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segunda-feira, 2 de junho de 2025

Pacientes renais devem redobrar atenção nas festas juninas

Pratos típicos da época contêm ingredientes que exigem cuidado de quem faz diálise; especialista dá dicas para curtir com segurança
 

As festas juninas são momentos especiais para muitos brasileiros, marcados por música, dança e comidas típicas irresistíveis. No entanto, para quem vive com doença renal crônica e realiza diálise, é fundamental aproveitar essas celebrações com atenção redobrada à saúde. 

Muitos pratos tradicionais da época como pinhão, doces de batata-doce, amendoim e coco, além de lanches com salsicha, pernil, linguiça e mortadela apresentam altos níveis de potássio, fósforo, sódio e açúcar. Esses elementos, quando consumidos em excesso, podem representar riscos à saúde renal e geral do paciente. 

“É totalmente possível participar das festas juninas, desde que haja planejamento alimentar e consciência nas escolhas. Adaptar receitas e seguir as orientações médicas faz toda a diferença para a saúde do paciente renal”, orienta Thays Mortaia, nutricionista e coordenadora de Nutrição da DaVita Tratamento Renal.
 

Por isso, prefira:

  • Milho cozido sem sal;
  • Pamonha salgada caseira, com pouco sal e sem queijo;
  • Canjica com pouco açúcar, feita sem leite condensado;
  • Pipoca sem sal e sem manteiga;
  • Bolos simples, como fubá ou milho, sem cobertura;
  • Frutas com baixo teor de potássio, como maçã e pera (com moderação).


E quanto aos líquidos?

A hidratação deve ser controlada, conforme a recomendação médica, especialmente para pacientes que fazem hemodiálise.
 

Prefira:

· Pequenas quantidades de água;

· Chá gelado sem açúcar;

· Sucos naturais diluídos em água.
 

Evite:

· Refrigerantes e sucos artificiais;

· Bebidas alcoólicas, como quentão e vinho quente;

· Sucos concentrados, ricos em potássio. 

Se você faz uso de quelantes de fósforo, lembre-se de tomá-los corretamente junto com as refeições. Esse cuidado contribui para o equilíbrio do fósforo no organismo, prevenindo sintomas como coceira, fraqueza óssea e até complicações cardiovasculares. 

A nutricionista também compartilha orientações valiosas para que os pacientes renais possam aproveitar essa época do ano com mais segurança e bem-estar:

  • Evite o excesso de sal, que pode aumentar a pressão arterial e a sede
  • Atenção aos “líquidos escondidos” em preparações como caldos e canjica
  • Mantenha sua rotina de diálise normalmente, sem faltar às sessões
  • Converse sempre com sua equipe de saúde sobre como adaptar sua dieta nesse período

“O mais importante é lembrar que a festa pode e deve ser aproveitada. Com escolhas conscientes, tudo é possível. O segredo está no equilíbrio”, destaca Mortaia.


 
DaVita  

  

Prática de artes marciais garante saúde física e mental à população 60+

Dentre os principais benefícios, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destaca a melhora da força, do equilíbrio e da concentração

 

Qual o segredo da longevidade? Esta é uma pergunta cada vez mais frequente, principalmente no Brasil, onde a população idosa cresce cada vez mais.

É fato é que o idoso de hoje é diferente do idoso de algumas décadas atrás. Além da evolução da medicina, a mudança no comportamento das pessoas em relação à saúde aumentou a expectativa de vida. Preocupações com a qualidade de vida, por meio de uma alimentação mais saudável e a prática de exercícios físicos estão no dia a dia da população 60+.

Caminhada, corrida, musculação, pilates, hidroginástica, são algumas das atividades mais praticadas. No entanto, para os idosos com mais “disposição”, diga-se, ou que buscam por algo novo, as artes marciais também trazem benefícios à saúde.

De acordo com a geriatra e diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dra. Alessandra Tieppo, as lutas, em geral, podem ser praticadas pela pessoa idosa, desde que tomados os devidos cuidados e, obviamente, respeitando a condição física. Dentre os benefícios, ela destaca a melhora do equilíbrio e da coordenação motora, reduzindo o risco de quedas, um dos principais perigos para idosos, trabalhando também reflexos, postura e consciência corporal. “A prática de artes marciais promove o aumento da força e da flexibilidade, uma vez que os exercícios dinâmicos e controlados ajudam a manter os músculos e as articulações em atividade. Além disso, auxiliam a saúde cardiovascular e respiratória”, explica, ao comentar que o estímulo cognitivo também é trabalhado, já que se exige atenção, memória, disciplina e tomada de decisões rápidas, podendo ajudar na prevenção de doenças neurodegenerativas. “Essas atividades ajudam no controle do estresse e na melhora do bem-estar emocional. Por meio de técnicas de respiração e meditação, presentes em modalidades como Tai Chi Chuan e Aikido, auxiliam na reduzir casos de ansiedade e depressão. Sem falar na promoção da autoestima e da socialização, favorecendo o convívio social e o fortalecimento da autoconfiança.”


Quais praticar?

Além do Tai Chi Chuan e do Aikido, Jiu-Jitsu suave (Brazilian Jiu-Jitsu adaptado); judô (também adaptado) e Karatê, com foco nos katas (movimentos) e não no combate, e Taekwondo, são boas opções. 

Arte marcial genuinamente brasileira, a capoeira também está nessa lista e vem ganhando cada vez mais destaque, pois combina movimento corporal, música, ritmo e expressão cultural, o que a torna uma prática extremamente rica. Dentre os benefícios para a população 60+, Dra. Alessandra revela que os movimentos fluidos e circulares do jogo da capoeira ajudam a manter as articulações móveis e os músculos alongados. “Ela exige controle corporal e atenção ao ritmo, o que fortalece o equilíbrio e reduz o risco de quedas e, mesmo em versões mais suaves, trabalha a resistência cardiovascular, a força muscular e a agilidade”, relata, ao afirmar que a atenção ao parceiro de jogo, a interação com o ritmo dos instrumentos e a memorização dos movimentos e sequências de golpes favorecem o funcionamento mental. “A musicalidade, o canto e a roda trazem alegria, pertencimento e identidade cultural, o que favorece a autoestima e reduz os sintomas de estresse, solidão ou ansiedade.” 

Para uma prática segura, a geriatra e diretora da SBGG, indica que se deve evitar os movimentos de impacto, saltos e acrobacias, priorizando a ginga mais suave, movimentos circulares com amplitude controlada e exercícios de base e alongamento.

 

Cuidados

Antes de iniciar qualquer arte marcial é necessário se consultar com um médico, preferencialmente um geriatra ou cardiologista, para garantir que não há qualquer impedimento. Segundo Dra. Alessandra, é importante optar pela modalidade mais adequada com o perfil da pessoa, sendo que independentemente de qual seja, ela precisa ser de baixo impacto e que priorize o controle e a fluidez dos movimentos. Ela explica que as aulas devem ser conduzidas por professores experientes e capacitados para trabalhar com a pessoa idosa. “O uso de equipamentos de segurança também é preciso, como tatames adequados, protetores, roupas confortáveis e calçados apropriados. Tudo isso auxilia na prevenção de lesões.”

 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG


Avanços na oftalmologia evitam progressão do ceratocone e reduzem necessidade de transplante

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Mais comum em jovens, o problema pode levar à perda progressiva da visão se não for diagnosticado e tratado precocemente, alerta especialista


O mês de junho é dedicado ao “Junho Violeta”, campanha nacional que visa conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoce do ceratocone. Embora considerada uma doença rara, a condição é mais prevalente entre jovens, especialmente aqueles com histórico de alergias e doenças atópicas, como rinite, asma ou conjuntivite alérgica, que possuem o hábito crônico de coçar os olhos.

O ceratocone é uma doença ocular que afeta a córnea, estrutura transparente na parte frontal do olho. A enfermidade provoca o afinamento e a curvatura irregular da córnea, resultando em distorções visuais progressivas. “É uma condição genética, mas fatores externos, como o ato de coçar os olhos, podem agravar ou acelerar o quadro”, explica a oftalmologista Dra. Natália Regnis, especialista em Córnea Clínica e Cirúrgica do HOPE - Hospital de Olhos de Pernambuco. 

O diagnóstico precoce é um dos pilares do tratamento eficaz. “Quanto mais cedo identificamos a doença, maiores são as chances de preservar a acuidade visual e evitar a progressão para estágios que podem exigir um transplante de córnea”, reforça a médica. Hoje, exames como topografia, tomografia de córnea e mapa epitelial permitem identificar alterações corneanas ainda em fases iniciais. 

O tratamento do ceratocone evoluiu consideravelmente nos últimos anos. “Em casos leves, o uso de óculos ou lentes de contato especiais é suficiente para melhorar a visão. Já em situações mais avançadas, podem ser indicados procedimentos como o implante de anel corneano, que ajuda a regularizar a curvatura da córnea, facilitando a adaptação das lentes”, comenta a oftalmologista. 

Uma das maiores inovações no combate à progressão do ceratocone é o crosslinking, técnica que fortalece as fibras da córnea e impede seu enfraquecimento. “O crosslinking é indicado para os casos em progressão e tem se mostrado fundamental para evitar a evolução da doença para formas graves”, destaca a Dra. Natália. 

“No HOPE, os pacientes contam com todas as opções terapêuticas disponíveis atualmente, incluindo adaptação de lentes personalizadas, implante de anel, crosslinking e transplante de córnea — este último reservado para casos em que há cicatrizes ou estágios avançados que impossibilitem uma adaptação de lente", ressalta a médica. 

As lentes de contato, aliás, também evoluíram. "Hoje temos materiais e desenhos mais modernos, além de várias técnicas de adaptação: como as lentes rígidas gás-permeáveis, piggyback e esclerais. A escolha depende do grau e morfologia do ceratocone de cada paciente", explica Regnis. 

Embora ainda não exista cura para o ceratocone, a boa notícia é que, com acompanhamento oftalmológico regular e tratamento adequado, é possível manter a estabilidade da doença e a qualidade de vida. “A campanha Junho Violeta é um lembrete importante para que as pessoas, especialmente os jovens, estejam atentos aos sinais visuais e façam consultas periódicas ao oftalmologista”, conclui Dra. Natália Regnis.


SOBRASP defende a importância da humanização no atendimento à saúde no Brasil

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 134 milhões de eventos adversos acontecem anualmente em todo o mundo devido a cuidados de saúde inseguros

 

A atenção humanizada envolve ações como acolhimento com escuta qualificada, respeito à dignidade e cultura, valorização do vínculo entre profissional e usuário, comunicação transparente e um ambiente de cuidado mais sensível, ético e acolhedor. O objetivo é que esse cuidado mais humano contribua para melhorar a segurança do paciente durante seu atendimento, intensificar a adesão aos tratamentos e, consequentemente, reduzir eventos adversos. 

Segundo a coordenadora do Grupo Temático de Trabalho da Experiência do Paciente da SOBRASP (Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente), Kelly Rodrigues, “a humanização no atendimento ao paciente envolve uma série de atos que visam tornar a experiência mais acolhedora, respeitosa e centrada em suas necessidades físicas e emocionais. Estar mais próximo do paciente, cuidando da pessoa e não somente da doença, traz como consequência um cuidado mais seguro”. 

Investir na redução de danos ao paciente não só gera economia para o sistema de saúde, mas também resulta em melhores resultados clínicos. Estudos da OMS indicam que, com o engajamento do paciente no tratamento, é possível reduzir em até 15% os danos relacionados à assistência.

 

Entre as ações essenciais de humanização, destacam-se: 

·         Acolhimento e escuta ativa: Ouvir atentamente as preocupações do paciente e de seus familiares é fundamental para um diagnóstico mais preciso e um tratamento mais eficaz. Existem vários tipos de escuta ativa, mas duas são consideradas as melhores: escuta empática e generativa. “Na empática, o profissional desenvolve uma conexão emocional com o outro e entra em um nível mais profundo da escuta. Fica com a mente e o coração abertos, sem deixar os próprios julgamentos atrapalharem essa conexão humana criada. Na generativa, o profissional se sente conectado com algo maior do que ele mesmo. Fica com o coração e a mente abertos, totalmente concentrado no outro. A prioridade passa a ser ajudar o outro com a geração de ideias e possíveis soluções para suprir as necessidades compartilhadas por esta pessoa”, explica a especialista. 

·         Comunicação clara e transparente: Informar o paciente sobre procedimentos e benefícios de forma compreensível garante maior confiança e participação. Segundo Kelly, a comunicação é uma das ferramentas mais importantes na entrega da experiência. Como outras competências, ela envolve conhecimento, habilidade e atitude. “Para que o profissional possa se comunicar bem com o paciente, ele necessita conhecer o assunto, ter conteúdo confiável para argumentar, esclarecer, orientar e saber a forma correta de transmitir a mensagem. Na maior parte das reclamações recebidas pelas instituições de saúde, os pacientes e familiares se referem não ao que foi dito, mas à maneira como foi dito. Geralmente, existe uma lacuna entre o que achamos que estamos comunicando e o que estamos transmitindo de fato. Então, a comunicação efetiva não é sobre o que você quis transmitir, mas sobre o que o outro compreendeu”, ressalta Kelly. 

·         Apoio emocional: Gestos simples, palavras de conforto e empatia podem transformar a experiência do paciente durante o tratamento. 

·         Valorização da participação do paciente e da família: Incentivar a participação ativa evita falhas e aumenta a segurança do cuidado. 

·         Respeito e dignidade: Tratar o paciente com respeito, usando linguagem acessível, é um direito fundamental. 

·         Profissionalismo e competência: A humanização também exige profissionais bem treinados, com habilidades técnicas e humanas.

 

Benefícios da humanização:

 

· O paciente se sente acolhido e respeitado e é mais propenso a seguir as orientações do profissional de saúde.


· A humanização permite uma relação mais próxima entre paciente e profissional de saúde, o que pode levar a um diagnóstico mais preciso e um tratamento eficaz.


· Uma comunicação clara e transparente, a escuta ativa e a valorização da participação do paciente podem reduzir a ocorrência de conflitos e mal-entendidos.

 

Incluir o paciente no plano terapêutico é uma estratégia que pode evitar eventos adversos - A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 134 milhões de eventos adversos ocorrem globalmente a cada ano devido a cuidados inseguros em instituições de saúde, levando a cerca de 2,6 milhões de mortes anuais, especialmente em países de baixa e média renda. Entre esses eventos, destacam-se erros de medicação, procedimentos cirúrgicos inseguros, infecções relacionadas à assistência à saúde, erros de diagnóstico e identificação incorreta do paciente. O custo global apenas com erros de medicação — dos quais 50% são evitáveis — chega a US$ 42 bilhões por ano, enquanto o custo total de cuidados inseguros ultrapassa US$ 1,17 trilhão.

 

No Brasil, os dados mais recentes da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, referentes a 2024, mostram que as instituições de saúde notificaram um total de 426.148 eventos adversos. Destes, 153.325 não causaram danos ao paciente, enquanto 216.530 tiveram impacto leve, 44.822 impactos moderados, 9.013 foram considerados graves e, infelizmente, ocorreram 2.458 óbitos. Esses números podem ser ainda maiores, pois muitas instituições não notificam os eventos de forma adequada ou simplesmente não realizam a notificação.

 

Entre as ocorrências mais graves estão a administração incorreta de medicamentos, seja por dosagem ou tipo errados, e a realização de cirurgias em locais equivocados no corpo dos pacientes. Além disso, destacam-se casos de lesão por pressão, divididos em três tipos: contusão (lesão dos tecidos moles causada por trauma), entorse (alongamento dos ligamentos) e luxação, considerada a mais grave, em que há deslocamento do osso da articulação. Esses dados refletem a seriedade das falhas no sistema de saúde brasileiro e o impacto que podem ter na segurança do paciente.

 

Um novo cenário de esperança para a segurança do paciente - O dia 28 de abril marcou um avanço importante: a sanção da Lei nº 15.126, que altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.80/1990) para incluir oficialmente a atenção humanizada como um dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2003, o Ministério da Saúde já orientava a prática da humanização por meio da Política Nacional de Humanização (PNH), mas agora passa a fazer parte dos princípios legais do sistema de saúde brasileiro.


Uso do vape traz sérios danos à saúde bucal, alerta especialista

Perda óssea e irreversível do paladar, além de infecções, estão entre as consequências do uso do cigarro eletrônico para a saúde bucal, afirma o cirurgião-dentista Marcelo Kyrillos

 

No Dia Mundial Sem Tabaco (sábado, 31 de maio), cresceu o alerta de especialistas para os perigos do cigarro eletrônico, especialmente entre os jovens. Levantamentos recentes de instituições como a American Dental Association e universidades americanas revelam que o vape altera a microbiota oral de maneira diferente do cigarro tradicional, o que pode abrir caminho para novas formas de inflamação ainda pouco conhecidas.  

Marcelo Kyrillos cirurgião-dentista da clínica Ateliê Oral, sediada em São Paulo, afirma que os danos à saúde bucal são, em alguns casos, até piores do que aqueles causados pelo cigarro tradicional. Segundo ele, um dos efeitos mais comuns é a inflamação na gengiva (gengivite). “Isso acontece porque a nicotina presente no vape diminui o fluxo de sangue na região, o que enfraquece a defesa natural do corpo e favorece a ação das bactérias”, explica. 

Além da gengivite e da periodontite (estágio avançado da gengivite), o uso frequente do vape pode causar mau hálito persistente, aftas, irritações, perda de paladar e aumento de cáries. Um dos principais vilões é o propilenoglicol (composto orgânico usado em alguns produtos, incluindo cosméticos, alimentos e produtos de limpeza), presente nos vaporizadores líquidos do vape, que provoca intenso ressecamento da boca, reduzindo a produção de saliva — um dos mecanismos naturais de proteção contra bactérias. 


Alterações na mucosa, paladar e cicatrização 

Entre os danos menos visíveis, mas clinicamente relevantes, estão as alterações na mucosa oral e nas papilas gustativas. “Com o tempo, o calor do vapor e os produtos químicos causam irritação crônica nas papilas, levando à perda de sensibilidade ao gosto. E vale um alerta: em casos mais graves, essas estruturas têm uma capacidade limitada de regeneração, o que pode tornar a perda de paladar irreversível”, ressalta Dr. Kyrillos. 

A nicotina, independentemente da fonte, prejudica a saúde bucal de maneiras significativas, principalmente ao reduzir a irrigação sanguínea nos tecidos da boca. Essa deficiência na circulação traz, de forma distinta, dois grandes problemas:


Primeiramente, a nicotina compromete seriamente a cicatrização. Após procedimentos como extrações, implantes ou raspagens, a recuperação de usuários de nicotina tende a ser mais lenta e com maior risco de complicações. Isso acontece porque a menor oferta de sangue na região dificulta a chegada de células de defesa, oxigênio e nutrientes essenciais para o reparo adequado dos tecidos.


Paralelamente, explica o dentista, a mesma redução no fluxo sanguíneo pode mascarar perigosamente os sinais de doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite. "Em usuários de nicotina, a gengiva inflamada pode não sangrar. Como consequência direta pode haver o atraso no diagnóstico e no tratamento das doenças periodontais". Dessa forma, um problema gengival pode evoluir silenciosamente, sem o sangramento que normalmente serviria de alerta para o paciente e para o profissional.


Danos podem surgir em poucas semanas 

De acordo com o profissional, os primeiros sinais de comprometimento bucal – como boca seca, o mau hálito e irritação na mucosa - podem aparecer já nas primeiras semanas de uso contínuo, especialmente em pessoas com predisposição ou higiene oral deficiente.  

“Aos poucos, esses efeitos vão se acumulando. E como eles são mais silenciosos que os provocados pelo cigarro comum, muita gente demora a perceber. Em muitos casos é sim possível reverter os danos. Ao interromper o uso do vape e adotar uma rotina adequada de cuidados bucais, boa parte dos efeitos pode ser revertida — principalmente se identificada precocemente”, alerta. 

“A mucosa tende a se regenerar bem, a produção de saliva melhora, e até o paladar pode voltar ao normal. No entanto, retrações gengivais severas ou perda óssea podem ser irreversíveis. Por isso, quanto antes o paciente parar, maiores as chances de recuperação completa”, orienta o dentista. 


Recomendações para quem quer parar 

Além de acompanhamento odontológico, o Dr. Kyrillos recomenda cuidados específicos para quem está deixando o cigarro eletrônico: 

  • Escovação correta e uso diário do fio dental; 
  • Consultas regulares ao dentista (idealmente a cada 3 meses); 
  • Uso de enxaguantes bucais anti-inflamatórios, se prescritos; 
  • Hidratação constante da boca com água e saliva artificial; 
  • Apoio psicológico ou médico para cessação da nicotina. 

“Ao notar sinais como mau hálito, sangramento gengival, boca seca ou aftas recorrentes, é fundamental procurar um dentista. Esses são alertas de que algo não vai bem”, frisa Kyrillos. 


Gripe no frio? Veja o que fazer para fortalecer a imunidade, segundo médica

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Com aumento nos casos de Influenza A, nutróloga explica quais alimentos ajudam a prevenir infecções e alerta sobre hábitos que enfraquecem o corpo 

 

Na última semana de maio, o Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgou que 72,5% dos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram causados pela influenza A. Segundo o levantamento, adultos e idosos são os mais afetados, mas o aumento de casos também atinge crianças e adolescentes. Ao todo, 22 estados e 19 capitais brasileiras apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG.

Diante desse cenário, cresce a preocupação com a imunidade, especialmente entre pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a gripe. Para essa parcela da população, o cuidado pode começar pela alimentação.

A médica clínica e nutróloga Dra. Fernanda Vasconcelos, do Instituto Qualitté, respondeu as dúvidas sobre como os nutrientes certos ajudam a fortalecer as defesas do corpo e por que uma dieta desequilibrada pode facilitar infecções respiratórias recorrentes.


1) A alimentação afeta mesmo a imunidade?

Sim, e a relação é de causa e efeito. O sistema imune depende da ingestão regular de vitaminas, minerais, antioxidantes e compostos bioativos. Nutrientes como vitamina C, D, A, E, complexo B, ferro, zinco e selênio participam da formação de células de defesa e anticorpos, além de protegerem o organismo contra inflamações e infecções.

Uma alimentação baixa em nutrientes enfraquece as barreiras naturais, como o intestino. A barreira intestinal é essencial para impedir a entrada de toxinas. Quando ela está fragilizada, aumenta a inflamação sistêmica e o risco de doenças em vários órgãos. Além disso, a alteração da permeabilidade intestinal pode interferir no metabolismo, dificultando a perda de gordura e o ganho de massa magra.


2) O que comer para ajudar a prevenir gripes e infecções?

A orientação é apostar em uma alimentação variada, colorida e natural, com ênfase em:

  • Frutas cítricas (acerola, kiwi, laranja, tangerina): ricas em vitamina C
  • Alho e cebola: ação antimicrobiana natural
  • Castanhas e sementes: fontes de zinco e selênio
  • Vegetais roxos, verdes-escuros e alaranjados: contêm compostos bioativos que fortalecem as células de defesa
  • Apostar nas proteínas vegetais, como os Grãos, Peixes gordurosos, linhaça e chia: ricos em ômega 3 e vitamina D
  • Iogurtes naturais com probióticos: modulam a flora intestinal

Segundo o estudo The total antioxidant content of more than 3100 foods, beverages, spices, herbs and supplements used worldwide, publicado no Nutrition Journal em 2010, alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, grãos, nozes e sementes apresentam, em média, 11,57 mmol de antioxidantes por 100g, enquanto alimentos de origem animal, como carnes, ovos, peixes e laticínios, registram apenas 0,18 mmol por 100g. Isso significa que o reino vegetal tem cerca de 64 vezes mais antioxidantes. Ou seja, priorizar ingredientes e proteínas vegetais é eficaz para blindar o sistema imunológico.


3) E o que prejudica o sistema imunológico?

A lista inclui alimentos ultraprocessados, açúcar refinado, gordura trans, álcool e até excesso de cafeína e outros inflamatórios. Esses compostos aumentam a inflamação do organismo e comprometem a absorção de nutrientes. O café, por exemplo, pode dificultar a absorção de minerais e vitaminas no intestino.

Além disso, o consumo excessivo de gordura saturada, comum em produtos de origem animal e óleos como o de palma e o de coco, também compromete a imunidade. A recomendação é que a gordura saturada represente no máximo 10% da ingestão calórica total.


4) Quais sinais indicam imunidade baixa?

Alguns sinais de alerta incluem:

  • Infecções frequentes (gripe, herpes, candidíase)
  • Cansaço excessivo
  • Queda de cabelo e unhas fracas
  • Cicatrização lenta
  • Problemas de pele, como dermatites e feridas recorrentes
  • Déficit de memória e concentração

Esses sintomas podem indicar deficiências de ferro, zinco, vitamina B12, vitamina C, vitamina D ou até aminoácidos essenciais.


5) Sono, estresse e hidratação também interferem? 

Além da alimentação, o sono de qualidade, exercícios físicos regulares, hidratação adequada e controle do estresse são pilares fundamentais da imunidade. Durante o sono, o corpo reorganiza seus sistemas, regula hormônios e fortalece as defesas. Já a prática de atividade física contribui para a liberação de substâncias anti-inflamatórias e auxilia na saúde cerebral.

Alterações intestinais também podem impactar a produção de neurotransmissores como serotonina e melatonina, o que afeta o sono, o humor e até o apetite. Por isso, manter o intestino em equilíbrio é essencial não só para o sistema imune, mas para o bem-estar como um todo.


6) E os suplementos, chás ou vitamina C em grandes doses?

Não existem soluções mágicas para fortalecer a imunidade. Tomar grandes quantidades de vitamina C quando se está resfriado não cura a infecção. Esse é um mito. Nenhum suplemento substitui uma alimentação equilibrada, variada e completa. Os suplementos são úteis em casos específicos, com orientação adequada, mas não funcionam como atalho.

O mesmo vale para os chás. Embora algumas infusões possam conter compostos benéficos, elas não substituem uma dieta saudável. Tem chás que ajudam, mas também existem plantas tóxicas. É preciso cuidado e informação.


Diabetes é ameaça silenciosa para o coração

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No mês marcado pelo Dia Nacional do Diabetes, cardiologista do Hospital Japonês Santa Cruz destaca que a doença impacta muito além do controle da glicemia 


No dia 26 de junho é celebrado o Dia Nacional do Diabetes. A data tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do acompanhamento, prevenção, diagnóstico e tratamento adequados da doença. 

O diabetes, uma das doenças crônicas que mais crescem no mundo, já movimentou mais de 20,5 milhões de atendimentos ambulatoriais no Brasil apenas nos três primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério da Saúde. O número chama a atenção por praticamente igualar todo o volume registrado em 2023, quando foram contabilizados 20,6 milhões de atendimentos. 

Segundo o Dr. Julio Yamano, cardiologista do Hospital Japonês Santa Cruz, esses dados evidenciam uma tendência preocupante não apenas pelo impacto metabólico da doença, mas, principalmente, pelo risco cardiovascular que ela impõe. “O diabetes está diretamente associado ao aumento de eventos cardíacos graves, como infarto e acidente vascular cerebral”, afirma. 

Os dados oficiais mostram que, em apenas um ano, o país registrou um salto expressivo: de 20,6 milhões de atendimentos em 2023 para mais de 42,6 milhões em 2024, um aumento de mais de 100%. A tendência continua em 2025, com um volume já elevado no primeiro trimestre, o que reforça a necessidade de políticas de prevenção ativas. 

O impacto do diabetes no sistema cardiovascular acontece de forma silenciosa e progressiva. “A hiperglicemia crônica provoca alterações na parede dos vasos sanguíneos, favorecendo a aterosclerose, que é o acúmulo de placas de gordura nas artérias. Isso aumenta consideravelmente o risco de infarto e derrame, especialmente quando o diabetes está associado a outros fatores como hipertensão e colesterol elevado”, explica Dr. Yamano. 

A prevenção, de acordo com o médico, passa pelo diagnóstico precoce, controle rigoroso da glicemia e promoção de hábitos saudáveis. “É fundamental adotar um estilo de vida que inclua alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento médico periódico. O tratamento adequado do diabetes pode reduzir significativamente o risco de complicações cardiovasculares”, orienta. O cardiologista ainda ressalta a importância de uma abordagem integrada entre as especialidades médicas.

 

Sobre o Hospital Japonês Santa Cruz 

Inaugurado em 29 de abril de 1939, em São Paulo, com a missão de auxiliar os imigrantes japoneses e oferecer um atendimento médico-hospitalar de excelência no Brasil, o Hospital Japonês Santa Cruz (HJSC) se dedica a proporcionar uma vida melhor e mais saudável a toda população. 

Com destaque nos serviços em oftalmologia, neurologia, ortopedia, cardiologia, entre outras especialidades, a instituição possui 165 leitos distribuídos entre apartamentos, enfermarias e UTI, complementada com uma unidade específica para o transplante de medula óssea. Anualmente, a entidade realiza mais de 1 milhão de atendimentos, em mais de 40 especialidades médicas e tem em sua estrutura dois pronto-atendimentos (geral e oftalmológico) e dois centros cirúrgicos (geral e oftalmológico), capacitados para atendimentos de alta complexidade. O Hospital Japonês Santa Cruz tem certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA II), que atesta a segurança e qualidade dos processos assistenciais e médicos.
 

Estudo da gilead demonstra resultados iniciais positivos de sacituzumabe govitecana + pembrolizumabe em pacientes com câncer de mama triplo-negativo pd-l1+

 

Sacituzumabe Govitecana Mais Pembrolizumabe Demonstrou Ganho Estatisticamente Significativo de Sobrevida Livre de Progressão em Comparação com Pembrolizumabe Mais Quimioterapia Padrão em Pacientes com Câncer de Mama Triplo-Negativo Metastático Pd-L1+ Não Tratados Anteriormente

 

FOSTER CITY, Califórnia - Gilead Sciences, Inc. (Nasdaq: GILD) anunciou resultados iniciais positivos do estudo de Fase 3 ASCENT-04/KEYNOTE-D19, demonstrando que o sacituzumabe govitecana mais pembrolizumabe trouxe ganho significativamente a sobrevida livre de progressão (SLP) em comparação com pembrolizumabe e quimioterapia em pacientes com câncer de mama triplo-negativo inoperável (irressecável) localmente avançado ou metastático (CMTNm) cujos tumores expressam PD-L1 (CPS ≥ 10). O estudo atingiu seu desfecho primário, mostrando uma melhora estatisticamente e clinicamente significativa de SLP.

O perfil de segurança do sacituzumabe govitecana mais pembrolizumabe no estudo ASCENT-04 foi consistente com o perfil de segurança conhecido de cada agente. Não foram identificados novos sinais de segurança com a combinação.

"Essas descobertas são as primeiras a mostrar o potencial de um anticorpo conjugado a droga combinado com um agente imuno-oncológico nas linhas iniciais de tratamento do câncer de mama metastático", disse Dietmar Berger, MD, PhD, Chief Medical Officer da Gilead Sciences. "Para as pacientes com esse tipo de câncer de mama de difícil tratamento, esses resultados oferecem potencialmente um novo caminho que pode redefinir suas opções de tratamento."

"Parapacientes comcâncerdemamametastático triplo-negativo,há anecessidadede opçõesdetratamento mais eficazes", disse aDra. Sara Tolaney,MD, MPH, do Dana-Farber Cancer Institute e pesquisadora principal do estudo ASCENT-04. "Esses dados sugerem que a combinação de sacituzumabe govitecana e pembrolizumabe pode oferecer uma nova abordagem de tratamento, reunindo um anticorpo conjugado a droga com imunoterapia para melhorar os resultados para os pacientes."

A sobrevida global (SG) é um desfecho secundário importante e não estava maduro no momento da análise primária da SLP. Entretanto, no estudo ASCENT-04, houve uma tendência inicial de ganho na SG com sacituzumabe govitecana mais pembrolizumabe. A Gilead continuará a monitorar os resultados da SG, com acompanhamento contínuo dos pacientes e análises adicionais planejadas.

Os resultados detalhados do estudo serão apresentados em uma futura conferência médica e discutidos com as autoridades reguladoras. O uso de sacituzumabe govitecana mais pembrolizumabe em pacientes com CMTN metastático PD-L1+ não tratado anteriormente é experimental, e a segurança e a eficácia desse uso não foram estabelecidas.

O ganho significativo de SLP demonstrado no ASCENT-04 reforça ainda mais o potencial do sacituzumabe govitecana mais pembrolizumabe como uma nova opção de tratamento para pacientes CMTNm PDL1+ localmente avançado ou metastático inoperável (irressecável) não tratado anteriormente.

O sacituzumabe govitecana, um anticorpo conjugado a droga (ADC) direcionado ao Trop-2, demonstrou ganhos significativos de sobrevida em dois subtipos diferentes de tumores de mama metastático: CMTNm 2L+ e CMm HR+/HER2- pré-tratados. É um tratamento preferencial de Categoria 1 para ambas as indicações de acordo com as Diretrizes de Prática Clínica em Oncologia (Diretrizes da NCCNi ) da National Comprehensive CancerNetwork® (NCCN® ) e tem classificação 5 na Escala de Magnitude de Benefício Clínico (MCBS) da ESMO para CMTNm. O sacituzumabe govitecana também tem uma classificação MCBS de 4 para mulheres com CMm HR+/HER2-.

O sacituzumabe govitecana demonstrou resultados consistentes em ensaios clínicos e estudos de vida real em mais de 50.000 pacientes em cerca de 50 países ao longo de cerca de 5 anos. Ele já demonstrou importantes resultados em três estudos de Fase 3 sobre câncer de mama e está sendo estudado em outros estudos clínicos em andamento, com o objetivo de aumentar a sobrevida em diversos tipos de tumores e estágios da doença.

Atualmente, a Gilead tem três estudos de Fase 3 em andamento que investigam o sacituzumabe govitecana em CMm HER2- (IHC 0, IHC 1+ ou IHC 2+/ISH-), incluindo o estudo pivotal ASCENT-03 em pacientes com CMTNm 1L que não são candidatos à terapia baseada em PD-L1, o estudo pivotal ASCENT-05 em pacientes com CMTN em estágio inicial e o estudo pivotal ASCENT-07 em pacientes com CMm HR+/HER2- que receberam terapia endócrina. O sacituzumabe govitecana também está sendo investigado em estudos adicionais de Fase 3 em outros tipos de doenças, inclusive em cânceres de pulmão e ginecológicos.

A Gilead gostaria de agradecer aos pacientes, famílias, pesquisadores e defensores que contribuíram e continuam a contribuir para essa importante pesquisa. Continuamos comprometidos com o avanço dos cuidados para atender às necessidades não atendidas da comunidade de câncer de mama.



Sobre o câncer de mama triplo negativo com tumores PD-L1+

O CMTN é o tipo mais agressivo de câncer de mama e, historicamente, tem sido difícil de tratar, representando aproximadamente 15% de todos os cânceres de mama. O CMTN é diagnosticado com mais frequência em mulheres mais jovens e na pré-menopausa e é mais prevalente em mulheres negras e hispânicas. As células do CMTN não têm receptores de estrogênio e progesterona e têm HER2 limitado. Devido à natureza do CMTN, as opções de tratamento são bastante limitadas em comparação com outros tipos de câncer de mama. O CMTN tem uma chance maior de recorrência e metástases do que outros tipos de câncer de mama. O tempo médio até a recorrência metastática para CMTN é de aproximadamente 2,6 anos, em comparação com 5 anos para outros cânceres de mama, e a taxa de sobrevida relativa de cinco anos é menor. Entre asmulheres comCMTNm, a taxa de sobrevida em cinco anos é de 12%, em comparação com 28% para aquelas com outros tipos de CMm.

Apesar do progresso no tratamento, o CMTNm de primeira linha teve aprovações limitadas nos últimos anos para tumores que expressam PD-L1+, e opções adicionais são necessárias. Apesar dos avanços recentes, mais de 50% dos pacientes não recebem tratamento além da primeira linha, o que reforça a necessidade eminente de novas opções para ajudar a melhorar osresultados dos pacientes.Os cânceres de mama que expressam PD-L1 são, em geral, mais agressivos e associados a um tempo de sobrevivência reduzido.



Sobre o estudo ASCENT-04/KEYNOTE-D19

Em 2021, a Gilead firmou uma colaboração com a Merck & Co. para investigar o sacituzumabe govitecana em combinação com o pembrolizumabe no ensaio de Fase 3, ASCENT-04/KEYNOTE- D19. O estudo ASCENT04/KEYNOTE-D19 é um ensaio de Fase 3 global, aberto e randomizado que avalia a eficácia e a segurança do sacituzumabe govitecana em combinação com o pembrolizumabe em comparação com o tratamento de quimioterapia mais pembrolizumabe em pacientes com câncer de mama triplo-negativo (CMTN) inoperável, localmente avançado ou metastático, não tratado anteriormente, cujos tumores expressam PD-L1. O estudo incluiu 443 pacientes em vários locais do mundo.

Os pacientes foram randomizados em uma proporção de 1:1 para receber sacituzumabe govitecana (10 mg/kg por via intravenosa nos Dias 1 e 8 de um ciclo de 21 dias) mais pembrolizumabe (200 mg por via intravenosa no Dia 1 de um ciclo de 21 dias) ou quimioterapia mais pembrolizumabe. O regime de quimioterapia incluiu gemcitabina mais carboplatina, paclitaxel ou nab-paclitaxel. O tratamento continuou até que a revisão central independente e cega (BICR) verificasse a progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Os pacientes randomizados para quimioterapia puderam fazer uma transição (crossover) e receber sacituzumabe govitecana após a progressão da doença.

O desfecho primário do estudo é a sobrevida livre de progressão (SLP), conforme determinado pelo BICR usando RECIST v1.1. Os desfechos secundários incluem sobrevida global (SG), taxa de resposta objetiva (TRO), duração da resposta (DR), tempo para o início da resposta (TTR), resultados relatados pelo paciente (PROs) e segurança.

Mais informações sobre o ASCENT-04/KEYNOTE-D19 estão disponíveis em ClinicalTrials.gov: NCT05382286



Sobre o Trodelvy

O Trodelvy® (sacituzumabe govitecana) é um anticorpo conjugado a droga first in class direcionado ao Trop2. O Trop-2 é um antígeno de superfície celular altamente expresso em vários tipos de tumores, inclusive em mais de 90% dos cânceres de mama e de pulmão. O Trodelvy foi intencionalmente projetado com um ligante hidrolisável patenteado ligado ao SN- 38, uma carga útil inibidora da topoisomerase I. Essa combinação exclusiva proporciona uma atividade potente tanto para as células que expressam Trop-2 quanto para o microambiente do tumor por meio de um efeito bystander.

O Trodelvy está atualmente aprovado em mais de 50 países para pacientes com câncer de mama triplonegativo (CMTN) metastático de segunda linha ou posterior e em mais de 40 países para determinadas pacientes com câncer de mama metastático HR+/HER2- pré-tratado.

O Trodelvy está sendo investigado para uso em outras populações de câncer de mama CMTN e HR+/HER2- , bem como em diversos tipos de tumores em que o Trop-2 é altamente expresso, incluindo câncer de pulmão de pequenas células em estágio extenso e câncer de pulmão de células não pequenas metastático de primeira linha, em que o Trodelvy demonstrou atividade clínica por meio do estudo de prova de conceito TROPiCS-03 e do estudo de prova de conceito EVOKE-02, respectivamente.



Sobre a Gilead Sciences

A Gilead Sciences, Inc. é uma empresa biofarmacêutica que há mais de três décadas busca e realiza avanços na medicina, com o objetivo de criar um mundo mais saudável para todas as pessoas. A empresa está comprometida com o avanço de medicamentos inovadores para prevenir e tratar doenças que ameaçam a vida, incluindo HIV, hepatite viral, COVID-19 e câncer. A Gilead opera em mais de 35 países em todo o mundo, com sede em Foster City, Califórnia.

Trodelvy, Gilead e o logotipo da Gilead são marcas registradas da Gilead Sciences, Inc., ou de suas empresas relacionadas.

KEYTRUDA® (pembrolizumabe) é uma marca registrada da Merck Sharp & Dohme LLC., uma subsidiária da Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA.

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