Segundo a ABSOLAR, setor fotovoltaico gerou mais de 1,8 milhão de novos empregos verdes e evitou a emissão de cerca de 88,3 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade
Entraves para o
avanço da tecnologia e os debates sobre as MPs da reforma do setor elétrico
serão tema da próxima edição da Intersolar South America, que acontece entre os
dias 26 e 28 de agosto deste ano, em São Paulo (SP)
A fonte solar acaba de atingir
a marca de 60 gigawatts (GW) de potência instalada operacional no Brasil,
segundo balanço da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica
(ABSOLAR). De acordo com a entidade, desde 2012, o setor fotovoltaico trouxe ao
Brasil mais de R$ 270 bilhões em novos investimentos, gerou mais de 1,8 milhão
de novos empregos verdes e contribuiu com mais de R$ 84,4 bilhões em
arrecadação aos cofres públicos.
O balanço considera o somatório da geração própria
solar via pequenos e médios sistemas (com 42,1 GW) e das grandes usinas solares
(com 17,9 GW) espalhadas pelo País. Com isso, a fonte solar já evitou a emissão
de cerca de 88,3 milhões de toneladas de CO2 na geração de
eletricidade, contribuindo para a transição energética no Brasil. Atualmente, a
fonte representa 23,5% de toda a capacidade instalada da matriz elétrica
brasileira, sendo a segunda maior da matriz.
Apesar do relevante crescimento da última década, o setor tem enfrentado
grandes desafios que prejudicam a aceleração da transição energética
sustentável no País. Entre os principais gargalos identificados pela ABSOLAR
estão os cortes de geração renovável sem o devido ressarcimento aos
empreendedores prejudicados e os obstáculos de conexão de pequenos sistemas de
geração própria solar.
Desta forma, a ABSOLAR defende que as Medidas Provisórias n° 1300/2025 e
1304/2025, que tratam da reforma do setor elétrico e estão atualmente em
tramitação no Congresso Nacional, possam trazer soluções para os desafios
enfrentados, no sentido de ampliar ainda mais a democratização da tecnologia e
acelerar a transição energética sustentável.
Esses e outros temas serão debatidos durante a Intersolar South America, um dos
maiores eventos do mundo na área de energia solar, que acontece entre os dias
26 e 28 de agosto deste ano, em São Paulo (SP), e vai reunir autoridades
públicas, agentes do setor elétrico brasileiro e especialistas internacionais.
Para Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, o
avanço da energia solar é reflexo do alto potencial da fonte no Brasil e,
sobretudo, dos benefícios econômicos e ambientais que traz aos brasileiros. “O
uso da tecnologia pode garantir uma economia de cerca de 90% aos consumidores,
além de ajudar a aliviar o orçamento das famílias, que pagam caro na conta de
luz, e o custo das empresas, que passam a ter mais competividade nos negócios”,
diz. “Com a forte queda no preço dos equipamentos nos últimos anos e a nova
bandeira vermelha patamar 2 em vigor na conta de luz no Brasil, a atratividade
para instalar um sistema solar é ainda maior”, acrescenta.
Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, destaca que a associação mantém atuação intensa
junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, autoridades do setor
elétrico, agência reguladora e distribuidoras de energia elétrica, para
construir soluções efetivas aos principais desafios enfrentados pelo setor
solar fotovoltaico.
“O Brasil precisa avançar em políticas públicas, programas e incentivos,
incorporando boas práticas legais e regulatórias, para aproveitar melhor o
potencial da energia solar no desenvolvimento social, econômico e ambiental do
País, bem como na transição energética e no combate ao aquecimento global.
Adicionalmente, há imensas oportunidades em novas tecnologias, como
armazenamento de energia elétrica, data centers, inteligência artificial e
hidrogênio verde, nas quais o Brasil pode ser grande protagonista, se construir
um bom ambiente de negócios para a atração de investimentos, empresas e
empregos verdes”, conclui Sauaia.
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