Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), distúrbios de dores de cabeça estão entre os problemas de saúde mais comuns em todo o mundo
A enxaqueca é uma condição neurológica que pode
originar alguns outros sintomas, volta e meia ela é caracterizada pelos
pacientes como uma dor de cabeça intensa e debilitante. Mas a enxaqueca é a
segunda doença mais comum no mundo - afetando mais de 1 bilhão de pessoas - e o
Brasil figura como a maior taxa de pacientes incapacitados pela enxaqueca. Em
entrevista na última semana, a neurologista Dra. Amaal Starling, M.D., especialista em dor de cabeça e enxaqueca da Mayo Clinic em Phoenix, explicou como o paciente pode evitar
uma crise, além de elucidar algumas informações da doença.
A enxaqueca é um distúrbio primário de dor de
cabeça, o que significa que é causada por uma função anormal no cérebro. Ao
contrário dos distúrbios secundários, ela pode não ser um sintoma de uma doença
subjacente, como uma infecção ou um tumor. "O paciente com enxaqueca
infelizmente se automedica mais de duas ou três vezes por semana e isso pode
complicar os sintomas. Essa doença tem alguns estigmas, por ser prevalente em
mulheres, ela afeta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, incluindo 1 em
cada 5 mulheres, 1 em cada 11 crianças e 1 em cada 16 homens e, segundo a
OMS", argumenta Amaal Starling, M.D.
A fase crônica da doença, é uma condição
debilitante na qual os pacientes sofrem dores de cabeça por 15 dias ou mais por
mês. Segundo pesquisa, 50% das pessoas com enxaqueca não falam com o seu médico
sobre seus sintomas. "Um dos sintomas mais comentados da enxaqueca, é a
dor e aí é mais fácil o paciente tomar remédio para a dor, do que procurar seu
médico para detalhar os sintomas. A enxaqueca é uma doença genética e
neurológica".
Algumas situações que podem atacar uma crise de
enxaqueca são: mudanças de hormônio, queda do estrogênio (antes da menstruação)
estresse, falta de sono e sono irregular, além do consumo excessivo de alguns
alimentos como: cafeína, queijo, carne processada e vinho. Já os fatores de
risco para desenvolver enxaqueca crônica aguda são depressão, ansiedade,
obesidade, asma e apneia do sono. O tratamento é a prevenção, com a
adoção de medidas para evitar a manifestação das crises. Ele pode ser feito com
medicamentos (orais e injeções) ou métodos não medicamentosos como dispositivos
como neuromodulação. Um novo tratamento lançado, foi os inibidores do gene de
calcitonina (CGRP – Peptídeo Relacionado ao Gene da Calcitonina), substância
que dispara as crises de enxaqueca. Eles são chamados de anticorpos monoclonais
anti-CGRP e bloqueiam a substância CGRP que é liberada de maneira bem intensa
no início de uma crise de enxaqueca.
A neurologista Dra. Amaal Starling, M.D explica alguns riscos a longo prazo de não se
tratar a doença, já que 30% das pessoas que têm enxaqueca sentem desordem na
visão, dificuldade de fala e dormência de 5 min a 60 min antes do começo do
ataque. "O não tratamento da enxaqueca pode levar a piora da doença, o
aumento da frequência de ataques e, além disso, o uso de medicações que não
precisam de prescrição e que podem afetar seriamente o estômago, fígado e
coração", finaliza.

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