O
cigarro eletrônico, que virou moda de consumo entre jovens e adolescentes, além
de causar os tão conhecidos danos aos pulmões, tem sido um grande impulsionador
dos riscos para o coração. O alerta vem do cardiologista e cirurgião, Dr.
Ricardo Ferreira, fundador do Centro Cardiológico, em São Paulo e Minas Gerais,
que tem observado a mudança de comportamento entre os mais jovens em relação ao
fumo. “Muitos jovens têm aderido ao fumo acreditando que, por não se tratar de
um cigarro tradicional, os dispositivos eletrônicos são menos nocivos. Um erro
de avaliação que está colocando em risco a saúde cardíaca dessas pessoas”,
explica.
Segundo o Dr. Ricardo Ferreira, os riscos associados ao uso do cigarro eletrônico vão desde o aumento da pressão arterial até alterações no ritmo cardíaco (arritmias), danos aos vasos sanguíneos, inflamações e uma série de outras doenças cardíacas.
Diversas pesquisas já apontaram que a utilização desses dispositivos está associada a riscos cardiovasculares e que a exposição a substâncias como nicotina e outras toxinas presentes no vapor, pode levar a quadros de patologias cardíacas diversas. Um estudo do Colégio Americano de Cardiologia, realizado em 2024, mostrou que pessoas que usaram cigarros eletrônicos em algum momento tiveram 19% mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca em comparação com pessoas que nunca utilizaram.
“A orientação principal, claro, é que os fumantes busquem ajuda para abandonar o hábito o quanto antes. Mas é importante alertar também que quem ainda não conseguiu parar precisa buscar acompanhamento médico profissional. Fazer exames e check-ups cardiológicos é essencial”, complementa o Dr. Ricardo.

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