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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Dicas para promover (e manter) a liderança de mulheres nas organizações

Cris Zanata, pesquisadora e fundadora do InsAB, ressalta aspectos e benefícios quando mulheres ocupam cargos mais altos

 

A presença das mulheres em posições de liderança desempenha um papel crucial na promoção da equidade de gênero e na representação diversificada em posições de poder nas organizações. Segundo dados da Forbes, desde 2015, a participação de mulheres em cargos executivos cresceu de 17% para 28%, e a representação em outros níveis superiores melhorou de forma semelhante. O olhar das empresas sob mulheres líderes cresceu, mas ainda é necessário entender todos os benefícios que isso pode trazer.

"Além do aspecto social e cultural, a presença de mulheres em cargos de liderança tem um impacto econômico significativo", diz Cris Zanata, pesquisadora de inclusão e equidade, e fundadora do InsAB (Instituto de Alterismo do Brasil). "A diversidade de gênero na liderança está associada a um melhor desempenho econômico nas organizações, pois traz consigo uma gama mais ampla de talentos, ideias e estratégias inovadoras", ressalta ela. 

"A inclusão de mulheres em posições de liderança não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma estratégia de negócio inteligente e benéfica para a competitividade e sustentabilidade das organizações no mercado atual", complementa.

Segundo o IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, nos últimos 10 anos passou de 37% para 48% as famílias lideradas economicamente por mulheres. Este dado demonstra que mais mulheres estão na posição de liderar suas famílias, considerando também as mães solo. Porém,  a maioria destas mulheres não possui tal posição nas empresas. 

"Essa representatividade vai além de apenas equilibrar números; ela traz consigo uma riqueza de perspectivas, experiências e estilos de liderança distintos que enriquecem a tomada de decisões estratégicas", explica Cris Zanata.

Mas como promover a liderança feminina de forma efetiva no mercado de trabalho? A pesquisadora traz oito dicas:

 

  1. Políticas de Recrutamento e Seleção Equitativas:

Revisar os processos de recrutamento para evitar vieses inconscientes, garantindo a equidade de oportunidades para mulheres desde a fase inicial do recrutamento. Isso pode incluir a implementação de técnicas de recrutamento cego, revisão de descrições de cargos para neutralidade de gênero e a formação de painéis de entrevistas diversos.

 

  1. Estabelecer Metas e Indicadores de Diversidade:

Definir metas claras para aumentar a representatividade feminina em cargos de liderança. Acompanhar e avaliar regularmente esses indicadores, demonstrando comprometimento com a diversidade, equidade e inclusão.

 

  1. Desenvolvimento de Talentos:

Implementar programas de desenvolvimento e mentorias específicos para mulheres, fornecendo oportunidades de capacitação, treinamento e orientação para aumentar sua prontidão e confiança para assumir papéis de liderança.

 

  1. Cultura Organizacional Inclusiva:

Fomentar uma cultura que valorize a diversidade, promovendo a igualdade de oportunidades, flexibilidade no trabalho e políticas de conciliação entre vida pessoal e profissional, que ajudam a reter e atrair mulheres talentosas.

 

  1. Liderança Engajada:

Envolver a liderança na promoção da diversidade, garantindo que apoiem ativamente e sirvam de mentores para mulheres em busca de oportunidades de liderança. Modelar comportamentos inclusivos é fundamental para incentivar uma mudança cultural.  Atualmente, no InsAB, temos um programa de fortalecimento de lideranças femininas que foca no engajamento e desejo destas mulheres de fazerem parte daquele lugar de poder.

 

  1. Transparência e Comunicação:

Comunicar abertamente os compromissos da empresa com a diversidade, equidade e inclusão, destacando progressos, desafios e iniciativas em andamento. Isso cria um ambiente de transparência e responsabilidade.

 

  1. Avaliação e Reconhecimento Justos:

Garantir que os critérios de avaliação de desempenho sejam objetivos e equitativos, promovendo oportunidades iguais para mulheres progredirem em suas carreiras com base em suas competências e contribuições.

 

  1. Feedback e Ação Interativa Focados, Frequentes e Justos:

Coletar feedback regular dos funcionários, especialmente das mulheres, e agir com base nesses insights para ajustar e melhorar continuamente as estratégias de inclusão.

 

De acordo com os projetos que mantém no InsAB, Cris Zanata acredita que o maior desafio, que necessita de atenção, está em como também manter as mulheres em tais cargos. Manter a qualidade do trabalho das mulheres em posições de liderança requer estratégias específicas que assegurem um ambiente de suporte contínuo e desenvolvimento profissional. 

"Permitir horários flexíveis e opções de trabalho remoto é vital. Outro aspecto significativo é o reconhecimento e a inclusão. Reconhecer publicamente as contribuições das mulheres líderes, destacando seus sucessos e habilidades, pode aumentar sua satisfação e comprometimento com a empresa. Isso cria uma cultura de inclusão e valorização, fatores fundamentais para que a mulher deseje ocupar aquele lugar", diz ela.

"Fornecer feedback focado, justo e frequente, avaliações de desempenho sinceras e uma cultura de apoio e colaboração são aspectos-chave para garantir a qualidade do trabalho das líderes femininas. Acesso igualitário a recursos, oportunidades e redes de contatos que ajudem no crescimento profissional também é imprescindível para o progresso e a realização dessas mulheres em cargos de liderança", finaliza Cris Zanata. 



Cris Zanata - Fundadora do Instituto de Alterismo do Brasil (InsAB), Conselheira de diversidade, equidade e inclusão na RSU Lixo Inteligente e mestranda em Gênero e Diversidade pela Universidade de Oviedo, na Espanha. Trabalhou durante 18 anos em cargos de liderança em Big Four e empresas do setor privado na área de impostos aduaneiros e logística, alcançando o cargo de diretora global de logística em uma empresa de energia renovável espanhola. Atualmente é pesquisadora sobre inovação social, equidade de gênero e generosidade nas organizações e facilitadora em projetos realizados por Carlotas na Alemanha para mulheres migrantes.

Os riscos psicossociais relacionados ao trabalho

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a definição de saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doenças. No Brasil, os transtornos mentais e comportamentais estão entre as principais causas de perdas de dias no trabalho. O meio ambiente do trabalho pode, sem dúvida, influenciar no processo saúde-doença das pessoas.

Também de acordo com a OMS, o ambiente psicossocial do trabalho inclui a cultura organizacional, bem como atitudes, valores, crenças e práticas cotidianas da empresa que afetam o bem-estar mental e físico dos trabalhadores. Elenquei alguns exemplos de fatores de riscos psicossociais, apoiada na literatura de LEVI (1998) e LEKA (2003):

  • Conteúdo de tarefas: monotonia, repetitividade, subutilização de habilidades, tarefas sem sentido, tarefas desagradáveis ou repugnantes;
  • Carga e ritmo de trabalho: sobrecarga ou pouca carga de trabalho, trabalhar sob pressão de tempo;
  • Horário de trabalho: pouca flexibilidade nos horários, longas jornadas, trabalho em horários na qual não há convívio social, horários imprevisíveis, esquema de turnos mal concebidos;
  • Desenvolvimento de carreira, status e salário: insegurança no trabalho, baixa perspectiva ou pouca possibilidade de promoção, trabalho de baixo valor social, pagamento por produtividade, sistemas de avaliação de desempenho pouco claros ou injustos, ser mais qualificados, ou ter baixo nível de qualificação para o trabalho;
  • Relações interpessoais: precariedade nas relações com supervisores, baixo apoio social dos colegas, bullying, assédio e violência no trabalho, isolamento físico ou social, não existir procedimentos estabelecidos para lidar com os problemas ou queixas;
  • Cultura organizacional: má comunicação, liderança “pobre”, falta de clareza sobre os objetivos organizacionais e estrutura organizacional;
  • Interface do trabalho-casa: demandas conflitantes entre trabalho e vida pessoal, pouco apoio no trabalho aos problemas domésticos, pouco apoio em casa para os problemas do trabalho.
  • Condições ambientais: agentes físicos e químicos, iluminação deficiente ou excessiva; odores incômodos e outros.

Os riscos psicossociais são fatores que podem causar estresse emocional ou mental, muitas vezes chamados de “estressores” do local de trabalho.

Mas, o que os riscos psicossociais podem, efetivamente, causar no trabalhador?

Temos como exemplo a tensão e a preocupação excessiva, transtorno do sono, dor crônica na cabeça, sensações desagradáveis no estômago, vivências constrangedoras no trabalho, estresse, dificuldade para relaxar, fadiga constante, desânimo, desmotivação, formigamento em ombros, braços ou mãos, depressão, ansiedade, burnout, entre outras doenças. Um sofrimento para o colaborador, para a família e para os colegas.

Além de buscar um profissional da saúde que possa tratar com terapia e medicamentos, os trabalhadores também podem recorrer à justiça para reparar esses danos à saúde física e mental. Como advogada, especialista em saúde mental, tenho acompanhado diversos casos depessoas que, quando chegam ao limite, entram com ações na Justiça e conseguem uma reparação financeira por conta de alguma doença que foi desenvolvida ou agravada por conta do ambiente de trabalho. 



Adriana Belintani - Advogada especialista em saúde mental com mais de 20 anos de atuação nas áreas trabalhista e previdenciária. Com escritório sediado em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, Belintani tem clientes em todo o Brasil e atende principalmente processos de trabalhadores que desenvolveram alguma doença referente à saúde mental por conta do trabalho, que tiveram algum acidente na empresa ou algum tipo de doença ocupacional. A profissional ainda atua fortemente na divulgação e no esclarecimento dos motivos que levam as pessoas a adoecerem no ambiente do trabalho.


Contratação no final do ano: vale a pena?

Será que iniciar um processo seletivo no final do ano é uma boa opção? A melhor época para se conseguir um emprego é um debate frequente no mercado, apesar de, na prática, ser uma questão que pode ser facilmente respondida. Afinal, quando uma empresa se vê na necessidade de contratar um profissional para compor sua equipe, é sempre recomendado que disponha do maior tempo possível para conduzir este processo, de forma que aumente a assertividade em atrair um talento qualificado perante os objetivos propostos, independente do período do ano.

Normalmente, os últimos meses do ano são marcados por diversas celebrações corporativas que podem trazer certos empecilhos ao recrutamento de novos profissionais. Por isso, aquelas que decidem, mesmo assim, abrir uma vaga, costumam demonstrar uma imagem mais séria e positiva ao mercado, no sentido de que estão focadas e dedicadas a encontrar um talento que componha seu quadro e agregue positivamente perante os objetivos desejados.

Para ganhar um jogo, é importante investir no treino e no preparo dos jogadores. Por esse motivo, não há por que esperar a virada de ano para iniciar o processo seletivo. O que irá pautar essa escolha são outros motivos mais relacionados às expectativas da contratante com este processo, assim como o quanto de informações precisa colher até que tome a decisão de quem irá assumir o posto em aberto.

Por parte do candidato, certos pontos também merecem ser avaliados. A virada do ano é um momento grande de renovação, assim como uma época convidativa para reflexões sobre nossa vida e, claro, sobre nosso trabalho. Devemos nos questionar se estamos satisfeitos em nosso emprego atual ou, no caso oposto, quais questões não estão nos satisfazendo e que precisam ser consideradas ao buscarmos uma nova oportunidade.

Estamos em uma época propícia para redirecionar os olhares para nós mesmos, como nos vemos no próximo ano e, acima de tudo, com qual tipo de empresa queremos nos relacionar. A reflexão vale tanto para a contratante quanto para os profissionais, de forma que possamos avaliar com mais profundidade os aspectos necessários e, com isso, termos uma maior consciência ao tomarmos uma decisão assertiva sobre nosso futuro profissional em 2024. 



Thiago Xavier - sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.

Wide


Dia Internacional dos Direitos Humanos: o quanto avançamos?

No último dia 10 de dezembro comemorou-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em 1948, há exatos 75 anos, foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) pela Assembleia Geral da ONU, como um “ideal a atingir por todos os povos e todas as nações” (ONU, 1948). Trata-se, portanto, de um marco significativo, elaborado no contexto histórico da Segunda Guerra Mundial e das severas violações ocorridas dentre as quais: o Holocausto (que levou à morte mais de seis milhões de judeus) e o lançamento de bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki (cidades Japonesas). 

A Declaração Universal dos Direitos Humanos contempla um extenso rol de direitos, dentre os quais destacam-se: (i) o direito à liberdade, igualdade em dignidade e direitos (artigo 1); (ii) o direito à igualdade e a vedação ao tratamento discriminatório (artigo 2 e VII); (iii) o direito à à vida, à liberdade e à segurança pessoal (artigo 3); (iv) a proibição à escravidão - em todas as suas formas (artigo 4); (v) a vedação à tortura (artigo 5); (vi) o direito de ser considerado como “pessoa” perante a lei em todos os lugares (artigo 6), dentre outros.  

Por essa razão, o documento inspirou a elaboração de Constituições e Leis, em diversos países, que contemplam os direitos humanos em uma lógica universalista, que atendem a todos os seres humanos. Entretanto, questiona-se: Os direitos humanos são universais?

 

Os “Direitos Universais” 

Conforme mencionado anteriormente, a Declaração Universal dos Direitos Humanos pautou-se em uma abordagem “universal” dos direitos humanos, que seriam inerentes a todos os seres humanos independente da sua cor, gênero, religião, classe social, nacionalidade, dentre outros. Trata-se, portanto, da visão tradicional sobre o tema, relacionada a um viés jusnaturalista (que compreende os direitos humanos como inerentes à essência humana) e juspositivista (que compreende que os direitos humanos advém das previsões legais - no âmbito nacional ou internacional - Constituição, Leis e Tratados Internacionais). 

Ocorre que, para alguns estudiosos sobre o tema, a visão tradicional e universalista passou a não ser suficiente. Isso porque, além de apresentar-se como “utópica”, ainda inobserva a complexidade da implementação dos direitos humanos. 

Conforme a “Teoria Crítica dos Direitos Humanos” (cujo principal autor é Joaquín Herrera Flores), os direitos humanos não podem ser confundidos com os direitos positivados, uma vez que a “maioria da população mundial não pode exercê-los por falta de condições materiais para isso” (FLORES, p. 27).  

Nas palavras do referido autor a principal tensão não é transformar um direito em um direito humano, mas transformar um direito humano em direito, bem como promover a “melhor implantação e efetividade aos direitos humanos” (FLORES, 27). Isso significa: proporcionar a concretização dos direitos e garantias por meio das práticas sociais, do exercício efetivo dos direitos.

 

Avanços na implementação dos direitos humanos no Brasil 

Os direitos humanos podem ser definidos como o “conjunto de lutas pela dignidade”, cujos resultados serão alçados por meio de normas e políticas públicas adequadas, capazes de proporcionar a compreensão e aplicação por meio dos contextos históricos concretos, tal como uma produção cultural (FLORES, 34). Nesse sentido, os avanços sobre a implementação dos direitos humanos, pelos diversos países, são notórios. 

No Brasil, o marco do processo de redemocratização foi a Constituição Federal de 1988, a qual apresenta como fundamento da República Federativa do Brasil a “dignidade da pessoa humana” (artigo 1º, IV - BRASIL, 1988). Além disso, contempla um rol extenso (e meramente exemplificativo) de direitos e garantias fundamentais no artigo 5º, dentre os quais: igualdade de tratamento, vedação à tortura, liberdade de manifestação e de expressão (vedado anonimato), proteção da privacidade (inviolabilidade do domicílio, de correspondência, proteção a imagem e honra), acesso à justiça, ampla defesa e devido processo legal, etc.  

No âmbito infraconstitucional, em observância às subjetividades e necessidades de determinados grupos sobre direitos e proteções, destaca-se: o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90), o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003); da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006 - que cria mecanismos para coibir a violência de gênero contra as mulheres), o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).  

Entretanto, conforme mencionado anteriormente, as disposições legais - per si - não são suficientes para trazer efetividade aos direitos. Por essa razão, analisar as políticas públicas sobre o tema é um fator determinante sobre os avanços em direitos humanos. Isso porque, conforme Maria Paula Dallari Bucci, as políticas públicas são um campo mais “concreto” do direito e “[...] o fim da ação governamental, as metas nas quais se desdobra esse fim, os meios alocados para a realização das metas e, finalmente, os processos de sua realização  ”(200 1, p. 13).

 Embora ainda enfrentemos índices alarmantes sobre desigualdade social, insegurança alimentar, acesso à educação, desmatamento, etc., observa-se como exemplos de políticas públicas relevantes: (i) Programa Universidade para Todos; (ii) Política Nacional de Alfabetização; (iii) Educação para Jovens e Adultos; (iv) políticas de distribuição de renda e redução de desigualdades (Bolsa Família); (v) Política Nacional do Meio Ambiente; (vi) Programa Criança Feliz; (vii) Casa da Mulher Brasileira; (viii) Plano Amazônia Sustentável. 

Portanto, apesar de todos os avanços, ainda há um grande caminho a ser percorrido para que alcancemos o respeito à dignidade humana e a todos os direitos dispostos nos tratados internacionais e nos ordenamentos pátrios. Contudo, antes de finalizar, em referência a um trecho da tese do professor Eduardo Xavier Lemos, ressaltamos que “ 

[...] acreditamos nos direitos humanos como resultado do processo de emancipação da humanidade e, por esse motivo, acreditamos que são o caminho para a Justiça Social ” (2023, p. 422).

 


Mayra Cardozo - advogada e sócia do Martins Cardozo Advogados, especialista em Direitos Humanos e Penal, mentora de Feminismo e Inclusão e líder de empoderamento.

Thaís Marques - advogada de família do escritório Martins Cardozo Advogados Associados.



REFERÊNCIAS

BUCCI, Maria Paula Dallari. Buscando um Conceito de Políticas Públicas para a Concretização dos Direitos Humanos. (p. 5-16).

Direitos humanos e políticas públicas


Referências em traumas e transplantes, hospitais SUS encaram desafio na captação de recursos

Troca de equipamento alugado por próprio no Hospital Universitário Cajuru
representará economia de R$ 60 mil mensais 
 Divulgação
 Aquisições essenciais para procedimentos cardiovasculares, como equipamentos de hemodinâmica, dependem de doações generosas


A escassez de recursos na saúde pública brasileira já é um problema crônico. Desde o início do Plano Real, em 1994, a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus incentivos foram reajustados, em média, em 93%. Enquanto isso, a correção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 637%. Esse descompasso provoca uma grande defasagem entre os custos hospitalares e os valores recebidos pelo programa, tornando ainda mais desafiadores os investimentos em melhorias estruturais e tecnológicas. Um desafio que é enfrentado por instituições filantrópicas como o Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), que depende da contribuição de empresas e pessoas para manter a qualidade dos serviços, ao mesmo tempo que otimiza os recursos disponíveis.

Referência em transplante renal e suporte a vítimas de trauma, o Hospital Universitário Cajuru é reconhecido por realizar cerca de 147 mil atendimentos anuais, abrangendo internações, atendimentos de emergência, cirurgias e consultas ambulatoriais. Nos primeiros dez meses de 2023, quase 26 mil desses atendimentos foram recebidos pelo pronto-socorro, dedicado a casos graves encaminhados pelo Siate e Samu. Essa gestão hospitalar enfrenta a necessidade de conciliar a alta demanda por atendimentos do SUS com a defasagem de verbas públicas. O hospital, exclusivamente voltado ao atendimento pelo SUS, busca ativamente a captação de recursos, o que envolve emendas parlamentares e parcerias com empresas e outras organizações filantrópicas.  

Toda essa mobilização representa uma significativa fonte de recursos para infraestrutura e tecnologia, permitindo a oferta de serviços de alta complexidade. "Apesar dos múltiplos esforços, ainda temos um resultado pequeno perto de todo o potencial a ser alcançado. Por isso, precisamos que cada vez mais empresários e pessoas em geral arregacem as mangas e nos procurem para realizar doações seguindo os trâmites legais", pontua o coordenador da captação de recursos do Hospital Universitário Cajuru, Marco Sanfelice.


Incentivo à solidariedade

Para garantir doações contínuas, uma estratégia eficaz é promover campanhas que aproximem as pessoas de iniciativas solidárias. No Grupo Marista, há 6 anos foi criado o programa de mobilização social Amigo Marista, por meio do qual, os colaboradores da instituição têm a oportunidade de participar, realizando doações diretas ou destinando parte do Imposto de Renda devido para o Hospital Universitário Cajuru. O processo de doação é simplificado pelo programa, permitindo que os colaboradores contribuam de duas formas: utilizando parte do seu Imposto de Renda - até 6% para quem faz a declaração completa - ou optando por uma Doação do Coração, de forma espontânea, em qualquer valor a partir de 20 reais.

Rose Lombardi, coordenadora de segurança e saúde ocupacional no Grupo Marista, é uma das colaboradoras que participa anualmente do programa. Foi apenas depois de assumir essa posição que ela compreendeu mais profundamente a importância da unidade para a sociedade. "Dizem que quem doa se sente mais recompensado do que quem recebe, e agora, mais do que nunca, entendo que isso realmente faz sentido. Ver de perto o impacto positivo que as doações têm na vida dos pacientes e na qualidade dos serviços prestados reforça meu compromisso em contribuir para a missão do hospital", afirma Rose.


Chamado para ação

"A participação ativa da comunidade em hospitais filantrópicos é mais do que uma simples doação, é a prática da cidadania em sua forma mais nobre". A afirmativa de Juliano Gasparetto, diretor-geral do Hospital Universitário Cajuru, está alinhada ao papel desempenhado por esses agentes transformadores, comprometidos com o bem-estar coletivo. "Todos nós podemos ser catalisadores de mudança ao contribuir com doações que vão além dos valores monetários, representando a expressão autêntica de solidariedade e responsabilidade social. Agora é o momento de unirmos esforços para fortalecer o sistema de saúde como um todo", incentiva o diretor-geral.

"A perspectiva é encerrarmos o ano de 2023 com uma captação de 5 milhões de reais", revela Marco Sanfelice. Essa arrecadação anual permitirá a aquisição da mais recente versão do aparelho de hemodinâmica, fundamental para procedimentos cardiovasculares como angioplastia e cateterismo. Atualmente, o Hospital Universitário Cajuru opera com um equipamento alugado, e a transição para um próprio representará economia de 60 mil reais mensais. "Tudo o que fazemos é pelo bem do paciente. Com o novo equipamento, vamos reduzir custos e aplicar esse ganho em mais melhorias para o hospital. Mas não paramos por aqui; para o próximo ano a meta é arrecadar recursos para readequar todos os leitos de UTI", completa o coordenador da captação de recursos.

Diante dos desafios enfrentados pelos hospitais filantrópicos, a gestão dos orçamentos é uma batalha constante devido à tabela deficitária do SUS. Nesse cenário, a captação de recursos emerge como uma necessidade urgente. "A sensação de pertencimento a um grupo comprometido em construir uma sociedade mais justa nos torna mais empáticos e com uma visão de mundo mais ampla. Juntos, podemos exigir e implementar mudanças para que nenhum brasileiro perca a vida por falta de leitos, equipamentos ou empatia", finaliza Juliano Gasparetto.


Vai alugar seu imóvel para o fim de ano? Confira 4 dicas que podem te ajudar na gestão

 

A Nice recomenda soluções de gerenciamento residencial para locadores ou qualquer pessoa que queira tornar sua casa inteligente

 

Você costuma alugar seu imóvel por meio de plataformas populares ou por temporada no final do ano? Mora em outro bairro ou cidade e já precisou encontrar o locatário para entregar as chaves? Quantas vezes você alugou sua casa ou apartamento e encontrou luzes, ar-condicionado ou outros eletrodomésticos ligados desnecessariamente? Pensando nisso, a Nice, líder global em soluções de gerenciamento residencial, preparou quatro dicas inteligentes e econômicas como recomendação aos locadores ou a qualquer pessoa que queira tornar sua casa inteligente, garantindo conforto e economias significativas.
 

1. Você não precisa de recepção, tudo o que precisa é o Yubii.

Marcar de se encontrar com o hóspede pode ser um desafio e, além disso, muitas vezes ele pode chegar no meio da noite ou quando o anfitrião não está disponível. Nem sempre o proprietário do imóvel possui algum local para guardar as chaves e contratar uma pessoa para estar especificamente no local significa sempre considerar uma despesa extra. Por isso, um gateway, como o Yubii Home, integrado a uma fechadura inteligente pode dar conta do recado.
 

“O Yubii Home é o coração de uma casa inteligente, com ele, é possível controlar e programar diversos dispositivos, como luzes, travas de portas, temperatura, câmeras, entre outros. Ele é personalizável de acordo com a necessidade do usuário e, por meio do aplicativo Yubii App, as pessoas podem abrir ou fechar portas ou gerenciar qualquer cenário de automação da residência de qualquer lugar. Ou seja, a pessoa que alugar o imóvel só precisa baixar o aplicativo e o proprietário liberar o acesso”, compartilha Thiago Nizzola, diretor de P&D da Nice Brasil.
 

Em uma situação em que o locador possui vários imóveis para alugar, cada local pode ser uma região diferente. O proprietário pode conceder permissões específicas a determinados usuários dentro de um período determinado de tempo, desta forma, não há necessidade de organização de recepção na propriedade, o que resulta em um aumento significativo da eficiência empresarial e da comodidade dos usuários.


2. Os hóspedes se esquecerem de apagar as luzes ou fechar as janelas? Sem problema!

As soluções de gerenciamento residencial permitem que os proprietários controlem tudo dentro da casa remotamente, como o status das luzes e das janelas, por exemplo. Muitas vezes os hóspedes se esquecem de fechar as janelas ou de trancar as portas antes de sair, mas, desde que a casa possua um sensor inteligente como o Nice Door/Window-Control, eles poderão facilmente monitorar esses acessos de onde estiverem.

Em qualquer tipo de imóvel, a Nice permite aos proprietários acessar facilmente às soluções de gestão residencial sem necessidade de grandes alvenarias ou cabeamentos. É possível instalar módulos como On/Off-Control e Dimmer-Control, que podem ligar e desligar as luzes ou controlar sua intensidade.


3. Fora de temporada – segurança em primeiro lugar!

Dependendo da localização do imóvel, existe sempre uma certa sazonalidade para a procura dos hóspedes. As residências à beira-mar são mais populares no verão e as nas serras, no inverno. Na baixa temporada, os locais nem sempre são utilizados, por isso, a Nice quer auxiliar os proprietários a garantir a segurança das suas propriedades durante todo o ano. No aplicativo Yubii, é possível integrar o sistema de alarme e obter a visão da maioria das câmeras IP disponíveis no mercado. 

Caso sejam instalados sensores de segurança adicionais nos imóveis alugados, o proprietário receberá imediatamente uma notificação no caso de alguma ocorrência indesejável. Os sistemas de segurança vêm com detectores inteligentes, como o Nice Smoke-Control, que enviará uma notificação caso seja detectado fumaça ou se houver um aumento repentino de temperatura, e o Flood-Control irá informá-lo sobre qualquer vazamento de água.


4. Tornando um dispositivo inteligente

Se os proprietários possuem eletrodomésticos que não podem ser gerenciados remotamente, o Nice Smart-Control é perfeito para converter dispositivos padrões em dispositivos inteligentes. Graças a ele, é possível integrar não apenas aquecedores e ar-condicionado, mas também sistemas de alarme ou sensores, termostatos, portões ou persianas em sua casa inteligente. Todas as funções são facilmente acessíveis através do aplicativo Yubii..  



Nice Brasil
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domingo, 10 de dezembro de 2023

Quem é meu pet na escolinha? Personalidade de cães e gatos fica mais evidente quando tutores não estão por perto

Em casa ou na escola, pets têm mudanças de comportamento quando tutores estão ausentes; especialista desvenda algumas delas

 

Descobrir a personalidade de um cão ou gato quando o tutor não está presente requer observação atenta e sensibilidade para os sinais sutis que eles demonstram. Cada pet possui características únicas e, ao entender suas ações, comportamentos e expressões, é possível desvendar aspectos importantes de sua personalidade, o que contribui para uma relação mais enriquecedora e compreensiva entre eles e seus tutores. 

“Observar o comportamento de cães e gatos quando estão sozinhos nos ajuda a compreendê-los melhor. Isso pode ajudar o tutor a identificar sinais de ansiedade, como latidos excessivos, ou até mesmo problemas de saúde. Além disso, permite ajustar a rotina e proporcionar estímulos adequados, como brinquedos interativos e atividades enriquecedoras”, comenta Thiago Teixeira, diretor geral do Nouvet, um centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo. 

No caso dos cães, quando se sentem à vontade e livres da presença do tutor, eles podem apresentar uma variedade de comportamentos. Alguns ficam mais independentes, explorando o ambiente com curiosidade, brincando ou procurando novos lugares para descansar. Outros podem apresentar sinais de ansiedade de separação, revelando aspectos mais sensíveis e cautelosos de sua individualidade. Podem buscar conforto em objetos, áreas que lembram o tutor ausente, exibir comportamentos repetitivos, como latidos excessivos, ou roer objetos. 

Já os gatos, sem a presença do tutor, viram senhores de seus próprios territórios, explorando cada canto e recanto com uma atitude curiosa e destemida. Podem buscar lugares altos para observar o ambiente ou se entregam sob os raios de sol que atravessam as janelas. Sua personalidade é evidente nas interações com outros bichinhos de estimação da casa. Alguns se tornam líderes territoriais, demonstrando confiança em sua relação com os demais companheiros peludos. 

Ao cuidar de um animal, é crucial considerar suas preferências e aversões. Por exemplo, um cachorro que gosta de brincar ao ar livre será mais animado e sociável, ao passo que um gato que prefere locais elevados terá uma personalidade mais tranquila e observadora. Também é importante notar os padrões de sono e atividade, já que animais mais enérgicos tendem a ser extrovertidos e exploradores, enquanto os mais calmos preferem momentos de descanso e observação. 

“A chave para descobrir a personalidade de um cão ou gato é a paciência e a observação de suas interações, comportamentos e preferências. Cada animal é único e, ao compreender, o tutor pode proporcionar um ambiente mais adequado e gratificante para eles, mesmo na sua ausência”, complementa Teixeira. 

Ambientes que respeitam os comportamentos dos pets são fundamentais para garantir o bem-estar e oferecer um tratamento humanizado para eles. Inclusive, o Nouvet possui sua própria escola para cães de todos os portes e idades, proporcionando conforto, segurança e aprendizados. A Escola Nouvet tem foco em recreação e correção de comportamentos, além de oferecer atividades ricas em estímulos cognitivos e físicos, respeitando a individualidade de cada aumigo.

 

Nouvet


Como a nutrição sob medida pode colaborar com a qualidade de vida de gatos com sensibilidades

Imagem: Divulgação/ROYAL CANIN®
Soluções nutricionais podem auxiliar pets com necessidades específicas e proporcionar bem-estar

 

Algumas sensibilidades comuns em felinos, como predisposição ao ganho de peso, apetite aparentemente insaciável, propensão à formação de bolas de pelo, predisposição à formação de tártaro, sensibilidade digestiva e questões relacionadas à saúde da pele e da pelagem podem gerar desconforto e, em alguns casos, até mesmo complicações à saúde.  

Gatos ligeiramente acima do peso, por exemplo, têm um risco aumentado de problemas de saúde graves, como diabetes. Além disso, a pelagem do gato também reflete a condição de saúde geral do felino, e bolas de pelo podem causar desconforto e, até mesmo, dificuldade de defecação e obstruções intestinais. Outro ponto importante se refere à sensibilidade digestiva que, se agravada, pode causar problemas gastrointestinais recorrentes, resultando em desconforto e má absorção de nutrientes essenciais.  

O primeiro passo para o tratamento é o tutor reconhecer essas sensibilidades. Se notado que o gato está ganhando peso, implorando por alimento, regurgitando bolas de pelo, apresentando sinais de desconforto digestivo ou fezes amolecidas ou pelagem opaca, é importante buscar orientação de um Médico-Veterinário para que o cuidado seja realizado desde o início. 

"Compreender que os pets são únicos e possuem necessidades individuais é essencial para garantir que tenham uma vida saudável e longeva”, comenta Letícia Tortola, Médica-Veterinária e Coordenadora de Comunicação Científica da Royal Canin Brasil. “Estamos comprometidos em ir além, não apenas oferecendo Saúde Através da Nutrição, mas também compartilhando conhecimento, para que os próprios tutores tenham condições de identificar os primeiros sinais de sensibilidades em seus pets, além de conscientizá-los sobre a importância das visitas regulares ao Médico-Veterinário”, complementa Letícia. 

A alimentação pode ter um papel importante para apoiar essas condições de saúde e colaborar com uma vida mais saudável aos gatos. Um alimento adequado e formulado para atender as necessidades nutricionais específicas de cada sensibilidade pode contribuir, inclusive, na redução dessas sensibilidades. 

De acordo com Priscila Coelho, tutora de gatos e consumidora de alimentos ROYAL CANIN®, a experiência com o alimento Controle do Apetite foi acima do esperado. “Meus gatinhos adoram tanto a ração úmida quanto a seca. Foi muito fácil a transição da antiga ração para a nova, e cito esse ponto, pois já tive dificuldade quando precisei trocar de ração. Apesar de ser super palatável, não fez com que os gatos pedissem o tempo todo, justamente o contrário. Senti que ficaram mais saciados e demoraram mais para pedir alimento. Pretendo agora manter essa linha para ter melhor controle do peso dos meus gatos”, conta.  

Para ajudar os tutores com soluções alimentares especiais, a ROYAL CANIN® desenvolveu a Linha Nutrição Saúde para Sensibilidade de Gatos. O portfólio conta com produtos desenvolvidos a partir de pesquisas e possui resultados comprovados para auxiliar na manutenção da saúde, agindo nos primeiros sinais de sensibilidade dos felinos. A linha conta com alimentos especificamente formulados para as sensibilidades mais comumente encontradas: Pele & Pelagem, Cuidado Digestivo, Bolas de Pelo, Light, Controle do Apetite e Cuidado Dental, e são indicados para os gatos adultos de 1 até 12 anos, inclusive castrados. Além das versões secas, também conta com versões úmidas, com diferentes texturas, e são ótimas opções para o Mix Feeding, que combina alimentos úmidos e secos e torna a rotina alimentar do gato ainda mais saborosa e nutritiva.

 

Selo Carbono Neutro

Os produtos ROYAL CANIN® das linhas Filhotes de Gato e Cães e Sensibilidades de Gatos, são certificados com o selo Carbono Neutro e contribuem para a melhoria da ação climática global. A neutralidade de carbono de cada produto é certificada pela SCS Global Services, de acordo com a norma de neutralidade de carbono PAS 2060 reconhecida internacionalmente, seguindo os critérios de transição para energias renováveis; formulação de receitas otimizadas em termos de carbono; produção de ingredientes mais inteligentes do ponto de vista climático; otimização da logística; e aquisição de créditos de carbono baseados na sua eliminação. Para compreender e monitorar a pegada de carbono, a ROYAL CANIN® acompanha as emissões de gases de efeito estufa de cada item, desde a sua concepção até o momento em que o produto é consumido pelos pets e a respectiva embalagem é descartada.

 

Para mais informações sobre os alimentos da ROYAL CANIN® e as iniciativas sustentáveis da marca, acesse o site.

 

Desenvolvimento de potros durante a gestação impacta performance atlética

Criadores devem se atentar aos cuidados a fim de gerar um animal com bom desenvolvimento dos tendões, ossos e músculos

 

A fase de gestação dos equinos é um momento essencial para que o potro expresse todo seu potencial genético enquanto ainda está em estágio fetal. O período de prenhez das éguas dura entre 350 e 360 dias. Nesta fase, as éguas passam por diferentes etapas de mudança corporal e hormonal, o que exige dieta e manejo especiais. 

  

Essas alterações fazem as éguas necessitarem de uma atenção na alimentação, suplementação e cuidados veterinários, aponta o zootecnista Sigismundo Fassbender, gerente de Produtos Equinos da Guabi Nutrição e Saúde Animal. “A nutrição da mãe, seja ela matriz ou receptora, é essencial durante todo o período gestacional para garantir a expressão gênica desejada, uma vez que qualquer insulto nutricional durante esse período, interfere negativamente na vida pós-natal da cria. Por isso, é fundamental que exista um programa voltado a suprir todas as exigências nutricionais das éguas e dos potros”, explica. Segundo o especialista, os cuidados asseguram uma troca de nutrientes mais eficiente entre o potro e a égua.

 

Uma dieta rica em proteína e energia são pontos cruciais para uma gestação saudável. Com uma alimentação balanceada, a produção de leite das éguas também é beneficiada. De acordo com o gerente da Guabi, caso não seja disponibilizada uma dieta que supra as exigências nutricionais, a égua irá parir um potro menor, que terá seu desenvolvimento comprometido. “As consequências de um déficit nutricional durante a gestação vão se expressar no animal ao longo da sua vida, impedindo que alcance 100% do seu potencial genético. Isso significa que ele não terá um bom desenvolvimento dos tendões, ossos e músculos”, alerta.   

 

“A premissa básica para alcançar o desenvolvimento esperado na gestação é o balanceamento e fornecimento adequado de todos os nutrientes”, revela. O zootecnista ainda destaca que as éguas precisam ter acesso a uma alimentação com forragem e água de boa qualidade à vontade, sendo complementada com ração específica para a categoria e de preferência apenas com minerais orgânicos. “Sabemos que o uso de uma suplementação com minerais orgânicos, probióticos e prebióticos têm uma contribuição significativa para o desenvolvimento fetal”, ressalta.


 

Soluções 

A linha de produtos GuabiTech oferece os nutrientes específicos que auxiliam os criadores nessa fase da chamada programação fetal dos equinos. A GuabiTech Care é uma ração com alto teor de proteína digestível, voltada para éguas no início e final da gestação, éguas lactantes e potros. Já o GuabiTech Energy Pro 20 é um suplemento mineral proteico e energético indicado para todas as idades. Ambos os produtos são enriquecidos com alta inclusão de probiótico e prebiótico, além de 100% dos microminerais orgânicos.

 

Guabi Nutrição e Saúde Animal

www.guabi.com.br

 

 

Instituto Libio: Alerta para a Gravidade do Tráfico de Animais Silvestres e seu Impacto Devastador na Biodiversidade

O Instituto Libio destaca a urgência de combater o tráfico de animais silvestres, alertando para as sérias consequências ambientais e apelando à união em prol da preservação da biodiversidade no Brasil

 

No centro da batalha pela preservação ambiental, o Instituto Libio de Proteção à Natureza emerge como uma força dedicada a evidenciar a gravidade do tráfico de animais silvestres e seu impacto devastador na biodiversidade. Fundado em outubro de 2020 por Raquel Machado, o Instituto tem se destacado como um defensor incansável da vida selvagem, concentrando esforços na reabilitação de animais vítimas de maus-tratos e tráfico, enquanto busca ampliar a conscientização sobre os efeitos prejudiciais dessa prática.

“Acolhemos animais vítimas do tráfico e maus-tratos. Os animais que podem ser soltos na natureza são submetidos a um processo cuidadoso de reabilitação conjuntamente com nossos parceiros para depois serem soltos de forma branda de volta à natureza. Porém, muitos desses animais que não tem condições de soltura na natureza, são mantidos no Mantenedor com o objetivo de terem uma qualidade de vida mais digna”. 

Raquel compartilha a motivação por trás da criação desta instituição visionária: "Na busca de um local para reconectar-me com a natureza, encontrei uma propriedade à beira do rio Tietê, na cidade de Porto Feliz/SP. Deparei-me com um papagaio abandonado pelo proprietário anterior. Indignada com o descaso e as condições em que ele se encontrava, iniciei contatos com autoridades para entender o que poderia ser feito. Foi quando me deparei com a triste realidade de muitos animais silvestres vítimas de maus-tratos e tráfico. Em 2010, com autorização do Ibama, criei o Mantenedor de Animais Silvestres. Após uma década, muitos animais foram acolhidos, e o desejo de preservar cresceu, resultando na fundação do Instituto Raquel Machado em 2020. Em 2023, passamos a ser o Instituto Libio, LIberdade e BIOdiversidade."

O Instituto mantém um Mantenedor de Fauna Silvestre em São Paulo, na cidade de Porto Feliz, e quatro reservas ambientais distribuídas pelos estados de Mato Grosso do Sul (Reserva Santuário e Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Saci) e Pará (Reserva Rio Azul e Reserva São Benedito).

 

Alerta sobre as Gravíssimas Consequências do Tráfico de Animais para a Natureza:

O tráfico de animais silvestres tem implicações graves para a natureza, podendo levar muitas espécies ao colapso total. A retirada desses animais da natureza pode causar impactos significativos no equilíbrio dos ecossistemas, uma vez que diversas espécies desempenham papéis cruciais na manutenção do equilíbrio ecológico, seja como predadores, polinizadores ou dispersores de sementes.

Araras resgatadas do tráfico de animais
 Foto Instituto Líbio

A quebra na cadeia ecológica desencadeada pelo tráfico pode provocar um efeito cascata no meio ambiente. Além disso, frequentemente, o tráfico de animais está associado a outras atividades ilegais, como a destruição de habitats naturais, caça ilegal, tráfico de drogas e armas, agravando ainda mais a situação. O Brasil é classificado como uma fonte significativa para o contrabando de animais selvagens, dada a riqueza de sua biodiversidade.

 

Dados Alarmantes sobre o Tráfico de Animais no Brasil:

US$ 2 bilhões movimentados anualmente por esse comércio ilegal no Brasil.

9 em cada 10 animais traficados morrem antes de chegar às mãos do consumidor final.

38 milhões de animais silvestres retirados da natureza todos os anos no Brasil.

3ª maior atividade ilegal do mundo, atrás apenas do tráfico de armas e de drogas.

 

Catatuas apreendidas do tráfico
Instituto Líbio

Dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS):


Mais de 20.000 apreensões de animais por ano pela Polícia Militar Ambiental do Estado.

O tráfico de animais movimenta mais de 20 bilhões de dólares ao ano no mundo.

Cerca de 30% do produto deste mercado ilegal é exportado, enquanto o restante é comercializado internamente.

O Instituto Libio destaca a importância de unir forças na luta contra o tráfico de animais, uma prática que não apenas ameaça a biodiversidade, mas representa uma ameaça substancial à vida selvagem e aos ecossistemas. “Convocamos todos a se engajarem nessa causa e a contribuírem para a promoção da liberdade e biodiversidade em nosso país”, conclui Raquel Machado.

 

ARTESP e concessionárias atuam para proteger os animais domésticos nas rodovias paulistas

Divulgação: Entrevias

Ações visam a prevenção de acidentes com os pets
 



A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e as concessionárias responsáveis pela gestão das rodovias paulistas, que integram o Programa de Concessões Rodoviárias, promovem iniciativas especialmente voltadas à proteção dos animais de estimação que habitam em regiões próximas das estradas.

A concessionária Tamoios, responsável pela administração da Rodovia dos Tamoios (SP-099), realiza palestras de educação ambiental e de alerta dos perigos dos atropelamentos de animais na rodovia junto aos alunos da rede municipal de Paraibuna. Há também uma parceria com a ONG Viralatolândia voltada aos cuidados dos animais que são resgatados.

A SPMar, que gerencia os trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21), resgatou 104 animais domésticos de janeiro a setembro deste ano. Foram distribuídos gratuitamente aos tutores, no mesmo período, 90 coletes de sinalização para que os cachorros que vivem próximos da rodovia possam utilizar.

A Entrevias Concessionária, que atua na administração de 570,8​​​ quilômetros, lançou em 2023 o programa “Adotar é o Bicho” visando promover a adoção consciente dos animais resgatados, inclusive entre seus colaboradores. Este ano, 49 passaram a ter novos lares e tutores e 78 estão na fila de adoção. Todos os animais são entregues vacinados, castrados e vermifugados. Os pets podem ser adotados por usuários da rodovia e moradores locais. Todos os animais feridos são encaminhados para tratamentos médico-veterinários e, após ficarem bem, são direcionados à adoção.

“A ARTESP e as concessionárias estão comprometidas em assegurar a segurança e o bem-estar dos usuários das rodovias paulistas, inclusive dos pets e dos seus tutores”, afirma Milton Persoli, diretor-geral da Agência.



Censo Animal

A Concessionária Rota das Bandeiras, responsável pelo Corredor Dom Pedro, realiza a cada dois anos o 'Censo Animal'. A iniciativa tem o objetivo de conscientizar os proprietários de animais, inclusive os de grande porte, da necessidade de mantê-los adequadamente contidos para prevenir acidentes ao longo das vias.

Em 2022, o Censo Animal realizou 79 visitas em propriedades lindeiras e também nas localizadas em bairros próximos. Durante as visitas, os técnicos da concessionária cadastraram 5.652 animais e orientaram os proprietários das responsabilidades civil e criminal em casos de acidentes com animais, além de fornecer dicas sobre a manutenção adequada de cercas.

Divulgação: Rota das Bandeiras

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