Você sabe o que é a úlcera de pés diabéticos?
1 milhão de indivíduos com diabetes
mellitus sofre uma amputação em todo mundo
De acordo com os dados da 10ª edição do Atlas Diabetes (documento da Federação Internacional do Diabetes), há um aumento global contínuo na prevalência da comorbidade, tornando-a um desafio global significativo para a saúde e o bem-estar de indivíduos, famílias e sociedades.
537 milhões de adultos (20-79 anos) vivem com diabetes: 1
em cada 10.
Prevê-se que esse número aumente para 643 milhões em 2030
e 784 milhões em 2045.
4 entre 5 (81%) adultos com diabetes vivem em países de
baixa e média rendas.
Diabetes é responsável por 6,7 milhões de mortes em 2021:
1 a cada 5 segundos.
O diabetes causou pelo menos US$ 966 bilhões em gastos
com saúde: um aumento de 316% nos últimos 15 anos.
541 milhões de adultos têm tolerância à glicose diminuída, o que os coloca em alto risco de diabetes tipo 2.
Entre as inúmeras complicações que podem ser
desencadeadas pela falta de controle do diabetes está a úlcera de pés
diabéticos (UPD), que, em 85% dos casos, precede a amputação. Um milhão de
indivíduos com diabetes mellitus sofre uma amputação em todo mundo. Isso pode
ser traduzido em três por minuto.
A Dra. Denise Franco, endocrinologista do Instituto Correndo Pelo Diabetes (CPD),
organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo promover a saúde
integral e qualidade de vida das pessoas com diabetes e outras DCNTs, explica
que o pé diabético progride de forma silenciosa e, em alguns casos, o paciente
sente um formigamento.
“No exame físico é possível perceber pele seca,
rachaduras, unha encravada, com micose, calos, machucados, ausência de pelos,
entre outros. É a causa mais comum de internações prolongadas e com custos
elevados. Grande proporção dos leitos hospitalares em emergências e
enfermarias, nos países em desenvolvimento, é ocupada por pacientes com UPD.
Aqui no Brasil, o conhecimento dos profissionais de saúde sobre pé diabético é
crítico, e a resolução é muito baixa, sobretudo quanto à revascularização. Isso
leva ao quadro de amputação e 30% desses casos têm como desfecho a morte”,
alerta a especialista.
Mas por que isso acontece? Por que o paciente com DM
descompensado pode ter feridas nos pés? O diabetes, quando não tratado, pode
reduzir a sensibilidade à dor e temperatura nas extremidades do corpo, por
causa da hiperglicemia, que impede uma boa circulação sanguínea. Sem a
oxigenação correta dos vasos naquela região, a resposta inflamatória fica
comprometida, sendo assim, uma simples topada ou um calo de um sapato apertado
não se regeneram e a ferida aumenta cada vez mais.
Prevenção: É possível levar uma vida sem medo dessas
complicações, de acordo com Bruno Helman, Fundador e CEO do Instituto Correndo Pelo Diabetes.
“Manter alimentação saudável e equilibrada, seguir o tratamento orientado pelo
especialista e a prática diária de atividade física são as principais formas
para prevenir a evolução do diabetes e todas as consequências que a doença pode
trazer”, explica Helman, diagnosticado com a diabetes aos 18 anos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, outros
itens indispensáveis à prevenção de UPD são: educação sobre o assunto tanto de
pacientes como de seus cuidadores e até mesmo de equipes médicas; exames anuais
para identificar indivíduos em risco de ulceração; cuidados podiátricos e uso
de calçados apropriados; tratamento efetivo e imediato quando houver qualquer
complicação nos pés; estruturação do serviço, com o objetivo de atender às
necessidades do paciente com relação a um cuidado crônico, em vez de buscar
apenas a intervenção de problemas agudos de urgência.
Estima-se que 40% dos pacientes com histórico de UPD
apresentem recidiva em um ano; 60%, em dois anos; 65% em até cinco anos. Assim,
é importante estimular a adesão do paciente por meio de processo educativo,
motivar o autocuidado e consultas regulares para avaliação por equipe
especializada.
Instituto Correndo pelo Diabetes (CPD)
https://correndopelodiabetes.com/
https://instagram.com/correndopelodiabetes
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