Agosto Branco reforça a
importância do rastreamento pulmonar mesmo após o abandono do cigarro
No mês dedicado à
conscientização sobre o câncer de pulmão, especialistas reforçam um alerta
importante: mesmo quem já parou de fumar continua sob risco elevado de
desenvolver a doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o
tabaco é responsável por 71% das mortes por câncer de pulmão no mundo1.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 428 pessoas
morrem todos os dias por causas relacionadas ao tabagismo — o que representa
quase 290 mil mortes por ano2.
Apesar da queda no número de fumantes ativos no país, ex-fumantes ainda representam uma parcela significativa dos casos diagnosticados. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o risco de desenvolver câncer de pulmão pode permanecer até seis vezes maior entre aqueles que já fumaram, mesmo após décadas de cessação.
“Ao deixar de fumar, você já começa a diminur os riscos de doenças respiratórias, como enfisema e bronquite, e cardíacas, entre elas a do infarto. Mesmo parando de fumar, ainda existe o risco aumentado entre ex-fumantes, sendo perceptível a queda de incidência entre aqueles que deixaram de fumar por 15 anos ou mais. Assim, é importante que mesmo tendo parado de fumar, especialmente os que fumaram por muitos anos, que se mantenha acompanhamento médico contínuo e que se realize exames de rastreamento que possam detectar lesões em estágios iniciais” reforça o Dr. Oren Smaletz, oncologista do Einstein Hospital Israelita.
Fontes
1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Disponível em:
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/agosto/fumo-e-responsavel-por-71-das-mortes-por-cancer-de-pulmao-e-42-das-doencas-respiratorias-cronicas-alerta-oms
2. Ministério da Saúde. “428 pessoas morrem por dia no Brasil por causas atribuíveis ao tabagismo.” Dados citados em:
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/observatorio-da-politica-nacional-de-controle-do-tabaco/dados-e-numeros-do-tabagismo/doencas-relacionadas-ao-tabagismo
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