Pesquisar no Blog

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Dia da gratidão (06/01): pacientes encontram nos corredores de hospitais motivos para agradecer


Com tantos internamentos, Lucas Camargo passou a considerar profissionais do HUC como parte da família
Divulgação

Cirurgias raras e atendimento humanizado em urgências fazem parte das histórias de quem recebeu dos profissionais de saúde uma nova chance de viver

 

Um vídeo, um bilhete, uma faixa, uma mensagem ou simplesmente um muito obrigado. A gratidão faz parte da rotina de unidades hospitalares, em que profissionais da saúde têm sido a única luz de esperança para muitos pacientes, principalmente durante a pandemia. Um sentimento que o curitibano Lucas Camargo, de 20 anos, conhece bem. O jovem passou a considerar como parte da sua família a equipe do hospital que o atendeu após ficar tetraplégico em uma queda de cama elástica. Desde novembro de 2018, tornaram-se recorrentes as suas idas ao Hospital Universitário Cajuru, de Curitiba (PR), 100% SUS e referência em traumas. 

Ele precisou se adaptar a viver em uma nova condição e, aos poucos, aprendeu a ser grato pelas pequenas conquistas. “Quando venho para o hospital sei que minha saúde não está bem, mas também sei que vou encontrar profissionais queridos que guardo no meu coração”, conta Lucas. ”Aprendi que, enquanto há vida, há esperança. Viver com a minha deficiência é difícil, mas isso não vai me parar. Eu continuo lutando pela vida e em todo lugar que vou espero levar apenas alegria”, se emociona.


Recomeços

No Hospital Marcelino Champagnat, também de Curitiba, aparecem novas lembranças de finais felizes para contar. Foi ali que, aos 31 anos, a curitibana Karina Andressa Rodini começou a escrever uma nova história, após realizar uma cirurgia delicada e não convencional para a retirada de um tumor de cerca de 35 quilos. A doença responsável pelos tumores gigantes é a neurofibromatose, que foi diagnosticada antes dos dois anos de idade e exigiu que ela fosse submetida a dez cirurgias de grande porte e várias pequenas entre 2012 e 2018.

A expectativa para a melhora da qualidade de vida começou a crescer quando ela conheceu o cirurgião plástico Alfredo Duarte, que passou a fazer contato com um cirurgião renomado e com vasta experiência na retirada de tumores causados pela neurofibromatose, o norte-americano McKay McKinnon. A cirurgia, realizada em novembro de 2021, permitiu que atividades simples como caminhadas e passeios pudessem voltar a fazer parte da rotina da jovem.

"Sentimento de gratidão e de alívio. Agora são novos passos. Nova Karina, nova vida, novos passos. Não tem como explicar. É o maior presente que eu ganhei", comemorou logo após o procedimento. “Quero que as pessoas saibam que é importante não desistir dos sonhos, por mais difícil que seja”.


Férias longe das telas

Dicas de como aproveitar mais o período de descanso com a família e amigos 


Brincar é uma importante ferramenta de expressão e comunicação e que deve ser estimulada no período das férias, conforme apontam as professoras Isabela Censi e Mayra Arantes, do Colégio Marista Champagnat de Ribeirão Preto, que incentivam os estudantes a substituir os celulares, tablets e afins por brincadeiras lúdicas e criativas.

 

Além de descansar a mente, brincadeiras e jogos – em casa ou ao ar livre - promovem união e aprendizado familiar. “Unir a família para uma partida de jogos de tabuleiro é uma ótima opção. Além de divertir, essa forma de entretenimento é muito eficaz para fortalecer os vínculos e os valores”, diz Mayra.

 

Não é segredo para ninguém que as crianças gostam de liberdade para criar e brincar à vontade. Por isso, especialmente nesse período, é importante que os pais dediquem um pouco do seu tempo para brincar junto e participar ativamente. “Para obter o máximo benefício, as atividades devem ser selecionadas e personalizadas com base na idade e nos interesses das crianças”, afirma Isabela. As crianças levam as brincadeiras a sério, conforme ressalta Mário Quintana: “As crianças não brincam de brincar, brincam de verdade”.


 

Confira algumas sugestões de atividades para as férias:

 

Contação de histórias: a imaginação e o faz de conta fazem parte do cotidiano infantil e, por meio das histórias, a criança desenvolve noções de sequência lógica de fatos e tempo, amplia o vocabulário, bem como seu repertório cultural. Essa é uma atividade que pode e deve ser realizada em família, garantindo momentos divertidos e significativos.

 

Montar cabanas: é possível criar brincadeiras utilizando os recursos disponíveis em casa.  Escolha dois móveis como, por exemplo, duas cadeiras ou dois sofás e cubra-os com um lençol. Sua cabana está pronta! Se preferir, decore o cenário utilizando objetos da casa e deixe aflorar a criatividade.

 

Fantasia: brincadeira bastante apreciada pelas crianças! Podem ser utilizadas fantasias prontas ou criados figurinos improvisados. Mais do que diversão, a fantasia infantil promove o desenvolvimento de diferentes habilidades, como: criatividade, imaginação e sociabilidade. Além de ser um recurso interessante para trabalhar as emoções, uma vez que, por meio do faz-de-conta, ao representar um personagem, as crianças costumam apresentar maior facilidade para expressar seus sentimentos e lidar com as frustrações. Você pode, ainda, montar uma peça de teatro utilizando sua fantasia.

 

Mímica: garantia de bons momentos de diversão. Brincadeira na qual os participantes devem descobrir o que está sendo representado por meio de expressões corporais, a única regra é não poder falar. Esse jogo promove o desenvolvimento da consciência corporal e da concentração, além de mobilizar a memória e os conhecimentos prévios.

 

Fazer uma horta no quintal ou plantar temperos em vasos: essa proposta é um bom passatempo e amplia o conhecimento sobre o crescimento das plantas, desde a germinação até o momento de colher e ir para a mesa. O contato e o cuidado com as plantas, promovem o respeito com a natureza e noções de responsabilidade, uma vez que será necessário, por exemplo, regar e observar se o local está adequado para o desenvolvimento desse ser vivo.

 

Mestre cuca: crianças adoram ajudar na cozinha, então, que tal convidá-las para selecionar receitas saudáveis e realizar uma oficina culinária? Você pode, inclusive, utilizar ingredientes da sua horta! Embora essa já seja uma vivência bastante apreciada, é possível transformá-la em brincadeira, escolhendo alguém para ser o “juiz” e avaliar os pratos seguindo diferentes critérios, como sabor, beleza e apresentação.

 

Jogos de tabuleiro: são uma excelente opção para brincar em família. Além de divertidos, desenvolvem habilidades, como compreensão de regras, raciocínio e auxiliam no processo de lidar com o sentimento de frustração.

 

Práticas de esporte: também são uma forma de brincar e deixar a saúde em dia. Por meio de atividades, como passear com o cachorro, andar de bicicleta, correr ao livre, nadar, entre tantas outras opções, há o estreitamento de vínculos e desenvolvimento de habilidades motoras.

 

Colégios Maristas

www.colegiosmaristas.com.br


Patrimônio de Ribeirão Preto ilumina fachada no mês Janeiro Roxo

Fachada do Theatro Pedro II
Arquivo Theatro Pedro II

Teatro Pedro II ilumina fachada de roxo em alusão ao mês de conscientização sobre a hanseníase


O Theatro Pedro II de Ribeirão Preto, terceiro maior teatro de ópera do Brasil, entra na campanha “Todos contra a hanseníase”, da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), durante o mês Janeiro Roxo, dedicado a ações de conscientização sobre a hanseníase. A doença está na lista de Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) e os especialistas alertam para a endemia oculta de hanseníase no país. A fachada do teatro ficará iluminada de roxo até o dia 10 de janeiro.

Segundo o médico dermatologista e hansenólogo, Claudio Salgado, presidente da SBH, existem de três a cinco vezes mais casos de doentes de hanseníase no Brasil sem diagnóstico. Isso porque o bacilo causador da hanseníase afeta os nervos e os sinais são confundidos com os de doenças como infarto, diabetes, problemas ortopédicos, artrite, artrose, fibromialgia, trombose etc. O diagnóstico é clínico – o médico avalia vários sinais e sintomas no paciente e pode solicitar exames adicionais. Por ano, cerca de 30.000 novos casos são notificados.

É comum o diagnóstico tardio da doença – o paciente convive com a hanseníase por vários anos sem ser percebido. Hanseníase é uma doença infecciosa, causada por um bacilo. A recomendação das autoridades de saúde é que todos os familiares e pessoas que convivem com um paciente diagnosticado com hanseníase sejam examinados. A chance de diagnóstico chega a ser até oito vezes maior entre os comunicantes.

O presidente da SBH alerta que é preocupante o índice zero ou próximo a isso de novos diagnósticos em inúmeras localidades brasileiras. “O Brasil um país de alta endemicidade para a hanseníase e a falta de diagnóstico em muitos municípios implica em pacientes não descobertos, transmitindo a hanseníase. É o que caracteriza a endemia oculta”.

Na grande maioria das vezes, o paciente chega com relato de dores no corpo, formigamento ou dormência nos pés ou braços. As manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele e que já apresentam diminuição de sensibilidade ao frio, ao calor, ao toque ou mesmo à dor – sinal importante da doença – não foram avaliadas nas inúmeras visitas anteriores a serviços de saúde públicos ou particulares. Os pacientes, geralmente, estão com hanseníase agravando dia após dia e transmitindo a seus comunicantes há vários anos – o paciente em tratamento regular não transmite mais a doença.


Theatro Pedro II

Para Nicanor Lopes, presidente da Fundação D. Pedro II, mantenedora do Theatro Pedro II, “é importante utilizarmos as ferramentas disponíveis para orientar a população sobre questões de saúde pública e o Pedro II é um instrumento cultural, educativo de inclusão e transformação social”.

O teatro foi inaugurado em 1930, sofreu incêndio em 1980 e, após cinco anos de restauração, foi reinaugurado em 1996, quando ganhou uma cúpula, com projeto assinado por Tomie Ohtake, e um lustre de cristal de 1.400 quilos. É tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo).

O Pedro II fica no Centro de Ribeirão Preto, no chamado Quarteirão Paulista.

“A utilização de um patrimônio cultural de tamanha importância na campanha ‘Todos contra a hanseníase’ acontece em um momento em que Ribeirão Preto registra aumento significativo de diagnósticos de hanseníase e a participação da sociedade civil em campanhas educativas é uma colaboração essencial no processo de aumento de diagnósticos para que consigamos chegar ao controle da doença na localidade”, diz o presidente da SBH.


Com estoque baixo, Maternidade de Campinas apela para mães contribuírem com a doação de leite

Bebê recebe leite materno no Hospital Maternidade de Campinas
Weverson Felipe


O Banco de Leite Humano do hospital conta apenas com a metade do estoque ideal para alimentar os bebês internados na UTI - Unidade de Terapia Intensiva - e na UCI - Unidade de Cuidados Intermediários - do hospital. Hoje, a média de armazenamento é de apenas 140 litros, em média, quando o volume para garantir o atendimento à demanda seria de, pelo menos, 200 litros. Por isso, o hospital inicia nova campanha para pedir às mães que façam a doação do leite excedente.


Com um estoque do Banco de Leite Humano de apenas 140 litros, em média, nos últimos meses, um volume considerado baixo do necessário para o atendimento de uma demanda de 40 leitos na UTI Neonatal (Unidade de Terapia Intensiva) e 22 na UCI (Unidade de Cuidados Intermediários) o hospital Maternidade de Campinas pede às mães que contribuam com a doação de leite excedente a fim de garantir o alimento para os bebês internados. Para as mulheres que residem em Campinas, a coleta é feita quinzenalmente nas próprias residências.

O volume ideal de armazenamento no Banco de Leite Humano é de, no mínimo, 200 litros, em média, por mês, para garantir certa tranquilidade no atendimento aos casos de hospitalização. Cada litro doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia. O leite materno é o único alimento completo para nutrir os bebês por, no mínimo, seis meses de vida de forma exclusiva, e até dois anos complementado com outros alimentos.

Coleta do leite materno no Banco de Leite Humano do Hospital Maternidade de Campinas
Weverson Felipe


De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), aumentar a amamentação ideal de acordo com as recomendações poderia evitar mais de 823 mil mortes de crianças e 20 mil óbitos maternos a cada ano, no mundo,

Nascem, por mês, em média, no Hospital Maternidade de Campinas, cerca de 750 bebês, dos quais 60% são atendidos pelos SUS (Sistema Único de Saúde). Embora a média seja de 25 nascimentos por dia, atualmente contamos apenas com 56 doadoras cadastradas.

“O aleitamento materno é a forma mais natural e segura de alimentar a criança no início da vida. No leite materno são encontrados diversos componentes imunológicos, tornando esta prática essencial para alcançar o crescimento e o desenvolvimento infantil adequados, além de promover benefícios para a saúde física e psíquica da mãe e do bebê. A criança amamentada pela mãe apresenta menor incidência de infecções, menor tempo de hospitalização e menor ocorrência de reinternações”, explica a médica pediatra dra. Tereza Aparecida Fernandes Mathiazzi.

                     

 

Como doar

Para ser doadora é necessário que a mulher seja saudável, que esteja amamentando o próprio filho e que tenha uma produção excedente de leite após a mamada. O primeiro passo é fazer contato prévio pelo telefone (19) 3306-6039 para o cadastramento, agendar a realização da coleta de sangue receber as orientações e os materiais para a coleta e armazenamento do leite.

A realização do exame de sangue é feita no ambulatório da Av. Francisco Glicério, nº 1913 e necessária para a verificação de sorologias de Sífilis, Hepatites B e C, doença de Chagas, HTLV (Vírus Linfotrópico da Célula Humana) e HIV (Aids).

          processamento de leite materno no Banco de Leite Humano do Hospital Maternidade de Campinas
Weverson Felipe 
   


“A coleta do leite é feita pelas próprias mães, em suas residências. Elas tanto podem entregar os frascos no Banco de Leite do Hospital Maternidade de Campinas ou aguardar a retirada quinzenal feita pela instituição em suas casas, para aquelas que residem em Campinas”, orienta Giovana Batista de Souza, coordenadora do Banco de Leite do Hospital Maternidade de Campinas.

 Amamentação - Banco de Leite Humano do Hospital Maternidade de Campinas
Weverson Felipe


Conheça as cinco letras que podem ajudar a um diagnóstico precoce de câncer de pele, que afeta por ano 185 mil brasileiros

O verão chegou e, depois de meses de confinamento por causa da pandemia, todo mundo quer aproveitar os avanços obtidos com a vacinação contra a Covid para realizar atividades de lazer ao ar livre. Mas é preciso ter cuidado com os passeios no parque, as idas à praia e até mesmo com o futebol com os amigos — e não estamos falando do distanciamento recomendado para evitar o coronavírus. É durante a estação mais quente do ano, com exposição solar sem proteção, que aumentam as chances do surgimento do câncer de pele. Por isso, além de não esquecer do filtro solar, uma boa ideia é apostar no autoexame que ajuda a ter um diagnóstico precoce de possíveis lesões, diminuindo as chances de complicações e aumentando a possibilidade de cura. A ferramenta, muito usada para detectar nódulos nas mamas, é ainda deixada de lado nos cuidados com a pele, mas de fundamental importância.  É preciso observar a pele!  Surgimento de uma nova pinta ou de uma que fuja do padrão das demais, conhecida como sinal do ‘patinho feio’, especialmente em quem já possui muitas, é um sinal de alerta. Feridas que criam casquinha, sangram e não melhoram nunca também merecem atenção", diz a oncologista Flora Lino, do Hospital Marcos Moraes, no Méier, Zona Norte do Rio. 

Para facilitar o auto-exame, a médica indica que se recorra às cinco primeiras letras do alfabeto. O “ABCEDE” pode ajudar a identificar lesões suspeitas ainda em estágio inicial, salvando vidas. “O  ‘a' se refere à  assimetria, o 'b' mostra a importância de se observar as bordas, que não podem estar irregulares”, o 'c' é um indicativo de cor, quanto mais tonalidades numa mancha, pior.  Já o 'd' é de diâmetro. Sugere que novas pintas com mais de 5 mm sejam examinadas. E, por último, a letra 'e' é de evolução. O paciente precisa saber se aquela pinta que sempre teve, mudou de aspecto”.

 O uso do protetor solar, alerta Flora, também é imprescindível. E não só para quem sai de casa. Ele deve ser aplicado mesmo por quem trabalha em home office, já que a exposição à luz do computador e do celular também traz danos à pele. E não basta passar o filtro uma vez e esquecer dele pelo resto do dia. É preciso retocá-lo a cada duas horas. “Uma opção é usar produtos voltados para esportistas, que têm fixação maior, mas mesmo estes precisam de reforço”, diz Flora, lembrando que a exposição direta ao sol requer cuidados extras. “Chapéu, óculos escuros, roupas com proteção UV são recomendadas, sempre aliadas ao uso do filtro. Muita gente acha que a vestimenta é suficiente, mas não”. Áreas que geralmente são esquecidas, como orelhas, pescoço, lábios e asas do nariz também podem ter tumores, portanto, nunca descuide delas.

Quem não conseguiu se precaver ou, mesmo com cuidado, apresenta lesões, tem boas notícias. Novas drogas têm ajudado no tratamento do câncer de pele, responsável por 30% dos tumores malignos diagnosticados no Brasil. Entre elas, está a terapia-alvo, voltada para melanomas, o tipo mais agressivo da doença. Segundo Flora, metade destes tumores possuem mutações no gene BRAF, identificáveis através de análise em material de biópsia da lesão.  Nestes casos, é possível que remédios combatam uma alteração na proteína que faz com que as células do melanoma cresçam e se proliferem rapidamente.  “Até pouco tempo atrás, não se tinha o que fazer em relação a um paciente que teve um melanoma ressecado, mas apresentava ainda alto risco de recidiva. Agora, é possível reduzir bastante ou até evitar o surgimento de novos tumores”, diz Flora.

A médica acrescenta que grande avanço se deu com a incorporação da imunoterapia, que anula os mecanismos de defesa das células tumorais, fazendo com que o sistema imune do paciente consiga combater o melanoma. “Pacientes que até então viviam meses quando havia metástase agora podem alcançar sobrevidas de anos e anos quando respondem bem ao tratamento”, diz.

Entre os tipos de câncer de pele existem os não-melanoma, que podem ser classificados em carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O primeiro é o tipo mais frequente, com crescimento normalmente mais lento. O diagnóstico se dá, usualmente, pelo aparecimento de uma lesão nodular rosa com aspecto peroláceo na pele exposta do rosto, pescoço e couro cabeludo. Já no carcinoma espinocelular, mais comum em homens, ocorre a formação de um nódulo que cresce rapidamente, com ulceração (ferida) de difícil cicatrização. Já o tipo melanoma é o mais agressivo. São geralmente os casos que se iniciam com o aparecimento de pintas escuras na pele, que apresentam modificações ao longo do tempo. Por ano, devem surgir 185 mil novos casos dos três tipos no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).


Brincar ao ar livre faz bem para os olhos

Estudos apontam que a luz solar é essencial para prevenir o crescimento alongado do olho, fator de risco para a miopia


As crianças estão de férias e esse é um ótimo motivo para incentivá-las a brincar ao ar livre, já que os benefícios são inúmeros. Mas, além de fazer bem para a saúde física e mental, passar mais tempo ao ar livre também contribui para a saúde ocular, especialmente em relação à miopia.

De acordo com a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo, a explicação é que além de tirar as crianças das telas, cujos malefícios já são bem documentados, a prática de atividades ao ar livre promove o contato com os raios solares.

“Estudos ao longo do tempo mostraram que os raios solares estimulam a produção da dopamina. Trata-se de um neurotransmissor que previne que o olho cresça alongado. Um olho alongado leva à distorção do foco de luz que entra no globo ocular, causando a miopia”, explica.  

Outro benefício relatado pela oftalmopediatra é que em lugares abertos, a criança usa a visão de longe, o que também é benéfico para a saúde ocular.

“Vale lembrar que a recomendação de estimular atividades ao ar livre também é voltada para quem já tem a miopia instalada. Nesses casos, a ideia é prevenir o aumento do grau”, explica Dra. Marcela.



Casos de miopia aumentaram na pandemia

Nos últimos anos, o aumento dos casos de miopia tem chamado a atenção dos especialistas. A principal causa é o uso prolongado dos dispositivos eletrônicos. Desde março de 2020, devido à pandemia, a incidência da miopia duplicou, passando de 11,6% a 29,6%. Essa foi a descoberta de um estudo com 1.800 crianças em Hong King, publicado no British Journal of Ophtalmology.

Outro estudo, publicado no Journal of the American Medical Association chegou a conclusões parecidas. Nessa pesquisa, os autores apontaram que em comparação com os cinco anos anteriores à 2020, a chance de uma criança desenvolver a miopia era três vezes maior.



Mudança de hábitos

Para Dra. Marcela, é preciso mudar alguns hábitos no dia a dia das crianças. Caso contrário, o aumento de casos de miopia será exponencial nos próximos anos.

“Tudo é uma questão de hábito. Podemos notar que nas gerações anteriores aos dispositivos móveis não havia tantos casos de miopia. Ou seja, agora precisamos mudar o hábito de passar horas nas telas, fazendo um movimento oposto ao que estamos acostumados”.  



Bom senso e equilíbrio

Como não é possível eliminar as telas do dia a dia das crianças, é preciso chegar num equilíbrio entre o tempo voltado para o uso dos dispositivos eletrônicos e as atividades ao ar livre, os esportes, a leitura etc. “Vale lembrar que crianças menores de 2 anos não devem ser expostas a tablets e celulares”, finaliza Dra. Marcela.


Quais são as características de um cérebro com TDAH

Divulgação / MF Press Global
Estudo do neurocientista Dr. Fabiano de Abreu aprovado pelo comitê científico e publicado na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, avalia as diferenças funcionais dos cérebros com o transtorno

 

 

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade é uma desordem crônica, complexa e multifacetada do neurodesenvolvimento. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estimam que, em 2019, cerca de 2 milhões de adultos apresentavam o transtorno no Brasil. Os sintomas podem incluir desatenção, impulsividade e hiperatividade.

 

A combinação de desatenção, hiperatividade e comportamento impulsivo em crianças foi reconhecida como uma síndrome desde o início do século XX. Avanços no campo da neurociência cognitiva levaram a novos conceitos acerca da atenção da hiperatividade relacionados aos circuitos cerebrais.

 

De acordo com o neurocientista, PhD e biólogo Dr. Fabiano de Abreu, nos estudos foi possível perceber uma redução de volume e funcionamento da substância branca e cinzenta do cérebro de pacientes com TDAH, relacionadas a funções de atenção, planejamento cognitivo, processamento e comportamento. “Recentemente, o papel do córtex pré-frontal foi relatado como de extrema importância devido a sua interconexão com outras áreas vitais, como núcleos caudados e o cerebelo, que juntos estão envolvidos na regulação da atenção e do comportamento”, explica o neurocientista.

 

Ao longo dos anos, a fisiologia do transtorno foi sendo refinada. Assim, imagens cerebrais e biologia molecular começaram a revelar anormalidades no funcionamento cerebral das pessoas atingidas. Porém, a diversidade e a especificidade das patologias cognitivas dificultam o diagnóstico. “É imprescindível que sejam realizados trabalhos com diferentes profissionais que usem metodologias de pesquisa padronizadas e que possam ser comparadas com outros grupos de pesquisa”, defende o especialista.

 

Atualmente, a teoria mais aceita para as causas do transtorno é a de que há uma disfunção da dopamina cerebral, neurotransmissor envolvido na regulação motora e circuitos motivacional e atencional. No entanto, não há consenso entre a classe médica sobre uma definição exata e nem na quantificação das diferenças entre as atividades neuronais presentes em pacientes com ou sem o TDAH.

 

Link para o estudo: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/2712/1095

 

 

 

Fabiano de Abreu Rodrigues  - PhD, neurocientista com formações também em neuropsicologia, biologia, história, antropologia, neurolinguística, neuroplasticidade, inteligência artificial, neurociência aplicada à aprendizagem, filosofia, jornalismo e formação profissional em nutrição clínica. Atualmente, é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito; Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International e membro da Federação Européia de Neurociências e da Sociedade Brasileira e Portuguesa de Neurociências.


Burnout agora é doença do trabalho pela OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a Síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, como uma doença ocupacional, isto é, relacionada ao estresse da rotina de trabalho. O termo foi incluído na 11ª versão da Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, que passou a vigorar em 1º de janeiro de 2022.

 

A Síndrome foi oficializada como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. No texto anterior, ela era considera ainda como um problema na saúde mental e um quadro psiquiátrico.

 

De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o número de solicitações de auxílio doença quintuplicou entre março e abril de 2020. Estes foram os dois meses de evolução do contágio da covid-19 no Brasil. Os dados apontam que entre um mês e outro, os pedidos saltaram de 100 mil para 500 mil.

 

“De fato, o número de requerimentos de benefícios previdenciários no INSS de natureza psiquiátrica está entre os primeiros colocados. Os pedidos de auxílio doença e benefícios assistenciais, em decorrência de transtornos mentais, só possuem menor incidência em relação aos de natureza ortopédica”, diz Carla Benedetti, advogada, mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP e associada ao IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).

 

Pesquisa da Microsoft apontou um aumento de 44% de brasileiros com esgotamento profissional. “A Síndrome de Burnout, consequência do excesso ou sobrecarga de trabalho, se agravou na pandemia. Nesta condição, a pessoa se sente literalmente exausta, esgotada física e psicologicamente, seja por causa do número de horas trabalhadas, seja pelo estresse provocado pelas condições de trabalho”, explica a Dra. Danielle H. Admoni, psiquiatra na Escola Paulista de Medicina UNIFESP e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

 

O home office, por exemplo, se tornou uma rotina para muitos profissionais. No entanto, nem todos conseguiram se adaptar com a junção do ambiente de trabalho ao de casa. “Pacientes relatam desânimo, dificuldade de raciocínio, ansiedade, irritabilidade, sensação de incapacidade, diminuição da motivação e da criatividade, entre outros sintomas”, conta Dr. Adiel Rios, Mestre em Psiquiatria pela UNIFESP, pesquisador no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e Membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

 

A privação do sono também é um forte gatilho para a Síndrome de Burnout. “Quando o profissional não dorme o suficiente para ser produtivo ou trabalha até tarde da noite, prejudica a rotina do sono, desregulando seu relógio biológico. Isso resulta em uma extrema exaustão, pois o organismo, que já está habituado com um determinado padrão de sono, sofre um forte impacto, precisando de tempo e resistência para se adequar às mudanças”, reforça Adiel Rios.

 

Uma consequência frequente da Síndrome é o uso de drogas (álcool, tabaco, além das drogas ilícitas) como forma de alívio. “É importante estar alerta a esta situação que agravará ainda mais a condição física e mental do indivíduo. O mesmo pode ser dito da automedicação”, frisa a psiquiatra Danielle H. Admoni. 

 

Nos casos em que a Síndrome de Burnout já está instalada, recomenda-se buscar auxílio médico especializado para avaliação do quadro e orientação quanto ao tratamento. “Especialmente no caso das pessoas cujas características de personalidade as tornam mais propensas ao Burnout, a psicoterapia é um complemento importante, pois o problema está, muitas vezes, dentro da pessoa, e não tanto em suas condições de trabalho”, avalia Monica Machado, psicóloga pela USP, fundadora da Clínica Ame.C, pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein.

 

Cura pelo hábito: o hábito moldando o corpo e a mente

O ser humano é moldado por hábitos, diversos livros consagrados como O poder do hábito de Charles Duhigg e Previsivelmente irracional de Dan Ariele nos mostram que nosso comportamento, apesar do livre arbítrio que a maior parte das pessoas usufrui, é absurdamente previsível e arraigado em características herdadas de nossos ancestrais por meio de símbolos e crenças. Carl Jung estudou a fundo estas características do ser humano convivendo com nativos de tribos e baseado em sua experiência chegou à conclusão que além da genética, é possível que haja um inconsciente coletivo, uma força arraigada em comunidades que adotam hábitos como rituais gerando comportamentos por gerações, sem que se questione o porquê daquele ritual. 

De fato, Jung estava certo em relação aos comportamentos e atitudes que estão relacionados ao ambiente e como lidamos com ele, Bruce Lipton demonstrou em sua pesquisa que o cérebro da célula é a membrana, e o DNA executa o metabolismo de acordo com os comandos vindos da membrana. É evidente o quanto o ambiente influencia em nossa vida, e que temos uma grande oportunidade de produzirmos os processos de cura através de como lidamos com as situações, já que influímos diretamente nas membranas de nossas células a partir da alimentação, da forma como nos movimentamos, de como lidamos com as emoções, na verdade todo estímulo que chega ao nosso corpo age sobre nossas células. 

Os conhecimentos trazidos por Yuval Harari em Sapiens, e diversos estudos de antropólogos da atualidade, transformaram a forma como entendemos nossos hábitos modernos e nos provoca a questionar “o porquê” do nosso corpo ter uma certa dificuldade em se adaptar a esta cultura de conforto, a qual nossa sociedade nos proporciona com vários tipos de tecnologias e facilidades. Muito do que enxergávamos como desgaste do corpo por mal uso antes, hoje vemos como uma incompatibilidade evolucionária, ou seja, cada vez mais voltamos para nossa essência, percebendo que, assim como nossos ancestrais, também temos que nos movimentar mais e com movimentação variada, pois nosso corpo não foi feito pra ficar parado, sentado em cadeiras e sofás confortáveis por longos períodos. 

A diversificação de estímulos na alimentação, na movimentação, na forma como enxergamos os acontecimentos de ângulos diferentes gera capacidade adaptativa, resiliência e nos dá poder de superar desafios que em vários momentos da vida nos são apresentados, sem que sejamos avisados ou possamos nos preparar para eles. 

Com todo este embasamento, o livro Cura pelo hábito, juntamente com o curso online, que está disponível na plataforma Eduzz, trazem uma visão diferente, a ideia dos autores (Claudio Cotter e Rafael Ferreira) foi trazer toda a visão da abordagem biopsicossocial de forma prática, possível para qualquer um colocar novos hábitos na rotina, mostrando que a questão central para a cura de doenças crônicas principalmente é a mudança de hábito. 

Assim, através de toda a experiência dos autores com a atuação psicossomática e com exercícios físicos e mudanças de comportamento, o projeto tem o propósito central de levar conhecimento para o máximo de pessoas possível, também no formato de palestras para empresas e associações. 

A ideia é gerar, através de cursos,  acesso a conteúdo exclusivo, complementar ao livro “Cura pelo hábito”, práticas que podem ser usadas na  rotina das pessoas com resultados imediatos e o desenvolvimento da percepção de que, os  maus hábitos são os grandes vilões, que geram doenças crônicas físicas e mentais e na medida em que você muda seu comportamento, sua fisiologia responde de forma positiva por meio da liberação de neurotransmissores, campos eletromagnéticos e regulação do funcionamento de órgãos, levando o corpo das pessoas, a mente e a vida na direção do equilíbrio, podendo chegar à cura de algumas doenças ou pelo menos na amenização de sintomas, mas sempre na melhora na qualidade de vida.

 


Claudio Cotter - fisioterapeuta com formação no Método Busquet e pós graduado em Medicina Psicossomática.


Remédios prejudicam a saúde dos dentes?

Especialista na área, a presidente da Aboped-DF, Dra. Gabriela Mesquita Lopes Freire, explica que os medicamentos podem sim apresentar efeitos colaterais na boca e que é necessário um cuidado maior para as pessoas que fazem uso de alguns remédios específicos

 

É comum ouvir falar que medicações podem prejudicar a saúde bucal, provocando manchas e lesões de cárie nos dentes, principalmente na infância. Mas, apesar de esses serem os inconvenientes mais relatados em decorrência do uso de medicamentos, eles não são os únicos. Além do mais, as consequências não aparecem apenas para as crianças, como indica o Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal (CRO-DF).

 

Para a presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Regional do Distrito Federal (Aboped-DF), Dra. Gabriela Mesquita Lopes Freire, os medicamentos podem apresentar efeitos colaterais na boca, sendo a xerostomia, boca seca, o mais comum. “A boca seca pode atrapalhar algumas funções bucais, como falar e deglutir. Pode também provocar halitose e aumentar o risco de cárie e o número de infecções bucais, como gengivite, além de outros problemas. A saliva é extremamente importante na cavidade bucal, já que ela limpa e protege os dentes, deixando a boca menos ácida”, descreve ela.


Sobre o adicional de açúcar em certos medicamentos, Dra. Gabriela Lopes explica que os xaropes, os antibióticos e demais remédios infantis geralmente são prescritos em forma de suspensão oral e são adocicados com sacarose para que as crianças aceitem mais facilmente. “Sendo assim, eles podem causar cárie caso os dentes não sejam escovados após a ingestão. O grande problema é quando as crianças ingerem essa medicação dormindo e por um longo período (de forma constante), e os pais não se lembram de escovar os dentes delas, causando lesão cariosa. Pensando assim, o uso de qualquer medicamento pode aumentar o risco de desenvolver cárie e outros problemas dentários”.

 

Saúde bucal

 

De acordo com a presidente, determinados medicamentos são mais prejudiciais à saúde bucal, como, por exemplo, a tetraciclina utilizada por longos períodos na infância, e podem acarretar alterações dentárias irreversíveis. “A tetraciclina, por exemplo, não deve ser administrada para gestantes, lactantes e nem para crianças abaixo de sete anos de idade, pois pode causar manchas nos dentes”.

 

Segundo a American Dental Association, existem mais de 500 medicamentos capazes de provocar xerostomia, tais como antialérgicos, analgésicos, medicamentos para pressão alta, antidepressivos, entre outros. “Os remédios mais prejudiciais à saúde bucal na infância são os adocicados, pois causam cárie caso a escovação seja negligenciada”, reafirma ela.


 

Prevenção 

Para amenizar os efeitos dos medicamentos para pessoas ou crianças que precisam tomar alguns remédios específicos, Dra. Gabriela Lopes ressalta que as medidas preventivas são: realização de uma boa escovação com frequência – pelo menos três vezes ao dia –, com pasta de dente fluoretada contendo ao menos 1100 ppm de flúor;  uso de fio dental diário; bochecho com flúor para maiores de seis anos de idade; para quem tem boca seca, utilização de spray de saliva artificial, gel específico e/ou chiclete sem açúcar para auxiliar na produção de saliva e contribuir para a umidade da boca;  cuidados diários para que a placa bacteriana não se acumule e cause gengivite; e ingestão de água.


Cocaína rosa: conheça os efeitos do pó rosa

A cada dia surgem novas drogas ilícitas no mercado ilegal, com diferentes nomes e propriedades. É importante termos ciência dessas novas substâncias e de seus efeitos no organismo, especialmente para quem faz uso recreativo delas. Um exemplo que vem ganhando cada vez mais notoriedade na ciência é a cocaína rosa.


Também chamada de “pó rosa”, essa substância foi apelidada com o nome de cocaína devido à formulação mais comum — ou seja, como pó, seja ele inalado ou ingerido. No entanto, os compostos são completamente diferentes, assim como seus efeitos no corpo humano.

Neste post, explicaremos o que é a cocaína rosa, como ela surgiu e por que você deve se preocupar com essa substância. Continue lendo para saber mais!

 

O que é a cocaína rosa?

O nome correto da cocaína rosa é 2-CB, ou 2-dimetoxibenzaldeído. Nas ruas, a substância também pode ser apelidada de “vênus”, “erox” ou “nexus”, ou até mesmo como “droga da alta sociedade”, devido ao seu custo elevado.

Diferentemente de outras drogas, a cocaína rosa não é tão comum no Brasil. Isso ocorre por se tratar de uma substância sintética, com alto custo de produção; sua circulação, portanto, fica praticamente restrita aos bairros mais nobres e à população com maior poder aquisitivo.

O 2-CB foi descoberto pelo cientista Alexander Shulgin, em 1974. Inicialmente, se acreditava que a droga poderia ser utilizada no tratamento de dependências químicas, até que sua própria toxicidade fosse colocada em pauta.

Além disso, o pó rosa é considerado um afrodisíaco — daí um de seus nomes ser “erox”, em alusão a Eros, o deus grego do amor. Isso é um dos exemplos de como uma droga ilícita, muitas vezes, é sintetizada com boas intenções, mas acaba sendo considerada nociva à saúde.

A toxicidade do 2-CB deriva, principalmente, de seus efeitos alucinógenos: assim como outras drogas da classe, como o LSD ou a maconha, ela pode causar distorções na percepção da realidade. Além disso, há o potencial de adição (ou seja, vício) da droga, que causa consumos cada vez maiores para atingir o mesmo efeito.

 

Quais são os principais efeitos do pó rosa?

O pó rosa tem dois efeitos principais: um efeito estimulante, semelhante ao da cocaína de fato, e um efeito alucinógeno. Isso ocorre porque ele é considerado do grupo das anfetaminas, que ativam um sistema conhecido como “simpatomimético”.

Dentre os principais efeitos da ativação desse sistema estão o aumento nas frequências cardíaca e respiratória, na pressão arterial e na temperatura. Em doses extremas, seu uso pode levar à sobrecarga do coração, gerando isquemia cardíaca (conhecida como infarto do miocárdio).     

 
Quais são as diferenças entre a cocaína e a cocaína rosa?

Como mencionamos, existem várias semelhanças entre a cocaína e o pó rosa; a principal, além de sua comercialização característica em forma de pó, é o efeito simpatomimético. Da mesma maneira que a cocaína, o pó rosa causa euforia, sensação de bem-estar e aceleração de pensamentos.

No entanto, a cocaína rosa causa efeitos alucinógenos adicionais. Seu uso pode acarretar a distorção da percepção da realidade, trazendo riscos ao usuário e às pessoas à sua volta. Isso pode colocá-la entre as drogas mais viciantes, devido ao seu efeito rápido e aos variados tipos de sintomas associados.



Quais são os riscos do uso do pó rosa?

Como já mencionamos, o uso excessivo do pó rosa configura uma overdose, que pode gerar sobrecarga cardíaca. Além disso, existe o clássico risco de adição da substância, fazendo o usuário querer doses cada vez maiores para se satisfazer.

Isso ocorre porque o efeito das anfetaminas no cérebro é muito exagerado, causando um aumento abrupto nos níveis de alguns neurotransmissores — como a dopamina e a noradrenalina.


Assim, o próprio corpo conta com mecanismos para “balancear” esse aumento, reduzindo o número de receptores desses neurotransmissores. Por isso, para gerar o mesmo efeito que a primeira dose geraria, por exemplo, as adicionais tendem a ser cada vez maiores.


Além disso, como o pó rosa é considerado um alucinógeno, seus usuários podem sofrer com a distorção da realidade. Alguns sintomas po

ssíveis são alucinações auditivas, paranoia ou pânico, gerando um perigo para si e para outros.



Como se dá o tratamento para dependentes da substância?


A adição sempre é, por definição, um problema na vida do usuário. Assim como os efeitos do uso prolongado da cocaína, o pó rosa pode trazer sintomas a longo prazo e causar prejuízos funcionais e sanitários para seus usuários.

Ainda que haja poucos estudos em relação ao uso do pó rosa, é consenso que pacientes que sofrem com a dependência da droga precisam de ajuda especializada. Na maioria dos casos, pode ser necessária uma internação em um hospital psiquiátrico, para que haja monitorização constante e apoio multidisciplinar.


O primeiro passo na reabilitação de dependentes químicos é reconhecer que o problema existe: se você faz uso do pó rosa e sente que suas relações familiares foram afetadas, que não rende tanto no trabalho ou que perdeu amigos, atenção. Você pode até não perceber, mas esses fenômenos podem estar atrelados ao uso da droga.


Em seguida, é importante saber que existe tratamento disponível, profissionais capacitados e instituições especializadas para te ajudar. É o caso do Hospital Santa Mônica, que conta com uma história de quase 50 anos de ajuda a pacientes psiquiátricos.


Localizado na região de São Paulo, ele conta com uma ampla área de preservação ambiental — uma das características mais marcantes para uma boa recuperação. Além disso, o Hospital Santa Mônica tem uma equipe completa de enfermeiros, psiquiatras e outros profissionais para te auxiliar 24 horas por dia.


A cocaína rosa é uma nova droga, que circula principalmente em bairros mais nobres da sociedade. Seu uso está associado a sérios problemas de saúde, e a adição pode trazer prejuízos importantes à vida social. Para dependentes da substância, é importante frisar que há tratamento especializado e que podemos ajudar nesses desafios.   

 

Hospital Santa Mônica - Itapecerica da Serra - SP 
(011) 4668-7455 
(011) 99667-7454 
contato@hospitalsantamonica.com.br 
Acesse o mapa

Clínica Integrativa - São Paulo - SP 
(011) 3045-2228
contato@hospitalsantamonica.com.br 
Acesse o mapa


Posts mais acessados