https://www.youtube.com/watch?v=Lr0b4NR9mXo
Sol, calor, curtição, muitas pousadas com reservas 100% confirmadas… a turma toda está preparada para passar férias nas praias. Mas, como está o Oceano? A água? E o quê nós todos temos haver com isso tudo?
A situação ambiental no planeta é grave, e tudo é interconectado. Quando poluímos o nosso Oceano, isso reflete no ar que respiramos, na disponibilidade de água que bebemos e que sustentam nossos rios, lagos e florestas. Vivemos num planeta azul, ou planeta Oceano. E infelizmente estamos próximosa pontos de inflexão, ou seja, de não retorno, de morte, para muitos desses organismos e ambientes.
O alerta foi feito pelo professor Paulo Horta, na Semana Acadêmica de Oceanografia, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O professor tem dois títulos de pós-doutorado. Ou seja, sabe muito bem o que está falando. A aula pode ser assistida no link abaixo. https://youtu.be/Lr0b4NR9mXo.
Semanas depois, o grupo internacional liderado pelo prof. Thimoty Lenton, da Universidade de Exeter, reforça esse alerta, declarando que este limite pode ter sido ultrapassado pelos recifes de coral tropicais.
Global Tipping Points | understanding risks & their potential impact
De fato, a água é fonte de vida. E nada com tanta água como nosso único oceano, com suas interdependências e conexões que produzem e mantêm milhões de vidas, inclusive a nossa. No entanto, a complexidade dos mares, com suas correntes, temperaturas, nutrientes, algas, corais, e inúmeros organismos estão em vistas de colapsar. E isso pode acontecer no máximo em 25 anos se mantivermos a produção dos atuais níveis de poluição.
Em alguns lugares a tragédia já está acontecendo. Como foi o caso da praia dos Ingleses, famoso balneário de Florianópolis (SC), em meados de outubro deste ano. Veja no vídeo abaixo, como foi a destruição.
Outra tragédia anunciada, fruto de total consequência das ações humanas, é a poluição da belíssima e famosa Lagoa da Conceição, também em Florianópolis. Confira no vídeo abaixo entrevista com o professor Paulo Horta, que esteve no local, onde uma gigante camada espessa se formou neste mês. O fato se deu pelo acúmulo de poluentes somados a fatores naturais. Inúmeros peixes morreram, e o local foi imediatamente classificado como impróprio para banho.
Temperaturas extremas
Estudos apresentados pelo professor apontam que as florestas marinhas com seus manguezais, marismas, recifes de corais, e outras formas de vida estão cozinhando devido ao aquecimento do Oceano. Com isso os mares têm tido mudanças drásticas, como diminuição de oxigênio, acidificação, palidez das cores de plantas, entre outros fatores.
E não só o aquecimento. Mas também as ondas de frio têm aumentado, em lugares onde antes essas temperaturas não eram comuns. O fato se dá por vários fatores. Como as alterações das correntes marinhas e atmosféricas. Estamos mudando a distribuição do calor ao redor do planeta. É como se deixássemos a porta da geladeira do planeta aberta. O ar gelado escapa, e entra o calor. Obviamente a geladeira acaba quebrando e o congelador derrete.
Gente mal educada, governos irresponsáveis
Mas voltemos à temporada de verão, todos podemos verificar que a transparência da água tem diminuído consideravelmente devido a poluição. Com isso, ao entrar menos luz na água, a fotossíntese também diminui. Consequentemente a produção de oxigênio baixa, assim como o sequestro de carbono (poluição por exemplo) também. É como uma rede, ou um jogo de dominó. Tudo está interconectado.
O lixo
que jogamos na areia da praia, por exemplo, é um dos pontos que aciona todas
essas peças em cadeia. Assim como o esgoto, as construções em cima de mangues,
restingas e dunas. Cada ação humana tem consequências.
Pagaremos com a vida
Se a
pandemia de Covid-19 foi um susto para nós todos, o “holocausto
climático", que está em curso, poderá causar estragos ainda maiores. “25%
da população humana pode morrer até 2050 em consequência de aumentarmos a
temperatura do planeta em 2 graus celsius", alerta o professor.
Ricardo
Wegrzynovski - Jornalista, pós-graduando em Cultura Oceânica e Sustentabilidade
(UFSC)
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