Cirurgiã vascular explica como a trombose se forma e destaca a importância do diagnóstico precoce para evitar complicações graves
A trombose venosa profunda (TVP),
formação de coágulos sanguíneos no interior das veias, é responsável por um
número significativo de mortes evitáveis anualmente. O tromboembolismo venoso,
que inclui a TVP e sua complicação mais temida, a embolia pulmonar, é também
uma urgência médica que exige atenção e informação.
Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados
mais de 75 mil casos de trombose em 2024 e, apenas
nos primeiros seis meses de 2025, já foram contabilizados mais de 36
mil novos diagnósticos, média de 200 registros por dia.
A Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e
fundadora do Instituto Alphaveins,
clínica referência em medicina vascular de alta performance, explica que o
problema começa de forma silenciosa. "A trombose ocorre quando três fatores se combinam:
uma redução na velocidade do fluxo sanguíneo, uma alteração na composição do
sangue que o torna mais propenso a coagular e uma lesão na parede do vaso.
Quando esse coágulo se forma em uma veia profunda, geralmente nas pernas, temos
a TVP. O grande risco é que esse trombo se desprenda", afirma
a médica.
De acordo com a especialista, a embolia pulmonar é
a consequência mais séria. "Se o coágulo viaja pela corrente sanguínea e
obstrui uma artéria do pulmão, a situação torna-se crítica. A embolia pulmonar
pode causar dor no peito, falta de ar súbita e, em casos graves, levar à morte.
É uma emergência que não admite demora no atendimento", alerta
a Dra. Haila.
Identificação dos sinais e
grupos de risco
A médica destaca que reconhecer os sintomas da
trombose venosa profunda é o primeiro passo para buscar ajuda. "Inchaço
assimétrico em uma perna, dor ou sensação de cãibra persistente na panturrilha,
calor local e mudança na coloração da pele para um tom mais avermelhado ou
arroxeado são os indícios clássicos. Diante de qualquer um deles, é fundamental
procurar avaliação médica imediata", orienta a Dra. Haila.
A especialista também aponta os principais fatores
que elevam a probabilidade de desenvolver a condição. "Imobilização
prolongada, como após cirurgias grandes ou durante longas viagens de avião ou
ônibus, é um dos cenários de risco. Pacientes com histórico pessoal ou familiar
de trombose, portadores de câncer, fumantes e mulheres que usam terapia
hormonal, como pílulas anticoncepcionais, também integram o grupo de atenção",
explica a profissional.
Prevenção
Para a Dra. Haila Almeida, a prevenção é baseada em
hábitos que mantêm a circulação ativa. "Movimentar-se é a regra de ouro. Para quem trabalha
sentado ou passa por longos períodos de imobilidade, recomendo levantar a cada
hora, caminhar por alguns minutos e fazer exercícios simples com os pés e
tornozelos. Essas ações ativam a musculatura da panturrilha, que funciona como
um coração auxiliar para o sangue das pernas", detalha.
A hidratação também tem um papel importante. "Manter uma
ingestão adequada de água ao longo do dia ajuda a preservar a viscosidade ideal
do sangue, tornando-o menos espesso e, portanto, menos propenso a formar
coágulos", complementa.
Em situações de risco conhecido, como no período pós-operatório, a medicina dispõe de protocolos específicos. "Usamos medicamentos anticoagulantes em doses profiláticas e dispositivos de compressão pneumática que massageiam as pernas do paciente acamado. São medidas seguras e eficazes para proteger quem está mais vulnerável", afirma a cirurgiã vascular.
Dra. Haila Almeida - Médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser. É fundadora e líder do Instituto Alphaveins, clínica reconhecida por seu padrão de excelência em medicina vascular de alta performance. Com sólida formação e vivência prática, alia conhecimento técnico, gestão estratégica e experiência humana para ir além do tratamento, promovendo também o autocuidado, longevidade e autoestima, com foco em resultados reais, segurança e uma experiência verdadeiramente memorável. Empresária e mentora de outros profissionais da área da saúde, conduz uma abordagem inovadora na formação de médicos empreendedores, apoiando o desenvolvimento de carreiras conceituada, éticas e bem-posicionadas. À frente do Alphaveins, coordena uma equipe multidisciplinar, desenvolve protocolos exclusivos e mantém-se atualizada com as mais recentes tecnologias no campo da cirurgia vascular. Reconhecida por sua liderança inspiradora e conhecimento prático, mantém atuação ativa também como comunicadora nas redes sociais, promovendo informação acessível e conscientização sobre cuidados vasculares. Mais informações: https://www.instagram.com/hailaalmeidaa/
Instituto Alphaveins
www.alphaveins.com.br
https://www.instagram.com/alphaveins/

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