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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Transparência e rastreabilidade digital se tornam selo de autenticidade para 47% dos consumidores - bebidas alcoólicas puxam a tendência

Vasil Dimitrov
Estudo revela que apenas 8% dos brasileiros entrevistados acreditam totalmente nas informações dos rótulos e aponta a verificação eletrônica como caminho para reforçar a confiabilidade

 

 

A confiança na procedência das bebidas alcoólicas ainda é uma barreira no Brasil. Segundo uma pesquisa inédita realizada pela Sherlock Comms, empresa especializada em comunicação, pesquisa e marketing, revela que  apenas 8% dos consumidores brasileiros acreditam totalmente nas informações presentes nos rótulos. O número destaca a crescente demanda por transparência na cadeia produtiva, uma tendência já consolidada em setores como moda e alimentos, e que começa a se expandir também para o universo das bebidas.

37% dos entrevistados afirmaram que só confiariam nos dados descritos em garrafas de bebidas alcoólicas se pudessem comprová-los por meio de um canal oficial, como um site do governo, enquanto 27% consideram as informações dos rótulos suscetíveis à falsificação. O resultado aponta para uma nova exigência do consumidor: a validação digital como sinônimo de confiança.


O dado como novo selo de autenticidade

A pesquisa mostra que a transformação digital não é apenas uma questão de conveniência, mas de credibilidade. Assim como a moda e o agronegócio adotaram tecnologias de rastreamento para garantir transparência, o setor de bebidas começa a apresentar o mesmo movimento.

Quase metade dos entrevistados (47%) afirmou querer acesso a informações sobre ingredientes e a origem deles de forma digital, via QR Code ou plataforma online. O interesse cresce entre as faixas etárias mais avançadas: 59% dos Baby Boomers disseram desejar detalhes sobre a procedência, enquanto as mulheres (51%) demonstram mais preocupação que os homens (43%) com o tema.

A demanda por segurança também é expressiva: 40% dos consumidores gostariam de ter acesso a alertas de contaminação, e 33% valorizam saber mais sobre a reputação do produtor, dados que antes eram vistos apenas como diferenciais de marca.


QR Code e campanhas antifraude reforçam a confiabilidade

Para entender o que faria o consumidor ter mais confiança nas informações sobre bebidas destiladas, a pesquisa também perguntou quais iniciativas seriam eficazes. O selo de fiscalização da fábrica (45%) aparece como o fator mais relevante, seguido de campanhas antifalsificação (42%) e da possibilidade de rastrear a origem do produto via QR Code (38%) - número que sobe para 42% entre os Millennials, geração mais conectada.

Apesar de ser vista como compartilhada, a responsabilidade por garantir a autenticidade é atribuída principalmente ao governo (55%), à frente das destilarias (22%) e dos bares e estabelecimentos (18%).

“A rastreabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito básico. À medida que o consumidor exige mais transparência, as empresas têm a oportunidade de transformar dados em valor, criando cadeias mais inteligentes, seguras e sustentáveis”, afirma Rafael Mandia, COO da Blockforce.


Bebidas lideram ranking de rastreabilidade entre os consumidores

Entre os produtos que os brasileiros mais gostariam de rastrear, as bebidas lideram o ranking (92%), seguidas por alimentos (89%), medicamentos (88%) e cosméticos (65%). O dado mostra que a preocupação com autenticidade e segurança ultrapassa o consumo imediato e se conecta com uma tendência mais ampla de confiabilidade nas marcas e nas informações.

“Esses dados refletem um movimento semelhante ao que já se observa em outros segmentos que vêm adotando práticas de verificação digital, como o de alimentos  especialmente carnes e insumos agrícolas voltados à exportação e o de cosméticos. Isso indica uma mudança cultural na relação entre marcas e consumidores”, completa Mandia.

Metodologia da Pesquisa


Foi conduzido um estudo com 506 respondentes em todas as regiões do Brasil. O questionário foi aplicado através de formulário online no dia 07 de outubro de 2025. A pesquisa contou com 113 respondentes da 'Geração Z' (entre 18 e 28 anos), 206 respondentes da 'Geração Millennial' (entre 29 e 44 anos), 143 respondentes da 'Geração X' (entre 45 e 60 anos) e 44 respondentes da 'Geração Baby Boomer' (entre 61 e 79 anos). Dentre os respondentes 262 eram do gênero feminino e 244 do gênero masculino.

 

Blockforce
https://blockforce.in/pt


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