçar. Lembre-o de anotar suas atividades e compromissos em uma agenda ou quadro branco de fácil visualização. Deixe os moveis e objetos sempre no mesmo local, para favorecer o reconhecimento do ambiente. Deixe o idoso ser autônomo e escolher aquilo que convém, como o que quer comer, onde ir, quando ir, o que vestir. Além de estimulá-lo e buscar novas habilidades que envolvam ações de pensar e realizar, pode ser um curso de pintura, um novo exercício ou até mesmo um jogo.


Acompanhamento profissional 

Todos nós precisamos de um check up com frequência. Checar como anda a saúde e o que pode ser melhorado ou tratado é um dos benefícios da saúde hoje em dia. Antigamente não se tinha acesso fácil a médicos. Então, é indispensável que esse idoso mantenha com regularidade o acompanhamento com um médico geriatra, que será o profissional que fará a regulação, de maneira geral, dos remédios utilizados e alinhará as necessidades em relação à saúde e outros profissionais. Também é importante manter avaliações frequentes sobre a parte motora e isso envolve  o fisioterapeuta, pois a independência começa a partir do momento que se consegue realizar os movimentos sozinho. Podem fazer parte dessa equipe o Terapeuta ocupacional com as adaptações do cotidiano e com a parte de cognição, o psicólogo com o acompanhamento emocional. O importante é ter a saúde em dia. 


Acolhimento

Não adianta ter uma estrutura física no ambiente que favoreça o idoso, ter roupas adequadas, manter o cérebro ativo, acompanhamento profissional, se a presença de pessoas o cercando não for real. As famílias precisam trabalhar, é uma imposição do mundo em que vivemos, mas dedicar minutos do seu dia e horas do seu final de semana para aquele café na padaria com o idoso ou o passeio no carro dele pelas ruas da cidade faz total diferença para ele e certamente fará a você. Escute histórias, busque-o para ter mais conhecimento sobre a vida, sabedoria de vida. Vamos correr para a casa do idoso para aquele papinho gostoso?  






Home Angels






6 dicas para fugir do estresse



Estresse todo mundo tem, é uma reação natural do corpo a alguma ameaça externa. Desde o tempo das cavernas, ele atua em benefício do ser humano, já que, quando o homem precisava caçar, o estresse preparava o seu corpo para que tivesse mais foco e mais reflexos. É isso mesmo: nos momentos certos, o estresse é positivo. O grande problema é que, atualmente, ocorre com tamanha frequência que acaba sobrecarregando o organismo e prejudicando a saúde.

Os fatores que geram o estresse já são bem conhecidos por muitos. Os mais comuns são as preocupações, a falta de tempo e os problemas familiares. Já os efeitos são bem variados: dor de cabeça, tensão ou dor muscular, fadiga, distúrbios de sono, raiva, ansiedade, falta de motivação, falta de foco, irritabilidade etc.

Sempre digo que o estresse pode ser bem leve, mas que, se acumulado e não receber nenhuma intervenção, ele acaba com a nossa saúde. É uma preocupação aqui, outra ali, dificuldades na carreira, problemas financeiros ou de relacionamentos que fazem com que o problema se agrave. Não espere chegar ao mais elevado nível de estresse para começar a pensar em qualidade de vida. Crie um plano de ação na sua agenda e estipule tarefas para melhorar o seu dia a dia. Para ajudá-lo a colocar isso em prática, selecionei algumas ações:


1 - Aceite o problema - Ter estresse não é o fim do mundo, qualquer pessoa está sujeita a momentos de estresse na vida. Portanto, é fundamental que você aceite isso e previna-se. Deixar para mudar só depois que está doente pode ser tarde demais. Admitir o problema ajuda a tomar a atitude de mudar. Negar só vai te prejudicar; 


2 - Seja mais produtivo - Quanto mais tempo você tiver para aquilo que você realmente gosta de fazer, menos estresse você terá. Com tempo disponível, consegue ir ao médico, praticar esportes, sair com os amigos, se dedicar mais a família e aos sonhos. É outra vida!;


3 - Invista nos seus hobbies ou na sua fé - Você precisa ter uma válvula de escape, algo que te ajude a se sentir melhor ao investir o seu tempo. Pode ser um hobby, um esporte, uma prática religiosa, meditação ou qualquer outra coisa que o deixe mais concentrado. Só você pode descobrir o que fazer, portanto não espere isso cair do céu. Saia do lugar e tente encontrar o melhor "remédio natural" para você;


4 - Faça diferente - De nada adianta saber que está estressado e continuar insistindo naquilo que está minando sua resistência. É necessário fazer alguma mudança, pode ser na alimentação, no seu estilo de vida ou no trabalho. A regra é óbvia, se você fizer as coisas do mesmo jeito, seu estresse permanecerá. Defina as suas áreas de mudança e comece algo novo;

  
5 - Procure ajuda - Não tente enfrentar estresse sozinho. Cercado de pessoas que gostam de você, fica mais fácil resolver o problema. Converse com o seu chefe, familiares ou amigos. Peça ajuda para marcar médicos, para acompanhá-lo nos exames, para fazer algo diferente, para ir com você à academia ou simplesmente para aproveitar mais a vida;


6 - Nem tudo é tão grave quanto parece - Que muita gente faz tempestade em copo de água é inegável. Quantas tarefas urgentes não são tão urgentes assim? Quantas situações que até então eram pouco complicadas tomaram proporções gigantes de repente? A próxima vez que surgir um problema, analise com objetividade em vez de alimentá-lo. Um pouco de leveza ajuda muito a reduzir o estresse e a focar os pensamentos em atitudes mais relaxantes.






Christian Barbosa - maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade e CEO da TriadPS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros "A Tríade do Tempo"; "Você, Dona do Seu Tempo"; "Estou em Reunião"; co-autor do "Mais Tempo, Mais Dinheiro"; e "Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?". Sua mais recente obra: "60 Estratégias práticas para ganhar mais tempo".







Posts mais acessados