Pesquisar no Blog

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Alimentação da gestante pode alterar DNA do bebê



Escolhas saudáveis e inteligentes durante a gestação podem contribuir para uma boa saúde do bebê até a fase adulta

Os acontecimentos da vida moderna que preenchem agendas de trabalho e acabam deixando as ações voltadas para a qualidade de vida em segundo plano podem afetar o bom funcionamento do organismo e potencializar o surgimento de algumas doenças.  Durante a gestação, o cuidado com a saúde deve ser redobrado, principalmente quando o assunto é a alimentação. Neste período, o importante é esquecer o mito de comer por dois, e sim manter-se firme em uma alimentação saudável e equilibrada.

Para um bom funcionamento do nosso sistema imunológico, os genes do corpo dependem de fontes de energia, vitaminas, minerais e antioxidantes, que mantém intacta a integridade do material genético, responsável pela formação do bebê. Sendo assim, uma dieta pobre em nutrientes pode diminuir a ação dos genes de proteção ou causar mau funcionamento dos responsáveis pelo reparo de mutações, fabricando proteínas defeituosas.

Os alimentos ricos em ácido fólico, como o espinafre, couve, brócolis, lentilhas, grão de bico, feijão, castanhas, por exemplo, são responsáveis por evitar as malformações do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia, além de diminuir em 40% a incidência de autismo.

O bom funcionamento da flora intestinal é outro ponto fundamental que deve ser avaliado durante a gestação, pois é neste sistema que são produzidas as células de defesa. Alimentos como o açúcar refinado e as farinhas brancas prejudicam a mucosa intestinal, alterando sua permeabilidade e capacidade de absorver as vitaminas e minerais dos alimentos. Esses efeitos dos alimentos sobre o DNA são mecanismos conhecidos como nutrigenômica.

Para a Dra. Mariana Halla, ginecologista, obstetra e nutrologa do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, no primeiro trimestre de gestação é essencial que as futuras mamães façam ingestão de porções maiores de proteínas magras e menores de carboidratos refinados, como açúcar e a farinha branca principalmente. “Durante todo o período restante, é importante se manter uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes, cereais integrais, proteínas magras e não fazer consumo de alimentos processados”, observa.

Durante a gestação, o açúcar refinado é considerado um grande vilão, pois provoca o aumento da insulina – hormônio altamente inflamatório para o nosso organismo -, que piora as chances de desenvolver diabetes gestacional, aumento da pressão arterial, além da obesidade materna e crescimento excessivo do feto. Para a médica, o ideal é evitar adoçantes artificiais como o ciclamato, sacarina, aspartame e sucralose, priorizando o stevia e o xylitol. “O bebê quando exposto a grandes quantidades dessas substâncias por meio da alimentação da mãe tem maior probabilidade de ser um adulto obeso, diabético e com doenças cardiovasculares”, explica.

A gestante deve evitar ainda o consumo de gorduras trans, presentes em alguns biscoitos, sorvetes e outros industrializados, que devem ser riscados do cardápio, bem como as carnes embutidas e defumadas.

A dieta ideal para uma gestante deve ser rica em proteínas magras, como peixes e aves com poucos carboidratos refinados principalmente no primeiro trimestre, que pode diminuir o risco de trabalho de parto prematuro, baixo peso ao nascimento e suas complicações.

As folhas verdes escuras são ricas em vitaminas do complexo B e as frutas frescas tem vitaminas e outros antioxidantes que combatem os radicais livres e evitam danos ao DNA. Alimentos como sardinha, salmão, chia, linhaça e as castanhas são ótimas fontes de ômega 3, que além de proteger a saúde da mãe, auxiliam na boa formação da retina e do cérebro do bebê. Ovos, peixes e cogumelos são ricos em vitamina D e ajudam no desenvolvimento dos ossos e funcionamento do sistema imunológico da futura criança.

Carnes magras são ótimas fontes de ferro, com exceção ao fígado, que por sua vez tem muito acúmulo de toxinas. Cereais integrais, nabo, brócolis, couve e frutas como o caju, a laranja, a acerola, e o kiwi são ricos em vitamina C - antioxidante que aumenta as defesas do organismo.




Alimentação na infância: 10 curiosidades



Nutricionista responde a dez dúvidas sobre a alimentação infantil.


Dia 12 é comemorado Dia das Crianças e dentro dos temas importantes para uma infância saudável está a alimentação. Nessa fase ela é essencial para o desenvolvimento, pois começa a partir daamamentação do recém-nascido(que dura em média até os 2 anos ou mais) e continua na introdução de novos alimentos em sua nutrição, a partir dos 6 meses.  

Neste período, as dúvidas surgem, principalmente, quando se trata de pais e mães de primeira viagem. Para tirar as preocupações inerentes a este assunto e desmistificar algumas histórias, a nutricionista comportamental, Patrícia Cruz, especialista em obesidade infantil e adulta, respondeu as principais questões dtema. Confira:  

Hora da refeição  
Comer muito tarde não atrapalha o sono da criançaNo entanto, a especialista alerta para a importância de ter horários bem definidos. “É essencial para a criança ter uma rotina saudável de sono. Portanto, dormir cedo e ter horários bem definidos de refeição. - afirma Patrícia Cruz. 

Frutas com casca ou sem casca? 
As frutas com cascas aumentam a concentração de fibras, elas desempenham um papel muito importante para o bom funcionamento do organismo e, consequentemente, para a saúde. Por isso, a nutricionista recomenda optar pelas frutas com cascas.  

Doces e refrigerantes  
Para Patrícia o consumo de refrigerante não deve ser estimulado nunca. Já em relação aos doces, a nutricionista afirma que eles fazem parte de um hábito alimentar saudável. Os doces podem ser consumidos quando as crianças começam a fase escolar.” – comenta. 

Leite de soja x Leite de vaca 
O leite de soja é indicado somente para crianças com alergia ao leite de vaca, pois ele é isento de cálcio. Este é o principal mineral que compõe a estrutura óssea e dentes em nosso organismo. Ele é responsável por processos como: contra muscular, coagulação do sangue e transmissão de impulsos nervosos. Portanto, a especialista reforça que o leite de vaca é o mais indicado.  

Frutos do mar 
Como esses alimentos têm elevado potencial alergênico, eles só podem ser introduzidos na alimentação infantil a partir dos 2 anos de idade. 

Sem carne vermelha, pode?  
A especialista reforça que não se deve tirar nenhum alimento da dieta. O certo é que isso seja feito somente diante de um quadro de alergia alimentar. A carne vermelha é a principal fonte de proteínas, zinco, gorduras e ferro para o organismo da criança. Os outros tipos de carnes não possuem a mesma concentração dos nutrientes.  

Dieta vegetariana  
Segundo Patrícia, se a dieta vegetariana for bem balanceada, com trocas saudáveis para evitar deficiências nutricionais como ferro, cálcio, vitamina B12 ela pode ser feita por crianças também.  

Alimentação no período escolar 
Segundo a nutricionista, a melhor forma de conciliar a alimentação com o período escolar é mantendo a famosa lancheira. Assim, os pais diminuem o consumo de compras na cantina da escola. Outra dica importante na hora de procurar escolas para os filhos é conhecer a proposta da cantina. 

Perda do hábito saudável  
É muito comum que as crianças percam o hábito de uma alimentação saudável depois de um tempo e não necessariamente depois de muito tempo. Às vezes gostam de determinados alimentos na fase pré-escolar e após chegarem à adolescência não gostam mais ou não possuem o hábito de consumir o alimento. Para a nutricionista, isso ocorre devido às mudanças hormonais, forma de preparo e o novo estilo de vida.  

Negociações com a criança para comer, funciona?  
Não se deve negociar alimentos, isso é erradoCriança tem a percepção de forma e saciedade bem clarasTrocar verdura, legumes ou fazer com que aquela termine o que está no prato por brinquedos ou mais tempo de TV não é certo. Se não comeu tudo no prato, geralmente é porque já está saciada. Forçá-la só vai fazer a criança associar o ato de comer com uma imensa sensação de desconforto. – explica a especialista.  

Para ensinar uma criança a comer algo que ela diz não gostar é preciso ter paciência, ir oferecendo sempre, mudar a forma de preparo, cortes e combinações. Deixá-la comer por conta ou colocar  a comida no prato são outras ações, bem como explicar o motivo do porquê é importante comer aquilo. Levá-la para cozinha para fazer preparações rápidas e fáceis e mostrar o prazer da refeição é fazer com que a criança entenda como a comida é gostosa e faz bem a saúde e não é uma obrigação. 




Distúrbios do sono podem ser relacionados à hiperatividade e ansiedade da vida moderna



Médica pediatra e homeopata dá dicas para ajudar a reconhecer quando seu filho pode estar com um transtorno

Distúrbio do sono é uma queixa comum nos pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Apesar de não fazer parte dos critérios de diagnóstico, o problema do sono é muito comum nesta patologia. “Crianças que dormem mal acordam irritadas e ficam agitadas e ansiosas”, é o que afirma a médica pediatra e homeopata Dra. Márcia Varejão.

Recentemente, a Academia Americana de Medicina do Sono entrou em um consenso sobre a quantidade de horas recomendadas para o sono de uma criança. O painel concluiu que dormir o número recomendado de horas regularmente está associado a melhores resultados globais de saúde, incluindo melhor atenção, comportamento, aprendizagem, memória, equilíbrio emocional, qualidade de vida, saúde física e saúde mental. Veja a recomendação: 
  • Lactentes de 4 a 12 meses: 12 a 16 horas de sono (incluindo cochilos);
  • Crianças de 1 a 2 anos de idade: 11 a 14 horas (incluindo cochilos);
  • Crianças de 3 a 5 anos de idade: 10 a 13 horas (incluindo cochilos);
  • Crianças de 6 a 12 anos de idade: 9 a 12 horas;
  • Adolescentes de 13 a 18 anos de idade: 8 a 10 horas.
Segundo a médica, desempenhar muitas atividades ao mesmo tempo também pode ser prejudicial à saúde. “A criança que tem muitas atividades, sem tempo de descanso ou que fica muito nos jogos eletrônicos, pode ficar ansiosa e agitada, o que a levaa uma qualidade de sono ruim, acordando muitas vezes ou até com dificuldade em pegar no sono.” 


Caminho das pedras
Para quem tem filhos e não sabe se ele sofre com algum transtorno ou distúrbio psiconeurológico, o ideal é buscar orientação médica. Para facilitar, a Dra. Márcia Varejão elenca dicas para você observar no comportamento dos pequenos:
  • Comportamento: A criança com déficit de atenção pode ser mais impulsiva gerando conflitos com os amigos.
  • Genética:Avaliar se alguém da família tem um caráter genético que tenha passado por algum transtorno ou distúrbio.
  • Interpretação: A família e professores precisam estar atentos à absorção das tarefas passadas e como será a capacidade da criança em desenvolver a ação.
  • Desatenção: Perder a chave, esquecer o caderno e a desorganização, de um modo geral, quando ocorrem com frequência podem ser sinais de algum transtorno mais sério.
  • Atividades: Não dar linearidade às atividades desenvolvidas é um sinal de atenção. Exemplo: começar várias atividades e não concluir.
  • Hiperatividade: Levantar, sentar, ir ao banheiro outrocar muito debrinquedospodem ser sinais de hiperatividade.
  •  
 Relação dos transtornos com a idade
De acordo com a pediatra, é muito difícil fazer um diagnóstico preciso antes dos sete anos de idade. “Antes deste período temos apenas indícios que devemos nos atentar e avaliar.”Existe a famosa idade dos dois anos conhecida como TerribleTwo. Nessa fase, a criança está descobrindo como se posicionar, como reagir a uma situação, e muitas vezes transforma isso em birra, choro ou grito, mas não quer dizer que tenha um distúrbio. É muito importante neste momento os pais estarem atentos e trabalharem os limites do que pode e o que não pode. “Atualmente as crianças vão para a escola muito cedo e os pais por ficarem pouco tempo com elas têm medo de educar, achando que a educação é um dever da escola apenas”, esclarece a Dra. Márcia.

O ambiente familiar também é importante para a compreensão de eventuais distúrbios. Muitas vezes os pais discutem na frente dos filhos, sãoansiosos e estressados, ou há a situação de um novo irmão chegando, por exemplo. Esses podem ser fatores que alteram o sono e levam os filhos a ficarem também ansiosos.


Além disso, distúrbio do sono pode ter causa orgânica, comouma adenoide aumentada, que pode levar a um distúrbio respiratório ou apneia, comprometendo o sono e a atenção da criança no dia seguinte.


Tratamento e prevenção 
Para a pediatra, a prevenção através de medicamentos homeopáticos é uma ótima opção.  “Hoje a família reluta e contesta o uso de medicamentos alopáticos, por que seu filho estará reagindo ao remédio apenas, e não a um estimulo natural. Cuidar do distúrbio de sono, episódios isolados de ansiedade seria o ideal, em um primeiro momento, e os medicamentos homeopáticos são excelente alternativa nesse contexto”, sugere.




Boiron



Posts mais acessados