Pesquisar no Blog

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Cigarro eletrônico: a “moda” que aumenta os riscos cardíacos, em especial, entre os mais jovens

 

O cigarro eletrônico, que virou moda de consumo entre jovens e adolescentes, além de causar os tão conhecidos danos aos pulmões, tem sido um grande impulsionador dos riscos para o coração. O alerta vem do cardiologista e cirurgião, Dr. Ricardo Ferreira, fundador do Centro Cardiológico, em São Paulo e Minas Gerais, que tem observado a mudança de comportamento entre os mais jovens em relação ao fumo. “Muitos jovens têm aderido ao fumo acreditando que, por não se tratar de um cigarro tradicional, os dispositivos eletrônicos são menos nocivos. Um erro de avaliação que está colocando em risco a saúde cardíaca dessas pessoas”, explica. 

Segundo o Dr. Ricardo Ferreira, os riscos associados ao uso do cigarro eletrônico vão desde o aumento da pressão arterial até alterações no ritmo cardíaco (arritmias), danos aos vasos sanguíneos, inflamações e uma série de outras doenças cardíacas.

Diversas pesquisas já apontaram que a utilização desses dispositivos está associada a riscos cardiovasculares e que a exposição a substâncias como nicotina e outras toxinas presentes no vapor, pode levar a quadros de patologias cardíacas diversas. Um estudo do Colégio Americano de Cardiologia, realizado em 2024, mostrou que pessoas que usaram cigarros eletrônicos em algum momento tiveram 19% mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca em comparação com pessoas que nunca utilizaram.

“A orientação principal, claro, é que os fumantes busquem ajuda para abandonar o hábito o quanto antes. Mas é importante alertar também que quem ainda não conseguiu parar precisa buscar acompanhamento médico profissional. Fazer exames e check-ups cardiológicos é essencial”, complementa o Dr. Ricardo.

 

Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados