Na Psicologia Analítica, sabemos que quando a dor não encontra palavras, ela pode se transformar em silêncio, em sombra. Muitas vezes, esse silêncio aparece no amigo que sempre sorri, mas anda se afastando, ou naquele adolescente que parece “forte demais” para pedir ajuda.
O suicídio, antes
de ser uma escolha, costuma ser um grito da alma que não encontrou espaço para
ser ouvido. É o excesso de sofrimento sem simbolização, quando a pessoa sente
que não há mais pontes possíveis.
Por isso, a prevenção começa em gestos simples do dia a dia: escutar de
verdade, acolher sem julgar, dizer um “estou aqui” que realmente faça sentido.
Nesse caminho, o
psicólogo tem um papel essencial. A psicoterapia oferece um espaço seguro onde
a dor pode ser traduzida em palavras, imagens e símbolos — um lugar onde o
sofrimento deixa de ser carregado sozinho. O psicólogo ajuda a pessoa a dar
sentido ao que parece sem saída, a reconhecer recursos internos, a integrar a
sombra e a reencontrar novas formas de se relacionar com a vida.
Dizer sim à vida
não é negar a dor, mas reconhecê-la como parte da jornada e, pouco a pouco,
buscar novos caminhos para integrá-la. Assim como a noite não anula o dia, a
sombra não elimina a luz — ambas coexistem. E é justamente nesse encontro que o
processo de cura e transformação pode acontecer.
💛 Setembro Amarelo é um convite: falar pode salvar
vidas, inclusive a sua. Buscar ajuda psicológica é um passo de coragem em
direção à vida.
📞 Se você está passando por um momento difícil,
procure um psicólogo de confiança. Você não está sozinho."
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