Pesquisar no Blog

quarta-feira, 13 de março de 2019

SINTOMAS QUE PODEM INDICAR DOENÇA DOS RINS


O Dia Mundial do Rim, comemorado dia 14 de março, alerta para a saúde renal. Estima-se que exista 850 milhões de pessoas no mundo tenham doenças renais de várias causas, segundo a World Kidney Day.

A doença renal pode acometer qualquer pessoa, de qualquer idade ou sexo e entre as doenças mais comuns estão: cálculos renais (pedra nos rins); infecção renal ou pielonefrite; cistos renais; tumores ou câncer de rim e, em casos mais avançados e graves, a insuficiência renal.

Por isso, identificar um possível problema neste órgão é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequado.

O médico nefrologista e presidente da Fundação Pró-Rim, Dr. Marcos Alexandre Vieira, alerta que, na maioria dos casos, as doenças renais não apresentam muitos sintomas em suas fases iniciais e muitas vezes quando se descobre, o problema está em uma fase mais avançada.

Porém, é preciso falar de alguns sinais que o organismo possa dar. Como:


1.      Pressão Alta e diabetes;

2.      Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas;

3.      Fraqueza constante;

4.      Náuseas e vômitos frequentes;

5.      Dificuldade de urinar;

6.      Queimação ou dor quando urina;

7.      Urinar muitas vezes, principalmente à noite;

8.      Alteração na urina: urina com sangue, urina com muita espuma, dificuldade de urinar;

9.      Dor lombar;

10. História de pedras nos rins.

"Se reconhecer qualquer um desses sintomas, é essencial que a pessoa procure um médico para fazer uma avaliação criteriosa. Exames de sangue que medem a dosagem de creatinina, permite calcular a taxa de filtração do sangue nos rins. Já o exame de urina pode identificar a presença de sangue, proteínas, glicose ou outras substâncias que apontam para uma possível doença renal ", indica Dr. Marcos.

Já a insuficiência renal, que pode ser aguda ou crônica, é considerada o estágio em que os rins perdem subitamente a capacidade de filtrar resíduos, sais e líquidos do sangue. Ela apresenta outros sinais que devem ser levados em conta:


1.      Diminuição da produção de urina, embora, ocasionalmente, a urina permaneça normal;

2.      Retenção de líquidos, causando inchaço nas pernas, tornozelos ou pés;

3.      Sonolência;

4.      Falta de fome;

5.      Falta de ar;

6.      Fadiga;

7.      Confusão;

8.      Náusea e vômitos;

9.      Convulsões ou coma, em casos graves;

10. Dor ou pressão no peito.

O médico alerta que “as pessoas que possuem maiores chances de desenvolver insuficiência renal são aquelas que são diabéticas ou hipertensas. Além disso, antecedentes familiares ou pessoas com mais de 60 anos de idade também têm mais chance de desenvolver esta doença”.


O melhor conselho, segundo o nefrologista, é a prevenção. Veja:


·        Ingerir bastante líquidos;

·        Urinar em intervalos de 2 a 3 horas;

·        Mantenha o peso saudável;

·        Controle o diabetes;

·        Acompanhe a pressão arterial;

·        Evite o excesso de sal na alimentação;

·        Tenha uma alimentação equilibrada;

·        Pratique regularmente exercícios físicos;

·        Não use medicamentos sem orientação médica;

·        Não fume;

·        Faça exames preventivos: urina e creatinina;

·        Consultar seu médico regularmente.




Para saber mais sobre a saúde dos rins e do Dia Mundial do Rim, acesse: http://diamundialdorim.com.br/




Pró-Rim - A Fundação Pró-Rim

1 em cada 10 brasileiros terá doença renal crônica ao longo da vida



Doença renal crônica pode causar de desequilíbrio no metabolismo à paralização total dos rins



A doença renal crônica é uma patologia que afeta diretamente o funcionamento adequado dos rins, e seu avanço aponta para um cenário preocupante no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o número de pacientes chegou à 122 mil no ano de 2017¹, e estima-se que este problema atinja 10% da população mundial².

A doença afeta o funcionamento correto dos rins, onde ocorre uma perda súbita da capacidade de filtrar resíduos, sais e líquidos do sangue. “A partir do momento que perdemos essa capacidade de filtragem, os resíduos podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química do sangue, gerando desequilíbrio no órgão”, explica o Dr. Paulo César Ayroza Galvão, nefrologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, que esclarece também, as causas desse problema. “Esse tipo de doença acontece quando temos algum distúrbio ou condição que prejudica a função renal, entre elas, podemos citar: lesão ou traumas aos rins, uso de determinados medicamentos, e o diabetes tipo 1 e 2, que junto com a hipertensão, se mostram como as principais causas da doença renal crônica”, finaliza o especialista.

Além de entendermos o que é a doença renal e suas causas, é fundamental termos noção dos sintomas que se apresentam como indicativos da doença, sendo eles: diminuição da produção de urina, retenção de líquido, sonolência, falta de apetite, falta de ar, fadiga, confusão, náusea e vômitos, convulsões ou coma, em casos graves, dor ou pressão no peito³.    
  

Você sabe o que é hiperpotassemia?

Entre tantas complicações, uma que merece a nossa atenção é a hiperpotassemia, que é o acúmulo de potássio no sangue, capaz de causar problemas graves no funcionamento do organismo e apresentar sintomas como náuseas, fraqueza muscular e alterações no ritmo do coração. Existem dois fatores que podem levar ao aumento de potássio no sangue: a diminuição do trabalho renal, que leva ao acúmulo de potássio, e a eliminação irregular de nutrientes presentes dentro das células4, além do uso de algumas medicações.

Em geral, a hiperpotassemia está relacionada a situações como: redução da eliminação da urina, suplementos de potássio, lesões ou traumas físicos, doenças renais e uso de alguma medicações. O especialista explica a importância de entender a hiperpotassemia como uma doença crônica. “A doença se apresenta em três diferentes graus: leve, moderado e grave. Eles podem ser avaliados a partir de exames de sangue. O grau leve é o mais fácil de ser tratado, porém, quando falamos do grau moderado e grave, o quadro é mais delicado e exige um monitoramento do coração para evitar possíveis paradas cardíacas causadas pelo excesso de potássio” destaca o Dr. Paulo Ayroza.


Diabetes: um fator de risco

De acordo com o Dr. Paulo Ayroza, a doença renal pode se apresentar como umas das complicações do diabetes mal controlado. “Os pacientes que têm diabetes devem, além dos cuidados com a doença, estar atentos ao sinais e sintomas de algum tipo de disfunção renal, que pode ocorrer em pacientes com dificuldade em controlar o nível glicêmico e seguir corretamente o tratamento”, explica o especialista. Outro ponto reforçado pelo especialista trata sobre a relação médico-paciente. “A partir do diagnóstico do DM2, os pacientes devem buscar um contato próximo ao médico, tirar todas as dúvidas e encaixar o tratamento dentro da sua rotina. Por parte do médico, investigar e acompanhar a função renal, com a medição dos níveis de de creatinina e albuminúria, é essencial para evitar complicações mais graves. Em alguns casos os pacientes podem até mesmo sofrer com a nefropatia diabética. Por isso, não devemos negligenciar essa doença”, destaca o especialista.

A nefropatia diabética é uma alteração nos vasos sanguíneos dos rins, levando à perda de proteína por meio da urina. Essa é uma complicação que causa uma redução lenta na função de filtragem das substâncias pelos rins, e pode levar à paralisação total dos órgãos5.


Um problema urgente

A conscientização por meio da informação é um caminho importante para a melhora do panorama das doenças renais no Brasil. “Enfrentamos um cenário desafiador, e acreditamos que a busca pela conscientização e gravidade da doença renal e complicações associadas, como a hiperpotassemia, é essencial para que o paciente, seja ele portador de doença renal, diabetes, ou até mesmo doenças cardiovasculares, assuma o protagonismo do seu tratamento” afirma Maria Augusta Bernardini, Diretora Médica da AstraZeneca.





AstraZeneca



Referências

BRASILEIROS QUE MORAM FORA DEVEM INFORMAR À RECEITA FEDERAL


Quem deixou o Brasil definitivamente ou em caráter temporário no ano de 2018 — por qualquer razão que seja, como trabalho ou estudo — deve regularizar sua saída perante a Receita Federal.


A primeira providência a ser tomada é enviar a Comunicação de Saída Definitiva ao fisco até o último dia do mês de fevereiro do ano subsequente à saída. Joice Izabel, contadora e sócia da Drummond Advisors, explica que essa comunicação é importante para evitar problemas com a Receita, principalmente porque o envio da Comunicação de Saída (e também da Declaração de Saída Definitiva, sobre a qual falaremos adiante) “‘libera’ o contribuinte de declarar seu Imposto de Renda nos anos em que está fora do Brasil”.

Além disso, Joice aponta que esclarecer a situação de não residente no Brasil perante a Receita Federal evita a bitributação, ou seja, impede que o expatriado seja tributado duas vezes na mesma fonte de renda. Assim, a pessoa presta contas apenas ao país onde está residindo.

Outro ponto importante relacionado às obrigações fiscais de quem mora no exterior diz respeito à explicação do patrimônio caso essa pessoa decida retornar ao Brasil. “Sem a Comunicação de Saída Definitiva do País, o aumento do patrimônio sem explicação resulta na cobrança do imposto em sua totalidade”, adverte Joice

Saída em caráter temporário e em caráter permanente: qual a diferença?

É importante observar que os prazos de entrega da Comunicação de Saída Definitiva do País são diferentes para cada situação. Observe:

·         Saída em caráter temporário é aquela em que a saída do país acontece de forma não planejada — por exemplo, quando alguém viaja para o exterior para passar alguns dias ou meses e acaba decidindo ficar definitivamente. Nesse caso, o prazo para envio da Comunicação começa a valer a partir do momento em que a pessoa se torna expatriada (ou seja, está fora do país há 12 meses consecutivos) e vai até o último dia do mês de fevereiro do ano subsequente. Veja o exemplo:



·         Saída em caráter permanente é aquela que deriva de uma decisão prévia de deixar o país — em outras palavras, quando alguém embarca para o exterior já sabendo que vai passar mais de 12 meses fora do Brasil. Como essa situação, em geral, envolve um planejamento antecipado, o prazo para envio da Comunicação passa a valer do dia em que o contribuinte deixou o Brasil até o último dia de fevereiro do ano subsequente.



A Comunicação de Saída Definitiva pode ser preenchida pelo Receitanet, disponível no site da Receita Federal.


Declaração de Saída Definitiva

Apesar dos nomes parecidos, a Declaração de Saída Definitiva e a Comunicação de Saída Definitiva são coisas diferentes e não devem ser confundidas — no entanto, o envio de ambos os documentos é obrigatório a quem se ausenta do país por 12 meses consecutivos.

A Declaração de Saída Definitiva é a última declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física que vai para o exterior permanentemente. Esse documento deve ser enviado à Receita Federal entre o primeiro dia útil de março e o último dia útil de abril do ano posterior ao da saída definitiva ou da caracterização da condição de não residente.

Joice Izabel faz ainda um alerta: “é importante que esse prazo seja respeitado, pois se a Declaração de Saída Definitiva for entregue com atraso haverá penalidades: multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o Imposto de Renda devido.” O valor mínimo é de R$ 165,74 e o máximo é de 20% do imposto devido.


Lembre-se de que o expatriado que apresentar a Comunicação e a Declaração à Receita não precisa cumprir as obrigações novamente enquanto permanecer no exterior nem declarar o Imposto de Renda no Brasil.





A importância do feedback dentro das corporações


A especialista em desenvolvimento humano, Susanne Anjos Andrade, explica que o feedback pode fortalecer os laços dentro de uma empresa, além de aumentar o bem-estar entre todos da equipe


O feedback é muito importante para fortalecer o laço entre o líder e os membros da equipe, além de deixar todos alinhados em relação ao propósito maior da empresa e o papel de cada colaborador. Muitas vezes, os problemas que ocorrem em um ambiente de trabalho são causados por falta de comunicação adequada.  Segundo pesquisa da ARCH Profile Solutions -empresa de criação de testes para recrutadores- quase metade dos colaboradores (43%) dizem que ficam desmotivados com o trabalho realizado ao receberem uma crítica mal elaborada, ou até mesmo que perdem totalmente a vontade de se esforçar.

Mas como fazer uso dessa prática sem que ela se torne negativa? Para Susanne Anjos Andrade, especialista em desenvolvimento humano e autora do best-seller “O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil” (Ed. Gente), o feedback deve ser dado sempre com viés positivo. “Com o objetivo de criar um elo de confiança e um bom relacionamento interno, o feedback precisa ser utilizado tanto para elogiar um funcionário - incentivando-o a manter o bom desempenho-, como também para redirecioná-lo, solicitando que mude um determinado comportamento, sempre contribuindo para o seu crescimento e desenvolvimento como profissional”, explica.

Por mais que pareça uma tarefa fácil, é preciso tomar cuidado para que, mesmo em situações em que o líder pontue alguns erros que estão sendo cometidos, seja possível encontrar uma forma aceitável de se dirigir ao colaborador, sem desmotivá-lo. “Por exemplo, em vez de dizer que ele não pode mais chegar atrasado, fale com ele de uma maneira positiva, como: “Eu preciso que você comece a chegar mais cedo”. Assim, o feedback será uma forma de auxiliar, e não de desanimar”, exemplifica .

Essa ação também deve ser aplicada em situações contrárias, quando o funcionário é quem dá o feedback ao seu líder, pois, ao mesmo tempo em que fica sabendo o que deve continuar fazendo, e os pontos em que precisa melhorar, também pode utilizar a oportunidade para dizer ao gestor a sua opinião sobre o modelo de liderança. Dados recentes apontam que 60% da Geração Z - ou seja, aqueles que nasceram a partir de 1996 e estão totalmente ligados ao uso de smartphones - pedem esse retorno para os seus líderes e querem manter o contato com eles diversas vezes ao dia, por meio e com a ajuda da tecnologia.

A especialista explica que, por mais que alguns achem que o funcionário não agrega nada em relação ao comportamento do gestor, ele exerce, sim, um papel muito importante para que o líder também fique atento aos pontos que devem ser melhorados. “Não podemos esquecer que ele é humano, e também precisa de feedback para potencializar a sua liderança. Além disso, essa comunicação frequente é importante para que se torne um hábito. No início, é normal a pessoa se esforçar para dar um feedback e, às vezes, para pedir também. Sendo praticado constantemente, vai chegar em um momento em que ele se tornará cultura na empresa”, conclui.


O feedback traz experiência para o ser humano

Dentro as corporações, a prática de comunicação aumenta o bem-estar de todos da equipe. Porém, o feedback também pode agregar novas experiências para ambas as partes como seres humanos, já que será preciso praticar empatia - por exemplo, quando o gerente se coloca no lugar do colaborador ao imaginar a maneira como ele gostaria de ouvir as “críticas”, caso fossem com ele. Além disso, ensina as pessoas a saberem criar um diálogo para que ambas as partes troquem experiências.

Ou seja, o feedback dá espaço para que a pessoa se sinta reconhecida por tudo o que ela faz, ou para que mude algo de seu comportamento no presente, pensando no futuro. O esperado é que essa prática nas empresas - junto à transformação digital e do mundo ágil -, aconteça, cada vez mais, de forma constante e “face to face”. “A tendência, com o passar dos anos, é que deixe de ser algo engessado e se torne comum, sendo realizado por meio de uma roda de diálogo ou um espaço aberto para comunicação, onde tudo acontece espontaneamente”, finaliza Andrade.





Susanne Anjos Andrade - Autora dos best-sellers "O Poder da Simplicidade no Mundo Ágil", recém-lançado pela Editora Gente, e "O Segredo do Sucesso é Ser Humano", e do livro digital "A Magia da Simplicidade". É coach, palestrante e professora de cursos de MBA pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP) em disciplinas sobre carreira, coaching e liderança. Também é sócia-diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento Humano, empresa que criou o "Modelo Ágil Comportamental", e parceira da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP).  

PRONTO, FALEI!


        Não faltará, ante a leitura deste texto, quem diga: “Agora, que alijamos a esquerda do poder, você vem falar nisso?”. Bom, em primeiro lugar, falo nisso há 33 anos, mesmo tempo durante o qual, na companhia de uns poucos em todo o país, clamo por um governo liberal e conservador, contra o esquerdismo hegemônico finalmente derrotado em 2018. Meus leitores menos jovens são testemunhas disso. Em segundo lugar, este é o momento certo para, escancarada a inepta e irracional realidade institucional do país, examinar isso à luz de outro modelo.
        Está na ordem do dia a reforma da Previdência, que Nizan Guanaes denomina “salvação da Previdência” e respeitados economistas chamam “salvação do Brasil”, significando que, sem ela o país será abandonado pelos investidores. O motivo desse possível abandono é –dirão alguns – simples, frio e calculista. Simples como bê-á-bá, frio como a russa Estação Vostok e calculista como um auditor do IRS dos Estados Unidos: nenhum organismo financeiro do mundo empresta dinheiro para custeio de aposentadorias! Não adianta procurar. Mormente se esse financiamento se faz necessário porque se esgotou a capacidade de pagamento do tomador de recursos. Sem novas regras para a Previdência, as perspectivas para o PIB, taxa de juros, Selic e dívida bruta do governo são apavorantes.
        Pois mesmo em presença desse cenário, há resistências à reforma. Ela vem:

·       de segmentos sociais cujos interesses ficam contrariados e o egoísmo fala muito alto (há quem julgue virtuosas as motivações do egoísmo...);

·       de congressistas temerosos de perder votos porque a prudência que aponta a necessidade de reformar contraria o imediatismo imprudente de muitos eleitores;

·       de partidos e políticos que apostam no caos e por ele trabalham, quer estejam no governo, quer estejam na oposição;

·       de políticos de péssimo caráter que sistematicamente se valem das urgências nacionais para resolver as próprias, negociando cargos e verbas, no indecente negócio de formação de maiorias (tudo já em curso);

·       de eleitores injuriados pelos abusos cometidos nos andares mais altos dos poderes de Estado (também isso a exigir reforma institucional!).

Se aproveito o momento para falar sobre parlamentarismo, não é para transformar Bolsonaro em chefe de Estado e escolher para ele um primeiro ministro, ou vice-versa. Nada disso! Eu o elegi e o quero na presidência, por dois mandatos, se possível. Um modelo de maior racionalidade, estabelecido por reforma bem planejada, deveria prever sua própria vigência para nunca antes do pleito municipal de 2024 e do pleito nacional de 2026, proporcionando aos agentes políticos o necessário tempo de adaptação.
Meu objetivo, aqui, é evidenciar que num sistema de eleição parlamentar por voto distrital, que separe a chefia de Estado da chefia de governo, que seja mobilizado e consagre nas urnas uma proposta de governo, e que atribua a função governo à maioria parlamentar, essa “zona” da política fica mais respeitável. A maioria governante não venderá votos a si mesma...
Os motivos são evidentes. A maioria que elege o governo depende de que o governo vá bem para se manter governando. Governo que perde a maioria cai como goiaba que o bicho comeu por dentro. Essa característica proporciona muito maior estabilidade e cobra efetiva fidelidade dos partidos e seus parlamentares. Congressista infiel à diretriz partidária costuma perder a indicação do seu distrito na eleição subsequente. O presidencialismo gera irresponsabilidade parlamentar e produz impasses que se prolongam indefinidamente, sem solução.
        Pronto, falei. Eu sei, temos outras urgências, mas não podemos perder de vista que o modelo institucional brasileiro é ficha suja e já começa a mostrar suas nódoas. É um sistema ruim de carregar nas costas.



Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

3 em cada 5 mulheres brasileiras deixariam seu trabalho em tecnologia se sentirem que não tem possibilidade de crescimento na carreira


O número de mulheres supera o dos homens no Brasil, mas isso não se reflete na indústria de tecnologia, onde as mulheres anseiam por igualdade de gênero quando se trata de plano de carreira e renumeração


Na semana passada, enquanto o mundo celebrou o Dia Internacional da Mulher na sexta-feira, 8 de março, as mulheres no setor de tecnologia do Brasil revelaram que o principal fator que as levariam a deixar seus empregos é se sentissem que são impedidas de se desenvolver na carreira.

O Indeed, site número um de empregos do mundo, encomendou à Toluna Insights uma pesquisa com mais de 1.000 brasileiros, e descobriu que três em cada cinco mulheres (59,5%) da indústria da tecnologia do país consideram a falta de crescimento profissional como principal motivo para deixar um emprego. Assédio sexual (55,7%) e assédio verbal (54,6%) foram a segunda e terceira razões mais importantes citadas por elas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do país é composta por cerca de 4,5 milhões a mais de mulheres do que de homens. Essa disparidade cresceu desde a década de 1980, quando as mulheres superaram os homens em 753.000 e espera-se que aumentem ainda mais, com estimativas de que em 2060 haverá 6,3 milhões a mais de mulheres do que homens no país.

No entanto, outro levantamento do IBGE descobriu que, dos mais de 580 mil profissionais que trabalham no mercado da tecnologia no Brasil, apenas 20% são mulheres, sugerindo que o desenvolvimento da carreira está sendo impedido antes que as mulheres possam entrar no setor. Além disso, a pesquisa do Indeed também encontrou que 43% das mulheres vêem as possibilidades de acabar com o preconceito/discriminação como um dos benefícios do empreendedorismo.

"Os resultados do nosso estudo mostram que as mulheres que sentem estar sendo atrasadas por um empregador por causa do seu gênero não estão mais dispostas a aceitar a desigualdade no local de trabalho", disse Felipe Calbucci, Country Manager do Indeed no Brasil. “Esperamos que as iniciativas no local de trabalho ajudem a mudar a mentalidade e que à medida que a proporção de mulheres para homens no Brasil continue a crescer, começamos a ver a porcentagem de mulheres trabalhando na indústria de tecnologia subindo para um nível mais equilibrado”.


Tal desenvolvimento provavelmente também exigirá mudanças na estrutura salarial entre os gêneros, já que enquanto os homens disseram que se houvesse alguma coisa que seu trabalho pudesse oferecer seria a possibilidade de trabalhar em casa, as mulheres disseram que prefeririam um reajuste salarial.

“Nossos resultados sugerem que embora os homens brasileiros em tecnologia estejam confortáveis com seus salários – escolhendo duas outras opções (home office e flexibilidade) antes do salário – as mulheres definitivamente não estão”, disse Calbucci. "Isso pode dar a entender ainda não há igualdade salarial entre gêneros".

Qualquer sugestão de que as mulheres são mais focadas no dinheiro também foi descartada pelo estudo do Indeed. Perguntadas sobre o motivo principal pelo qual as mulheres na tecnologia querem ser empreendedoras, “ser rica” foi selecionado como apenas o sexto fator mais importante.

A resposta mais popular, porém, foi o desejo de ser seu próprio patrão, seguido de liberdade e flexibilidade no ambiente de trabalho. De acordo com o Sebrae e o Global Entrepreneurship Monitor, do IBPQ, 24 milhões de mulheres são empreendedoras no Brasil e todos esses dados combinados mostram que a conscientização sobre o empoderamento está dando às mulheres a coragem de investir em sua própria independência.


Metodologia

Pesquisa realizada pela Toluna Insights em 4 de fevereiro de 2019 com 1.060 pessoas nas classes A, B e C, segundo os critérios de classificação utilizados pela Abep – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, onde as pessoas da classe C2 possuem renda familiar média de R$ 1.625 por mês.





Indeed


Telemedicina no Brasil e proteção de dados do paciente: estamos preparados para este passo?


A discussão em torno das atualizações das normativas para a telemedicina é uma das novidades que impactaram o universo da saúde e que ainda muito se tem debatido. Muito se tem discutido sobre a eficiência deste recurso, mas o fato é que, assim como a tecnologia muito tem agregado em outras áreas de nossas vidas, mesmo na própria medicina, ela com certeza pode preencher lacunas que, dependendo apenas de atendimentos físicos, impactam a vida do paciente.

O principal valor da telemedicina não é substituir a interação presencial, mas preencher todo aquele intervalo de tempo entre as consultas e garantir que o paciente irá sempre retornar. A partir dela, podemos agilizar processos urgentes, encurtar distâncias, otimizar o tempo, além de conseguir atender regiões precárias e de pouco acesso à medicina avançada. Em um país com 210 milhões de habitantes e apenas 500 mil médicos, não há dinheiro que resolva a dificuldade de acesso à saúde.

Porém, há uma dúvida que precisa ser solucionada antes de qualquer outra: temos uma base sólida para atender remotamente os pacientes da melhor maneira possível?

Pensando em atendimento remoto, precisamos analisar principalmente a questão da proteção de dados do paciente. No último ano, entrou em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para estabelecer regras sobre a privacidade de todos os cidadãos, além de ter reorganizado a maneira como empresas lidam com dados privados. Esse é o principal ponto de atenção. A partir do momento em que uma consulta é realizada remotamente, na casa de um médico ou qualquer outro lugar fora de um hospital ou clínica, como os dados do paciente seriam protegidos? Como garantir a transmissão segura de informações, sem que haja vazamento de dados ou até mesmo a perda deles?

Hoje, já existem empresas especializadas em telemedicina que possuem fortes programas de proteção de dados para um melhor atendimento ao paciente. A normativa estabelece que os dados e imagens dos pacientes devem trafegar na internet com infraestrutura que assegure guarda, manuseio, integridade, veracidade, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional das informações. Esse é um dos principais pontos de atenção que precisam ser estudados antes de a telemedicina começar a funcionar de fato em nosso país.

A regularização da telemedicina tem tudo para ser um grande avanço para o nosso país - a medicina precisa ser escalável, precisa estar disponível para todos. A aplicação correta desta nova prática - com a segurança e a proteção de dados dos pacientes garantidas - é o que definirá o sucesso. Afinal, muitas complicações da saúde humana e mesmo de vidas podem estar diretamente relacionadas ao nível de exposição indevida de informações.





Luciana Soldá - Head da Proxismed, empresa referência em jornada de relacionamento em saúde por meio de produtos que compõem um Medical Call Center Omnichannel.


Cyberbullying: vamos falar sobre isso?




   




Fotos do kit do programa encaminhado às escolas: Combatendo o Cyberbullying - Será que a zoeira não tem limites?








Movimento Mobilizador Internet com Ética leva para as salas de aula ampla campanha de combate ao cyberbullying


A ZOOM education for life lança Internet com Ética, o primeiro programa da série Movimentos Mobilizadores (M&Ms), com uma forte campanha de combate ao cyberbullying para escolas públicas e privadas. Sem custos para as escolas e familiares dos estudantes, os programas são uma iniciativa social e educacional da ZOOM. Os M&Ms ocorrerão ao longo do ano levando para as salas de aula o debate de assuntos que normalmente não são trabalhados nas escolas, de forma divertida e lúdica e dentro de um contexto de aprendizagem ativa.

Nesta semana, mais de mil escolas já começam a receber os kits do programa Internet com Ética, que deve impactar cerca de 100 mil pessoas entre professores, alunos e familiares. "Além de incentivar o debate e o conhecimento a partir do uso de recursos de aprendizagem ativa, os programas colocam os alunos, em todo o tempo, como protagonistas e potenciais influenciadores dos adultos a respeito de assuntos importantes para todos nós", explica Marcos Wesley, CEO e fundador da ZOOM. "No caso do cyberbullying, os dados são alarmantes. O Brasil é o segundo país com casos de bullying virtual contra crianças e adolescentes, além disso, é dentro das escolas onde acontecem 51% dos casos de bullying no mundo, de acordo com estudos", finaliza Marcos.

O programa Internet com Ética, indicado para alunos da faixa etária de 11 a 16 anos, inclui jogos digitais e físicos, webinário, vídeos aulas e concurso cultural. O kit enviado às escolas inscritas contem materiais de divulgação (folders, flyers, cartazes e modelos de cartas para as famílias dos alunos) e orientação de como funciona o programa e de que forma ele pode ser inserido nos aulas. O jogo digital pode ser baixado em smartphones Android pelo Google Play e IOS pela Apple Store, que durará quatro etapas semanais. Ao final do programa, o concurso cultural vai premiar escolas e alunos mais engajados.

Ao longo do programa, alunos das escolas inscritas de todo o país podem se candidatar a ser embaixador do Movimento Mobilizador, bastando encaminhar para a ZOOM um vídeo contando o que ele faz para combater o cyberbulliyng. Em São Paulo, o movimento já tem a Giovanna Melo Rosseto de 12 anos, estudante do 7º ano da Escola Stagium, de Diadema, como embaixadora. "É importante o adolescente ter alguém em quem se enxergar, que passou por alguma situação parecida e que o estimule a participar de movimentos tão importantes quanto esses", declara Marcos Wesley.


Internet com Ética – fases do programa
  • Dia 18 de março, o programa tem início com a liberação da primeira etapa do jogo virtual. Serão quatro etapas semanais.
  • Estímulo para a descoberta de alunos embaixadores, que serão referências no combate ao cyberbullying nas escolas.
  • Ao fim da quarta semana, a ZOOM libera um webnáriode orientação para as escolas e alunos embaixadores propondo que ações sejam implementadas nas escolas com o propósito de combater o cyberbullyimg
  • Capacitação para que as escolas realizem Workshop sobre Combate ao Cyberbullying.
  • Jogo de cartas e tabuleiros Combatendo o Cyberbullying.
  • Dia 3 de maio, ocorre a divulgação das 10 escolas e dos 100 alunos vencedores do concurso cultural.

Posts mais acessados