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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Às vésperas da COP30, Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.) promove revitalização de espaço histórico da cidade

 

Foto: Edição M.A.U.B 2025
 Créditos: Bruno Carachesti
/ @carachesti

M.A.U.B. reuniu 20 artistas para pintarem os 2.500 metros de muros do Museu Paraense Emílio Goeldi; inauguração aconteceu no último domingo (28)

 

Após onze dias de trabalho de 20 artistas, está inaugurada a nova fachada do Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.). Em sua terceira edição, o projeto transformou o histórico Museu Paraense Emílio Goeldi em uma galeria de arte a céu aberto, revitalizando os muros do Parque Zoobotânico — patrimônio tombado que nunca havia recebido intervenção artística em seus 130 anos — e dos prédios do Campus de Pesquisa. 

Durante o processo, foram utilizados mais de 1.087 litros de tinta para cobrir os 2.500 metros de paredes com imagens inspiradas em coleções e pesquisas do Museu Goeldi. O consumo corresponde a 174 latas de tinta — sendo 142 de 3,6 L e 32 de 18 L —, em uma mobilização que reforça a escala do projeto e a intensidade do trabalho realizado pelos artistas. Os murais dialogam com o patrimônio das ciências humanas, naturais e da terra, celebrando a riqueza da fauna, da flora e da cultura amazônica. 

As obras foram iniciadas no dia 16 de setembro e a inauguração aconteceu no último domingo, dia 28. A experiência deu origem a 19 murais, sendo 17 no Parque Zoobotânico e 2 no Campus de Pesquisa, que permanecerão expostos por pelo menos um ano nas paredes externas do museu.  

Cada pintura dá novo sentido aos espaços, reforçando o papel do M.A.U.B. como um marco da arte urbana em Belém, em sintonia com os debates culturais e ambientais que antecedem a COP30. As obras exploram temas que vão de arqueologia, às heranças afro-amazônicas, aos saberes indígenas e à biodiversidade, estabelecendo um diálogo entre arte, ciência e memória coletiva da região.  

“Transformar os muros do Museu Goeldi em uma galeria de arte urbana a céu aberto é um gesto histórico para Belém, ainda mais em ano de COP30. Cada mural nasce do respeito à história e ao acervo do museu, mas também da força criativa de artistas de diferentes lugares do Brasil, sobretudo dos paraenses, que traduzem em cores as suas memórias e identidades”, diz Gibson Massoud, fundador da Sonique, realizadora do M.A.U.B

 

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Foto: Edição M.A.U.B 2025
 Créditos:
 Bruno Carachesti 

 

Os 20 artistas que participaram são Alessandro Hipz, And Santtos, Cely Feliz, Kekel, Graf, Wira Tini, Deco Treco, Wes Gama, Ayala, João Nove – Digital Orgânico, Éder Oliveira, Chico Ribeiro, Alex Senna, LENU, Dudi Rodrigues, Dedéh Farias, Amanda Nunes, Dannoelly Cardoso, e a dupla Gabz e Tsssrex.

A seleção, feita por meio de edital, reuniu criadores de Belém e de diferentes partes do Brasil, escolhidos por uma curadoria que valorizou tanto a representação da fauna e flora quanto interpretações menos óbvias da biodiversidade amazônica. O processo teve curadoria de William Baglione, fundador do coletivo Famiglia, com quase três décadas de atuação no universo das artes e integrante do M.A.U.B. desde sua estreia, em 2023.

Antes de iniciarem os trabalhos, os artistas participaram de uma imersão de dois dias no Museu Goeldi, vivenciando de perto coleções e acervos como as cerâmicas marajoaras, as peças tapajônicas e a maior coleção indígena do mundo, guardada no Campus de Pesquisa.

O M.A.U.B é uma realização da Sonique Produções e da Oito Quatro Produções, aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet, e o apoio institucional do Governo Federal e do Ministério da Cultura.


Sobre o M.A.U.B.

O Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B.) é uma grande exposição de Street Art desenvolvida por artistas visuais nacionais e internacionais todos os anos, desde 2023, na cidade de Belém, no Pará. As obras são aplicadas em muros e em fachadas de prédios, transformando qualquer percurso no maior museu a céu aberto do Norte do país, gratuito e acessível a todos. Com a ocupação do espaço público em busca da democratização da arte, a troca entre diferentes culturas e estímulo do pertencimento local valoriza a memória coletiva, criada a cada edição do M.A.U.B.

 

Sobre o Museu Paraense Emílio Goeldi

O Museu Paraense Emílio Goeldi é uma unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e completará 160 anos em outubro de 2026. A mais antiga instituição científica da Amazônia reúne três bases físicas, sendo uma no arquipélago do Marajó (a Estação Científica Ferreira Penna) e duas em Belém (o Parque Zoobotânico, em São Brás, e o Campus de Pesquisa, em Terra Firme). Suas coleções científicas e seus estudos representam ricos patrimônios sobre o bioma mais biodiverso do planeta, sendo referência mundial nas áreas de Ciências Humanas, Naturais e da Terra.
 

Sobre a Vale

A Vale acredita que a cultura transforma vidas. Pelo quinto ano consecutivo é a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

Para fortalecer sua atuação na Cultura, em 2020 foi criado o Instituto Cultural Vale, que já esteve ao lado de mais de mil projetos em todo o país, com investimento de mais de R$ 1 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Conheça mais sobre a Vale em vale.com


 Serviço 

Local: Museu Paraense Emílio Goeldi

Av. Gov Magalhães Barata, 376 - São Braz, Belém - PA, 66040-170


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