Condição crônica e autoimune ainda é cercada por desinformação e preconceito; estudo aponta aumento expressivo de pacientes em tratamento no SUS entre 2019 e 2024
Celebrado
em 29 de outubro, o Dia Mundial da Psoríase é uma data fundamental para
conscientizar sobre uma doença que vai muito além da pele. A psoríase é uma
condição inflamatória, sistêmica e autoimune, que se manifesta por meio de
placas avermelhadas e descamativas, podendo causar coceira, dor, queimação e
rigidez nas articulações. Embora não seja contagiosa, ela impacta fortemente a
autoestima e a qualidade de vida de quem convive com o diagnóstico, muitas
vezes agravada pelo preconceito e pela falta de informação.
Segundo
levantamento recente da Ipsos (uma das principais empresas de pesquisa de
mercado do mundo), cerca de cinco milhões de pessoas no Brasil vivem com a
doença. O estudo mostrou ainda um crescimento expressivo no número de pacientes
em tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2019 e 2024, especialmente
após a ampliação do acesso a terapias mais modernas. As regiões Sudeste e Sul
concentram 75% dos casos, com o estado de São Paulo respondendo por 37,2% do
total.
Esses
dados reforçam a importância de uma comunicação mais ampla e empática sobre a
doença, destacando que a psoríase é crônica, requer acompanhamento contínuo e
envolve o organismo como um todo, não apenas a pele. “Ainda existe o equívoco
de associar a psoríase apenas à pele, quando, na verdade, estamos falando de
uma condição inflamatória que afeta todo o corpo e pode atingir também as
articulações. A falta de informação e o preconceito agravam o sofrimento do
paciente. Precisamos falar sobre a psoríase com o mesmo cuidado com que tratamos
outras doenças crônicas”, destaca Simone Kushida, Gerente Médica da Cellera
Farma.
A
psoríase não tem cura, mas os tratamentos disponíveis permitem controlar os
sintomas e restabelecer a qualidade de vida dos pacientes. No Brasil, já
existem opções terapêuticas eficazes que atuam no controle da inflamação e
ajudam a reduzir o impacto físico e emocional da doença.
Entre
elas, estão medicamentos tópicos e sistêmicos que variam conforme o grau de
acometimento e as características de cada paciente. Entre as alternativas
tópicas, destacam-se formulações que combinam corticosteroides com agentes
queratolíticos, indicadas especialmente para o couro cabeludo e outras áreas
com placas mais espessas. Essa associação ajuda a aliviar inflamação,
vermelhidão e descamação, proporcionando conforto e melhora da aparência da
pele.
“O
avanço da ciência e o maior acesso ao tratamento, tanto no sistema público
quanto no privado, representam uma virada de chave no enfrentamento da
psoríase. Mas ainda precisamos quebrar o estigma e olhar para o paciente de
forma integral, com empatia, informação e cuidado contínuo”, reforça Simone.
Falta de informação ainda é
uma barreira
A
pesquisa também ouviu 164 especialistas, entre dermatologistas e
reumatologistas, que apontaram os principais desafios no controle da psoríase:
a falta de informação e conscientização (58%), a busca por atendimento apenas
durante as crises (52%), a dificuldade no diagnóstico precoce (50%) e o acesso
limitado a tratamentos inovadores (49%). Esses obstáculos reforçam o papel da
educação em saúde como ferramenta essencial para o diagnóstico e manejo
adequados da doença.
Cellera Farma
www.cellerafarma.com.br
Fonte: https://www.ipsos.com/pt-br/psoriase-um-olhar-detalhado-sobre-a-doenca-e-desafios
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