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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Terapias complementares podem ser utilizadas no tratamento da fibromialgia; entenda como

Especialista da Unimed Araxá explica as abordagens mais recomendadas e seus benefícios

 

 

A fibromialgia é uma condição complexa e desafiadora que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo o médico reumatologista da Unimed Araxá, Carlos Eugênio Parolini, a doença é caracterizada por dores crônicas generalizadas, fadiga, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas (concentração, raciocínio, controle dos pensamentos, aprendizagem, etc.). “Embora o tratamento convencional com medicamentos e fisioterapia desempenhe um papel importante no manejo da doença, muitas pessoas também buscam terapias complementares para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida”, ressalta.

 

Especialista em tratamentos de fibromialgia, o médico destaca que uma das abordagens mais recomendadas é a prática de exercícios regulares. “Eles podem incluir alongamentos (pilates), atividade aeróbica de baixo impacto como a caminhada, natação e hidroginástica. O treinamento de força também é benéfico para fortalecer os músculos e diminuir a sensação de fadiga”, indica.

 

A alimentação saudável também desempenha um papel importante. “O uso de dieta anti-inflamatória (restrição de açúcares, farinha refinada) e rica em frutas, vegetais, grãos integrais, além de ácidos graxos e ômega 3 (linhaça, sardinha, salmão, etc.) podem também beneficiar o tratamento. A dieta pode ser acompanhada do uso de suplementos como o magnésio (dimalato) e melatonina. Fora isso, temos as atividades físicas integrativas (mente e corpo) associadas à meditação, respiração e autocontrole: yoga, tai chi e lian gong”, destaca.

 

Técnicas corporais


1) Acupuntura: sistêmica (agulhas em vários pontos distribuídos no corpo), auriculoterapia (agulhas na orelha), acupuntura com laser (sem agulhas, indolor), eletroestimulação com agulhas.

2) Massoterapia: alívio da tensão muscular

3) Osteopatia: liberação das fáscias e músculos

4) Hidroterapia: terapia da água aquecida, assistida por fisioterapeuta para liberar as tensões musculares

5) TDCS: estimulação elétrica transcraniana, para diminuir a dor

6) EMT: estimulação magnética transcraniana para diminuir a dor.

7) Reiki: foco no campo energético

8) Terapia crânio-sacral: equilíbrio do sistema nervoso e das tensões.

 


Atividades e terapias cognitivo-comportamental:


1) Meditação: alívio da dor, controle do estresse, autoconhecimento

2) Psicoterapia cognitivo-comportamental – realizada por psicólogo – reestruturação dos pensamentos

3) Arteterapia: melhora da expressão emocional

4) Musicoterapia: melhora da expressão emocional

5) Participação em grupos de apoio com equipe multidisciplinar.

 


Importante


A educação do paciente no sentido de saber o que é a fibromialgia, que tem tratamento, que não leva à invalidez e a importância do conhecimento sobre o autocuidado com sua mente e seu corpo são pontos essenciais no manejo da fibromialgia. Por isto, torna-se imprescindível o tratamento do paciente com fibromialgia por equipes interdisciplinares (médico reumatologista, psicólogo, terapeutas, educadores físicos e nutricionista). O reumatologista é o especialista responsável para tratar o paciente com fibromialgia e direcioná-lo para quais terapias melhor o atendem naquele momento, em uma decisão compartilhada”, finaliza Dr. Carlos.



Tumor de pele é o mais diagnosticado no dr.consulta

Tumores de pele correspondem a 38% de todos os diagnósticos de neoplasias do dr.consulta; especialista indica pontos de alerta e relembra a importância do tratamento precoce para o bom prognóstico da doença 

 

Um levantamento inédito realizado pelo dr.consulta revelou que 38% das neoplasias tanto benignas quanto malignas diagnosticadas historicamente em suas unidades foram referentes a tumores dermatológicos. Os dados destacam a relevância dos serviços de atenção primária no diagnóstico precoce e tratamento do tumor de pele, o tipo mais prevalente no Brasil. 

A análise, que abrangeu informações de 29 unidades da rede com dados desde 2015, também aponta mais de 13 mil biópsias de pele realizadas e 23 mil procedimentos para remoção cirúrgica de lesões cutâneas foram realizadas nos próprios centros médicos, com acesso mais fácil e rápido para os pacientes, além da redução de custos e aumento das chances de cura, já que o sucesso terapêutico está diretamente associado ao tratamento precoce. 

O levantamento evidencia a importância do acompanhamento médico regular na detecção de lesões suspeitas em estágios iniciais, permitindo tratamentos rápidos e eficazes. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele corresponde a 27% de todos os tumores que evoluem de forma maligna diagnosticados no Brasil, reforçando sua relevância como um problema de saúde pública. 

Para Paulo Yoo, diretor médico do dr.consulta e especialista em gestão de saúde populacional, a atenção primária desempenha um papel fundamental na educação da população sobre consultas regulares com dermatologistas e medidas preventivas, como a proteção solar. “A incidência do câncer de pele supera diagnósticos de outros tipos comuns, como próstata, mama e pulmão. Dados do Inca mostram que é uma questão de saúde pública, mas a boa notícia é que muitos casos podem ser prevenidos. Evitar exposição excessiva ao sol e usar protetor solar são medidas essenciais para reduzir os riscos”, explica.
 

Fatores de risco e pontos de atenção

O principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele é a radiação ultravioleta. Por isso, os cânceres do tipo não-melanoma são mais comuns nas regiões do corpo que ficam mais expostas ao sol, como braços, rosto, pescoço, orelhas, ombros e costas. Já o melanoma, tipo mais agressivo da doença, pode aparecer em outras áreas da pele e até em pessoas mais jovens. 

Além das consultas recorrentes ao dermatologista e o olhar atento para o uso de filtro solar e acessórios de proteção à exposição prolongada ao sol, o autoexame é uma importante ferramenta de diagnóstico precoce. “É por isso que é importante educar o paciente para que ele tome as ações de autoproteção e saiba quais gatilhos podem indicar que algo está errado. O paciente informado é um co-criador de uma vida mais saudável”, pontua Paulo Yoo. 

O principal fator de observação dos sinais da pele é utilizar a Regra ABCDE para identificar pontos de alerta no autoexame:

  • A: assimetria - pintas assimétricas podem indicar problemas.
  • B: bordas irregulares - pintas com bordas recortadas podem ser um sinal de câncer de pele.
  • C: cores variadas - pintas com tons diferentes merecem mais atenção.
  • D: diâmetro - lesões com mais de 6 mm podem ser suspeitas.
  • E: evolução - pintas/manchas que evoluem com o tempo, podendo crescer, mudar de cor ou apresentar novas características, devem despertar a atenção.

Diante de qualquer indício diferente do comum, a orientação é procurar um dermatologista. 

Mas além da Regra ABCDE há outros indicativos que demandam atenção médica:
 

1) Lesões que não seguem o padrão ABCDE
A Regra BCDE é uma ferramenta importante de avaliação, mas outras lesões, mesmo que não sigam essas características, podem ser motivo de preocupação.
 

2) Presença de nódulos ou inchaço
Nódulos palpáveis na pele, que podem ser dolorosos ou indolores, ou inchaço persistente em uma área específica que não está associada a lesões prévias.
 

3) Mudanças no brilho da pele
Mudanças no brilho da pele sobre a lesão, podendo parecer brilhante, lustrosa ou translúcida.
 

4) Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele

Um histórico pessoal ou familiar de câncer de pele pode aumentar o risco. Pessoas com pele clara, sardas, queimaduras solares frequentes ou histórico familiar da doença devem estar particularmente atentas. 

Em suma, o câncer de pele é um desafio, mas a prevenção e diagnóstico precoce são armas poderosas. A conscientização sobre os sinais de alerta e o acesso a cuidados preventivos são fundamentais para combater essa condição.
 



dr.consulta

Época de celebração, fim de ano também pode afetar a saúde bucal

AdobeStock
Descubra os impactos do estresse de fim de ano na saúde bucal e como preveni-los


Confraternizações, festas de família, compromissos e eventos, tudo isso somado às compras de presentes, o trânsito nas ruas e os possíveis planos feitos no dia 1 de janeiro que não foram completados. Por mais que seja uma época feliz e de celebração, o final de ano pode ser muito estressante, gerando um acúmulo de tarefas e responsabilidades aumentadas, o que pode acarretar a uma queda de imunidade e potencialização de inflamações. 

Esses efeitos podem refletir na saúde bucal, especialmente se somados à falta de cuidados como uma inadequada escovação ou o não uso do fio dental. Dra. Brunna Bastos da GUM, mestre e cirurgiã-dentista pela Faculdade de Odontologia da USP, demonstra quais os problemas dentais mais comuns nesse período, e como tratá-los e preveni-los.
 

Bruxismo

O bruxismo é o ato de apertar ou ranger os dentes durante o sono, ou mesmo durante o dia em casos mais graves. Além de dores na mandíbula, na cabeça e no pescoço, essa condição acarreta em desgaste, hipersensibilidade e até mesmo pode ocorrer fraturas nos dentes. “A sua principal causa é o estresse e a ansiedade, e além da manutenção da saúde mental, para tratar o bruxismo é preciso utilizar uma placa própria para o transtorno, conforme a orientação de seu dentista”, explica Dra. Brunna Bastos.
 

Gengivite e Periodontite

Em momentos de tensão ou grande estresse, é comum deixar de lado os cuidados mais minuciosos com os dentes. Essa falta de higiene resulta no acúmulo de placa bacteriana, ocasionando gengivite, uma inflamação do tecido que reveste os ossos de suporte dos dentes, a gengiva, podendo resultar em sensibilidade e sangramento durante a escovação ou o uso do fio dental e se não tratada, pode evoluir para a periodontite, causando uma destruição progressiva dos tecidos que suportam o dente, provocar perda óssea e levar à mobilidade dentária.

 

Cárie

Além do descuido na rotina de higiene bucal, o estresse do final de ano também pode causar um consumo maior de alimentos cariogênicos, alimentos que têm um maior teor de açúcares fermentáveis, estimulando o processo de desenvolvimento da cárie dentária, como doces, ultraprocessados e refrigerantes, por exemplo. “Manter uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e alimentos naturais, pode ajudar a minimizar esses impactos, além disso, é essencial manter a rotina de cuidado bucal, com uma adequada escovação e uso de fio dental diariamente, práticas simples podem prevenir a cárie e doenças periodontais, garantindo que sua saúde bucal não seja comprometida mesmo em períodos mais agitados”, comenta a Dra.
 

Aftas

A relação exata entre estresse e o surgimento de aftas ainda não é completamente compreendida. Alguns estudos científicos relacionam o hábito involuntário de morder os lábios e puxar “pelinhas” devido ao nervosismo e à ansiedade. Essas lesões na mucosa bucal poderiam favorecer o desenvolvimento de aftas pequenas úlceras doloridas que aparecem pela mucosa bucal. Apesar de desaparecem depois de alguns dias, existem pomadas que podem ser recomendadas pelo dentista para melhor conforto e cicatrização. Para prevenir ou minimizar esses episódios, é importante adotar estratégias de controle do estresse, como a prática de exercícios físicos regulares, meditação e momentos de relaxamento, que ajudam a reduzir a tensão emocional e promovem o bem-estar geral. 


Como manter uma boa higiene bucal em um período de estresse? 

A Dra. Brunna Bastos afirma que é importante manter a rotina de cuidado diário com os dentes mesmo em tempos de agitação e altas demandas. “A escovação após as refeições e o uso diário do fio dental continuam sendo práticas cruciais, especialmente quando parece que não há tempo para isso. O cuidado consigo mesmo e com seu corpo são essenciais em períodos de grande estresse e lembre-se que sua saúde começa pela boca, portanto atenção redobrada à sua rotina de cuidado bucal, especialmente nestes períodos tão agitados", explica. 


A nutricionista Alice Paiva ensina como a alimentação ajuda a alcançar o pódio na São Silvestre

A profissional orienta corredores sobre a alimentação ideal para o pré, durante e pós-prova, destacando como a dieta pode influenciar o desempenho na corrida mais tradicional do Brasil 

 

Na tradicional corrida de fim de ano, que reúne milhares de participantes pelas ruas de São Paulo, a alimentação pode ser o diferencial para quem quer superar os 15 km com disposição e saúde. Alice Paiva, nutricionista esportiva e especialista em emagrecimento, apresenta dicas práticas para ajudar os corredores a se prepararem antes, durante e após a prova, garantindo energia, desempenho e recuperação ideais.

"A São Silvestre é uma prova única que exige preparo e planejamento. Cada corredor tem necessidades específicas, e é fundamental testar as estratégias nutricionais durante os treinos que antecedem a prova. O que funciona para um pode ser inadequado para outro, por isso um acompanhamento com um profissional é essencial”, ressalta Alice Paiva.


Antes da prova: energia e hidratação é prioridade

Nas semanas anteriores à corrida, é essencial investir em uma alimentação rica em carboidratos complexos, como batata-doce, arroz integral e massas integrais, que ajudam a aumentar os estoques de glicogênio muscular, fundamental para sustentar o esforço prolongado. Proteínas magras, gorduras saudáveis e hidratação reforçada, com o consumo de 35 a 40 ml de água por quilo de peso corporal, também são indispensáveis.

“Na véspera da prova, é importante optar por uma refeição simples, de fácil digestão e rica em carboidratos. Isso ajuda a evitar desconfortos gastrointestinais e garante energia para o grande dia", orienta Alice Paiva.


No dia da São Silvestre: café da manhã funcional e estratégia durante a prova

O café da manhã deve ser leve e energético, como pão integral com mel ou uma vitamina de frutas e aveia, consumido cerca de 3 a 4 horas antes da largada. Durante a corrida, hidratar-se corretamente é crucial, assim como repor energia em percursos mais longos. Para isso, géis de carboidrato ou pequenos goles de isotônicos podem ser incorporados.

Um erro comum é não testar a alimentação durante os treinos e deixar para experimentar novos alimentos ou suplementos no dia da corrida. Isso pode causar desconfortos gástricos e prejudicar o desempenho. Também é importante não exagerar na ingestão de carboidratos nos dias anteriores à corrida sem ajustar as necessidades individuais. Cada corredor tem um metabolismo diferente, e uma dieta personalizada é fundamental”, comenta a nutricionista.


Pós-prova: recuperação e reconstrução muscular

Após cruzar a linha de chegada, começa outra etapa importante: a recuperação. A combinação de carboidratos e proteínas é ideal para repor estoques de energia e auxiliar na reconstrução muscular. Alice sugere opções como arroz integral com frango ou um smoothie de whey protein com frutas.

"Evitar alimentos inflamatórios, como ultraprocessados e álcool, é fundamental. Além disso, investir em opções anti-inflamatórias, como peixes ricos em ômega-3 e frutas vermelhas, pode acelerar a recuperação e trazer benefícios para o desempenho", alerta Alice Paiva.


Superalimento para corredores: suco de beterraba

Para os participantes da São Silvestre, o suco de beterraba é uma dica valiosa. Rico em nitratos, ele aumenta a resistência e reduz a fadiga muscular. Alice sugere consumir o suco cerca de 2 a 3 horas antes da corrida ou nos treinos mais intensos.

   

Alice Paiva - nutricionista esportiva especializada em emagrecimento e reeducação alimentar. Com vasta experiência no desenvolvimento de estratégias nutricionais personalizadas, Alice se destaca pela abordagem prática e eficaz, que permite a seus pacientes alcançarem seus objetivos de forma saudável e sustentável. Reconhecida pelo trabalho focado na educação alimentar, Alice incentiva escolhas inteligentes e substituições nutricionais que favorecem o equilíbrio e a qualidade de vida, sempre valorizando o sabor e o prazer à mesa.


Existe prevenção para o Alzheimer? Saiba como a ciência avançou na abordagem da doença

Neurocirurgião e pesquisador da Unicamp explica também como a ciência avança na busca por tratamentos eficazes e como o diagnóstico precoce e a atividade física podem ajudar a mitigar os impactos da doença 

 

Com o aumento da expectativa de vida, a doença de Alzheimer tem se tornado uma das principais preocupações no campo da saúde pública. De acordo com o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião funcional, especialista em doenças neurodegenerativas e pesquisador da Unicamp, os avanços da ciência permitem falar atualmente estratégias para postergar a evolução da doença, diagnóstico e tratamento precoces.

No Brasil, o Alzheimer afeta cerca de 1,76 milhão de pessoas, representando aproximadamente de 50% a 60% dos casos de demência.1 Já globalmente, a doença é responsável por até 70% dos casos de demência nos países desenvolvidos.2 Segundo uma pesquisa na Research, Society and Development realizada em 2023, a análise epidemiológica da doença no Brasil de 2013 a 2022 revela que 65% dos casos acontecem em mulheres.3

Embora ainda não exista uma forma concreta para prevenir o Alzheimer ou uma forma de evitá-lo, alguns fatores protetores contra a evolução da doença têm mostrado resultados promissores. Segundo Dr. Valadares, tanto a atividade física quanto o estímulo cognitivo podem desempenhar um papel importante neste sentido. “Exercícios físicos são comprovadamente um fator protetor para o cérebro. Além disso, manter-se intelectualmente ativo, por meio de leitura, interações sociais e outras atividades intelectuais, pode mitigar o aparecimento dos sintomas em pessoas com maior reserva cognitiva”, afirma o médico.

“Reserva cognitiva” é o conceito que explica como indivíduos mais engajados intelectualmente, ao longo da vida, conseguem postergar os sinais da doença. “Pessoas que se mantêm socialmente ativas e curiosas, interessadas em aprender novas habilidades ou que se mantém atualizadas em temas tecnológicos, por exemplo, podem aumentar essa reserva, diminuindo o impacto do Alzheimer”, complementa.


Diagnóstico precoce e tratamentos

O diagnóstico precoce é uma das chaves para oferecer tratamentos mais eficazes. De acordo com Dr. Valadares, identificar os primeiros sinais de comprometimento cognitivo leve, como pequenas falhas de memória ou dificuldades na execução de tarefas cotidianas, pode permitir intervenções mais cedo, o que ajuda a reduzir o avanço da doença. “As tecnologias de imagem e os avanços em exames laboratoriais também têm contribuído para diagnósticos mais precisos, identificando alterações neurodegenerativas antes do surgimento dos sintomas mais graves”, explica o Dr. Marcelo Valadares.

Apesar de não existir uma cura definitiva para o Alzheimer, os tratamentos atuais buscam melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Dr. Valadares explica que os tratamentos disponíveis têm como objetivo estabilizar os sintomas e proporcionar mais independência aos pacientes. “Medicamentos atuais, como inibidores da acetilcolinesterase e moduladores do glutamato, ajudam a amenizar a perda de memória e melhorar as capacidades cognitivas e comportamentais”, aponta.

Adicionalmente, terapias complementares, como fisioterapia e atividades cognitivas guiadas, são fundamentais para manter o paciente ativo e engajado, auxiliando no controle dos sintomas e no bem-estar geral. “Embora o tratamento farmacológico tenha seu valor, é fundamental que os pacientes sejam estimulados física e mentalmente, mantendo uma rotina de atividades que favoreçam tanto o corpo quanto o cérebro”, reforça o neurocirurgião.


Inovações em estudo

O campo de estudo do Alzheimer é vasto e está em constante evolução. Recentemente, pesquisadores vêm explorando novas abordagens terapêuticas4, incluindo a utilização de anticorpos monoclonais para tentar remover as placas de proteína beta-amiloide, característica central da doença.

“Ainda há muito a ser descoberto, mas as pesquisas recentes trazem esperança, especialmente no que diz respeito a tratamentos que possam não apenas postergar a evolução da doença, mas, quem sabe, revertê-la em estágios iniciais futuramente”, conclui Dr. Valadares.


Cautela com promessas no tratamento do Alzheimer

A aprovação pela Food and Drug Administration (FDA) do donanemab5, um anticorpo desenvolvido para frear a progressão da doença de Alzheimer, repercutiu amplamente na mídia recentemente. A nova droga promete expandir as opções de tratamento para o Alzheimer no mercado norte-americano. Mas será que essa aprovação realmente oferece uma nova esperança para os pacientes?

O donanemab demonstrou reduzir o declínio cognitivo em 35%, sendo o segundo medicamento aprovado para Alzheimer com esse objetivo.

Os benefícios são promissores, mas é essencial prestar atenção aos detalhes quando falamos em tratamentos para essa condição, alerta o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião especialista em doenças neurodegenerativas e pesquisador da Unicamp.

O medicamento atua auxiliando o corpo na remoção de placas amiloides no cérebro, característica marcante da doença de Alzheimer. A remoção dessas placas parece diminuir as alterações cerebrais associadas à doença. No entanto, ainda existem pesquisas conflitantes sobre a verdadeira causa do Alzheimer.

"É preciso cautela ao tratar o Alzheimer. Ainda não existe uma cura ou um medicamento que impeça completamente o desenvolvimento da doença. O que observamos é que esse tipo de medicamento pode enfraquecer progressão da doença nas fases iniciais. Portanto, em estágios mais avançados do Alzheimer, essa forma de tratamento pode não ser tão eficaz”, explica o especialista.

 



Dr. Marcelo Valadares é médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia. www.marcelovaladares.com.br
Instagram: @drmarcelovaladares
Facebook: facebook.com/drmarcelovaladares





Referências:

1: Ministério da Saúde debate Primeiro Relatório Nacional sobre a Demência. Acesso em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/ministerio-da-saude-debate-primeiro-relatorio-nacional-sobre-a-demencia-nesta-quarta-21

2: Conversando sobre alzheimer e outras demências, por uma política de cuidado integral nos ciclos de vidas. Acesso em: https://www.gov.br/conselho-nacional-de-saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/setembro/conversando-sobre-alzheimer-e-outras-demencias-por-uma-politica-de-cuidado-integral-nos-ciclos-de-vidas

3: Alzheimer’s disease: the role of extrinsic factors in its development, an investigation of the environmental enigma. Acesso em: https://www.frontiersin.org/journals/neurology/articles/10.3389/fneur.2023.1303111/full

4: Boosting brain protein levels may slow decline from Alzheimer's. Acesso em: https://www.sciencedaily.com/releases/2024/09/240911112040.htm#google_vignette

5: FDA approves treatment for adults with Alzheimer’s disease. Acesso em: https://www.fda.gov/drugs/news-events-human-drugs/fda-approves-treatment-adults-alzheimers-disease

 

Prefeitura de São Paulo autoriza prorrogação de contratos de mais 7,4 mil professores temporários para a Educação

Publicação saiu no Diário Oficial da Cidade desta quarta-feira (04)

 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), autorizou a prorrogação de contratos de mais 7,4 mil professores temporários por mais um ano, para atuação nas unidades de educação do ensino infantil ao médio.

A autorização foi publicada no Diário Oficial da Cidade nesta quarta-feira (04). No total, serão 7.440 profissionais, sendo 1.023 professores de Educação Infantil, 3.846 professores de Educação Infantil e Fundamental I e 2.572 professores de Ensino Fundamental II e Médio.

As prorrogações deverão ser feitas pelas Diretorias Regionais de Educação (DREs), com prazo de antecedência máxima de sessenta dias do seu vencimento, mediante necessidade. A contratação de professores temporários é medida excepcional, enquanto os servidores efetivos de concurso público não ingressam na rede municipal de educação. No período, não houve falta de professores.

Desde 2021, foram nomeados mais de 15 mil concursados, sendo 10 mil professores na Rede Municipal de Ensino (RME).



Resiliência aplicada da maneira estratégica traz benefícios aos negócios

 

É importante ressaltar que ser resiliente não significa apoiar ou se culpar por um ambiente organizacional tóxico 

 

Resiliência se tornou uma palavra da moda, principalmente no ambiente corporativo. Mas ela vai muito além disso: é um elemento importante para que as empresas possam seguir adiante, com relações humanizadas entre as equipes e se adaptando aos diferentes cenários de mudança de comportamento do público. As mudanças - especialmente as tecnológicas - estão cada vez mais rápidas, há incertezas econômicas e pressões intensas, o que faz da capacidade de enfrentar desafios um pilar para adaptar-se a novas circunstâncias e prosperar com sucesso.

No contexto empresarial, trata-se principalmente de manter o foco nos objetivos, encontrar soluções criativas para problemas e transformar obstáculos em oportunidades de crescimento. Essa habilidade permite mais agilidade e eficiência. Além disso, uma cultura organizacional resiliente promove a coesão e o alto desempenho dos times, mesmo sob pressão.

De acordo com  Bia Nóbrega, especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional com quase 30 anos de experiência e embaixadora da orienteme, plataforma que oferece soluções integradas para promover a saúde, bem-estar e produtividade, é preciso entender a diferença entre cenários que exigem resiliência e ambientes tóxicos que utilizam o termo para mascarar problemas internos. “Ser resiliente é extremamente importante, mas é preciso um olhar atento para não se culpar por desafios institucionais que não promovem o bem-estar organizacional. A linha é bastante tênue”, aconselha.

Desenvolver resiliência dentro das organizações exige ações estruturadas que incentivem o bem-estar, a adaptabilidade e a mentalidade de crescimento. Existem estratégias eficazes que podem ajudar as lideranças a desenvolverem essa competência em seus times. 

  • Treinamento e desenvolvimento: capacitar colaboradores com habilidades como gestão de estresse, resolução de problemas e inteligência emocional. Programas de treinamento específicos ajudam a criar uma base mais estruturada para lidar com as adversidades.
  • Comunicação aberta: fomentar um ambiente onde os colaboradores se sintam confortáveis para expressar preocupações, compartilhar ideias e sugerir soluções. Isso aumenta a confiança e reduz os impactos de situações difíceis.
  • Flexibilidade e adaptabilidade: incentivar abordagens criativas e proativas diante de mudanças, além de valorizar a capacidade de reavaliar estratégias quando necessário.
  • Apoio mútuo: promover uma cultura de colaboração real, onde os membros da equipe se ajudam mutuamente. O suporte social é um elemento fundamental para enfrentar crises e reduzir o impacto emocional de desafios.
  • Planejamento para a incerteza: incorporar gestão de risco e cenários de contingência no planejamento estratégico e operacional. Antecipar possíveis dificuldades e preparar alternativas é essencial para respostas rápidas e eficazes.

"Resiliência não é apenas resistir às adversidades, mas também encontrar oportunidades de aprendizado e crescimento em meio a elas. No ambiente corporativo, líderes têm um papel de criar espaços onde os colaboradores possam desenvolver essa competência e, assim, prosperar diante dos desafios", explica a especialista.


Benefícios de uma equipe resiliente

Investir no fortalecimento da resiliência entre os colaboradores traz benefícios claros e mensuráveis para as organizações. Equipes resilientes conseguem manter a produtividade mesmo em cenários de alta pressão, garantindo o cumprimento de prazos e metas com eficiência. Além disso, a capacidade de enfrentar adversidades de maneira estruturada e focada assegura a consistência na qualidade das entregas, fortalecendo a confiabilidade e a reputação da equipe.

Essa resiliência reflete diretamente na satisfação dos stakeholders, uma vez que projetos conduzidos por times capacitados tendem a apresentar maior aprovação de clientes e parceiros. Isso ocorre devido à agilidade na resolução de problemas e à manutenção de uma comunicação clara e eficaz, elementos fundamentais para atender às expectativas e superar desafios com sucesso.

“Resiliência é mais do que uma competência individual; é um pilar estratégico para o sucesso organizacional. Ao promover uma cultura que valorize e desenvolva essa habilidade, as empresas se tornam mais preparadas para enfrentar os desafios de mercado”, conclui Bia.  




Bia Nóbrega - com mais de 25 anos de experiência como Executiva de Gente & Cultura e reconhecida como LinkedIn Top Leadership Voice, é uma especialista dedicada ao Desenvolvimento Humano e Organizacional. Sua trajetória profissional é marcada por liderar equipes em variados setores e empresas de diferentes tamanhos, além de conduzir projetos internacionais e enfrentar desafios complexos. A partir de 2019, Bia expandiu seu campo de atuação para incluir Experiência do Cliente, Excelência e Governança, utilizando Metodologias Ágeis para promover um crescimento sustentável. Atuando também como palestrante, mentora, conselheira, embaixadora de soluções inovadoras, escritora e professora, Bia tem impactado inúmeras empresas e indivíduos, fornecendo orientações valiosas em temas como Liderança, Governança e Desenvolvimento Pessoal, sempre enfatizando o potencial ilimitado do ser humano.
https://www.linkedin.com/in/beatrizcaranobrega 

Os impactos das novas regras de cancelamento por atraso de pagamento dos planos de saúde

Os pacientes e consumidores brasileiros que possuem planos de saúde devem ficar atentos às novas regras sobre cancelamento por inadimplência. No último dia 1º de dezembro, entrou em vigor uma nova resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que traz uma abordagem renovada para a gestão de inadimplência e notificações aos usuários do sistema privado de saúde no país. 

Primeiramente, para os contratos firmados a partir de 1º de dezembro de 2024, o cancelamento do plano de saúde só poderá ocorrer se o beneficiário deixar de pagar pelo menos duas mensalidades, sejam elas consecutivas ou não. Esta alteração representa uma flexibilização em relação à regra anterior, que permitia o cancelamento após 60 dias de atraso, consecutivos ou não, dentro de um período de 12 meses. A nova regra proporciona maior segurança e previsibilidade aos beneficiários, reduzindo o risco de cancelamento imediato por pequenos atrasos. 

Para contratos firmados até 30 de novembro de 2024, mantém-se a regra antiga, que permite o cancelamento do plano se o pagamento de qualquer mensalidade ficar em aberto por mais de 60 dias, consecutivos ou não, dentro de um período de 12 meses. Esta distinção temporal é crucial para a correta aplicação das normas e para a orientação dos beneficiários e operadoras. 

Além disso, as novas regras da ANS introduzem mudanças significativas na forma de contestação de valores. Nos contratos firmados até 30 de novembro, o beneficiário pode ter o contrato rescindido ou ser excluído do plano 10 dias após receber notificação da operadora sobre a inadimplência. Já para contratos celebrados a partir de dezembro, se o beneficiário questionar o valor do débito ou a inadimplência dentro desse prazo, a operadora deve responder e conceder mais 10 dias para o pagamento. Esta mudança proporciona uma janela adicional para negociação, especialmente em casos de cobranças indevidas de multas e juros, garantindo maior proteção aos direitos dos consumidores. 

Para contratos empresariais e coletivos, as mudanças também são relevantes. Os contratos firmados por empresários individuais só podem ser cancelados com comunicação prévia ao contratante, informando que, em caso de não pagamento, o contrato será desfeito na data indicada na notificação. Nos contratos coletivos firmados por pessoas jurídicas, aqueles que pagam diretamente à operadora só podem ser excluídos por inadimplência nas condições previstas no contrato, garantindo maior clareza e segurança jurídica para ambas as partes. 

Outro ponto importante das novas regras da ANS é a introdução de novos meios eletrônicos de comunicação para notificação de inadimplência. A partir de 1º de dezembro, a comunicação pode ser feita por e-mail com certificado digital ou confirmação de leitura, SMS, aplicativos de mensagens criptografadas, ligações gravadas, ou ainda carta registrada com aviso de recebimento (AR) ou entrega por representante da operadora com comprovante de recebimento assinado. Antes dessa data, as formas de notificação incluem e-mail com certificado digital e confirmação de leitura, SMS, aplicativos de mensagens criptografadas como WhatsApp e ligações telefônicas gravadas. 

Estas inovações tecnológicas visam garantir que as operadoras esgotem todas as formas de notificação antes de proceder ao cancelamento do plano, aumentando a probabilidade de que o beneficiário seja devidamente informado e tenha a oportunidade de regularizar sua situação. Vale ressaltar que essas alterações podem deixar de beneficiar pessoas sem acesso ou conhecimento suficiente sobre as novas tecnologias, como idosos. Portanto, as operadoras devem garantir o uso de múltiplos meios de contato para assegurar que todos os beneficiários sejam alcançados de forma eficaz. 

Assim, a transição entre as regras antigas e as novas pode gerar dúvidas e controvérsias, especialmente no que tange à aplicação das regras de notificação e cancelamento para contratos firmados em diferentes datas. O consumidor que tiver dúvidas ou qualquer tipo de contestação deve procurar um advogado especializado para buscar a orientação correta em caso de inadimplência ou cancelamento de seu contrato com a sua operadora. 

A ANS, ao cumprir o seu papel de legislar de forma clara e objetiva, publica uma nova regulamentação que representa um avanço significativo na proteção dos consumidores, oferecendo aos beneficiários mais tempo e possibilidades de negociação para regularizar seus planos de saúde. Este novo quadro regulatório busca equilibrar os interesses das operadoras e dos beneficiários, promovendo maior transparência e justiça nas relações contratuais de planos de saúde. 



Natália Soriani - advogada especialista em Direito Médico e da Saúde e sócia do escritório Natália Soriani Advocacia


A era da Ask Engine Optimization: Como ser encontrado pelas inteligências artificiais

Com a ascensão das IAs, entender o conceito de AEO (Ask Engine Optimization) ou GEO (Generative Engineering Optimization) pode ser o grande ponto de partida para o futuro da visibilidade digital de uma empresa, especialmente considerando o aumento no uso de inteligências artificiais para consultas, em detrimento do Google.

Muitas empresas ainda estão adeptas ao tradicional uso do SEO (Search Engine Optimization) e do SMO (Social Media Optimization) para se destacar no ambiente digital. O SEO é uma técnica padrão para otimizar sites e garantir que sejam encontrados pelos mecanismos de busca da internet, enquanto o SMO se dedica a tornar o conteúdo mais visível nas redes sociais, utilizando estratégias como hashtags, metadados, e outros elementos que facilitam a localização do conteúdo.

No entanto, estamos em um momento de mudança. A transformação digital trouxe novas ferramentas e, mais importante, novos hábitos.

Com o avanço de assistentes baseados em inteligência artificial, como o ChatGPT, Gemini, Siri e Alexa, uma nova realidade surge: as pessoas estão deixando de usar exclusivamente os motores de busca tradicionais e começando a fazer perguntas diretamente para as IAs. Diante disso, como as marcas e empresas podem garantir que seus conteúdos sejam priorizados e recomendados por essas inteligências artificiais?

A resposta pode estar em um novo conceito: o AEO – Artificial Engine Optimization, uma abordagem emergente para a otimização da presença digital com foco em IAs.

À medida que mais pessoas buscam informações diretamente nas inteligências artificiais, o conceito de AEO ganha relevância. Artificial Engine Optimization ou AEO, é uma prática voltada para ajustar conteúdos e dados digitais de modo que as IAs possam reconhecê-los e priorizá-los como respostas.

Diferente de um buscador tradicional, que lista uma série de links, as IAs geram respostas mais direcionadas e interpretativas, selecionando informações que julgam mais relevantes.

Portanto, o desafio do AEO é entender como estruturar informações, metadados e conteúdos para serem facilmente “enxergados” por essas IAs. Isso envolve desde o uso de dados estruturados até a adaptação do conteúdo para um formato que se alinhe às preferências e algoritmos dessas inteligências artificiais. 

Outro termo emergente que pode complementar ou até substituir o AEO é o GEO – Generative Engine Optimization, que foca na otimização de conteúdos para serem processados pelas IAs generativas, aquelas que criam e elaboram respostas complexas baseadas em grandes bancos de dados. Diferente do AEO, que é mais amplo e abrange qualquer tipo de IA, o GEO pode ser aplicado a ferramentas que realmente “geram” conteúdo, como o ChatGPT e o Gemini.

No Brasil, ainda não é claro qual termo será o mais adotado, mas essa discussão é interessante para definir a direção que o mercado deve seguir. Enquanto o AEO é mais abrangente e intuitivo, o GEO é mais específico e pode atrair atenção como uma tendência em ambientes onde a IA generativa predomine.

Em paralelo, surge uma reflexão interessante: o AEO poderia ser reinterpretado como Ask Engine Optimization. Esse nome reflete diretamente o comportamento das pessoas ao interagir com as IAs, pois, em vez de fazerem buscas tradicionais, elas fazem perguntas. Esse foco no “perguntar” traz uma abordagem mais acessível e popular, favorecendo um contato direto com a IA.

A vantagem de usar o termo “Ask” é que ele humaniza a relação com as IAs. O usuário não precisa mais “buscar” de maneira técnica, ele pode simplesmente “perguntar”, e o sistema dará uma resposta, seja em texto ou em voz. Nesse sentido, o Ask Engine Optimization traduz a transformação das buscas em conversas diretas e simplifica a forma como as empresas se relacionam com seus públicos.

Se sua marca quer se posicionar para esse futuro que já está no presente, algumas estratégias práticas podem ajudar a garantir que seu conteúdo seja notado pelas IAs. Primeiro, é importante investir em dados estruturados, como a marcação schema.org, para que as IAs compreendam melhor o conteúdo do seu site. Além disso, todos os conteúdos relevantes devem estar enriquecidos com metadados claros e específicos, facilitando sua interpretação e priorização pelas inteligências artificiais.

Criar conteúdos contextuais que respondam a perguntas diretas é outra estratégia eficaz, sendo útil adicionar seções de “perguntas e respostas” em suas páginas, como FAQs. Outro ponto essencial é manter a relevância do conteúdo sempre atualizada; as IAs priorizam informações recentes, então é fundamental que seus blogs e conteúdos estejam sempre atualizados e abordem temas de interesse do momento. Por fim, é importante adaptar o tom e o formato do conteúdo para o estilo de conversa; as IAs tendem a priorizar respostas diretas e objetivas que correspondam exatamente ao que o usuário está buscando.

Com essas práticas, entramos numa nova era do marketing digital, onde a prioridade não é mais só ser encontrado pelos motores de busca, mas sim ser reconhecido e recomendado pelas inteligências artificiais. É o momento de preparar sua marca para que seja visível e relevante para um público que consulta diretamente as IAs, sem passar pelo intermediário tradicional do Google.

Afinal, o futuro está aqui – e a otimização para as IAs será um diferencial competitivo. É hora de estar um passo à frente e adaptar suas estratégias de marketing digital para uma nova era, onde as perguntas encontrarão respostas diretamente com as inteligências artificiais.



Vinícius Taddone - diretor de marketing e fundador da VTaddone®
www.vtaddone.com.br

 

O equilíbrio no uso da inteligência artificial no ensino

Instituições de ensino e profissionais devem estar atentos às possibilidades de uso das ferramentas sem distanciar o professor e o estudante do papel central da educação

 

A introdução da inteligência artificial (IA) no ambiente educacional traz uma série de oportunidades e desafios tanto para os estudantes quanto para os profissionais. À medida que plataformas como o ChatGPT, o Copilot e o Gemini se tornam mais acessíveis, é essencial que as instituições de ensino reflitam sobre como integrar essas ferramentas de forma responsável para evitar que o aprendizado dos alunos seja comprometido. 

Hoje, as crianças e adolescentes que estão em fase escolar têm, com um simples comando virtual, acesso a todo tipo de informação. Respostas precisas sobre assuntos diversos, dicas sobre viagens e resumos de livros são apenas algumas das mensagens que as ferramentas de IA oferecem. Com toda essa facilidade, as atenções das instituições e dos professores devem estar voltadas ao mal uso dessas plataformas. 

Para Everton Drohomeretski, diretor administrativo do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe/PR) a IA é uma nova ferramenta de pesquisa, assim como eram as bibliotecas e, posteriormente, os mecanismos on-line de buscas. No entanto, para que o uso contribua para o processo de aprendizagem, é indispensável que seja ligado à tutoria de um professor e ao acompanhamento da família. “Se você dá um microscópio a um aluno que não foi orientado pelo professor, há uma grande chance de ele usar esse microscópio de forma incorreta e não tirar proveito dele”, diz. Da mesma forma acontece com a IA. 

Com a orientação adequada, é possível despertar a consciência no estudante, para que as ferramentas tecnológicas se tornem propulsoras para o desenvolvimento. Para que esse cenário aconteça, é essencial que os educadores estejam capacitados para orientar as novas gerações em relação à utilização das ferramentas. Drohomeretski ressalta que programas de formação continuada e de fácil acesso podem colaborar para o desenvolvimento de metodologias que integrem as novas plataformas ao dia a dia em sala de aula de forma proveitosa. 

“Muitas vezes, a IA vai criar respostas. Sem a tutoria de um professor, o indivíduo acabará fazendo um trabalho com informações que não são reais. Como uma ferramenta complementar para o aprendizado, para a pesquisa e para o estudo ela é muito importante, desde que o aluno seja orientado”, conclui o diretor.
 


Sinepe/PR - Sindicato das Escolas Particulares


Sem 13°, crédito online é opção para PJ e autônomo quitar as dívidas de fim de ano

Com processos menos burocráticos que os bancos tradicionais, fintech pode ajudar esses profissionais a equilibrarem suas contas

 

 

O final do ano é marcado por uma série de despesas extras, como presentes, viagens e confraternizações, o que pode representar um desafio financeiro para aqueles que não recebem o 13º salário; é o caso dos profissionais autônomos e dos contratados em regime PJ. 

Para quem não tem esse direito e precisa quitar dívidas, além de se programar para as contas de janeiro — IPVA, IPTU, matrícula escolar, entre outros gastos —, uma opção a se considerar é o empréstimo pessoal online. 

“É claro que, se o trabalhador já sabe que não vai contar com esse salário extra, o ideal é se planejar ao longo dos meses. Guardar um pouco quando for possível, repensar compras e pensar com antecedência. Mas nem sempre é viável e, nesses casos, o crédito online tem se mostrado uma solução ágil e descomplicada de lidar com imprevistos e dívidas”, explica Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online. 

A modalidade se destaca pela conveniência, já que é possível solicitar o empréstimo a qualquer hora e de qualquer lugar. Além disso, oferece transparência sobre as condições e taxas, e entrega respostas rápidas a respeito da aprovação. Com processos simplificados e análises de crédito mais flexíveis, proporciona acesso rápido a recursos financeiros sem a burocracia dos métodos tradicionais. 

Ainda é possível fazer uma simulação do valor antes da decisão final, permitindo que cada um avalie a melhor opção de acordo com suas necessidades e viabilidade financeira. Durante essa etapa, a Simplic ainda é capaz de examinar se o pedido é a melhor estratégia para cada caso, e oferecer contrapropostas conforme a realidade do solicitante. 

“Com a possibilidade de escolher o valor desejado e o prazo de pagamento, os usuários têm maior controle sobre suas finanças, permitindo um planejamento mais adequado para enfrentar os desafios econômicos. É um recurso interessante para começar o ano no azul e manter o orçamento em dia durante 2025”, finaliza Thaíne.

 

Simplic


As organizações sociais e empresas são cruciais na defesa dos direitos humanos

 

No contexto do enfrentamento dos mais graves problemas atuais da civilização e do planeta, o Fórum das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, cuja 13ª edição aconteceu em Genebra, na Suíça, de 25 a 27 de novembro, é um evento de extrema relevância. Como catalisador da busca de soluções, desde sua primeira edição em 2012, tem sido um ponto de encontro e reflexão referencial para milhares de participantes de governos, representantes da iniciativa privada, organizações internacionais, sociedade civil, sindicatos, comunidades, advogados e academia. 

A edição de 2024, com o tema “mistura inteligente de medidas” (nacionais, internacionais, voluntárias e obrigatórias), enfatizou a importância de uma abordagem multifacetada para a implementação dos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos (UNGPs). Estes preceitos, adotados em 2011, estabelecem um marco global para prevenir e remediar práticas não recomendadas nas atividades empresariais. 

Nesse sentido, as ações das entidades da sociedade civil são essenciais para garantir maior proteção dos direitos humanos no universo corporativo. Um exemplo é a conexão do Instituto Nelson Wilians (INW) com iniciativas internacionais de educação cidadã e como a entidade tem liderado esse movimento. Mantemos o programa Educação para a Cidadania, metodologia educacional para conscientizar e engajar pessoas no exercício de seus direitos básicos, por meio da promoção do diálogo e da participação social. Contribuímos para que jovens e mulheres desenvolvam conhecimentos, habilidades, valores e atitudes necessários para se tornarem agentes sociais da mudança. 

No âmbito desse programa, realizamos duas ações. A primeira é o Cidadaniar, iniciativa em conjunto com a Unesco, voltada à formação, capacitação, mobilização e advocacy para promover e valorizar a cultura da legalidade, a Educação para a Cidadania Global (ECG) e a equidade de gênero. O foco são os jovens, mulheres, migrantes e refugiados. A segunda é Compartilhando Direito, que tem a missão de democratizar conhecimento e informação sobre as prerrogativas das pessoas, por meio de uma metodologia própria de educação para a cidadania, combatendo a desinformação. Temos planos de expansão relevantes para o programa, que incluem uma pesquisa sobre o tema, sua inclusão na grade curricular escolar e o lançamento de cartilhas em colaboração com a Unesco. 

Iniciativas como essas, aderentes ao Fórum das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, são fundamentais no Brasil, em especial na base do ensino, na qual ainda não são devidamente aprofundadas questões essenciais da cidadania, diversidade e equidade. Exemplo disso é o diagnóstico inédito sobre a questão, apresentado em 18 de novembro último pelo Ministério da Educação, revelando que 40% das redes escolares brasileiras não consideram os efeitos do racismo no aprendizado e que 25% das matrículas na Educação Básica não contêm informações sobre a raça dos estudantes. O estudo é relevante, pois, desde a promulgação da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatórias a história e a cultura afro-brasileira nos currículos, foi o primeiro a avaliar a implementação do ensino para as relações étnico-raciais e os quilombolas. 

Assim, não apenas no ambiente escolar, como em toda a sociedade, é fundamental disseminar a Cultura da Legalidade, que definimos no INW como a condição sociocultural que compreende o nível de conhecimento, desenvolvimento e ação dos indivíduos para a garantia plena de seus direitos. O propósito é promover oportunidades para que as pessoas conheçam seus direitos e responsabilidades e tenham acesso à justiça, por meio de leis e instituições. Também objetivamos que desenvolvam competências e confiança para exercer a cidadania, protagonizar transformações sociais e atuar como cidadãos ativos. 

Democratizar oportunidades, reduzir desigualdades e promover justiça social por meio da Educação e do Direito são causas com as quais empresas, governos e sociedade civil não somente podem, como devem estar alinhados. Dessa “mistura inteligente de medidas”, certamente sairão indivíduos mais empoderados para exercer plenamente sua cidadania, garantindo seus direitos e sendo protagonistas na transformação da sociedade e de suas próprias vidas.




William Ruiz - gerente-geral de Projetos do Instituto Nelson Wilians (INW) e representante da Nelson Wilians Advogados como membro convidado do 13º Fórum das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.


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