“A chave para o controle da enxaqueca é
estabilizar o cérebro e ter a saúde plena de volta” - Thais Villa, neurologista
Quem sofre de enxaqueca - mais de um bilhão de pessoas no mundo, segundo a OMS - sabe o quanto uma crise pode ser incapacitante. Entre os vários sintomas que essa doença tão complexa pode apresentar, a insônia é bastante comum e debilitante, e acontece como uma dificuldade em iniciar o sono ou mantê-lo.
A neurologista Thais Villa, médica especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca e fundadora do maior centro de cuidado integrado da doença na América Latina, explica: “a hiperexcitabilidade cerebral, que é a base do funcionamento do cérebro com enxaqueca, faz com que a pessoa não consiga ‘desligar’ sua mente para dormir, ou faz com que ela acorde no meio da noite, sempre com aquela aceleração de pensamentos que, mesmo ao despertar, não dá trégua e deixa a pessoa ainda mais exausta durante o dia. E, na hora de dormir, ela não consegue novamente pegar no sono”.
A privação do sono tem impacto na saúde e no bem-estar das pessoas. Quem dorme mal tem mais propensão a desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão, diabetes, Alzheimer ou doenças psiquiátricas. Não dormir o necessário afeta o raciocínio, a concentração e a memorização das pessoas, que ficam mais suscetíveis a esquecimentos ou distrações.
No caso de pessoas que sofrem com enxaqueca, a neurologista Thais Villa ressalta: “não dormir ou enfrentar noites mal dormidas pode acarretar prejuízos de memória, atenção, regulação do humor e do metabolismo, o que pode fazer a pessoa ganhar gordura ou ter dificuldades de perder peso mesmo dedicando dias e horas na academia”.
“Existe tratamento eficiente para a enxaqueca e ele deve cuidar do paciente de forma individualizada, com uma equipe profissional multidisciplinar para orientar a utilização de medicamentos de ponta e métodos não medicamentosos para evitar as crises, a fim de não agravar ainda mais os sintomas da doença ou trazer outras complicações. A chave para o controle da enxaqueca é estabilizar o cérebro e ter a saúde plena de volta”, enfatiza a neurologista.
“A dor de cabeça não pode ser
normalizada e a enxaqueca não pode ser banalizada, é uma doença crônica e
extremamente debilitante com uma difícil jornada que precisa de atenção,
atendimento integrado e tratamento eficiente para que o paciente possa viver
com menos dor e muito mais qualidade de vida”, completa Thais Villa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário