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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Índice de obesidade no Brasil não para de crescer


Entenda as causas do aumento da obesidade no país e como tratar


A obesidade tem crescido no Brasil nos últimos anos. Segundo dados divulgados pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção Para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018), a taxa de obesidade do país cresceu de 11,8% para 19,8% entre 2006 e 2008. Os estudos ainda mostraram que 55,7% dos brasileiros tem o Índice de Massa Corporal (IMC) acima do valor ideal segundo os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Causas da obesidade

Uma alimentação de qualidade com uma dieta equilibrada é essencial para evitar a obesidade. “Os hábitos alimentares têm grande influência no aumento de peso. Com tempo reduzido para comer devido a rotina acelerada e o consequente aumento do consumo do fast food, recebemos uma bomba calórica em nosso organismo”, afirmou o especialista em gastroenterologia e nutrologia Bruno Sander.

Essa aceleração da sociedade também contribui para noites mal dormidas que contribuem para obesidade. “A falta de um horário fixo para dormir, o aumento do estresse ocasionado pela rotina e o tempo no celular contribuem para a baixa qualidade do sono, que influencia diretamente no funcionamento do organismo em relação às gorduras” afirmou o especialista.


Tratando a doença

A obesidade traz riscos à saúde, colaborando para o aumento de doenças como diabetes e hipertensão.  Por isso, é importante investir em uma mudança radical de hábitos para ter melhor qualidade de vida. “A reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos são etapas necessárias para perder peso. A orientação profissional durante esse processo ajuda o paciente tratado a escolher a melhor estratégia que resultará na melhora da condição que ele se apresenta”, afirmou Bruno Sander.





 Fonte: Bruno Sander Queiroz, médico cirurgião endoscopista, especialista em gastroenterologia, nutrologia e tratamentos de obesidade. É médico e diretor do Hospital Dia Sander Medical Center, em Belo Horizonte (www.sandermedicalcenter.com.br).



SBD alerta que níveis elevados de colesterol podem ser nocivos a crianças com diabetes


Entidade salienta que exames periódicos de aferição do colesterol e hábitos saudáveis são os melhores caminhos para prevenção de doenças vasculares


Neste 08 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Colesterol, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), junto à Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), alerta para o risco que o tão temido colesterol elevado oferece a crianças com diabetes. As instituições apontam ainda quais os índices de colesterol são recomendados para a população pediátrica como mantê-los equilibrados.

A Dra. Maria Helane Gurgel, endocrinologista e membro do Departamento de Doença Cardiovascular da SBD, explica que o diagnóstico de dislipidemia (alteração no metabolismo dos lípides ou “gordura”) é realizado com maior frequência em pacientes com diabetes na idade adulta, uma vez que o tipo de diabetes mais relacionado ao desenvolvimento conjunto de dislipidemia é o tipo 2, no qual há uma herança familiar bem relevante. No entanto, mesmo sabendo que, em crianças, o diabetes tipo 1 é o mais frequente, é importante salientar que níveis elevados de colesterol podem ser nocivos à população pediátrica com diabetes, independente do tipo de classificação (tipo 1 ou 2).

Em pessoas com diabetes, o LDL-c (o colesterol ruim) apresenta tamanho e comportamento diferentes. Deste modo, ainda que não esteja em níveis tão elevados, pode se depositar em vasos arteriais e iniciar processos inflamatórios com possibilidade de obstrução da circulação arterial. “O risco de um colesterol elevado é o depósito de gordura na parede dos vasos, que pode ser um ponta pé inicial para disparar a cascata da inflamação, da coagulação e interrupção da circulação.  Quando a circulação é interrompida no coração, por exemplo, pode gerar infarto; no cérebro, AVC; além disso, pode haver acometimento da circulação dos membros inferiores, por vezes acompanhada da neuropatia diabética, por isso é necessário avaliar e cuidar corretamente,  afirma”.

A melhor maneira de aferir o colesterol no organismo é por meio da avaliação do perfil lipídico que considera o Colesterol Total, o LCL-c, HDL-c e Triglicerídeos. As crianças diagnosticadas com diabetes devem fazer essa avaliação após o diagnóstico, independente da idade. Para as demais, recomenda-se que a primeira avaliação ocorra entre 9 e 12 anos de idade.

Em crianças as metas recomendadas no perfil lipídico são:

- Colesterol total menor que 170mg/dL;

- LDL-c menor que 110mg/dL;

- HDL-c maior que 45mg/dL;

- Triglicerídeos* de 0-9 anos: menor que 75mg/dL com jejum; menor que 85mg/dL sem jejum; de 10-19 anos: menor que 90mg/dL com jejum e menor que 100mg/dL sem jejum.


A Dra. Maria Helane salienta que para evitar a combinação nociva de diabetes e colesterol fora de controle, os pequenos devem ter uma vida ativa fisicamente (pelo menos, 150 min/semana de atividades); alimentação rica em frutas, legumes e verduras; preferir alimentos com maiores teores de fibras; consumo moderado de carboidratos (respeitando a recomendação médica e nutricional de cada paciente); baixa ingestão de alimentos gordurosos, sobretudo os com altas taxas de gordura saturada; evitar alimentos que apresentem gordura trans em sua composição.

“Doenças como a obesidade, o diabetes e a síndrome metabólica podem contribuir para a elevação do colesterol no organismo, por isso um estilo de vida saudável é uma importante forma de prevenção. Os pais, caso tenham histórico familiar de diabetes ou mesmo colesterol alto na família, devem avisar ao pediatra para que ele possa rastrear se a criança tem potencial para desenvolver a doença. Também é responsabilidade dos pais compartilhar o histórico familiar para que os filhos se desenvolvam da melhor forma possível”, conclui.





SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes

Esclerose múltipla já afeta 40 mil brasileiros


A esclerose múltipla afeta 40 mil brasileiros na faixa etária mais ativa da vida – entre 20 e 40 anos são afetados pela Esclerose Múltipla (EM). Ainda assim, é pouco conhecida entre os cidadãos.

Justamente por isso, amplo processo de conscientização vem sendo promovido por entidades médicas, como a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) permanentemente, com ênfase em todo mês de agosto, batizado de Agosto Laranja.

A ideia é criar laços entre as pessoas afetadas pela Esclerose Múltipla e as pessoas envolvidas na investigação científica e social sobre a doença.
A esclerose múltipla é uma enfermidade neurológica autoimune e pode afetar diversas partes do sistema nervoso central (cérebro, cerebelo, tronco cerebral e medula).

“Dependendo da área afetada, o paciente pode ter alteração da visão, amortecimento ou perda de força em uma parte do corpo, entre outros sintomas. Estes sinais duram mais de 24 horas e nós os denominamos como surto, que são a característica da doença”, destaca a neurologista Mônica Parolin, membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Ela informa que o diagnóstico é de extrema importância para dar início ao tratamento o mais rápido possível. Atualmente existem vários tipos de tratamento, no entanto, a indicação de qual deles melhor se adequa a determinado paciente depende das especificidades de cada paciente, pois são muitas variáveis e a decisão deve ser tomada entre o neurologista e o enfermo.

“É preciso lembrar que a maioria dos pacientes possui uma vida normal ou bem próxima disso. É imprescindível conscientização da população e da classe médica para a doença que ainda não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada, principalmente no início”, ressalta a neurologista.

“Hoje as pesquisas são inúmeras e eu falo sempre aos meus pacientes que é expressamente proibido não ter esperança”, conclui, Mônica Parolin.


O que pais precisam saber para serem cumplices de suas filhas em todas as fases



A ginecologista, obstetra e mastologista Dra Fernanda Torras dá informações valiosas para os pais não serem pegos de surpresa


Para muitas famílias, tocar em certos assuntos com os filhos é difícil e constrangedor, tanto para os pais, quanto para os filhos – que morrem de vergonha. Agora imagine um pai solteiro ter que falar com a filha sobre higiene íntima, menstruação e sexo.

Os homens modernos estão cada vez mais presentes em todas as fases dos filhos, e, normalmente, a relação deles com as filhas é de maior cuidado e proteção. Por isso, para que essa cumplicidade esteja presente desde o primeiro dia de vida da “princesinha do papai”, é importante que eles saibam como cuidar e orientar suas meninas, especialmente para aqueles que fazem papel de pai e mãe.

Para ajudar a orienta-los, a Dra Fernanda Torras, ginecologista, obstetra, mastologista e mãe, separou algumas dicas e informações importantes para que os papais não sejam pegos de surpresa.


Bebês:

É extremamente importante saber como fazer a higiene correta na hora do banho e nas trocas de fraldas: “No banho, a genitália da bebê deve ser lavada com as mãos limpas e sabonete neutro - glicerina é uma boa escolha - ou sabonetes suaves para bebê. Deve-se afastar com cuidado os grandes lábios para tirar as secreções, sem esfregar ou fazer pressão, e somente externamente. Após o banho, enxugar com toalhas secas e limpas, sem friccionar”, orienta.

Caso os pais notem um pequeno acúmulo de secreção esbranquiçada e leve sangramento rosado, Dra. Fernanda tranquiliza: “Isso é comum e ocorre devido a estimulo hormonal”.

As trocas de fraldas devem ser feitas após cada xixi ou cocô, pois, muitas vezes há acidez e irritação da vulva por ph de sucos de frutas ou mesmo assadura das fraldas: “Neste caso, há possibilidade de usar pomadas na região mais avermelhada, somente externamente”, recomenda.

A limpeza pode ser feita com lencinhos sem álcool, algodão umedecido ou lavagem com água morna, sempre com cuidado para higienizar a vulva e a região anal separadamente, trocando o lencinho ou algodão. Ao lavar é preciso que o fluxo de água seja direcionado da vulva para o ânus, e nunca o contrário.


Desfralde:

Quando a criança já desfraldou, a missão é ensinar sobre a auto-limpeza após usar o banheiro.  É fundamental que o pai converse desde cedo com a menina e a oriente a limpar a região sempre da vulva para o ânus. Até que ela saiba fazer a higiene corretamente, o pai precisa estar presente para supervisionar e auxiliar quando necessário, pois o descuido frequente ou recorrente pode provocar vulvovaginites, corrimentos e até infecções urinárias: “Hoje existem lencinhos sem álcool próprios para higiene após uso de banheiros. Essa é uma ótima opção para as meninas e até um incentivo por se tratar de algo diferente para as crianças”, conta.


Banho:

As meninas que tomam banho sozinhas também tem que ser ensinadas a se lavar com as mãos, afastando os grandes lábios para que toda a vulva seja limpa com sabonetes de ph neutro, glicerina ou infantis suaves. Nessa idade, ainda não é liberado o uso de sabonetes íntimos.
Trocar a calcinha também é importante: “Recomenda-se a troca 2 vezes ao dia para evitar acúmulo de secreções e proliferação de fungos e bactérias”, explica.


Pré-adolescência e adolescência:

Finalmente chegam as fases mais delicadas (e temidas pelos pais), onde os hormônios começam a se manifestar e uma série de mudanças no corpo e comportamento das meninas passam a ocorrer.


Menstruação

A idade da primeira menstruação varia, mas o comum é ocorrer entre 11 e 13 anos. Após o primeiro ciclo menstrual, o pai deve saber orientar quanto a frequência de trocas de absorventes - a cada 4 horas como ideal – e sobre a higienização da vulva antes da troca, para que retire ao máximo o acumulo de sangue e evite proliferação de fungos e bactérias: “Pais habilidosos podem ajudar suas filhas instalando uma ducha higiênica no banheiro para que esse cuidado seja mais completo. Dar lencinhos humedecidos para que as meninas levem em suas bolsas e mochilas também é importante”, aconselha.

Falar sobre todos esses assuntos vai exercitar muito o jogo de cintura dos pais, mas para que isso não seja um constrangimento para ninguém, a dica é conversar sobre tudo e não criar barreiras ou tabus em volta de nenhum tema. Os pais tem que entender que suas filhas estão seguindo o caminho natural da evolução e tratar tudo com naturalidade. Como consequência, as filhas terão liberdade e confiança para procura-los e tirar dúvidas.


Sexo

Todo esse “treinamento” será colocado à prova quando chegar a hora de falar sobre sexo. Nessa hora toda e qualquer vergonha deve ser deixada de lado, pois a informação é a ferramenta mais importante para prevenir doenças e situações indesejadas, como uma gravidez precoce: “Uma dificuldade é saber o momento correto de abordar este assunto. Para fazer essa avaliação tem que estar ligado nas atividades da filha. Saber quais programas e canais de YouTube ela assiste, sites que ela gosta, pessoas que segue em suas redes sociais e conhecer o grupo de amigos. Caso o pai ache que alguma coisa esta errada, deve tomar a iniciativa da conversa, mas sempre que possível, é bom deixar com que ela puxe o bate papo, pois dessa forma vai estar aberta para receber as informações. Ouvir e estar disponível é a melhor dica”, afirma.

Outra coisa que aflora na adolescência também é a identidade de gênero e sexualidade: “Caso isso aconteça, o diálogo será mais fácil e aberto se o pai iniciar a conversa demonstrando aceitação na condição”.

Estudos mostram que, ao ser pai de uma menina, o homem passa a ter mais empatia sobre igualdade de gênero e combatendo o sexismo no diálogo e atitudes. Isso porque consegue transpor a filha sobre a igualdade entre os sexos na sociedade e a capacidade da mulher na sociedade, construindo auto-estima e fortalecendo psicologicamente a menina: “As filhas mulheres são amigas, companheiras, precisam falar e ser ouvidas. São emotivas (cuidado com o que fala), precisam sentir que são acolhidas e protegidas, e o papel do pai é de grande importância no desenvolvimento da mulher”, finaliza Dra. Fernanda.






Dra Fernanda Torras - CRM 130332 - RQEs 72295 e 72296 - Com formação pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, aperfeiçoamento em mastologia e oncoplástica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, especializações em ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia, Dra. Fernanda Torras é uma equipe multidisciplinar em uma só pessoa. Atualmente, Dra. Fernanda também é muito requisitada pelas redes sociais. Com mais de 10 mil seguidores em seu perfil de Instagram, leva diariamente informações de forma descomplicadas às pessoas sobre temas que, mesmo muito disseminados, ainda geram diversas dúvidas: gravidez, contraceptivos, câncer, implantes hormonais, entre vários outros.

Saiba a importância da vacinação em todas as fases da vida



Você sabe qual a importância da vacinação em todas as fases da vida? As vacinas reduzem o risco de infecção, evitam o agravamento de doenças, internações e até mesmo óbitos, estimulando as defesas naturais do corpo, ajudando-o a desenvolver a imunidade.1,3 Além disso, quando altas coberturas vacinais são atingidas, os efeitos benéficos da vacinação contra algumas doenças não estão limitados somente às pessoas que foram imunizadas.4 A vacinação em massa permite, não somente proteção individual, mas também a proteção de toda a população, reduzindo a incidência de doenças e impedindo a transmissão para pessoas suscetíveis.4

O Calendário Nacional de Vacinação, do Ministério da Saúde, contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos e gestantes. Ao todo, são disponibilizadas gratuitamente 19 vacinas para mais de 20 doenças como meningite, pneumonia, coqueluche e gripe, cuja proteção inicia ainda nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida.1,5

“A vacinação é um dos principais métodos de prevenção e qualquer desconforto causado por uma vacina é, geralmente, menor do que o risco de se contrair uma doença. Não se vacinar e impedir a imunização de crianças e adolescentes pode causar aumento da morbidade e da mortalidade, e enormes problemas para a saúde pública, como o ressurgimento de doenças graves ou o retorno de agravos de forma epidêmica, como a poliomielite, o sarampo, a rubéola, entre outros”, alerta o Dr. Jessé Alves (CRM 71991 SP), infectologista e gerente médico de vacinas da GSK.

Segundo o Ministério da Saúde, a população pode se vacinar gratuitamente nas mais de 36 mil salas de vacinação localizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. Para isso, basta comparecer a um posto de saúde com o cartão de vacinação em mãos.5 “Caso tenha perdido o cartão de vacinação, a orientação é procurar um posto de saúde onde recebeu as vacinas, tentar resgatar o histórico, e refazer uma nova caderneta. Mas, é importante frisar que a falta da caderneta não impede a vacinação. Mesmo sem a caderneta, a população pode e deve se imunizar”, orienta Dr. Jessé Alves.


Calendário Vacinal

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano.6

O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para todas as fases da vida, desde recém-nascido a idoso, como BCG (para prevenção de formas graves de tuberculose em crianças); Hepatite B; VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral contra poliomielite – paralisia infantil); Pneumocócica (contra a infecção por pneumococo que causa meningite, pneumonia e infecção de ouvido - otite); Meningite Meningocócica pelo sorogrupo C (conjugada); Febre Amarela; Hepatite A; Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela - catapora); entre outras.1,7

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) possuem calendários de vacinação com recomendações que complementam o PNI, abrangendo também vacinas que atualmente só estão disponíveis na rede privada para a imunização de crianças, jovens, adultos, gestantes e idosos. 7-10


Meningite Meningocócica

Uma doença séria que merece atenção, e que pode ser prevenida pela vacinação, é a meningite meningocócica.11-13

Diferentemente do que muitos acham, a meningite meningocócica não é uma doença só de criança. Até 23% dos adolescentes e adultos jovens podem ser portadores da bactéria e podem transmití-la para outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias, sem necessariamente desenvolver a doença.12,16-18

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registrados 1.129 casos de doença meningocócica no Brasil, sendo que as regiões Sudeste (597 casos) e Sul (227 casos) apresentaram os maiores números de casos notificados.11 Considerada uma doença endêmica no Brasil, com casos esperados ao longo de todo o ano14, a meningite meningocócica é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito. A vacinação é uma das melhores formas de prevenção contra a doença.12,13 Outras formas para a prevenção incluem evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.14

Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos 5 sorogrupos mais comuns no Brasil, as vacinas contra a meningite meningocócica causada pelo tipo B e as vacinas contra os tipos A, C, W e Y.8-11,13,15 A vacina contra os tipos A, C, W e Y, por exemplo, é recomendada nos calendários das sociedades médicas a partir dos 3 meses de idade, bem como para jovens e adultos (dependendo da situação epidemiológica).8-10 A vacina para a prevenção da meningite meningocócica causada pelo tipo B é recomendada a partir dos 3 meses de idade pelas sociedades médicas.8-10

Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é disponibilizada para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.7





GSK






Referências:
  1. BRASIL. Ministério da Saúde. A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir doenças. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52650-a-vacinacao-ainda-e-a-melhor-forma-de-prevenir-contra-doencas>. Acesso em: 28 maio 2019.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Brasil adota “imunização e vacinação” como tema do Dia Mundial da Saúde. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45339-brasil-adota-imunizacao-e-vacinacao-como-tema-do-dia-mundial-da-saude>. Acesso em: 28 maio 2019.
  3. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Protect your baby with immunization. Disponível em: <https://www.cdc.gov/features/infantimmunization/index.html>. Acesso em: 28 maio 2019.
  4. MINISTRY OF HEALTH. New Zealand Immunisation Handbook 2011. Wellington: Ministry of Health: 2011. 481 p. Disponível em: <http://www.moh.govt.nz/notebook/nbbooks.nsf/0/b67e77772caca07ccc2578f00080c593/$FILE/ImmunisationHandbook2011-v3.pdf>. Acesso em: 28 maio 2019.
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação: quais são as vacinas, para que servem, por que vacinar, mitos. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/vacine-se>. Acesso em 28 maio 2019.
  6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. SBP e CFM alertam a população e os médicos para a necessidade de estar com o calendário de vacinação em dia. Disponível em: <http://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-e-cfm-alertam-a-populacao-e-os-medicos-para-a-necessidade-da-estar-com-o-calendario-de-vacinacao-em-dia/>. Acesso em: 28 maio 2019.
  7. BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação 2019. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/geral/calendario_vacinacao_2019.pdf>. Acesso em: 28 maio 2019.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2019. Disponível em: <https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273m-DocCient-Calendario_Vacinacao_2019-ok1.pdf>. Acesso em: 28 maio 2019.
  9. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário vacinal SBIm 2019/2020: do nascimento aos 19 anos (atualizado em 27/05/2019). Disponível em: <https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-pg-crianca-adolesc-0-19.pdf>. Acesso em: 31 maio 2019.
  10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário vacinal SBIm 2019/2020: dos 20 anos à terceira idade (atualizado em 22/05/2019). Disponível em: <https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-pg-adulto-20-ou-mais.pdf>. Acesso em: 31 maio 2019.
  11. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites "REGIÃO DE NOTIFICAÇÃO" para Linha, "SOROGRUPO" para Coluna, "CASOS CONFIRMADOS" para Conteúdo, "2018" para Períodos Disponíveis, "MM", "MCC" e "MM+MCC" para Etiologia, e "TODAS AS CATEGORIAS" para os demais itens. Base de dados disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/meninbr.def>. Acesso em: 04 jun. 2019.
  12. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal meningitis. Disponível em: <www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis>. Acesso em: 28 maio 2019.
  13. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Doença meningocócica (DM). 2019. Disponível em: <https://familia.sbim.org.br/doencas> Acesso em: 28 maio 2019.
  14. PORTAL DA SAÚDE. Meningite: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. 2019. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites>. Acesso em: 05 jun. 2019.
  15. PORTAL ANVISA. Aprovado registro de nova vacina contra meningite B. 2019. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=5288060&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=aprovado-registro-de-nova-vacina-contra-meningite-b&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fresultado-de-busca%3Fp_p_id%3D3%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D1%26_3_groupId%3D0%26_3_keywords%3Dtrumenba%26_3_cur%3D1%26_3_struts_action%3D%252Fsearch%252Fsearch%26_3_format%3D%26_3_formDate%3D1441824476958&inheritRedirect=true>. Acesso em: 28 maio 2019.
  16. CASTIÑEIRAS, TMPP. et al. Doença meningocócica. In: CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Disponível em: <http://www.cives.ufrj.br/informacao/dm/dm-iv.html>. Acesso em: 28 maio 2019.
  17. ERVATI, M.M. et al. Fatores de risco para a doença meningocócica. Revista Científica da FMC, 3(2): 19-23, 2008.
  18. CHRISTENSEN, H. et al. Meningococcal carriage by age: a systematic review and meta-analysis. Lancet Infect Dis, 10(12): 853-61, 2010.

Como o colesterol prejudica a saúde cardiovascular



No dia 8 de agosto, é comemorado o Dia de Combate ao Colesterol no Brasil. Esta data foi criada para a conscientização e prevenção das doenças cardiovasculares, que são as maiores causas de mortalidade em nosso país e no mundo inteiro. 

Apesar de também aparecer por fatores genéticos, a maior causa do aumento do colesterol ruim em nosso organismo está ligado aos nossos hábitos diários. Infelizmente, a lista do que faz o mau colesterol subir não é tão incomum: má alimentação, sedentarismo, obesidade e sobrepeso, tabagismo e diabetes. O estilo de vida moderno muitas vezes nos faz recorrer a uma alimentação ruim por sua praticidade e pelo seu sabor atrativo. Mas nem tudo que reluz é ouro, já dizia o ditado popular. A maioria destes alimentos são pobres em nutrientes, muitas vezes não passando de gorduras e carboidratos. Como se não bastasse, ainda damos pouca prioridade para as atividades físicas, o que faz o peso aumentar e as taxas de colesterol também. 

Mas, há um problema a ser levado em consideração: a gordura que inevitavelmente se acumula no interior das artérias. Com o passar do tempo, o colesterol forma placas de gorduras nos vasos, chamamos esta condição de aterosclerose. Mas, caso as taxas do mau colesterol continuem altas, as chances destas placas obstruírem a passagem de sangue é enorme. Dependendo de onde a artéria se feche, podemos acabar sofrendo um infarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral, quando a circulação de sangue para. 

Aí vem mais um fato alarmante: o colesterol é uma condição silenciosa e assintomática, em outras palavras, não existe nenhum sintoma físico que dê um alerta sobre sua presença. Somente um exame de sangue pode detectar as altas taxas do mau colesterol no organismo.  


A importância do check-up anual 

O check-up cardiovascular regular é indispensável. Nele, além do hemograma completo para checar as taxas de colesterol e glicemia, ainda é realizado vários exames que podem identificar qualquer anormalidade na saúde cardiovascular. Entre eles, o teste ergométrico e o ecocardiograma são os mais comuns. O teste ergométrico avaliará as condições cardiológicas durante o esforço, onde acompanhamos as frequências cardíacas e a pressão arterial antes e depois do paciente caminhar pela a esteira. 


Prevenção do alto colesterol

O melhor tratamento para o colesterol é a prevenção: evite alimentos gordurosos, industrializados e fastfood; faça uma visita semanal no hortifrúti e inclua legumes, verduras e frutas na sua alimentação; aumente a ingestão de fibras em suas refeições; saia do sedentarismo e pratique atividades físicas regulares; não fume.





Dr. Élcio Pires Júnior - coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro - Rede D'or - Osasco, e coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital Bom Clima de Guarulhos. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.     

Manter a forma pode reduzir o risco de glaucoma


Novos dados fornecem evidências epidemiológicas de que praticar atividade física e estar em forma reduz o risco de desenvolver glaucoma


Fazer atividade física e estar fisicamente em forma pode reduzir o risco de desenvolver glaucoma em 40% a 50%, sugere uma pesquisa recente.

Entre quase 10.000 pessoas, participantes de um estudo de longo prazo, mesmo aquelas que se exercitaram menos do que os 150 minutos, recomendados por semana, tiveram um risco menor de glaucoma do que aquelas que eram completamente sedentárias, observam os autores do estudo na revista Medicine and Science in Sports and Exercise.

“O glaucoma é um dos distúrbios oculares mais comuns. É causa de perda da visão, no entanto, não sabemos muito sobre como prevenir a doença”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

O glaucoma provoca dano ou lesão do nervo óptico. Os tratamentos atuais visam reduzir a pressão intraocular. Estudos anteriores já haviam observado que a atividade física reduz essa pressão.

“É importante promover a atividade física para prevenir o glaucoma, além dos benefícios na prevenção de outras doenças crônicas, como infarto, diabetes e câncer”, defende a especialista em glaucoma do IMO, a oftalmologista Márcia Lucia Marques.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 9.519 homens e mulheres na Cooper Clinic, em Dallas, Texas, entre 1987 e 2005. Os participantes do estudo tiveram sua atividade física semanal registrada e sua aptidão cardiovascular foi medida com um teste em esteira.

Os pesquisadores descobriram que 128 novos casos de glaucoma ocorreram durante o período médio de acompanhamento de seis anos. As pessoas que seguiram as diretrizes de atividade física (150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada e dois dias de exercícios resistidos a cada semana) apresentavam um risco 50% menor de glaucoma do que aquelas que não registraram atividade física no lazer ou durante a semana. Além disso, as pessoas com os melhores resultados de aptidão cardiovascular na esteira apresentavam um risco 40% menor de glaucoma do que aquelas com os níveis mais baixos de aptidão física.

“Ser fisicamente ativo e altamente apto está ligado a um menor risco de glaucoma. A magnitude de um risco reduzido de 40-50% de desenvolver glaucoma por ser ativo e estar em forma é surpreendente, e pode ser um dos fatores mais fortes na prevenção do glaucoma, além do envelhecimento”, afirma Marcia Marques.


A atividade física também pode ajudar os portadores de glaucoma com problemas de saúde mental relacionados, como depressão e ansiedade.

“Mas para aqueles com alto risco de desenvolvimento de glaucoma, incluindo uma história familiar, exames oftalmológicos regulares para detectar a doença precocemente e iniciar o tratamento são provavelmente mais importantes do que apenas manter a forma”, defende a oftalmologista Marcia Marques.




IMO-Instituto de Moléstias Oculares

Leite materno é capaz de reduzir riscos de hipertensão, colesterol e diabetes



Já se sabe que o aleitamento materno é importante para o desenvolvimento saudável do bebê por ser um alimento completo que, além de conter todos os nutrientes fundamentais para os primeiros meses de vida e saciar a fome e a sede da criança, também é o responsável pela criação de anticorpos, que fortalecem a imunidade.

De acordo com a enfermeira Célia Cristina Colona Rodrigues Simões, supervisora do Programa Gestação Segura do GNDI, o aleitamento materno é um dos principais responsáveis pela redução da morbidade infantil, desenvolvimento cognitivo e prevenção de doenças. “É por isso que a Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês sejam amamentados nos primeiros seis meses de vida e, se possível, até os dois anos de idade”, destaca.
Para Evelyn Martins Guedes, enfermeira do Programa Gestação Segura, o primeiro leite dado ao bebê se chama colostro e funciona como se fosse a primeira vacina agindo contra infecções e fortalecimento da imunidade. “Ele é rico em anticorpos e essencial para a proteção nos primeiros dias de vida”.
Segundo a Nutricionista do Gestação Segura, Anne Caroline, não existe comprovação que alguma comida ou bebida aumente ou reduza a produção de leite materno. ‘’ O que determina a produção de leite é a quantidade de vezes que o bebê mama no peito ou quanto mais a mãe esvazia suas mamas. Ou seja, quanto mais o bebê mamar, mais leite a mãe terá’’
As mães de primeira viagem podem confundir ou não saber a diferença entre colostro e leite. “Geralmente, o colostro começa a ser produzido pelo corpo nos últimos três meses de gestação, mas também é normal quando aparece apenas no fim da gravidez ou, até mesmo, após o parto”, esclarece Célia. 

O leite materno, que tem o papel de continuar o processo do colostro, também é responsável por diminuir riscos de hipertensão, diabetes e colesterol e até 22% a chance de sobrepeso e obesidade. Além disso, a amamentação traz prazer tanto para o recém-nascido quanto para a mãe “Os olhos nos olhos e o contato contínuo entre mãe e filho, certamente, fortalecem os laços afetivos, criam espaço para a troca de afeto, intimidade e sentimentos de segurança e proteção na criança, bem como de autoconfiança na mãe”, revela a enfermeira Evelyn , especialista em aleitamento, explicando os inúmeros benefícios desse momento.

Para o processo fisiológico da amamentação acontecer, é importante que a condição psicológica da mãe esteja estabilizada, pois com a chegada do neném ocorrem, também, turbilhões de sentimentos e sensações que impactam nos hormônios responsáveis pela produção do leite: a prolactina e ocitocina. No cérebro, também está a adrenalina, que pode dificultar que o leite saia e, por isso, a importância de manter o equilíbrio psicológico.

Agosto Dourado
Agosto é o mês dedicado à promoção e intensificação de ações de apoio ao aleitamento materno. O tema escolhido para este ano é “Amamentação: a base da vida”, que tem como objetivo conscientizar sobre a importância e os benefícios da amamentação.
Saúde em Pauta 
Estes cuidados e orientações foram apresentados no dia 06 de agosto, no encontro “Saúde em Pauta” – promovido mensalmente pelo Grupo NotreDame Intermédica em suas Unidades de Medicina Preventiva – QualiVida. O tema deste mês foi “ALEITAMENTO MATERNO”. Nestas oportunidades, beneficiários e convidados participam de palestras e debates com especialistas de diferentes áreas.  

Compartilhando e incentivando hábitos saudáveis 
O Grupo NotreDame Intermédica mantém em seu canal no YouTube diversos vídeos com dicas e orientações valiosas que visam melhorar a qualidade de vida e auxiliar na prevenção de riscos e doenças da população em geral, além de campanhas e vídeos institucionais. O canal pode ser acessado clicando no link abaixo: 

Site: www.gndi.com.br 


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