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domingo, 31 de março de 2024

Bruxaria: o que estudar para entrar nesse Universo?


 Para ser uma bruxa é preciso sabedoria e muito conhecimento


Por muito tempo as bruxas foram e ainda são estigmatizadas como pessoas do mal, mas a bruxaria é muito mais do que uma religião, é um estilo de vida, uma filosofia. As mulheres sábias de antigamente eram consideradas bruxas e, nas comunidades religiosas, eram condenadas ao isolamento e até à morte. Hoje a bruxaria ainda enfrenta muitos preconceitos religiosos, mas vem ganhando mais adeptos.

“O tema bruxaria também passa pela emancipação feminina, com as mulheres saindo um pouco da posição de discípulas, que vão na igreja, precisam de pastor, depende de marido. Elas estão buscando uma autonomia através da magia. É um movimento muito importante”, afirma a astróloga, bruxa e magista Sara Koimbra.

Ela ensina em seus cursos como se tornar uma exímia bruxa, apta para fazer rituais, trabalhar com oráculos e fazer atendimentos com propósito de ajudar. “Muitas vezes o magista é a última alternativa daquela pessoa. Somos os últimos a serem procurados quando alguém precisa de ajuda, a última esperança de algo dar certo. Mas exatamente por isso é preciso muito discernimento para buscar o melhor caminho”, comenta a especialista.

Como professora, Sara busca conscientizar os alunos sobre os estudos. Para se tornar uma bruxa, é preciso se aprofundar e as principais matérias a serem estudadas são enumeradas pela magista.

Astrologia – saber a influência dos planetas, as características de cada um deles e o que eles provocam dependendo da posição no céu e no mapa individual ajuda a entender muito do ser humano e do universo.

Numerologia – o mundo é regido por números e o universo é matemático, por isso é muito importante conhecer mais a fundo.

Oráculos – é preciso saber oracular, ler padrões, entender e aflorar a intuição e a adivinhação divinatória.

Alquimia – esse conhecimento envolve física, química, os elementos. É um pouco de tudo e mistura ciência, arte e magia que visa a transmutação do ‘eu’.

Cabalah – é um sistema filosófico místico, que trata da ascensão espiritual, que também contém as leis herméticas segundo a tradição judaica.

Depois destas cinco, a especialista recomenda o estudo de magia planetária e outros sistemas. “Não tem a ver com religião. Se trata de conhecer bem as leis do Universo, conhecer a filosofia e o que rege o plano sutil. A bruxa sábia tem a capacidade de intuir e manipular, o bem e o mal são subjetivos e podem ser tratados de acordo com o caráter, com a ética do magista. Ele tem o poder de abrir caminhos, mas se não souber usar pode realmente acabar com uma vida”, alerta Sara.

 

Koimbra @sarakoimbra


Semana Santa: caminho que nos conduz a glória da Ressurreição

Para todo cristão católico, a Semana Santa é a semana das semanas, chamada pelos antigos de “Semana Maior” e por isso, considerada a mais importante do Ano Litúrgico, pois leva o povo de Deus a contemplar o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. 

O católico deve buscar celebrá-la com muita piedade, devoção, respeito e meditando todos os passos que Cristo deu até a sua oferta total na cruz, mistério do grande Amor de Deus por nós.

 

O Tríduo Pascal e suas funções litúrgicas devem ser observadas por todos os fiéis com devoção e ação de graças a Deus. A Semana Santa não deve ser um momento de lazer, como viajar para a praia ou campo. É preciso viver este tempo com espírito de oração e muita sobriedade.

É bom lembrar da importância de fazermos um bom exame de consciência, procurarmos realizar uma boa confissão para participar dos santos mistérios.

Todo cristão é convidado nesta “Semana Maior” a acompanhar Cristo ao Calvário. A Igreja faz um grande apelo a todos fiéis para que “acordem”, que sejamos soldados de Cristo e que devemos caminhar rumo à sua Paixão, Morte e Ressurreição. Esta deve ser a disposição de quem deseja celebrar bem a Semana Santa.

Na Quinta-feira é celebrada a Ceia do Senhor, momento importante de Jesus com seus discípulos, a Última Ceia. Aqui Jesus institui o Sacerdócio católico, a Eucaristia, e nos ensina o gesto de humildade e amor para com o nosso próximo, o “Lava pés”.

A Paixão e Morte de Nosso Senhor é celebrada na Sexta-Feira Santa. É um momento de silêncio profundo, jejum e oração, porém não deve ser vivido em clima de luto, mas de respeito frente à morte de Nosso Senhor, que trouxe salvação para toda a humanidade.

A Igreja ensina que o Sábado Santo é o dia do grande silêncio, do repouso do Senhor e da solidão dolorosa de Maria, mas na certeza que a morte será vencida e as portas do Paraíso serão abertas. O Autor da vida se levanta triunfante da morte e encerra-se o combate da luz com as trevas, entre Cristo e Satanás. Da obscuridade das trevas brilha o sol da ressurreição!

Por fim, participando com devoção dessas celebrações, estaremos participando bem da Semana Santa. Permaneçamos de coração aberto às inspirações divinas. Boa Semana Santa a todos!

 

Padre Ricardo Rodolfo Silva - missionário da Comunidade Canção Nova e Vice-reitor do Santuário Pai das Misericórdias, em Cachoeira Paulista (SP).


Estudos apontam que Yoga é eficaz no controle de TDAH, transtorno atinge até 8% da população

Foto: Isabela Nishijima/ Divulgação SOUL Ashtanga Yoga

O número de casos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade variam de 5% a 8% a nível mundial e afetam aproximadamente 2 milhões de brasileiros, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA). Considerado pelo Ministério da Saúde um transtorno de neurodesenvolvimento, a condição torna alguns momentos da rotina mais difíceis, como por exemplo, estudar e concluir tarefas.

 

TDH em Crianças e adolescentes  

Conforme o estudo: “Yoga no controle emocional em crianças com TDAH”, publicado na Revista brasileira de medicina do esporte, a prática de yoga ajuda a controlar os principais sintomas causados pelo transtorno, que são desatenção, hiperatividade e a impulsividade. Foram acompanhadas 30 crianças diagnosticadas com a alteração, que realizaram 20 sessões de yoga, na periodicidade de duas vezes na semana. Os resultados foram medidos pela regulação emocional da escala de Conner e apresentaram significativa dos sintomas. “O treinamento em yoga demonstrou-se um método fácil e econômico para melhorar a condição mental e física das crianças com TDAH”, conclui a pesquisa.  

O diagnóstico do transtorno é realizado de forma clínica, com o apoio de testes e escalas específicas. 

Segundo Nanda Roveda, professora de yoga e fundadora da escola SOUL Ashtanga Yoga, em Curitiba, acalmar a mente está entre os principais objetivos da prática. “Independente da modalidade, seja mais ativa como o Ashtanga ou mais passiva como Yin, controlamos nossa respiração, foco ocular e nos concentramos em diferentes coisas dentro de uma única atividade corporal intensa, o que acalma a mente e nos faz focar no momento presente”, ressalta.  

A atividade pode ser praticada por pessoas de todas as idades: desde bebês até os idosos. A professora explica que as aulas são pensadas de formas diferentes para cada uma das faixas etárias. “Com crianças temos sempre aulas mais lúdicas e o desenvolver da prática acontece conforme a adesão dos pequenos às atividades propostas, temos rotinas de brincadeiras, posturas em dupla e atividades que incentivam a participação, respiração e relaxamento. Já com adultos e idosos as práticas são mais intensas e focadas, respeitando sempre os objetivos e limites individuais”.  

Além de auxiliar no foco, redução de estresse e ansiedade, a prática tem uma série de benefícios para o corpo, como melhora o condicionamento físico (força, resistência e flexibilidade), alívio de dores crônicas, controle da pressão e batimentos cardíacos, melhora a circulação sanguínea e reduz os sinais da TPM.

 

Ashtanga yoga - O Ashtanga é uma prática de yoga dinâmica, que exige disciplina, concentração, com foco na respiração. Possui seis séries fixas de movimentos e só se avança para a seguinte quando domina-se a anterior. 

“É uma prática fluida, onde a respiração te leva ao movimento, deixando a mente focada no momento presente, também ajuda no fortalecimento muscular, resistência e flexibilidade do corpo”, explica Nanda.

 


SOUL
Para saber mais, acesse o site


As consequências do cyberbullying na saúde mental

Psicóloga clínica alerta que os sinais são evidentes e não devem ser ignorados


Nos últimos anos, o aumento da conectividade digital trouxe consigo um fenômeno preocupante: o cyberbullying, uma forma de assédio online que envolve o uso de tecnologia para humilhar ou prejudicar outras pessoas. De acordo com Tatiane Paula, psicóloga clínica, esta forma de intimidação tem gerado sérias repercussões na saúde mental dos jovens, levantando questões fundamentais que demandam atenção urgente.

 

“O cyberbullying não se limita apenas a uma experiência virtual. Seus efeitos transcenderam para o mundo real, afetando profundamente a saúde emocional e psicológica dos adolescentes. Ansiedade, depressão, baixa autoestima e até mesmo pensamentos suicidas são apenas algumas das consequências devastadoras que podem surgir como resultado desse tipo de assédio online”, explica a especialista.

 

Tatiane alerta que os sinais de que uma pessoa está sofrendo com o cyberbullying são muito evidentes. “Mudanças de comportamento, oscilações de humor, evitar realizar atividades sociais e problemas de sono podem ser indicativos alarmantes que não devem ser ignorados”.

Diante desse cenário, medidas preventivas tornam-se essenciais. “Escolas e comunidades desempenham um papel crucial na promoção de uma cultura de respeito e inclusão, além de fornecerem suporte emocional e ensinarem habilidades de enfrentamento. A integração da terapia cognitivo-comportamental nessas iniciativas pode ser fundamental para combater o cyberbullying”, destaca a psicóloga.

No entanto, a responsabilidade também recai sobre os pais. Tatiane levanta o alerta de que é essencial que eles estejam atentos aos sinais de que seus filhos estão sendo alvo de cyberbullying. Mudanças repentinas de comportamento e relutância em usar dispositivos eletrônicos são sinais que não devem ser ignorados. “Além de oferecer apoio emocional, os pais devem buscar ajuda de profissionais especializados, que podem ensinar estratégias para desafiar pensamentos negativos e promover a autoconfiança”, conclui.

 

Fonte
Tatiane Paula - Psicóloga Clínica
@tatianepaula.psi


Educar com amor: 5 formas de praticar a parentalidade positiva

Freepick
Abordagem carinhosa para criar filhos confiantes e responsáveis é ensinada no livro "Por uma Infância Feliz"


Em um mundo onde a parentalidade muitas vezes é associada à autoridade e à imposição, surge a necessidade urgente de redefinir os padrões de criação. Em Por uma Infância Feliz, a pediatra francesa Catherine Gueguen convida pais e mães a tornarem-se não apenas chefes, mas guias amorosos na jornada em direção à independência e à autoconfiança.

Por meio da parentalidade positiva, tema do qual a autora é referência mundial, é possível construir um ambiente de respeito mútuo, compreensão e amor. Em vez de meramente impor regras, os pais são encorajados a se tornarem modelos de comportamento, definindo limites com gentileza e empatia. Vale lembrar que parentalidade positiva não é sinônimo de permissividade. Envolve definir limites claros e consistentes, sem recorrer à violência física ou psicológica.

Os pais são incentivados a elogiar o bom comportamento e a buscar soluções pacíficas aos conflitos. Em dúvida de como colocar em prática essa abordagem? Neste lançamento da nVersos Editora, a especialista descreve cinco maneiras – cientificamente comprovadas – para criar um ambiente acolhedor que contribua para o desenvolvimento de adultos confiantes e emocionalmente responsáveis no futuro,

  • Mantenha uma comunicação empática: ouça atentamente as emoções e preocupações, além de demonstrar empatia e validar os sentimentos. Evite impor a opinião de forma autoritária, busque entender o ponto de vista da criança.
  • Promova segurança afetiva: esteja verdadeiramente presente e disponível, ofereça apoio nos momentos difíceis. Crescer cercada de carinho desenvolve a inteligência emocional e social e evita a emergência de perturbações fisiológicas cerebrais, que uma vez instaladas são a origem de dificuldades afetivas na idade adulta.
  • Estabeleça limites claros e consistentes: defina regras e expectativas de comportamento de forma clara e consistente. Explique as razões por trás das regras e ajude a criança a entender as consequências das ações.
  • Seja um modelo de comportamento: demonstre os valores que deseja ensinar por meio do exemplo. Cultive um ambiente familiar onde o respeito mútuo e a cooperação são valorizados. Promova a resolução pacífica de conflitos através do diálogo aberto.
  • Dedique tempo de qualidade: reserve momentos especiais para estar com seus filhos, participando de atividades que eles gostem. Priorize o tempo de qualidade em detrimento da quantidade de tempo dedicado. Esteja presente e envolvido nas vidas dos filhos, mostre interesse genuíno por suas experiências e interesses.


Catherine Gueguen - pediatra há 27 anos no Hospital Franco-Britânico, localizado em Levallois-Perret, França. É especializada em apoio parental, com formação em haptonomia (ligação por meio do contato físico) e comunicação não violenta. Ministra conferências e lidera grupos de trabalho sobre o apoio na educação de crianças pelo viés da neurociência para médicos, psicólogos, educadores e doulas. Tornou-se referência mundial na área da educação e da infância após o sucesso do livro Pour une child bonne.


Saúde mental no ambiente corporativo deve fazer parte da estratégia de negócios das empresas

 Após 24 anos, em novembro de 2023, o Ministério da Saúde atualizou a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). A publicação das novas diretrizes, que visam orientar a atenção integral à Saúde do Trabalhador, inclui 165 patologias ocupacionais, entre elas o burnout, transtornos depressivos e de ansiedade, além da covid-19.

Essa mudança tem por objetivo dar mais segurança aos trabalhadores, uma vez que os transtornos de saúde mental deixam de ser tratados como casos isolados e se tornam responsabilidade das empresas, que a partir deste ano devem ajustar suas políticas de cuidados e atenção aos trabalhadores para tornar o ambiente de trabalho mais saudável.

A saúde mental pode ser considerada como um estado de bem-estar emocional, psicológico e social que permite às pessoas lidarem com as situações diárias de forma eficaz e adaptativa. Alguns indicadores de boa saúde mental incluem equilíbrio emocional, resiliência, autonomia, relacionamentos interpessoais saudáveis, propósito de vida e adaptação às mudanças. É importante lembrar que a saúde mental é um espectro e que é normal se deparar com desafios emocionais ao longo da vida. No entanto, se uma pessoa estiver enfrentando dificuldades persistentes que afetam significativamente a qualidade do seu dia a dia, é importante buscar apoio profissional.

Dentro das organizações, a saúde mental é fundamental para o bem-estar dos funcionários, assim como para o desempenho da empresa. Uma cultura organizacional que a promova cria um ambiente de trabalho mais positivo e produtivo. Funcionários com boa saúde mental tendem a ser mais engajados, motivados e resilientes, resultando em maior produtividade e menor absenteísmo e rotatividade.

Nesse cenário, o profissional de Recursos Humanos tem um papel fundamental, pois deve participar da criação de um ambiente de trabalho favorável ao bem-estar emocional. Isso inclui a implementação de programas de apoio psicológico, treinamento de gestores para lidar com questões relacionadas à saúde mental e a oferta de recursos para lidar com o estresse e a ansiedade.

Para promover o bem-estar psicológico dos seus profissionais, é recomendado que as empresas invistam no desenvolvimento de uma cultura de apoio e respeito. Isso é possível a partir de iniciativas que envolvem uma comunicação transparente, a promoção do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, para o gerenciamento do estresse e a carga de trabalho, e o desenvolvimento de uma liderança empática, que inclua apoio gerencial.

Atualmente, temos visto muitas empresas aplicando boas práticas com o objetivo de tornar a vida do trabalhador mais saudável. Elas assumiram a responsabilidade de acabar com o estigma e o preconceito em relação a questões psicológicas, promovendo a conscientização, criando uma cultura de abertura, oferecendo recursos e apoio, desenvolvendo políticas de inclusão e eliminando linguagem e comportamentos estigmatizantes.

A partir desses exemplos, temos observado o quanto o diálogo sobre saúde mental é fundamental para criar um ambiente mais solidário e inclusivo. Isso não só beneficia os funcionários, mas também melhora a produtividade e a cultura organizacional. Ao desmistificar a saúde mental no local de trabalho, as empresas podem identificar e responder mais eficazmente às necessidades de seus profissionais, oferecendo recursos e suporte adequados.

Algumas práticas que empresas estão adotando para promover a saúde mental dos funcionários e que podem inspirar outras organizações incluem:

  • Oferecer flexibilidade no trabalho, como trabalho remoto e horários flexíveis;
  • Implementar programas de bem-estar mental, como workshops e recursos on-line sobre gerenciamento do estresse e técnicas de relaxamento;
  • Disponibilizar aconselhamento e terapia;
  • Realizar treinamentos para gerentes sobre como reconhecer sinais de problemas de saúde mental;
  • Gerenciar a carga de trabalho dos funcionários de forma equilibrada e oferecer apoio durante períodos de alta demanda;
  • Estabelecer protocolos e recursos para oferecer apoio em momentos de crise.
  • Incentivar práticas de autocuidado, como pausas regulares durante o expediente e atividades físicas;
  • Realizar avaliações regulares de saúde mental para identificar questões passíveis de melhoria.

Em resumo, a promoção da saúde mental nas empresas não só beneficia o bem-estar individual, mas também é essencial para o sucesso dos negócios, e será um tema central nos debates do setor de RH daqui para o futuro. Portanto, as lideranças das organizações devem estar atentas e começar a investir em programas e políticas adequadas. Com isso, os resultados serão benéficos para todos!

 

Ícaro Tambori - psicólogo e Head de Programas e Projetos de Atração e Seleção do Grupo Soulan.


5 dicas para a saúde mental no ambiente de trabalho: um imperativo para o bem-estar e a produtividade

Brasil é o segundo país no mundo com mais casos de Síndrome de Burnout, doença ocupacional que acomete cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros

 

O aumento da pressão por desempenho, competitividade e a constante busca por resultados podem afetar a saúde mental dos trabalhadores. No Brasil, cerca de 30% dos trabalhadores sofrem com a Síndrome do Burnout, segundo dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt).

 

Essa Síndrome, doença ocupacional reconhecida e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, é um estado de esgotamento físico e mental causado pelo trabalho excessivo ou prolongado, especialmente em condições de estresse crônico. Também é conhecida como síndrome do esgotamento profissional, ela se caracteriza por sentimentos de exaustão, cinismo e baixa realização profissional. Pode afetar pessoas que lidam com alto nível de responsabilidade e pressão no trabalho. O tratamento geralmente envolve a redução do estresse, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, terapia.

 

Ainda que o trabalhador não tenha desenvolvido a Síndrome do Burnout, a pressão no dia a dia profissional pode provocar estresse e desencadear uma série de outros problemas de saúde, como pressão alta, gastrite e dores musculares. Porém é possível ter uma relação mais saudável com o trabalho e evitar danos à saúde. Confira cinco dicas da Refuturiza, ecossistema de educação e empregabilidade, que podem ajudar a preservar a saúde mental.

 

1) Autoconhecimento 

Quanto tempo é necessário para executar determinada tarefa? Em um dia, quantas tarefas são possíveis de serem realizadas? Essas contas precisam ser feitas, pois assim é possível saber quantos compromissos cabem na agenda diária, semanal, mensal, ou seja, o que é possível executar nas horas disponíveis para o trabalho.

 

Obviamente algumas tarefas irão tomar mais tempo devido a imprevistos, enquanto outras serão realizadas em um tempo menor do que o programado. Mas saber uma média ajuda a se programar e antever os excessos.

 

Assim, essa organização é o primeiro passo para programar a rotina. Investir em um curso de gestão de tempo é um ótimo começo.

 

2) Organização 

É importante dominar o trabalho e não o contrário, sendo alto o percentual de profissionais que, por dizerem sim a tudo, acabam se vendo num estado de estresse bastante acentuado.

 

O primeiro passo para reverter esse quadro é organizar sua lista de afazeres. Para isso, é preciso distinguir as tarefas e classificá-las por ordem de importância, urgência e prioridade.

 

O que é realmente importante? E entre essas tarefas, quais são prioridade? Quantas delas é possível concluir em um dia? Quantos dias serão necessários para fechar a lista? 

 

3) Saiba dizer não  

Existem muitas razões por trás da dificuldade de estabelecer limites e entre elas está o medo de rejeição e o desejo de agradar a todos. E o receio de dizer “não” se torna ainda mais intenso no ambiente de trabalho, por conta do medo do desligamento.

 

Porém, é essencial estabelecer limites e dizer não para tarefas e demandas que estão além das funções ou que não cabem no tempo disponível. É um sinal de maturidade, autoconhecimento e respeito. Um curso de Resiliência e Resultado pode ajudar no percurso profissional.

 

4) Invista na endorfina 

A endorfina é conhecida como o hormônio da felicidade e sua produção está diretamente à boa alimentação, hidratação e exercícios físicos, responsáveis por equilibrar a mente.

 

Um curso de Comida Saudável é uma ótima forma de tomar conta da própria alimentação e fazer escolhas equilibradas.

 

5) Entenda a raiz do problema 

Existem casos em que o estresse e o burnout são consequência de um relacionamento profissional tóxico. Isso pode vir da liderança ou mesmo de outros colegas e o importante é verificar se há meios de interromper o ciclo dos abusos.

 

A médio e longo prazo, as relações tóxicas trazem um forte impacto negativo para a saúde. E a trajetória profissional deve ser um caminho de construção, não de adoecimento. 

 

Se dentro da empresa não há mais espaço, desenhe um plano de ação para buscar um outro trabalho. Um curso de Recolocação Profissional pode contribuir para uma transição assertiva.



Mais que uma expressão artística: Descubra os benefícios de se exercitar ouvindo música

pexels_Antoni Shkraba

Recentemente, o Spotify, divulgou o recorde de mais de US9 bilhões pagos anualmente em 2023. Com a maior facilidade de ouvir música em qualquer lugar e quando quiser, a população mundial vem interagindo mais com essa forma de expressão artística, como durante as atividades físicas, por exemplo.

Para Caique Ferreira, professor de aulas coletivas da Bio Ritmo, rede de academias high end, a música torna as atividades físicas prazerosas, sejam em grupo ou individuais. “Notamos como a música influencia a performance dos nossos clientes. A depender do som, eles se sentem mais motivados a continuar ou até aumentar a carga e a série”, pontua o especialista. 

Treinar escutando música pode melhorar significativamente a experiência do exercício, tornando-o mais agradável e motivador – além de ser cientificamente eficaz. Abaixo, alguns dos benefícios de ouvir música durante as atividades físicas:
 

1.Distração na percepção de esforço:

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Oxford, praticar exercícios físicos ouvindo uma música que goste, ajuda a distrair o corpo da dor sofrida, devido aos estímulos sensoriais. Dessa forma, seu desempenho pode até aumentar, pois você consegue se concentrar mais no exercício do que nas sensações desagradáveis que podem causar, a princípio.


2. Melhora do humor e redução do estresse:

A música por si só já tem o poder de alterar o estado emocional das pessoas, mas quando combinada com atividades físicas, podem evidenciar ainda mais esse sentimento de prazer e alegria. Em outra pesquisa feita também pela Universidade de Oxford, foi descoberto que treinar ouvindo seus gêneros musicais favoritos, elevam o nível de serotonina, hormônio responsável pelo bem-estar, evidenciando uma melhora no bom humor para realizar atividades físicas.


3. Auxilia no ritmo de treino

Outro benefício da música é no ritmo do treino. Um estudo de 2021 do Instituto pela Saúde e Esporte em Melbourne, Austrália, mostrou que músicas com ritmos mais rápidos de, em média, 120 bpm (batidas por minuto) são os que mais demonstraram benefícios entre os pesquisados. Ao aumentar as batidas, a intensidade subia também – junto com os resultados.


4. Aumenta a concentração

Em atividades como yoga ou musculação que exigem bastante concentração, ouvir trilhas sonoras também podem ajudar a focar mais nos exercícios, bloqueando distrações externas e outros barulhos que poderiam atrapalhar.

A experiência prática de Caique reforça a teoria: “Em práticas como yoga e aulas de dança, notamos como a música ideal é importante para o aluno entrar em foco. Respectivamente, sons relaxantes, da natureza, pois combinam mais com o momento do encontro entre o corpo, a mente e a respiração; e músicas rápidas, intensas, em que a coreografia acompanha a batida”, finaliza.


Bio Ritmo

 

Giselle Kenj explica como a dança egípcia auxilia na saúde, emagrecimento e autoestima

A bailarina Giselle Kenj é referência no Brasil em dança egípcia, com 30 anos de carreira apresenta em seus shows diversas modalidades desse estilo que já foi muito praticado por sacerdotisas e até mesmo por rainhas no Antigo Egito, como a ousada dança com a espada, a clássica, que não utiliza nenhum objeto, até variações que usam candelabros, pandeiro, véus, taças e serpentes, com cobras medindo até 3,15m de comprimento.

A dança egípcia oferece uma série de benefícios para o corpo, auxilia da saúde cardiovascular, os movimentos fluidos e ondulatórios ajudam a aumentar a flexibilidade e a amplitude de mobilidade das articulações, por envolver uma variedade de grupos musculares, fortalece e tonifica o corpo, especialmente os músculos do core, quadris e pernas, corrige a postura, trabalha a consciência corporal, alivia o estresse, melhora o humor com a liberação de endorfinas e atua na prevenção de algumas doenças, como a osteoporose.

De acordo com Giselle, a atividade foi uma grande aliada pós-pandemia, não só para emagrecimento, que com uma hora de aula é possível eliminar de 400 a 700 calorias, mas também para acabar com as dores no corpo, ajudar no desenvolvimento da sensualidade feminina e como complemento no tratamento para depressão e ansiedade.

Praticando a dança três vezes por semana e com uma boa alimentação, fica mais fácil manter a boa forma e aflorar ainda mais a sensualidade. Os benefícios físicos são sentidos de acordo com o tempo e a dedicação, em quatro meses já se pode ver a diferença, os músculos mais enrijecidos, melhor postura corporal e perda de gordura”, diz a bailarina.

Formada em biologia, Giselle quando trocou a profissão por um sonho, utilizou o conhecimento adquirido na universidade sobre o funcionamento do corpo humano e mudou alguns hábitos em prol do bem-estar, autoestima e saúde. A transição para a dança foi crucial em sua vida e atualmente, com 60 anos e no auge da sua melhor forma, ajuda outras mulheres a encontrar o equilíbrio entre o corpo e a mente. 



Giselle Kenj
Instagram: @gisellekenj


Pesquisa inédita aponta que 69% das mulheres já sentiram alguma pressão estética no ambiente de trabalho

 Dentre os principais motivos apontados pelo estudo encomendado pela The Body Shop, estão o peso corporal, o não uso de maquiagem e as preocupações com o cabelo

 

A cobrança por um padrão de beleza impacta diretamente o crescimento de carreira das mulheres. Cerca de 40% delas acreditam ter perdido oportunidades profissionais devido à aparência. Esses dados fazem parte do estudo da The Body Shop em uma colaboração com o Instituto Plano de Menina - projeto social que tem como missão capacitar e conectar meninas de periferias a grandes oportunidades que as tornem protagonistas de suas histórias -, que investiga o impacto dos padrões estéticos para as mulheres no mercado de trabalho.  

A pesquisa adota uma abordagem abrangente, estruturada em duas fases distintas: uma fase qualitativa e outra quantitativa. Dentro dessas etapas, são explorados temas como a relação entre autoestima e padrões estéticos, o impacto dos ideais de beleza no contexto do mercado de trabalho, a relação entre profissionais de recrutamento e seleção versus a aparência dos candidatos e as estratégias adotadas pelas  mulheres, no Brasil, para lidar com essa dinâmica. 

O estudo aponta que após sofrer pressão estética, 45% das mulheres já modificaram a aparência para se adequar aos padrões de beleza no ambiente profissional. Surpreendentemente, 50% dessa pressão provém dos próprios colegas de trabalho, seguido por pressões internas, onde as mulheres se comparam umas com as outras (31%).  

"Por meio dos dados obtidos através desta pesquisa, buscamos promover um debate sobre um tema de extrema importância, não apenas para as empresas, mas também para toda a sociedade. Como uma marca comprometida com a promoção da beleza justa, inclusiva e livre de padrões irreais, assumimos o compromisso de nos posicionar firmemente contra qualquer forma de pressão estética, celebrando a singularidade de cada pessoa”, afirma Paula Pimenta, General Manager LATAM da The Body Shop.

A pressão estética no ambiente de profissional transcende o desconforto com a aparência. Esse fenômeno levou as mulheres a duvidarem de seus potenciais profissionais. Quando questionadas sobre os sentimentos após a pressão, 56% afirmam que o desempenho no trabalho sofreu quedas significativas.  

Além da estética, a pesquisa destaca como a pressão por uma aparência padrão impacta diretamente o crescimento de carreira das mulheres. "Me senti absurdamente mal, devido estar acima do peso e a empresa usar disso como um empecilho inclusive de promoção", mencionou uma das mulheres.  Alarmantemente, 60% das mulheres entrevistadas percebem uma falta de diversidade estética e racial nos cargos de liderança e acreditam que pessoas que estão dentro do padrão estético imposto pela sociedade, tem maiores chances de atingir cargos altos, pois a beleza conta como um fator de decisão. “Eu sou uma mulher preta e gorda, e nunca tive um chefe da minha cor”, diz entrevistada.  

Viviane Duarte, presidente do Instituto Plano de Menina e CEO do Plano Feminino, ressalta de forma contundente a importância da união e do engajamento em iniciativas transformadoras, como essa pesquisa conduzida em parceria com a The Body Shop. Diante dos dados reveladores sobre a persistência dos padrões estéticos no mercado de trabalho, ela enfatiza: "A força da mudança reside na nossa capacidade de nos unirmos, de desafiar o status quo e de promover uma revolução na forma como as mulheres são percebidas e valorizadas no ambiente profissional. Essa é uma transformação urgente para que o mercado acolha cada vez mais meninas e mulheres sem ferir quem são, adoecê-las e impactar o desempenho profissional, uma vez que muitas já enfrentam diversos outros desafios só para chegar nesses espaços". 

Em suma, a pesquisa proporciona uma visão profunda e respaldada estatisticamente, dos desafios enfrentados por mulheres no ambiente de trabalho, instigando reflexões e promovendo ações para transformar a cultura corporativa e a sociedade como um todo. Territórios esses, nos quais a The Body Shop já atua historicamente, com foco em promover iniciativas sociais e ambientais como pilares fundamentais. 



Viviane Duarte - fundadora e CEO do Plano Feminino - consultoria pioneira que há 14 anos atua construindo narrativas na propaganda e ações corporativas que promovam equidade de gênero e diversidade, atrelados a negócios que promovam receita e impacto social por meio de projetos de Branded Content, entre outros atendendo empresas e marcas como: Unilever, Seda, Bayer, Amaro, Itaú, Pepsico, DPZ&T, Heineken, Samsung, BETC, Talent, Publicis, Amaro, The Body Shop, Avon, O Boticário, Natura&Co, Sazon, entre outras. É presidente do Instituto Plano de Menina, projeto social com foco em capacitar e conectar meninas a oportunidades de trabalho e bolsas de estudo, por meio de workshops sobre autoestima, educação financeira, empreendedorismo, carreira, entre outros.
@avividuarte
@planofeminino
@planodemeninaoficial


Especialista em transtornos alimentares explica que a busca pela magreza pode virar doença

A nutricionista Thayane Fraga, do núcleo de transtornos alimentares da Holiste Psiquiatria, explica que a pressão estética pode levar ao adoecimento físico e mental


A cantora sertaneja Maiara, que faz dupla com a irmã Maraisa, recentemente gerou preocupação na internet por causa de sua aparência. Com 1,54 metros de altura, a artista, que passou por reeducação alimentar, cirurgia bariátrica e lipoaspiração, está pesando 47 quilos. A nutricionista Thayane Fraga, do núcleo de transtornos alimentares da Holiste Psiquiatria, explica que não é possível afirmar se a cantora está passando por um problema maior, mas aponta que a linha entre o cuidado com a saúde e a busca pelo corpo perfeito é tênue e cada vez mais causa adoecimento.

"Erramos ao pensar que a busca pelo corpo perfeito significa uma vida saudável. A pressão estética tem levado muitas pessoas ao adoecimento, não apenas físico, mas também mental. Percebe-se um número crescente de pessoas que lutam contra problemas de imagem corporal, hábitos alimentares e exercícios inadequados. E o principal culpado dessa situação é a idealização social em relação à magreza", complementa a especialista. 


Os perigos do "Corpo Perfeito"

A nutricionista alerta que o problema do corpo perfeito é que ele não existe, é uma idealização que pode acabar tomando uma proporção adoecedora na vida da pessoa e não está necessariamente relacionada apenas à magreza. Existem outros transtornos obsessivos compulsivos, como a vigorexia, em que o paciente nunca se acha suficientemente musculoso e, por isso, realiza a prática excessiva de exercícios físicos.

"A obesidade é uma doença e pode gerar inúmeras complicações, mas engana-se quem acha que o oposto não pode ser igualmente perigoso. Estudos apontam que o maior contribuinte ambiental conhecido para o desenvolvimento de transtornos alimentares é a promoção de um ideal de beleza feminina centrado na magreza, isso leva ao excesso de dietas restritivas e comportamentos não-saudáveis para controle de peso, assim como o uso indiscriminado de medicamentos e procedimentos invasivos tem se tornado preocupante", esclarece.

Com a popularização de procedimentos e medicamentos que se dizem milagrosos, como a Ozempic, utilizada para o tratamento de diabetes, mas que se tornou uma aliada importante na perda de peso, quando há indicação médica, a especialista do núcleo de transtornos alimentares da Holiste Psiquiatri chama a atenção para que, além do peso, os profissionais de saúde se atentem aos possíveis excessos em busca do corpo perfeito, que pode indicar problemas graves de autoimagem.

Quando o assunto é saúde mental, a informação é o primeiro passo para o tratamento. Para saber mais sobre transtornos alimentares, acesse: https://holiste.com.br/


Abril Laranja: mês contra os maus-tratos animais

Cerca de 30 milhões de animais estão abandonados nas ruas do Brasil, segundo a OMS; Especialista explica a importância do conceito de “bem-estar animal”

 

Estimativas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022 apontaram que 30 milhões de animais domésticos estão abandonados nas ruas, sendo 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Com um número tão expressivo, é importante que a população consiga atentar-se ao bem-estar desses animais e lutar contra a crueldade que ainda sofrem. Por isso, o movimento Abril Laranja foi criado como iniciativa pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade a Animais (ASPCA) - e acontece em todo o Brasil - com objetivo de combater os maus-tratos de animais por meio de comunicações e ações sobre a causa. 

De acordo com Leandro Ranucci, coordenador do curso de Bem-estar Animal da UniCesumar, a importância do Abril Laranja se deve, sobretudo, a mudar esse cenário. “Apesar dos altos números, sabemos que estes são subnotificados. Isso significa que ainda existem muitos outros animais que sofrem de crueldade que não foram computados. Por isso, um mês dedicado a essa causa enfatiza a relevância de cuidar adequadamente dos animais, levando a um processo de sensibilização e conscientização da população acerca de maus-tratos e, até mesmo, incentivando a ‘adoção responsável’ por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs)”, pontua. 

O coordenador também explica que alguns animais são capazes de ter senciência, ou seja, a capacidade de perceber e responder a estímulos de uma maneira consciente. “Muitos animais, assim como nós, são capazes de experimentar sensações e emoções, como dor, alegria, tristeza, dentre outros estados emocionais. Esta percepção tem levantado questões éticas de como promover o bem-estar animal de uma maneira empática e humanizada. É essencial garantir o acesso à água, comida, abrigo e espaço adequado que os permitam expressar comportamentos naturais. O tratamento gentil, legislação protetora e conscientização sobre a senciência animal são essenciais para garantir a proteção dos animais nos dias de hoje”, destaca.
 


UniCesumar
Mais informações sobre a graduação podem ser encontradas em Link.

 

O que levar em consideração na hora de adotar meu pet?

Brasil tem 30 milhões de cães e gatos em situação de rua; posse responsável é o caminho

 

Diariamente, 30 milhões de animais circulam pelas ruas brasileiras sem as condições básicas de convivência como moradia, água e alimentação. Os dados de 2022 são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que revela ainda a existência de 10 milhões de gatos e outros 20 milhões de cães abandonados. 

A médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), do Grupo UniEduK, Dra. Aline Ambrogi, revela que este cenário é consequência da falta de comprometimento do tutor com o bem-estar do pet. 

“O motivo principal do abandono é a irresponsabilidade na hora de comprar ou adotar o pet e não se preparar financeiramente e estruturalmente para isso. Afinal, os animais vivem em média 12 anos e durante esse tempo tudo pode acontecer”, revela. “Separações, mudanças no trabalho, problemas de saúde com o animal são alguns imprevistos. Apesar disso, a posse responsável significa que o animal será de sua responsabilidade por muito anos, independente dos acontecimentos inesperados.” 

Pesquisa divulgada em 2023, pelo Instituto Pet Brasil, revelou que o país possui cerca de 185 mil animais abandonados ou resgatados e que estão sob tutela de organizações não governamentais (Ongs) e grupos protetores. Desse número, 60% são resgatados após maus-tratos e 40% frutos de abandonos. 

Entre os principais motivos do abandono, de acordo com uma pesquisa publicada pela Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, estão os problemas comportamentais dos cães (46,8%); mudanças na disponibilidade de espaço ou nas regras de conduta social do espaço ocupado pelo ser humano (29,1%); o estilo de vida do proprietário do cão (25,4%) e a diferença entre a expectativa ao adquirir o cão e a realidade de cuidados necessários (14,9%). 

O abandono dos animais é crime no Brasil, de acordo com as leis federais 9.605/98 (art. 32), conhecida como Lei de Crimes Ambientais; e 13.426/2017, popularmente chamada de Lei Sansão. Há ainda um acordo universal com 5 liberdades que garantem bem-estar ao animal e devem ser aplicadas a todas as espécies. São elas: livre de sede, fome e má nutrição; livre de desconforto; livre de dor e doenças; livre de medo e estresse; além de liberdade de expressarem seus comportamentos.

 

Problemas sanitários 

Entretanto, o acúmulo de animais de rua é cada vez mais comum e pode trazer malefícios não somente ao pet, mas também prejuízos às questões sanitárias. É o que alerta o médico-veterinário e supervisor da Clínica de Pequenos Animais do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), do Grupo UniEduk, Dr. Igor Moretto Soffo. 

“Animais abandonados tornam-se errantes e podem ser vetores de doenças tanto para humanos quanto para outros bichos. Estes podem ficar doentes e encarar sofrimento e dor, podendo ainda atacar outros animais. Há ainda o risco de causarem acidentes automobilísticos e prejuízos materiais”, salienta. 

Como medidas para reduzir o abandono de animais no Brasil, os médicos-veterinários da UniFAJ e UniMAX destacam a importância de execução de algumas medidas. 

“A questão mais importante é a campanha de castração para beneficiar tutores de baixa renda. Quanto maior for o número de animais castrados, menor será a reprodução exponencial deles durante os anos. Além disso, as campanhas devem levar a informação sobre posse responsável, para que as pessoas se conscientizem de que um animal viverá por muitos anos e o tutor é responsável por seu bem-estar. “Adotar ao invés de comprar também é uma forma de diminuir o número de animais abandonados”, revela Aline. “Punições efetivas, criminal e administrativa, focadas em repreensão aos maus tratos, ajudaria na investigação e caracterização do crime, permitindo assim a entrada de valores que podem ser investidos na causa”, complementa Igor.

 

Confira 7 dicas para uma adoção responsável 

1 – Tempo disponível: O animal é também um membro da família e, diariamente, precisa de atenção do tutor; 

2 - Espaço disponível: é necessário ter um espaço físico adequado para que o pet tenha os cuidados mínimos de higiene e para gastar suas energias; 

3 – Ambiente familiar: promova uma integração do animal com as pessoas/animais da casa, para que ele sinta cada vez mais parte da família; 

4 – Conheça a raça: é preciso conhecer a fundo sobre o temperamento do animal, pois cada raça tem a sua peculiaridade; 

5 – Expectativa x Realidade: é preciso aceitar que a expectativa criada nem sempre acontece na prática. Por isso, tenha paciência com o pet; 

6 – Saúde é investimento: assim como os humanos, cães e gatos necessitam de acompanhamento médico, se possível a cada seis meses; 

7 – Vida saudável: é fundamental conhecer o tempo de vida do animal e a convivência saudável durante todas as fases de sua vida.

 

Grupo UniEduK - composto pelo Centro Universitário de Jaguariúna - UniFAJ, Centro Universitário Max Planck - UniMAX e Faculdade de Agronegócios de Holambra – FAAGROH, instituições reconhecidas com nota máxima (5) pelo MEC em corpo docente, infraestrutura e Projeto Pedagógico do Curso (PPC). Com a missão de promover a educação socialmente responsável, com alto grau de qualidade, propiciando o desenvolvimento dos projetos de vida dos alunos, o Grupo UniEduK tem como foco transformar o futuro das pessoas, na prática. Para tanto, dispõe de moderna infraestrutura em 9 campis, equipados com Hospital Veterinário, Interclínicas e Centro Clínico de Especialidades Médicas. Tendo como mote fornecer uma educação de qualidade e prática que empregue pessoas, o Grupo UniEduK não mede esforços para investir em inovação, pessoas, infraestrutura e tecnologias que façam a diferença na formação profissional.


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