Pesquisar no Blog

sábado, 6 de setembro de 2025

De 5 a 10% da população têm ginecomastia

Para os adolescentes, o impacto vai além do físico


A ginecomastia, condição caracterizada pelo aumento do volume das mamas em homens, atinge entre 5 e 10% dos homens e embora possa afetar todas as faixas etárias, a puberdade é um período de grande vulnerabilidade para os jovens que lidam com essa condição.

 

A ginecomastia pode ser resultado do crescimento da glândula mamária, com ou sem acúmulo de gordura. As causas são variadas e incluem fatores hormonais, uso de anabolizantes e obesidade. "O diagnóstico é clínico, mas, muitas vezes, é necessário realizar exames complementares, como perfil hormonal e exames de imagem, para identificar a causa da ginecomastia", explica o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato.

Para os adolescentes, o impacto vai além do físico. "A ginecomastia pode causar desconforto, insegurança, vergonha e perda da autoconfiança", afirma Dr. Amato. Em uma fase da vida marcada pela busca por aceitação e identidade, a condição pode levar ao isolamento social e dificuldade em participar de atividades esportivas, afetando a qualidade de vida.

 

A ginecomastia tem tratamento. Remédios para bloquear os hormônios que causam esse crescimento da mama, principalmente quando o crescimento tem menos de um ano, podem ser indicados. Nesses casos iniciais, endocrinologistas ou mastologistas podem ser os profissionais indicados para realizar o tratamento.

 

“No entanto, quando a condição persiste após um ou dois anos e o tratamento medicamentoso não surte efeito, a abordagem cirúrgica torna-se uma opção viável. É feita a ressecção da glândula mamária, com pequenas incisões, geralmente realizadas ao redor da aréola do mamilo para minimizar cicatrizes visíveis”, explica Dr. Amato.

 

Ainda na cirurgia, pode ser realizada a remoção do tecido mamário, da gordura e, em alguns casos, o excesso de pele. Técnicas combinadas, como a lipoaspiração, podem ser usadas para remover o excesso de gordura, assim como o uso de tecnologias que utilizam a radiofrequência para tratamento e prevenção da flacidez de pele.

 

"A recuperação pode levar de uma a três semanas, dependendo de como foi a cirurgia, e atividades físicas sempre com mais de um mês", pontua o Dr. Amato. O uso de uma malha compressiva no pós-operatório pode ajudar a evitar a formação de seromas e diminuir o inchaço. 




Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
https://plastico.pro/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados