
Foto: Edição M.A.U.B 2025
Créditos: Bruno Carachesti
/ @carachesti
M.A.U.B. reuniu 20 artistas para pintarem os 2.500 metros de muros do Museu Paraense Emílio Goeldi; inauguração aconteceu no último domingo (28)
Após onze dias de
trabalho de 20 artistas, está inaugurada a nova fachada do Museu de Arte Urbana
de Belém (M.A.U.B.). Em sua terceira edição, o projeto transformou o histórico
Museu Paraense Emílio Goeldi em uma galeria de arte a céu aberto, revitalizando
os muros do Parque Zoobotânico — patrimônio tombado que nunca havia recebido
intervenção artística em seus 130 anos — e dos prédios do Campus de Pesquisa.
Durante o
processo, foram utilizados mais de 1.087
litros de tinta para cobrir os 2.500 metros de paredes com imagens
inspiradas em coleções e pesquisas do Museu Goeldi. O consumo corresponde a 174 latas de tinta —
sendo 142 de 3,6 L e 32 de 18 L —, em uma mobilização que reforça a escala do
projeto e a intensidade do trabalho realizado pelos artistas. Os murais
dialogam com o patrimônio das ciências humanas, naturais e da terra, celebrando
a riqueza da fauna, da flora e da cultura amazônica.
As obras foram
iniciadas no dia 16 de setembro e a inauguração aconteceu no último domingo,
dia 28. A experiência deu origem a 19 murais, sendo 17 no Parque Zoobotânico e
2 no Campus de Pesquisa, que permanecerão expostos por pelo menos um ano nas
paredes externas do museu.
Cada pintura dá
novo sentido aos espaços, reforçando o papel do M.A.U.B. como um marco da arte
urbana em Belém, em sintonia com os debates culturais e ambientais que
antecedem a COP30. As obras exploram temas que vão de arqueologia, às heranças
afro-amazônicas, aos saberes indígenas e à biodiversidade, estabelecendo um
diálogo entre arte, ciência e memória coletiva da região.
“Transformar os
muros do Museu Goeldi em uma galeria de arte urbana a céu aberto é um gesto
histórico para Belém, ainda mais em ano de COP30. Cada mural nasce do respeito
à história e ao acervo do museu, mas também da força criativa de artistas de
diferentes lugares do Brasil, sobretudo dos paraenses, que traduzem em cores as
suas memórias e identidades”, diz Gibson Massoud, fundador da Sonique,
realizadora do M.A.U.B
.
Foto: Edição M.A.U.B 2025
Créditos: Bruno Carachesti
Os 20 artistas que
participaram são Alessandro Hipz, And Santtos, Cely Feliz, Kekel, Graf, Wira
Tini, Deco Treco, Wes Gama, Ayala, João Nove – Digital Orgânico, Éder Oliveira,
Chico Ribeiro, Alex Senna, LENU, Dudi Rodrigues, Dedéh Farias, Amanda Nunes,
Dannoelly Cardoso, e a dupla Gabz e Tsssrex.
A seleção, feita
por meio de edital, reuniu criadores de Belém e de diferentes partes do Brasil,
escolhidos por uma curadoria que valorizou tanto a representação da fauna e
flora quanto interpretações menos óbvias da biodiversidade amazônica. O
processo teve curadoria de William
Baglione, fundador do coletivo Famiglia, com quase três décadas
de atuação no universo das artes e integrante do M.A.U.B. desde sua estreia, em
2023.
Antes de iniciarem
os trabalhos, os artistas participaram de uma imersão de dois dias no Museu
Goeldi, vivenciando de perto coleções e acervos como as cerâmicas marajoaras,
as peças tapajônicas e a maior coleção indígena do mundo, guardada no Campus de
Pesquisa.
O M.A.U.B é uma realização da Sonique Produções e da
Oito Quatro Produções, aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta
com o patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, e o apoio institucional do
Governo Federal e do Ministério da Cultura.
Sobre o
M.A.U.B.
O Museu de Arte
Urbana de Belém (M.A.U.B.) é uma grande exposição de Street Art desenvolvida
por artistas visuais nacionais e internacionais todos os anos, desde 2023, na
cidade de Belém, no Pará. As obras são aplicadas em muros e em fachadas de
prédios, transformando qualquer percurso no maior museu a céu aberto do Norte
do país, gratuito e acessível a todos. Com a ocupação do espaço público em
busca da democratização da arte, a troca entre diferentes culturas e estímulo
do pertencimento local valoriza a memória coletiva, criada a cada edição do
M.A.U.B.
Sobre o
Museu Paraense Emílio Goeldi
O Museu Paraense
Emílio Goeldi é uma unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e
Inovação (MCTI) e completará 160 anos em outubro de 2026. A mais antiga instituição
científica da Amazônia reúne três bases físicas, sendo uma no arquipélago do
Marajó (a Estação Científica Ferreira Penna) e duas em Belém (o Parque
Zoobotânico, em São Brás, e o Campus de Pesquisa, em Terra Firme). Suas
coleções científicas e seus estudos representam ricos patrimônios sobre o bioma
mais biodiverso do planeta, sendo referência mundial nas áreas de Ciências
Humanas, Naturais e da Terra.
Sobre a
Vale
A Vale acredita
que a cultura transforma vidas. Pelo quinto ano consecutivo é a maior apoiadora
privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias
que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso
é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo
em que atua para o fortalecimento da economia criativa.
Para fortalecer
sua atuação na Cultura, em 2020 foi criado o Instituto Cultural Vale, que já
esteve ao lado de mais de mil projetos em todo o país, com investimento de mais
de R$ 1 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à
Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios,
com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial
Minas Gerais Vale (MG), Museu
Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Conheça mais sobre a Vale em vale.com
Serviço
Local: Museu Paraense Emílio Goeldi
Av. Gov Magalhães
Barata, 376 - São Braz, Belém - PA, 66040-170
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