Diretor da Ensina Mais Turma da Mônica explica o
que está por trás da resistência escolar e como os pais podem ajudar no
processo de adaptação
Freepik
O momento de ir à escola é, para muitas famílias, um desafio repleto de emoções e inseguranças. Quando a criança chora, se recusa a sair de casa ou demonstra desânimo constante, pais e responsáveis se veem diante de um dilema: como lidar com a resistência escolar de forma acolhedora e eficaz? Pensando nisso, José Júnior, diretor da Ensina Mais Turma da Mônica, rede referência em apoio escolar e desenvolvimento infantil que faz parte do Grupo MoveEdu, explica as principais causas desse comportamento e apresenta estratégias práticas para reverter o quadro.
A recusa em frequentar a escola pode ter diversas causas, desde fatores emocionais, como medo e ansiedade de separação, até dificuldades de socialização ou aprendizado. “É importante compreender que o ‘não querer ir’, geralmente, é uma forma de expressão. A criança está comunicando que algo a está incomodando e o primeiro passo é escutar com empatia e observar os sinais”, orienta José Junior.
Durante a infância, é natural que a adaptação escolar envolva momentos de resistência. No entanto, quando esse comportamento se repete com frequência, é necessário investigar as possíveis causas, que podem ser:
- Ansiedade de separação:
comum nas fases iniciais da escolarização, especialmente quando há
mudanças de rotina ou ambiente.
- Dificuldades de aprendizado: o
medo de errar ou de não acompanhar o ritmo da turma pode gerar insegurança.
- Problemas de socialização:
conflitos entre colegas, bullying ou sensação de exclusão comprometem o
vínculo afetivo com o ambiente escolar.
- Falta de motivação:
aulas pouco atrativas ou excesso de exigência podem reduzir o entusiasmo.
- Questões emocionais familiares: alterações na rotina da casa, chegada de um irmão, mudanças de cidade ou separações também influenciam o comportamento escolar.
Para José Junior, o papel da família é fundamental no processo de reaproximação com a escola. Neste caso, o ideal é construir um ambiente de confiança e estímulo, evitando cobranças excessivas. O diretor nacional da Ensina Mais Turma da Mônica elenca algumas recomendações:
- Escute e acolha:
converse com a criança sobre o que ela sente, sem minimizar ou invalidar
suas emoções.
- Valorize conquistas:
reconheça pequenos progressos, como participar de uma atividade ou
interagir com os colegas.
- Mantenha uma rotina estável:
horários previsíveis ajudam a transmitir segurança.
- Envolva a escola: dialogue
com os professores e com a coordenação para alinhar estratégias conjuntas.
- Torne o aprendizado divertido: use jogos, histórias e atividades lúdicas que despertem a curiosidade e o prazer de aprender.
Ou
seja, o acompanhamento próximo dos pais e o apoio pedagógico adequado fazem toda
a diferença. “Quando os responsáveis demonstram interesse pela rotina escolar,
a criança entende que aprender é um processo positivo. O segredo está no
equilíbrio entre afeto, rotina e incentivo”, finaliza José Junior.
Nenhum comentário:
Postar um comentário