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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Conscientização mundial sobre o Albinismo: especialista explica o que realmente significa essa anomalia pigmentar

Ao longo da vida, as pessoas com albinismos sofrem muitas discriminações, seja no âmbito social, profissional ou político, o qual são frequentemente invisíveis. As exclusões aumentam as chances de desenvolverem problemas de autoestima, ansiedade e depressão.

 

Sendo uma rara condição genética e não contagiosa, o albinismo pode atingir ambos os gêneros, independentemente de etnia. O distúrbio é caracterizado pela falta de melanina (responsável pela pigmentação dos cabelos, pele e olhos e pela proteção contra os raios ultravioletas). 

Assim, o tom de pele varia do branco aos amarelados ou amarronzados, os cabelos podem ser completamente brancos, amarelados, avermelhados ou acastanhados. Já a cor dos olhos pode variar de azul muito claro quase transparente a castanho, podendo ser, inclusive, vermelhos - quando a total ausência de pigmento deixa visíveis os vasos da retina.

 

Por tanta singularidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) tornou o dia 13 de junho o Dia Mundial da Conscientização Sobre o Albinismo, para que se entenda melhor sobre esse distúrbio e combata o preconceito acerca dele. E para aprofundarmos no assunto, convidamos o médico dermatologista Dr. Rafael Soares, para explicar sobre essa anomalia.

 

O especialista diz que é possível que esses indivíduos tenham uma vida normal e construam famílias. "Apesar de ser caracterizado por uma mutação genética, as pessoas albinas, obrigatoriamente, não terão filhos com a mesma condição, pois existem sete tipos de genes diferentes, relacionados a todas as pigmentações do nosso corpo, o qual a mutação delas podem ser diferentes se cruzadas com outros", iniciou.

 

"Isso porque a criança pode herdar os genes saudáveis dos dois. Mesmo se herdando o gene albino, será compensado pelo saudável do cônjuge. Então não é certeza, pois se trata de uma mutação esporádica, não sendo autossômica dominante", completa.

 

*Albinos são longevos?*

 

Pessoas com albinismo são mais suscetíveis a doenças, sendo a mais comum o surgimento de câncer de pele, devido ao fato de haver pouca ou nenhuma melanina. Mas não há uma idade mínima ou máxima para dizer o tempo de vida de uma pessoa albina e, de acordo com o médico, esse fator vai depender do tipo de anomalia que o indivíduo porta - atualmente, é aceito mais de 10 classificações de albinismo.

 

"Se for apenas abismo cutâneo ou oculocutâneo, os indivíduos podem ter uma longevidade normal, desde que não se exponham ao sol, até mesmo para não acontecer de desenvolverem um câncer mais agressivo e acabar abreviando a vida deles. Relacionado a algumas síndromes mais graves, a longevidade cai por causa da associação com doenças de outros órgãos", explica.

 

Por isso o segredo da longevidade está nos cuidados. "O ideal é que seja um protetor que funcione contra raios tipo UVA e UVB. Devem também usar blusa de manga longa e calça comprida para aumentar a proteção. Ressalto que as roupas longas devem ser associadas ao protetor tradicional, bem como alguns protetores solares orais".

 

"Com relação aos olhos, os óculos escuros são os mais indicados e eles também precisam ter lentes com certificação de proteção UVA e UVB. Os albinos costumam ter aversão a luz (fotofobia), então a lente escura vai trazer mais conforto no dia-a-dia", finalizou.

 

Embora exista cerca de 10 tipos de classificações albinismo, abaixo listamos as três mais comuns: 

  • Albinismo ocular, em que é verificada ausência total ou parcial de pigmentação dos olhos;
  • Albinismo cutâneo, em que a pessoa tem pouca ou nenhuma melanina na pele e/ou cabelos e pelos;
  • Albinismo oculocutâneo, em que é verificada falta de pigmentação em todo o corpo.

Rafael Soares - médico pela Universidade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, com título de especialista em dermatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), assim como pós-graduação em nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia. Seu número de registro no CRM é 128012-SP. Na trajetória profissional, além da atuação na dermatologia clínica e estética, assim como na nutrologia, Dr. Rafael Soares se dedicou à docência desde 2009 na mesma instituição onde se formou. Atualmente voltado para ministrar cursos específicos de especialização, o médico é referência no tratamento de doenças de pele e de técnicas exclusivas em estética.

 


Justiça obriga empresa a colocar grávida em home office

Empresários têm usado a MP 1.045 para burlar lei federal que obriga teletrabalho a gestantes


A Justiça do Trabalho concedeu uma liminar obrigando uma empresa de Campinas a manter uma funcionária gestante em home office durante a pandemia sem qualquer prejuízo à sua remuneração e ao contrato de trabalho, sob pena de multa de R$ 1 mil por mês se o empregador descumprir a decisão.

A liminar da 6ª Vara do Trabalho de Campinas foi obtida pelo escritório Advocacia Cremasco, que deu início ao processo após ter sido procurado por algumas trabalhadoras que tiveram o direito ao teletrabalho negado pelos empregadores mesmo depois da aprovação da Lei 14.151, que prevê a substituição do trabalho presencial pelo remoto.


Home office deve ser mantido durante a pandemia
sem prejuízo à remuneração e ao contrato de trabalho

Depositphotos


A decisão da Justiça ressalta que a empresa não poderá suspender o contrato de trabalho e incluir a funcionária no Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda. “Muitos empresários têm usado a MP 1.045 do governo federal para suspender o contrato de trabalho das grávidas numa tentativa de burlar a Lei 14.151 para não manter suas funcionárias em teletrabalho. A suspensão do contrato corta uma série de benefícios a que as mulheres têm direitos, como vale-alimentação e FGTS”, explica a advogada especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário, Thaís Cremasco.

A especialista explica que, por meio da suspensão do contrato de trabalho, o salário do funcionário é custeado pelo governo (70%) e empregador (30%), mas essa medida implica a suspensão do depósito do FGTS, da concessão de cesta básica e do vale-refeição, que são direitos garantidos pela lei. “As empresas são obrigadas a colocar as gestantes em home office e manter o contrato de trabalho ativo. Se a empresa se recusar ou pedir para que as funcionárias assinem documentos para a suspensão do contrato, as mulheres podem procurar um advogado para garantir seus direitos”, orienta.

 


Thaís Cremasco - advogada especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário


Funcionário que se recusar a tomar a vacina contra a COVID-19 pode ser demitido por justa causa?

 Freepik
Entenda quais diretrizes legais amparam empregados e empregadores nessa situação

 

Com o avanço da vacinação em todo o país, crescem as dúvidas de empregados e empregadores, das mais variadas áreas, sobre a caracterização da recusa à vacina contra a COVID-19 como motivo para demissão por justa causa. 

Embora não haja obrigatoriedade legal em tomar a vacina, empresas têm avaliado o risco que um funcionário não vacinado pode representar para toda a corporação, influenciando no aumento do contágio e na sensação de insegurança dos demais funcionários no retorno às rotinas normais de trabalho. 

A demissão por justa causa da funcionária de hospital infantil que se recusou a tomar a vacina, em São Caetano do Sul, provou a possibilidade da demissão nessas circunstâncias. Tal decisão se ancora na determinação do Supremo Tribunal Federal, que permite a aplicação de consequências jurídicas àqueles que não tomarem a vacina, no posicionamento do Ministério Público do Trabalho, previsto no artigo 158 da CLT, que obriga o empregado a colaborar com a empresa para garantir um ambiente de trabalho seguro e no direito à vida e à saúde coletiva, que se sobrepõem aos interesses individuais.

No entanto, a advogada especialista em direito do trabalho, Alessandra Arraes, alerta: “É necessário que sejam observados alguns requisitos para ser considerada válida a demissão por justa causa, como a ausência de justificativa para a recusa, por exemplo. Também é fundamental que o empregador, antes da demissão, trabalhe na conscientização de seus empregados a fim de convencê-los sobre a importância da vacinação para a proteção do meio ambiente de trabalho”. 

Além disso, empresas podem exigir, sempre que necessário, os comprovantes de vacinação, que podem ser analisados como condição para a manutenção do emprego. 

“Em minha opinião, a recusa à vacina pode ser vista como um ato reprovável e egoísta, já que estamos diante de uma pandemia que tirou inúmeras vidas no país e no mundo. Ela é o meio mais eficaz para alcançar a erradicação do vírus e, embora existam direitos fundamentais que asseguram a individualidade, eles não podem se sobrepor ao interesse coletivo”, encerra a advogada. 

Todos os detalhes sobre a vacinação no estado de São Paulo podem ser conferidos no site www.vacinaja.sp.gov.br


Início das sanções da LGPD: antes tarde do que nunca

Em agosto, começam a valer as punições inauguradas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Para dar encaminhamento ao tema, no final de maio, a Autoridade Nacional de Proteção (ANPD) publicou uma minuta de resolução sobre a fiscalização e a aplicação de sanção.

Entre os destaques, é interessante observar a preocupação com "processos transparentes e justos, com regras claras sobre direitos e obrigações", além da busca de evidências, o que revela a atenção ao contraditório e a lisura dos processos administrativos. Do ponto de vista operacional, é pertinente a iniciativa de fixar os prazos dos processos em dias úteis, priorizar o processo eletrônico, inclusive com uso de videoconferência. 

Definir regras claras é uma novidade bem-vinda, afinal, a marcha de implementação da LGPD no país foi lenta. Lembre-se que a publicação da lei ocorreu ainda em 2018, ou seja, suas sanções na prática começam a valer somente três anos depois. O texto proposto pela Autoridade Nacional de Proteção (ANPD) revela a preocupação da entidade com uma atuação fiscalizatória que promova um ambiente regulatório transparente, o que é fundamental diante das múltiplas dúvidas que pairam em torno da interpretação da legislação, inclusive pela inexistência de jurisprudência em torno da LGPD, como é natural diante de uma lei cuja entrada em vigor ocorreu há menos de um ano. 

A previsão da possibilidade de denúncia anônima certamente será objeto de controvérsias. Do ponto de vista prático, a resolução prevê, entre os deveres dos administrados, fornecimento de cópias de documentos, o acesso a instalações, equipamentos, aplicativos, sistemas, ferramentas e recursos tecnológicos. Além da fiscalização por meio de denúncias e reclamações, a proposta de resolução anuncia um viés preventivo. Entre as ferramentas, merece destaque o mapa bianual de temas prioritários, que enfoca uma análise proativa de prioridades da entidade. Essa ótica preventiva se faz presente igualmente no instrumento de arrependimento pelo qual o autuado que comprovadamente suspender a conduta investigada e, reparar eventuais danos poderá ter o processo administrativo arquivado pela Coordenação-Geral de Fiscalização. Outra possibilidade ao autuado consiste em apresentação de proposta de celebração de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). 

A proposta de resolução mostra-se uma iniciativa importante. O Brasil precisa de regras claras e definidas com antecedência sobre proteção de dados pessoais. Antes tarde do que nunca.

 


Gabriel Schulman - doutor em Direito, advogado em Trajano Neto e Paciornik e coordenador da Pós-Graduação em Direito e Tecnologia da Universidade Positivo.


Pesquisa releva que empresas demandam inovação, mas estão despreparadas

Estudo realizado pela PALAS mostra que faltam processos e governança para a inovação


Já faz algum tempo que a inovação se tornou uma verdadeira obsessão para as empresas. Entendendo que esse é o único caminho para a sobrevivência em um contexto de complexas e profundas transformações, a maioria parece já ter se atentado a essa necessidade. Apesar disso, grande parte delas mal consegue engatinhar no tema.

Prova disso é uma pesquisa realizada pela PALAS, consultoria pioneira na ISO de inovação, a 56.002, que coletou informações sobre inovação em 60 empresas, sendo quase a metade de grande porte. O estudo revelou que 55% das entrevistadas já dispõem de um departamento de inovação, contra 15% que têm apenas um comitê de inovação e 30% que não têm nada. A pesquisa mostrou ainda que 43% afirmam não ter objetivos claros para suas iniciativas de inovação.

Quando questionadas sobre suas infraestruturas para inovar, a grande maioria informou não estar adequada: 35% não possuem processos para inovar, enquanto 41% dizem ter processos desintegrados. Dentre as empresas que já estão mais avançadas nesse quesito, 43% disseram ter um laboratório de inovação, 33% têm parcerias com startups e 25% têm convênios com universidades, a fim de desenvolver a inovação aberta. “A falta de uma governança para a inovação tem feito com que a maioria das empresas até saibam onde querem chegar, mas não façam a menor ideia do que fazer para alcançar seus objetivos. É como se escolhêssemos um destino, mas não traçássemos a rota que nos levará até ele”, alerta Alexandre Pierro, sócio-fundador da PALAS.

O fato fica ainda mais evidente quando vemos que apenas 13% das empresas dispõem de um programa de formação em inovação, que teria como propósito a criação de uma cultura para o tema. Cerca de 15% dizem nunca ter feito absolutamente nada para disseminar conhecimento sobre inovação e, 50% dizem já ter feito algo esporádico, sem uma estrutura e proposta bem definida. Para piorar, em muitas empresas esse despreparo é visto desde os cargos mais altos. Mais de 46% afirmam que nem os próprios líderes passaram por treinamentos de inovação.

Se a empresa não investe em conhecimento, todo o processo de inovação fica prejudicado. E, a consequência aparece claramente na falta de geração de novas ideias para inovar. Tanto é que mais de 38% das empresas afirmam não ter um funil de inovação; contra apenas 26% afirmam ter – mas de forma parcial, sem etapas bem definidas.

Muito mais do que a falta de uma estratégia de inovação e o investimento em um setor exclusivamente dedicado a isso, a falta de recursos financeiros é outro problema recorrente que, infelizmente, causa grandes impactos nesse avanço. Mais de 35% das empresas entrevistadas afirmam não ter budget para inovar. Outros 43% dizem que tem, mas não há uma definição clara sobre a quantia disponível.

Para tentar driblar esses obstáculos e, de alguma forma, dar os primeiros passos para inovar, a grande maioria das empresas usa pesquisas de mercado (25%) e experiências passadas (17%) como forma de antever tendências. Contudo, essa não é uma boa estratégia, altamente passível de falhas. “É como se essas empresas estivessem dirigindo com o olho apenas no retrovisor. Não se constrói o futuro com base no passado. É preciso antecipar comportamentos e se preparar para os clientes do futuro”, enfatiza Marília Cardoso, também sócia-fundadora da PALAS. Infelizmente, menos de 2% afirma recorrer a estratégias mais estruturadas, como o cool hunting, por exemplo. Muitas persistem em buscar conhecimentos somente junto às startups (17%), buscando soluções de fora para dentro e não de dentro para fora.

Esse apego ao passado fica ainda mais evidente quando analisamos as metodologias utilizadas para gerar inovação. Muitas das empresas citaram mais de uma metodologia, sendo que mais de 80% das empresas afirmam usar o Brainstorming, uma abordagem bastante antiga e comprovadamente superficial. Na sequência, aparecem metodologias mais modernas, como Design Thinking (60%) e Agile (58%). Contudo, ferramentas mais inovadoras, como Six Hats (2%) e Lego Serius Play (3%) ainda são pouco utilizadas.

Além disso, muitas das ideias geradas não possuem um fluxo claro e, muito menos, são testadas, aprovadas ou descartadas de acordo com métricas bem estabelecidas. Para aqueles que, de fato, desempenham um bom trabalho, a recompensa e reconhecimento também são escassos. Apenas 23% afirmam ter um programa de recompensas para premiar os autores das melhores ideias.

Os riscos parecem passar despercebidos pela maioria das empresas. Mais de 16% das entrevistadas afirmam nunca ter mensurado e muito menos mitigado riscos de inovação. Em mais de 56% das empresas, o tema já foi avaliado esporadicamente, sem uma política efetiva.

A proteção da propriedade intelectual é outro tema que parece delargado. Mais de 58% dizem não ter processos para registro de patentes e outras formas de proteção. A consequência da falta de processos aparece ainda no estabelecimento de indicadores para mensurar os impactos da inovação. Mais de 38% das empresas afirmam não ter nenhum indicador estabelecido, enquanto 16% têm apenas um. “O ideal seria que as empresas tivessem, no mínimo, cinco indicadores. Afinal, com dizia William Deming, estatístico norte-americano, o que não pode ser medido não pode ser gerenciado”, pontua Pierro.

Com tantos problemas, falta de investimentos e desconhecimento, o que essas empresas esperam conquistar com a inovação? Muitas citaram mais de um objetivo e as respostas foram categóricas: 80% esperam resultados financeiros; 70% buscam melhorias na relação com os clientes; 68% otimização dos processos e 62% melhoria no valor de marca. “O estudo deixa evidente que boa parte das empresas já compreendeu a importância do tema, mas a maioria ainda está completamente perdida sobre como estruturar processos para inovar. É por esse motivo que um modelo testado e aprovado internacionalmente, como o estruturado pelo ISO, vem sendo apontado como a melhor estratégia para criar governança para a inovação”, destaca Marília.

A pesquisa colheu informações de 60 empresas dos setores de construção civil, bancos, energia, saúde, transporte, logística e telecomunicação. Mais de 61% são empresas da área de serviços e 33% da indústria. Mais de 60% dos respondentes ocupam cargos estratégicos, como gerentes, diretores e CEOs.

 


PALAS

www.gestaopalas.com.br 

No Brasil, 55% apoiam o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, mostra Ipsos



 País é o segundo, de 27, com mais pessoas que se autodeclaram LGBT+


Para o mês do orgulho LGBT+, a Ipsos realizou uma pesquisa com entrevistados de 27 países, sendo mil brasileiros, que traz insights sobre como a comunidade LGBT+ é vista e aceita na sociedade. Um dos pontos abordados foi o casamento. No Brasil, 55% dos respondentes disseram apoiar que pessoas do mesmo sexo se casem. Por outro lado, 18% se mostraram contrários ao enlace legal; 14% são a favor de que haja algum tipo de reconhecimento por lei, mas não um casamento; e 14% não souberam responder.

Os dados do Brasil são alinhados com a média global – com 54% dos respondentes a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo e 16% a favor de algum reconhecimento legal – mas bem inferiores aos dados de países como Suécia, Holanda, Espanha e Bélgica, onde os entrevistados mostram um apoio à união de pessoas do mesmo sexo através do casamento ou de outro dispositivo legal igual ou superior a 84%.

De 27 nações, o Brasil é a 12ª que menos endossa o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, o estudo mostrou que 15% dos entrevistados no país não se consideram heterossexuais. É o segundo maior percentual, entre 27, atrás apenas da Índia (17%). Em terceiro lugar está a Espanha, com um total de 12% de pessoas que se consideram homossexuais, bissexuais, pansexuais, assexuais ou outros. A média global, levando em conta todos os países, é de 9%.

Globalmente, o perfil LGBT+ é majoritariamente formado por homens, membros da geração Z e não casados. Já aqueles que apoiam o casamento civil entre pessoas LGBT+ são, em sua maioria, mulheres, da geração Z, LGBT+, pessoas não casadas e com nível de escolaridade mais alto.

O Brasil é o país, de todos os analisados, onde há maior exposição à comunidade LGBT+. 66% dos entrevistados afirmaram ter um amigo, familiar ou colega de trabalho homossexual e 50% disseram ter um amigo, familiar ou colega de trabalho bissexual. Na média global, menos da metade, 42%, disseram conviver com uma pessoa homossexual e apenas 24% afirmaram conviver com alguém bissexual.

Outro assunto discutido no levantamento foi a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Entre os brasileiros, sete em cada 10 (69%) acreditam que pais LGBT+ devem ter os mesmos direitos de adotar que casais heterossexuais possuem. Além disso, 69% acham que casais do mesmo sexo são tão aptos quanto outros pais a criar filhos com sucesso. Em ambos os casos, o percentual de discordantes é de 25%.



Apoio é majoritário, mas precisa sair do discurso

A pesquisa da Ipsos expôs algumas opiniões contraditórias de brasileiros no que diz respeito à comunidade LGBT+. Apesar de 55% dos entrevistados no Brasil opinarem que pessoas LGBT+ devem ser abertas com todos sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero, apenas 42% apoiam que casais LGBT+ demonstrem afeto em público, como dar as mãos ou um beijo.

A ambivalência se estende ao esporte. 60% concordam que atletas abertamente lésbicas, gays e bissexuais estejam em equipes esportivas, mas só 40% acham que atletas transgêneros devam competir com base no gênero com o qual se identificam, e não no gênero que lhes foi atribuído ao nascimento.

“O reconhecimento de sexualidades ou identidades de gênero diferentes da sua não condiz sempre com a aceitação de comportamentos e a conquista de direitos dos outros. É somente com o esforço da atuação pública - empresas, governo e sociedade - que esse reconhecimento começa a ser normalizado. Já enxergamos sinais positivos, com mais pessoas se sentindo livres para se assumirem publicamente, através de uma história de luta e afirmação, mas o espaço precisa ser dado”, comenta Marcio Aguiar, Gerente de Pesquisas Qualitativas na Ipsos.

A pesquisa on-line foi realizada com 19.069 entrevistados de 27 países, com idades entre 16 e 74 anos. Os dados foram colhidos entre 23 de abril e 07 de maio de 2021 e a margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

 


Ipsos

www.ipsos.com/pt-br


Planejamento, será que não é para mim?

O planejamento ou planeamento é uma ferramenta que possibilita analisar e perceber a realidade, prever ações, recursos e caminhos para atingir um resultado futuro desejado, definindo as ações sequenciais ou não para que se complete um processo, sendo, portanto, uma ferramenta pensada, racionalmente que garante ações que aumentam chances de êxito.

Como ingredientes para um bom planejamento, ajudar a consolidar ou confirmar a maturidade da ideia, ajudar a entender o nível de detalhe, opções e alternativas ajudando assim em um melhor alinhamento com o desejo inicial, com os recursos disponíveis, as expectativas dos envolvidos.

Até aqui o descritivo aponta para a importância do planejamento em todos as áreas da vida e não apenas em gestão empresarial.

Um item fundamental para definição de plano é ter um objetivo futuro claro, uma meta, o grande ponto que impede bons planejamento é não ter esta clareza de meta futura, outro ponto é confundir intenção com meta.

Intenção apenas um desejo ao começar a planejar para realizar, apenas após virar meta, e começar o processo de serem traçados os processos e tarefas para atingir o objetivo almejado.

Uma vez definidos os objetivos um grande benefício de um bom plano é ajudar a manter o foco e assim ter melhor eficiência no uso dos recursos para alcance das metas, garantindo constâncias das ações e disciplina na execução das tarefas.

Mas atenção, alcançar resultados das tarefas não garante alcance e realização dos objetivos, importante vencer todas as etapas, assim como em um jogo de vídeo game, necessário vencer todas as etapas e saber que próximo etapa pode ser ainda mais desafiadora, mas que faz parte do processo de preparação para o grande final.

Por isso importante definir os indicadores para medir o quanto o planejamento está sendo seguido e ajustado para cumprimento das tarefas, e o quanto está próximo das metas.

Comunicar objetivos e metas é fundamental para que ações, energia e atenção sejam direcionadas na realização, grande parte dos motivos de não execução de plano de forma adequada é não investir corretamente na comunicação dos objetivos aos envolvidos e no caso das empresas as equipes.

Tomar as melhores decisões nos melhores momentos de forma pensada e identificando recursos necessários evitando decisões com base em emoção ou euforia, que podem não ser concretizadas e gerar frustração.

Ganhou relevância e ponto de reforço dentro do mundo empresarial por sua importância em definir longevidade e fator de sucesso do negócio.

Por não ter planejamento correto e completo, alguns novos empreendedores acabam passando por várias dificuldades nos meses iniciais de abertura do negócio.

Além de ter ideias, encontrar um ponto comercial e conhecer os custos, e todos os passos para alcance dos resultados empresariais é essencial planejar o futuro da empresa , que ainda ajuda a evitar riscos futuros, a elaboração do plano de negócio é indispensável.

Para empresas pequenas e médias e até pessoas com poucos recursos, investir em planejamento é fundamental pois estas empresas raramente dispõem de recursos para se recuperar de eventuais erros.

Muitas vezes são negócios de tudo ou nada.

Um plano de negócios ntecede o plano estratégico, dificilmente é possível desenhar plano estratégico sem plano de negócio. ( O PLANO DE VOO ).

Você entraria em um avião onde o piloto dissesse: “dane-se o plano, vou sair pilotando para onde o vento levar”? Eu não.

Então por que você acredita que um bom funcionário vai querer trabalhar em uma empresa onde o gestor não tem um plano?

Por que um cliente compraria dessa empresa ou um fornecedor teria interesse em negociar com ela?

Médicos seguem um plano de tratamento.

Pilotos seguem um plano de voo.

Soldados seguem um plano de operações militares.

Mas há empresário, acha que não precisa de um plano.

Embora ninguém nunca possa garantir que seu resultado será positivo, ter um plano aumenta efetivamente a chance de sucesso.

Para planejamento pontos importantes:

  • Objetivo claro e definido;
  • Diferenciar ideia de meta;
  • Definição de etapas;
  • Disciplina e foco;
  • Indicadores para medir resultados;
  • Comunicação de resultados e ações;
  • Correção de rotas;

 

Plano de Negócio

É o instrumento ideal para traçar um retrato:

  • do mercado
  • do produto e
  • das atitudes do empreendedor.
  • Serve para: apresentação a investidores e financiadores, e também para gestão e estratégia como balizador das ações.
  • Estudo de viabilidade financeira;
  • Levantamento de modelos e cenários;
  • Investimentos pré-operacional;
  • Servir de ponto de partida estrutural e estratégico para o negócio.
  • Abordando diversas áreas e envolve necessidade de conhecimento multidisciplinar para abordar áreas de: Finanças, operações, pessoas, processos, clientes, precificação, estrutura de investimentos, resultados, itens pré-operacionais.

É por meio dele que você terá informações detalhadas do:

  • Ramo,
  • Produtos e serviços,
  • Clientes,
  • Concorrentes,
  • Fornecedores ,
  • Pontos fortes e fracos do negócio.

Contribuindo para a identificação da viabilidade de sua ideia e da gestão da empresa. 

Serve para …

  • Quem está abrindo o negócio;
  • Quem está ampliando o empreendimento;
  • Evitar que erros sejam cometidos pela falta de análise;
  • Diminuir as incertezas do seu negócio;
  • Organizar as ideias ao iniciar um novo empreendimento;
  • Orientar a expansão de empresas já em atividade;
  • Apoiar a administração do negócio, seja em seus números, seja em estratégias;
  • Facilitar a comunicação entre sócios, funcionários, clientes, investidores, fornecedores e parceiros;
  • Captar recursos, sejam financeiros, humanos ou parcerias.

 


Fábio Lima - consultor empresarial,  executivo de finanças,  master coach e CEO da Light Consulting & Coaching – especialista em soluções em consultorias e mentorias para empresários e gestores. www.lightconsulting.com.br

 

Corretores de Imóveis: evoluindo no ritmo da Tecnologia!

O uso das mídias digitais favorece as vendas e locações

Corretagem: evoluindo no ritmo da tecnologia

 

Há algumas décadas, quando se falava em corretor de imóveis, a primeira imagem que vinha à mente era a de um senhor aposentado, sentado em uma cadeira, na garagem aberta de uma casa à venda, esperando por algum interessado para apresentar a propriedade. Felizmente, muita coisa mudou desde então.

Estudo, pesquisa e experiência passaram a fazer parte do dia a dia dos profissionais a partir da exigência do diploma de TTI para o exercício da atividade. Hoje, os corretores estão empenhados em ampliar seus conhecimentos com o intuito de prestar a melhor assessoria e conquistar respeito e a fidelidade de seus clientes.

Mas, além do aprimoramento, a tecnologia também abriu, sem dúvida, novos horizontes aos intermediadores de imóveis. As visitas online, as imagens em 360º, os drones e as assinaturas digitais de documentos transformaram, definitivamente, a corretagem e elevaram o profissional a um outro patamar de trabalho.

No entanto, será que todos os corretores têm essa mesma visão sobre a carreira e a atividade?

O CRECISP realizou uma pesquisa com inscritos de todo o Estado para identificar o peso da evolução tecnológica para a categoria. Os resultados revelam que, embora as novas ferramentas permitam a melhor performance dos corretores, ainda há uma parcela desses inscritos que não está familiarizada ou não acredita que a tecnologia veio para ficar.

Dos questionários enviados aos corretores do Estado de São Paulo, o CRECISP obteve 6.519 respostas, o que representa 3% do total de inscritos no Conselho.

Perguntados sobre sua atuação diante da digitalização do mercado imobiliário, 84,8% responderam que, daqui a três anos, acreditam que estarão completamente inseridos nos meios digitais, por buscarem, constantemente novos conhecimentos e estarem se adaptando a esse processo. Em contrapartida, 13,6% dos respondentes ainda não pararam para pensar nessa realidade futura e 1,6% afirmaram que não pretendem mudar sua forma de atuar e não incluirão os meios digitais em seu dia a dia.

No geral, os corretores apostam na tecnologia como forma de evolução da carreira e crescimento profissional: 74,5% dos entrevistados acreditam que essas ferramentas vão reinventar a profissão, transformando totalmente a atividade. Para 23,2%, a tecnologia trará, sim, algumas transformações, mas sem grande relevância. E apenas 2,3% acham que o digital não fará diferença em suas carreiras.

A pesquisa do CRECISP também questionou os corretores sobre as habilidades que definirão a profissão no futuro.

Dos 6.519 corretores que participaram, 75,7% acham que ter habilidade com os meios digitais para a apresentação e exibição dos imóveis, por meio de imagens 360º, uso de drones, etc, é o que pode definir o profissional do futuro. Na outra ponta, 56,6% dos que responderam, acreditam que essa habilidade perderá relevância futuramente. 

71,2% pensam que uma das habilidades necessárias está relacionada ao domínio de técnicas para publicidade e anúncios digitais, embora 9,7% achem que esse quesito não terá importância futuramente.

62,7% acreditam que será fundamental o aperfeiçoamento de técnicas de negociação e fechamento de contratos, contra 9,7% que acham que isso perderá relevância. 

Para 60,3% dos respondentes, saber captar imóveis e se relacionar com os proprietários terá muito peso na atividade. Entretanto, 20,9% apostam que essa atividade deixará de existir no futuro. 

57,4% dos corretores também apostam no domínio da análise e trâmite dos documentos, inclusive nos detalhes jurídicos e burocráticos, como quesito necessário para uma boa performance profissional, mas 19,8% acreditam que isso não será importante. 

E, finalmente, 49,6% dos participantes da pesquisa acham que o fornecimento de informações para inquilinos e proprietários (como preços, demanda, tendências) será uma das habilidades necessárias aos profissionais, embora 27,6% apostem que essa habilidade não será essencial. 

Como o corretor de imóveis poderá agregar valor a seus clientes? Das 6.519 respostas, 79,2% pensam que a facilitação do processo de busca e localização do imóvel ideal podem aproximar o corretor ainda mais de seus clientes. 71,1% acham que o cliente valoriza o intermediador que presta um suporte e mantém contato no pós-venda. Já 67,9% apostam que o apoio dado pelo corretor na negociação de condições comerciais melhores é o que faz o cliente valorizar o profissional. Para 67,2% dos que responderam, o grande destaque vai para o suporte no trâmite contratual e na apresentação de documentos executados pelo corretor. 46,5% das respostas acreditam que o fornecimento de contatos, alinhamento com os proprietários, e facilitação de pequenos reparos e benfeitorias podem agregar valor ao corretor perante seus clientes.

71,8% dos entrevistados acham que o profissional que executa um monitoramento detalhado e fornece assessoria quanto às tendências do mercado imobiliário será muito mais respeitado e valorizado pelas imobiliárias.

Para 62%, essa valorização vem do acompanhamento, intermediação e apoio na resolução de situações de atenção com inquilinos.

A definição de preços e negociação de condições comerciais melhores para os clientes pode agregar valor ao corretor na visão de 60,5% dos entrevistados pela Pesquisa CRECISP.

E 56,1% acham que as imobiliárias valorizam os profissionais que validam documentos e qualificam os leads interessados nos imóveis.

Ainda com relação à tecnologia no exercício da corretagem, a visão dos profissionais quanto ao tipo de empresa que mais influenciará o futuro do mercado imobiliário ficou dividida da seguinte forma: 44,3% acham que haverá um domínio das imobiliárias 100% digitais; 27% apostam na grande influência de empresas de anúncios online de imóveis; 17,5% acreditam que a participação das empresas que desenvolvem softwares para esse mercado será decisiva; 4,3% apontam a importância de empresas de aluguel por temporada no mercado imobiliário e 6,9% são da opinião que o mercado imobiliário não será influenciado por empresas digitais.

Para o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto, os resultados mostram que, cada vez mais, os profissionais estão acompanhando as mudanças e buscando atualizar seus conhecimentos, para não ficarem defasados no quesito tecnologia. “Temos que aproveitar dos recursos disponíveis e utilizá-los de maneira adequada, sem que sejamos escravos dessas ferramentas. Ao contrário, são elas que devem trabalhar em nosso favor.”


Os desafios de criar ofertas inovadoras no mercado brasileiro de computação em nuvem

Desde o boom do cloud computing nas empresas brasileiras, criar soluções tailor made tem sido um dos principais desafios dos provedores. Quando uma empresa pensa em ir para a nuvem, ela precisa considerar não só o preço ou a aderência do portfólio de soluções às suas necessidades, mas também deve ter sempre em mente que é essencial contar com um provedor confiável, seguro, transparente, próximo e parceiro, que atue em conjunto para tratar suas demandas. Este desafio incorpora-se à necessidade de que as soluções para cloud devem sempre permitir atualizações e melhorias, já que, além dos sistemas, as ameaças também estão sendo constantemente aperfeiçoadas.

O cenário atual, com o trabalho remoto, também aponta outro requisito que deve ser levado em consideração: é preciso pensar em soluções que podem ser utilizadas em ambientes com conexão limitada com a internet e que permitam a realização de operações-chave de forma offline sem impactar na produtividade das equipes. A disponibilidade também deve ser do tipo “anytime, any device”, pois nem sempre os colaboradores contarão com os endpoints corporativos em seus locais de trabalho remoto.

Essas situações refletem duas necessidades: primeiro, estudar o mercado e conhecer profundamente, por meio de estudos, benchmark e direcionamento, os desafios que a área de TI enfrenta para suportar o cliente final – as áreas de negócio. Em segundo lugar, construir uma cultura focada no usuário todos os dias, seja na criação ou na manutenção das soluções ofertadas, com mindset em causar um impacto positivo na cadeia. Para isso, as empresas devem investir na capacitação dos colaboradores e também na construção de mecanismos mais eficientes para que todos possam, dentro da metodologia adequada, dedicar cada vez mais tempo para pensar em UX.

Na Binario Cloud, por exemplo, nos dividimos em squads que interagem entre si e atuam em mais de duas dezenas de frentes simultaneamente, com a segurança de alocar recursos que vão gerar retorno para a operação e possibilitando o funcionamento síncrono das ferramentas entregues. Atuamos de forma simultânea no desenvolvimento dos produtos e acesso do usuário às novas soluções, passando por todo plano de delivery e sustentação. A versão inicial de cada solução é utilizada para aprendermos mais sobre os usuários.

Assim, quando chegamos no denominador comum, vemos as entregas materializadas – como é o caso do Central, o portal da Binario Cloud. Através dele, nossos clientes iniciam uma jornada para a nuvem que só termina com um pouso seguro. Do nosso lado, trabalhamos orientados pela definição de comportamento, construção de indicadores, coleta de dados, avaliação e tomada de decisões sobre o que evoluir ou eliminar. Nesse sentido, saber do quê abrir mão é tão importante quanto decidir o que deve ser aprofundado.

Esses são alguns fatores que devem ser pensados já na fase do desenvolvimento do produto. As circunstâncias do cenário global atual demandam que as empresas, mais do que nunca,  possam acessar e utilizar a nuvem de forma segura, confiável, rápida e a partir de qualquer dispositivo. Soluções que permitam ajustes remotos, rápidos e precisos com certeza largam na frente daquelas que demandam uma intervenção presencial para problemas mais corriqueiros. Por isso, todo dev precisa ter em mente os desafios do mercado brasileiro na hora de desenvolver uma nova solução cloud-based.

Por fim, os desenvolvedores de soluções para cloud computing devem ter em mente que o trabalho e o compromisso com os clientes nunca termina com a implementação: a assistência técnica e a disponibilidade são fatores tão importantes quanto. Quando o usuário percebe que o provedor está cuidando das suas demandas em todos os aspectos – desde custo, efetividade das soluções, aderência das ofertas, até experiência de uso – o resultado são relações comerciais duradouras, recursos reinvestidos e melhoria contínua.

 


Luiz Fernando de Souza - CBO  da Binario Cloud


Novo marco da minigeração e microgeração distribuída de energia

Em 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio da Resolução Normativa 482 (RN 482), instituiu condições gerais para acesso da microgeração e minigeração ao sistema de distribuição, além de implementar o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, um “sistema no qual a energia ativa injetada por unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída é cedida, por meio de empréstimo gratuito, à distribuidora local e posteriormente compensada com o consumo de energia elétrica ativa”.

A RN 482 apresentou uma inovação à época e permitiu o crescimento da geração distribuída no Brasil. Atualmente o Brasil tem 177,3 GW de potência instalada em sua matriz elétrica, contando com mais 5,8 GW de potência em geração distribuída (equivalente a 3,3 % da potência instalada da matriz elétrica).

O marco iniciado pela RN 482 evolui, mantendo-se a normativa, construção típica de uma agência reguladora, a Aneel, foi alterada pelas Resoluções Normativas 517/2012, 687/2015, 786/2017, fixando em 2015 a revisão da RN482 até 31 de dezembro de 2019. O aperfeiçoamento da RN482, previsto na agenda regulatória 2018-2019 da Aneel, foi instaurado no Processo Administrativo 48500.004924/2010-51, o qual foi objeto da Consulta Pública 20/2018, Audiência Pública 01/2018 e da segunda fase da Consulta Pública sob o número 25/2019.

Estas audiências geraram muitos debates em vista da proposta de cobrança da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição Fio A e B (TUSD) nas diversas alternativas propostas, salientando que a própria RN482 já traz alguns mecanismos de remuneração inicial relativo ao custo de disponibilidade para consumidores do grupo B e da demanda contratada para consumidores do grupo A.

Em virtude de uma movimentação do setor de geração distribuída, mais claramente do setor solar, preocupado com a cobrança de taxas que inviabilizem o setor, em 05/11/2019 o deputado Silas Câmara (PRB/AM) apresenta o Projeto de Lei 5829/2019, que recebeu recentemente substitutivo do deputado Lafayette de Andrada (PRB/MG), apresentado na sessão de 24 de maio de 2021, com previsão de debate no próximo dia 2 de junho de 2021.

O projeto de lei presta-se a instituir o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (já instituído pela Aneel na RN 482), acatando a proposta apresentada na alternativa 1 da agência nacional na Análise de Impacto Regulatório (AIR) apresentada em 2018, entretanto, implementa uma graduação da cobrança utilizando a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para custear a TUSD Fio B por 25 anos das unidades consumidoras já participantes do sistema de compensação, e pelas novas instalações com solicitação de acesso até 12 meses após da data de publicação da lei. Instituindo ainda graduação para os próximos 10 anos na cobrança do TUSD Fio B por meio da CDE para novas unidades consumidoras.

Quem paga a CDE? Essa é uma questão importante que precisa ser respondida para se avaliar adequadamente esta política pública proposta. Atualmente, a CDE é majoritariamente custeada pela Quota Uso, que é o valor repassado por todos os agentes que atendem consumidores finais, cativos e livres, por meio de encargos incluídos nas Tarifas de Uso dos Sistemas de Transmissão (TUST) ou Tarifas de Uso dos Sistemas de Distribuição (TUSD).

Conforme a Resolução Homologatória n° 2.864, de 27 de abril de 2021 Aneel, o orçamento da CDE para o ano de 2021 é de R$ 23.916.722.741,34, dos quais R$ 19.581.206.178,97 decorrem da quota anual da CDE USO, a qual, por exemplo, representa uma obrigação a título de quota anual à Copel DIS de R$ 1.534.490.793,43, valor que será distribuído aos 4,8 milhões de consumidores da Copel DIS durante o ano e que hoje representa ao consumidor dessa concessionária 13,2% do custo da tarifa de energia.

Como o Projeto de Lei n° 5829/2019 não institui limites de potência, nem apresenta uma AIR, especialmente em vista da incerteza do cenário atual, tal projeto, apesar de aparentar um estímulo ao setor, poderá converter-se em um Robin Hood às avessas, subsidiando os que têm possibilidade de instalar a geração distribuída e onerando quem não tem possibilidade de se tornar um “produtor-consumidor”, pensando especialmente em um horizonte de subsídios da ordem de 25 anos.

Importante fixar um ponto de equilíbrio nessa equação, pois o estímulo ao uso de renováveis em um país com uma matriz de energia elétrica invejável (84,8% em 2020 – dados do Balanço Energético Nacional 2021) é desejável, entretanto, não se deve comprometer a sustentabilidade econômica e a modicidade tarifária onerando ainda mais o consumidor cativo, que já arca com muitos encargos setoriais (Conta de Desenvolvimento Energético – CDE, Conta de Consumo de Combustíveis – CCC, Reserva Global de Reversão – RGR, Conta-ACR, Conta Bandeiras – Prêmio de Risco e Conta COVID), pois as concessionárias e permissionárias têm a garantia legal do recebimento.

Um ponto excelente no projeto é a necessidade de projetos sociais -inclusive com previsão de geração remota, o que poderá ser muito positivo - , entretanto, na contramão de outras áreas como a de Petróleo, o projeto não se preocupa com o estímulo do desenvolvimento nacional dessas tecnologias (especialmente a solar), a qual permeia muitas universidades com tecnologias muito mais renováveis do que as do exterior, seja pela produção dos componentes já envolver energia renovável em seu ciclo de vida, seja por incluir tecnologias orgânicas (contribuindo para a reciclagem ou destinação final destes equipamentos).

 


Fabrízio Nicolai Mancini - doutorando em Tecnologia e Sociedade, mestre em Desenvolvimento de Tecnologia, é professor dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia de Energia da Universidade Positivo.


Entenda como a decisão de fechar o aeroporto de Guarulhos prejudica os brasileiros

Tratamos de uma notícia que não é das melhores, mas vai fazer muitos pensarem o que há por trás da decisão de fechar temporariamente um dos mais importantes aeroportos do país, o de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Além de receber milhões de passageiros, o local também movimenta bilhões de reais em cargas.

Para se ter dimensão da importância do aeroporto, no ano de 2019, mais de 43 milhões de pessoas passaram pelo local, sendo mais da metade dos passageiros de voos nacionais. No mesmo ano, mais de 292 mil aeronaves pousaram em Cumbica, sendo que 76 mil foram voos internacionais. Quando falo em bilhões movimentados, não se trata apenas do valor financeiro, mas especialmente no sentido de logística empresarial.

Existe uma série de eventos que podem ocorrer ao fechar um aeroporto, entre eles, é necessário pensar nos milhares de funcionários, entre pilotos, comissários, mecânicos e os responsáveis pela manutenção do local, todas as pessoas envolvidas em atendimento e até mesmo os trabalhadores de lojas e restaurantes, além dos seguranças, Polícia Federal e Civil, etc. Esse é um negócio que gera empregos diretos e indiretos, existe uma cadeia produtiva inteira dependente do serviço prestado por esse campo e que serão prejudicados com o fechamento.

Desde o ano passado eu venho falando sobre a possibilidade de ter mais negócios quebrados do que mortos pela pandemia e, de fato, isso vem ocorrendo. As pessoas estão muito preocupadas em saber quem foi o culpado: governo federal, governo estadual ou prefeitos, mas isso não importa. O que realmente importa é que o país ainda não tomou as providências corretas para evitar esses problemas e achar um culpado também não os resolverá.

A solução é a conscientização coletiva; é fundamental que as pessoas entendam que este não é o momento de ir à festas, passar o feriado na praia ou aglomerando em diversos locais. Nos Estados Unidos quase todos os estados já estão abertos e, no Texas, alguns estabelecimentos até mesmo pedem para que as pessoas tirem a máscara por questões de segurança. Estamos usando os equipamentos de proteção por excesso de cautela, visto que a maioria das pessoas já tomou as duas doses da vacina e fizeram testes para garantir a imunidade.

Com tudo isso, voltam as questões relacionadas à culpa, que pode ser da empresa aérea, que não fiscalizou os passageiros que poderiam transmitir o vírus; da Anvisa, ou do próprio passageiro que não teve consciência ao viajar; afinal, o ideal é que cada pessoa realize o teste antes de entrar no avião para evitar contaminar outras pessoas. Além disso, vale ressaltar que tanto os governos federal e estadual, quanto a prefeitura de Guarulhos têm culpa nesse quesito.

O preço a ser pago é fechar o maior aeroporto do país por 15 dias, causando um enorme prejuízo. Durante esse período, também é possível que o preço de diversos produtos passe a aumentar nos meses seguintes devido à escassez.

A consequência dessa decisão inviabiliza especialmente a vida de empresários, que acabam pagando a conta, além dos cidadãos de classe média (alta ou baixa), que não possuem isenção de impostos que serão cobrados após o fechamento de Cumbica. Certamente, a vida da população brasileira seria muito melhor se não houvesse tanta vaidade política e disputas por poder no país.

 


Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br.  Toledo também possui um canal no YouTube com quase 110 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB São Paulo e Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB Santos.

 

Toledo e Advogados Associados

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