Especialista
explica como clínicas podem usar novembro para revisar finanças, otimizar
processos e preparar o crescimento sustentável para 2026
Com a aproximação do encerramento do ano fiscal,
clínicas odontológicas entram em uma fase decisiva para revisar seus
indicadores de desempenho e consolidar os resultados obtidos ao longo de 2025.
O mês de novembro é considerado estratégico para mensurar lucros, produtividade
e eficiência operacional, além de ajustar rotas que garantam um fechamento de
ano saudável e um ponto de partida sólido para 2026.
De acordo com a dentista e mentora de negócios
Sabrina Balkanyi, formada pela USP e especialista em gestão de clínicas, esse é
o momento em que o olhar do profissional deve sair do mocho e voltar para a
cadeira de gestor. “O dentista que entende seus números domina o próprio
crescimento. Medir indicadores como ticket médio, custo por aquisição de
paciente e margem de lucro permite corrigir falhas antes do encerramento do
exercício e projetar 2026 de forma realista”, afirma.
Segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO), o
Brasil soma mais de 426 mil profissionais ativos, o que torna o país líder
mundial em número de dentistas. Apesar da alta oferta, a sustentabilidade dos
consultórios ainda é um desafio. Um levantamento do Sebrae revela que cerca de
60% dos consultórios encerram atividades em até cinco anos por falta de
planejamento e controle financeiro. Para Sabrina, o dado evidencia uma lacuna
importante na formação dos profissionais. “A técnica é indispensável, mas quem
não analisa fluxo de caixa, produtividade e conversão de pacientes trabalha no
escuro. Gestão é o que transforma faturamento em lucro real”, reforça.
Novembro como ponto de virada
Entre gestores experientes, novembro é conhecido
como o “mês do diagnóstico”. É quando as clínicas revisam suas metas, analisam
o desempenho da equipe e avaliam se o faturamento acompanha o crescimento
esperado. A especialista recomenda observar métricas como lucro líquido mensal,
taxa de ociosidade da agenda, ticket médio por atendimento e índice de retorno
de pacientes. “Esses números revelam a saúde do negócio e permitem prever
cenários. Sem dados, qualquer decisão é intuitiva e arriscada”, explica.
Sabrina acrescenta que o mapeamento também deve
incluir a análise de produtividade por colaborador, custo operacional por
cadeira e tempo médio de atendimento. “Produtividade não significa atender mais
pacientes, e sim atender melhor e com eficiência. Uma clínica lucrativa é
aquela que mantém padrão de qualidade, equipe engajada e controle sobre cada
etapa do processo”, observa.
Além dos números, a especialista defende que
novembro é um período propício para revisitar processos administrativos e
aprimorar fluxos internos, como agendamento, comunicação com pacientes e
controle de estoque. “Uma boa gestão é feita de pequenos ajustes diários.
Corrigir falhas agora evita desperdícios e prepara a clínica para operar de
forma mais enxuta e lucrativa em 2026”, complementa.
Planejamento estratégico e
visão de futuro
Com o avanço da digitalização e o aumento da
concorrência, a previsibilidade tornou-se um diferencial competitivo para o
setor odontológico. Sabrina afirma que clínicas com processos organizados e
indicadores bem definidos conseguem tomar decisões baseadas em fatos, não em
percepções. “Quem entra em janeiro sabendo quanto custa cada atendimento, qual
canal mais converte pacientes e onde estão os gargalos de gestão, começa o ano
com vantagem. Isso é o que separa clínicas sustentáveis das que vivem de altos
e baixos”, pontua.
O setor odontológico movimenta mais de R$ 38
bilhões por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria Médica,
Odontológica e Hospitalar (ABIMO), com projeção de crescimento médio de 13% ao ano
até 2030. Para acompanhar esse ritmo, clínicas precisam profissionalizar suas
operações e integrar as áreas de finanças, marketing e relacionamento. “A
odontologia se tornou um negócio de alta performance. O consultório que ainda
depende exclusivamente do dono para funcionar perde competitividade”, analisa
Sabrina.
Ela destaca que o planejamento de fim de ano deve
incluir a revisão do plano de marketing, campanhas de fidelização, atualização
de metas e definição de indicadores para o primeiro trimestre de 2026. “Não é
apenas sobre números, é sobre propósito e estratégia. Quando o dentista entende
o que quer construir e como medir o progresso, o crescimento se torna
previsível”, diz.
A virada de gestão como
caminho para 2026
Na visão da especialista, o sucesso de 2026 será
consequência das decisões tomadas agora. A recomendação é que cada clínica
encerre o ano com um diagnóstico completo: finanças organizadas, processos
mapeados, equipe treinada e metas ajustadas. “Em novembro, o gestor deve olhar
para os números e agir. É hora de revisar precificação,
controlar custos e fortalecer o relacionamento com os pacientes. O resultado do
próximo ciclo começa com a disciplina deste fechamento”, conclui Sabrina.
Sabrina Balkanyi - dentista formada pela USP, empresária e mentora de dentistas. Há mais de 20 anos dedica-se a construir uma odontologia humana, com foco em transformar vidas por meio de sorrisos. Seu propósito é formar profissionais que, além de excelentes clínicos, também sejam grandes empresários da própria trajetória. Hoje atua 100% na gestão de suas unidades odontológicas, liderando áreas como estratégia, finanças, vendas, captação de pacientes e marketing. Também desenvolve produtos digitais cursos, mentorias, imersões e o Clube do Livro Além da Técnica, voltado a dentistas e profissionais autônomos que desejam fortalecer a gestão de seus negócios.
Para mais informações, visite o site oficial, Linkedin ou o Instagram.
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