Renata Fornari, especialista em autoconhecimento, explica como acolher e transformar esses pensamentos que vêm “do nada”
De repente, sem aviso, surge um pensamento estranho: “e se eu morrer agora?” ou “e se eu perder o controle e causar um acidente?”. Esse tipo de ideia repentina, geralmente contrária aos valores e desejos da pessoa, é chamado de pensamento intrusivo. Nos últimos meses, o termo “pensamentos intrusivos” tem ganhado destaque em entrevistas e depoimentos de celebridades, despertando a curiosidade do público. Apesar de não serem reais, podem abalar a percepção da realidade, gerar ansiedade e até culpa.
Esses pensamentos são mais comuns do que se imagina, especialmente em momentos de estresse, cansaço ou ansiedade. E, segundo especialistas, o problema não está no pensamento em si, mas em como reagimos a ele.
É o que explica Renata Fornari, especialista em autoconhecimento e autoamor, e única formadora do Método Louise Hay® no Brasil: “A primeira coisa é não brigar contra, não ficar bravo com o pensamento intrusivo. O sofrimento vem justamente da guerra que a gente trava contra ele. Quanto mais você tenta brigar, calar ou expulsar um pensamento, mais força ele ganha”.
Renata destaca que o caminho é acolher e criar uma distância saudável. “Quando penso ‘e se eu morrer agora?’, eu não nego o medo. Eu acolho: ‘ok, esse pensamento veio me visitar, não significa que ele é verdade, nem que eu desejo isso, é só um pensamento’. E como Louise Hay sempre dizia: um pensamento pode ser mudado. Então eu escolho pensar: ‘eu confio na vida, meu corpo é naturalmente saudável, eu estou segura aqui e agora’. Pergunte-se sempre: que outro pensamento eu posso colocar no lugar que vai me produzir um efeito diferente?”, indica a especialista.
Essa prática, segundo ela, reduz a intensidade do pensamento e abre espaço para a tranquilidade. “Eu acolho, respiro e me lembro: ‘isso não me define, é só uma nuvem passando’. Nós temos que entender que nós somos como o sol e os pensamentos são como nuvens que passam, nós podemos observar e escolher não nos apegarmos a nenhum deles e não nos identificarmos com eles. Quanto mais amor-próprio eu construo, menos preciso lutar com os meus pensamentos. Eu crio confiança interna, e é dali que a paz começa”, finaliza Renata Fornari.
Acolher é diferente de concordar. É entender que esses pensamentos são
parte da estrutura mental humana, mas que, se causam dor, precisam ser
cuidados. Práticas como atividade física, sono de qualidade e relaxamento
ajudam a diminuir sua intensidade. Com pequenos gestos de autocuidado, é
possível recuperar o equilíbrio e cultivar uma relação mais saudável com a
própria mente.

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