Oftalmologista alerta para os sinais e reforça a importância do diagnóstico precoce para evitar a perda de visão
Cuidar dos olhos é também entender quando algo não está normal e
procurar ajuda especializada. Pesquisas apontam que 1 em cada 10 mil indivíduos
sofre com descolamento da retina. Considerada grave, a condição acontece quando
há o desprendimento da retina da parede do olho, ocasionado por trauma, doenças
ou lesões pré-existentes. O quadro costuma provocar baixa visão e, se não
tratado de forma adequada, pode evoluir para cegueira permanente.
O descolamento pode surgir de diferentes formas. Entre as mais
comuns estão: retinopatia diabética, traumas oculares e o ato de coçar os olhos
com força excessiva. Além disso, pessoas com miopia têm maior predisposição ao
problema. “Pessoas com alto grau de miopia, em geral, têm uma retina de
espessura mais fina e maior chance de ter lesões pré-existentes que podem levar
ao descolamento de retina. Mas lembrando que uma boa parcela da população tem
estas lesões precursoras e não sabe”, explica o médico oftalmologista e
especialista em retina, do Instituto de Olhos do Recife (IOR), Felipe Matos.
O oftalmologista ainda destaca quais são os principais sintomas e
o tratamento. “Fotopsias, flashes luminosos, moscas volantes e baixa visual
súbita podem indicar o descolamento. Já o tratamento é individualizado a cada
caso. Em algumas situações pode ser resolvido com laser ou gás, mas em sua
maioria o tratamento é cirúrgico de urgência”.
Ficar atento aos sinais é importante e, ao primeiro indício de
descolamento da retina, por ser considerado grave, é imprescindível procurar
imediatamente um especialista para um tratamento adequado e rápido.

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