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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

PARELHA - Um oIhar sobre a realidade faz temporada de 18 de outubro a 14 de dezembro



Com dramaturgia de Dionísia Gonçalves, Maria José Alves e Cristiane Sobral e direção de Juliana Pardo e Alício Amaral (Cia Mundu Rodá) o espetáculo do Núcleo PARELHA coloca a periferia em foco e cria uma reflexão sobre os muros que crescem sem parar  

 

Em uma reflexão sobre os territórios urbanos e a experiência de se viver na periferia de Parelheiros, distrito da zona sul de São Paulo, o Núcleo PARELHA apresenta seu trabalho inédito, PARELHA - Um olhar sobre a realidade até o final de 2025. 

O espetáculo tem sessões na Laje Cultural Núcleo Parelha, de 18 a 26 de outubro de 2025; no Restaurante da Marlene, de 22 a 30 de novembro; e na Praça Júlio César de Campos, de 6 a 14 de dezembro (ver abaixo o serviço completo).

O espetáculo, que mistura teatro, música autoral, audiovisual e memória viva da periferia, nasceu de uma experiência vivida pelas artistas Maria José Alves e Dionísia Gonçalves, que se formaram pela Escola Livre de Teatro de Santo André e vivem juntas na periferia de Parelheiros desde 2019. 

Certo dia, durante a pandemia de Covid-19, a vizinha das artistas resolveu subir um muro demarcando o seu território.“O muro revelou-se não apenas como algo físico, mas também simbólico, como um limite histórico, político e territorial. E isso nos impulsionou a investigar: ‘Do que é feito um território?’. Em Parelheiros, a neblina nos visitava quase todos os dias, mudando o clima de uma hora para outra. Entre sol, chuva e frio, ensaiávamos na laje, cercadas de vizinhos curiosos. Tijolos viraram instrumentos, blocos e rebocos viraram cena. Entre músicas, saltos e improvisos, ressignificamos aquele espaço comum, rindo e chorando, mas sempre criando em liberdade”, revela Gonçalves.

“O nome da peça faz referência às corridas de cavalos que batizaram o bairro, e, de certa forma, é uma homenagem a essa região que completou 198 anos em 2025. Mas, ao mesmo tempo, afirma: ‘Não somos cavalos ensinados a andar em parelha. Foi como se dois cavalos nos atravessassem: um que lembrava o passado do território, outro que revelava as lutas do presente. Daquela laje começamos a estudar Parelheiros e nunca mais fomos as mesmas. Travamos batalhas diárias por este lugar, porque acreditamos que há territórios que precisam ser contados”, complementa Alves. 

Para ajudá-las a contar essa história, convidaram um time de artistas de várias áreas. Na direção e preparação corporal, estão Juliana Pardo e Alício Amaral (Cia Mundu Rodá); na dramaturgia, a escritora Cristiane Sobral; no audiovisual, Flávio Barollo; e na direção musical e instrumentos experimentais, Gregory Slivar

Além de atuarem, Dionísia e Maria ainda interpretam ao vivo a trilha sonora original composta por elas mesmas, com instrumentos alternativos, feitos de objetos ressignificados, como canos de PVC, martelo, serra, blocos, trenas e até uma calha.

Na peça, o público conhece a história de dois cavalos, Santa Cruz e Parelheiros, que correm sem parar há 197 anos em um dos distritos mais sucateados de São Paulo. E, em uma laje na periferia da região, as contadoras Fena e Cambuci não só falam sobre esses dois cavalos, mas também traçam um campo de jogo revelando aos poucos algumas histórias desse lugar. 

Prestes a completar seu aniversário de 198 anos, Parelheiros (vulgo cavalo doido) decide parar de correr pela primeira vez, e consegue finalmente olhar para os lados. Sua decisão gera um conflito terrível com o seu irmão Santa Cruz (vulgo cavalo Pangaré). A montagem convida o público a refletir: o que o cavalo Parelheiros viu nesse lugar de promessas e de muitos muros que crescem sem parar?  Seria possível ultrapassar esses muros?

O espetáculo é possível graças ao projeto contemplado pela 9ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Com o trabalho, o Núcleo Parelha consolida-se como coletivo que atua a partir da periferia e para a periferia, invertendo as rotas artísticas que costumam privilegiar os centros urbanos. Sua missão é poetizar a realidade de corpos periféricos, racializados, LGBTQIAPN+ e historicamente invisibilizados.

PARELHA em quadrinhos

Além da montagem, o projeto ainda prevê a transformação de PARELHA - Um olhar sobre a realidade em uma história em quadrinhos pelas mãos do Estúdio Molotov HQ, formado pelo roteirista Victor Zanellato,  pelo ilustrador Diogo Mendes  e pelo arte-finalista Fernando Dias. Eles se destacam por produzir quadrinhos com abordagens críticas e políticas, explorando a realidade da classe trabalhadora e as contradições do capitalismo. 

A ideia central do roteiro HQ PARELHA  é a reivindicação pelo direito de narrar, viver e construir a arte na periferia através da luta coletiva, da memória territorial e do enfrentamento às estruturas de exclusão que negam o acesso à cultura. A obra mistura realidade e imaginação para narrar uma travessia marcada por resistência, ancestralidade e potência criadora. 

Ficha Técnica

Concepção, Atuação e Música em Cena: Dionísia Gonçalves e Maria José Alves.

Direção: Juliana Pardo e Alício Amaral  (Cia Mundu Rodá)

Dramaturgia: Cristiane Sobral e Núcleo Parelha.

Direção Musical: Gregory Slivar 

Trilha Sonora e Composição: Dionísia Gonçalves 

Preparação Vocal: Dionísia Gonçalves 

Construção Baixo-Cello de Lata: Gregory Slivar e Wanderley Wagner

Construção Flauta PVC: Júlio César (Instrumentos Alternativos)

Preparação Corporal: Juliana Pardo e Alício Amaral  (Cia Mundu Rodá)

Criação e Operação de Luz: Kenny Rogers 

Assistente de Iluminação: Bianca Pereira 

Criação e Concepção de Cenário: Wanderley Wagner e Núcleo Parelha

Concepção de Figurino: Macarena Rozic (Reviver Ateliê)

Hairstyle: Mestiça 

Fotografia Laje: Kenny Rogers 

Fotografia Programa e Redes Sociais: Noelia Nájera

Doc - Filme Parelha 2023 - Direção Audiovisual: Flavio Barollo

Designer Gráfico: Adi Alves 

Social Mídia: Cristhiane Evangelista

Cenotecnia e Som: Gilson Lande

Consultoria Musical: Gilson Lande

Consertos e Manutenção Técnica: Luthieria Fênix Sg

Intérpretes de Libras: Nzambiapongo e Tamy Guimarães

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção Geral: Núcleo Parelha 

Produção de Campo: Silmara Garcia

Assessoria Contábil: Juliana Santana

Realização: Núcleo Parelha

Sinopse

Há 197 anos, dois cavalos, Santa Cruz e Parelheiros, correm sem parar. Estão em uma região que representa um dos distritos mais sucateados de São Paulo, do qual muitos nem mesmo ouviram falar: Parelheiros. A história se passa em uma laje na periferia de Parelheiros, e é contada por duas personagens: Fena e Cambuci, que traçam um campo de jogo revelando aos poucos algumas histórias desse lugar. 

Prestes a completar seu aniversário de 198 anos, Parelheiros (vulgo cavalo doido) decide parar de correr pela primeira vez, e consegue finalmente olhar para os lados. Sua decisão gera um conflito terrível com o seu irmão Santa Cruz (vulgo cavalo Pangaré). O que o cavalo parelheiros viu nesse lugar de promessas e de muitos muros que crescem sem parar?  Seria possível ultrapassar esses muros? Nesse espetáculo a Periferia de Parelheiros fala, é protagonista e está em cena pela primeira vez. Afinal, onde tem corda tem cavalo.


Serviço


PARELHA – Um olhar sobre a Realidade

Quando: de 18 de outubro a 14 de dezembro (ver datas e locais abaixo)

Ingressos: Grátis - é preciso se inscrever por meio do formulário disponibilizado no Instagram do núcleo @parelha.projeto

Como chegar: Uma van transporta os espectadores direto da estação de trem Vila Mendes Natal ou da Praça Júlio César de Campos (informações passadas na semana via grupo WhatsApp).

Classificação: a partir de 14 anos

Duração: 60 minutos

 

Laje Cultural Núcleo Parelha (Em parceria com a laje da jô)
Endereço: Rua Eloy Domingues da Silva, 235 – Jd. Novo Parelheiros, São Paulo
Quando: 18 a 26 de outubro de 2025, aos sábados e domingos, às 16h30

Restaurante da Marlene
Endereço: Estr. Ecoturística de Parelheiros, 6455 - Parelheiros, São Paulo.
Quando: 22 a 30 de novembro de 2025, aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h

Praça Júlio César de Campos
Endereço: Praça Júlio César de Campos - Parque Tamari - São Paulo
Quando: 6 a 14 de dezembro de 2025, aos sábados e domingos, às 19hs


Exposição “É Cor de Rosa Choque”



Conteúdo inclui depoimentos de mulheres em tratamento contra o câncer

 

A segunda edição do projeto É Cor de Rosa Choque, que une ensaio fotográfico e depoimentos, em vídeo, de mulheres em tratamento contra o câncer. A mostra, promovida pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), acontece no Atlântico Shopping, em Balneário Camboriú (SC), e poderá ser prestigiada até 11 de outubro. A entrada é gratuita. 

A iniciativa é alusiva ao movimento Outubro Rosa, que alerta a sociedade para a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero. O objetivo é valorizar a força, a coragem e a autoestima de quem enfrenta a doença, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce. 

A mostra apresenta registros de 14 mulheres, com idades entre 36 e 69 anos, integrantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Balneário Camboriú. A exposição terá ações especiais na sexta, às 11h, e no sábado, 4, às 18h.

A ação é organizada pelos professores da Escola Escola de Negócios, Educação e Comunicação (Enec), Denise Serafini e Eduardo Gomes, com a colaboração do professor Ednilson Junior. As estudantes de Design de Moda da Univali, Juliana Cavagnol Maier e Larissa Reis Barreto, também deram suporte durante os ensaios. 

A coordenadora do projeto, professora Denise Serafini, explica que os ensaios foram pensados para revelar estilos, sonhos e a essência das participantes, transformando feminilidade em gesto de resistência, reinvenção e esperança.

“Este projeto nasceu da vontade de dar visibilidade à força dessas mulheres. A arte também pode ser espaço de acolhimento e elas são exemplo disso. Mais do que imagens, cada retrato e cada relato trazem histórias de resiliência e amor-próprio, inspirando o olhar para o autocuidado e a valorização da vida. Cada imagem e cada relato são um convite à reflexão e à esperança.”, afirmou a docente. 

As fotografias foram realizadas em setembro, nos estúdios da Univali, no campus Balneário Camboriú. O professor e fotógrafo Eduardo Gomes, foi responsável pelos cliques e a direção dos ensaios. “A fotografia tem o poder de revelar o que vai além da aparência. Neste ensaio, buscamos captar sentimentos e memórias que traduzem coragem e amor-próprio”, afirma Gomes.

 

Apoio 

O projeto ocorre com apoios de Rotary Club - Praia do Atlântico, Rede Feminina Amor Maior, Atlântico Shopping, Red Lab e Aliussa Rossini. Intimmi Care, Alma Psicologia e a dermatologista Themis Hepp contribuem como patrocinadores da iniciativa.

 

Serviço


O quê: Abertura da exposição “É Cor de Rosa Choque”
Quando: até 11 de outubro
Onde: Atlântico Shopping (1º andar), Balneário Camboriú (SC)
Quanto: Gratuito

 

Mostra Eletromemória: a Light revela São Paulo é gratuita e fica em cartaz até 8 de novembro no Museu da Energia de São Paulo

Acervo Fundação Energia e Saneamento Largo do Tesouro em direção
 à rua XV de Novembro, em 1911. No espaço público, circulam pequenos
 jornaleiros, carroças, o bonde elétrico e um vendedor ambulante com seu tabuleiro.


Exposição traz fotografias históricas sobre a transformação do centro paulistano

 

O Museu da Energia de São Paulo, instituição da Fundação Energia e Saneamento (FES), recebe a exposição “Eletromemória: a Light revela São Paulo”, até 8 de novembro de 2025, apresentando, por meio de fotografias históricas, as transformações do centro da capital paulista entre 1899 e 1920. A mostra é gratuita e aberta ao público. A mostra é gratuita e aberta ao público. 

 

Acervo Fundação Energia e Saneamento   
A recém-ampliada Praça da Sé, em 1916.


A exposição integra a Série Eletromemória, um projeto da FES que tem como proposta transformar publicações editoriais em exposições, reapresentando ao público conteúdos de referência sobre a história da energia, da cidade e de seu patrimônio. A iniciativa busca ampliar o alcance das pesquisas e obras já publicadas, traduzindo-as para a linguagem expográfica e reforçando o compromisso da instituição com a preservação e difusão da memória do setor energético. 

Nesta primeira edição, a exposição retoma a revista História & Energia nº 9 - A Light revela São Paulo: Espaços Livres de Uso Público do Centro nas Fotografias da Light (1899-1920), lançada em 2000 e fruto da pesquisa acadêmica desenvolvida por Leandro Melo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), sob orientação da Profª. Dra. Ana Duarte Lanna.  

Revisitando o conteúdo publicado há 25 anos, a exposição traz ainda uma reflexão atualizada sobre a preservação do patrimônio arquitetônico paulista e os desafios contemporâneos, como a transição energética, a acessibilidade universal e a crise climática. 

Com curadoria de Leandro Melo, a mostra reúne fotografias do acervo da FES, em especial dos álbuns produzidos pela The São Paulo Tramway, Light & Power Company Limited, responsável pela implantação do sistema elétrico e do transporte público que transformou a paisagem paulistana no início do século XX.

 

Acervo Fundação Energia e Saneamento  Símbolos da modernidade reunidos:
o bonde elétrico, a iluminação pública, as confeitarias e a arquitetura eclética
dos edifícios do Largo do Rosário.

 

“Eletromemória: a Light revela São Paulo” evidencia como as imagens da Light não apenas documentaram obras e serviços da companhia, mas também revelaram a metamorfose do espaço público da cidade, registrando o impacto da modernização urbana e as mudanças sociais vividas no período. 

“Trazer essas imagens novamente ao público é uma forma de conectar o passado e o presente da cidade de São Paulo. O olhar histórico nos ajuda a compreender os desafios urbanos atuais e a refletir sobre o futuro, especialmente em questões como sustentabilidade e patrimônio cultural”, afirma Claudinéli Moreira Ramos, presidente do Conselho de Administração da Fundação Energia e Saneamento. 

A exposição “Eletromemória: a Light revela São Paulo” faz parte do plano anual de atividades da Fundação Energia e Saneamento, incentivado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da CTG Brasil e da EDP e apoio cultural da Badra Comunicação. 

 

Serviço:


Exposição: Eletromemória: a Light revela São Paulo

Local: Museu da Energia de São Paulo - Alameda Cleveland, 601, Campos Elíseos – São Paulo/SP

Visitação: Até 08/11/2025

Funcionamento: Quinta a sábado, 10h às 17h (bilheteria até as 16h)

Entrada Gratuita 

Mais informações: saopaulo@museudaenergia.org.br

Inscrição para a palestra: https://bit.ly/palestramesp2

 

Às vésperas da COP30, Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.) promove revitalização de espaço histórico da cidade

 

Foto: Edição M.A.U.B 2025
 Créditos: Bruno Carachesti
/ @carachesti

M.A.U.B. reuniu 20 artistas para pintarem os 2.500 metros de muros do Museu Paraense Emílio Goeldi; inauguração aconteceu no último domingo (28)

 

Após onze dias de trabalho de 20 artistas, está inaugurada a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.). Em sua terceira edição, o projeto transformou o histórico Museu Paraense Emílio Goeldi em uma galeria de arte a céu aberto, revitalizando os muros do Parque Zoobotânico — patrimônio tombado que nunca havia recebido intervenção artística em seus 130 anos — e dos prédios do Campus de Pesquisa. 

Durante o processo, foram utilizados mais de 1.087 litros de tinta para cobrir os 2.500 metros de paredes com imagens inspiradas em coleções e pesquisas do Museu Goeldi. O consumo corresponde a 174 latas de tinta — sendo 142 de 3,6 L e 32 de 18 L —, em uma mobilização que reforça a escala do projeto e a intensidade do trabalho realizado pelos artistas. Os murais dialogam com o patrimônio das ciências humanas, naturais e da terra, celebrando a riqueza da fauna, da flora e da cultura amazônica. 

As obras foram iniciadas no dia 16 de setembro e a inauguração aconteceu no último domingo, dia 28. A experiência deu origem a 19 murais, sendo 17 no Parque Zoobotânico e 2 no Campus de Pesquisa, que permanecerão expostos por pelo menos um ano nas paredes externas do museu.  

Cada pintura dá novo sentido aos espaços, reforçando o papel do M.A.U.B. como um marco da arte urbana em Belém, em sintonia com os debates culturais e ambientais que antecedem a COP30. As obras exploram temas que vão de arqueologia, às heranças afro-amazônicas, aos saberes indígenas e à biodiversidade, estabelecendo um diálogo entre arte, ciência e memória coletiva da região.  

“Transformar os muros do Museu Goeldi em uma galeria de arte urbana a céu aberto é um gesto histórico para Belém, ainda mais em ano de COP30. Cada mural nasce do respeito à história e ao acervo do museu, mas também da força criativa de artistas de diferentes lugares do Brasil, sobretudo dos paraenses, que traduzem em cores as suas memórias e identidades”, diz Gibson Massoud, fundador da Sonique, realizadora do M.A.U.B

 

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Foto: Edição M.A.U.B 2025
 Créditos:
 Bruno Carachesti 

 

Os 20 artistas que participaram são Alessandro Hipz, And Santtos, Cely Feliz, Kekel, Graf, Wira Tini, Deco Treco, Wes Gama, Ayala, João Nove – Digital Orgânico, Éder Oliveira, Chico Ribeiro, Alex Senna, LENU, Dudi Rodrigues, Dedéh Farias, Amanda Nunes, Dannoelly Cardoso, e a dupla Gabz e Tsssrex.

A seleção, feita por meio de edital, reuniu criadores de Belém e de diferentes partes do Brasil, escolhidos por uma curadoria que valorizou tanto a representação da fauna e flora quanto interpretações menos óbvias da biodiversidade amazônica. O processo teve curadoria de William Baglione, fundador do coletivo Famiglia, com quase três décadas de atuação no universo das artes e integrante do M.A.U.B. desde sua estreia, em 2023.

Antes de iniciarem os trabalhos, os artistas participaram de uma imersão de dois dias no Museu Goeldi, vivenciando de perto coleções e acervos como as cerâmicas marajoaras, as peças tapajônicas e a maior coleção indígena do mundo, guardada no Campus de Pesquisa.

O M.A.U.B é uma realização da Sonique Produções e da Oito Quatro Produções, aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, e o apoio institucional do Governo Federal e do Ministério da Cultura.


Sobre o M.A.U.B.

O Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.) é uma grande exposição de Street Art desenvolvida por artistas visuais nacionais e internacionais todos os anos, desde 2023, na cidade de Belém, no Pará. As obras são aplicadas em muros e em fachadas de prédios, transformando qualquer percurso no maior museu a céu aberto do Norte do país, gratuito e acessível a todos. Com a ocupação do espaço público em busca da democratização da arte, a troca entre diferentes culturas e estímulo do pertencimento local valoriza a memória coletiva, criada a cada edição do M.A.U.B.

 

Sobre o Museu Paraense Emílio Goeldi

O Museu Paraense Emílio Goeldi é uma unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e completará 160 anos em outubro de 2026. A mais antiga instituição científica da Amazônia reúne três bases físicas, sendo uma no arquipélago do Marajó (a Estação Científica Ferreira Penna) e duas em Belém (o Parque Zoobotânico, em São Brás, e o Campus de Pesquisa, em Terra Firme). Suas coleções científicas e seus estudos representam ricos patrimônios sobre o bioma mais biodiverso do planeta, sendo referência mundial nas áreas de Ciências Humanas, Naturais e da Terra.
 

Sobre a Vale

A Vale acredita que a cultura transforma vidas. Pelo quinto ano consecutivo é a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

Para fortalecer sua atuação na Cultura, em 2020 foi criado o Instituto Cultural Vale, que já esteve ao lado de mais de mil projetos em todo o país, com investimento de mais de R$ 1 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Conheça mais sobre a Vale em vale.com


 Serviço 

Local: Museu Paraense Emílio Goeldi

Av. Gov Magalhães Barata, 376 - São Braz, Belém - PA, 66040-170


MASP celebra a obra de Abel Rodríguez em sua primeira mostra individual póstuma

 


A exposição percorre a obra de Rodríguez de forma analítica, apresentando seus desenhos como registros dos conhecimentos dos povos indígenas Nonuya e Muinane sobre a Amazônia colombiana

10 de outubro de 2025 a 1 de fevereiro de 2026

 

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, a partir de 10 de outubro, a exposição Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): A árvore da vida e da abundância, primeira mostra individual do artista colombiano após seu falecimento. A exposição oferece um panorama da obra de Abel Rodríguez (Cahuinarí, Colômbia, 1941–2025), reconhecida pela contribuição única à representação e organização dos saberes ancestrais sobre a flora e a fauna da Amazônia colombiana. 

O título da mostra reúne os dois nomes do artista: Mogaje Guihu, como é chamado entre os povos Muinane e Nonuya, e Abel Rodríguez, nome em espanhol que adotou quando foi forçado a sair da floresta. Na infância, Rodríguez recebeu de sua família muinane a formação para ser um sabedor, aprendendo a identificar e compreender os usos prático e simbólico das plantas e suas relações com outros seres. Sua vivência na Amazônia colombiana resultou em registros sobre as plantas, seus ciclos e estações da floresta em intrincados desenhos desenvolvidos a partir dos anos 1990, quando, a partir dos estímulos dos pesquisadores da fundação Tropenbos, começou a desenhar. Ao longo do tempo, seu trabalho começou a ser reconhecido pela cena de arte colombiana e internacional. Por sua contribuição ao debate sobre arte e natureza, o artista conquistou o Prêmio Prince Claus, o que ampliou a visibilidade de sua obra e o levou a participar de importantes bienais pelo mundo, como as de São Paulo, Veneza, Toronto, Gwangju, Sydney, além da documenta de Kassel. 

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Leandro Muniz, curador assistente, MASP, a mostra propõe um olhar analítico sobre a obra do artista, que rompe com o desenho botânico tradicional ao registrar a fauna e a flora da região a partir da perspectiva de seus conhecimentos ancestrais que partem de uma visão integrada da natureza. Enquanto a botânica tradicional disseca e descontextualiza as plantas, Rodríguez apresenta uma visão inter-relacional do ecossistema. “Meu conhecimento não é biológico. Ele é materialmente, espiritualmente e sentimentalmente conectado à floresta, à energia dela”, disse Abel Rodríguez, em 2024. Esse princípio orienta a estrutura da exposição em quatro núcleos: Árvores mitológicas, Desenhos botânicos, Ciclos, e Natureza integrada.

O núcleo Árvores mitológicas reúne desenhos de Rodríguez baseados nas narrativas Nonuya-Muinane sobre a criação do mundo. As árvores da vida e da abundância remetem à primeira árvore que origina a Amazônia e a momentos em que animais e humanos testam e disputam seus frutos até alcançar a harmonia social, desfeita pela ganância dos humanos, que derrubam a árvore a machadadas.

Aquarelas de pequenas dimensões estabelecem um paralelo entre o desenho botânico ocidental, difundido pelas expansões coloniais a partir do século 18, e os sistemas classificatórios indígenas. Trabalhos como Plantas cultivadas de la gente del centro [Plantas cultivadas da gente do centro] (2013) revelam a integração entre plantas, animais e suas funções sociais, ao mesmo tempo que registram ecossistemas, territórios e culturas, reunidos no núcleo Desenhos botânicos.

O núcleo Ciclos apresenta sequências visuais que mapeiam as transformações sazonais da floresta. As obras registram ciclos como o da floresta inundável que se transforma de acordo com o movimento de cheia e vazante dos rios, organizando a rotação de plantios na agricultura familiar da região e os períodos para a construção das malocas, habitações coletivas que estruturam a vida social indígena. 

Os últimos trabalhos de Abel Rodríguez, incluindo obras de 2024 e 2025, apresentam uma visão do território na qual todos os elementos se conectam. Desenhos densamente povoados revelam comunidades indígenas, plantas e animais, seus hábitos e a convivência mútua, que formam o núcleo final da exposição, Natureza integrada. 

Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): A árvore da vida e da abundância integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras de Mulheres Atingidas por Barragens, Claude Monet, Frans Krajcberg, Clarissa Tossin, Hulda Guzmán, Minerva Cuevas e a grande coletiva Histórias da ecologia.

 

SOBRE O ARTISTA

Abel Rodríguez (Cahuinarí, Colômbia, 1941–2025), cujo nome indígena é Mogaje Guihu, nasceu às margens do Rio Cahuinarí, na Amazônia colombiana, e é originário das comunidades Nonuya e Muinane. Sua data de nascimento exata é incerta — a mais provável é 1941, mas aparecem os anos 1940 e 1944 em publicações e exposições —, pois, como outros povos da região central da floresta amazônica, os Nonuya e os Muinane medem o tempo de forma diferente. Desde a infância, foi treinado para ser um sabedor, depositário dos conhecimentos sobre as espécies botânicas da floresta, seus usos práticos e simbólicos. Nos anos 1990, fugindo dos conflitos armados em sua região natal, mudou-se para Bogotá, onde, em contato com a fundação holandesa Tropenbos, foi incentivado a desenhar para registrar e compartilhar suas memórias. Rodríguez participou de diversas exposições, entre as quais documenta de Kassel (2017), Bienal de São Paulo (2021), Bienal de Sydney (2022) e Bienal de Veneza (2024).

 

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, além de textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil — com narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os espaços e as obras. Os conteúdos, disponíveis no site e no canal do YouTube do museu, podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessados em geral.

 

CATÁLOGO

Será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e textos sobre a exposição e a obra do artista de forma mais ampla. O livro tem organização editorial de Adriano Pedrosa e Leandro Muniz, e inclui textos de Catalina Vargas Tovar, Denilson Baniwa, José Roca, Leandro Muniz e Oscar Roldan Alzate. O catálogo também conta com um glossário, organizado por Muniz e David Queiroz, assistente de pesquisa, que evidencia termos da cosmovisão Nonuya-Muinane e conceitos fundamentais do trabalho de Abel Rodríguez.

 

LOJA MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais de Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): A árvore da vida e da abundância, que incluem bolsas, postais magnéticos, cartazes, marca-páginas, garrafas, camisetas, cadernetas e blocos de notas.

REALIZAÇÃO

Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): A árvore da vida e da abundância é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio da Vivo.

 

SERVIÇO

Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): A árvore da vida e da abundância

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Leandro Muniz, curador assistente, MASP 

10.10.25 — 1.2.26
1° subsolo, Edifício Lina Bo Bardi

 

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1510 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h

(entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e

domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos 

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada)

 

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Representando a tristeza do luto em suas diversas camadas, peça narra a jornada de um filho que, ao investigar as memórias da mãe, encontra a si mesmo

crédito Diego Rodrigues

O texto, inspirado no livro Triste não é ao certo a palavra, de Gabriel Abreu, marca a estreia de Nicolas Ahnert como dramaturgo e diretor em solo protagonizado por Thalles Cabral. A peça estreia em temporada de dois meses no Teatro Do Núcleo Experimental 


A partir do livro Triste não é ao certo a palavra, escrito por Gabriel Abreu e publicado em 2023 pela Companhia das Letras, Nicolas Ahnert estreia como dramaturgo e diretor na peça Triste! Triste… Triste?, que narra as angústias de um jovem vivendo um luto anunciado, ao descobrir que sua mãe tem apenas um mês de vida. A estreia tem data marcada para 11 de outubro no Teatro Do Núcleo Experimental. A temporada segue pelo mês de outubro, com sessões aos sábados às 20h e domingos às 19h, e novembro nos mesmos horários aos finais de semana e também às 20h das segundas-feiras.  

O espetáculo amplia o universo do livro para explorar os anseios de uma geração anestesiada em busca de sua própria identidade. Muitas perguntas assombram o personagem, no solo vivido pelo ator Thalles Cabral, em uma busca urgente de conhecer a profunda essência da mãe, resgatando e reescrevendo suas memórias, enquanto se depara com a sua própria vulnerabilidade.  

A peça parte, portanto, de um dos maiores dilemas humanos para expor essa crise identitária: a perda da figura materna. O corpo inerte da mãe lança o protagonista nessa autoinvestigação desesperada, explorando as consequências da orfandade prematura na formação do seu caráter. Apesar de tocar em camadas profundas, a peça também traz leveza, requintes de humor e cinismo na construção da personalidade e das vivências do personagem, cuja concepção foi a grande inspiração do autor.  

O encontro de Nicolas Ahnert com o texto se deu de maneira totalmente casual. Ao se deparar com o livro durante um despretensioso passeio à livraria, prontamente se interessou pelo título, sinopse, orelha, até devorá-lo por completo. “Assim que terminei a leitura me veio a ideia de transformar o texto em uma peça. Entre muitas coisas que me chamaram a atenção, tem um hibridismo na linguagem, por usar de recursos como cartas, bilhetes, lembretes, fotos. Ele consegue costurar uma história linear com outros elementos, para além da própria narrativa, e isso soou para mim muito teatral”, pontua.  

Inspirado pela história de Triste não é ao certo a palavra, o autor e diretor buscou não simplesmente representá-la no palco, mas sim criar uma outra narrativa, focada principalmente em desvendar esse filho, para além do que já existe na literatura original, revelando a profundidade da dor que o atravessa, mesmo quando escondida em seu comportamento cínico e aparentemente arrogante, em alguns momentos. “Meu maior interesse foi desenvolver esse personagem, e a liberdade dramatúrgica que o Gabriel me deu foi fundamental para isso. Para mim era importante que o público pudesse enxergar e entender a dor desse filho, para além do luto. Identificar nele um personagem humano, complexo, e não um herói ou uma vítima. Desejo que as pessoas possam se reconhecer em alguma medida e sair tocadas do teatro”, ressalta.

 

Sinopse

Um filho recebe a notícia de que sua mãe tem apenas um mês de vida. Uma descoberta inesperada o obriga a revirar o passado para conhecer quem essa mulher foi, antes que o tempo acabe. Obcecado em preencher essas lacunas, os limites entre as suas memórias e as da mãe começam a se confundir. Quando uma mãe deixa de existir, o que sobra de um filho? Triste! Triste…Triste? é inspirado no livro Triste não é ao certo a palavra, de Gabriel Abreu, da Companhia das Letras. A peça amplia o universo do livro para explorar os anseios de uma geração anestesiada em busca de sua própria identidade. 

 Siga a peça no Instagram @triste.espetáculo

 

Ficha técnica:

Texto e Direção: Nicolas Ahnert. Elenco: Thalles Cabral. Cenário e Figurino: Pazetto. Iluminação: Nicolas Caratori. Trilha Sonora: Alê Martins. Direção de produção: Nicolas Ahnert. Produção: Laura Sciulli e Victor Edwards. Realização: ZERO TEATRO.

 

Serviço:

Estreia dia 11 de outubro de 2025.

Temporada: Outubro (sábados às 20h e domingos às 19h). Novembro (sábados às 20h, domingos às 19h e segundas às 20h)

Classificação: 14 anos

Duração: 70 minutos

Ingressos: R$80

Link para venda: linktr.ee/tristeespetaculo

Teatro Do Núcleo Experimental

R. Barra Funda, 637 - Barra Funda, São Paulo - SP

Capacidade: 100 lugares.

 

Sortido celebra 15 anos com nova montagem para o sucesso Música Para Morrer de Amor, com estreia em outubro no Teatro Estúdio

Divulgação

Com dramaturgia de Rafael Gomes, este foi o primeiro trabalho da companhia, venceu o prêmio APCA de melhor espetáculo jovem e ganhou até uma adaptação para as telas
 

 

Em seu aniversário de 15 anos, a Cia. Empório de Teatro Sortido revisita seu trabalho inaugural em uma nova versão para Música para Morrer de Amor, com dramaturgia de Rafael Gomes. O espetáculo, que tem direção de Fabrício Licursi e Victor Mendes, tem sua temporada de estreia  no Teatro Estúdio, de 11 a 30 de outubro, com apresentações de quarta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 15h e às 18h. 

Montado originalmente em 2010, com o título “Música para Cortar os Pulsos”, o espetáculo fez enorme sucesso de crítica e público - não à toa que conquistou o Prêmio APCA de Melhor Peça Jovem e ganhou uma adaptação cinematográfica. 

A nova versão ganha o formato musicado e está recheada de canções originais, compostas de forma colaborativa. “Esse era dos desejos levantados por Rafael Gomes e Victor Mendes, os criadores originais. Nossos amantes ou apaixonados errantes Luiza Porto, Vitor Rocha, Daniel Haidar e Arthur Berges chegam como intérpretes criadores que carregam a linguagem da música no seu fazer teatral. Com eles, a música é possível através de um canto, do tocar um instrumento, de virar dramaturgia”, revela o codiretor Fabrício Licursi, que foi preparador de elenco e diretor de movimento no filme. 

A peça conta três histórias que se entrelaçam ao som e com a intensidade das músicas para morrer de amor: Isabela sofre porque foi abandonada, Felipe quer muito se apaixonar e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele.

“Essa peça fala sobre amor de um jeito muito delicado, muito honesto, e acho que essa é sua maior força. Foi isso que perseguimos há 15 anos enquanto estávamos criando e eu integrava o elenco, no papel de Ricardo. Como contar essa história com a nossa verdade? Sempre fomos conduzidos pelo texto, como se cada palavra nos pegasse pela mão para um passeio na intimidade, no recorte da vida desses três personagens. Agora, muita coisa mudou, mas o amor eu acredito que não. Há quem esteja apaixonado, há quem foi abandonado e há quem espera o que pode acontecer na próxima esquina”, reflete o codiretor Victor Mendes.

Ainda sobre os desafios de criar uma nova versão de um espetáculo escrito há uma década e meia, Mendes acrescenta: “Uma das coisas que de fato se transformou nos últimos 15 anos, foi o próprio ‘mercado’, que foi invadido pelo teatro musical com muita força. Sua invasão também fez com que ampliasse um desejo, ainda tímido, de criar musicais brasileiros. Esse foi um dos motores para essa nova montagem, misturar o nosso universo, nossas vivências, nossas experiências de 15 anos de Empório de Teatro Sortido com uma nova geração, que tem paixão por música e faz isso acontecer de uma maneira poética e autoral”. 

A encenação, como conta Licursi, é focada na capacidade do ator criar sensações e sentidos para o público, a partir de seu corpo e palavra. “Como diretores, estamos desenhando o espaço da cena a partir de composições e jogos que potencializam, essa, que acreditamos ser uma das belezas do teatro. Como intérpretes, os atores nos presenteiam com uma diversidade de perspectivas, devolvem perguntas para nossas afirmações, criam e recriam partituras”, comenta.

 

Ficha Técnica

Texto: Rafael Gomes

Direção: Fabrício Licursi e Victor Mendes

Elenco: Daniel Haidar, Luiza Porto, Vitor Rocha, Arthur Berges (alternante do Vitor em algumas sessões)

Direção de produção: Rafael Rosi

Produção executiva: Diogo Pasquim

Produção: Art’n Company


Sinopse

Nova versão da peça que inaugurou a trajetória da companhia. Três histórias sentimentais se entrelaçam ao som e com a intensidade das músicas para morrer de amor: Isabela sofre porque foi abandonada, Felipe quer muito se apaixonar e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele.


Serviço

Música para morrer de amor, com Empório de Teatro Sortido

Temporada: 11 a 30 de outubro de 2025 

De quarta-feira a sábado, às 20h; e aos domingos às 15h e às 18h

Teatro Estúdio – Rua Conselheiro Nébias, 891, São Paulo

Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada)

Vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/110399/d/337422/s/2293617

Bilheteria: abre duas horas antes da sessão

Serviço de Valet com Estacionamento no local

Capacidade: 180 lugares

Classificação: 14 anos

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Duração: 70 minutos

Instagram: @emporiodeteatrosortido | @oteatroestudio




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