Pesquisar no Blog

sábado, 1 de agosto de 2026

Menos horas de estudo, mais aprendizado: 7 hábitos que podem potencializar a preparação para o Enem

Magnific
Diretor acadêmico do Grupo MoveEdu reúne estratégias diferenciadas que ajudam a melhorar concentração, memória e equilíbrio emocional durante os estudos para o exame

 

À medida que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se aproxima, muitos estudantes aumentam a carga de estudos na tentativa de absorver o máximo possível de conteúdo. No entanto, a preparação vai muito além de passar horas diante dos livros. Aspectos como qualidade do sono, organização da rotina, pausas estratégicas e equilíbrio emocional podem influenciar diretamente o desempenho durante a prova, que será realizada nos dias 08 e 15 de novembro deste ano.

Para Walker Nascimento, diretor acadêmico do Grupo MoveEdu, uma das maiores empresas educacionais do Brasil, detentora das marcas Microlins, Prepara IA, Yázigi e Ensina Mais Turma da Mônica, desenvolver hábitos saudáveis durante o período de preparação é tão importante quanto revisar o conteúdo programático.

"Estudar não significa somente acumular horas de leitura ou resolver centenas de exercícios. O cérebro precisa de estímulos variados, descanso e organização para consolidar o aprendizado. Pequenas mudanças de comportamento ajudam a manter a motivação, reduzem a ansiedade e tornam os estudos muito mais eficientes", explica Walker.

Pensando nisso, a especialista reuniu sete estratégias diferenciadas que podem contribuir para uma preparação mais produtiva e equilibrada para o Enem.

Estude sempre no mesmo horário: criar uma rotina ajuda o cérebro a entender que aquele período será dedicado à aprendizagem. Com o tempo, a concentração acontece de forma mais natural e o estudante perde menos tempo tentando "entrar no ritmo".

Faça pausas antes de sentir cansaço: esperar a exaustão para descansar reduz o rendimento. Interrupções curtas e planejadas ao longo do estudo ajudam a manter a atenção por mais tempo e evitam a sensação de sobrecarga.

Explique a matéria em voz alta: ensinar um conteúdo, mesmo que para si próprio, é uma das formas mais eficientes de identificar dúvidas e fortalecer a memória. Se conseguir explicar um assunto de forma simples, é sinal de que realmente o compreendeu.

Alterne disciplinas ao longo do dia: dedicar muitas horas seguidas ao mesmo tema pode diminuir a capacidade de retenção. Variar entre áreas do conhecimento estimula diferentes regiões do cérebro e torna o estudo mais dinâmico.

Treine o cérebro para lidar com distrações: em vez de estudar apenas em ambientes totalmente silenciosos, vale reservar alguns momentos para resolver exercícios em locais com pequenos ruídos. Isso ajuda a desenvolver foco e preparação para diferentes condições durante a prova.

Cuide da rotina fora dos estudos: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas leves e boas noites de sono favorecem a concentração, a memória e o raciocínio lógico. O desempenho intelectual também depende da saúde física e emocional.

Reserve um tempo para não pensar no Enem: momentos de lazer sem culpa ajudam a controlar a ansiedade e reduzem o desgaste mental. Assistir a um filme, caminhar, ouvir música ou conversar com amigos pode contribuir para que o estudante retorne aos estudos com mais disposição.

Segundo Walker Nascimento, outro ponto importante é evitar comparações com a rotina de outros candidatos. "Cada estudante possui um ritmo de aprendizagem e uma realidade diferente. Comparar a quantidade de horas estudadas ou o desempenho nas redes sociais pode aumentar a ansiedade sem trazer benefícios. O mais importante é manter uma rotina consistente e respeitar o próprio processo de evolução", finaliza.

 

Grupo MoveEdu


Agosto Dourado: romantização da maternidade pode dificultar identificação da depressão pós-parto

Neuropsicóloga Aline Graffiette alerta que a cobrança em torno da amamentação pode aumentar o sofrimento emocional das mães e atrasar o pedido de ajuda

 

Com a chegada do Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção e incentivo ao aleitamento materno, a neuropsicóloga Aline Graffiette reforça a importância de discutir um tema que ainda recebe pouca atenção: a saúde mental da mulher no pós-parto. Em meio às orientações sobre a amamentação, muitas mães enfrentam sentimentos de culpa, frustração e inadequação quando a experiência não acontece como imaginavam.


Para a especialista, a romantização da maternidade contribui para que muitas mulheres escondam o sofrimento emocional justamente no momento em que mais precisam de acolhimento.


"A sociedade ainda vende a ideia de que a maternidade é naturalmente feliz e que a mulher nasce pronta para cuidar, amar e amamentar. Quando isso não acontece dessa forma, muitas mães acreditam que estão falhando. O problema é que essa culpa pode mascarar um quadro de depressão pós-parto."


Segundo Aline, embora seja esperado que o puerpério envolva oscilações emocionais, é preciso atenção quando a tristeza, a sensação de incapacidade e a perda do prazer persistem por semanas e começam a comprometer a rotina da mãe.


"Existe uma diferença entre o cansaço esperado do pós-parto e um sofrimento psíquico que impede essa mulher de viver o dia a dia. Muitas vezes ela acredita que tudo aquilo faz parte da maternidade e demora para buscar ajuda."


A especialista destaca que algumas mulheres apresentam maior risco de desenvolver a depressão pós-parto e, por isso, precisam de um acompanhamento ainda mais atento durante a gestação e após o nascimento do bebê. Entre os principais fatores de risco estão o histórico de depressão antes da gravidez e os transtornos alimentares.


"Mulheres que já tiveram episódios de depressão antes da gestação são consideradas de alto risco para desenvolver a depressão pós-parto. O mesmo acontece com pacientes que têm ou tiveram transtornos alimentares, pois esses quadros indicam uma maior vulnerabilidade ao sofrimento psíquico. Nesses casos, o acompanhamento da saúde mental desde a gestação é fundamental para identificar precocemente qualquer sinal de adoecimento."


A neuropsicóloga cita a amamentação como um dos principais gatilhos de pressão nesse período.


"A amamentação é extremamente importante, mas ela não pode ser transformada em um instrumento de julgamento. Quando a mulher enfrenta dificuldades para amamentar, sente dor, produz menos leite ou precisa complementar a alimentação do bebê, isso não significa que ela seja uma mãe pior. O sofrimento aumenta quando ela passa a acreditar que fracassou."


Outro ponto importante, segundo Aline, é que a depressão pós-parto nem sempre se manifesta apenas por meio da tristeza.


"Muitas mulheres chegam extremamente irritadas, ansiosas, emocionalmente esgotadas e com um sentimento constante de incapacidade. Como o foco normalmente está voltado para o bebê, os sinais da mãe acabam sendo minimizados pela família e até por ela mesma."


Para a neuropsicóloga, o Agosto Dourado também deve ser um momento para ampliar o olhar sobre a saúde mental materna.


"Cuidar da mãe também é cuidar do bebê. Promover o aleitamento é importante, mas acolher essa mulher, sem culpa, sem comparações e sem exigir uma maternidade perfeita, é igualmente essencial. Além disso, mulheres com histórico de depressão ou transtornos alimentares precisam de um acompanhamento ainda mais próximo durante a gestação e no pós-parto, porque apresentam maior risco de desenvolver a doença. Quanto antes o sofrimento for reconhecido, maiores são as chances de recuperação e de fortalecimento do vínculo entre mãe e filho."



Agosto Lilás: o autossilenciamento que acompanha as relações abusivas

Magnific
No mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, psicóloga explica como o medo constante da reação do parceiro pode levar mulheres a abandonar desejos, opiniões e até a própria identidade

 

Você já mediu palavras ou deixou de fazer algo porque teve medo da reação da outra pessoa? Ou mudou comportamentos porque acreditava que seu companheiro não saberia lidar com aquela situação? Sentiu insegurança ou desconfiou da própria percepção, mesmo sendo uma pessoa segura de si? 

Nesse movimento que acontece aos poucos, passamos a ajustar a nossa forma de existir para caber no espaço do outro, limitando a espontaneidade e cerceando nossa capacidade de ser. Esse fenômeno descrito por alguns autores como autossilenciamento ou self-silence consiste em inibir pensamentos, sentimentos, desejos e ações para evitar conflitos, retaliações ou a perda da relação. 

Para a psicanalista Jessica Benjamin, uma relação depende da capacidade de sustentar uma tensão fundamental que é afirmar a própria existência sem anular a do outro. Reconhecer alguém significa suportar que o outro seja realmente outro, um sujeito separado, com pensamentos, desejos e limites que não coincidem necessariamente com os nossos.  

Nas dinâmicas de controle, buscamos garantias do amor através de comportamentos esperados que podem não acontecer, e que aos poucos podem se tornar críticas ao parceiro: ironias, mudanças de humor, acusações ou até longos silêncios como forma de punição. Por isso, o controle raramente se satisfaz. Quanto mais o outro cede, menos essa concordância parece suficiente. E então, para aliviar a própria insegurança, passamos a exigir ainda mais provas, mais adaptações e mais controle. 

Do outro lado passa a acontecer o famoso “pisar em ovos”, adaptações, obediência, e uma tentativa de antecipar reações para se proteger do caos emocional. O outro já não precisa demandar algo porque a própria pessoa começa a se vigiar e silenciar diante do que pode vir a acontecer. 

É importante lembrar que amar e se relacionar exige constante negociação, capacidade de tolerar frustrações e renúncias. Mas é essencial perceber se esse movimento acontece dos dois lados ou se apenas uma pessoa precisa se adaptar continuamente para que a relação sobreviva. Por isso, um dos sinais mais precoces de que uma relação pode se tornar perigosa é perceber não apenas o comportamento do parceiro, mas o que está acontecendo dentro de nós. Assim, podemos desenvolver a consciência de que estar em um relacionamento não significa que precisamos nos afastar de nós mesmos. 

 

Danielle Vieira - psicóloga e psicanalista, pesquisadora dos afetos e das relações contemporâneas, mestre pela UMinho (PT), fundadora do IIPB e autora do livro “Amor moderno: o nosso mundo evitativo” (Editora Labrador).


Yogue urbano: como assim?

Opinião

 

Um yogue urbano pode ser aquele cara tranquilo fazendo seu trabalho com atenção apesar das dificuldades e dos imprevistos que sempre surgem para desviar o seu foco. O telefonema de golpe ao fim da manhã e da tarde, a chegada de encomenda do Mercado Livre, a notificação sonora de outra mensagem no celular, o gatinho da casa miando por comida, o alarme pra pegar as crianças na escola... isso não dá tréguas!

Faz tempo que essas situações acontecem até mesmo na mitologia. Dizem, por exemplo, que o rei Midas, de tanto lutar com o excesso de preocupações para governar e resolver os problemas do seu reino, resolveu retirar-se por uns dias na floresta dos sátiros. Lá, quis conversar com o mais sábio deles, Silêncio, para um aconselhamento que lhe trouxesse paz e tranquilidade para superar a vida agitada de governante e lhe permitisse ser apenas alguém autenticamente ele mesmo em meio a tantos papéis para dar conta. Não é fácil pra ninguém!

Ele bem que tentou atrair a atenção do Silêncio para uma entrevista pessoal. Falou com vários sátiros e apelou aos inúmeros outros seres míticos que encontrou na floresta, mas o máximo que conseguiu foi uma lacônica mensagem daquele sábio inescrutável por intermédio de uma ninfa que dele apiedou-se. A mensagem dizia: “Quem não encontra o silêncio dentro de si, não o encontrará na floresta, nem em lugar nenhum.”

Vem de volta o pobre Midas a caminhar pela floresta (todos conhecem essa parte da história), quando por uma irônica sorte acha uma pequena flauta pertencente a uma protegida de Dionísio. Logo em seguida, encontra-se com aquele próprio deus do vinho, da alegria e dos prazeres contagiantes, que lhe oferece em troca da flautinha atender a qualquer pedido que Midas fizesse. Pois então parece que as coisas podem dar certo. 

Que silêncio, que nada, para resolver todos os seus problemas no reino, Midas decidiu pelo poder de pagar quaisquer serviços e custos materiais necessários e, assim, não ter mais preocupações que distraíssem a realização de seus desejos e suas responsabilidades. Pediu, então (como todo mundo sabe), que tudo o que ele tocasse fosse transformado em ouro. Mas não deu muito certo, não é? Afinal, “para todo problema complexo há sempre uma solução fácil, rápida e errada”, como diz a sabedoria popular.

Ah! Se ele tivesse escutado o que aquela mensagem dizia, a história poderia ser bem melhor. Em vez de tragédia grega, poderia ter sido uma aventura ambientada na Índia dos yogues que respiram para acalmar a mente. Talvez ele tranquilizasse o coração propiciador do silêncio tão necessário para tomar as decisões adequadas a cada situação desafiadora, tanto na vida pessoal, quanto na social.

Os yogues urbanos desenvolveram um método de obter o silêncio tão valioso para realizar seus propósitos conforme as circunstâncias da vida social. Não é muito fácil, nem rápido, mas é eficaz e disponível para quem for inteligente. 

 

Thadeu Martins - mestre em Psicologia, professor de Yoga há mais de 50 anos e autor do livro “Conversas com um yogue urbano

 

Dia dos Pais: 10 livros que transformam conhecimento em um presente com significado

 Seleção reúne obras sobre paternidade, propósito, liderança, filosofia, comunicação e desenvolvimento pessoal para quem busca fugir dos presentes tradicionais e apostar em experiências que deixam legado 

 

Em um cenário em que experiências e conexões afetivas ganham cada vez mais valor, os livros se consolidam como uma alternativa significativa aos presentes tradicionais do Dia dos Pais. A leitura pode ser uma ferramenta de reflexão, aprendizado e transformação, tornando-se uma forma de presentear com propósito.

Pensando nisso, a Literare Books International reuniu dez sugestões de obras que dialogam com diferentes perfis de pais. A seleção contempla temas como parentalidade, liderança, filosofia, desenvolvimento humano, comunicação, propósito de vida e formação de valores, oferecendo opções para quem deseja incentivar novas perspectivas, fortalecer vínculos familiares ou simplesmente proporcionar momentos de inspiração.

As obras reforçam a importância do conhecimento como ferramenta para construir relações mais conscientes, ampliar horizontes e estimular o crescimento contínuo em todas as fases da vida.

 

Sonhar, Mentalizar e Realizar

Renato Alves 

Divulgação
/ Literare Books International


O livro narra a trajetória de Renato Alves, que transformou um sonho em uma empresa referência no setor de facilities. Ao revisitar sua jornada empreendedora, o autor compartilha desafios, aprendizados e os valores que sustentaram esse crescimento: fé, resiliência, ética e respeito às pessoas. Mais do que contar a história da RS Serviços, o livro mostra que o verdadeiro sucesso nasce de princípios sólidos, relações de confiança e do propósito de servir, inspirando empreendedores e líderes a construir um legado. 

 

201 filmes para assistir com seus filhos de 9 a 18 anos

Maurício Passaia 

Divulgação
/ Literare Books International


Este livro vai além de simplesmente indicar obras cinematográficas. Ele se propõe a ser uma ferramenta valiosa para famílias que desejam usar o cinema como ponto de partida para diálogos profundos e significativos. Voltado para a faixa etária dos 9 aos 18 anos (um período repleto de transformações, descobertas e questionamentos), a proposta é mostrar como um bom filme, assistido no momento certo e com a abordagem adequada, pode abrir caminhos para reflexões, fortalecimento de vínculos e aprendizado mútuo. 

 

Agenda Estoica

Lúcia Helena Galvão

Divulgação
  Literare Books International


Inspirada nos ensinamentos de Epicteto, Sêneca e Marco Aurélio, esta obra conduz o leitor por uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Em 15 etapas, combina reflexões e exercícios práticos para fortalecer virtudes como sabedoria, coragem, justiça e autodomínio. Com base na filosofia estoica, apresenta um treinamento semanal voltado ao equilíbrio emocional, à resiliência e à disciplina interior, incentivando uma vida mais consciente, serena e alinhada aos valores que conduzem à verdadeira felicidade.

 

Gente S.A

Luiz Buozz 

Divulgação
 Literare Books International


Com base em mais de quatro décadas de experiência no mundo corporativo, esta obra propõe uma reflexão sobre carreira, liderança e relações humanas. Ao compartilhar desafios, aprendizados e dilemas vividos ao longo da trajetória profissional, o autor mostra que o sucesso não precisa custar a autenticidade. Entre temas como cultura organizacional, marca pessoal e convivência entre gerações, o livro convida o leitor a desenvolver maturidade, fortalecer conexões genuínas e construir uma carreira pautada por propósito, consciência e humanidade.

  

Liderança que inspira resultados

Claiton Olog Fernandez

Divulgação
 Literare Books International


Em um cenário de rápidas transformações, esta obra mostra que a liderança eficaz continua tendo as pessoas como principal diferencial. Combinando experiências reais, reflexões e exercícios práticos, o autor apresenta conceitos como comunicação, empatia, meritocracia e definição de objetivos de forma acessível e aplicável. Ao longo da leitura, convida o leitor a desenvolver autoconhecimento, fortalecer sua capacidade de inspirar equipes e construir uma liderança autêntica, capaz de gerar confiança, engajamento e resultados consistentes.

  

Novo Rumo: O Legado do Homem

Gustavo Tait

Divulgação
 Literare Books International


Voltada aos homens que desejam ressignificar sua identidade, esta obra propõe uma reflexão sobre os desafios da masculinidade contemporânea. Combinando práticas de autoconhecimento e conhecimentos da neurociência, conduz o leitor por um processo de transformação pessoal, incentivando o enfrentamento de medos, crenças limitantes e conflitos internos. Ao longo da jornada, estimula a construção de uma vida mais autêntica, equilibrada e consciente, inspirando a formação de um legado pautado pela coragem, vulnerabilidade e responsabilidade.

  

Pais (não) Nascem Prontos!: Construindo Caminhos Para o Desafio de Educar

 diversos autores

Divulgação
 Literare Books International


O livro aborda os desafios de educar filhos com consciência, afeto e limites. Idealizado pela psicanalista Mônica Donetto Guedes, o livro reúne 28 especialistas de diversas áreas para abordar a complexa relação entre pais e filhos. Com base na experiência clínica e no papel central da família nas primeiras aprendizagens da criança, a obra oferece caminhos para o desenvolvimento de uma parentalidade mais sensível, presente e transformadora. 

 

O Deus da filosofia

Chileno Gómez 

Divulgação
Literare Books International


Esta obra convida o leitor a refletir sobre uma das questões mais debatidas da história da humanidade: a existência de Deus. Sem oferecer respostas definitivas, o autor percorre a construção filosófica desse conceito, estimulando a curiosidade, o pensamento crítico e a capacidade de argumentação. Voltado especialmente a quem deseja ingressar nos estudos filosóficos, o livro propõe uma leitura instigante que desafia certezas, amplia perspectivas e incentiva uma investigação profunda sobre um dos maiores temas da existência humana. 

 

Comunicação Assertiva - Aprenda a arte de falar e influenciar

Débora Brum

 

Divulgação
Literare Books International


Em um cenário marcado pelo excesso de informações, esta obra apresenta estratégias para desenvolver uma comunicação clara, segura e autêntica. Combinando teoria e prática, a autora reúne técnicas e ferramentas para aprimorar a forma de transmitir ideias, fortalecer relacionamentos, resolver conflitos e inspirar confiança. Baseado em anos de experiência em treinamentos corporativos, o livro mostra que comunicar bem vai além do conteúdo: depende da maneira como a mensagem é apresentada e das conexões que ela é capaz de criar. 

 

George Orwell: A revolução dos bichos + Um pouco de ar, por favor

(livro 2 em 1) 

Divulgação
/ Literare Books International


Este livro reúne dois clássicos de George Orwell. Em “A Revolução dos Bichos”, uma fábula poderosa e atemporal, os animais de uma fazenda se rebelam contra os humanos buscando igualdade, mas acabam vítimas de um novo regime tirânico, uma crítica à ditadura stalinista e ao totalitarismo. Já “Um Pouco de Ar, por Favor!” acompanha George Bowling, um homem comum em crise existencial, que tenta reencontrar sua infância às vésperas da Segunda Guerra Mundial, apenas para descobrir uma realidade dura e desencantada. Duas obras que revelam a genialidade crítica de Orwell.


Amigos fazem bem

 Neurocientista alerta que excesso de conexões virtuais pode aumentar a sensação de solidão e prejudicar a saúde mental


Ter centenas ou milhares de seguidores nas redes sociais não significa estar cercado de amigos. Especialistas chamam a atenção para um fenômeno cada vez mais comum: pessoas hiperconectadas digitalmente, mas emocionalmente isoladas. O resultado pode ser o aumento da ansiedade, do estresse e até da depressão, especialmente entre jovens e adultos que substituíram o convívio presencial pelas interações virtuais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a solidão e o isolamento social já são considerados fatores de risco para o adoecimento físico e mental. Estudos internacionais apontam que pessoas com vínculos sociais fortes apresentam menor risco de desenvolver transtornos emocionais, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo. No Brasil, pesquisas também mostram que o uso intenso das redes sociais tem sido associado ao aumento da sensação de solidão, mesmo entre quem mantém grande número de contatos online.

Para o neurocientista Renê Skaraboto, da Clínica Hipnose para Todos, o cérebro humano foi desenvolvido para criar vínculos reais, baseados em convivência, confiança e presença física. "Curtidas, comentários e mensagens ajudam a manter contato, mas não substituem o encontro, o abraço, a conversa olho no olho e a sensação de pertencimento. O cérebro responde de maneira muito diferente quando vivencia relações presenciais, liberando substâncias ligadas ao bem-estar, à segurança emocional e à redução do estresse", explica.

O especialista destaca que muitas pessoas confundem amizade com coleguismo. Colegas compartilham ambientes ou interesses em comum, enquanto amigos compartilham a vida. "Uma boa reflexão é pensar para quem você ligaria em um momento de dificuldade e quem atenderia imediatamente esse telefonema. Essa resposta normalmente revela quem realmente faz parte da sua rede de apoio emocional", afirma.

Outro ponto de atenção é a realidade vivida pelas novas gerações. Muitos adolescentes e jovens adultos acreditam possuir uma ampla rede de amizades por estarem conectados em plataformas digitais e comunidades de jogos. "As amizades virtuais podem ser importantes, mas dificilmente substituem os benefícios emocionais da convivência presencial. Nosso cérebro precisa de interação humana verdadeira para fortalecer vínculos, desenvolver empatia e construir segurança emocional", ressalta Skaraboto.

O especialista recomenda reservar tempo para fortalecer os relacionamentos presenciais, cultivando encontros e conversas de qualidade. "Ligar para um amigo, marcar um café, um almoço ou uma caminhada são atitudes simples que fortalecem a saúde mental. A amizade é um dos maiores fatores de proteção emocional e precisa ser cultivada continuamente. Assim como qualquer relacionamento importante, ela exige presença, tempo e cuidado."

 

Hipnose para Todos
Renê Skaraboto - Neurocientista e Hipnoterapeuta
(41) 99692-9774
@hipnose_para_todos
www.clinicahipnoseparatodos.com.br Rua Desembargador Westphalen, 15, sala 604, 6º andar, Ed. Dante Aliguieri, Centro, Curitiba/PR.


8 lições de paternidade para os dias de hoje, segundo pediatra com 25 anos de consultório

Médico Fausto Flor Carvalho apresenta o que falta na educação dos filhos com base no que viu e ouviu ao longo da carreira 

 

Ninguém é preparado para ser pai. Aprende-se no susto, repetem-se os modelos herdados e, quando se percebe, os filhos já cresceram. 

Entre a jornada de trabalho, as contas e o cansaço, muitos pais descobrem tarde demais que criar um filho exige mais presença do que provisão e que boa parte das dúvidas sobre educação nunca encontra resposta pronta. 

É a esse pai, cheio de boa vontade e de incertezas, que o pediatra e psicanalista Fausto Flor Carvalho se dirige em "Bom pai, mau pai", publicado pela LC Books. Reunindo mais de duas décadas de consultório, referências da psicanálise e a própria experiência como pai de dois filhos, o autor propõe um caminho mais consciente para exercer a paternidade, sem a cobrança de acertar o tempo todo. 

A seguir, ele apresenta as lições extraídas dessa reflexão, todas aplicáveis a qualquer pai, de qualquer crença. Elas não prometem fórmulas infalíveis, mas ajudam a olhar a própria paternidade com mais honestidade e menos culpa.

 

1. Estar presente é diferente de estar por perto 

Dá para dividir o mesmo sofá e, ainda assim, estar ausente. Carvalho chama de "abandono virtual" a forma mais comum de negligência dos nossos dias: filhos que ficam em segundo plano enquanto os pais rolam a tela do celular. Presença de verdade exige olho no olho, tempo sem pressa e atenção plena. A tecnologia aproxima quem está longe e afasta quem está perto, não deixe que ela roube seus filhos.

 

2. Não seja neutro na vida dos filhos 

A neutralidade ajuda em muitas áreas da vida, mas na criação dos filhos costuma virar omissão. Crianças e adolescentes precisam de limites claros e de adultos que se posicionem, inclusive quando isso desagrada. Silenciar diante de um erro grave não é tolerância; é abrir mão da função de educar. Filho sem limite não se sente livre; sente-se perdido.

 

3. Estimule qualidades, não só corrija defeitos 

Muitos pais têm o olhar treinado para o que está errado e cego para o que está certo. O resultado são filhos que crescem ouvindo mais críticas do que reconhecimento. Identificar e nomear as forças de cada criança, como a generosidade, a curiosidade, a coragem, constrói autoestima e direção. O que você elogia num filho tende a crescer.

 

4. Cuidado com o favoritismo entre irmãos 

Poucas coisas marcam tanto quanto crescer sentindo-se o filho menos amado. O favoritismo raramente é declarado, pois mora nos detalhes, na atenção, na paciência, na foto que se tira mais de um do que de outro. Tratar cada filho de forma justa não significa tratá-los de modo idêntico, mas garantir que nenhum se sinta em desvantagem. Comparação entre irmãos planta feridas que duram décadas.

 

5. Você ensina pelo exemplo 

Filhos aprendem menos pelo discurso e mais pela observação. A forma como você trata as pessoas, lida com a frustração, cumpre a palavra e administra o próprio celular ensina mais do que qualquer sermão. Somos referência 24 horas por dia, queiramos ou não. Não adianta pedir ao filho o que você não pratica.

 

6. Ajude seus filhos a dominar os próprios impulsos 

Criar não é só proteger; é preparar. Em um mundo de gratificação instantânea, uma das maiores heranças que um pai pode deixar é a capacidade de esperar, de tolerar a frustração e de dizer "não" a si mesmo. Domínio próprio se ensina com pequenas rotinas, combinados e o exemplo de um adulto que também se controla. Quem não aprende a lidar com o "não" em casa sofre com ele lá fora.

 

7. Deixe legado, não apenas herança 

Herança são bens; legado é caráter. Bens se gastam, se dividem e, com frequência, geram conflito. O que de fato permanece é a marca que deixamos na forma de ser dos filhos, com valores, exemplos e histórias. Antes de pensar no que você vai deixar para eles, pense no que está deixando neles. O maior patrimônio de um filho é quem ele se torna.

 

8. Nunca é tarde para mudar 

A forma de criar pode ser revista, ajustada e reaprendida em qualquer fase da vida. Reconhecer um erro não é fraqueza, é o primeiro passo para corrigir a rota. Cada filho e cada idade pedem uma abordagem diferente, e o pai que se dispõe a aprender está sempre a tempo de reconstruir vínculos. Você não precisa ter sido um pai perfeito, basta se dispor a ser um pai melhor a partir de hoje.

 

Assistir conteúdo adulto com o parceiro melhora a relação?

Especialista responde 

Pode ampliar o diálogo e aproximar o casal, desde que não substitua a intimidade”, afirma a sexóloga Eva


 Nas redes sociais, o consumo de conteúdo adulto costuma ser associado ao vício, à perda de desejo e ao desgaste das relações. Com celebridades e influenciadores expondo experiências e opiniões sobre o assunto, uma dúvida passou a ganhar espaço: existe uma forma saudável de incluir esse tipo de conteúdo na vida do casal?
 

Na plataforma brasileira de conteúdo adulto Fatal Fans, é possível perceber que esse universo também desperta o interesse de casais. Para Eva, sexóloga virtual da plataforma, o conteúdo pode ter um papel positivo quando é incorporado à relação de forma consensual. “Eu vejo esse consumo como uma possibilidade de o casal descobrir interesses em comum, compartilhar fantasias e experimentar novas formas de intimidade, desde que os dois estejam confortáveis com essa escolha”, explica. 

Apesar de fazer parte da vida de muitos casais, o assunto ainda costuma ser tratado com silêncio ou constrangimento. Estudos sobre o tema indicam que a ausência de conversas e de acordos claros pode aumentar os conflitos, principalmente quando um dos parceiros desconhece o consumo ou se sente desrespeitado por ele. 

Eva explica que a diferença entre uma experiência positiva e um comportamento prejudicial está no impacto provocado dentro da relação. “Eu considero um sinal de equilíbrio quando o conteúdo aproxima, desperta curiosidade e não interfere no desejo pelo parceiro. Mas, quando passa a gerar comparações, cobranças, mentiras ou se torna indispensável para a excitação, é preciso observar o que está acontecendo”, alerta. 

Para a sexóloga, falar sobre conteúdo adulto também é uma forma de cuidar da saúde sexual e emocional do casal. “Mais importante do que estabelecer se assistir é certo ou errado é compreender o lugar que esse conteúdo ocupa na relação. Quando existe liberdade para conversar, respeitar os limites e dizer sim ou não sem pressão, a escolha se torna muito mais consciente”, conclui.


Créditos: @fatal_fans | CO - Assessoria


O luto e a escrita literária



Muito se fala de novas maneiras das pessoas lidarem com o luto. Coisas que, antigamente, não eram relacionadas a esse estado de espírito. O luto era, em tempos remotos, imaginado como uma forma de depressão em que o isolamento, a apatia e o uso das roupas pretas por períodos prolongados eram os seus principais signos.

Não que isso tudo ainda seja incomum, mas o luto pode existir para além dessa caracterização um tanto quanto caricatural e ser mais um processo em que a pessoa elabora a perda de um ente querido, debruçando-se sobre algo que possa dar um destino ao vazio ocasionado por essa perda.

Uma dessas formas é a arte. A arte desponta como um meio de externalizar o que as palavras já não conseguem quando a pessoa sofre perdas importantes.

A escrita literária emerge como sendo a manifestação artística em que o luto pode ser ressignificado, já que ela permite que sejam traçados caminhos e destinos diversos para esse sentimento que, na maioria das vezes se desdobra para além da morte propriamente dita. Porque a morte, enquanto fim sem retorno, aprisiona o luto.

Mas a arte, e nesse caso, a escrita, em contrapartida, o expande e viabiliza uma transformação da perda que originou o luto. Isso é possível graças ao trabalho de recuperação da memória que a experiência literária promove por meio da reconstrução de cenários, diálogos, momentos e sentimentos que passam a ter um novo lugar: um romance, um poema, uma história escrita. Todo esse processo traz a sensação de que aquela pessoa que partiu será sempre lembrada, e isso pode amenizar a falta, a saudade.

Escrever sobre o luto revela as suas entranhas, as suas diversas faces, as suas diversas camadas, retirando o peso de ser unicamente a perda de alguém a questão preponderante. Isso faz com que esse mesmo luto encontre novo abrigo à imensa dor que lhe deu causa.

Quando alguém morre, a partida leva junto outras partes importantes da vida da pessoa que fica. A rotina ao lado daquela pessoa, um pedaço da sua própria história – são exemplos de coisas que a escrita se presta a recuperar com bastante sucesso e, com isso, ela pode apaziguar o vazio deixado por essa perda. Pois, quando escrevemos, estamos mergulhados em algo que está fora de nós mesmos, que toma corpo e, assim, passa a ter vida novamente.



Maria Carolina Amendolara - administradora e autora de “Você vai ver que eu tenho razão”, romance que reflete sobre saúde mental e luto


Agosto Dourado: impacto emocional vivido pelas mulheres quando a amamentação não acontece como o esperado

Na teoria do pediatra e psicanalista Donald Winnicott, os cuidados parentais são mais importantes do que o modo de alimentação 

 

O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno. Entre os dias 1º e 7, a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) reforça os benefícios do leite materno para a saúde do bebê e da mãe. Mas, em meio às campanhas de incentivo, qual seria o impacto emocional vivido pelas mulheres quando a amamentação não acontece como o esperado?

Para a psicanalista francesa radicada em São Paulo, Octavie Laroque, apresentadora do podcast Onda, a amamentação não é apenas um ato biológico, mas também uma experiência psíquica, atravessada pela história, pelos desejos, pelas expectativas e pelo contexto de cada mulher.

Quando uma mãe deseja amamentar e encontra dificuldades, a primeira investigação costuma ser fisiológica. Dor, fissuras, mastite ou problemas na pega do bebê exigem acompanhamento especializado. No entanto, nem sempre as dificuldades podem ser explicadas apenas pelo funcionamento do corpo. A experiência da amamentação também mobiliza questões emocionais e inconscientes que variam conforme a trajetória de cada mulher.

A relação com o próprio corpo, a forma como a gravidez foi vivida, a experiência do parto e até as expectativas da família podem interferir nesse processo. Quando a amamentação passa a ser vivida como uma obrigação, é comum que surjam sentimentos de culpa, insuficiência e fracasso, especialmente em um período já marcado por intensas transformações físicas e emocionais.

“Quem viveu essa situação relata que, depois de desistir de dar o peito, a introdução da mamadeira trouxe paz para a família. Proponho então deslocar o olhar sobre o ato de amamentar. Se a discussão sobre a amamentação costuma perguntar o que é melhor para o bebê, prefiro interrogar o que permite à mãe estar bem para cuidar desse bebê. Aliviar o sofrimento da mãe e do bebê é, em consequência, mais importante do que manter a amamentação a qualquer custo”, explica Octavie. 

Sob a perspectiva da psicanálise, alimentar um bebê vai além do leite. O vínculo se constrói também no contato corporal, no olhar, na voz, na forma de segurar, acolher e responder às necessidades da criança. Inspirada no psicanalista Donald Winnicott, Octavie lembra que os cuidados cotidianos são fundamentais para o desenvolvimento afetivo do bebê e não dependem exclusivamente da amamentação.

Isso não significa minimizar a importância do aleitamento materno, amplamente recomendado por seus benefícios nutricionais e imunológicos. O desafio, segundo ela, é evitar que o incentivo se transforme em cobrança e que mulheres que não conseguem, ou não desejam, amamentar sejam submetidas a julgamentos que agravam seu sofrimento emocional.

Octavie propõe ampliar a conversa sobre a amamentação e a refletir no cuidado oferecido às mulheres no puerpério. “Compreender a dimensão psíquica da amamentação exige considerar também o contexto social e cultural em que a relação entre mãe e bebê se constitui. Como a mulher é tratada durante o puerpério? O que se espera dela? O ambiente lhe permite entrar no papel materno com tranquilidade? Num país como o Brasil, onde a cultura da amamentação é particularmente forte (quase sagrada), existe espaço para que uma mãe escolha a forma como deseja cuidar do seu bebê?”. 

Em um momento em que o Agosto Dourado convida a sociedade a falar sobre amamentação, ampliar essa conversa também para a saúde mental materna pode ser uma forma de fortalecer não apenas o cuidado com o bebê, mas também com quem cuida.

“Precisamos pensar nas condições que permitem à mãe confiar em sua capacidade de construir, à sua maneira, a relação com o filho. Isso não depende apenas dela, mas também do cuidado que ela própria recebe”, conclui a psicanalista.


Posts mais acessados