Além do plantio de
centenas de árvores, o PAVS CEJAM já coletou 30 toneladas de resíduos especiais
na capital paulista
A restauração de ecossistemas é o tema proposto
pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2021 em celebração ao Dia Mundial
do Meio Ambiente, em 5 de junho. Neste contexto, a entidade pretende gerar
conscientização para o plantio de árvores, criação de cidades verdes,
restauração de jardins, mudança na alimentação e limpeza de rios e
encostas.
Este é exatamente parte do trabalho desenvolvido
pelo Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS),incorporado, em 2015, pelo
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, com a finalidade de
desenvolver projetos que favoreçam a educação ambiental, promoção de saúde e a
prevenção de doenças.
“A revitalização de espaços públicos, criação de
hortas com o incentivo da alimentação saudável, gerenciamento de resíduos
sólidos, convivência saudável com os animais, processos de trabalho
sustentáveis e o acesso à cultura e comunicação, estão entre os principais
pilares do trabalho que desenvolvemos”, explica Everton Tumilheiro Rafael,
gestor local do PAVS CEJAM.
Presente em 30 Unidades Básicas de Saúde dos
bairros Jardim Ângela e Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo, sob gestão do
CEJAM, o programa, criado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, se
propõe a promover mudanças que façam a diferença na vida das pessoas que passam
por ele e, consequentemente, na forma como elas se relacionam com o meio
ambiente.
“Essa transformação acontece desde um simples
abraço a um catador, que é marginalizado pela sociedade, até nos resultados de
diminuição de casos de dengue em um território”, compartilha o gestor.
O programa quer mostrar que as práticas
sustentáveis não precisam ser complexas. Com pequenas atitudes como separar o
lixo corretamente, economizar água e energia elétrica, cuidar melhor dos
espaços públicos e dos animais, já é possível tornar o mundo um lugar mais
agradável para todos.
Ações desenvolvidas pelo PAVS CEJAM
Por meio do Projeto “Devolva-me”, o programa já
coletou mais de 20 toneladas de óleo de cozinha usado; cinco toneladas de lixo
eletrônico; mais de quatro toneladas de pilhas e baterias usadas e cerca de
três toneladas de radiografias obsoletas.
Ao longo de seis anos, o PAVS já realizou cerca de
150 mil visitas socioambientais domiciliares, revitalizou mais de 100 espaços
públicos e plantou, com o apoio de crianças e adultos da comunidade, mais de
1.500 árvores, bem como implementou 50 hortas em ações como o “Encontro de
Horteiros”, criado para unir pessoas que já conhecem ou têm o desejo de
aprender sobre o assunto.
Segundo Everton, o programa também foi responsável
por mudanças significativas nas UBS, com a implantação de coleta seletiva
pública nas 30 unidades, além da erradicação do uso interno de copos
descartáveis em boa parte delas. Outro destaque foi a implantação de sistemas
de captação de água de chuva para fins não potáveis em dez unidades.
Como forma de agradecimento e cuidado aos catadores
de materiais recicláveis da região, o programa fortaleceu o acompanhamento
médico a estas pessoas, tendo em vista os desafios desses profissionais no
cuidado com a saúde. Até o momento, cerca de 300 pessoas são acompanhadas.
Cuidados com o meio ambiente durante a pandemia
Apesar dos impactos causados pela pandemia, é
possível perceber como positivas algumas mudanças que o novo momento tem
trazido à vida das pessoas. “Mesmo com o momento caótico em que vivemos,
esperançosamente, algumas pessoas têm aproveitado a pandemia para tornar seus
hábitos mais saudáveis e sustentáveis, buscando cultivar em pequenos espaços,
se relacionando melhor com seus animais, evitando o consumismo excessivo”,
observa Rafael.
“Cuidar do meio ambiente vem da premissa de que não
estamos sozinhos no mundo. Aprender a ter bons hábitos de higiene, respeitar o
espaço do outro, se alimentar melhor e saber conviver com todos os animais são
algumas das práticas que podem contribuir para evitarmos desastres ambientais e
garantir que as futuras gerações tenham um mundo saudável para viver”,
finaliza.
CEJAM - Centro de Estudos e
Pesquisas “Dr. João Amorim”