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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Pesquisas mostram o impacto da Hipertensão Arterial Pulmonar na qualidade de vida, com destaque para o impacto em mulheres

Falta de ar ao realizar tarefas simples do dia a dia, e a dependência de outras pessoas são as principais reclamações apontadas pelos pacientes

 

A MSD realizou duas pesquisas com médicos e pacientes do Brasil, Argentina, Colômbia e México para avaliar questões relacionadas à qualidade de vida e à jornada de tratamento dos pacientes que sofrem com a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma doença rara, progressiva e potencialmente fatal, caracterizada pelo aumento da pressão na circulação pulmonar. No total, participaram das pesquisas mais de 246 pneumologistas e cardiologistas, que acompanharam seus pacientes com HAP de 2020 a 2021. Os resultados foram apresentados no congresso anual do American College of Chest Physicians. 

De maneira geral, os primeiros sintomas notados pelos pacientes foram falta de ar (78%), fadiga (65%) e dor ou pressão no peito (33%). O clínico geral foi o primeiro profissional de saúde a ser procurado (44%), seguido pelo cardiologista (32%). No Brasil, o cenário foi um pouco diferente, com o cardiologista sendo o primeiro especialista procurado por 49% dos pacientes. Em média, os pacientes relataram esperar entre 7 a 12 meses para procurar um médico após o aparecimento dos primeiros sintomas da HAP. Contudo, o tempo médio para o correto diagnóstico da doença foi de quase dois anos, resultado que demonstra um atraso significativo desde o início dos sintomas. 

Esse atraso se deve especialmente às altas taxas de erros de diagnóstico, verificadas em todos os países pesquisados. A Argentina foi o país em que mais pacientes relataram ao menos um diagnóstico incorreto (57%), seguida pelo México (55%), Colômbia (51%) e Brasil (44%). Esse cenário é preocupante porque atrasos no diagnóstico adequado podem comprometer o tratamento, promovendo a progressão da doença, que pode ser fatal. 

A sobrevida de pacientes com HAP, caso não recebam tratamento adequado, é de aproximadamente três anos.

 

O impacto da HAP em mulheres

A Hipertensão Arterial Pulmonar tem uma ocorrência de 2 a 4 vezes maior entre mulheres comparadas aos homens, especialmente entre aquelas em idade fértil e durante o período de criação de filhos. Essa condição traz riscos significativos durante a gravidez, incluindo mortalidade materna de até 56% e mortalidade neonatal de até 13%. 

Em uma pesquisa qualitativa realizada pela MSD em cinco países diferentes — Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Itália e Reino Unido — com mulheres entre 21 e 50 anos acometidas pela HAP, constatou-se que as pacientes sofrem um elevado impacto da doença independentemente da região em que vivem. O impacto negativo na maternidade e na saúde mental foi alto em todas as regiões analisadas. Cerca de 80% das mulheres participantes indicaram a depressão como um dos principais desafios enfrentados no tratamento da HAP.


MSD no Brasil

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