Pesquisar no Blog

terça-feira, 23 de junho de 2026

Seu filho de 13 anos sabe mais sobre consumo do que você e isso é uma boa notícia


Se você já foi a uma loja com o filho adolescente e ele sabia mais sobre o produto do que o vendedor, você não está imaginando. Isso é real, é recorrente e tem um nome: é o comportamento padrão de uma geração que chegou ao consumo de um jeito completamente diferente de todas as anteriores. 

Eles se chamam Zalfa — jovens na transição entre a Geração Z e a Geração Alpha, com idades entre 10 e 16 anos. Ainda estão no colégio. Ainda dependem financeiramente dos pais. Mas já influenciam, de forma direta e consistente, as decisões de compra em casa. E a maioria dos pais ainda não sabe exatamente o que fazer com essa informação. 

Gerações anteriores de adolescentes chegavam ao consumo movidas principalmente pelo desejo: quero aquilo porque está em alta, porque fulano tem, porque vi numa revista. Os Zalfa chegam com pesquisa feita. Eles já leram as resenhas, conferiram o Reclame Aqui, assistiram aos TikToks de quem usa o produto há seis meses e, muitas vezes, já sabem se aquela peça está disponível no estoque da loja antes de colocar o pé na rua. 

Isso não é capricho. É o resultado de crescerem num ambiente de informação irrestrita e constante. E tem uma consequência direta para a família: essa criança não é mais apenas consumidora em potencial. Ela é, em muitos sentidos, a curadora de consumo da casa. 

Eu mesma vivo isso com a minha mãe. Quando ela viajou para a Coreia, me ligou para perguntar quais produtos de skincare valiam a pena, porque sabe que eu acompanho esse universo no TikTok com uma atenção que ela não tem nem tempo de ter. Ela comprou com base na minha indicação. Chegou em casa sem saber exatamente para que servia um dos produtos. Mas confiou. 

Essa dinâmica se repete em famílias com filhos Zalfa em todo o Brasil. E ela vai muito além de skincare: interfere em escolhas de viagem, de restaurante, de marca de roupa, de onde fazer as compras do mês. Às vezes de forma explícita, o filho apresenta uma pesquisa comparativa antes de pedir algo. Às vezes de forma silenciosa, com a pressão constante de valores que entram em casa por meio de uma geração mais informada do que os pais sobre o que determinada marca representa. 

E quando o filho pede para parar de comprar numa marca? Um dos momentos mais desafiadores para pais de Zalfa é quando o filho chega com uma informação reputacional do tipo: "essa marca usa trabalho análogo à escravidão", "aquela empresa financiou uma causa com a qual não concordo", "vi que esse produto foi reformulado e ficou pior". E pede que a família mude o comportamento de consumo. 

Como reagir? Primeiro, vale entender que essa não é uma birra e sim um exercício de cidadania pelo consumo, algo que essa geração pratica com naturalidade. A Gen Z e os Zalfa cresceram entendendo que comprar é uma forma de votar: você sustenta o que você consome. Ignorar essa lógica é perder uma oportunidade real de conversa. 

Mas ceder automaticamente também não é a resposta. O que funciona melhor é tratar o assunto com a mesma seriedade que o filho trouxe: pedir as fontes, pesquisar juntos, avaliar a credibilidade da informação. Isso transforma uma potencial disputa em educação financeira e senso crítico compartilhado que é exatamente o que essa geração precisa desenvolver junto com a autonomia crescente.

Há uma tendência dos pais interpretarem a influência dos filhos Zalfa como inversão de autoridade dentro da família, mas existe outro ângulo, mais generoso e mais preciso na minha opinião: esses filhos estão oferecendo algo importante para os dias de hoje, um filtro de consumo ativo, atualizado e criterioso.

Uma mãe millennial ou da Geração X que está criando uma filha Zalfa tem à disposição, dentro de casa, alguém que sabe de onde veio aquela peça de roupa, do que ela é feita, qual marca está sendo denunciada por maus-tratos aos funcionários e qual delas acaba de lançar uma linha com impacto ambiental positivo. Isso é informação que, uma geração atrás, simplesmente não estava disponível com essa velocidade e acessibilidade.

Aprender com o filho não é renunciar à autoridade. É reconhecer que autoridade e conhecimento não são a mesma coisa e que, nesse território específico, a geração mais nova chegou equipada de um jeito que a anterior não estava. 

Apesar de toda a influência digital, os Zalfa ainda confiam na opinião humana real. Numa pesquisa apresentada na NRF, o maior evento de varejo do mundo, jovens da Geração Z afirmaram que usam inteligência artificial e plataformas digitais para pesquisar, mas que nunca confiariam exclusivamente nelas. A recomendação de uma pessoa de verdade ainda tem peso decisivo. 

Isso significa que a voz dos pais não foi substituída pelo algoritmo. Ela compete com ele e pode ganhar, se estiver bem-informada e disposta ao diálogo. O pai ou a mãe que se interessa genuinamente pelo universo de consumo do filho, que pergunta de onde veio aquela marca que ele está usando, que pesquisa junto antes de dizer não, mantém uma presença relevante nessa equação.

Se eu pudesse dar uma única orientação para pais que estão navegando essa nova dinâmica com os filhos adolescentes, seria: não subestimem o que eles sabem. E não fingiam que sabem o que não sabem. Essa geração detecta inautenticidade com uma precisão que às vezes surpreende os adultos. Mas ela também responde muito bem à honestidade. Um pai que diz "não sei, mas vamos pesquisar juntos" faz mais pela relação e educação do filho do que aquele que rejeita a informação que não conhece ou cede sem entender o porquê. 

O consumo, para os Zalfa, é um espaço de construção de identidade e de valores. Entrar nesse espaço com curiosidade, em vez de resistência, é a melhor forma de continuar fazendo parte da vida deles.

  


Júlia Xavier - especialista em comportamento de consumo, novas gerações e estratégia de marca, com atuação entre Brasil e Europa. Formada em Publicidade pela ESPM, possui mestrado em Fashion Promotion, Communication and Digital Media pelo Instituto Marangoni, em Paris. Atuou como Global Media Coordinator na Hugo Boss, integrando equipes internacionais e trabalhando com mídia e estratégias globais para diferentes mercados. É presença recorrente na NRF – Retail’s Big Show, maior evento global de varejo, onde acompanha e analisa tendências de consumo, inovação e transformação do mercado, com foco especial na geração Z. É também apresentadora do podcast We Are Too Fashion, no qual discute moda, consumo e comportamento sob uma perspectiva estratégica e contemporânea. De volta ao Brasil, atua como palestrante, consultora e produtora de conteúdo, apoiando empresas na tradução de movimentos culturais e tendências globais em decisões aplicáveis ao negócio. Já foi colunista do Glamurama, participante de eventos como SXSW e Web Summnit, e é fonte para debates sobre consumo, moda, luxo, inovação e varejo.
//www.tiktok.com/@ju.xavier3" >Julia Xavier no Tiktok
Julia Xavier no Instagram
Julia Xavier no LinkedIN

 

Sul e sudeste são as regiões que mais buscam por festas juninas, segundo estudo

São João em Campina Grande 
 iStock

SP, DF e PR lideram a lista; levantamento também mostra que Campina Grande é a cidade mais pesquisada para para pular o São João 

 

Embora as maiores festas de São João estejam tradicionalmente ligadas ao Nordeste, dados recentes mostram que o interesse pelas comemorações vai muito além da região. O levantamento recente do Melhores Destinos, maior portal de promoções de viagens do Brasil, aponta a predominância de estados do Sul e do Sudeste entre os que os brasileiros que mais pesquisam sobre festas juninas na internet.


São Paulo aparece em primeiro lugar no ranking, seguido por Distrito Federal e Paraná. Na sequência aparecem Rio de Janeiro e Santa Catarina, enquanto o Sul ainda volta a marcar presença com o Rio Grande do Sul na sexta posição. Espírito Santo e Minas Gerais também figuram entre os dez estados com maior volume de buscas. Fora desse eixo, Mato Grosso do Sul representa o Centro-Oeste na lista e o Amapá aparece como o único estado da região Norte no top 10.

O interesse de estados mais distantes dos grandes polos juninos do Nordeste sugere que muita gente está disposta a viajar para viver a experiência do São João de perto. A combinação entre programação extensa, shows gratuitos de artistas conhecidos nacionalmente e a força cultural da festa acaba transformando as comemorações em motivo de viagem durante o período, sobretudo para grandes polos do período: Campina Grande e Caruaru.

 


“Os dados confirmam a percepção de que o São João do Nordeste deixou de ser apenas um evento regional e cada vez mais se consolida como uma festa que atrai visitantes do Brasil inteiro. As festas juninas são tradicionais em todo o Brasil, mas em cidades como Campina Grande e Caruaru elas se transformaram em eventos gigantescos”, explica Leonardo Marques, fundador do Melhores Destinos.

A pesquisa também mostra que, para quem quer viver o São João de Campina Grande, a estratégia de voo faz diferença no bolso: saindo de São Paulo, voos diretos para a cidade paraibana custam a partir de R$ 1.850 ida e volta para a semana de 21 a 27 de junho — quase R$ 800 a mais do que voar para João Pessoa ou Recife e continuar por terra.

 

Destinos de São João mais pesquisados do Brasil 

O levantamento do Melhores Destinos identificou os dez destinos que mais despertam o interesse dos brasileiros quando o assunto é São João. O ranking reúne cidades que se consolidaram como referências das festas juninas, atraindo milhões de visitantes todos os anos e movimentando o turismo durante o mês de junho. 


Campina Grande lidera o ranking dos destinos mais procurados para o São João, com 29,1% de participação nas buscas. A cidade paraibana é uma das grandes referências das festas juninas no Brasil e transformou o período em um dos principais atrativos turísticos do ano. Em 2026 a festa já começou e segue até o dia 5 de julho, com expectativa de receber mais de 3,5 milhões de pessoas.


Na sequência aparece Caruaru, com 15,2% das buscas, reforçando o destaque de Pernambuco no turismo junino. Em 2026, a festa terá mais de 70 dias de duração e conta com 27 polos de animação espalhados pelas áreas urbana e comunidades da zona rural, e expectativa de superar os 4 milhões de participantes. Já na terceira posição, o destaque vai para Votorantim, sendo o primeiro destino fora da região Nordeste na lista. A festa é considerada a maior do Estado de São Paulo, e será realizada até  21 de junho, com público estimado de 500 mil pessoas. 

Completando o ranking, estão destinos concentrados principalmente no Nordeste, como Petrolina (PE), Natal (RN), Recife (PE), Cruz das Almas (BA) e Gravatá (DF). Fora da região, Sorocaba (SP) e Brasília (DF) também foram lembradas, reforçando a presença do eixo Sudeste e Centro-Oeste do país. Em todos os locais citados ocorrem festas já tradicionais das cidades e que carregam as características dos arraiás de São João. São shows com grandes nomes de artistas brasileiros, brincadeiras e comidas típicas que vão animar o grande público esperado.


Metodologia 

Foram analisadas buscas realizadas no Google Brasil nos últimos 12 meses a partir da expressão "festa junina em" e suas variações. Com base nesses dados, foi elaborado um ranking dos destinos mais procurados para celebrar o São João, acompanhado da participação percentual de cada localidade no total de pesquisas.

Na sequência, as expressões "festa junina" e "dia de São João" foram utilizadas para identificar os estados com maior interesse pelas festividades juninas, permitindo a construção de um ranking estadual.

Em seguida, para identificar as comidas típicas mais populares, foi elaborada uma lista de alimentos tradicionais do período e analisados os volumes de busca. A partir desse recorte, foi construído o ranking das receitas mais pesquisadas para os festejos juninos. 

  

Melhores Destinos


Papel do RH em uma economia desafiadora: de área de suporte a agente de transformação

 

Em momentos de instabilidade econômica, aumento da pressão por resultados, transformações tecnológicas e mudanças regulatórias, é comum que as organizações voltem seus olhares para o RH em busca de respostas. No entanto, a verdadeira contribuição da área não deve surgir apenas nos períodos de crise. Pelo contrário: quando o RH é acionado apenas nos momentos mais difíceis, muitas vezes já é tarde para atuar de forma preventiva.  

Seus profissionais precisam estar conectados ao negócio em todas as suas fases — da expansão, a consolidação, transformação ou retração. Ou seja, compreender a estratégia da organização, acompanhar os movimentos do mercado e manter proximidade com as lideranças, o que permite antecipar cenários, identificar riscos e agir de forma proativa. Mais do que apoiar a execução da estratégia, deve contribuir para sua construção, influenciando decisões que impactam, diretamente, a sustentabilidade e a competitividade da empresa.  

Nesse contexto, um dos temas mais relevantes é o engajamento dos colaboradores. Dados do relatório “State of the Global Workplace”, de 2026, mostram uma realidade preocupante: o engajamento global dos times caiu para 20% em 2025, o nível mais baixo desde 2020, custando à economia mundial cerca de US$ 10 trilhões em perda de produtividade. Embora o RH seja o guardião desse pilar, a responsabilidade pelo engajamento não pode ser atribuída exclusivamente à área de Pessoas.  

Um bom líder é quem constrói a experiência diária dos colaboradores, define prioridades, desenvolve talentos e influencia, diretamente, o ambiente de trabalho. Por isso, a construção de equipes engajadas é um trabalho contínuo e compartilhado entre o RH e liderança.  

Outro desafio crescente está relacionado à velocidade das mudanças. Novas tecnologias, inteligência artificial, modelos de trabalho e transformações nos modelos de negócio exigem das empresas uma capacidade de adaptação sem precedentes. Nesse cenário, as competências comportamentais ganham protagonismo. Aprendizagem contínua, adaptabilidade, pensamento crítico, colaboração, gestão de mudanças e liderança de equipes multigeracionais tornam-se diferenciais tão importantes quanto o conhecimento técnico.  

O RH também precisa ampliar sua atuação para além dos limites da organização. Estar conectado a universidades, associações setoriais, órgãos reguladores, sindicatos, comunidades profissionais, startups e demais agentes do ecossistema permite antecipar tendências, compreender movimentos do mercado de trabalho e influenciar, positivamente, a agenda de negócios por meio da atração, desenvolvimento e retenção de talentos.  

Além disso, o futuro exigirá uma área de Recursos Humanos cada vez mais orientada por dados. Decisões relacionadas à produtividade, sucessão, desenvolvimento de lideranças, retenção de profissionais e planejamento da força de trabalho precisam estar fundamentadas em indicadores consistentes. Organizações que conseguem transformar essas informações em ações estratégicas tendem a responder com mais agilidade aos desafios do mercado.  

Em última análise, o papel do RH não muda em momentos de crise. O que muda é a velocidade e a intensidade das decisões necessárias. As empresas que se destacarão nos próximos anos serão aquelas que conseguirem desenvolver uma cultura adaptável, lideranças preparadas e equipes capazes de aprender continuamente.  

Mais do que uma área de suporte, o RH tornou-se um agente estratégico de transformação. Sua missão é garantir que a organização tenha as pessoas certas, com as competências ideais, no melhor momento, para executar sua estratégia e prosperar em qualquer cenário econômico.  



Thiago Xavier - headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.


Wide
https://wide.works/


Cursos profissionalizantes gratuitos

A Casa Transitória Fabiano de Cristo, por meio de sua Escola Profissionalizante Paulo de Tarso, em parceria com o Senai, está com vagas abertas para cursos gratuitos nas áreas de Alimentos, Construção Civil, Eletricidade, Gestão, Têxtil e Informática

 

Estão abertas as inscrições para mais de 30 cursos profissionalizantes gratuitos oferecidos por meio da parceria entre o Senai e a Escola Profissionalizante Paulo de Tarso, mantida pela Casa Transitória Fabiano de Cristo, instituição dedicada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social e principal braço social da Federação Espírita do Estado de São Paulo - FEESP. Os cursos têm como objetivo ampliar oportunidades de qualificação profissional, empregabilidade e geração de renda para jovens e adultos da comunidade. 

Entre as oportunidades oferecidas estão cursos de Costura, Modelagem, Construtor de Alvenaria, Informática, Energia Solar Fotovoltaica, Montagem e manutenção de microcomputadores, Pacote Office e Panificação e outros com alta demanda no mercado de trabalho. 

As aulas acontecem presencialmente nas instalações da Casa Transitória Fabiano de Cristo, e os participantes que concluírem a formação com aproveitamento receberão certificado emitido pelo SENAI, agregando ainda mais valor ao currículo e ampliando as oportunidades de inserção profissional.

Os interessados podem acessar a lista de cursos disponibilizados no link: https://casatransitoriasp.org.br/cursos-profissionalizantes-senai/

As matrículas devem ser feitas presencialmente na sede da Casa Transitória Fabiano de Cristo, das 9h às 11h e das 13h às 15h, na Av. Condessa Elisabeth de Robiano, 454, Belenzinho, São Paulo/SP. É obrigatório levar cópia do RG e CPF ou CIN ou RNE, comprovante de residência, comprovante de escolaridade e, quando exigido pelo curso, comprovante de conhecimento anterior. Mais informações pelo telefone: (11) 97083-5901.


Serviço

Cursos Profissionalizantes gratuitos -  Escola Profissionalizante Paulo de Tarso, em parceria com o Senai
Inscrições a partir de 16/06/2026 - a inscrição para cada curso encerra-se quando preenchido o total de vagas ou na data de início do curso.
Atendimento presencial: das 9h às 11h e das 13h às 15h
Av. Condessa Elisabeth de Robiano, 454 – Belenzinho – São Paulo/SP
Informações: (11) 97083-5901
Obrigatório cópia dos documentos: RG e CPF ou CIN, ou RNE | Comprovante de residência | Comprovante de escolaridade | Comprovante de conhecimento anterior (quando exigido)
Cursos 100% gratuitos e com certificado emitido pelo Senai| Vagas limitadas 


Cursos gratuitos capacitam gestores e profissionais da saúde em áreas estratégicas do setor

Academia de Saúde FEHOSP oferece capacitações em gestão hospitalar, liderança, contratualização no SUS e reforma tributária para fortalecer hospitais filantrópicos e Santas Casas 

 

A qualificação contínua de profissionais da saúde, especialmente diante dos desafios crescentes na gestão hospitalar, é o foco da agenda de cursos promovidos pela Academia de Saúde Fehosp, da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo. As capacitações, online e gratuitas para associados da entidade, acontecerão em junho e julho, e são voltadas a gestores, administradores hospitalares, profissionais de recursos humanos e equipes técnicas que atuam em hospitais filantrópicos e instituições de saúde de todo o país. 

A iniciativa busca preparar os profissionais para os desafios cada vez mais complexos da área da saúde, promovendo atualização técnica, desenvolvimento de lideranças e aprimoramento da gestão, fatores considerados essenciais para garantir a sustentabilidade das instituições e a qualidade da assistência prestada à população. 

Um dos destaques é o curso gratuito voltado à formação e atualização de executivos hospitalares, nos dias 6 e 13 de julho, das 19h30 às 21h30. 

Nos dia 23 de junho e 14 de julho, acontecerá, também gratuitamente, o Programa de formação em mentoria para líderes e RH, das 10h às 12h, com a especialista Katia Magni. 

Curso sobre Reforma Tributária também será um dos destaques. O tema ganhou relevância diante das recentes mudanças na legislação brasileira. A capacitação, gratuita, discutirá os impactos das novas regras para hospitais, Santas Casas e entidades filantrópicas, auxiliando gestores na adaptação aos novos cenários regulatórios. Os encontros ocorrerão nos dias 6, das 14h às 16h30, e 15, das 9h às 12h, em transmissão ao vivo por plataforma EAD. 

“Ao oferecer cursos gratuitos e acessíveis para profissionais de diferentes regiões do país, a Fehosp reforça seu papel como referência nacional na formação e atualização de gestores da saúde. Acreditamos que o investimento contínuo em educação e capacitação é um dos caminhos mais importantes para fortalecer o setor filantrópico, ampliar a eficiência da gestão hospitalar e garantir melhores resultados para pacientes e instituições”, ressalta o diretor presidente da Fehosp, Edson Rogatti.

Mais informações no site Link.

 

Fehosp - Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo

  

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Campanha nacional alerta: Cuidar da audição é também cuidar do cérebro

 

Sociedade Brasileira de Otologia e ABORL-CCF lançam campanha nacional para conscientizar a população sobre a relação entre saúde auditiva e prevenção do declínio cognitivo

 

Com papel fundamental na comunicação, no aprendizado, na interação social e na manutenção da saúde cerebral, a audição merece atenção especial. Por conta disso, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a audição e estimular o diagnóstico precoce e o tratamento da perda auditiva em todas as fases da vida, a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), em parceria com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), lançou recentemente a campanha de âmbito nacional “Cuide do seu cérebro através da sua audição”. 

O presidente da SBO, Dr. Rogério Hamerschmidt, explica que a iniciativa da campanha surgiu baseada em evidências científicas que demonstram a estreita relação entre audição e saúde cerebral. Segundo ele, atualmente, a perda auditiva não tratada é considerada o principal fator de risco modificável para o desenvolvimento de demências, incluindo a doença de Alzheimer. “Estudos, como o publicado no The Lancet, em 2024, apontam que a dificuldade para ouvir pode contribuir para o isolamento social, reduzir a interação com familiares e amigos, e aumentar os riscos de depressão e ansiedade, e acelerar o declínio cognitivo.”  

 

Objetivo

De acordo com o Dr. Hamerschmidt, a campanha busca ampliar o acesso à informação e reforçar que a perda auditiva tem tratamento, conscientizando as pessoas de que ouvir bem é uma parte importante do envelhecimento saudável e da qualidade de vida, uma vez que cuidar da audição também é cuidar do cérebro. 

Ele revela que a perda auditiva pode afetar pessoas de diferentes idades e gerar impactos significativos ao longo da vida. Em crianças, por exemplo, pode comprometer o desenvolvimento da fala, da linguagem e da aprendizagem. Já nos adultos, interfere na vida profissional e social e, entre os idosos, está associada a um maior risco de isolamento social, perda de autonomia e declínio cognitivo. “Além da conscientização, a campanha destaca a importância do acesso ao tratamento adequado. Em muitos casos, os aparelhos auditivos possibilitam a recuperação do acesso aos sons e promovem uma melhora significativa na comunicação e na qualidade de vida”, reforça, ao comentar que para as pessoas com perda auditiva severa ou profunda, quando estes aparelhos já não oferecem benefício suficiente, o implante coclear, que está disponível tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto pelos planos de saúde, surge como alternativa eficaz para restaurar a percepção sonora e favorecer a compreensão da fala. “Ao longo desse e do próximo ano a campanha promoverá ações de conscientização e atividades educativas em todo o Brasil em eventos científicos, palestras, encontros com pacientes e projetos de extensão nas universidades, reforçando uma mensagem simples e essencial: ouvir bem ajuda a manter o cérebro ativo, preservar a autonomia e melhorar a qualidade de vida.”

 


Dr. Rogério Hamerschmidt - CRM-PR 16535 | RQE 10228

Sociedade Brasileira de Otologia - SBO

Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF

 

26/06 Dia Nacional do Diabetes e as consequências vasculares da doença

 

AMPUTAÇÃO DE MEMBROS

Diabetes provoca a aceleração do processo arteriosclerótico das artérias, levando a isquemia dos tecidos irrigados pelas mesmas, podendo gerar amputação de membros e outras complicações graves



“Envolvidas pela doença, as artérias coronárias podem causar isquemia do miocardio que podem levar ao infarto cardíaco e as artérias renais, insuficiência renal grave e até mesmo a parada de funcionamento renal e também as artéria dos membros - principalmente os inferiores - levando a quadro de isquemia de pé e pernas, causando até gangrena e amputação”, alerta o cirurgião vascular Dr. Caio Focassio, da capital paulista membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Isso acontece porque a diabetes também lesa as pequenas artérias – é o que leva ao chamado pé diabético que é originado pela isquemia da microcirculação local afetada. Dr Caio conta que devido a essa lesão há uma perda de sensibilidade local e assim, o paciente começa a pressionar excessivamente a planta do pé ao andar – o que ocasiona ferimento de grave para ser tratado já que todos os tecidos estão comprometidos por essa isquemia.

“Uma isquemia pode evoluir até a artéria de grande calibre ocasionando grandes lesões – é o que chamamos de gangrena – responsável por grandes e mais complicadas amputações”, avisa o especialista.

Por isso que o controle da diabetes é essencial para que a doença não evolua a ponto de amputações e de complicações que podem ainda acometer o coração, olhos e rins.

Alguns sinais podem ajudar a manter o controle em mãos. “São eles: atenção para as possíveis dores ao caminhar, pés frios, feridas que não cicatrizam facilmente e até formigamento e fraqueza nos membros inferiores”, finaliza o cirurgião vascular.



FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.
www.drcaio.com.br/ 
Instagram: @drcaiofocassiovascular


Movimento regular reduz em 19% o risco de morte precoce e melhora metabolismo nas primeiras semanas, aponta estudo

Freepik
Especialista do Hospital Sírio-Libanês explica que pequenas alterações na rotina já ajudam a prevenir doenças, mesmo sem academia ou treinos intensos 

 

 Não é apenas a quantidade de exercício que importa. Um estudo da Harvard, publicado no BMJ Medicine1, mostrou que pessoas que praticam atividades físicas variadas, como caminhada, musculação ou até jardinagem, têm até 19% menos risco de morte precoce, independentemente do tempo total dedicado ao exercício. O dado reforça um alerta já conhecido: o sedentarismo segue como uma das principais ameaças à saúde global, responsável por cerca de 5 milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)2. 

Na prática, isso significa que a independência na terceira idade depende menos de intervenções médicas tardias e mais da regularidade e diversidade de movimento no dia a dia. Pequenas decisões cotidianas são determinantes para definir se, no futuro, o indivíduo manterá sua autonomia ou precisará de auxílio para tarefas simples. 

Na contramão dessa necessidade, o sedentarismo se consolidou como um dos principais desafios de saúde pública. No Brasil, o avanço das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) evidencia esse cenário. Dados do Ministério da Saúde3 mostram que, no período entre 2006 e 2024, o número de adultos com diabetes cresceu 135%, enquanto os casos de hipertensão aumentaram 31% e a obesidade mais que dobrou no período. 

Especialistas explicam que essas mudanças têm origem, em grande parte, na forma como o organismo responde à falta de movimento, já que o corpo humano passa a operar de maneira menos eficiente diante de longos períodos de inatividade. Há prejuízo no controle glicêmico, aumento da resistência à insulina e maior dificuldade na metabolização de gorduras. Como consequência, substâncias como glicose e lipídios permanecem mais tempo na corrente sanguínea, favorecendo o enrijecimento das artérias e elevando o risco cardiovascular. 

“O sedentarismo é hoje um dos principais fatores de risco porque favorece o surgimento de outras condições, como obesidade, colesterol elevado e diabetes”, afirma o médico do esporte Paulo Zogaib, do Hospital Sírio-Libanês. O especialista estabelece um parâmetro claro para o diagnóstico, em que se considera sedentário o indivíduo cujo gasto calórico semanal com atividades físicas não ultrapassa mil calorias. 

O problema é agravado pela dificuldade de controle dessas doenças mesmo após o diagnóstico. Levantamentos da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)4 apontam que apenas uma parcela reduzida da população consegue manter simultaneamente níveis adequados de pressão arterial e glicemia, o que amplia o risco de complicações ao longo do tempo. Além dos efeitos metabólicos, a inatividade interfere em processos silenciosos, como a renovação celular. Sem estímulo físico, o organismo tende a manter células disfuncionais por mais tempo, o que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças graves, como o câncer. 

Contudo, o médico reforça que a prática regular de atividade física apresenta efeitos precoces e mensuráveis. Logo nas primeiras semanas, há melhora no controle da pressão arterial, maior eficiência no uso da glicose, redução do colesterol LDL e ganho na circulação sanguínea, fatores determinantes na prevenção das DCNTs. 

A recomendação internacional de 150 minutos1 semanais de atividade física moderada ainda encontra barreiras na percepção de que o exercício exige rotinas estruturadas ou alto desempenho. 

“O erro está em tentar encaixar um padrão ideal na vida real. O importante é adaptar a atividade ao indivíduo. Quando a pessoa começa com uma carga muito intensa, ela não sustenta e acaba abandonando”, afirma o especialista. 

A transição para uma vida ativa não exige, necessariamente, a estrutura de uma academia, mas a consciência do movimento. Confira as recomendações do especialista para incorporar o movimento à rotina de forma estratégica: 

  • Mobilidade urbana: Caminhar para resolver tarefas curtas melhora a circulação e ajuda no equilíbrio da glicose.
  • Fortalecimento funcional: Optar por escadas em vez de elevadores fortalece músculos essenciais para a autonomia, como pernas e glúteos.
  • Ganho cardiovascular: Pedalar ou dançar regularmente atua na capacidade respiratória e coordenação, prevenindo o risco de quedas.
  • Atividade doméstica ativa: Tarefas como organizar a casa elevam o gasto calórico e ajudam no controle do peso.
  • Redução do comportamento sedentário: Levantar-se a cada 60 minutos reduz picos de glicemia e mitiga os efeitos negativos de longos períodos sentado.

  

Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link

 

 

Junho Vermelho: uma única doação de sangue pode beneficiar diversos recém-nascidos e crianças em tratamento

Especialista do Hospital e Maternidade Sepaco explica os casos em que as transfusões são necessárias

 

Muitas pessoas associam a transfusão de sangue apenas a grandes emergências e acidentes. No entanto, dentro de maternidades, UTIs neonatais e centros de alta complexidade, os hemocomponentes são essenciais para o tratamento de pacientes extremamente vulneráveis, incluindo recém-nascidos prematuros, crianças submetidas a cirurgias cardíacas e pacientes em terapia intensiva. Durante o Junho Vermelho, campanha nacional de incentivo à doação de sangue, especialistas reforçam a importância desse gesto solidário, que contribui diretamente para salvar vidas e garantir a continuidade de tratamentos complexos. 

Uma única doação de sangue pode beneficiar mais de um paciente. Isso ocorre porque o sangue coletado é processado e separado em diferentes partes, como concentrado de hemácias, plasma e plaquetas, utilizados conforme a necessidade clínica de cada paciente. Em recém-nascidos e crianças, esses hemocomponentes podem ainda ser fracionados em pequenos volumes, adequados ao peso e às necessidades individuais. 

“Recém-nascidos submetidos a cirurgias cardíacas, por exemplo, frequentemente necessitam de transfusões de sangue e hemocomponentes durante o tratamento. Em muitos casos, esse suporte é fundamental para a manutenção da vida e para uma recuperação clínica adequada”, explica o médico Pablo Raphael Gomiero Alves, hematologista e hemoterapeuta no Hospital e Maternidade Sepaco. 

Além das cardiopatias congênitas complexas, prematuros extremos também podem necessitar de múltiplas transfusões ao longo da internação, especialmente em decorrência da anemia da prematuridade e de outras condições associadas à imaturidade neonatal. 

“O que muitas pessoas não sabem é que um único bebê prematuro extremo pode precisar de várias transfusões durante a internação. Por isso, a manutenção de estoques adequados de sangue e hemocomponentes é fundamental para garantir a assistência segura a esses pacientes tão vulneráveis”, destaca o especialista. 

Entre as situações mais frequentes que podem exigir transfusão em recém-nascidos estão também hemorragias, incompatibilidades sanguíneas materno-fetais, infecções graves, cirurgias de alta complexidade e distúrbios de coagulação. 

A transfusão nesse grupo de pacientes requer cuidados rigorosos, incluindo o cálculo preciso dos volumes conforme o peso corporal, a utilização de hemocomponentes especialmente selecionados, monitorização contínua e acompanhamento por equipes capacitadas. Todo o processo é realizado seguindo protocolos assistenciais e critérios de segurança transfusional.

 

Doação de sangue: uma necessidade permanente 

A necessidade de sangue e hemocomponentes é contínua nos hospitais brasileiros. Como esses produtos não podem ser fabricados artificialmente e possuem prazo de validade limitado, a manutenção de estoques adequados depende da doação regular da população. Esse abastecimento é fundamental para garantir a realização de cirurgias, tratamentos oncológicos, atendimentos de urgência e o suporte a pacientes internados em unidades de terapia intensiva.

 “Para quem nunca doou, o mais importante é dar o primeiro passo. Além de ajudar outras pessoas, é uma experiência que costuma transformar também quem doa”, afirma o Dr. Pablo Raphael. 

Ele ressalta ainda que existem períodos tradicionalmente mais críticos para os bancos de sangue, como férias escolares, feriados prolongados e meses de inverno, quando o número de doadores tende a diminuir. 

Maria Júlia Marcovecchio, captadora de doadores do Banco de Sangue de São Paulo, destaca que a doação de sangue continua cercada por mitos que afastam potenciais doadores. 

“Muitas pessoas ainda acreditam que doar sangue faz mal à saúde ou provoca fraqueza prolongada. Na verdade, é um procedimento seguro e realizado sob rigorosos critérios de qualidade. O que nem todos percebem é que a necessidade de sangue é diária e envolve não apenas vítimas de acidentes ou pacientes cirúrgicos, mas também recém-nascidos prematuros, crianças e pacientes em tratamento de doenças graves. Cada doação pode fazer diferença para várias vidas”, afirma. 

 

Quem pode doar sangue 

• Ter entre 16 e 69 anos de idade (menores de 18 anos devem apresentar autorização formal do responsável legal);

• Pessoas entre 60 e 69 anos podem doar apenas se já tiverem realizado doações antes dos 60 anos;

• Apresentar documento oficial com foto;

• Pesar no mínimo 50 kg;

• Estar em boas condições de saúde;

• Ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas;

• Não comparecer em jejum;

• Evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.

 

Asma infantil: como reconhecer os sinais de uma crise e quando procurar atendimento médico

Com a chegada da estação mais fria do ano, pneumologista explica sintomas, fatores de risco e orienta quando buscar um pronto-socorro pediátrico 

 

Com a chegada do inverno, sintomas respiratórios tendem a se intensificar, principalmente entre crianças com histórico de alergias ou doenças respiratórias. Tosse persistente, chiado no peito e falta de ar podem ser sinais de uma crise de asma, uma das doenças crônicas mais comuns da infância.

Para reforçar a conscientização sobre a condição, o Ministério da Saúde instituiu o Dia Nacional de Controle da Asma, celebrado em 21 de junho, data que marca o encerramento do outono e a chegada da estação mais fria do ano.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 23% da população brasileira convive com a doença, com prevalência variando entre 19,8% e 24,9% nas diferentes regiões do país. Dados do Registro Brasileiro de Asma Grave (Rebrag), divulgados em 2021, apontaram que aproximadamente 60% dos pacientes com formas graves da doença estavam com a condição fora de controle. Na época, a asma era responsável por cerca de sete mortes diárias no Brasil.

Embora possa ocorrer em qualquer faixa etária, a asma frequentemente se inicia na infância. De acordo com a Dra. Talia Andrea Soria Muñoz, pneumologista pediátrica do Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que pode se manifestar desde os primeiros anos de vida.

“Na asma, as vias aéreas ficam inflamadas e mais sensíveis, fazendo com que possam se estreitar diante de diferentes estímulos, como infecções virais, alérgenos, exercício físico, mudanças climáticas ou exposição à fumaça”, explica a especialista.


Quais são os principais tipos de asma?

Embora seja conhecida popularmente apenas como asma, a doença pode apresentar diferentes formas, dependendo dos fatores que desencadeiam os sintomas.

O mais comum na infância é a asma alérgica¸ e ocorre após a exposição a substâncias como ácaros, poeira, mofo, pólen e pelos de animais por exemplo.

Também existem formas não alérgicas e situações em que os sintomas podem ser desencadeados por exercício físico, infecções virais ou exposição a irritantes ambientais.

Mudanças de temperatura, exposição a substâncias irritantes e alguns medicamentos, como aspirina e determinados anti-inflamatórios, podem servir de gatilhos ou agravar os sintomas da crise.

“Nas crianças, a asma costuma estar associada a alergias, mas também pode ser desencadeada por infecções virais. A gravidade varia de acordo com a causa e o perfil de cada paciente”, destaca a médica da Pediatria Star.


Como identificar uma primeira crise de asma?

Uma das principais dúvidas dos pais é saber diferenciar uma crise de asma de outros quadros respiratórios comuns da infância. Os principais sinais de alerta incluem:

• Tosse recorrente, principalmente durante a noite ou ao acordar;

• Chiado no peito;

• Falta de ar;

• Sensação de aperto no peito;

• Cansaço excessivo ou dificuldade para acompanhar atividades físicas.

Segundo a pneumologista, o diagnóstico é baseado na avaliação clínica, no histórico do paciente e na recorrência dos sintomas.

“Em crianças acima de cinco anos, exames como a espirometria podem auxiliar na confirmação do diagnóstico. Já nos menores, a avaliação da frequência dos episódios, dos fatores de risco e da resposta ao tratamento ajuda a diferenciar a asma de outros quadros respiratórios comuns da infância”, afirma.


Quando levar uma criança com crise de asma ao pronto-socorro?

Alguns sintomas indicam que a crise de asma pode estar em um estágio mais grave e exigem avaliação médica imediata. Os principais sinais de alerta são:

• Respiração rápida ou com esforço;

• Afundamento das costelas ou da região abaixo do pescoço ao respirar;

• Dificuldade para falar, mamar ou se alimentar devido à falta de ar;

• Lábios ou extremidades arroxeadas;

• Sonolência excessiva ou prostração;

• Ausência de melhora após o uso da medicação de resgate orientada pelo médico.

“Nessas situações, a avaliação médica deve ser feita rapidamente para iniciar o tratamento adequado e evitar a progressão da crise. Por isso, o pronto-socorro é indicado quando há sinais de dificuldade respiratória ou ausência de melhora com a medicação”, reforça Talia Muñoz.


Onde buscar atendimento de pronto-socorro pediátrico em São Paulo?

Em casos de falta de ar intensa ou sinais de gravidade, a criança deve ser avaliada em um pronto-socorro pediátrico. Em São Paulo, o Hospital Vila Nova Star, da Rede D’Or, conta com a Pediatria Star, serviço pediátrico integrado com pronto-socorro, suporte diagnóstico, internação e terapia intensiva, preparado para atender crianças em diferentes níveis de complexidade.

A estrutura reúne atendimento pediátrico especializado e suporte de diferentes áreas médicas para casos que exigem acompanhamento de maior complexidade.


Tratamento e controle da doença

Embora a asma não tenha cura, a doença pode ser controlada por meio de acompanhamento médico adequado e tratamento contínuo. O objetivo é reduzir a inflamação das vias aéreas, prevenir crises e permitir que a criança mantenha suas atividades normalmente.

As medicações são divididas em duas categorias principais:

Medicamentos de controle: utilizados regularmente para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir crises. O principal exemplo é o corticoide inalatório.

Medicamentos de alívio: utilizados durante episódios de piora para promover broncodilatação e melhorar rapidamente a respiração.

Além do tratamento medicamentoso, reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam os sintomas também é fundamental para evitar novas crises.

“O diagnóstico precoce e o acompanhamento regular com o pneumologista permitem um controle mais eficaz da doença e ajudam a prevenir futuras crises. É importante lembrar que não existem tratamentos caseiros capazes de controlar uma crise de asma. Em casos de primeira ocorrência ou agravamento dos sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico”, finaliza a especialista.

 

Rede D’Or


Posts mais acessados