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terça-feira, 23 de junho de 2026

O ativo mais valioso da sua empresa não está no balanço patrimonial

Quando empresários falam sobre crescimento, normalmente a conversa gira em torno de vendas.

Quando investidores falam sobre crescimento, a conversa costuma ser diferente.

Eles observam ativos.

Ativos que geram valor continuamente.

Ativos que reduzem dependências.

Ativos que aumentam a capacidade de crescimento da empresa ao longo do tempo.

É por isso que algumas organizações conseguem crescer mesmo em cenários adversos, enquanto outras entram em modo de sobrevivência ao primeiro sinal de turbulência.

A diferença raramente está apenas no faturamento.

Ela está nos ativos construídos ao longo da jornada.

Marca.

Comunidade.

Relacionamento.

Distribuição.

Tecnologia.

Influência.

Confiança.

Esses são ativos que não aparecem integralmente em uma planilha financeira, mas que impactam diretamente a capacidade de uma empresa crescer, atrair talentos, conquistar clientes e abrir novos mercados.

Muitas empresas investem anos tentando otimizar campanhas.

Poucas investem anos construindo ativos.

E existe uma diferença enorme entre essas duas estratégias.

Campanhas geram resultado.

Ativos geram vantagem competitiva.

Campanhas precisam ser renovadas.

Ativos acumulam valor.

Campanhas podem ser copiadas.

Ativos são muito mais difíceis de replicar.

Talvez a pergunta mais importante para um CEO hoje não seja:

"Como podemos crescer mais?"

Mas sim:

"Quais ativos estamos construindo que tornarão nosso crescimento inevitável nos próximos anos?"

As empresas que dominarão a próxima década não serão necessariamente aquelas que venderem mais hoje.

Serão aquelas que estiverem construindo os ativos certos enquanto seus concorrentes ainda estão olhando apenas para os números do próximo trimestre.

 


Neto Angel - PR Digital - SEO - Marketing
Growth Architect Estratégia, Expansão e Novos Motores de Crescimento


Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/o-ativo-mais-valioso-da-sua-empresa-n%C3%A3o-est%C3%A1-balan%C3%A7o-neto-angel-wd5if/


Depois da Fictor no Palmeiras, a EQR Capital estampa a camisa do Santos sem pagar investidores

A EQR Capital fechou contrato de patrocínio master com o Santos Futebol Clube prometendo aos investidores rentabilidade de até 30% ao ano. A garantia, segundo seus próprios diretores, seria única no mercado: imóveis reais por trás de cada aplicação. 

O acordo, firmado por R$ 5 milhões, colocou o nome da empresa na camisa de um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro justamente quando as primeiras reclamações de investidores começavam a ganhar visibilidade. Hoje, os controladores da EQR são alvo de duas investigações distintas: uma conduzida pela Polícia Civil por suspeita de estelionato e outra na esfera federal, aberta a pedido do Ministério Público Federal, para apurar possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional. 

O episódio está longe de ser uma novidade no futebol brasileiro. Antes da EQR, a Fictor ocupou espaço semelhante ao estampar a camisa do Palmeiras enquanto oferecia investimentos com promessas de elevada rentabilidade por meio de Sociedades em Conta de Participação, modelo que não se submete à regulação da Comissão de Valores Mobiliários. O resultado é conhecido. A empresa acumula atualmente mais de R$ 4 bilhões em dívidas e cerca de 13 mil credores, depois de utilizar a credibilidade associada à marca do clube para transmitir uma sensação de segurança que os fatos posteriores demonstraram inexistente. 

Mas o caso mais emblemático talvez não esteja em outro clube. Está na própria história do Santos. 

Em fevereiro de 2000, o clube firmou contrato de patrocínio com o Alpha Club, empresa de marketing multinível que prometia descontos em produtos de luxo mediante adesão equivalente a 28 salários mínimos da época. Naquele momento, o Ministério Público e as Polícias Civis de São Paulo e do Rio de Janeiro já investigavam a empresa por suspeitas de pirâmide financeira. Ainda assim, após uma reunião que durou mais de três horas, a diretoria santista decidiu manter o contrato.

Na ocasião, o diretor jurídico do clube minimizou publicamente as denúncias, argumentando que o número de reclamações era insignificante diante da quantidade de associados da empresa. Poucos meses depois, em maio daquele ano, a Justiça determinou a suspensão das atividades do Alpha Club. O Santos já havia lançado seu uniforme oficial com a marca da empresa estampada no peito. 

Passados vinte e seis anos, o roteiro parece se repetir com pequenas adaptações. As reclamações públicas envolvendo a EQR seguem o padrão clássico observado em diversas fraudes financeiras estruturadas. Os rendimentos prometidos costumam ser pagos inicialmente, fortalecendo a confiança dos investidores e estimulando novas captações. O problema surge quando chega o momento da devolução do principal investido. 

Há relatos de investidores que receberam regularmente os rendimentos mensais, mas jamais conseguiram reaver o valor originalmente aplicado. Outros afirmam que as garantias imobiliárias prometidas em contrato simplesmente não existiam quando verificadas junto aos cartórios competentes. 

A própria estrutura societária da empresa desperta questionamentos. Embora a EQR mantenha fundos regularmente registrados na CVM, documentos da autarquia indicam que esses veículos não concentram o volume de investidores que a companhia afirma possuir publicamente. A captação, segundo os elementos disponíveis, ocorre principalmente por meio de instrumentos como contratos de mútuo, debêntures e cotas de consórcio. 

Também chama atenção o crescimento acelerado do capital social da holding controladora, que saltou de R$ 40 mil para mais de R$ 100 milhões em menos de dois anos. Pouco antes de uma nova emissão de dívida, o controle societário foi transferido para uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. 

Questionado sobre os critérios de compliance adotados para a celebração da parceria, o Santos optou pelo silêncio. A postura remete ao episódio de 2000, quando as preocupações existentes não impediram a manutenção do contrato nem geraram esclarecimentos públicos sobre os riscos envolvidos. 

Até o momento, não há sinais de que o clube tenha submetido a EQR a uma análise rigorosa antes da assinatura do acordo. Um programa de compliance minimamente eficiente não precisa de uma investigação aprofundada para identificar sinais de alerta em uma empresa que promete garantias supostamente únicas no mercado, capta recursos fora dos ambientes tradicionalmente supervisionados pelo Banco Central e pela CVM e já acumulava reclamações públicas de investidores. 

Na análise que realizamos da operação, utilizando critérios técnicos empregados na identificação de fraudes financeiras estruturadas, a empresa reprova nos principais filtros de avaliação. 

Há dúvidas relevantes sob o aspecto regulatório, uma vez que o modelo de captação adotado suscita questionamentos sobre a necessidade das autorizações normalmente exigidas para ofertas públicas de investimento. A sustentabilidade econômica também merece atenção, pois os relatos disponíveis e os indícios observados sugerem uma estrutura cuja continuidade aparenta depender da entrada constante de novos recursos para honrar compromissos assumidos anteriormente. 

As garantias apresentadas tampouco resistem a uma análise mais cuidadosa. Em diversos casos examinados, os imóveis apontados como lastro não demonstraram correspondência adequada, seja em valor, seja em titularidade, com as informações constantes dos registros públicos. 

Quando uma instituição centenária empresta sua camisa a uma operação que não supera verificações tão elementares, ela faz mais do que vender um espaço publicitário. Transfere para aquela empresa um ativo muito mais valioso do que qualquer contrato de patrocínio: a confiança do torcedor. E, quando essa confiança é utilizada para conferir aparência de legitimidade a negócios cercados de dúvidas, a conta costuma chegar muito depois dos aplausos da apresentação oficial.

 


Jorge Calazans - advogado especializado na defesa de investidores vítimas de fraudes financeiras, sócio do escritório Calazans & Vieira Dias Advogados e autor do livro “Arquitetura da Fraude”.


Dia do Imigrante: acolher quem chega não é escolha, é dever

Freepik

O Dia do Imigrante (25/6) é uma oportunidade para refletirmos sobre os deslocamentos humanos para além das fronteiras geográficas. Migrar envolve expectativas e projetos de vida, mas também revela contradições de uma realidade marcada por desigualdades e pela fragilidade das redes de proteção. 

O Brasil foi historicamente constituído por diferentes fluxos migratórios. Hoje, milhares de pessoas chegam ao país em busca de melhores oportunidades, muitas vezes fugindo de conflitos, crises econômicas ou situações de extrema vulnerabilidade. 

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o país abriga pouco mais de 2 milhões de pessoas de outras nacionalidades, entre residentes, temporários, refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado, de aproximadamente 200 países. Entretanto, apenas cerca de 414 mil estão inseridas formalmente no mercado de trabalho. 

A urgência pela sobrevivência, as barreiras linguísticas e culturais, o desconhecimento da legislação e as dificuldades de acesso às redes de apoio deixam muitos estrangeiros expostos à exploração, à informalidade e a vínculos ocupacionais marcados por baixos salários e ausência de garantias sociais e trabalhistas. 

Esse cenário está relacionado a um processo mais amplo de enfraquecimento da proteção social. A chamada desertificação dos direitos sociais, associada à perda de garantias trabalhistas, favorece a expansão da informalidade, que hoje alcança cerca de 40 milhões de brasileiros, e cria condições para diferentes formas de escravização contemporânea. A precarização, nesse sentido, deixa de ser exceção e passa a ser naturalizada como parte das relações de trabalho. 

Por isso, acolher quem atravessa fronteiras significa reafirmar que direitos não podem depender da origem ou nacionalidade. Uma sociedade democrática precisa garantir mecanismos de integração e combater práticas que submetem pessoas a processos exploratórios e/ou de exclusão.  

Esse compromisso exige políticas públicas específicas para a população migrante, com ações nas áreas de assistência social, saúde, educação, regularização documental, moradia e inserção profissional, além do fortalecimento da fiscalização contra violações que atingem trabalhadores brasileiros e estrangeiros. 

Garantir que aqueles que chegam ao país possam reconstruir suas trajetórias é parte da construção de uma democracia que não transforme a vulnerabilidade em destino. 

  


Reginaldo Ghiraldelli - doutor em Serviço Social e organizador da obra Trabalho e (Des)Proteção Social no Brasil (Cortez Editora).


A Inteligência Artificial na implementação e avanços em ESG


Num primeiro momento, é possível que muitos não percebam bem a relação e se perguntem o que a Inteligência Artificial tem a ver com ESG. Quando pensamos na infinidade de dados gerados por qualquer operação, sabemos que o trabalho de análise desses dados pode perfeitamente ser feito por uma pessoa. Porém, o recurso humano também pode ser perfeitamente mais bem aproveitado para desenhar estratégias a partir das análises feitas pela IA, que, diga-se de passagem, faria isso em muito menos tempo. Portanto, a questão aqui é muito mais de otimização de recursos.

Como acontece com tudo na vida, existem prós e contras no uso da IA, claro. E não é de hoje que os grandes empresários, os mais inovadores e, principalmente, os que permanecem por mais tempo num mercado altamente volátil, já se deram conta de que não vale a pena nem resistir às mudanças nem focar no lado negativo, nas ameaças. Conhecê-las é uma questão de sobrevivência, mas colocar atenção em criar oportunidades é ainda mais vital.

Trazendo essa visão para os negócios de impacto, o cenário não é diferente. Para ser sustentável de maneira abrangente, e não apenas para o próprio negócio, uma empresa precisa ter disponíveis as informações mais precisas possíveis sobre cada área que afeta o seu resultado. Em especial, os indicadores que mostram, de maneira objetiva, o seu impacto positivo em cada letra da sigla ESG.

Para o Meio Ambiente, a IA pode trazer benefícios para o monitoramento ambiental. Isto é, a tecnologia pode ser usada para acompanhar, em tempo real, a qualidade do ar, da água e do solo, permitindo que as empresas identifiquem e solucionem problemas de forma mais rápida e eficiente. Na gestão de recursos, a IA pode otimizar o uso de eletricidade e água, por exemplo, reduzindo o consumo e as emissões de gases de efeito estufa. E também pode ser um importante aliado para desenvolver e aprimorar tecnologias de energia renovável, agricultura sustentável e outros campos relacionados ao meio ambiente.

No que diz respeito ao âmbito Social, a IA pode contribuir para a gestão da cadeia de suprimentos, ajudando as empresas a identificar e eliminar violações de direitos humanos e práticas trabalhistas abusivas em suas cadeias de suprimentos. Além disso, pode ser usada para promover a diversidade e a inclusão no local de trabalho, por exemplo, através de ferramentas de recrutamento e seleção imparciais, assim como para identificar e prevenir riscos à saúde e segurança dos trabalhadores.

Para a Governança, a tecnologia pode auxiliar as organizações a identificar e gerenciar riscos climáticos, regulatórios e de corrupção. Também pode fornecer insights para auxiliar na tomada de decisões estratégicas relacionadas aos critérios ESG. Por meio da IA, é possível melhorar a comunicação, e promover e aumentar a transparência das empresas em relação ao seu desempenho em todas as áreas, por exemplo, através da geração de relatórios automatizados.

Agora pensando na cadeia de alimentos e em como reduzir o desperdício, a Inteligência Artificial pode: ajudar a criar e monitorar uma efetiva estratégia ESG que contemple, entre outros pontos, dar maior visibilidade de onde surgem as perdas e o desperdício, para que seja possível eliminar essas fontes ou, ao menos, reduzi-las; fornecer a informação necessária para a geração de treinamentos específicos para os colaboradores direta e indiretamente envolvidos no fluxo das perdas e do desperdício; e mapear os impactos ambientais dos excedentes antes e depois de serem transformados em alimento bom para ser doado.

Tudo isso tem o potencial de gerar cada vez mais inovação de maneira realmente sustentável. Por isso, nunca é demais lembrar que é muito importante que a matriz de materialidade das empresas de toda a cadeia de produção alimentícia, considere seus excedentes como alimentos, e não como resíduos. Afinal, esses artigos que, por qualquer motivo, deixam de poder ser comercializados não têm mais vida econômica, mas ainda têm uma vida social.

 

Alcione Pereira - Com formação em Engenharia de Alimentos, Mestrado em Sustentabilidade e MBA em Gestão Empresarial, Alcione Pereira é Fundadora e CEO da Connecting Food – uma foodtech de impacto socioambiental que trabalha na gestão inteligente de doações de alimentos excedentes. Além disso, ela é co-idealizadora do Movimento Todos à Mesa, primeira coalizão de empresas brasileiras unidas para a redução do desperdício de alimentos e combate à fome, e cofundadora do Pacto Contra a Fome, um movimento suprapartidário e multissetorial que tem como propósito contribuir para o combate à fome e para a redução do desperdício de alimentos no Brasil. Também atua como consultora técnica em projetos relacionados à cadeia de suprimentos humanitária, incluindo a redistribuição de alimentos oriundos do desperdício, para a FAO/ONU e Ministério da Cidadania.


Connecting Food
Saiba mais sobre a empresa clicando aqui.


Confira a lista de obras obrigatórias da Fuvest 2027 para iniciar os estudos

Magnific
O professor de Português do Sistema Anglo de Ensino, Maurício Soares da Silva Filho, destaca que a leitura antecipada das obras permite aos estudantes iniciarem a preparação com mais tranquilidade, organização e aprofundamento

 

A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), principal porta de entrada para a Universidade de São Paulo (USP), divulga anualmente uma lista de obras obrigatórias que devem ser lidas pelos candidatos. Com títulos que abordam diferentes questões sociais e culturais, pelo segundo ano consecutivo a seleção é composta exclusivamente por obras escritas por mulheres.

 

Para Mauricio Soares da Silva Filho, professor de Português do Sistema Anglo de Ensino, o contato com a literatura exigida pela Fuvest deve começar ainda nos primeiros anos do Ensino Médio. Além de proporcionar o conhecimento necessário para a prova, o hábito da leitura contribui para a compreensão de textos e enunciados em outras disciplinas.

 

“Ler não deve ser visto como algo penoso ou apenas como uma obrigação escolar. Trata-se de um processo enriquecedor, com obras variadas e de qualidade, capazes de dialogar com diferentes perfis de leitores. A questão da mulher, em distintas épocas e visões de mundo, atravessa toda a lista e amplia a formação cultural dos estudantes”, afirma o educador.

 

O professor também destaca que a escolha de um conjunto formado exclusivamente por autoras representa uma importante valorização de escritoras que, historicamente, receberam menos atenção nos currículos escolares e acadêmicos. 

 

“Após décadas de silenciamento, estudar obras escritas por mulheres contribui para que o aluno compreenda a importância de ampliar vozes e perspectivas. Essa valorização impacta sua formação como leitor e como cidadão”, pontua.

 

Reunindo autoras de diferentes épocas e países de língua portuguesa, a lista da Fuvest 2027 contempla obras que dialogam com questões históricas, sociais, políticas e existenciais. Para auxiliar os estudantes na preparação, Maurício destaca os principais temas e características de leitura presentes em cada um dos títulos exigidos. Confira!

 

Opúsculo Humanitário – Nísia Floresta

Publicado em 1853, Opúsculo Humanitário reúne 62 artigos, alguns deles anteriormente divulgados em periódicos como O Diário do Rio de Janeiro e O Liberal. 

Os textos abordam temas como a opressão feminina e a importância da educação para as mulheres. Ao retratar a realidade da época, a autora critica as limitadas perspectivas oferecidas ao público feminino, cuja formação era frequentemente direcionada apenas às atividades domésticas.

Ao longo da obra, Nísia Floresta apresenta um panorama da atuação das mulheres em diferentes culturas e períodos históricos, defendendo a educação como instrumento de cidadania e transformação social.

 

Nebulosas – Narcisa Amália

Publicado em 1872, Nebulosas é um livro de poemas representativo do Romantismo brasileiro. Na obra, Narcisa Amália dialoga com importantes autores do período, como Castro Alves.

Entre os diversos temas abordados, destacam-se a melancolia e a poesia afetiva, marcas do estilo da autora. Os poemas também apresentam características das três gerações românticas, reunindo elementos como nacionalismo, subjetividade e críticas sociais.

Segundo o professor, a linguagem utilizada pode representar um desafio para os vestibulandos. “O livro apresenta uma linguagem bastante erudita e versos que exigem atenção do leitor, o que pode tornar a leitura mais desafiadora para alguns estudantes”, explica.

 

Memórias de Martha – Júlia Lopes de Almeida

Escrito por Júlia Lopes de Almeida, uma das romancistas mais importantes e lidas da Primeira República, Memórias de Martha foi publicado em 1899.

A obra narra a trajetória de Martha, jovem que vê a mãe assumir sozinha a responsabilidade financeira da família após a morte injusta do pai, acusado de roubo. Ao se mudar para um cortiço no Rio de Janeiro, ela passa a conviver com problemas sociais que permanecem atuais, como a pobreza e a desigualdade.

A educação surge como elemento central em sua trajetória, tornando-se uma ferramenta de ascensão e transformação. Ao longo da narrativa, a autora evidencia como as desigualdades sociais e os privilégios influenciam o destino dos indivíduos. “Martha narra sua história aos 32 anos, revisitando a própria infância e refletindo sobre sua relação com a mãe, seu processo de autoconhecimento e as estratégias de sobrevivência em uma sociedade marcada pelo machismo”, analisa o especialista.

 

Caminho de Pedras – Rachel de Queiroz

Publicado em 1937, Caminho de Pedras retrata a formação do Partido Comunista no Ceará em um período de intensa mobilização política no Brasil. “É uma narrativa marcada por uma forte dimensão social, que aborda as demandas dos trabalhadores e a luta por melhores condições de vida e trabalho. Ao mesmo tempo, a trama também desenvolve uma história de amor permeada por questões políticas”, comenta o professor.

A autora articula o contexto político por meio do triângulo amoroso entre Roberto, Noemi e João Jacques. A participação de Noemi nas atividades políticas rompe com os padrões sociais da época, que restringiam o papel feminino ao casamento e à maternidade.

 

A Paixão Segundo G.H. – Clarice Lispector

Publicado em 1964, A Paixão Segundo G.H. acompanha a experiência transformadora vivida por uma mulher ao se deparar com uma barata no quarto de sua empregada doméstica.

O encontro desencadeia uma profunda reflexão existencial e conduz a personagem a um intenso processo de autoconhecimento. “É um livro intimista e reflexivo, marcado pelo fluxo de consciência. Trata-se de uma obra impactante, que proporciona uma experiência de leitura desafiadora e fundamental para a formação do leitor”, destaca Maurício. 

A obra também suscita reflexões sobre questões raciais e sociais, especialmente ao evidenciar a invisibilidade da empregada doméstica na percepção da protagonista.

 

Geografia – Sophia de Mello Breyner Andresen

Em Geografia, a poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen reúne poemas que exploram diferentes espaços físicos e simbólicos, reorganizando a percepção do lugar e da relação do ser humano com o mundo.

Com forte musicalidade e frequentes referências à natureza, a autora constrói uma poesia lírica marcada pela contemplação e pela reflexão. O professor destaca que um dos poemas aborda Brasília, criando um interessante diálogo entre a autora portuguesa e a realidade brasileira por meio da arquitetura e da construção da cidade.

 

Balada de Amor ao Vento – Paulina Chiziane 

Considerada uma das principais vozes da literatura moçambicana, Paulina Chiziane foi a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique e tornou-se a primeira mulher negra a receber o Prêmio Camões.

Em Balada de Amor ao Vento, a narradora Sarnau revisita suas memórias para contar ao leitor sobre a juventude, o primeiro amor e as desilusões afetivas que marcaram sua trajetória. “A obra amplia a formação cultural do estudante ao apresentar aspectos da sociedade moçambicana e discutir temas como a poligamia, prática ainda presente em algumas regiões do país. Além disso, traz reflexões sobre a relação linguística e cultural entre Moçambique e Portugal”, explica Maurício.

 

Canção para Ninar Menino Grande – Conceição Evaristo

Publicado em 2018, o romance apresenta a história de Fio Jasmin, homem negro constantemente cercado por mulheres, apesar de ser casado. Ao longo da narrativa, a autora mostra como experiências traumáticas da infância influenciaram sua construção afetiva e seus relacionamentos na vida adulta. Para o professor, a obra propõe uma reflexão sobre a masculinidade negra sob a perspectiva de uma autora e narradora mulheres. “O livro questiona estereótipos associados à virilidade masculina e oferece uma leitura crítica sobre a construção social da identidade masculina negra”, observa.

 

A Visão das Plantas – Djaimilia Pereira de Almeida

A escritora luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida apresenta a história de Celestino, ex-traficante de escravos que retorna a Portugal e passa a viver isolado, marcado pela rejeição social e pelo peso de seu passado. 


Enquanto cultiva flores e tenta reconstruir a própria vida, o personagem é constantemente confrontado com as consequências de seus atos. Segundo Maurício, a narrativa funciona como uma alegoria do Império Português e promove reflexões sobre memória, responsabilidade histórica e reparação. “É uma leitura exigente, que demanda do leitor repertório histórico para compreender plenamente as camadas simbólicas presentes na obra”, conclui. 

 

Anglo - https://www.sistemaanglo.com.br/


Baleias chegam mais cedo ao litoral brasileiro: entre a recuperação das espécies e o alerta climático

Embora populações de jubartes e baleias-francas sigam em recuperação, chegada precoce ao litoral brasileiro em 2026 pode estar associada à menor oferta de alimentos nos polos

 

A temporada de baleias no litoral brasileiro começou antes do esperado em 2026. Pesquisadores já registraram a presença de baleias-jubarte e baleias-francas semanas antes do período habitual de migração. Embora o crescimento populacional dessas espécies possa influenciar o cenário, cientistas apontam que a migração antecipada está, muito provavelmente, associada à menor disponibilidade de alimentos na Antártica, um reflexo direto dos impactos das mudanças climáticas na região polar.

 

Os primeiros sinais dessa antecipação foram observados ainda no primeiro semestre. Em abril, Ilhabela (SP) registrou o primeiro avistamento de uma baleia-jubarte da temporada. Já no início de maio, uma baleia-franca foi observada em Torres (RS), ocorrência considerada a mais precoce dos últimos 40 anos de monitoramento da espécie na região.

 

Historicamente concentrado entre os meses de julho e outubro, o período de maior ocorrência da migração de baleias para a costa brasileira representa um dos fenômenos naturais mais importantes do Atlântico Sul. As águas mais quentes e calmas do nosso litoral funcionam como um grande berçário natural, onde as fêmeas dão à luz e amamentam seus filhotes antes da viagem de retorno à Antártica. Esse ambiente seguro é essencial para a conservação das espécies, especialmente porque, embora as baleias-jubarte não estejam mais na lista de espécies ameaçadas, as baleias-francas ainda são classificadas como "Em Perigo" na Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção do Brasil.

 

“O início antecipado da temporada de baleias reforça a importância de acompanharmos cada vez mais de perto as transformações que acontecem no oceano. Esses animais são indicadores da saúde marinha e exercem funções essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas. Quando protegemos as baleias, também protegemos serviços ambientais que beneficiam diretamente a sociedade, como a regulação do clima, a pesca e o turismo sustentável”, destaca Liziane Alberti, oceanógrafa e especialista em conservação da biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.


 

Mais do que visitantes: baleias ajudam a regular o clima

 

Além da importância para a biodiversidade, as baleias desempenham papel fundamental para o equilíbrio climático. “Ao se alimentarem em profundidade e retornarem à superfície, elas ajudam a fertilizar o ambiente marinho com nutrientes que estimulam o crescimento do fitoplâncton, organismo responsável por absorver cerca de 40% do dióxido de carbono produzido no planeta e gerar mais de 50% do oxigênio da Terra. Isso mostra como a conservação desses animais está diretamente ligada à saúde do oceano e ao equilíbrio climático”, explica Camila Domit, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Associação MarBrasil.

 

Uma única grande baleia pode acumular, em média, 33 toneladas de carbono ao longo da vida, enquanto um carvalho-vivo – uma das árvores mais eficientes na captura de carbono, retém cerca de 12 toneladas.

 

No caso das jubartes que frequentam a costa brasileira, estima-se que a população atual represente entre 700 mil e 875 mil toneladas de carbono armazenadas na natureza.

 

Um estudo do Instituto Baleia Jubarte e da Great Whale Conservancy, em parceria com pesquisadores internacionais, calculou que as baleias que utilizam a costa brasileira geram aproximadamente US$ 82,5 bilhões em serviços ecossistêmicos ao longo de suas vidas, considerando benefícios relacionados à captura de carbono, fertilização do oceano e turismo de observação.



 

Temporada impulsiona turismo, ciência e conservação

 

A expectativa para 2026 é de aumento na movimentação turística e científica associada à observação de baleias. Municípios como Ilhabela e São Sebastião (SP) ampliaram ações de monitoramento e fiscalização, incluindo o uso de drones e embarcações credenciadas para garantir a segurança dos animais e dos visitantes. Em Santa Catarina, a Rota da Baleia Franca ganhou uma nova estrutura de observação voltada à educação ambiental e ao turismo científico.

 

Em janeiro de 2026, o Tratado Global do Oceano entrou em vigor após ser ratificado por mais de 60 países, incluindo o Brasil, e representa um avanço importante para a proteção das espécies migratórias ao criar mecanismos para ampliar áreas marinhas protegidas em águas internacionais e contribuir para a meta global de proteger 30% do oceano até 2030.


 

 

Rede de Especialistas em Conservação da Natureza - RECN - Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores. Acesse o Guia de Fontes em www.fundacaogrupoboticario.org.br

 

 

Pesquisa do Sebrae-SP mostra que Festas juninas devem beneficiar cerca de 64 mil pequenos negócios em São Paulo

 

Consumidores valorizam produtos artesanais. Maioria das compras é realizada em pequenos empreendimentos 


As tradicionais festas juninas seguem movimentando a economia paulista e gerando oportunidades para os pequenos negócios. Pesquisa realizada pelo Sebrae-SP aponta que as vendas relacionadas às festividades devem beneficiar cerca de 64 mil pequenos negócios no Estado de São Paulo em 2026, sendo aproximadamente 34 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) e 29 mil Micro e Pequenas Empresas (MPEs).
 

O levantamento mostra que os consumidores que pretendem participar das comemorações devem prestigiar principalmente eventos próximos de casa. Entre os entrevistados, 68% afirmaram que pretendem frequentar festas em seus próprios bairros e 63% em outros bairros da mesma cidade. Já 32% planejam participar de festas em outras cidades e 9% em outros estados. 

A conexão entre as festas juninas e os pequenos negócios é percebida pela maioria dos consumidores. Para 60% dos entrevistados, os produtos consumidos durante as festividades estão associados a pequenos empreendimentos. Outros 32% relacionam esses produtos tanto a pequenos negócios quanto a grandes empresas. 

Entre os principais locais de compra de produtos típicos das festas juninas estão os pequenos comércios (36%), seguidos por feiras livres e outros pontos de venda (33%), lojas de festas e papelarias (26%) e lojas de roupas e armarinhos (22%). 

Além de movimentar diversos segmentos do comércio, as festividades impulsionam a busca por produtos com características valorizadas pelos consumidores. A pesquisa revela que 66% priorizam produtos feitos com ingredientes de qualidade e 61% buscam opções artesanais ou caseiras, reforçando o potencial competitivo dos pequenos empreendedores que investem em diferenciação e produção própria. 

Os gastos também representam uma oportunidade para o setor. Segundo o levantamento, os consumidores pretendem desembolsar entre R$ 51 e R$ 200 em compras relacionadas às festas juninas. 

As comemorações também estimulam o turismo regional. Entre os entrevistados que pretendem viajar para participar das festividades, 53% devem permanecer fora por um ou dois dias. Desse grupo, 60% costumam adquirir produtos e serviços de pequenos negócios durante a viagem, incluindo hospedagem, alimentação e transporte. 

Para Felipe Ferreira de Barros, Coordenador de Pesquisas do Sebrae-SP, os resultados reforçam a importância das festas juninas para a economia. “Trata-se de uma das principais datas sazonais para geração de renda em diversas cadeias produtivas, especialmente nos setores de alimentação, vestuário, artesanato, eventos e turismo”.

 

Metodologia

A pesquisa “Festas Juninas 2026” foi elaborada a partir de duas sondagens. A primeira, com consumidores, foi realizada por e-mail pelo Instituto Consulting entre os dias 21 e 30 de abril de 2026. A segunda, com empreendedores, foi realizada por telefone em abril deste ano e integra um suplemento da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, desenvolvida com a colaboração da Fundação Seade.

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Por que o setor da beleza não sente períodos de crise como outros segmentos? Especialista avalia

 CEO de rede de salões avalia o desempenho da indústria e aponta estratégias que podem ser utilizadas pelas marcas

 

Em momentos de crise econômica, empresas avaliam táticas e recursos para atravessarem o período. No entanto, diante de épocas turbulentas, um setor não se mostra afetado: o da beleza. De acordo com Gisela Prochaska, CEO do Stylebar – rede de salões de beleza –, o mercado é um dos mais resilientes historicamente dentro da economia, com destaque para a atuação brasileira no segmento.

 

“Hoje, o Brasil é um dos maiores mercados de beleza no mundo, e isso mostra como o setor já faz parte da rotina e do estilo de vida das pessoas. Ou seja, não é mais visto como luxo, e sim como necessidade emocional, social e profissional”, afirma. Ela completa que “o consumidor pode até reduzir grandes gastos”, mas dificilmente abandona por completo os hábitos ligados à estética.

 

Atualmente, a indústria representa 2% do PIB brasileiro, além de colocar o país como o terceiro maior usuário no setor do mundo. Em 2025, a economia interna no ramo ultrapassou o valor de US$ 1 bilhão em exportações pela primeira vez em sua história. Além disso, o desempenho apontou um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Os dados foram comentados por Luiz Carlos Dutra, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

 

Ao refletir sobre o porquê dos rendimentos na área da beleza se manterem em épocas conturbadas, a especialista ressalta que “as pessoas tendem a buscar pequenas recompensas emocionais que tragam sensação de cuidado, normalidade e bem-estar”, algo que estaria conectado à confiança. Ela ainda cita o efeito “lipstick effect”, em que o consumidor reduz grandes consumos, mas mantém pequenos prazeres acessíveis.

 

De acordo com Prochaska, o setor vende muito mais segurança do que estética. Isso porque quem vai a um salão, por exemplo, busca desacelerar da rotina e recuperar a validação pessoal. A CEO também pontua que “beleza mexe com o estado emocional” e que há uma “forte ligação” entre imagem e comodidade.

 

Estratégias adotadas 

A empreendedora estipulou algumas táticas que marcas utilizam, elencando cinco pilares principais trabalhados por elas. A conveniência e a agilidade, por exemplo, são as que mais auxiliam em momentos de crise, já que “o tempo virou luxo”, segundo a especialista.

 

Ela ainda analisa a importância da fidelização e da experiência ao frisar que “o cliente não busca apenas serviço, mas sim acolhimento, compreensão e confiança”. Além disso, também aponta para a gestão e a tecnologia como diferenciais nos dias atuais. Em sua visão, os recursos modernos podem acelerar treinamentos, reduzirem erros e melhorarem a padronização de uma rede.

 

Prochaska ressalta que a empresa deve ter posicionamento forte e claro, incluindo a adoção de recorrência em seus padrões comportamentais. “Em épocas de instabilidade, é comum que pessoas escolham marcas nas quais confiam. Branding deixou de ser estética e passou a ser percepção de valor. Beleza funciona por meio de hábito. Quem consegue criar frequência e praticidade constrói negócios mais resilientes”, diz.


 

O comportamento do consumidor

 

A mudança de hábitos acompanha os períodos de desequilíbrio. Apesar de mais seletivo e racional, o consumidor segue comprando. É quando passa a priorizar locais onde perceba qualidade, praticidade e custo-benefício. Além disso, cresce a busca por serviços que entreguem resultado rápido e experiência eficiente.

 

A especialista sinaliza a diferença existente no uso de produtos e de serviços no contexto econômico. “Em alguns momentos, o consumidor pode substituir parte do consumo de serviços por manutenção em casa, aumentando a procura por produtos. Em outros, ele reduz compras por impulso de produtos, mas mantém serviços ligados à rotina”, explica.


 

O cenário pode mudar no futuro?

 

Prochaska vê a ascensão do setor para os próximos anos, principalmente para marcas que conseguirem unir tecnologia, experiência, conveniência e gestão eficiente. Ela inclusive faz um alerta aos negócios menos inovadores – uma vez que, com o cliente mais exigente, a perda de espaço pode ser inevitável. 


Por outro lado, também observa que operações profissionalizadas, escaláveis e com posicionamento forte devem ganhar mais volume no segmento. “As inteligências artificiais ainda farão cada vez mais parte desse processo, com personalização e análise de dados dentro da beleza”, de acordo com a empresária.



Santiago, no Chile, é o destino internacional mais procurado por brasileiros para julho



Levantamento do Kayak aponta a capital chilena como o destino internacional mais buscado para as férias de julho de 2026, com o menor preço médio de passagem no período, de R$ 1.994. Especialistas de uma das maiores escolas de idiomas do Brasil explicam como noções básicas de espanhol podem facilitar a experiência dos turistas brasileiros no país. 

 

Neve, vinhos e experiências gastronômicas colocam Santiago, no Chile, entre os destinos mais desejados para quem pretende viajar ao exterior nas férias de inverno. Segundo levantamento do Kayak sobre as melhores escolhas para o período, a capital chilena lidera as buscas internacionais feitas por viajantes do Brasil para julho de 2026. A cidade também registra o menor preço médio de passagem entre os destinos analisados, com valor de R$ 1.994. A procura cresce ainda mais no  inverno quando muitos turistas brasileiros escolhem a capital chilena como ponto de partida para estações de esqui próximas, como Valle Nevado e Portillo.

Falar espanhol, no entanto, pode fazer diferença na experiência, especialmente em restaurantes, hotéis, estações de esqui, lojas e deslocamentos pela cidade. Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas Brasil, uma das maiores escolas de idiomas do Brasil, o domínio de expressões básicas ajuda o turista a ter mais autonomia e segurança durante a viagem. Segundo ele, o espanhol é idioma oficial em 21 países e ocupa a segunda posição entre as línguas mais faladas do mundo. 

“O Chile reúne fatores que explicam essa procura dos brasileiros no inverno: proximidade com o Brasil, acesso à neve, boa gastronomia, vinhos reconhecidos internacionalmente e uma capital com estrutura turística consolidada. Quando o turista domina o espanhol básico, ele ganha autonomia, circula com mais segurança e cria uma conexão mais real com a cultura”, afirma o CEO. 

Apesar da proximidade entre português e espanhol, algumas expressões usadas no Chile podem confundir brasileiros. Especialistas da KNN Idiomas listaram termos úteis para quem pretende viajar ao país nas férias de julho:

  1. ¿Cuánto cuesta?

Significa “quanto custa?”. É uma das expressões mais importantes para compras, feiras, lojas e restaurantes.

  1. ¿Dónde queda?

Equivale a “onde fica?”. Pode ser usada para pedir orientação sobre ruas, estações de metrô, hotéis, pontos turísticos ou restaurantes.

  1. Quisiera hacer una reserva

Significa “gostaria de fazer uma reserva”. É útil em restaurantes, hotéis, passeios turísticos e traslados.

  1. ¿Aceptan tarjeta?

Quer dizer “aceitam cartão?”. A frase ajuda em compras, táxis, bares, cafeterias e pequenos estabelecimentos.

  1. Necesito ayuda

Significa “preciso de ajuda”. É uma expressão direta e importante em situações de dúvida, emergência ou dificuldade de comunicação.

Segundo Reginaldo, a recomendação para quem vai viajar é estudar frases ligadas a situações reais, como chegada ao aeroporto, check-in no hotel, pedidos em restaurantes, compras, transporte e emergências. “A prática prévia reduz a insegurança e melhora a compreensão auditiva, principalmente em países onde a velocidade da fala e o vocabulário regional podem surpreender turistas brasileiros”, conclui. 

Além de Santiago, Lisboa, em Portugal, e Buenos Aires, na Argentina, completam o pódio dos destinos internacionais mais procurados por brasileiros para as férias de julho.   



KNN Idiomas
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